Sobre o blog:

“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones

quinta-feira, 31 de março de 2011

Mensagem do Dr Emoto

31/março - hoje ao meio dia : MANDAR PENSAMENTOS DE AMOR E GRATIDÃO À ÁGUA DAS USINAS NUCLEARES DE FUKUSHIMA - convocação de Dr Masaru Emoto


Mensagem do Dr Emoto para todos os Filhos da Mãe Terra.

27 março de 2011
Para pessoas de todo o Mundo

Por favor, envie suas orações de amor e gratidão para a água nas usinas nucleares em Fukushima, no Japão!


Pelo terremoto de magnitude 9 e surreal tsunami, mais de 10.000 pessoas ainda estão desaparecidas até agora .... 16 dias desde o desastre . O pior é que a água nos reatores nucleares de Fukushima começou a vazar, e é a contaminação do mar, ar e da molécula de água das áreas próximas.

A sabedoria humana não foi capaz de fazer muito para resolver o problema, mas estamos apenas tentando esfriar a ira de materiais radioativos nos reatores de descarga de água .
 

Será que realmente não existe nada para fazer?

Eu acho que existe.

Durante mais de vinte anos de pesquisa e tecnologia de medição HADO fotografando águas cristalinas, tenho testemunhado que a água pode tornar-se positiva quando recebe a vibração pura da Oração humana, não importa o quão longe ela está.

A fórmula de Albert Einstein, E = MC2 significa realmente que a Energia = número de pessoas sintonizadas vale o dobro da consciência destas pessoas.

Agora é a hora de entender o verdadeiro significado. Vamos todos nos unir nesta cerimônia de oração, como cidadãos do Planeta Terra. Eu gostaria de pedir a todas as pessoas, não apenas no Japão, mas em todo o mundo para nos ajudar a encontrar uma saída para a crise deste planeta !

O processo de oração é a seguinte.
 
Nome da cerimônia:

" Vamos mandar nossos pensamentos de amor e gratidão a toda a água nas usinas nucleares em Fukushima"

Dia e hora:
31 de marco de 2011 (quinta-feira)
12:00 horas em cada fuso horário, em cada país


 
Por favor, diga a seguinte frase: Por favor, diga isso em voz alta ou em sua mente. Repita três vezes colocando as mãos juntas em posição de Oração. Por favor, ofereça sua Oração Sincera.

 
" Água da central nuclear de Fukushima, lamentamos  fazê-la sofrer. Por favor, perdoe-nos.
Nós te Agradecemos, e nós te amamos . "



Muito obrigado de coração.

Com amor e gratidão,
Eu Sou, Masaru Emoto
Mensageiro da Água

quarta-feira, 30 de março de 2011

Vamos ajudar?

Queridos leitores do blog:
Quem me conhece sabe que sinto pela Ana Cris uma grande admiração.
Conhece-la pessoalmente foi um marco inesquecivel na minha vida, conseguir trazer a equipa do Gama a Portugal é algo de que me orgulho MUITO! Por isso peço que leiam a sua mensagem até ao fim, NÓS PODEMOS AJUDAR!



Entenda a opção pela obstetrícia. E se puder, apóie a causa.


Meu nome é Ana Cristina Duarte. Coordeno no GAMA - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (http://www.maternidadeativa.com.br/ ).


Sou obstetriz formada pela USP-EACH.


Quando decidi me dedicar ao atendimento de mães e bebês, já casada, dois filhos, vida estabilizada, eu poderia ter trilhado qualquer caminho que quisesse, qualquer carreira. Mas eu esperei por alguns anos, perseguindo a Profª Dulce Gualda em todos os eventos de Humanização para saber quando sairia o prometido curso de obstetrícia da USP. No tempo em que esperei o curso sair, eu poderia já ter completado um curso de enfermagem! Mais dois semestres e algumas horas de estágio, eu já poderia ser enfermeira obstetra. Mas não era o meu sonho. Eu não me via como enfermeira, eu não queria estudar doenças, hospitais, cuidado com idosos, crianças, UTI, procedimentos, cardiologia, oncologia, sistematização do processo de cuidar, antes de me dedicar à minha paixão.


Eu queria estudar a mulher, seus processos, a gravidez, seus partos, seus bebês. Eu queria reinventar o cuidado na gravidez, parto e pós-parto. Eu queria pensar em como cuidar da mesma mulher desde o resultado do exame de gravidez, até ela estar amamentando seu bebê. Eu queria estar com ela desde o início, até o fim do processo. Com a mesma mulher, na sua família, na sua casa, no seu contexto social, emocional, afetivo. Eu me via assim, parteira. Eu não me via assim, antes enfermeira, depois especialista. Questão de identidade pessoal com uma carreira que já existe internacionalmente e já existiu no Brasil!


Quando o curso saiu para o vestibular de 2005, eu devo ter sido a primeira a me inscrever! Foram quatro anos de dedicação. Quatro anos estudando tudo o que se refere à mulher, nesta fase da vida. Tínhamos na ponta da língua tudo o que era normal e o que era anormal. Normal na média, normal fora da média, anormal. Exames, diagnósticos, sintomas. Equipe multidisciplinar, UBS, alto risco, baixo risco. Fisiologia, anatomia, nutrição, sociologia, psicologia. Mecanismos do parto, manobras, posições, apresentações, distocias, eutocia. Intervenções, estatísticas, saúde pública e privada. Filmes de parto entre técnicas de esterilização. Parto na água entre elaborações de escala.


Sacolejando em trens ou parados na Marginal Tietê ao final de um dia cansativo, nós sobrevivemos a quatro anos de intenso treinamento focado na assistência humanizada, segura e baseada em evidências no ciclo da gravidez, parto e puerpério.


Foram quatro intensos e difíceis semestres de estágio, porque ainda não existem campos de estágio onde a mulher seja vista e tratada como nós, alunos, havíamos aprendido na escola. Mas ainda assim pudemos atender muitos partos, consultas de pré natal, consultas de pós parto, em ambulatório e domicílio. Massagem nas costas e partograma, palavras de incentivo, acocorar no banheiro, abraçar, controlar a dinâmica e o gotejamento (desse não pudemos escapar). Proteção do períneo, clampeamento tardio (quando conseguíamos), contato pele-a-pele (quando transgredíamos).


Tivemos um excelente curso, que certamente poderia ser melhor (tudo pode ser sempre melhor) e que desde então vem sendo melhorado ano a ano, com novas disciplinas, reestruturação da grade, adaptação a exigências. Formamo-nos obstetrizes competentes e sedentos por trabalhar na assistência. Não queremos ser enfermeiros, nem médicos, nem psicólogos. Queremos trabalhar na assistência à saúde da mulher durante a gravidez, parto e puerpério. Apenas obstetrizes, como existem em todo o mundo sob os curiosos nomes de sage-femme, midwife, matrona, partera, hebamme, ostetrica, obstetrix, llevadora. Não estamos reinventando a roda e não negamos a importância de todas as outras profissões que existem.


Quero apenas continuar fazendo o que amo: assistência dentro de equipe multidisciplinar, com parceiros obstetras, psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas, doulas, educadoras, pediatras e muitos outros. Quero continuar parceira respeitosa e privilegiada desses maravilhosos médicos e enfermeiras obstetras que têm nos dado os braços nessa longa jornada pela melhoria da assistência à saúde no Brasil. Mas não quero ser enfermeira nem médica. Eu sou obstetriz.


Neste momento o primeiro e único (por enquanto) curso de formação de obstetrizes do país está sob ameaça. A USP pretende encerrar as vagas para a carreira já no próximo ano. A justificativa é que o COFEN (Conselho Federal de Enfermeiros) não nos reconhece como enfermeiros (que não queremos ser), bem como não mais reconhece a profissão obstetriz, apesar dela ser mais antiga que a enfermagem obstétrica. A proposta oficial da USP é "Fundir o curso de obstetrícia com a enfermagem", ou seja, aumentar um pouco o número de vagas para Enfermagem no vestibular e extinguir de vez a Obstetrícia.


Esse é o começo do fim. Sem vagas, sem alunos. Sem alunos, sem curso. Sem curso, sem carreira. Sem carreira, sem obstetrizes. Mesmo as que existem serão como solitárias andorinhas voando sem um bando. Sem fazer verão. Sem mudanças no cenário. Continuaremos como era antes, o que não era nada bom. Para impedir que isso aconteça, é necessária muita pressão da sociedade e é isso que estamos tentando fazer. Para isso peço sua ajuda neste momento.


Assinando nossa petição, manifestando nela a sua opinião, vamos mostrando que o curso não é uma manifestação de 250 alunos e 150 obstetrizes formados. Não estamos falando mais de um vestibular, nem de alguns formados a procurarem uma nova carreira. Assinando e manifestando repulsa a essa amputação proposta pela USP, mostramos que o curso e seu ideário são uma manifestação da sociedade por um mundo melhor, por uma forma diferente e justa de se gestar, nascer, dar à luz e amamentar seus filhos, que seja acessível a todas as mulheres. A obstetrícia não diz respeito a obstetrizes, enfermeiros, médicos, USP, CFM ou COFEN. A obstetrícia diz respeito à vida de todos e ao futuro dos nossos filhos.


Para assinar nossa petição: clique em http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/8452
Basta nome e RG, mas você também pode deixar uma mensagem de apoio. Não precisa preencher os outros dados.
Assinaturas já recolhidas (7800 na última visita):
http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/abaixoassinado/8452/?show=500


Vídeo da Manifestação de apoio ao curso de obstetrícia da USP:
http://www.youtube.com/watch?v=-lq3BqQ6DT0


Reportagem da Globo:
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1470143-7823-ALUNOS+DA+FACULDADE+DE+OBSTETRICIA+DA+USP+FAZEM+PROTESTO,00.html


Reportagem no blog da fotógrafa Bia Fioretti:
http://maesdapatria.wordpress.com/2011/03/27/forca-obstetriz-uma-essencia-da-profissao/


Grupo de Apoio no Facebook:
http://www.facebook.com/home.php?sk=group_149118918485370


Blog Obstetrizes Já:
http://obstetrizesja.blogspot.com/


Grata pela colaboração! E assine a petição, clicando aqui: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/8452


Ana Cristina Duarte
Obstetriz
GAMA

terça-feira, 29 de março de 2011

DIVULGO: Aula Aberta de Língua Materna do Primeiro Ciclo - Pedagogia Waldorf

A Associação Waldorf de Sintra, em conjunto com a Arte no Reino dos Sentidos pretendem iniciar uma turma do 1º Ciclo do Ensino Básico, em regime de Ensino Doméstico, com Currículo Waldorf em Setembro de 2011 na Aldeia de Juso – Cascais.

PARA CONHECER ESTA INICIATIVA E ESTA PEDAGOGIA, CONVIDAMO-LO A PARTICIPAR NESTA AULA ABERTA, EM QUE VAMOS PROPORCIONAR A ADULTOS UMA AULA DE LÍNGUA MATERNA PENSADA PARA CRIANÇAS QUE INICIAM O PRIMEIRO CICLO, DE MODO QUE POSSA EXPERIENCIAR O QUE AS CRIANÇAS VIVENCIAM NUMA AULA FUNDAMENTADA NA PEDAGOGIA DE RUDOLF STEINER - PEDAGOGIA WALDORF.


2 de Abril, sábado, às 14:30

Associação Pé de Romã
(Estrada das Labruscas n. 55, Carrascal, Sintra)

Com a seguinte estrutura:


14:30h Acolhimento
14:45h Aula Aberta (Roda Rítmica, Conteúdo Pedagógico, História)
16:00h Tempo de Partilha
17:00h Encerramento
Dinamizado por: Associação Waldorf de Sintra e Arte no Reino dos Sentidos
Para Informações –
Carla Feiteira

tlm: 96 646 33 97
Sónia Santos
96 5708855

email: correio.aws@gmail.com

Nossos filhos como nossos mestres

Peggy O’Mara, uma mãe e pedagoga, no prefácio do livro Natural Child de Jan Hunt, descreve maravilhosamente um novo paradigma de sociabilização, que, na minha opinião (e não só, como veremos) promove a edificação de pessoas tolerantes, amorosas e com um grande sentido de responsabilidade para com a comunidade (a tradução é minha):“A grande antropóloga, Margaret Mead, estudou tribos em todo o mundo. Ela afirmou que as tribos mais violentas eram aquelas que recusavam tocar nas crianças. Para mim, é muito simples. A propensão para actuar agressivamente está relacionada com necessidades não atendidas. Quando nós objectificamos os nossos bebés e manipulamos as suas necessidades legítimas para virem de encontro ao nosso próprio nível de conforto ou às nossas prescrições para a vida, sem o saber poderemos estar a colocá-los em risco.Poderemos, em vez disso, escolher rendermo-nos aos mistérios das necessidades do nosso bebé e às surpresas que ele ou ela nos trás, apenas por nos rendermos e adaptarmos às surpresas trazidas pelo novo amor. Um bebé é o nosso novo amor.Poderemos escolher o amor aceitando as legítimas necessidades humanas dos nossos bebés e respondendo às mesmas com um coração aberto? Isto requer que nós confiemos nos nossos bebés e acima de tudo que confiemos em nós mesmos. Cada um de nós é original. Estamos equipados para a tarefa mesmo que ainda estejamos a aprender a usar o nosso “equipamento”. Muitas das nossas decisões como pais têm mais a ver com o nosso estado de espírito do que com as particularidades de cada situação.Quando nós escolhemos a partir do amor, actuamos de forma muito diferente do que quando actuamos a partir do medo.(...) As crianças e os adultos não são diferentes. Temos os mesmos sentimentos. Crianças que são disciplinadas com amor respondem de forma amorosa. Os pais não são perfeitos, mas nós podemos reconhecer continuamente a crucial importância da forma como nos relacionamos as nossas crianças.(...). As crianças precisam de ser envolvidas na resolução dos problemas familiares. A punição interfere nos laços entre as crianças e os pais. As crianças têm um natural amor pela aprendizagem e não precisam de ser coagidas. “Dificuldades” na aprendizagem podem muito bem ser diferenças na aprendizagem. As crianças precisam de ser reconhecidas em público. As crianças merecem ser tratadas com respeito.(...) Muitos de nós fomos criados em culturas e famílias onde o controlo é altamente valorizado. As nossas crianças são frequentemente os nossos primeiros professores nesta matéria. Ao aprendermos a confiar neles, poderemos aprender que nós somos também dignos de confiança.É a possibilidade de não haver limites, por simplesmente confiarmos nos nossos filhos, o que assusta os pais.Perguntamo-nos como é possível manter a ordem e a harmonia nos nossos lares sem o controlo, sem a punição. (...) o lar baseado na empatia, compaixão e cooperação terá uma disciplina inerente que não precisa de ser imposta pela punição. É imposta pelo amor.Como mãe de filhos adultos posso confirmar a utilidade (...) da disciplina sem punição e de outras escolhas baseadas na confiança. Todas estas escolhas estão implícitas na relação igualitária que eu espero manter com os meus filhos. Eles são meus iguais, meus professores e meus amados. Eu tento lembrar-me disso quando interajo com eles.

Fonte: Peggy O’Mara ; Mothering Magazine; in , (2010) HUNT, Jan, The Natural Child - Parenting from the Heart; Gabriola Island, Canada; NEW SOCIETY PUBLISHERS

Retirado do grupo do facebook - Educar sem tareia

sábado, 26 de março de 2011

Women in our culture are not being initiated into the ways of birth and parenting, because our grandmothers were not initiated.

It is time for us to Remember, to make time for, to risk everything, to bring initiation back into Birth's Rite of Passage.

Birthing from within

sexta-feira, 25 de março de 2011

DIA 26 VAMOS APAGAR AS LUZES




A Hora do Planeta é uma iniciativa da rede WWF que incentiva cidadãos, empresas e governos a apagarem as luzes por uma hora mostrando assim o seu apoio à luta contra as alterações climáticas.
Porquê apagar as luzes?

Antes de mais há que ter consciência que este apagar de luzes por uma hora é meramente um gesto simbólico, mas que pode ser representativo de um elevar da consciência de todos para um problema que é, igualmente, de todos: as alterações climáticas.

A verdade é que este simples gesto, tem despertado em todo o mundo compromissos capazes de ir marcando a diferença numa base diária contínua e tem levado a uma verdadeira mudança de hábitos de vida de cidadãos, empresas e governos que começam a despertar para compromissos válidos e práticos a favor desta luta.

Assim, apagar as luzes:

É mostrar que estamos preocupados com o aquecimento do planeta e queremos dar nossa contribuição, influenciando e pedindo acções de redução das emissões e de adaptação às mudanças climáticas, combatendo a desflorestação e conservando os nossos ecossistemas;
É um incentivo ao diálogo dos manifestantes entre si e entre esses e os governos e empresas;
É um acto que simboliza a eficiência e o uso de todos os recursos com inteligência, responsabilidade e de forma sustentável.
Em 2010, e após três anos de edição, a Hora do Planeta obteve a maior participação voluntária de sempre. Atingiu um recorde de 128 países e territórios, dos quais 24 cidades e duas vilas portuguesas, que se juntaram nesta exibição global a favor do planeta.

Edifícios e monumentos icónicos de todo o mundo (da Ásia ao Pacífico passando pela Europa e África e ainda Américas) ficaram às escuras para iluminar esta ideia. Pessoas de todo o mundo e de todas as esferas da vida social desligaram em uníssono as luzes e uniram-se nesta celebração e contemplação da única coisa que temos em comum: o Planeta Terra.

Portugal junta-se pelo terceiro ano consecutivo a este movimento, que este ano desafia todos a um compromisso que “Vá Além Desta Hora Na Luta Contra as Alterações Climáticas”, apelando a que, quando as luzes forem novamente acesas, reflicta sobre o que pode fazer para ajudar a marcar a diferença.

HORA DO PLANETA 2011
Sábado, 26 de Março

Apague as luzes e ilumine esta ideia por um Planeta Vivo.
Vá além desta hora na luta contra as alterações climáticas!


Daqui

O hino do parto!

One kind of learning comes from books. But the learning necessary for you to participate completely in your birth must come from you. In making birth art or journaling, just bringing an image to light can be surprisingly revealing (and sometimes healing). Listening to it speak to you can tell you even more. Dreams, reverie and art all carry messages from the unconscious…

An active, gentle exploration process not only brings overlooked resources and strengths to conscious awareness, but identifies obstacles and inhibitions that might prevent you from using them.

Birth art doesn't have to be pretty, colorful or carefully planned. It is as raw, honest and spontaneous as birth itself.

It is important to notice how you approach making art, because it is a metaphor for how you approach doing things in your life, especially things you are unfamiliar with, such as birthing. Do you say, "I don't know how to do this!" and hesitate, or give up altogether (leaving it up to "the professionals")? Do you find yourself comparing yourself and competing with others? Or can you be curious and say, "Let's see what I can do!"?

Your art, like your labor, doesn't have to be perfect. Just give it your best effort.


Excerto do livro Birthing From Within

quinta-feira, 24 de março de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

Encontro entre casais grávidos e recém pais

O nascimento de um primeiro filho pode gerar sentimentos ambivalentes nos pais. É uma fase de alegria, claro, mas também de insegurança.
Como se não bastassem todas as novidades, a mulher tem de lidar com a sua nova identidade: tudo o que ela sempre foi mais a sua nova função, a de mãe, e, é não é facil passar de filha a mãe!
Pode ser também uma fase de frustração. Foram nove meses de idealizações: do momento do parto, da amamentação, etc. Até que o bebé nasce, o real, e não o imaginário. E nem sempre as coisas são como sonhamos...
 80% das mulheres que dão à luz sofrem de BabyBlues (ou Tristeza materna, estado de humor depressivo que costuma aparecer a partir da primeira semana depois do parto) ou de depressão-pós-parto - 10 a 20%. O grande problema é que apesar de ser recorrente, as mulheres não partilham o que sentem com outras pessoas. Este encontro vai servir para isso mesmo - PARTILHAR EMOÇÕES!

Este encontro é dirigido a grávidas, casais grávidos, mães, pais e bebés, e tem como objectivo o convívio e a partilha entre famílias.

Local - Sintra - ao ar livre
Domingo dia 27 de Março às 11h30m
Tragam almoço tipo picnic para partilhar!
Entrada livre!
Mais informação - Doula Catarina Pardal ou pelo 919267844

Bater é educar?

Os castigos corporais a crianças, mesmo os praticados no seio da família, são proibidos e punidos em Portugal desde 2007!
O artigo 152 do código penal português foi revisto em 2007 e estabelece que os castigos corporais, a privação da liberdade das crianças e as ofensas sexuais são punidos com penas de um a cinco anos de prisão, podendo as penas aumentar consoante a gravidade da ofensa.




‎"Uma história contada pela escritora Astrid Lindgren ilustra a irracionalidade do castigo físico e como ele é visto pelos olhos de uma criança. Uma senhora contou que quando era jovem não acreditava no castigo físico como uma forma adequada de educar uma criança, apesar do pensamento comum da época incentivar o uso de um fino galho de árvore para corrigir a criança. Um dia, o seu filho de 5 anos fez alguma coisa que ela considerou muito errada e, pela primeira vez, sentiu que deveria dar-lhe um castigo físico. Ela disse para que ele fosse até o quintal da sua casa e encontrasse um galho de árvore para que a mãe pudesse aplicar-lhe a punição. O menino ficou um longo tempo fora de casa e quando voltou estava a chorar e disse para a mãe: "Mãezinha, eu não consegui encontrar um galho, mas achei uma pedra com que odes bater-me". Imediatamente a mãe entendeu como a situação é sentida do ponto de vista de uma criança: se a minha mãe quer bater-me, não faz diferença como e com o quê; ela pode até fazê-lo com uma pedra. A mãe pegou no seu filho ao colo e ambos choraram abraçados. Ela colocou aquela pedra na sua cozinha para se lembrar: nunca use violência."

Existe uma confusão entre o efeito e o que se aprende de facto com as palmadas e outras agressões físicas. O sintoma que incomoda, a birra por exemplo, desaparece, a criança sente medo e pára, mas passa a ter novos sentimentos mais difíceis a enfrentar como a mágoa pela palmada, a frustração por não ser compreendido, o ressentimento por não ser ajudado pela pessoa amada, a impotência por ser mais fraco o medo de mais castigos, etc.

Que tal substituirmos a palmada pela escuta activa da criança? Encarar a raiva dos filhos de maneira construtiva ajuda-os a aceitar todas a partes de si mesmo sem julgamentos negativos, é a base da auto-estima.

Recomendo a leitura de "A auto-estima do seu filho" deDorothy Corkille Briggs e

"Inteligência emocional: e a arte de educar nossos filhos" de J.Gottman e J. DeClaire

PENSE 20 VEZES ANTES DE BATER


1. Bater em alguém mais fraco é em si um acto de covardia.

2. A palmada tende a ir perdendo seu efeito a longo prazo e a criança aos poucos teme menos a agressão física. A tendência dos pais é, então, bater mais e mais.

3. A palmada não resolve os conflitos comuns às relações pais e filhos: muitas das crianças que apanham, mesmo sentindo-se magoadas e amedrontadas, enfrentam os pais dizendo que a "palmada não doeu", e o que era apenas uma palmadinha no rabo, acaba numa agressão física violenta.

4. A palmada, aos poucos, pode afastar severamente pais e filhos, pois a agressão física, não faz a criança pensar no que fez, desperta-lhe raiva contra aquele que a agrediu.

5. Os danos emocionais impostos pela agressão física são geralmente mais duradouros e prejudiciais que a dor física.

6. Bater pode ser uma experiência traumática para a criança não apenas pela dor física, mas principalmente porque coloca em risco a credibilidade depositada por ela nos pais.

7. A criança não se sente segura se a sua segurança depende de uma pessoa que se descontrola e para com a qual tem ressentimentos.

8. A criança que apanha tende a ver-se como alguém que não tem valor.

9. Aos poucos a criança aprende a enganar e descobre várias maneiras de esconder as suas atitudes com medo da punição.

10. A criança pode aprender a mostrar remorso para diminuir a sua punição, sem no entanto senti-lo realmente.

11. Para a criança a palmada anula a sua conduta: é como se ela tivesse pago pelo seu erro, e por isso pensa que pode vir a cometê-lo de novo.

12. A palmada não ensina à criança o que ela pode fazer, mas apenas o que não pode fazer, sem que saiba ao menos o motivo. A criança só acredita ter agido realmente mal quando alguém lhe explica o porquê e quando percebe que sua atitude afecta o outro.

13. O medo da palmada pode impedir a criança de agir mal, mas não faz com que ela tenha vontade de agir certo

14. A palmada tem um carácter apenas punitivo, e não educativo; ela pode parecer o caminho mais fácil a ser seguido, porque aparentemente tem o efeito desejado pelos pais. É comum a criança inibir o comportamento indesejado por medo, e não pela convicção de que agiu de maneira inadequada.

15. Muitas das crianças que apanham aprendem a adquirir aquilo que querem através da agressão física e, não raras vezes, apresentam na escola condutas agressivas com os colegas.

16. Uma palmada, para um adulto, pode parecer inofensiva. Porém é importante saber que cada criança atribui um significado diferente ao facto de “levar umas palmadas”, podendo tornar-se uma experiência marcante em sua vida futura. Além disso, independente da intensidade do bater, o acto continua a se o mesmo: um acto de violência contra um ser desprotegido.

17. Bater é uma forma de perpetuação da “cultura da violência” tão presente nas relações entre as pessoas nos dias actuais, ensina às crianças que os conflitos resolvem-se por meio de agressão física.

18. Bater nos filhos muitas vezes acaba por gerar nos pais fortes sentimentos de culpa, o que os leva a procurar compensar sua atitude posteriormente “afrouxando” aquilo que procuravam corrigir.

19. Bater é um atestado de fracasso que os pais passam a si próprios (Zagury, 1985) porque demonstram para a criança que perderam o controle da situação.

20. O sentido da justiça está em fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem.Quando nós adultos agimos de maneira inadequada, não esperamos punição.


Devemos ser o exemplo, sempre... uma criança agredida vai ser um futuro agressor...

Tento não gritar, não bater, pois acredito ser importante resolver os problemas pelo dialogo.

Ler sobre Attachment Parenting ajudou-me a estar mais ligada aos seus filhos e desenvolver a minha intuição, e ... a pedir ajuda quando estou cansada...

Outro livro que recomendo e o Bésame Mucho do Carlos Gonzalez

Sites onde procurei informação para escrever este post
http://www.leisecacontrapalmadas.com.br/
http://www.pediatriaradical.com.br/

Recomendo também os encontros de educação intuitiva http://apilisboa.blogspot.com/ onde podem contar com o apoio da Natália Moderadora do Attachment Parenting International (Educação Intuitiva)

E vocês já bateram nos vossos filhos? Como se sentiram? Como resolvem as birras?

terça-feira, 22 de março de 2011

Pela liberdade na saúde e bem estar do ser humano!



Há um projecto europeu para proibir a maioria dos medicamentos fitoterápicos a partir de 01 de Abril de 2011.

É uma ofensiva sem precedente travada pelos lobbies da indústria farmacêutica para restringir drasticamente as opções de tratamento em casos de problemas de saúde, e assim garantir biliões de euros em lucros anuais.

Não vamos aceitar que fiquemos privados do conhecimento tradicional das ervas medicinais para o benefício exclusivo das empresas multinacionais farmacêuticas.

Vamos exercer a pressão necessária sobre o Parlamento Europeu e a Direcção-Geral de Saúde e Defesa do Consumidor (DG SANCO), para ser apresentado o mais rapidamente possível uma nova lei que reconheça a liberdade de escolha!!

Eu já assinei a petição, e tu?

http://www.defensemedecinenaturelle.eu/signerlapetition.php

Hoje dia 22 de Março...

Celebramos o dia da Água!

Dr. Masaru Emoto, pesquisador dos Cristais da Água, que as nossas palavras e pensamentos influenciam os cristais que compõem a água, logo, influenciam também os nossos cristais da nossa água interior.



Deixo-vos a minha "receita" para Água Solarisada


Para fazer água sagrada uso num recipiente de vidro, uma garrafa por exemplo, e deixo a agua ao Sol por algumas horas, sem sombra.

Agradeço pela sua existência e por estar ali, saciando a minha sede e a da minha família, cuidando da nossa saúde.
As vezes envolvo a garrafa com um papel celofane verde para vibrar a energia de cura, ou violeta para vibrar a energia de transmutação, ou ainda rosa para vibrar o amor do chakra cardíaco, mas também posso apenas enviar energia com as minhas mãos... depende do que estou a sentir no momento... o importante é ter pensamentos adequados, bonitos... cheios de amor!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Jean Liedloff, 1926–2011

"I don't know whether the world can be saved by a book, but if it could be, this might just be the book."

John Holt

Deixo-vos as palavras de Holt que exprimem exactamente aquilo que sinto sobre a obra de Jean Liedloff, na esperança que este livro seja traduzido rapidamente para português.

A autora do The Continuum Concept desencarnou, morreu, faleceu... enfim o que quiserem, mas a sua obra é imortal!

Deixo-lhe aqui a nossa simples homenagem, homenagem de uma família a quem ela tocou e fez ver todo o processo, não só de maternidade, mas também da própria humanidade, de uma maneira radicalmente oposta aquela que a sociedade nos diz ser a certa.
GRATA!

Espreitem o livro!

Quanto custa ter uma Doula?

Falava eu com a minha amiga M. que me dizia que ter uma doula é caro.
Antes de vos dizer quanto custa ter uma doula, pergunto-vos se sabem quanto custa não ter uma Doula?

Pode custar o desespero nas últimas semanas da gestação, o sentimento da falta de apoio. 
Pode faltar alguém que didacticamente ajuda o casal com os medos específicos do parto.
Pode faltar alguém que lembre que o corpo de uma mulher esta feito para parir.
Pode custar uma ida precipitada à maternidade, que invariavelmente recairá numa série de intervenções - dolorosas, humilhantes e desnecessárias.
Pode faltar em trabalho de parto alguém experiente, e que possibilite ao pai estar no momento sem se preocupar tanto.
Pode faltar alguém para dar confiança.
Pode faltar alguém para ajudar na amamentação.

e podia continuar....

A doula ajuda a vencer os medos da gravidez, serve de ombro amigo, ajuda a compreender os processos próprios do parto.

A Doula diminui estatisticamente as necessidades de analgesia, fórceps e cesariana - há preço para isto?

CUSTA MENOS QUE UM CARRO DE BEBÉ DAQUELES XPTO!!!
CUSTA MENOS QUE ALGUNS BERÇOS!
TER DE COMPRAR LATAS DE LEITE ARTIFICIAL È BEM MAIS CARO QUE TER UMA DOULA!


Claro que uma mulher pode ter um parto natural sem uma doula, claro que sim!
Mas, e os pais que me perdoem, não acredito que um pai ou outro acompanhante não profissional, possa fazer esse papel... o mais normal é essa pessoa não querer que a parturiente 'sofra', ficam com pena. Não é por mal, simplesmente é a falta da segurança e experiência.

E tu, achas caro ter uma Doula?
Tiveste uma Doula no teu parto, achas que foi caro?


Doulas: Ángeles de la maternidad from MiNuShu on Vimeo.

domingo, 20 de março de 2011

Ostara



Imagem DAQUI

Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra "páscoa" – do hebreu "peschad", em grego "paskha" e latim "pache" – significa "passagem", uma transição anunciada pelo equinócio de primavera, que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro. De facto, para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa.
Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo na mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone.
A celebração de Ostara, comemora a fertilidade, um tradicional e antigo festival pagão que celebra o evento sazonal equivalente ao Equinócio da primavera. Algumas das tradições e rituais que envolve Ostara, inclui fogos de artifícios, ovos, flores e coelhos. Ostara representa o renascimento da terra, muitos de seus rituais e símbolos estão relacionados com a fertilidade.
É o período que a luz do dia e da noite têm a mesma duração.
Ostara foi cristianizada como a maior parte dos antigos deuses pagãos.
Os símbolos tradicionais da Páscoa vêm de Ostara. Os ovos, símbolo da fertilidade, eram pintados com símbolos mágicos ou de ouro, eram enterrados ou lançados ao fogo como oferta aos deuses. É o Ovo Cósmico da vida, a fertilidade da Mãe Terra.
Ostara gosta de verde e amarelo, cores da natureza e do sol. O Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema de calendário lunar, que coloca o feriado no primeiro Domingo após a primeira lua cheia ou seguindo o equinócio.
A Páscoa foi nomeada pelo deus Saxão da fertilidade Eostre, que acompanha o festival de Ostara como um coelho, por esta razão, o símbolo do coelho de páscoa na tradição cristã. O coelho é também um símbolo de fertilidade e da fortuna. A Páscoa foi adaptada e renomeada pelos cristãos, do feriado pagão Festival de Ostara, da maneira que melhor lhe convinha na época assim como a tradição dos símbolos do Ovo e do Coelho. A data cristã foi fixada durante o Concílio de Nicéa, em 325 d.C., como sendo "o primeiro Domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotado como sendo 21 de março. A festa da Páscoa passou a ser uma festa cristã após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na Quinta-feira santa. Os fiéis cristãos celebram a ressurreição de Cristo e sua elevação ao céu. As imagens deste momento são a morte de Jesus na cruz e a sua aparição. A celebração sempre começa na Quarta-feira de cinzas e termina no Domingo de Páscoa: é a chamada semana santa.

Inspiração: http://www.aldeiadosventos.com.br/

Primavera

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul.
Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra.
Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade.
Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.


Primavera
Cecília Meireles
(Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366 )

sábado, 19 de março de 2011

Uma canção...

Existe uma tribo na África oriental onde a arte da verdadeira intimidade é fomentada mesmo antes do nascimento. Nessa tribo, o aniversário de uma criança não é contado a partir do dia do seu nascimento físico, nem a partir do dia da sua concepção, como noutras culturas primitivas. Para essa tribo, a data do nascimento é contada a partir da primeira vez em que a criança é um pensamento na mente da mãe. Consciente da intenção de ter um filho com determinado homem, a mãe sai de casa e senta-se sozinha debaixo de uma árvore.


Fica sentada, atenta, até ouvir a canção do filho que ela espera conceber. Quando ouve a canção, volta para o povoado e a ensina para o pai, para que possam cantar juntos e então fazem amor, convidando a criança a juntar-se a eles. Depois de engravidar, a mãe canta para o bebé no seu ventre. Depois ensina a canção para as velhas e parteiras da tribo, para que através do trabalho de parto e do milagroso momento do nascimento a criança seja recebida com essa canção. Depois do nascimento todos os habitantes da tribo aprendem a canção do novo membro da comunidade e a cantam para a criança quando ela cai ou magoa-se. A canção é cantada nos momentos de triunfo, ou nos rituais e iniciações. Essa canção torna-se parte da festa do casamento quando a criança cresce e, no fim da sua vida, seus entes queridos reúnem-se em volta do seu leito de morte para cantar a canção pela última vez
 
Autor desconhecido

Feliz dia do Pai

Um abraço especial para todos os homens que confiaram do meu trabalho e partilharam comigo a sua transformação... passar de um simples homem a pai... GRATA!

Para todos um dia muito FELIZ!

Nota: Amo ser Doula!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Última Lua Cheia antes da Primavera

Passei no frio do Inverno muito tempo dentro de casa e dentro de mim ...

Está na hora de começar a abrir as janelas, está na hora de deixar entrar a Luz.

Tudo está estagnado, é hora de avaliar os meus pensamentos, quero transformá-los ou bani-los. Quero deixar a terra limpa e fofa para o plantio que será em breve!

É hora de arregaçar as mangas e sair da preguiça invernal!

Segundo o Anuário da Grande Mãe , na Lua cheia pré primavera precisamos de "descartar a negatividade e os complexos de inferioridade, mudar atitudes, substituir a crítica pela aceitação e o rancor pela compaixão".

Eu recebo esta Lua Cheia de braços abertos!

Quero desapegar-me de tudo o que não me faz bem.
Quero purifico-me e deixar coisa boas entrarem.

Feliz Lua Cheia

DIVULGO: festival 5 elementos em Oeiras



"Música, Desporto, Ambiente, Solidariedade e Saúde, são os 5 elementos num só Festival. Este ano realizamos a III edição que será no Jardim de Oeiras, junto à CP. Temos como objectivo promover os sentidos através da Música, promover comportamentos saudáveis através do Desporto, consciencializar a população para questões Ambientais, sensibilizar para questões de Solidariedade e alertar para as problemáticas relacionadas com a Saúde. Temos vários Workshops para o corpo e mente, um Domus feito em cana que é o maior da Europa, 3 palcos, uma Zona Alternativa, Artesanato e muito mais..."

mais info  AQUI

Caminhadas Lunares com meditação



Durante o mês de Abril, pelas 10 horas, vamos caminhar e meditar na belissima zona de Sintra.
A Lua simboliza as nossas emoções, nossos condicionamentos, a forma de agir automática.
O corpo humano é composto por cerca de 70% de água. Se a Lua afecta as marés dos oceanos, é lógico concluir que os humanos sejam também directamente afectados por ela.
A história relata que a Lua exerce influências místicas que as pessoas costumavam conhecer e utilizar em seu próprio benefício. Este conhecimento perdeu-se quando as religiões modernas assumiram o controle e proibiram ou ridicularizaram as suas práticas até a sua quase extinção, bem como das antigas deidades que simbolizavam a Lua..

Vamos retomar o contacto com a Lua nestas caminhadas, que são também uma descoberta do nosso eu, o nosso eu lunar...
Mas as caminhadas não são só fisicas, são caminhadas internas... ao som da Natureza vamos realizar meditações guiadas tendo como base "a semente", vamo-nos conectar com a lua e com a natureza, é magico meditar ao ar livre!

Caminhada da Lua Nova - Dia 4 de Abril - com meditação: O plantar da semente

Extensão: 4,5 km;

Duração média do percurso: três horas;
Local de saída/chegada: Largo dos Capuchos;
Pontos de passagem: Capuchos, Peninha;
Dificuldade: média, desnível acentuado;
Valor de troca: 5 euros

Diz-se que a lua esta na fase nova quando o hemisfério lunar voltado para a Terra não reflete nenhuma luz do Sol. Dizemos também que a Lua está em conjunção com o Sol. Nessa fase, o ângulo entre Sol, Terra e Lua é praticamente zero. A Lua Nova nasce por volta das seis horas da manhã e põe-se às seis da tarde. Ou seja, ela transita pelo céu durante o dia.
A Lua Nova, representa o período mais fértil para se dar início a tudo o que for novo em nossa vida.
Podem ser situações, projetos, idéias, tentativas, etc.
É aconselhável dar preferência à situações que não tenham antecedentes, ou seja, que estejam a surgir agora.
Ideal para experimentarmos formas diferentes de fazermos as coisas Uma dieta, um exercício, mudar de estilo, tentar um comportamento novo, ou um propósito.
Podemos, dessa forma, reinaugurar tudo outra vez. Temos novamente outra chance.
Qualquer coisas deve ser plantada.... Nem tudo florescerá, mas este é o período mais fértil para isso.
Todas as possibilidades estão presentes.
O que projetarmos nesta época, seja um pensamento, ou palavras, ou planos, terá MAIS HIPOTESE de se concretizado.


Caminhada do Quarto Crescente - Dia 11 de Abril - Com meditação: O germinar da semente

Extensão: 14,5 km;
Duração média do percurso: três horas;
Local de saída/chegada: Largo do Coreto em São João das Lampas;
Dificuldade: média, algum desnível;
Valor de troca: 5 euros

Cerca de sete dias e meio depois da Lua Nova, a Lua desloca-se 90° em relação ao Sol e está na quadratura ou primeiro quarto. É o quarto-crescente. A Lua nasce aproximadamente ao meio-dia põe-se à meia-noite. O seu aspecto é o de um semicírculo voltado para o Oeste, no hemisfério Norte, a Lua crescente parece um “D”.
Esta fase Lunar representa uma desarmonia de qualidades.

Temos que lutar para que nossos projetos e intenções venham a vingar.
É um período de bastante movimento, em que as coisas aceleram, mas ainda não ganharam forma.
Ainda há tempo de fazermos mudanças necessárias ou de corrigir algumas abordagens.
O padrão que predominar na Lua Crescente é o que irá progredir durante todo ciclo lunar. É preciso, então, prestar bastante atenção à natureza deste padrão; se for positivo (crescimento do sucesso), se for negativo (crescimento dos obstáculos).

Caminhada da Lua Cheia - Dia 18 de Abril - Com meditação: O crescer da semente

Percurso do Monge
Extensão: 4,5 km;
Duração média do percurso: três horas;
Local de saída/chegada: Largo dos Capuchos;
Pontos de passagem: Tholos do Monge;
Dificuldade: baixa, desnível acentuado;

Passados 15 dias da Lua Nova, dizemos que a Lua está em oposição ao Sol. É Lua Cheia. Os raios solares incidem verticalmente sobre o nosso único satélite natural, iluminando 100% do hemisfério voltado para a Terra. O ângulo Sol-Terra-Lua agora é de 180 graus. Lua e Sol estão em lados diametralmente opostos do céu.
A Lua Cheia é visível durante toda a noite, nascendo por volta das dezoito horas pondo-se às seis da manhã.
Esta Lua torna as pessoas mais sensíveis e inquietas. Mexe muito com o estado emocional geral e altera o humor. É também conhecida como a fase das realizações e transbordamentos, para melhor ou para pior.
Durante esta lua é mais difícil manter o equilíbrio. Convém, dessa forma, procurar manter a calma.

Caminhada Quarto minguante - Dia 25 de Abril - Com meditação: o fortificar da semente

Caminhada pelas azenhas
Extensão: 10 km;
Duração média do percurso: três horas;
Local de saída/chegada: Largo do Coreto em São João das Lampas;
Dificuldade: média, algum desnível;
Valor de troca: 5 euros

Uma nova quadratura surge quando a diferença angular é de 270°. Neste dia, o aspecto da Lua é de um semicírculo voltado para o Leste. A Lua nasce à meia-noite e se põe ao meio-dia, aproximadamente.
Esta Lua é óptima para largar situações insatisfatórias, porque estamos menos atingidos por elas. Tudo perde um pouco a intensidade e a importância.
Aproveite esta fase e faça uma introspecção e auto-análise.
Não insista em assuntos ou projetos que não vingarão até agora.
Aguarde pela Lua Nova.
Recolha energias e utilize-as para terminar coisas.


Mais informação:
Parirempaz@gmail.com ou pelo tel. 919267844

quinta-feira, 17 de março de 2011

Para meditar....

Cíclos da natureza - CONVITE



No dia 19 de Março às 18.11h precisamente, acontece a lua cheia com a particularidade de estar posicionada em Virgem (signo de terra) ao mesmo tempo que o sol se encontra em peixes (signo de água). Peixes é o último signo do Zodíaco, associado aos pés, ao trilhar de caminhos, ao alcançar de objectivos. Está também associado com a morte, não só a física, mas a morte de coisas que já não sirvam sua função, coisas das quais nos queremos libertar. O seu oposto, aquele com o qual se equilibra, é o signo de virgem, onde se posiciona esta lua cheia de Março, também designada como Lua da Morte. Virgem, sendo um signo de terra, está associado à nutrição e ao cuidar, tanto física como espiritualmente.


Por este motivo, vai acontecer um movimento mundial recorrendo ao toque de tambores e dança, com o intuito de "curar a terra", elevando os votos sinceros de todos os participantes para a criação de uma energia única com o potencial de ajudar ao nascimento de um mundo melhor.

ver melhor aqui

 Nesta primeira edição dos Ciclos da Natureza, iremos incluir este ritual na nossa roda de dança. Será um Equinócio muito especial: deixaremos a pele do passado que já não serve para trás e iniciaremos os passos de um novo caminho, que nasce com a primavera, elevando nossas vozes e movimentos numa espiral global para um mundo novo.

A actividade irá decorrer na Peninha, na Serra de Sintra.

A Peninha é um local na Serra de Sintra, considerado por muitos como mágico e misterioso. Talvez a área mais virgem em termos da flora e fauna de Sintra.

Valor de troca para toda a actividade (inclui a construção de coroas de flores, as danças de roda com o ritual para a "cura da terra", pintura de ovos e lanche partilhado): 10€ por família.
 
Inscrições e mais informações sobre como chegar:


Catarina Pardal: euquero@parirempaz.com  ou 919267844

Yara Cléo: doulacleo@gmail.com  ou 938407003

quarta-feira, 16 de março de 2011

Passatempo




PASSATEMPO: DIA DO PAI
Participem e habilitem.se a ganhar um Presente "A Vida é Bela ~ Surpresas Aventura" e um Calendário 2011 Mamar ao Peito...
Saibam mais em www.mamaraopeito.org

A maternidade e o encontro com a própria sombra



Passagens do livro:

sobre o puerpério:
” É preciso que as mães enlouqueçam um pouco, e para isso elas precisam de apoio daqueles que as amam, que lhes permitam abandonar sem risco o mundo racional, as decisões lógicas, o intelecto, as idéias, a atividade, os horários, as obrigações. É indispensável submergir nas águas do oceano do recém-nascido, aceitar as sensações oníricas e abandonar o mundo material”

sobre amamentação:
“Dar de mamar é estarmos soltas, poderosas, famintas, como lobas, leoas, tigresas, cangurus ou gatas. Muito semelhante as mamíferas de outras espécies em total apego pelas crias, ignorando o resto da comunidade, mas atentas, milimetricamente, às necessidades do recém-nascido.
Extasiada diante do milagre, tentando reconhecer que fomos nós mesmas que o tornamos possível, e nos reencontrando com o que é sublime. É uma experiência mística se nos permitimos que assim seja.
Isto é tudo de que se necessita para poder amamentar um filho. Nem métodos, nem horários, nem conselhos, nem relógios, nem cursos. Apenas apoio, proteção e confiança em ser você mesma mais do que nunca. [...]
As mulheres que desejam amamentar têm o desafio de não se distanciar de forma desmedida de seus instintos selvagens. Costumam raciocinar, ler livros de puericultura, e assim, entre tantos conselhos supostamente ‘profissionais’, acabam perdendo o eixo.”


Para comprar: euquero@parirempaz.com
Preço: 20 euros

Qual o melhor lugar para parir? Em casa ou no hospital?

Fazem-me muitas vezes esta pergunta!
Lamento informar mas não existe o melhor lugar para parir!
Depende do que a mulher quiser e o que fizer com que ela se sinta mais segura.

SEGURANÇA é a resposta...
Onde é que a mãe se sente segura? Em casa ou no hospital?
A mãe tem de se sentir relaxada, tranquila, porque assim vai relaxar todo o corpo e facilitar o parto.

E para ti, qual o melhor local para ter um bebé?
As mulheres, dentro do SISTEMA PATRIARCAL apesar de, hoje em dia, se julgarem libertas e emancipadas do ponto de vista social económico e político, ainda acusam todas o mesmo sindroma de sujeição e rendição ao homem e aos seus padrões culturais e religiosos, nomeadamente quando se trata de um mentor espiritual, um presumível mestre…tal como o faziam com os pais e os padres …é ver a luta entre elas e as suas manobras para serem as primeiras das capelinhas de qualquer Bairro esotérico…ou como na Roma antiga ou Grécia, num Harém…ou num gineceu…
A ver quais as mais virtuosas, santas ou as mais devotadas, neste caso…para que o olhar redentor do Homem as salve da sua miséria e do pecado….

Rosa Leonor Pedro - Mulheres&Deusas

terça-feira, 15 de março de 2011

A MAIOR LUA CHEIA DOS ÚLTIMOS 20 ANOS – “SUPERMOONS”

O mundo está prestes a presenciar a aparição da maior lua cheia das duas últimas décadas.
No dia 18 de Março, a lua cheia vai aparecer mais exuberante do que o usual na noite celeste quando atinge o ponto máximo de um ciclo, conhecido como ‘Perigeu Lunar’.

É esperado um espectáculo visual quando a lua se aproximará da Terra a uma distância de 221,567 milhas da órbita – chegará mais próxima do nosso planeta desde 1992.

A lua cheia poderá aparecer no céu 14% maior e 30% mais luminosa, especialmente quando nascer no horizonte do oriente ao pôr-do-sol ou em condições atmosféricas bem favoráveis.

Este fenómeno é reportado como o mais relevante assunto sobre ‘supermoons’ que esta conectado com o as extremas manifestações do clima - como os terremotos, vulcões e tsunamis. A última vez que a lua passou tão próxima da Terra foi no dia 10 de Janeiro de 2005, nos dias próximos dos terremotos na Indonésia que registrou 9.0 na escala Richter.

O furacão Katrina em 2005 também foi associado com a lua cheia invulgar.

Previsões de ‘supermoons’ aconteceram em 1955, 1974 e 1992 – cada um destes anos tivemos a experiência de fortes manifestações climáticas.

Workshop: Cuidados com o bebé - orientações holísticas

O Workshop Cuidados com o bebé foi modificado.

Há cerca de 3 gerações que as nossas crianças são educadas de forma radicalmente oposta ao que são as nossas necessidades enquanto espécie humana. Fomos separados ao nascer (separação traumática da mãe devido a intervenções médicas e colocação dos bebés  em berçários )

Em casa, fomos isolados no berço durante a maioria do dia, tivemos uma adaptação forçada ao silêncio que pensamos ser o mais adequado aos nossos bebés mas que é o oposto ao movimento e constante ruído do útero materno!
Está nas nossas mãos não fazermos o mesmo com os nossos filhos!

Este workshop de 4 encontros, aborda o pós-parto, amamentação e cuidados com o bebé, desde a higiene, até a rotina do dia-a-dia, horários, hábitos, etc... foca a importância do contacto mãe-bebé, da participação activa do pai e do aleitamento materno exclusivo.

1º encontro - A chegada do bebé
Adaptação à chegada do bebé e aos novos papéis familiares
Pós-parto: Dicas para facilitar a recuperação da mãe
Amamentação - acto de amor - dificuldades dos primeiros dias e as necessidades básicas do bebé.
Mama / Chucha / Dedo?

2º encontro: Puericultura numa vertente holística
Higiene, banho, umbigo, etc. - Como fazer produtos cosméticos para os nossos bebés.
O uso do pano e outros porta bebés - a importância do colo.
Fraldas de pano, fraldas descartáveis ou sem fralda?
Sono, passeios, colo, rotinas do bebé

3º encontro: O poder do toque - massagem e reiki para bebés
O que são as "cólicas"? / Porque chora o meu bebé?

4º encontro: Reflexologia - uma excelente ferramenta
Como tratar a prisão de ventre, insónia, febre, dentição, problemas respiratórios.

Encontros de 2 a 3 horas
Oferta de um manual e do livro The Continuum Concept the Jean Liedloff - em Inglês ou espanhol. Espreitem o site: http://www.continuum-concept.org/cc_defined.html

Destinatários?
Grávidas, casais grávidos, Mães com bebés.
Quando?
1x por semana
Horários disponíveis:
Workshop 1- 4ª das 15h às 18h inicio 16 de Março
Workshop 2- sábados das 15h às 18h inicio 26 de Março
Possibilidade de outros horários - contacte-me!
Mínimo 2, máximo 5 inscrições

Valor - 100 euros, o preço é independente se venha 1 ou os 2 pais, as avós também são muito bem vindas! ( que a impossibilidade financeira não seja motivo para não vires, contacta-me!)

Workshop facilitar o parto

Dia 19 de Março às15h30 no Fundão com a Doula Sónia Martins


Num ambiente informal e descontraído, vamos debater as necessidades básicas da mulher em trabalho de parto.
Através de exercícios práticos serão dadas a conhecer e a experimentar técnicas de relaxamento e de massagem, que permitem o alívio não farmacológico da dor e que poderão ser aplicadas por quem irá acompanhar a grávida no momento do parto.
Num ambiente informal e descontraído, vamos debater as necessidades básicas da mulher em trabalho de parto.
Dirigido a: futuros pais e outros/as acompanhantes da grávida no parto (profissionais ou familiares)
Contribuição: 15€
Agradecemos a incrição através dos contactos:

Sónia Martins

Educadora Perinatal / Doula

Instrutora de Baby Yoga Om

Téc. Sup. Serviço Social

Tm: 962859664

Email: doula.soniamartins@hotmail.com



Inner Beauty Day Spa

Tm: 967165214

Email: innerbeauty.sofia@gmail.com





2ª Edição das Conversas entre Mães e Pais

Dia 26 de Março às 11h, em Alverca do Ribatejo.
Inscrições por telefone e valor de troca por donativo.

segunda-feira, 14 de março de 2011

CONVITE - Cíclos da Natureza

A Peninha é um local na Serra de Sintra, considerado por muitos como mágico e misterioso. Talvez a área mais virgem em termos da flora e fauna de Sintra.

Convidamo-vos a visitar a Anta de Adrenunes, monumento sepulcral da época Megalítica (entre 4800 A.C. e 2500 A.C.)



A Anta de Adrenunes é uma estrutura constituída por várias pedras, entre as quais existe uma passagem com cerca de 5 metros de altura. Esta passagem poderá ter servido de necrópole colectiva durante a época megalítica. Situa-se no alto de um outeiro que domina a paisagem em redor do Cabo da Roca e a vasta região que se estende para norte da Serra de Sintra.

A nossa proposta é para recebermos a Primavera - Ostara, neste local considerado como um monumento nacional pelo IPPAR , com actividades para famílias: Construção de coroas de flores, danças de roda, pintura de ovos, etc.

Mapa:


Ver mapa maior

Inscrições e mais informações sobre como chegar:
Catarina Pardal: euquero@parirempaz.com ou 919267844
Yara Cléo Bueno yaradoulacleo@ymail.com ou 938407003

Trazer lanche para partilhar

Roupa confortável
1 ou 2 ovos cozidos por pessoa
Instrumentos musicais para quem tenha e queira levar
Boas disposição e espírito aberto
Em caso de mau tempo faremos a actividade em Sº João das Lampas - Bolelas

Parabéns Vó Bi!


85 anos!
Espero chegar a esta idade com a energia e vitalidade da minha avó!
O bolinho feito pelos netos estava uma delicia!

Cesariana pode ser um acto de amor

Não enlouqueci...
Temos de falar sobre isto... a cesariana salva vidas... de mães e de bebés, e pode ser feita com amor... Sim cesarianas podem ser feitas de uma maneira mais gentil e mais consciente.




Eu abusaria do termo e até ouso falar em "cesariana humanizada"... Será possível?
Se a "humanização do parto é a devolução do protagonismo á mulher", não faz sentido falar em cesariana humanizada, mas talvez em cesariana mais humana...
Existem razões médicas para se fazer uma cesariana e podemos sempre tentar que seja o mais humana possível...

Deixo-vos uma lista que costumo dar ás minhas mães que vão fazer cesariana:

1 - Que a anestesia seja a epidural para estares acordada durante o parto

2 - Podes solicitar a presença do teu companheiro ( ou de alguém que faça sentido para ti ) no bloco operatório para que esteja sentado ao teu lado.

3 - Solicitar ao médico que levante a bebé logo após o nascimento, ainda sem o cordão ter sido cortado.

4 - Logo após as primeiras verificações ao bebé, solicitar que te seja trazido o bebé para que o possas beijar.

5 - Solicita a permissão para levarem a máquina fotográfica e tirem as primeiras fotografias.

6 - Enquanto és suturada, solicita a presença constante do pai junto do bebé, isto vai reforçar os laços entre eles além das vantagens do bebé conhecer a voz do pai.

7- Se pretendes amamentar, pede que não lhe seja administrado qualquer tipo de formula. Que tentem aguardar o mais possível para que assim possas ser tu a amamentar a primeira vez o teu bebé.

8 - Solicita que o bebé esteja junto a ti logo que seja possível, é o melhor analgésico que podes ter ( o teu bebé nos teus braços).

9-Podes solicitar que seja colocada uma música ambiente por vós escolhida.

10-Que não sejam efectuados procedimentos rotineiros que não sejam estritamente necessários ao bebé.

Obrigado Doula Cristina Silva pela ajuda na elaboração desta lista http://www.sobcesaria.blogspot.com/

Deixo-vos uma cesariana mais humana...






E tu, qual a tua opinião sobre a urgência de transformar a cesariana num acto de amor?

sábado, 12 de março de 2011

Os meus ovos de Ostara

Os ovos coloridos são os maiores símbolos desse Sabbat.

Os povos primitivos acreditavam que o mundo teria surgido a partir de um grande
Ovo Cósmico de uma Deusa Pássaro e fertilizado pelo Deus Sol.
Os ovos são o símbolo máximo da criação e da fertilidade.
Eu pinto ovos no Equinócio da Primavera e os meus altares são decorados com este poderoso símbolo de fertilidade, protecção e boa sorte, são ovos especiais, ovos de Ostara, invoco neles todos os sonhos e desejos que quero ver realizados.

Como fazer?
Precisamos de:

*Ovos;
*Tintas de várias cores, dando destaque às cores amarela,verde e branca
(cores sagradas de Ostara);
*Pincéis de várias espessuras;
*Uma cesta de vime.

Cozo os ovos e espere que fiquem frios. Pinto-os usando toda a minha criatividade, peço ajuda aos meus filhos.

Pinto símbolos como o Sol, a Lua, as Estrelas, etc.

Coloco os ovos na cesta de vime e então consagro os Ovos, invocando sobre eles, dizendo:

"Em nome da Deusa da Primavera e do Deus Sol, pelos poderes dos quatro elementos,
Terra, Ar, Fogo e Água, eu consagro estes Ovos de Ostara."

Ficam sobre o meu Altar e deixe-os lá durante todo o meu ritual.

Ofereço os ovos aos familiares, amigos e a uma árvore.

sexta-feira, 11 de março de 2011

"Nunca fazemos nada de errado. Nunca fizemos. Nunca faremos. Fazemos coisas que não teríamos feito, se soubéssemos na altura o que aprendemos agora."
-Marshall Rosenberg

quinta-feira, 10 de março de 2011

Ordem de nascimento dos filhos

A D. enviou-me este mail.
Fartei-me de rir, tinha de partilhar!


O 1º filho é de vidro...
O 2º é de borracha...
O 3º é de aço.

Planeamento
O 1º filho é (em geral) desejado
O 2º é planeado
O 3º é escorregado...

Registo histórico
1º- Os irmãos mais velhos têm álbum de fotografias completo, relato
minucioso do dia que vieram ao mundo, fios de cabelo e dentes de leite
guardados.
2º - O segundo mal consegue achar fotografias do primeiro aniversário.
3º- Os terceiros, não fazem ideia das circunstâncias em que chegaram à família

O que vestir
1º bebé - Você começa a usar roupas de grávidas assim que o exame dá positivo.
2º bebé - Você usa as roupas normais o máximo que puder.
3º bebé - As roupas para grávidas são as suas roupas normais, porque
já deixou de ter um corpinho de sereia e passou a ter um de baleia.

Preparação para o nascimento
1º bebé - Você faz exercícios de respiração religiosamente.
2º bebé - Você não se preocupa com os exercícios de respiração -
afinal lembra-se que, na última vez, eles não funcionaram.
3º bebé - Você pede para tomar a epidural no 8º mês porque se lembra
que dói muito.

O guarda-roupa
1º bebé - Você lava as roupas que ganha para o bebé, arruma de acordo
com as cores e dobra delicadamente dentro da gaveta.
2º bebé - Você vê se as roupas estão limpas e só descarta aquelas com
manchas escuras.
3º bebé - Meninos podem usar rosa, não é? Afinal o seu marido é
liberal e tem certeza que o filho vai ser macho igual ao pai! (será
que vai mesmo?)

Preocupações
1º bebé - Ao menor resmungo do bebé, você corre para lhe pegar ao colo.
2º bebé - Você pega no bebé ao colo quando os gritos ameaçam
acordar o irmão mais velho..
3º bebé - Você ensina o mais velho a abanar o berço ou manda o marido
ir ao quarto da criança.

A chupeta
1º bebé - Se a chupeta cair ao chão, você guarda-a até que possa
chegar a casa e fervê-la.
2º bebé - Se a chupeta cair ao chão, você lava-a.
3º bebé - Se a chupeta cair ao chão, você passa-a na camisa, dá
uma lambidela, passa-a de novo na camisa, desta vez para dar secar e
não pegar a doença dos sapinhos ao bebé, e dá-a novamente ao bebé,
porque o que não mata, engorda (vitamina B, de Bicho, off course!)

Muda de fraldas
1º bebé - Você troca as fraldas a cada hora, mesmo que elas estejam limpas.
2º bebé - Você troca as fraldas a cada duas ou três horas, se necessário.
3º bebé - Você tenta trocar a fralda somente quando as outras crianças
começam a reclamar do mau cheiro.

Banho
1º bebé - A água é filtrada e fervida e a temperatura medida por
termómetro.
2º bebé - A água é da torneira e a temperatura é fresquinha.
3º bebé - É enfiado directamente debaixo do chuveiro à temperatura que
vier, porque você, o seu marido e os seus pais foram criados assim, e
ninguém morreu de frio.

Actividades
1º bebé - Você leva o seu filho às aulas de musica para bebés, ao
teatro, à narração de histórias, à natação, ao judo, etc...
2º bebé - Você leva o seu filho à escola e vá lá...
3º bebé - Você leva o seu filho ao supermercado, à padaria, à
manicure, e o seu marido que trate de o levar à escola e ao campo de
futebol...

Saídas
1º bebé - A primeira vez que sai sem o seu filho, liga cinco vezes
para casa da sua mãe, para saber se ele está bem (a sua sogra não pode
ficar com a criança porque na sua cabeça, ela nunca foi mãe).
2º bebé - Quando você está a abrir a porta para sair, lembra-se de
deixar o número de telefone à empregada.
3º bebé - Você manda a empregada ligar só se vir sangue.

Em casa
1º bebé - Você passa boa parte do dia só olhando para o bebé.
2º bebé - Você passa um tempo olhando para as crianças só para ter
certeza que o mais velho não está apertando, mordendo, beliscando,
batendo ou brincando ao superman com o bebé, amarrando um saco de
plástico do carrefour ao pescoço dele ou atirando-o de cima do sofá.
3º bebé - Você passa todo o tempo a esconder-se das crianças.

Engolir moedas
1º bebé - Quando o primeiro filho engole uma moeda, você corre para o
hospital e pede um raio-x.
2º bebé - Quando o segundo filho engole uma moeda, você fica a pau até ela sair.
3º bebé - Quando o terceiro filho engole uma moeda, você desconta na
mesada dele.

Em contagem decrescente para a Primavera - Ostara

A minha estação do ano preferida!

A Primavera é tempo de celebração!
Eu já estou a planear os meus rituais de primavera!

Quando penso na primavera, penso nos diversos deuses e deusas, de variados panteões, ligados às festividades desta estação:

Eostre (panteão nórdico) – Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos coloridos eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados.

Cibele (panteão grego) – Deusa dos mortos, da fertilidade, vida selvagem, agricultura, leis e da Caçada Mítica. Em tempos antigos, Cibele era chamada de “A Mãe dos Deuses”. O grande Sófocles a chamava de “Mãe de Tudo”. O seu culto iniciou-se na Anatólia Ocidental e na Frígia, onde era conhecida como “A Senhora do Monte Ida”.

Flora (panteão romano) – Flora é a potência da natureza que faz florir as árvores e preside a “tudo que floresce”. Era honrada quer por populações itálicas não latinas como latinas. Esposa de Zéfiro e deusa das flores, na Grécia é chamada de Clóris.

Freya (panteão nórdico) – Deusa nórdica do amor e magia, condutora das almas para o mundo subterrâneo. Ela regia a fertilidade, a sexualidade, a Lua, o mar, a Terra, o mundo subterrâneo, o nascimento e a morte.

Osíris (panteão egípcio) – Os antigos Egípcios acreditavam que Osíris morria todos os anos no início da Primavera, quando era tempo de seca e de colheitas, para renascer no Outono, quando o nível das águas do Nilo baixava e se procediam às sementeiras.

Saraswati (panteão hindu) – Deusa da fala e da aprendizagem, é a criadora do Sânscrito, a língua dos Vedas. Ela é a consorte de Brahma, o criador e membro da trindade hindu. Ela é igualmente reverenciada pelos hindus, jainistas e pelos budistas. Ela é adorada no primeiro dia da Primavera, de acordo com calendário hindu, chamado Basant Panchami.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Viver a Vida

" Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.

Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.

Teria menos pressa e menos medo.

Daria valor secundário às coisas secundárias; na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.

Seria muito mais alegre do que fui.

Só na alegria existe vida.

Manteria distâncias enormes das pessoas ciumentas e possessivas.

Seria mais expontâneo.

Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.

Seria mais ousado: A ousadia move o mundo.

Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos sopa, teria menos problemas reais e nenhum imaginário. Eu fui uma dessas pessoas que vivem preocupadamente cada minuto da sua vida; claro que tive momentos de alegria.

Mas, se pudesse voltar a viver, tentaria ter somente bons momentos.

A vida é feita disso: só de momentos, nunca percas 'O agora'.

Mesmo porque nada nos garante que estaremos vivos amanhã de manhã.

Eu era um desses que não ia a parte alguma sem um termómetro, um saco de água quente, um guarda-chuva ou um paraquedas; se voltasse a viver viajaria mais. Não levaria comigo nada que fosse apenas um fardo.

Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no início da Primavera e continuaria assim até o final do Outono.

Jamais experimentaria os sentimentos de culpa e ódio. Teria amado mais a liberdade e teria mais amores do que eu tive.

Viveria cada dia como se fosse um prémio. E como se fosse o último.

Daria mais volta na minha rua; contemplaria mais amanheceres e brincaria muito mais do que brinquei.

Teria descoberto mais cedo que só o prazer nos livra da loucura. Tentaria uma coisa nova todos os dias, se tivesse outra vez uma vida pela frente.

Mas como sabem, tenho 88 anos e sei que estou morrendo."

Viver a Vida, Jorge Luis Borges

terça-feira, 8 de março de 2011

8 de março - DIA DA MULHER

O dia da mulher existe para lembrar que ainda precisamos de lutar para mudar a nossa maneira de pensar...
Não temos que aceitar a violência.
Não temos que ceder sempre.
Não temos que estar sempre maravilhosas.
Não temos que impedir o envelhecimento para sermos desejáveis.
Não temos que fazer nada que não quisermos apenas para agradar o outro.

Canta e Dança Mulher

Lembra mulher de quando teus pés descalços pisavam na terra molhada, depois da tempestade tão esperada

Recorda quando teus ouvidos sabiam compreender as mensagens que o vento assoprava para o teu espírito
Inspira fundo e sente o aroma daquela época onde viveste próxima aos frutos e às flores e tudo acontecia em tempo certo, sem apressamentos

Compreende que teu corpo e tua alma obedeciam à voz da Grande Mãe, e tua vida fluia plena de sabedoria, pois tu representavas a Deusa, o Sagrado Feminino, e de ti resplandecia toda a generosidade

Recorda que conhecias bem os mistérios da lua, tua irmã, e te guiavas por instintos e intuições, sonhavas com as respostas e cheia de confiança em teu coração guiava a tua vida e de tantos outros por caminhos seguros

Tua natureza, sempre disposta a dar vida e dela cuidar, ligada por estreitos laços aos ritmos e ciclos do universo, sabia cantar e dançar, e assim espalhava alegria pelo norte, pelo sul, pelo leste e pelo oeste, sem perder o teu centro

Rosa dos ventos e dos tempos, hoje estás novamente aqui, mas não te esqueça jamais de continuar a cumprir o teu sagrado papel
O Universo ainda carece do teu feminino...
Ah! Então canta e dança
E o destino dos homens se cumprirá!

(Autoria desconhecida )

segunda-feira, 7 de março de 2011

O Guilherme já nasceu!

O 2º Guilherme deste ano!
Grata R. e D. por confiarem mais uma vez no meu trabalho!

Significado do nome Guilherme.
Guilherme tem 9 caracteres.
Origem do nome Guilherme = Teutônico.
Significado Guilherme : o que protege, protector.

Numerologia – primeiro nome = Guilherme – 8
A vibração do número 8 Indica a seguinte personalidade:
ASSUMIRÁ O PODER, para o qual terá conseguido o controle e responsabilidade no campo eleito.
Obterá reconhecimento e recompensas financeiras e conseguirá expansão e desenvolvimento no mundo dos negócios.
O poder constitui a qualidade associada com o 8.
O ardor, o ciúme, a resolução e a capacidade de ver as coisas em termos amplos lhe inspiram ambição, adicionando-se a isto as qualidades requeridas para conquistar objetivos materiais.
O 8 possui o vigor preciso para superar todos os obstáculos e termina por triunfar graças a sua capacidade e sua perseverança.

Palavras chave:poder, responsabilidade, recompensas financeiras, bom juízo, reconhecimento.

Palavras de Osho

"Quando você não está fazendo absolutamente nada - corporalmente, mentalmente, em qualquer nível - quando toda a atividade cessou e você simplesmente é, apenas sendo, isso é meditação. Você não pode fazê-la, você não pode praticá-la; você tem apenas que compreendê-la. Sempre que você encontrar tempo para apenas ser, abandone todo o fazer. Pensar também é um fazer, concentração também é um fazer, contemplação também é um fazer. Mesmo que apenas por um único momento você fique sem nada fazer, simplesmente permanecendo no seu centro, totalmente relaxado - isso é meditação.


E uma vez que você tenha descoberto o jeito, você pode permanecer nesse estado tanto tempo quanto quiser; por fim você poderá permanecer nesse estado durante as vinte e quatro horas do dia. Uma vez que você tenha se tornado consciente de como o seu ser pode permanecer sem perturbação, então, vagarosamente, você pode começar a fazer coisas, mantendo-se alerta para que o seu ser não se agite. Essa é a segunda parte da meditação - a primeira é aprender a simplesmente ser, e em seguida aprender pequenas ações como limpar o chão, tomar um banho, mas permanecendo centrado. Depois você poderá fazer coisas mais complicadas.... Assim, a meditação não é contra a ação. Não é que você tenha que escapar da vida. Ela simplesmente lhe ensina uma nova maneira de viver: você se torna o centro do ciclone.


A sua vida continua; continua de uma maneira muito mais intensa - com mais alegria, com mais clareza, mais visão, mais criatividade - todavia você está distanciado, é apenas um observador nas colinas, assistindo simplesmente o que está acontecendo ao seu redor.


Você não é aquele que faz, você é o observador. Esse é todo o segredo da meditação: você se tornar o observador. O fazer continua em seu próprio nível, não há nenhum problema nisso: cortar madeira, tirar água do poço. Você pode fazer coisas pequenas e coisas grandes; só uma coisa não é permitida: o seu centramento não pode se perder.
Essa consciência, esse estado de observação deve permanecer absolutamente desanuviado, sem perturbação."
OSHO

Para quem acha que as doulas são uma bruxas...



Ser uma bruxa ...

Ser uma bruxa é amar e ser amado.
Ser uma bruxa é saber tudo e nada.
Ser uma bruxa é mover-se entre as estrelas enquanto permanecer na terra.
Ser uma bruxa é mudar o mundo ao seu redor e você mesmo.
Ser uma bruxa é compartilhar e dar ao receber o tempo todo.
Ser uma bruxa é dançar e cantar de mãos dadas com o universo.
Ser uma bruxa é honrar os deuses e você mesmo.
Ser uma bruxa é ser mágica e não apenas realizá-la.
Ser uma bruxa é ser honrada.
Ser uma bruxa é aceitar outros que não são como você.
Ser uma bruxa é saber o que você acha que é certo e bom.
Ser uma bruxa é não prejudicar ninguém.
Ser uma bruxa é saber as formas do tempo.
Ser uma bruxa é ver além das barreiras.
Ser uma bruxa é seguir a lua.
Ser uma bruxa é ser um com os deuses.
Ser uma bruxa é estudar e aprender.
Ser uma bruxa é ser professor e aluno.
Ser uma bruxa é reconhecer a verdade.
Ser uma bruxa é viver com a terra e não apenas sobre ela.
Ser uma bruxa é ser verdadeiramente livre!
in Gato Mistico

Se ser bruxa é isto então eu sou uma bruxa....

Sou Bruxa porque:

- Planto ervas no quintal para fins curativos e culinários?

- Comunico com as plantas e animais?

- Celebro as estações do ano?

- Celebro as fases da Lua?

- Relaciono a minha menstruação com as fases lunares?

- Honro todos os alimentos?

- Considero o meu corpo como algo sagrado?

- Faço sexo por amor e por prazer, por ser algo natural?

- Acredito na reencarnação?

- Honro deuses e deusas?

- Respeito todos os seres vivos ?

- Amo e sirvo a Terra ?

- Repudio qualquer forma de preconceito?

- Mostro às mulheres o poder do seu corpo, o poder que todas nós temos de gestar, parir, amamentar e amar os seus filhos?


Se sou Bruxa por ter paz no coração, por ter amor na vida e ser feliz por existir…

FICO MUITO FELIZ POR SER UMA BRUXA!
Podem chamar-me doula,bruxa, deusa, fada, luz....
Sou isto tudo...

EU SOU EU... escrevo e digo aquilo que penso...

domingo, 6 de março de 2011

Tenda da Lua

A Tenda da Lua é o lugar da mulher. É lá que as mulheres se reúnem durante seu período menstrual para ficarem juntas e se sentirem em sintonia com as mudanças ocorridas em seus corpos.[...]


Em muitas tradições antigas o tempo da Lua é considerado um tempo sagrado da mulher, durante o qual ela é honrada como sendo a mãe da energia criativa.Durante esse ciclo , ela deve liberar-se das energias antigas que seu corpo vinha carregando e preparar-se para a religação com a fertilidade da Mãe Terra, da qual será portadora durante a próxima Lua ou o próximo mês.Nossos ancestrais sabiam o quanto era importante permitir que cada mulher pudesse se aprofundar em seu espaço sagrado durante esse momento de religação, pois as mulheres eram portadoras da abundancia e da fertilidade.As mulheres eram mães; davam continuação à Tribo tendo filhos, traziam fertilidade às lavouras graças à sua conexão com a Mãe Terra e abrigavam os sonhos da Nação em seus ventres até que esses sonhos se tornassem realidade.Durante a sua Lua, elas eram estéreis e não podiam conceber, esse era seu período e descanço.


Ninguém impedia que uma mulher fizesse seu retiro durante o Tempo da Lua.Impedir seria um gesto perigoso da parte e qualquer membro da tribo.Insistir em quem uma mulher continuasse a cumprir com tarefas ou deveres familiares equivalia a interromper o seu ciclo de religação com a Terra.


Dentro da tradição nativa cada estagio de crescimento de uma mulher é explicado às meninas que estão estão em fase de crescimento.O ensinamento começa antes do primeiro fluxo menstrual e é marcado pelos ritos de passagem. Cada mulher da tribo tem a honra de se tornar parte da energia criativa.cada uma delas deve aprender a reconhecer o Ciclo da Lua à medida que vai sendo preparada para se tornar uma tecelã das marés,à semelhança da sua Avó Lua.cada uma aprende a respeitar o corpo e as próprias necessidades. A cada menina é transmitido o conhecimento do que significa ser mulher, à medida que ela vai sendo preparada para assumir seu papel entre as outras mulheres da tribo.Nesta fase de aprendizado incluem-se as tarefas normais de mulher e esposa, além do artesanato, do desenvolvimento da criatividade, do uso da intuição e do desenvolvimento de qualquer dom e habilidade pessoal.temos ainda o conhecimento da cerimônias e de rituais, a ajuda no nascimentos de bebês, além da utilização dos seus dons de cura e de seus totens pessoais.


Durante seu Tempo de Lua as mulheres não tinham permissão de preparar comida, dançar, participar de cerimônias ou partilhar qualquer atividade vital com os homens.muita gente hoje costuma interpretar erradamente este costume. Essa tradição teve inicio porque as mulheres precisavam se reabastecer de energia durante o seu período estéril.Considere o alivio que um retiro destes poderia proporcionar a uma mulher moderna e também à sua família, que é obrigada a conviver mensalmente com suas mudanças de temperamento.Considerava-se um direito da mulher retirar-se para receber alimentação e os cuidados da Mãe Terra, assim como ela própria tinha cumprido com suas responsabilidade de cuidar bem dos outros durante o resto do mês.


Para que velhas feridas cicatrizem de maneira eficaz e criativa, está na hora de as mulheres utilizarem a idéia da tenda da Lua e se refugiarem da santidade da fraternidade.As mulheres precisam aprender a amar, a compreender e , desta forma, curar umas às outras.Recolher-se e assmilar os sentimentos que as experiências da vida criam é muito saudável.


As Cartas do Caminho Sagrado de Jamie Sans

sábado, 5 de março de 2011

Yoni

 O triangulo invertido que representa a vulva da deusa parece ter sido adorado desde a pré- historia. Existem provas de sua utilização no Paleolítico como pendente, símbolo de fertlidade ou amuleto para afastar o perigo e foi realçado em estatuetas de Venus e estilizado em diversas formas de arte e nas escritas cuneiformes que constituem os textos mais antigos.


O triangulo genital da deusa,bastante conhecido atualmente devido ao seu nome sânscrito de yoni e cujo símbolo é uma flor de lótus,é a entrada e a saída para o mundo uterino. Todavia, o yoni da deusa não é apenas gerador da vida, o caminho pelo qual a vida entra no mundo;também é retratado em varias culturas como uma entidade faminta e independente, com entes vorazes – a vagina dentada.


[...]


Curiosamente, o medo da vulva devoradora está ausente em imagens dominantes do culto indiano do yoni, onde a deusa em geral personificada por Devi ou Kali, surge deitada de costas, com pernas inclinadas ou em pé com as pernas afastadas,libertando o seu fluido vaginal, o yoni-tattva, um elixir divino que os seus devotos recebem na boca.


Num texto místico denominado Yoni- Tantra conta-se que o deus Brama cortou aos pedaços o cadáver da deusa Sati (Parvati) para aliviar o fardo de seu marido Shiva, que andava com ele de um lado para outro, desolado. A vulva caiu em terra em Kamakhya e foi construído um templo em sua honra no interior do qual o yoni está representado por uma rocha fissurada, sempre umedecida por uma nascente subterrânea natural, donde a água sai avermelhada uma vez por ano, devido ao oxido de ferro, na fase inicial da monção. Esta “menstruação” natural é interpretada pelos fiéis como uma maneira de a natureza confirmar a adoração da volva feminina e dos processos a que ela está sujeita e como prova de que a deusa é a terra. Em toda a Índia se encontram formações rochosas, grutas e dolmens semelhantes ao yoni e muitas vezes os peregrinos entram de rastos pela abertura, se esta é suficientemente grande e saem também de rastos, imitando o renascimento divino – a entrada e o regresso ao ventre celestial (quando tais estruturas naturais não existem, são construídas em formas de lagos triangulares no exterior dos templos). É também freqüente os altares dos templos hindus ostentarem manchas vermelhas ou triângulos pintados junto deles que simbolizam o yoni, que por vezes exibe um falo preto e ereto no meio, caso em que chama yoni- lingam e simboliza a união do deus Shiva com seu principio feminino, Shakti. Outras vezesé o prprio yoni que está na posição vertical, em especial quando colocado mesmo em frente de um altar.


O fluido do yoni é frequentemente confundido com o sangue menstrual nos textos místicos do budismo tântrico e tem o nome de “alimento de sangue” sendo muito venerado pelo poder especial que possui de curar e fazer magia. O fluido do yoni também tem o nome de pushpa, ou flor, porque “tal como a flor da arvore “, anuncia seu poder de dar frutos.


[...]


Desde o Paleolitico que o sangue se encontra intimamente associado ao ritual e ao culto.Os seus símbolos eram o ocre vermelho (usado para tingir imagens e também encontrado sobre cadáveres em posição fetal, a fim de que estes regressassem ao ventre da terra, prontos a renascer) e o vinho tinto. O sangue constitui a base do clã, da realeza e da herança e tem-se admitido que as mulheres beneficiavam-se de um elevado posicionamento nas sociedades antigas por serem guardiãs e transmissoras – através da procriação – do sangue do clã e, portanto, do seu espírito. Outrora o sangue menstrual era considerado benéfico de muitas formas, sendo derramado nos campos como fertilizante e usado para curar e para conferir poder – nos tantras indianos há ainda alusões ao “sangue como alimento”. Os homens tentaram muitas vezes imitar a hemorragia menstrual nos seus rituais em atos como a circuncisão, a subincisão entre alguns aborígenes australianos e o corte dos mamilos que se realiza durante a Dança do Sol dos Sioux. Afirma-se por vezes que os sacerdotes inventaram tabus menstruais para não usar o sangue feminino em rituais que num determinada época, se confinavam às sacerdotisas. Assim, rejeitado como impuro, o sangue menstrual tinha de ser substituído, nas cerimônias sagradas, por outro proveniente do sacrifício de seres humanos e animais.


Shahrukh Husain - Divindades Femininas p. 96-97 e 139.