Não é mais fácil esquecer o relógio e amamentar quando o bebé quer? Para quê complicar?
Não é mais fácil adormecer um bebé ao colo, ou na maminha em vez de o deixar a chora? Para quê complicar?
Não é mais fácil deixar o bebé dormir perto de nós, do que nos levantarmos 5 vezes durante a noite? Para quê complicar?
Não é mais fácil andar com o bebé ao colo ( num pano, num sling, num porta-bebés )e conseguir fazer o que queremos? Para quê complicar?
Não é mais fácil dar banho ao bebé quando ele quer, e quando nos dá mais jeito? Para quê complicar?
Não é mais fácil intruduzir os solidos quando o bebé está preparado? Para quê complicar?
Não é mais fácil alimentar o bebé com a nossa comida em vez de fazer comidas especiais para o bebé? Para quê complicar?
Não é mais facíl desmamar o bebé quando ele quiser em vez de lhe tirar a maminha repentinamente? Para quê complicar?
Mães, vamos "descomplicar"! Oiçam o vosso coração, não leiam tantos livros nem deixem que a opinião dos outros vos afecte! VAMOS DESCOMPLICAR!
Mais ideias para "descomplicar"?
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
O que dirias a ti própria se pudesses voltar para traz?
Eu diria:
- Ama-te...só assim consegues amar outra pessoa
- Não há mães perfeitas
- Não tentes ser a super mulher
- O 1º ano passa tão rápido... imagina o 1º mês.... APROVEITA!
- Ouve mais o teu coração e lê menos livros
E tu o que dirias a ti própria se pudesses voltar para traz?
sexta-feira, 19 de março de 2010
Afinal o que é o Feminismo?
Autora feminista francesa Badinter Elisabeth, recentemente ( leiam os comentários ) falou contra o novo modelo de maternidade . Segundo a autora este "novo" estilo de maternidade é anti-feminista, é um retorno à Idade das Trevas, escravizando mulheres por conta dos seus filhos.
Exactamente por discursos como este, abstenho-me de me chamar feminista.
O feminismo não é apenas ir trabalhar fora de casa. O feminismo também é o direito da mulher de ficar em casa e cuidar dos seus filhos, se ela assim o desejar. É sobre a escolha de uma mulher no parto, na amamentação, é sobre A ESCOLHA sobre a LIBERDADE de escolha!!
Segundo a autora a nova imagem da mãe" ideal "- aquele que amamenta durante seis meses, não se apressa para voltar ao trabalho a tempo inteiro, evita analgésicos durante o parto, rejeita fraldas descartáveis e, ocasionalmente, deixa o seu bebé dormir na sua cama - são exigências impossíveis para qualquer mulher que tenha uma vida para além do seu filho.
Eu discordo, as mães que ficam em casa com os filhos podem ter uma vida....
Para quê que queremos ser iguais aos homens? Igualdade não quer dizer que tenhamos que ser iguais..... mas sim ter direitos iguais... não sei se me faço entender....
Para mim as mulheres estão a tornar-se homens....
Eu aconselhava esta senhora a ler Laura Gutman....
Na realidade não é fácil renunciar ao salário quando temos uma incompreensão social forte (que aumenta com a idade do bebé) quando tomamos a decisão de ficar em casa, quando é socialmente aceite que os cuidados maternos e paternos não são necessário porque temos educadoras, creches ou avós (terceirização de parentalidade), quanto temos total ausência de estruturas tribais, quando vivemos numa sociedade anti-criança e anti-mães... Mas, mesmo assim, conheço cada vez mais mulheres a optarem por não colocar os seus filhos em escolas, por ficar em casa, por trabalhar em casa...Porque é que isto acontece? Não sei, mas tenho uma teoria, depois de lerem M. Odent vão perceber :) O PODER DO PARTO... as hormonas do parto... quando se tem um parto poderoso, a mulher nunca mais será a mesma....
O que se está a passar??? Porque estamos a voltar a ser mamíferas?
Exactamente por discursos como este, abstenho-me de me chamar feminista.
O feminismo não é apenas ir trabalhar fora de casa. O feminismo também é o direito da mulher de ficar em casa e cuidar dos seus filhos, se ela assim o desejar. É sobre a escolha de uma mulher no parto, na amamentação, é sobre A ESCOLHA sobre a LIBERDADE de escolha!!
Segundo a autora a nova imagem da mãe" ideal "- aquele que amamenta durante seis meses, não se apressa para voltar ao trabalho a tempo inteiro, evita analgésicos durante o parto, rejeita fraldas descartáveis e, ocasionalmente, deixa o seu bebé dormir na sua cama - são exigências impossíveis para qualquer mulher que tenha uma vida para além do seu filho.
Eu discordo, as mães que ficam em casa com os filhos podem ter uma vida....Para quê que queremos ser iguais aos homens? Igualdade não quer dizer que tenhamos que ser iguais..... mas sim ter direitos iguais... não sei se me faço entender....
Para mim as mulheres estão a tornar-se homens....
Eu aconselhava esta senhora a ler Laura Gutman....
Na realidade não é fácil renunciar ao salário quando temos uma incompreensão social forte (que aumenta com a idade do bebé) quando tomamos a decisão de ficar em casa, quando é socialmente aceite que os cuidados maternos e paternos não são necessário porque temos educadoras, creches ou avós (terceirização de parentalidade), quanto temos total ausência de estruturas tribais, quando vivemos numa sociedade anti-criança e anti-mães... Mas, mesmo assim, conheço cada vez mais mulheres a optarem por não colocar os seus filhos em escolas, por ficar em casa, por trabalhar em casa...Porque é que isto acontece? Não sei, mas tenho uma teoria, depois de lerem M. Odent vão perceber :) O PODER DO PARTO... as hormonas do parto... quando se tem um parto poderoso, a mulher nunca mais será a mesma....
O que se está a passar??? Porque estamos a voltar a ser mamíferas?
domingo, 19 de abril de 2009
Seminário - Apoio Parental
Com Jaime Reininho nos dias 9 e 10 de Maio 2009
Local: HARPA - Associação Recriar para Aprender
Qtª S. João dos Montes, 2600 Alhandra
Tel. / fax: 219512092
email: harpa_portugal@yahoo.com
site: http://www.harpa-portugal.com/
Tema:
Ser mãe ou pai pode ser muito gratificante e dar grande alegria e significado à nossa vida. Pode ser também desafiante e complicado e muitas vezes podemos sentir-nos incapazes de lidar com situações demasiado difíceis.
Ser pai ou mãe é provavelmente a coisa mais difícil que nos é pedida. É uma tarefa para a qual a maioria de nós não recebeu formação. Muitas vezes repetimos o padrão da educação que tivemos e isso não funciona necessariamente no mundo de hoje com os nossos filhos.
Muitas mães e pais enfrentam regularmente dificuldades pensando que só eles é que as têm ou mesmo presumindo que é por culpa deles.
Este seminário oferece a possibilidade de partilharmos as nossas dificuldades e experiências, chegar à conclusão que não estamos sozinhos e obter o apoio doutros pais e mães em situações semelhantes às nossas. É também uma oportunidade para aprender novas maneiras de compreender melhor o que se passa nas nossas famílias e lidar mais eficazmente com os comportamentos dos nossos filhos com os quais temos dificuldades.
Objectivo Geral:
Fomentar melhores relações na família e ajudar mães e pais a assegurar o bem-estar tanto de si próprios como dos seus filhos/as duma forma regular e consistente.
Objectivos Específicos:
1. Compreender as nossas dificuldades como pais e mães e aprender a melhor reconhecer e preencher as nossas necessidades
2. Compreender os comportamentos problemáticos dos nossos filhos e reconhecer melhor as necessidades deles
3. Apresentar modelos e ferramentas para lidar com situações difíceis, aprender formas de comunicação assertivas e não violentas e praticar o uso das mesmas
Jaime Reininho
Tem 53 anos, viveu 23 anos no Reino Unido e é pai de 6 filhos com idades compreendidas entre os 10 e 24 anos. Trabalhou 11 anos em comunidades terapêuticas antroposóficas em Portugal e na Inglaterra, foi professor Waldorf durante 7 anos na Escócia e Inglaterra, trabalhou 4 anos como orientador de grupos de pais com a organização britânica Parentline e 6 anos como psicoterapeuta. Neste momento vive no Algarve onde dá consultas em vários centros e clínicas e faz acções de formação nas áreas do auto desenvolvimento, comunicação não-violenta e apoio parental.
Horário:
Sábado – das 9.30h às 17.30h
Domingo - das 9.30h às 13.30h
Almoço no sábado:
Livre ou no local: sopa, prato vegetariano, salada e sobremesa, chá ou café, confeccionado com produtos biológicos………………. 8€
(é necessário fazer inscrição prévia)
Inscrições: até dia 4 de Maio, mediante o envio da ficha de inscrição e o pagamento do curso:
Não sócios: 70€ / casal : 110€
Sócios: 65 / casal: 100€
Estudantes até aos 25 anos: 50% desconto
Haverá também um desconto para pessoas com baixos rendimentos.
NIB: 007600001872961410172 – Finibanco (enviar comprovativo da transferência)
Contactos:
Para mais esclarecimentos contacte:
Tlm: 966635032
Tel: 219512092
E-mail: harpa_portugal@yahoo.com
Acessos:
EN10 até Alhandra. Nos semáforos virar em direcção a Arruda dos Vinhos, n248-3. Ao 2º Km, virar à esquerda na entrada assinalada (junto a eucaliptos altos) com Jardim do Monte / HARPA
Local: HARPA - Associação Recriar para Aprender
Qtª S. João dos Montes, 2600 Alhandra
Tel. / fax: 219512092
email: harpa_portugal@yahoo.com
site: http://www.harpa-portugal.com/
Tema:
Ser mãe ou pai pode ser muito gratificante e dar grande alegria e significado à nossa vida. Pode ser também desafiante e complicado e muitas vezes podemos sentir-nos incapazes de lidar com situações demasiado difíceis.
Ser pai ou mãe é provavelmente a coisa mais difícil que nos é pedida. É uma tarefa para a qual a maioria de nós não recebeu formação. Muitas vezes repetimos o padrão da educação que tivemos e isso não funciona necessariamente no mundo de hoje com os nossos filhos.
Muitas mães e pais enfrentam regularmente dificuldades pensando que só eles é que as têm ou mesmo presumindo que é por culpa deles.
Este seminário oferece a possibilidade de partilharmos as nossas dificuldades e experiências, chegar à conclusão que não estamos sozinhos e obter o apoio doutros pais e mães em situações semelhantes às nossas. É também uma oportunidade para aprender novas maneiras de compreender melhor o que se passa nas nossas famílias e lidar mais eficazmente com os comportamentos dos nossos filhos com os quais temos dificuldades.
Objectivo Geral:
Fomentar melhores relações na família e ajudar mães e pais a assegurar o bem-estar tanto de si próprios como dos seus filhos/as duma forma regular e consistente.
Objectivos Específicos:
1. Compreender as nossas dificuldades como pais e mães e aprender a melhor reconhecer e preencher as nossas necessidades
2. Compreender os comportamentos problemáticos dos nossos filhos e reconhecer melhor as necessidades deles
3. Apresentar modelos e ferramentas para lidar com situações difíceis, aprender formas de comunicação assertivas e não violentas e praticar o uso das mesmas
Jaime Reininho
Tem 53 anos, viveu 23 anos no Reino Unido e é pai de 6 filhos com idades compreendidas entre os 10 e 24 anos. Trabalhou 11 anos em comunidades terapêuticas antroposóficas em Portugal e na Inglaterra, foi professor Waldorf durante 7 anos na Escócia e Inglaterra, trabalhou 4 anos como orientador de grupos de pais com a organização britânica Parentline e 6 anos como psicoterapeuta. Neste momento vive no Algarve onde dá consultas em vários centros e clínicas e faz acções de formação nas áreas do auto desenvolvimento, comunicação não-violenta e apoio parental.
Horário:
Sábado – das 9.30h às 17.30h
Domingo - das 9.30h às 13.30h
Almoço no sábado:
Livre ou no local: sopa, prato vegetariano, salada e sobremesa, chá ou café, confeccionado com produtos biológicos………………. 8€
(é necessário fazer inscrição prévia)
Inscrições: até dia 4 de Maio, mediante o envio da ficha de inscrição e o pagamento do curso:
Não sócios: 70€ / casal : 110€
Sócios: 65 / casal: 100€
Estudantes até aos 25 anos: 50% desconto
Haverá também um desconto para pessoas com baixos rendimentos.
NIB: 007600001872961410172 – Finibanco (enviar comprovativo da transferência)
Contactos:
Para mais esclarecimentos contacte:
Tlm: 966635032
Tel: 219512092
E-mail: harpa_portugal@yahoo.com
Acessos:
EN10 até Alhandra. Nos semáforos virar em direcção a Arruda dos Vinhos, n248-3. Ao 2º Km, virar à esquerda na entrada assinalada (junto a eucaliptos altos) com Jardim do Monte / HARPA
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Elogio da imperfeição
Que mal tem se o pó se acumula nos móveis, se não se consegue chegar a horas à escola ou se os outros pais lançam olhares desaprovadores perante uma saída nocturna «à antiga»? A família está feliz? Isso é que importa.
Estão a gostar? então espreitem ESTE texto da Pais&Filhos. As mães querem-se imperfeitas!
Fiquei muito mais aliviada, afinal não é assim tão mau ter a casa desarrumada :) Saídas nocturnas dispenso, mas não me importava de ter uma noite romântica em que depois daquilo que estão a pensar, dormia a noite TODA ( isto já não acontece á 3 anos!!! a parte de não dormir a noite toda claro e não aquilo que estão a pensar!) e depois acordava TÃO bem disposta que repetia o que me fez dormir de sorriso nos lábios :)))))))
Bem... este blog está a ficar picante.... Vou mas é arrumar a casa!
Estão a gostar? então espreitem ESTE texto da Pais&Filhos. As mães querem-se imperfeitas!
Fiquei muito mais aliviada, afinal não é assim tão mau ter a casa desarrumada :) Saídas nocturnas dispenso, mas não me importava de ter uma noite romântica em que depois daquilo que estão a pensar, dormia a noite TODA ( isto já não acontece á 3 anos!!! a parte de não dormir a noite toda claro e não aquilo que estão a pensar!) e depois acordava TÃO bem disposta que repetia o que me fez dormir de sorriso nos lábios :)))))))
Bem... este blog está a ficar picante.... Vou mas é arrumar a casa!
terça-feira, 14 de abril de 2009
«Cada uma de nós, mães, tem de aprender também a fazer de mãe de si própria,senão não poderemos ser boas mães para os nossos filhos.Sacrificar-se não é um caminho saudável para a maternidade,apesar de termos sido ensinadas a fazê-lo durante anos e tenhamos com frequência assistido ao martírio das nossas mães.Fazer de mãe de nós próprias exige muita coragem e insisto em que tente, pela sua saúde.»
- Christiane Northrup em "Corpo de Mulher, sabedoria de Mulher"
- Christiane Northrup em "Corpo de Mulher, sabedoria de Mulher"
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Aprender a ser mãe/pai
Quando decidimos ter filhos sentimos muitas esperanças e muita ilusão, imaginando a maravilha e o milagre que é trazer ao mundo um novo ser. Frequentemente pensamos que sabemos tudo o que é necessário e que podemos confiar em nossos instintos. Este sentimento de que tudo será perfeito é comum à maioria dos pais de primeira viagem. Também é certo que logo nos sentimos muito ansiosos pela responsabilidade, pelo desajeito, por nos sentirmos incapazes de compreender o que acontece com este ser tão pequeno quando a única coisa que ele sabe fazer é chorar, quando algo o incomoda. Desejamos que o tempo passe e que o bebê já comece a falar para que possa comunicar o que lhe dói e o que necessita. Quando a criança já cresceu um pouco, e surgem outras dificuldades, novamente pensamos que quando cresça um pouco mais tudo será mais fácil. E assim seguimos, esperando que chegue o momento em que não nos angustiemos com nosso filho.
Mas a experiência demonstra que o filho será nosso filho até o fim de nossos dias, e seguiremos com as angústias e incapacidades porque não fomos educados nem treinados para ser mãe e pai. Nos vemos sem ferramentas para essa grande tarefa e nos cabe improvisar, inventar e aprender a ser pais. Nos esquecemos de como nos sentíamos quando fomos crianças e trazemos dentro de nós mesmos sistemas de idéias e crenças com as quais queremos nos impor como autoridade frente aos filhos.
Muitas vezes, nós pais nos esquecemos de observar aos filhos com cuidado e descobrir a magia da comunicação através de uma escuta atenta, do carinho, do olhar nos olhos, vendo a profundidade do ser, reconhecendo quão diferente é essa pessoa que temos diante de nós, apesar de ser nosso próprio filho. Os filhos necessitam perceber e sentir que durante a infância os pais estão presentes vendo suas necessidades, sendo capazes de cuidá-los e guiá-los enquanto não sabem para onde ir. Sabendo também que “o autoritarismo esmaga e a permissividade afoga”. Os filhos necessitam de uma atitude firme e respeitosa que lhes permita confiar na capacidade de seus pais para dirigir suas vidas enquanto são pequenos. Os pais caminham adiante os orientando, mas não carregando os filhos em suas costas e sendo escravos de seus desejos.
Às vezes escolhemos a opção de sermos muito permissivos, esquecendo-nos de colocar limites e dar referências claras, pensamos que o melhor é ser “amigo” do filho, imaginando que assim estaremos mais perto dele. E na verdade o filho necessita de uma mãe e de um pai como referências claras que lhe dêem apoio e que lhe confrontem com a realidade. Amigos ele já encontrará na vida por si mesmo. Na nova geração de pais, com o desejo de não repetir os erros e abusos de seus progenitores, alguns são muito compreensivos com seus filhos e lhes dedicam toda sua atenção, porém ao mesmo tempo se mostram fracos e inseguros para ocupar a posição hierárquica que lhes corresponde, incapazes de respeitar-se a si mesmos e de fazer valer suas necessidades frente aos desejos dos filhos.
Outros pais, envolvidos demais com suas profissões e seu trabalho não têm tempo para os filhos, são pais ausentes que tentam compensar essa falta de presença e atenção com presentes, dinheiro e um excesso de permissividade. Os filhos crescem com muita solidão e liberdade, porém com falta de referências e de contato afetivo e humano. As dificuldades na relação com os filhos, às vezes, tem a ver com sentimentos ocultos, não expressados nem reconhecidos, com falhas de comunicação entre o casal e com mensagens contraditórias que a mãe e o pai dão aos filhos. O pai e a mãe terão que perceber quão importante é a unanimidade de critérios dentro do casal frente aos filhos para que estes possam crescer equilibrados e confiantes. Por isso, mães e pais necessitam ter espaços de reflexão para explorar as dificuldades e encontrar alternativas para exercer uma maternidade e uma paternidade desde o coração, apoiados por uma razão flexível e ampla, buscando transformar o lar em um lugar aonde o filho possa sentir-se amado, compreendido e com possibilidades de desenvolver seu potencial. Os pais necessitam ver suas limitações, desconectar-se da culpa e conectar-se consigo e com sua capacidade amorosa e respeitosa frente aos filhos. A experiência nos tem demonstrado o quanto os pais estão buscando formas de comunicar-se com seus filhos, porém se perdem em seus próprios sistemas de idéias pré-concebidas desde sua família de origem.
Eles crescem com muitos ideais e esperanças de formar sua família com bases diferentes (em geral opostas) daquilo que viveram em sua infância e adolescência. Percebem muito rapidamente suas limitações e incapacidades, ainda que tentando manter o papel de pais. Se perdem com frequência justamente quando repetem (consciente ou inconscientemente) aquilo mesmo que lhes havia tolhido a espontaneidade e expressividade genuína em seu próprio desenvolvimento. Essa cadeia se perpetua de alguma forma de geração em geração. Estamos em um momento crítico a nível mundial, em que o poder de poucos gera violência, tensão, desconexão, impotência e isolamento na maior parte da humanidade. Para que nossos filhos tenham a possibilidade de romper esse “status quo” é muito importante que nós, como pais, possamos questionar nossos valores e idéias condicionadas, permitindo-nos abrir o coração com humildade e sinceridade, dando assim o exemplo que as crianças e jovens de hoje necessitam para crescer conectados com a força e verdade intrínseca que lhes permita transformar a atual realidade destrutiva.
Além da relação entre pais e filhos ocorre um fator cada vez mais frequente que é a separação dos pais, estes constituindo outras famílias. Essa situação influi muito no desenvolvimento dos filhos, pois a separação dos pais já é em si mesma algo que provoca muitas dificuldades para todos envolvidos. Por um lado estão os pais com seus conflitos, gerando mensagens contraditórias aos filhos, por outro lado a culpa e o desejo de compensá-los gera confusão em muitos níveis. Quando entram novos parceiros e novos filhos (seja do novo companheiro ou meio-irmãos) as crianças (e/ou adolescentes) da família original necessitam adaptar-se à nova situação, e raramente têm espaço, tempo ou capacidade de compreender a enorme gama de emoções que aparecem. Se vêem obrigados a viver a nova situação, gerando uma avalanche de problemas e dificuldades que, geralmente, não são levados em conta, a não ser superficialmente ou apenas em torno aos sintomas que surgem. O tema da relação pais e filhos é complexo e ao mesmo tempo fundamental para que a nova geração encontre possibilidades reais de transformação e evolução.
Mas a experiência demonstra que o filho será nosso filho até o fim de nossos dias, e seguiremos com as angústias e incapacidades porque não fomos educados nem treinados para ser mãe e pai. Nos vemos sem ferramentas para essa grande tarefa e nos cabe improvisar, inventar e aprender a ser pais. Nos esquecemos de como nos sentíamos quando fomos crianças e trazemos dentro de nós mesmos sistemas de idéias e crenças com as quais queremos nos impor como autoridade frente aos filhos.
Muitas vezes, nós pais nos esquecemos de observar aos filhos com cuidado e descobrir a magia da comunicação através de uma escuta atenta, do carinho, do olhar nos olhos, vendo a profundidade do ser, reconhecendo quão diferente é essa pessoa que temos diante de nós, apesar de ser nosso próprio filho. Os filhos necessitam perceber e sentir que durante a infância os pais estão presentes vendo suas necessidades, sendo capazes de cuidá-los e guiá-los enquanto não sabem para onde ir. Sabendo também que “o autoritarismo esmaga e a permissividade afoga”. Os filhos necessitam de uma atitude firme e respeitosa que lhes permita confiar na capacidade de seus pais para dirigir suas vidas enquanto são pequenos. Os pais caminham adiante os orientando, mas não carregando os filhos em suas costas e sendo escravos de seus desejos.
Às vezes escolhemos a opção de sermos muito permissivos, esquecendo-nos de colocar limites e dar referências claras, pensamos que o melhor é ser “amigo” do filho, imaginando que assim estaremos mais perto dele. E na verdade o filho necessita de uma mãe e de um pai como referências claras que lhe dêem apoio e que lhe confrontem com a realidade. Amigos ele já encontrará na vida por si mesmo. Na nova geração de pais, com o desejo de não repetir os erros e abusos de seus progenitores, alguns são muito compreensivos com seus filhos e lhes dedicam toda sua atenção, porém ao mesmo tempo se mostram fracos e inseguros para ocupar a posição hierárquica que lhes corresponde, incapazes de respeitar-se a si mesmos e de fazer valer suas necessidades frente aos desejos dos filhos.
Outros pais, envolvidos demais com suas profissões e seu trabalho não têm tempo para os filhos, são pais ausentes que tentam compensar essa falta de presença e atenção com presentes, dinheiro e um excesso de permissividade. Os filhos crescem com muita solidão e liberdade, porém com falta de referências e de contato afetivo e humano. As dificuldades na relação com os filhos, às vezes, tem a ver com sentimentos ocultos, não expressados nem reconhecidos, com falhas de comunicação entre o casal e com mensagens contraditórias que a mãe e o pai dão aos filhos. O pai e a mãe terão que perceber quão importante é a unanimidade de critérios dentro do casal frente aos filhos para que estes possam crescer equilibrados e confiantes. Por isso, mães e pais necessitam ter espaços de reflexão para explorar as dificuldades e encontrar alternativas para exercer uma maternidade e uma paternidade desde o coração, apoiados por uma razão flexível e ampla, buscando transformar o lar em um lugar aonde o filho possa sentir-se amado, compreendido e com possibilidades de desenvolver seu potencial. Os pais necessitam ver suas limitações, desconectar-se da culpa e conectar-se consigo e com sua capacidade amorosa e respeitosa frente aos filhos. A experiência nos tem demonstrado o quanto os pais estão buscando formas de comunicar-se com seus filhos, porém se perdem em seus próprios sistemas de idéias pré-concebidas desde sua família de origem.
Eles crescem com muitos ideais e esperanças de formar sua família com bases diferentes (em geral opostas) daquilo que viveram em sua infância e adolescência. Percebem muito rapidamente suas limitações e incapacidades, ainda que tentando manter o papel de pais. Se perdem com frequência justamente quando repetem (consciente ou inconscientemente) aquilo mesmo que lhes havia tolhido a espontaneidade e expressividade genuína em seu próprio desenvolvimento. Essa cadeia se perpetua de alguma forma de geração em geração. Estamos em um momento crítico a nível mundial, em que o poder de poucos gera violência, tensão, desconexão, impotência e isolamento na maior parte da humanidade. Para que nossos filhos tenham a possibilidade de romper esse “status quo” é muito importante que nós, como pais, possamos questionar nossos valores e idéias condicionadas, permitindo-nos abrir o coração com humildade e sinceridade, dando assim o exemplo que as crianças e jovens de hoje necessitam para crescer conectados com a força e verdade intrínseca que lhes permita transformar a atual realidade destrutiva.
Além da relação entre pais e filhos ocorre um fator cada vez mais frequente que é a separação dos pais, estes constituindo outras famílias. Essa situação influi muito no desenvolvimento dos filhos, pois a separação dos pais já é em si mesma algo que provoca muitas dificuldades para todos envolvidos. Por um lado estão os pais com seus conflitos, gerando mensagens contraditórias aos filhos, por outro lado a culpa e o desejo de compensá-los gera confusão em muitos níveis. Quando entram novos parceiros e novos filhos (seja do novo companheiro ou meio-irmãos) as crianças (e/ou adolescentes) da família original necessitam adaptar-se à nova situação, e raramente têm espaço, tempo ou capacidade de compreender a enorme gama de emoções que aparecem. Se vêem obrigados a viver a nova situação, gerando uma avalanche de problemas e dificuldades que, geralmente, não são levados em conta, a não ser superficialmente ou apenas em torno aos sintomas que surgem. O tema da relação pais e filhos é complexo e ao mesmo tempo fundamental para que a nova geração encontre possibilidades reais de transformação e evolução.
Suzana Stroke - transcrição da introdução de um workshop para pais em Interser Gestalt, Madrid, 2006
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