Sobre o blog:

“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Círculo lunal feminino

Teremos o nosso 1º círculo lunar feminino na próxima 5ª feira, dia 2 de Dezembro, em plena LUA NEGRA - são os 3 dias que precedem a Lua Nova, durante esta altura não se vê a Lua no céu. Simboliza a vazio, nesta Lua é tempo de comunicar com os nossos guias, de exaltar o nosso lado intuitivo, de compreender e assimilar a sabedoria interior.
 O CÍRCULO é um arquétipo igualitário, todas em redor do centro estão à mesma distância, desta forma, não existe hierarquia. Cada palavra é ouvida. Vamos fazer destes círculos um momento onde a mulher possa dar voz a sua essência, onde o sagrado feminino se manifeste livremente!

Fico à vossa espera na próxima 5ª feira, dia 2 de Dezembro às 10h30. Tragam almoço para partilhar!

mais info: euquero@parirempaz.com

Mas afinal quem são as mulheres que escolhem parir em casa?

Sabias que Cindy Crawford, Demi Moore, Meryl Streep, Pamela Anderson, princesa Martha Luise de Noruega, Karolina Kurkova, Gisele Bündchen,Nellie Furtado, pariram em casa?

Encontra AQUI mais celebridades que pariram em casa!

Ficas também a saber que Oprah Winfrey, Elton John, Elvis Presley e Walt Disney nasceram em casa!

Muito interessante... afinal não foi só Jesus Cristo :)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Viver mais com menos - cada vez vivo mais assim

Espreitem a reportagem aqui:
Linha da Frente - Informação - Actualidades RTP 1 - Multimédia RTP

Finalmente U.E. resolve proibir a produção de biberões contendo Bisfenol A!

O estudo Toxic Baby Bottles foi publicado em finais de Fevereiro 2007 (!!!) pelo Environment California Research and Policy Center, e finalmente a U.E. resolve proibir a produção de biberões contendo Bisfenol A.
O estudo revela que mesmo em pequenas quantidades o Bisfenol-A pode provocar doenças, incluindo, cancro da mama, obesidade, aumento da próstata, diabetes, hiperactividade, alterações do sistema imunitário, infertilidade e puberdade precoce.

Este estudo inclui a recolha de amostras de alguns biberões dos maiores fabricantes do mundo e as respectivas medições sobre a quantidade de Bisfenol-A libertada do plástico para o alimento.




Já escrevi muitas vezes sobre este assunto, fiquei MUITO feliz com a noticia! Esta medida vai entrar em vigor a partir de meados de 2011, a produção destes biberões será proibida a partir de 1 de Março de 2011 e a sua comercialização e importação a partir de 1 de Junho.

O Parlamento Europeu já se tinha pronunciado em Junho sobre a interdição do fabrico e comercialização de biberões contendo Bisfenol A. Além disso, a França e a Dinamarca já tinham decidido, unilateralmente, proibir a produção e a comercialização desses biberões. Este composto químico também está proibido no Canadá, Austrália e em vários estados norte-americanos.

O Canadá foi mais longe e em Outubro tornou-se no primeiro país do mundo a classificar o Bisfenol A como uma substância tóxica, apesar da oposição da indústria química.

A grande maioria dos biberões, chuchas e brinquedos de plástico existentes no mercado português ainda é fabricada com recurso a plástico com Bisfenol-A. O consumidor pode identificar a presença do BPA nas embalagens através de um número gravado no fundo dos produtos que identifica o tipo de plástico utilizado na sua composição, o números 3, 6 e 7 são os que trazem maior risco de libertarem BPA. Espreitem nos vossos taparueres... vão ter uma triste surpresa...



domingo, 28 de novembro de 2010

O Caminho

Um dia, um bezerro precisou atravessar a floresta virgem para voltar para o seu pasto.

Sendo animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, cheia de curvas, subindo e descendo colinas...

No dia seguinte, um cão que passava por ali, usou essa mesma trilha torta para atravessar a floresta.

Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que fez os seus companheiros seguirem pela trilha torta.

Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam à direita, à esquerda, baixando-se, desviando-se de obstáculos, reclamando e praguejando, até com um pouco de razão...

Mas não faziam nada para mudar a trilha...
Depois de tanto uso, a trilha acabou por ficar uma estradinha onde os pobres animais carregavam com cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida no máximo em uma hora, caso a trilha não tivesse sido aberta por um bezerro.

Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de uma vila, e posteriormente a avenida principal de uma cidade.

Logo, a avenida transformou-se no centro de uma grande metrópole, e por ela passaram a transitar diariamente milhares de pessoas, seguindo a mesma trilha torta feita pelo bezerro... centenas de anos antes...

O Homem tem a tendência de seguir como cego por trilhas feitas por pessoas inexperientes, e esforçam-se de sol a sol a repetir o que os outros já fizeram.

Contudo, a velha e sábia floresta ria daquelas pessoas que percorriam aquela trilha, como se fosse um caminho único... sem se atreverem a mudá-lo.



Autor: Desconhecido

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

25 de Novembro - Dia Internacional contra os maus tratos contra as mulheres



‎Somente curando a si mesmas é que as mulheres poderão curar os outros e educar melhor as futuras gerações, corrigindo os padrões familiares corrompidos.
Apenas honrando seus corpos, suas mentes e suas necessidades emocionais, as mulheres terão condições de realizar seus sonhos. Falando suas verdades e agindo com amor, as mulheres atuais poderão contribuir para recriar a paz e o respeito entre todos os seres, restabelecendo, assim, a harmonia e a igualdade originais, bem como o equilíbrio na Terra.
 Mirella Faur

Anuário da Grande Mãe

A ONU decretou o 25 de Novembro como Dia Internacional contra os maus tratos contra as mulheres.

É urgente o fortalecimento do poder pessoal feminino, para remover as marcas sofridas dos séculos de opressão, anulação e subjugação pelas estruturas e valores patriarcais, que impuseram regras de comportamento e crenças através da força.
Nas antigas sociedades matrifocais prevaleciam valores de solidariedade e parceria entre homens e mulheres. A mudança para as culturas e estruturas patriarcais levou à substituição da Deusa Mãe - que cria e nutre a vida - pelo Deus Pai.

A ordem religiosa e social tornou-se hierárquica e à mulher foi dado o papel de vilã, vitima ou escrava, pois era considerada desprovida de alma e de direitos, por não ter sido criada à imagem do Deus masculino. Aceitou-se que Deus era unicamente masculino, portanto apenas os homens podiam ser seus reflexos e somente eles poderiam comunicar-se com o divino. Este dogma oprimiu a alma feminina nos últimos três milénios, permitindo assim a violência e opressão nos níveis físico,emocional, mental e espiritual.

Como consequencia temos uma sociedade com predominância de valores e acções masculinas, aparecendo este poder disfarçada nos valores culturais, sociais, familiares,espirituais, etc.

 O desafio actual das mulheres é superar os seus medos, sair do ostracismo e assumir o seu poder feminino.

 A auto-estima feminina será reconquistada quando a mulher se sentir livre do controle patriarcal sem se preocupar com a aprovação, aceitação ou rejeição masculina.

 Hoje, mais do que nunca, as mulheres devem unir-se para reencontrar o seu sagrado feminino!
Hoje, mais do que nunca, as mulheres devem aceitar a menstruação, a gravidez, o parto, a amamentação e a maternidade como algo sagrado, único, mágico, como algo a agradecer e não a rejeitar!

Só assim temos um mundo melhor... só assim temos um mundo onde o dia 25 de Novembro não faça sentido ser chamado de Dia Internacional contra os maus tratos contra as mulheres!

Está nas nossas mãos!

WAKE-UP!


A Wake-Up Story from Healthy Child Healthy World on Vimeo.

‎1.º Ciclo de Workshops de tricot

Total de 6h - 3 dias/2h... para aprender a tingir lã natural, introdução ao tricot e 3 projectos à escolha: capa de fraldas, caneleiras (tipo babylegs) e gorro e/ou cachecol. A não perder! Também podem participar crianças.

Há 6 datas disponíveis:


3.12 das 10-12h,

4.12 das 15-17h,

11.12,das 10-12h

12.12,das 15-17h

17.12,das 10-12h

18.12,das 15-17h

Em Alcabideche.


http://clubedoartesanato.com/?p=11

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

1ª Círculo Lunar Feminino

Foi cancelado :(
Tenho o pirata doente :((((((((((
Vamos alterar para a semana! Depois confirmo a data para CELEBRAR O NOSSO SAGRADO FEMININO!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Tipos de ciclos menstruais

Há dois tipos de ciclos menstruais determinados em função da fase lunar em que ocorre a menstruação.


Quando a ovulação coincide com a lua cheia e a menstruação com a Lua Negra ( três dias que antecedem a lua nova ou o quinto dia da lua minguante), a mulher pertence ao Ciclo da Lua Branca.
O auge da fertilidade ocorre durante a lua cheia. É a mulher mãe!






Quando a ovulação coincide com a lua negra e a menstruação com a lua cheia, a mulher pertence ao Ciclo da Lua Vermelha. Como o auge da fertilidade ocorre durante a fase escura da lua, há um desvio das energias criativas, que são direccionadas ao desenvolvimento interior, em vez do mundo material. Diferente do tipo Lua Branca, que é considerada a boa mãe, a mulher do Ciclo Lua Vermelha é bruxa, maga ou feiticeira, que sabe usar sua energia sexual para fins mágicos e não somente procriativos.

Ambos os ciclos são expressões da energia feminina, nenhum deles é melhor que o outro. Ao longo da nossa vida, vamos oscilando entre os ciclos Branco e Vermelho, em função dos nossos objectivos, das nossas emoções e ambições.

Além de registrares os teus ritmos no Diário da Lua Vermelha, podes também reaprender a viver a sacralidade do teu ciclo menstrual. Para isso, é necessário criar um espaço e um tempo dedicado a ti mesma.
As nossas ancestrais refugiavam-se nas Tendas Lunares para contemplação e oração, nós, no mínimo, devíamos respeitar  a nossa vulnerabilidade e sensibilidade aumentada durante a nossa lua. Podemos diminuir o nosso ritmo, evitar pessoas e ambientes pesados, o desgaste emocionalmente, e, procurar encontrar meios naturais para diminuir o desconforto, o cansaço, a tensão ou a agitação.

As meditações, banhos de luz lunar, água lunarizada, imposição das mãos no ventre, sintonia com a deusa regente da nossa lua natal ou com as deusas lunares, viagens xamânicas com batidas de tambor, visualizações dos animais de poder, uso de florais, etc, podem contribuem para o reestabelecimento do padrão lunar perdido ao longo dos milénios de supremacia masculina e racional.

Mais sobre Mirella Faur - http://www.teiadethea.org/ .

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Diário do ciclo menstrual - Diário da Lua Vermelha

Continuando o post anterior....
Para compreender melhor o nosso ciclo menstrual, devemos criar um Diário da Lua Vermelha, anotando no calendário o início da menstruação, a fase da lua, as mudanças de humor, disposição, nível energético, comportamento social e sexual, preferências, sonhos, etc.

Para tirar conclusões sobre o padrão da tua Lua Vermelha, deves fazer este registo durante pelo menos três meses ( idealmente 6 ), comparar as anotações mensais criando um guia pessoal de teu ciclo menstrual baseado no padrão lunar. Observa a repetição de emoções, sintonias, percepções e sonhos...
Estes posts são inspirado num livro que estou a ler e a AMAR -  O Anuário da Grande Mãe – Guia Prático de Rituais para Celebrar a Deusa, de Mirella Faur, Editora Gaia

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ciclo menstrual - uma visão holistica


Compreender que temos uma Lua Interna, que faz parte da natureza do feminino a mudança cíclica, que somos seres integrais, holísticos e que as nossas hormonas afectam muito mais que nossos óvulos, pois afectam o nosso ser inteiro, é essencial!

Nós, mulheres, somos regidas por um micro ciclo lunar pessoal, conhecido como ciclo menstrual.


Esse Ciclo Lunar Pessoal  possui ( como no ciclo lunar ) 4 etapas: Lua Nova, Crescente, Cheia e Minguante. No nosso corpo, esse ciclo manifesta-se na maturação do óvulo e pela acção hormonal das nossas glândulas endócrinas. Observando o nosso óvulo, vemos que ele cresce, como uma Lua no nosso corpo.

O Ciclo Lunar Pessoal  tem em média 28 dias, como o ciclo lunar. Cada fase do ciclo dura em média 7 dias, como as fases lunares.

Os primeiros 7 dias, que correspondem à menstruação, representam nossa Lua Nova Pessoal, momento em que o endométrio (tecido uterino que se formou no ciclo hormonal anterior para receber um possível embrião), não ocorrida a gravidez, degenera-se, perde sua a função e desprende-se das paredes uterinas, provocando o sangramento. Isso representa uma renovação de nosso ciclo, o óvulo inicia o seu processo de crescimento.

A Lua Crescente Pessoal, inicia-se nos próximos 7 dias. Vemos um crescimento das taxas de estrogénio e um aumento considerável do óvulo.

A nossa Lua Cheia Pessoal chega com a maturação do óvulo (a ovulação) onde é libertado do ovário e desce para as trompas até chegar ao útero. É o conhecido período fértil, onde é possível ocorrer uma gravidez. Nesse período, temos um aumento considerável de hormonas como o estrogenio.
Observando o nosso corpo, podemos perceber que estas hormonas podem fazer muito mais do que isto, afectam a temperatura corporal que sobe cerca de 1ºC, melhoram o nosso estado de animo, humor, a nossa pele, e especialmente a nossa libido. São dias de uma profunda revolução e ebulição.

A Lua Minguante Pessoal, corresponde ao período onde ocorre uma descida das taxas de estrogénio. É um período de grande transformação dos padrões hormonais, mais conhecida pela TPM. Os sintomas físicos são visíveis, afectando várias partes de nosso corpo e as nossas emoções.

Sentir a influência da Lua no nosso corpo, como afecta a nossa vida diária é  importante para realinhar e remodelar o nosso próprio ciclo interno. Reconhecer essas influências é o primeiro passo, contemplar essas luas, observar o nosso corpo, tocá-lo, sentir inteiramente como reage em cada momento, estar atenta a pequenas mudanças...

Nos tempos de hoje, resgatamos estas antigas tradições, sabedorias esquecidas pelos tempos que ganham força no momento que nos damos conta que estamos a perder um conhecimento importante para a nossa saúde integral. Só assim podemos recuperar o nosso poder Sagrado Feminino.


Para saber mais: http://tribuholistica.com/

domingo, 21 de novembro de 2010

CONVITE - Círculo Lunar Feminino


"Círculos de Mulheres podem ser vistos como um movimento evolucionário e revolucionário que está escondido por trás de uma imagem aparente: parece ser apenas um grupo de mulheres reunidas, mas cada mulher e cada Círculo está contribuindo para algo muito maior."

Jean Shinoda Bolen 
O Milionésimo Círculo




Mulheres de todas as idades estão a formar círculos com os mais diferentes propósitos, trata-se de um movimento mundial responsável pela grande mudança social, cultural e psicoespiritual da nossa sociedade.



Estes círculos responde ao apelo das mulheres que procuram uma nova maneira de viver o feminino, de modo mais integrado e autêntico, procurando recuperar a  Sabedoria Ancestral Feminina para uma maternidade consciente, uma família saudável, uma sociedade humanizada!



Através de diversas acções e diferentes propostas, activamos conscientemente a essência da alma feminina , transformamos os padrões negativos em positivos e tornamos-nos mulheres plenamente criativas.
O nosso objectivo é o de criar um espaço sagrado propício ao auto-conhecimento e à partilha das nossas experiências e sonhos. Através do uso de vivências, cantos e danças, trabalhos manuais e da acção terapêutica de Contar Histórias resgatamos, de modo lúdico, juntas e ao mesmo tempo individualmente, os anseios mais íntimos e verdadeiros que nos habitam.

Porquê Círculos lunares?

Porque as manifestações físicas, mentais e emocionais das mulheres modificavam-se juntamente com as fases da Lua.



Porque a Lua sempre foi uma representação do feminino, enquanto o Sol, é o masculino. O calendário primitivo baseava-se nos ciclos da Lua, que tinha ligação com os ciclos menstruais, as colheitas, os plantios e a fertilidade.


O nosso primeiro Círculo lunar feminino será na 5ª feira dia 25 em plena Lua Disseminante.

Assim vai nascer este círculo de mulheres! Essa posição corresponde a metade do período entre a Lua Cheia e a Lua Quarto-Minguante. Pessoas nascidas no período de 3 dias e meio que antecedem a Lua Quarto-Minguante, são pessoas que querem compartilhar com os outros aquilo que elas consideram ser significativo na sua vida. Divulgam as suas ideias e partilham as suas experiências, para que os outros possam aprender com elas. Visionários, são entusiasmados pelas suas descobertas e podem tornar-se defensores ferrenhos dos seus pontos de vista. Por isso escolhemos esta data para o nascimento do Círculo Lunar Feminino, para o RENASCIMENTO de todas as mulheres que queiram embarcar nesta aventura!


Se a lua habita no teu coração, aceita o nosso convite, solta os teus pés como uma dançarina, abre um sorriso para a vida, use seus braços como asas de uma borboleta e voa para o sonho!
Esperamos por ti!
 
5ª feira
10h30m - Yoguilates
11h15m - Meditação
12h - Conversa sobre "Nascer - Re-nascer"
13h - Almoço partilha
 
ENTRADA LIVRE e a qualquer hora, mas exclusiva a mulheres ( as crias são bem vindas! )
Inscrições - euquero@parirempaz.com
 



"Quando um número crítico de pessoas transforma a sua maneira de pensar e agir, a cultura também se transforma e uma nova era se inicia."
Jean Shinoda Bolen

sábado, 20 de novembro de 2010

Divulgo: construção de bonecas Waldorf

A boneca é a imagem do Ser Humano. A criança imita-a e identifica-se com ela.

É necessário ter isto em mente, quando lhe fazemos uma boneca.

Cada um dos participantes faz a sua boneca de pano ( boneca
Waldorf) com braços, pernas, cabelos e rosto bordado.

Fim de semana:  27/28 de Novembro

Sabado:  10-14hrs. e 15-19 hrs.

Domingo: 10-14hrs

Local: Pé de Romã, Sintra

Inscriçoes: tel. 936387746 E-mail: pe.de.roma@gmail.com

Custos: 45€ + 15€ material para 5-10 participantes

Orientaçao:Eva Herre,Educadora Waldorf

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

DIVULGO:Encontro Intuição e Criatividade Lunar

“Uma Mulher que toma consciência do seu ciclo e das energias inerentes a ele, também apreende a perceber um nível de vida que vai mais além do visível; mantendo um vínculo intuitivo com as energias da vida, do nascimento e da morte.” Miranda Gray
Mulheres Lua

Encontro Intuição e Criatividade Lunar

O ciclo menstrual feminino é um poderoso processo criativo e os seus efeitos não se reduzem a um plano meramente fisiológico, mas também se faz sentir intensamente a nível psicológico e espiritual.

A nossa sociedade só realça o patológico na menstruação: a dor, a debilidade, o estorvo, etc. Logo, pretende/esta ocultar ou manipular o estigma de sangrar.

Para além da violência e do medo, nada tem sido mais eficaz para dar a mulher um papel secundário como degradar o seu ciclo menstrual. E apesar de escondido em forma de “aceitação” o tabu associado ao ciclo menstrual continua vigente.

O encontro foi pensado e construído para todas as mulheres que querem prestar uma homenagem a si mesmas.

Para aquelas que desejem dar mais um passo na RE-conexão com o seu Corpo, Mente e Alma de MULHER. Para aquelas que têm o Corpo e a Alma doridos e desejam Reconciliar-se com o seu Ciclo Lunar.

Um Atelier para/de/com Mulheres…


Objectivos do Encontro:

- Sarar a relação com a menstruação através do corpo, mente e espírito.

- Habitar o meu corpo: recuperar o meu Poder conectado com o meu útero, ovários, Yoni, peitos…

- Adoptar um novo conceito mais enriquecedor, integrativo e pleno da minha natureza feminina.

- Conhecer a minha conexão com os Ciclos da Lua (arquétipos lunares)e da Mãe Terra.

- Viajar ate ao meu Interior e redescobrir todo o meu potencial.


Metodologia

Durante os encontros vamos trabalhar a escrita desde uma nova visão, desde a sua dimensão xamânica e curativa, capaz de nos vincular com o nosso ser feminino mais profundo e criativo para nos transformar e nos faz renascer como mulheres novas. Para nos acompanhar nesta viagem pelo Bosque usaremos como orientação as palavras de mulheres como Clarissa Pinkola Estes, Marosa di Giorgio, Silvia Plath, Maria Teres Horta, Anaïs Nin, Patti Smith, Violeta Parra, Idea Vilariño, Flannery O´Connor entre outras… Teremos a companhia neste processo criativo de escrita, a música, as imagens, a poesia, o corpo como impulsores da palavra.

A viagem terá inicio com a leitura de um texto que nos acompanhara nas diferentes propostas criativas servindo como orientador e motivador da criatividade em cada uma de nós.


Requisitos:

Roupa cómoda com a qual nos sintamos sábias e poderosas
Caderno de apontamentos para o nosso ciclo lunar e produções escritas que se transformará no diário pessoal/lunar
Fotos de quando éramos pequenas, fotos de adolescentes e uma mais actual.
Saber a data da nossa última menstruação e saber a idade da primeira menstruação/lua.
Algum material para pintar (lápis de cor, lápis de cera ou marcadores).
Orientadora do atelier/encontro: Aida Suárez

http://jardineriashumanas.blogspot.com/

Contribuição: 45 euros

Data e Hora: 11 de Dezembro 15h00 as 18:00

Local: Arte&Simplicidade

http://arteesimplicidade.wordpress.com/

Contactos e informações:

Arte&Simplicidade

Rua da Torrinha, 154 Porto | 22 609 7228 | 91 611 2343 | 96 777 6194

artes@asimplicidade.com

Aida Suárez

jardineriahumana@gmail.com

910170596

Aída Suárez, Mulher Criativa, Filha da Deusa.

Absoluta crente na Arte como motor do desenvolvimento pessoal, criativo e curativo. A arte que nos permite ir onde nada mais nos pode levar, ao fundo do próprio mistério. ‘Recolectora de Estrelas’ e mulher cíclica que sangra, renova, cria e transforma. Arqueóloga da Alma Selvagem, numa perspectiva da psicologia feminina e integrativa do sagrado feminino e do sagrado masculino.


Arte&Simplicidade é um Núcleo de Arte, Cultura e Bem-Estar, no coração da cidade do Porto, que visa lembrar a importância do Ser, da Autenticidade, Beleza e Sinergia.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

DIVULGO: Encontro de Mulheres com Iris e Helena Madeira

A conversadeira é uma boneca de trapos feita de sementes. Era usada em muitas culturas nativas de tradição Shamanica e Pagã., como uma ponte entre a Mulher e a Lua Mãe. Á Conversadeira expressamos tudo aquilo que não queremos, podemos ou conseguimos transmitir a mais ninguém, e a Conversadeira ouve e liberta.

Trabalharemos o despojamento, o cair das folhas e o estado de Vazio Pleno. C...onstruiremos a nossa Conversadeira pessoal, no fim do Outono, com sementes, folhas e especiarias de propriedades energéticas benéficas, como uma ajuda equilibrante para o longo período de isolamento e escuridão do frio Inverno.

Depois, Anima-la-emos, trazendo-lhe Anima, Alma, por meio de cantos, percussão, danças e rituais tradicionais de libertação, transformação, cura e poder.

Material necessário:

Roupa simples e muito confortável

Roupa velha (que tenha usado muito) para cortar e desmanchar, Linhas, agulha, tesoura e dedal

Lãs coloridas e botões

Sementes e feijões

Adufe, Frame Drum ou tabor Shamanico

As Práticas:

Acreditando que somos um todo, neste retiro passaremos por diversas técnicas que nos permitem contactar e conectar o corpo, mente e espirito, da sensação à emoção, da emoção à expressão, da expressão à criação.

Trabalharemos os chackras, centros energéticos, por meio de práticas de respiração e meditação, Yoga (pranayama) e exercícios inspirados em rebirthing, meditação activa (giro de inspiração Sufi, exercícios de movimento e confiança, despertar da sensação intuitiva), bem como visualizações criativas e diversos exercícios vivenciais de transformação de padrões de pensamento, para descondicionar aquilo que em nós nos torna menos do que de facto somos.

Recuperaremos a Voz do Corpo: trabalhando consciência corporal, meditação, respiração na voz. A Voz do Corpo destina-se à escuta do corpo e, através dele, à expressão vocal livre e natural, e não à aprendizagem de canto.

Dançaremos, recorrendo a movimento espontâneo, exercicios de dança Oriental, Afro e contemporânea, para regressar à consciência de si através da sensação.

Celebraremos simples rituais de origem pagã e xamânica: semear, formular intenções, trabalhar com os 5 elementos, partilhar em circulo de cura.



A alimentação é vegetariana, utilizando os produtos que a Terra nos oferece nesta época, confeccionados com Amor e com a perpectiva de que os alimentos do corpo energizam a Alma. Integrando cada aspecto do que somos, e do que vivemos, aceitando-nos como parte do corpo pleno que é a Terra e o Universo.



MÃES COM SUAS CRIANÇAS SÃO BEMVINDAS!!



SOBRE AS ORIENTADORAS:

www.irislican.blogspot.com www.myspace.com/helenasofiamadeira



Material necessário:

Para além do mencionado para cada retiro:

Roupa muito confortável Meias quentinhas Mantinha quente



Domingo dia 21 de Novembro
Horário: 10h às 18h (ponto de encontro às 9h30 junto à CM Sintra)

Valor:

Associadas Aiga e Quinta dos Sete Nomes: 40€ Outras participantes: 50€

almoço vegetariana biológico incluído



Vagas limitadas!

Inscrição obrigatória por mail ou telefone!



Local:

Cooperativa Ecológica Quinta dos Sete Nomes

Avenida do Atlântico 107 B, Banzão

Colares, Sintra



Info/Inscrições:

Iris 96 514 39 73 iris.aiga@sapo.pt

Helena 934012829

Estamos em mudanças!

Interiores... muitas...
Exteriores....
Como sabem depois do curso Paramana Doula questionei a continuidade do blog...
Decidi mudar para http://www.parirempaz.com/
Espero que gostem!

Sintam o meu abraço!

Cat

DIVULGO: Estudo das Plantas Medicinais e Aromáticas da HARPA

Estudo das Plantas Medicinais e Aromáticas da HARPA
Dia 21 de Novembro de 2010
Vamos realizar um dia de observação, recolha e aplicação em preparados medicinais,
condimentares e outros, das plantas existentes na HARPA.

Programa:
Manhã - observar e recolher:
                - Carvalho
                - Rosa Canina
                - Gilbardeira
                - Hera

Tarde –  fazer preparados com as plantas:
                - Tinta para escrever com galhas de Carvalho
                - Patê de bolotas
                - Café de bolotas
                - Óleo de massagem de Hera
                - Tintura de Gilbardeira
                - Xarope de Rosa Canina

 Experimentar e avaliar os resultados das anteriores experiências com mentas, murta, pilriteiro e outras.

Formadora:
Alexandra Contreiras, Engenheira Zoo-Técnica.
Formação em plantas aromáticas e medicinais; agricultura biológica; tinturaria com plantas.
Experiência profissional:
Parque Nacional do Alvão, em Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, durante dois anos.
Associação de Desenvolvimento Local de Alcáçovas, durante três anos.
HARPA, onde desde 2007 é responsável pela implementação de um centro de Educação Ambiental que inclui a prática de agricultura bio-dinâmica e a protecção da biodiversidade.

Custos por sessão: (pagos no local) 10€ para sócios; 15€ para não Sócios
                           Almoço, mediante inscrição prévia: 7€ (vegetariano com produtos biológicos)
 Acessos:
EN10 até Alhandra, virar nos semáforos (N248-3) em direcção a Arruda dos Vinhos, virar ao 2º km à esquerda, assinalado com Jardim do Monte / HARPA (eucaliptos altos)
Inscrições: até à 4ª feira anterior a cada sessão.
HARPA -  Associação Recriar para Aprender
Qtª S. João dos Montes, 2600 Alhandra
Tel. / fax: 219512092
email: harpa_portugal@yahoo.com
site: www.harpa-portugal.com

Convite - Caminhada em silêncio



“Uma caminhada na Natureza pode ter dois sentidos: um para o destino escolhido e o outro para dentro de si mesmo.” Marcus Pavani

A caminhada em silêncio é uma meditação feita na natureza, pois meditar não é só pensar, é entrega, presença e contemplação. A respiração é consciente e sincronizada com o ritmo dos nossos passos. Produz equilíbrio e serenidade.

Caminhar em silêncio é uma oportunidade de viver o presente e sentir com intensidade a natureza no caminho. No final da caminhada somos convidados a partilhar as nossas emoções, a exteriorizar o que nos vai na alma.




3ª feira dia 23 de Novembro às 10h. Ponto de encontro - Bolelas-Sº João das Lampas

  Inscrições grátis pelo mail catarinapardal@sapo.pt

“Dei conta de que os momentos de silêncio eram os melhores em que podia comunicar com Deus."Gandhi



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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Feng Shui Intuitivo - Sagrado Feminino

Foi com a Sofia que fiquei a conhecer o Feng Shui. Foi uma descoberta maravilhosa! Grata Sofia! Que o universo permita que eu aprenda muito mais contigo!


Deixo-vos esta visão interessantíssima sobre a concepção:

O período de concepção, seja de filhos ou ideias, é sempre uma fase e início da metamorfose. Existe sempre um período de concepção em alturas chave da vida, que antecede grandes transformações no nosso caminho.


O processo de engravidar dá início a um dos mais transformadores ciclos na vida de uma mulher, o ciclo terreno de gravidez, parto e amamentação, o ciclo da Mãe criadora.


Para muitas de nós é um passo que acontece naturalmente, o desejo de engravidar faz com que nosso ser se une para esse fim, desenrolando todo o processo naturalmente.


No entanto há também muitas de nós a quem isso não acontece, seja por falta de parceiro, seja porque o nosso corpo ou mente não o permitem.


Quando vemos esse processo natural ser-nos bloqueado toda a nossa auto-estima enquanto mulher/mamífera fica diminuída. Gera-se uma quebra na nossa auto-confiança e criatividade, o que por si só vai tornar ainda mais difícil a concepção. É como se nos tirassem o principal propósito de ter um corpo feminino.


Existem cada vez mais mulheres que não conseguem conceber sem razão aparente em termos médicos, isto é, sem haver alguma questão corporal especifica que impede que a gravidez se desenrole. Simplesmente não acontece…


Sendo a nossa casa uma extensão da nossa alma e do nosso corpo, podemos tentar perceber o que estamos a materializar na nossa casa, onde poderá haver bloqueios à concepção.


De uma forma genérica é necessário ter cuidado com acumulação e desarrumação na zona do quarto, em especial debaixo da cama.


Se houver canalizações bloqueadas, ou outro problema com água, pode indicar dificuldades em engravidar.


É preciso analisar cuidadosamente o sector dos relacionamentos, das crianças e do auto-conhecimento. Através da forma como estamos a viver estes sectores em particular podemos chegar a importantes conclusões sobre o que alterar e modificar.

Mais ideias interesantes sobre Feng Shui Intuitivo Feminino AQUI

A Sofia vai dar um Workshop de Feng Shui Intuitivo nos dias 11 e 12 de Dezembro, em Lisboa.

Para quem que saber mais:

O Feng Shui Intuitivo é uma arte oriental fascinante que aborda cada casa como uma verdadeira entidade, um ser vivo em profunda ligação com os que nela habitam, acompanhando as suas alegrias, tristezas, os seus medos e desafios.
Assim, uma casa está profundamente associada ao caminho de vida do seu ocupante. Tudo o que ela contém poderá ser lido enquanto metáforas da própria pessoa, reflectindo o seu passado, presente e futuro.
Este workshop é uma introdução ao Feng Shui Intuitivo. Através de uma metodologia teórico-prática, os participantes ficarão a conhecer os diferentes sectores da casa e as respectivas correspondências às áreas da sua vida, ficando com uma base para poderem interpretar adequadamente as muitas simbologias do Feng Shui.
Para mais informações: http://www.e-macrobiotica.com/formacao/seminarios_e_workshops/feng_shui_intuitivo/

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

OBRIGATORIO na mesa de cabeceira de todas as mães!


Quem me conhece pensa que enlouqueci....

Estou sempre a dizer para lerem menos livros e ouvirem mais o coração...

Mas desta vez abro uma excepção!
O 1º livro de Laura Gutman em português!!!! IMPERDÍVEL!!!
Acreditem... estou mesmo emocionada!

PETIÇÃO: «Respeito pelas Recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) no atendimento ao parto normal»

Eu pessoalmente concordo com esta petição e acho que também podes concordar.
 
As recomendações da OMS no atendimento ao parto normal são ininterruptamente ignoradas pelos próprios profissionais de saúde. Estas recomendações baseiam-se fundamentalmente num profundo respeito pela mulher e pelo processo transformativo que ela está a viver, mais pelo seu bebé, sem intervenções desnecessárias, tais como a raspagem dos pêlos, confinar a mulher à cama, CTG contínuo, exames vaginais frequentes por mais de um assistente, entre muitos outros procedimentos, os quais causam desconforto e dor, inibindo a dilatação na mulher. Estas intervenções resultam num elevado número de pedido de epidural, de uma crescente taxa de cesarianas comprometendo muitas vezes a amamentação, logo, a saúde do bebé. Porque o nascimento é o evento social de maior importância e não um evento médico.
 

Subscreve a petição aqui http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N3846  e divulga-a pelos teus contactos.

Obrigado.

domingo, 14 de novembro de 2010

Sobre a reportagem espanhola

Pensei muito se a haveria de mostrar aqui no blog.
É muito fácil mostrar partos lindos, onde a mulher é respeitada, mas será essa a realidade do nosso pais?
Se quiser ser honesta com uma mulher grávida, não posso deixar de lhe falar em protocolos hospitalares, em sobrelotação de algumas maternidades, na formação dos profissionais de saúde, nas práticas clínicas mais que ultrapassadas e contraproducentes. A realidade das maternidades portuguesas passa pela episiotomia por rotina, pela imobilização ao leito, pelo ctg continuo, pelo soro, e podia estar aqui a escrever muito mais coisas....... Isto não é pintar de cor muito feia o meio hospitalar, é apresentá-lo tal qual é.

Façam um plano de parto e enviem-no para as maternidadedes portuguesas... Ficam a conhecer melhor a nossa realidade...

A minha missão é mostrar a todas as mulheres que não é preciso ter medo do parto... parir é um acto fisiológico, transformador, intenso, profundo.... MAS MUITO BOM!Descobrir o nosso lado selvagem, sexual e ancestral com a gravidez, o parto e a amamentação, não é tarefa fácil.... aprofundar os nossos instintos... ui.... não queremos "perder" tempo com isso. A verdade é que uma mulher em trabalho de parto, não está sozinha... com ela estão todas as mulheres da sua família que já pariram, está o seu próprio nascimento, estão todas as historias de parto que ela já ouviu, está toda uma cultura... uma sociedade... que simplesmente não acredita na capacidade inata de uma mulher para parir o seu filho.... ASSIM É A MULHER PORTUGUESA!

A energia masculina domina a nossa sociedade e, infelizmente, O PARTO que deveria ser o momento mas feminino, sagrado e sensual da vida de uma mulher, está transformado no momento cheio de tecnologia, intervenções e tudo aquilo que vemos na reportagem., e por muito que custe .... é a nossa realidade... ...

Para quem não viu os partos em directo na sic.... Parir em Portugal é assim, encontrem as diferenças com a reportagem espanhola....





Boa Tarde com Conceição Lino (SIC). Para quem não viu parto em directo a partir do 3.º minuto do vídeo.

- Watch more Videos at Vodpod.

Mas não posso deixar de dizer, que é um privilégio para mim, encontrar cada vez mais mulheres que querem ter uma palavra a dizer sobre os seus corpos, sobre os seus filhos, que aceitam responsabilizar-se pelas suas vidas e ousam ser protagonistas das mesmas...
Estar presentes num dos momentos mais sexuais, transformadores, diria mesmo, divinos, da vida de alguém, é realmente um grande privilégio! Assistir ao crescimento de uma mulher, á sua transformação em mamífera poderosa, linda, magnifica é.... é.............
...............
...............
.....................
........................
......................... não tenho palavras para o descrever... todas as palavras seriam minímas!

Grata, eternamente grata, por me incluírem na vossa poderosa vida! BEIJO-VOS NOS PÉS!

Bem-vinda Luz!

Que a tua vida seja tão iluminada como foi o teu nascimento!

Tinha tanto para dizer sobre isto....

sábado, 13 de novembro de 2010

 

"É a acção, não o fruto dessa acção, que é importante. Temos de fazer o que está certo. Pode não estar na nossa mão, pode não ser no nosso tempo que haja algum fruto. Mas isso não significa que deixemos de fazer o que está certo.
Podemos nunca vir a saber o que resulta da nossa acção. Mas, se nada fizermos, não haverá qualquer resultado".


Mahatma Gandhi

Reportagem para ver e pensar....












sexta-feira, 12 de novembro de 2010

DIVULGO: Babywearing no Largo de Camões

Vamos fazer uma Babywearing aglomeração instantânea em Lisboa!

Onde: Largo de Camões, Lisboa
Quando: Sábado, dia 13 Noviembre, 2010 as 16h

Às 16.15h EM PONTO vamos cantar O Balão do João tres vezes, cada vez mais alto!
E... já está!

Tragam ropa muita colorida e várias opções para carregar os bebés!
Panos porta-bebés, Slings, Manducas, Mobys, Ergo Carriers, Marsúpios e
mais, mais, mais! As crianças podem carregar as bonecas também.

Divulgem e apereçam, sff!  :-)

Links uteis:
O que é uma aglomeração instantânea? Ver Google!

O Balão do João: http://www.youtube.com/watch?v=RXxbTT9Dj14

Google maps: http://maps.google.com/maps?q=largo+de+camoes&hl=en&ved=0CHYQpQY&ei=PQnUTKmkLYnNjAeD9LSuCg&sll=38.710935,-9.143404&sspn=0.002206,0.004694&ie=UTF8&view=map&cid=6983038622424374288&hq=largo+de+camoes&hnear=&ll=38.710663,-9.142991&spn=0.002055,0.004694&t=h&z=18

Se parto é sexo...

As doulas e sua sexualidade

Adriana Tanese Nogueira

Numa linha de consciência interior e de realização do ser para melhor fazer, segundo algumas doulas experientes, é importante que a doula esteja familiarizada e à vontade com sua própria sexualidade. Isso significa não só ter uma boa e satisfatória vida sexual (quando possível, no caso a doula tenha um parceiro), mas ter intimidade com os próprios órgãos sexuais.

Para ajudar outra mulher a se conectar com sua dimensão instintiva e animal (conforme a proposta de Michel Odent, por exemplo), a doula ou a educadora perinatal deve estar ela mesma próxima de sua instintualidade. Métaforas cor pastel para falar da sexualidade demonstram a falta de conexão com a mesma. A linguagem deve ser clara e direta, mas nem por isso escandalosa. Querer chegar ao ponto não é o mesmo que desejar criar espanto ou exibir uma suposta desinvoltura sexual. A mensagem deve ser também respeitosa. E isso é obtido não só pelo tom que se usa mas pelos nomes. Vulva é vulva, lábios, clitoris e vagina são o que são.

A maturidade da doula se mostra quando, após ter enfrentado com clareza os assuntos em pauta, ela também dá espaço para que as sensações que eles produzem seja elaboradas e trabalhadas, e possivelmente exteriorizadas. Séculos de pudor e vergonha não somem na nomeação descarada dos genitais femininos. Isso só seria inútil. É no acolhimento amoroso, mas lúcido, que se transforma a timidez das mulheres em aceitação, familiaridade, carinho e enfim empoderamento.

Mas tudo isso, somente é possível passar a outra pessoa quando o se tem vivido na pele. Por isso, ser doula é um assunto sério: quem está preparada para essa transparência sexual consigo mesma?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Convite - Caminhada

Tens noção da bravura intrínseca no teu espírito de mulher?
 Vem caminhar e descobrir esse teu lado feminino na 3ª dia 16/11 às 10h15m em Sª joão das Lampas (lindíssima zona rural de Sintra).

Ponto de encontro em Bolelas às 10h15m.

Percurso: Bolelas - Azenha - cemitério de Sº joão- Tojeira - Bolembre - Bolelas, 8kl +- 2h.

Inscrições grátis pelo mail catarinapardal@sapo.pt

O convite é para experimentares ser mulher... mamífera...
Vamos descobrir o nosso lado selvagem e instintivo que só nós mulheres possuímos. Um lado bloqueado pela sociedade carregada de energia masculina...
ATREVE-TE!
Vamos uivar, vamos cantar, vamos orar, vamos SER, simplesmente SER... E honrar a mulher que anda escondida dentro de nós!
Até lá!
 
Há de se ter bravura para existir aqui.
E nesse mar inteiro que bom que você está aqui.
Espero que esteja!
É preciso!
Não há nada, em lugar algum, que exista sem existir aí
nesse universo que é você.
Por isso é preciso que você esteja aqui.
(Do livro: "Energia Feminina" de Sabrina Alves)


 


 

Parto = Sexo

Depois do post anterior onde escrevi que o parto é sexo recebi vários mails a pedirem para falar mais sobre isto.

Se querem saber mais recomendo todos os livros do Michel Odent, que provou que as hormonas presentes durante o parto são as mesmas libertadas no orgasmo, como para fazer amor, parir exige um ambiente em que a mulher se sinta confortável, segura, não observada e liberdade para adoptar a posição que quiser.
Assim podemos afirmar que parto é sexo. Seguindo esta linha de pensamento, será que uma maquina fotográfica não pode atrapalhar?

Espreitem um bocadinho do livro de Odent -
The Functions of the Orgasms: The Highways to Transcendence para perceberem o que quero dizer.

Não deixem de ver esta reportagem:




Deixo-vos uma excelente reflexão sobre parto e sexo:
´
Parto é sexo? Por Kalu no blog Mamíferas

O obstetra e pesquisador Michel Odent provou que os hormônios presentes durante o nascimento são os mesmos liberados na hora do orgasmo. Assim como para fazer amor, parir exige um ambiente em que a mulher se sinta segura, não vigiada, seduzida por sons, cheiros e liberdade para adotar a posição que mais lhe satisfizer.

Existe um paralelo direto entre o parto e o sexo. Mas uma recomendação importante: nunca diga isso por aí. Afinal, vivemos em uma sociedade em que parir é algo raro, talvez tanto quanto gozar. Fingir pode.

 
Nossa sociedade é tão doente e sexualizada que as boas práticas sexuais são combatidas. Parto é uma extensão e reflexo da vida sexual de uma mulher, assim como um reflexo de sua cultura. Dar de mamar também. As mulheres preferem fingir orgasmo, sentem mais prazer em caber numa calça do que na hora do sexo. Se não vêem problema em mutilar o corpo para transfigurar-se com uma lipoaspiração ou um silicone, aceitar uma cirurgia para extração de um feto é mais rápido, planejado e teoricamente, indolor.
Vivemos em tempo que a medicalização também é algo bem vindo para sanar as dores físicas e existenciais. O corpo perde, desde cedo a habilidade de funcionar fisiologicamente e precisa sempre de uma ajuda externa. Me surpreende o número de mulheres com constipação intestinal, daquelas que consomem remédios para dormir, para se sentirem felizes. Mas em nossa sociedade fragmentada, sexo não tem relação com parto. Doença não tem relação com processos psicológicos. Para tudo, médico e remédio.
As mulheres não se tocam, as mulheres não conhecem seus corpos, as mulheres só conhecem a beleza das capas de revista, dos seios de silicone. Por isso o parto é algo estranho: ver sair o que elas nunca queriam que tivesse entrado por ali. Os seios de fora podem ser mostrados para o mundo, mas nunca sugados pelo filho.


Muita gente fala sobre as facilidades de nossas avós parirem. Acho que para elas também não era tão fácil diante da repressão sexual que viviam. O fato é que não havia escolha. Teria que sair por onde entrou ou lidar com a morte. Do ponto de vista da preservação, o lugar do parto (geralmente em casa), cercadas de outras mulheres, facilitava o clima para entrega do corpo para o nascimento. Talvez naquele momento vivessem a verdadeira experiência sexual de suas vidas.

Dizer que parto é sexo é traçar uma linha direta para algo que ninguém quer olhar. Por ser direto, choca. Por chocar gera revolta. As mulheres que sentem que perderam algo e vão fundo, investigam, redescobrem sua mulher selvagem, fazem as pazes com ela e podem, num novo parto ou na instância sexual de suas vidas, serem mais fêmeas, mais realizadas. As demais continuam nos xingando, dizendo que não são menos mãe, rotulando. É mais fácil apontar a ferida fora do que curar a de dentro. E se incomoda, acredite: há algo dentro de si que merece ser investigado.

Cultivamos ainda a sensação de pecado. Gozar é pecado. Sentir prazer ao parir, é pecado. Ser mãe é quase ganhar uma instância de Santa. Como se pureza e prazer não pudesse andar juntos. Ainda preferem vestir uma camisolinhas com buraco para parirem assim como nossas avós faziam sexo. Afinal, se parto é sexo, muitos partos e não partos se assemelham a um estupro.


Eu tive um orgasmo no momento do nascimento do meu filho. Primeiro eu senti o círculo de fogo, que parece aquela sensação de perder a virgindade: levemente dolorosa mas de um prazer da carne. Aí ele passou e quando seu corpo girava dentro de mim, senti-me tocada interiormente de uma maneira tão intensa. Enquanto eu o abraçava com força com minhas intimidades, eu era acariciada interiormente como nenhuma outra vez pude ser. Os hormônios pulsantes, a presença do marido e seu cheiro, a luz baixa, a lua que sorria no céu, a vida que chegava rápida e natural como um orgasmo. Não sabia que poderia sentir aquilo. Afinal eu pensava que parto era uma coisa imaculada como a gestação. E tanto na gestação como no parto eu experimentei uma faceta selvagem, sexual do meu ser, que se despedia, não para sempre, mas naquela intensidade, no orgasmo do parto. Delicioso e intenso.

Não acho que o orgasmo no parto deva ser uma busca. Mas que nunca esqueçamos que o prazer em parir é nosso direito e a medida que permitimos que nossos instintos acordem poderemos vivenciar este prazer em uma instância física também. O lugar, assim como no sexo, é fundamental para essa vivência.

Sempre há chance de aprender a gozar. Sempre há a chance de parir. E um não parto pode ser curado em uma amamentação prazerosa. É a força da vida em ação em outra faceta. O importante é não parar na ferida e se calar diante da dificuldade fingindo. Fingir que está tudo bem para agradar ao outro ou uma instancia de si mesmo, é covardia.


O primeiro passo é assumir. E saber que muitas vezes achamos que o dono do nosso prazer, do nosso parto, é o médico ou o parceiro. Aí nasce o erro. Quando assumimos que o parto é nosso, que o corpo é nosso e encontramos nossa maneira de expressão, podemos olhar ao longe a face da liberdade.


Muitos não partos, muitos não orgasmos são um caminho tortuoso que encontramos para cuidar de nossa sexualidade.


Por fim, se nossas avós lutaram por uma verdadeira expressão da sexualidade feminina, hoje vejo que estamos desenhando o verdadeiro caminho da feminilidade. Com menos atributos externos que fazem vender coisas e mais fundamentos internos que fazem mudar o mundo.


Dá que pensar, não dá?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Mais um lindo vídeo de um parto

Será que podemos considerar um parto natural quando estão máquinas fotográficas por perto?
Será que filmar um parto é uma intervenção?

Já me tinha questionado sobre isto quando li um livro do Michel Odent, e no curso Paramana Doula foi levantada esta questão...
Se pensarmos que o parto é sexo, pois as hormonas presentes durante o nascimento são as mesmas libertadas no orgasmo, será que nos comportamos da mesma maneira quando temos uma máquina fotográfica á frente?
Dá que pensar não dá?
E para levantar ainda mais celeuma, será que um parto dentro de agua é natural?

Tenham lenços por perto... eu chorei baba e ranho :)



Palavras da mãe:

This is the natural water birth of our son, Theo. I'm sharing it here because I wanted as many people as possible to see how beautiful birth can be. There is nothing more empowering than delivering your baby how you choose to and feeling fantastic afterwards.
It was filmed and edited by my talented sister, Hailey. She is a photographer and cinematographer. You can contact her about having your birth documented too (http://www.youcantbeserious.com.au/blog­/ )

I don't think I own anything more precious than these 7 mins of film and if you're brave, I think having these moments on camera are priceless. I will treasure reliving this amazing moment in time forever.

About the birth: (or read his long birth story here http://gregariouspeach.com/?p=663)
Theo was born in the Royal Women's Birth Centre, Brisbane.

Zero interventions at 42+ weeks.

Caught by a midwife.

6 hr labour, 15 mins of pushing and one well baked baby (10lbs 7 oz).

I was supported by baby daddy, my lovely husband, Errol.

He is our second baby and I am 21.

I did Hypnobirthing classes with Helen Pywell of Brisbane Birthing. This helped to keep me calm relaxed throughout my labour. I highly recommend. http://www.brisbanebirthing.com.au/

If you'd like to see what Theo is up to now, you can visit our blog at http://www.gregariouspeach.com/

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Lindo...


O trabalho de Amanda Greavette







Podem ver mais aqui:




... "a partir de cada madre puérpera que se encuentra a sí misma, el mundo entero se encuentra. Cada doula que asiste a una puérpera, se sana a sí misma y sana a todas las mujeres. Cada palabra de apoyo, es una palabra de paz y de bienvenida al niño". Laura Gutman

domingo, 7 de novembro de 2010

CONVITE: Caminhada

4ª feira ,dia 10 de Novembro, às 10h30m 
 
Vamos de Bolelas até Odrinhas, visitamos o museu http://www.museudeodrinhas.com/ e voltamos a Bolelas!
São mais ou menos 8 kl.
 
Inscrições - catarinapardal@sapo.pt

sábado, 6 de novembro de 2010

DIVULGO: 2ª Edição Ciclos al-Mah


2ª Edição dos Ciclos al-Mah

12, 13 e 14 de Novembro
Centro Cultural da Malaposta

Após a gratificante experiência da 1ª Edição,
os Ciclos estão de volta
com mais três espectáculos de dança.
Desta feita, seremos convidados a entrar no extraordinário
mundo Butoh, a desfrutar do encantador movimento,
cores e sons das danças clássicas indianas
- Bharata-Natyam e Khatak -
e teremos também uma proposta para pais e filhos
partilharem um momento único de
Danças do Mundo para bebés.

Programação:


Sombra Clara IV - 12 Novembro, 21h30
Espectáculo de Dança Butoh

Sombra Clara é um projecto de pesquisa pessoal,
de linguagens de movimento, voz
e construção sonora ao vivo,
iniciado em 2008.
O mais recente espectáculo do projecto
- Sombra Clara IV -
criado para esta edição dos Ciclos,
é composto por dois solos independentes de dança Butoh,
onde a mulher, a água, a transformação,
o imaginário colectivo e a reciprocidade entre
espectador e intérprete,
são peças essenciais.


Nrityaanjali - 13 Novembro, 21h30
Espectáculo de Dança Clássica Indiana
Bharata-Natyam e Kathak

Este espectáculo de vibrante beleza,
leva-nos numa imersão profunda e graciosa na milenar
arte da Dança Clássica Indiana, reunindo dois dos
seus principais e mais ancestrais estilos:
Bharata-Natyam - da tradição do Sul
e Kathak - da tradição do Norte.


Arbá - 14 Novembro, 16h30 e 17h30
Danças do Mundo para bebés e criança

O ar, a água, a terra; o alto, o baixo, o médio.

Há muitas coisas redondas…

Umas são transparentes. Outras não.

Umas voam. Outras caem.

De onde vêm elas?

E para onde vão?

Será que posso ir com elas?

PROGRAMAÇÃO DETALHADA EM:

www.ciclosalmah.blogspot.com

Espectáculos a realizar no Auditório
do Centro Cultural da Malaposta


Bilhetes e reservas online:

Centro Cultural da Malaposta

Info e Contacto:

21 938 31 00

www.malaposta.pt

info@malaposta.pt

Os Ciclos al-Mah surgem com o intuito de criar
uma periodicidade regular na apresentação
de actividades artísticas relacionadas/inspiradas
na Cultura, Artes, Filosofia, Crenças e correntes de
Pensamento, de países do Médio Oriente,
Mediterrâneo e Ásia.

Numa produção partilhada entre AiGA e Baltazar Molina,
os Ciclos incluem espectáculos de dança, música e
workshops, que pretendem fazer chegar

a um público sempre crescente,
as Artes e 'Saberes' destas culturas,
num espírito de Celebração e Partilha.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

BOAS NOTICIAS!!!! Projectos Vencedores OP 2010/2011

A CASA DAS MÃES FOI UM DOS PROJECTOS VENCEDORES!!!!
 
Mail da CML:
 

Cara(o) Cidadã(o),

Conforme  foi anunciado, realizou-se hoje às 12h00 no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Lisboa, a Cerimónia de Apresentação Pública dos Projectos Vencedores do OP 2010/2011, tendo este ano havido 7 Projectos Vencedores, que integrarão o Orçamento e Plano de Actividades da Câmara Municipal de Lisboa para 2011.

São eles:

(...)

6º. Casa destinada a Mães (Pós-parto) – 473 votos
Área: Acção Social
Descrição: Espaço destinado a mães e bebés que vivem os meses pós-parto em situação de isolamento. Pretende-se que este espaço funcione como um lugar informal de partilha de experiências e de acesso a informação diversa, nomeadamente a questões relacionadas com a amamentação, depressão pós-parto, etc.
Custo: 800.000 €
Prazo de execução: 24 meses


(...)

Cumprimentos,

A Equipa OP 2010/2011
Câmara Municipal de Lisboa
Contactos: 217988220/217989446
Campo Grande, nº 25, 2º A
Email: op@cm-lisboa.pt
Url: www.cm-lisboa.pt/op

La Vida Fetal, el Nacimiento y el Futuro de la Humanidad - M. Odent

ÍNDICE


- Una nueva perspectiva: la investigación en Salud Primal

- La efectividad del Método Acordeón

- La función de la alegría en el embarazo

- El nacimiento de los mamíferos humanos

- ¿Es peligrosa la participación del padre en el parto?

- La primera hora siguiente al nacimiento

- Lo que aprendí del primer hospital con piscina para partos

- La sexualidad como un todo

- El nacimiento y los orígenes de la violencia

- ¿Existe una auténtica epidemia de autismo?


CAPÍTULO 1

Nuestro centro de investigación, el Centro de Investigación de Salud Primal, cuenta con un banco de datos de cientos de referencias de estudios publicados en revistas científicas y médicas. Todos estos estudios han investigado la relación entre el "período primal" y la salud y conducta durante la vida. Según la interpretación que propuse para este término en el pasado, el "período primal" incluye la vida fetal, el tiempo durante el que transcurre el nacimiento y el año siguiente al nacimiento. Según los resultados de nuestro banco de datos, cuando los investigadores ahondaron en el ambiente de la gente que presentaba algún tipo de dificultad para amar, tanto a sí mismos como a los otros, detectaron siempre factores de riesgo durante el período perinatal —tiempo que transcurre desde el comienzo del trabajo de parto hasta el nacimiento. Además, cuando tal correlación existía, siempre se debía a una causa sociológica actual.

criminalidad juvenil

Sin duda alguna, la criminalidad violenta juvenil es un asunto de actualidad, que se puede considerar como una capacidad alterada de amar a otros. Adrian Raine y su equipo de la Universidad de Los Ángeles, en California, investigaron a 4.269 sujetos masculinos nacidos en el mismo hospital de Copenhague. Llegaron a la conclusión de que el mayor factor de riesgo de la violencia criminal a los 18 años estaba asociado a "complicaciones" durante el nacimiento, junto a una temprana separación de la madre o rechazo por parte de ella, aunque la rápida separación de la madre no era un factor de riesgo en sí mismo.

conductas autodestructivas

El suicidio entre adolescentes, antes desconocido, es otro aspecto importante en la actualidad. Lee Salk y sus colegas de Nueva York investigaron el entorno de 52 adolescentes víctimas de suicidio antes de los 20 años y lo compararon con un grupo de control de 104 jóvenes. Encontraron que uno de los principales factores de riesgo para cometer un suicidio en la adolescencia era la reanimación durante el nacimiento. Bertil Jacobson, de Suecia, estudió, en particular, cómo la gente cometía el suicidio. En su primer estudio recurrió a los datos de 412 casos forenses correspondientes a víctimas de suicidio y los comparó con 2.901 de un grupo de control. Concluyó que el suicidio por asfixia estaba íntimamente relacionado con asfixia durante el nacimiento, y que los suicidios violentos en los que se utilizaba algún tipo de instrumento se asociaban con el trauma del nacimiento instrumental. En su último estudio, Jacobson confirmó que los hombres (no las mujeres) con nacimientos traumáticos tienen un factor de riesgo cinco veces mayor de cometer un suicidio violento que otros. Jacobson investigó el ambiente de 242 adultos que se suicidaron con arma de fuego, saltando una gran altura, colocándose delante de un tren, ahorcándose, cortándose las venas, etc.; comparó estos casos con 403 hermanos nacidos en la misma época y en el mismo hospital. Las diferencias entre hombres y mujeres desaparecían en los casos en los que a las madres se les había administrado analgésicos opiáceos durante el trabajo de parto. Parece que varios son los efectos a largo plazo de los analgésicos como la morfina o alguno tipo de morfina sintética. Entre esos efectos se encuentra la adicción a las drogas. Jacobson también estudió la adicción a las drogas. Él y Karin Nyberg investigaron el caso de 200 adictos al opio nacidos en Estocolmo entre 1945 y 1966, y tomaron como grupo de control hermanos no adictos. La conclusión a la que llegaron fue que si a la madre le habían suministrado algún tipo de analgésico durante el trabajo de parto, estadísticamente, su hijo tenía mayor riesgo de convertirse en drogadicto en la adolescencia.

Tanto el autismo como otros aspectos del "espectro autístico" también se pueden considerar como la expresión de una alterada capacidad para amar. Los niños autistas y los adultos autistas no se socializan. Cuando son adolescentes no salen, no se enamoran, y, de adultos, no tienen hijos. Mi interés por el autismo comenzó en 1982, cuando conocí a Niko Tinbergen, uno de los fundadores de la etología, que compartió el Premio Nobel con Konrad Lorenz y Karl Von Frisch en 1973. Especializado en etología familiar, observó la conducta animal y estudió en concreto la conducta no verbal de los niños autistas; como "etólogo de campo", investigó la conducta de los niños en su propio ambiente: además de hacer una descripción detallada de sus observaciones, redactó una lista de los factores que podían predisponer al autismo o que podían reforzar los síntomas.

Encontró que tales factores estaban presentes a lo largo del período perinatal: utilización de forceps durante el parto, nacimiento bajo anestesia, reanimación e inducción del parto. Cuando lo conocí, estaba investigando la posible relación entre la dificultad del contacto visual y la ausencia de contacto visual entre la madre y el bebé tras el nacimiento. La investigación no la realizó con datos estadísticos y tampoco había grupo de control, pero, sin embargo, el trabajo de Tinbergen y su esposa representa el primer intento de investigar el autismo desde la perspectiva de la "investigación de salud primal".

En junio de 1991 leí con especial interés un artículo de Ryoko Hattori, una psiquiatra de Kumamoto, Japón. Hattori evaluó los riesgos de desarrollar autismo según el lugar de nacimiento. Llegó a la conclusión de que los niños nacidos en cierto hospital presentaban más riesgo de ser autistas. En ese hospital en particular, la rutina llevaba a inducir el parto una semana antes de la fecha probable de parto, utilizando distintos tipos de sedantes, anestesia y analgésicos durante el trabajo de parto. Mi interés en este estudio ha aumentado ahora que conozco más datos sobre el perfil hormonal de los niños autistas y las particularidades de las estructuras de sus cerebros. En concreto, la oxitocina resulta ser una prometedora vía de investigación. Permítanme recalcar una vez más que la oxitocina, cuya función es contraer el útero para el nacimiento del bebé y la expulsión de la placenta, es una hormona altruista, una "hormona del amor". Parece que los niveles de oxitocina son comparativamente menores en niños autistas, y por ello se ha intentado tratar a estos niños con oxitocina. Espero que la liberación de oxitocina de los niños autistas se investigue algún día. Se supone que la oxitocina resulta más efectiva cuando se libera rítmicamente, en una sucesión de rápidas pulsaciones. Hoy día ya es posible medir el ritmo de la liberación de oxitocina.



Los resultados de la mayoría de los estudios han confirmado la relación existente entre cómo la gente nace y distintas formas de alteración en la capacidad para amar, y ya se han publicado en muchas revistas médicas. Sin embargo, gran parte de estos datos se desconocen y se tiende a no tenerlos en cuenta; por ejemplo, en un extenso artículo publicado en el British Medical Journal sobre autismo, no se citó ninguno de los estudios sobre la relación con el período primal. Me pregunto por qué la mayoría de estos estudios no se han repetido por parte de los investigadores.

¿puede la investigación ser políticamente incorrecta?



Como he conocido personalmente a todos los autores de estos estudios, me voy a permitir hacer algunos comentarios sobre esta familia de investigadores.



Antes de que falleciera de un derrame, Niko Tinbergen me envió una serie de cartas. Estaba sorprendido de que la mayoría de los psiquiatras infantiles "encontraban a sus métodos, hechos y puntos de vista difíciles de aceptar". Agregó que se sentía "bajo sospecha y rechazado por la profesión". Durante uno de mis viajes a Japón, me encontré con Ryoko Hattori. Después de haber publicado sus informes sobre los niños autistas en 1991, se quedó sin su trabajo como psiquiatra en un hospital universitario; así, perdió toda ilusión por ampliar sus estudios sobre el tema.



Una vez tuve una conversación con Lee Salk, quien investigó el suicidio juvenil desde la perspectiva de la salud primal; se sentía desanimado y sorprendido por la falta de respuesta a sus estudios. Poco después, murió de cáncer.



Bertil Jacobson, que estudió todos los tipos de conductas autodestructivas, tenía problemas para superar los obstáculos puestos por los comités éticos, que le impedían el acceso a los datos sobre nacimientos; esto le dificultaba enormemente su trabajo. La tesis de Karin Nyberg de "estudios sobre alteraciones perinatales como factor de riesgo potencial de abuso de drogas" fue en principio rechazada en el Instituto Karolinska, sin ninguna razón científica, ética o técnica, un escándalo sin precedentes.



Lo mismo le ocurrió a Adrian Raine, británico, que se tuvo que enfrentar al rechazo de su proyecto de investigación en el Reino Unido antes de que le llegara la oportunidad de realizarlo en Los Ángeles.



Todos estos estudios eran retrospectivos, lo que significa que los investigadores trabajaron con niños, adolescentes y adultos que tenían algo en común (asesinos, adictos a la droga, etc.); además, también investigaron el ambiente en el que se desarrollaba su vida.

empezando desde la vida fetal

También contamos en nuestro banco de datos con investigaciones y estudios específicos cuyos objetivos eran evaluar las posibles consecuencias a largo plazo del estado emocional de la madre durante el embarazo. Algunos de estos estudios indican que el estado emocional de la mujer embarazada puede tener efectos a largo plazo en aspectos como la sociabilidad, la agresividad o el desarrollo de alguna alteración en la capacidad para amar.

El más antiguo de estos estudios se llevó a cabo en Finlandia. Dos psicólogos estudiaron los casos de 167 niños cuyos padres habían muerto antes de que ellos nacieran; por otro lado, trabajaron con 168 niños cuyos padres habían fallecido durante el primer año de vida de éstos. Realizaron informes médicos a estas 335 personas hasta que tuvieron 35 años; todos los niños habían crecido sin padre. Resultó que aquéllos cuyos padres murieron durante el embarazo presentaban un mayor riesgo de criminalidad, alcoholismo y desequilibrio mental. Este estudio demuestra claramente que el estado emocional de la madre embarazada tiene una mayor influencia a largo plazo sobre el niño que el estado emocional durante el primer año de vida del pequeño.



Los estudios realizados con niños de embarazos no deseados presentan conclusiones similares. A finales de los años 50, un equipo de Gotemburgo, Suecia, comenzó a investigar desde el punto de vista socio-psiquiátrico la vida de niños nacidos después de que sus madres hubieran tenido la intención de abortar, pero cuyas peticiones habían sido rechazadas. Se hizo un seguimiento de las 120 personas del grupo de investigación y las 120 del grupo de control hasta que tuvieron 21 años, y luego este período se extendió hasta que cumplieron los 35. La conclusión más importante a la que llegaron fue que el grado de sociabilidad era menor en el grupo cuyas madres no habían podido hacerse el aborto. Estas diferencias de sociabilidad eran aún detectables a la edad de 35 años.


El estudio de Praga está basado en un grupo de 220 personas cuyas madres tampoco pudieron abortar a pesar de su intención de hacerlo, entre 1961 y 1963. A los 30 años, los investigadores examinaron a 190 de estas personas; como en Suecia, el grado de sociabilidad era mucho menor.



El diseño, los objetivos y la cantidad de personas con las que se trabajó en el estudio de Finlandia eran diferentes. La primera investigación de 1966 incluyó a un grupo de 11.000 mujeres embarazadas a las que se les preguntaba en el sexto o séptimo mes de gestación si el embarazo era deseado, a destiempo pero deseado o indeseado. El riesgo de esquizofrenia era significativamente mayor en los bebés cuyas madres no deseaban el embarazo. La esquizofrenia se puede presentar como una alteración en la capacidad para amar: la persona se encuentra separada o ausente de la realidad.



A pesar de las enormes dificultades técnicas con las que, en general, se encuentran los investigadores, se han seguido desarrollando estudios sobre la influencia del estado emocional de la mujer embarazada en sus bebés. Quizás se consideren "políticamente más correctos" estos trabajos que aquéllos que detectan dicha correlación con el proceso del nacimiento en sí.

conclusión

Después de observar los antecedentes de las personas que presentan una clara alteración de la capacidad para amar, sea para amarse a sí mismo o a otros, parece que la capacidad para amar está determinada por tempranas experiencias de la vida fetal y el período perinatal.