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Alguém adivinha onde estamos?
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Formação de Instrutores
Reflexologia Infantil
Método Angeles Hinojosa
Datas: 26/9, 27/9, 31/10, 1/11, 21/11 e 22/11 (Total de 48 horas)
Local da Formação: Consultório Rafael, Av Almirante Reis, nº 82-1ºEsq
Inscrições em: reflexologia.infantil@gmail.com (tel: 00351 96 282 55 29)
Objectivo
Pretende-se formar Instrutores de Reflexologia Podal Infantil capazes de formar pais e mães para estes serem terapeutas dos seus próprios filhos.
Os bebés e crianças são especialmente receptivas e sensíveis ao tratamento através da Reflexologia Podal. Esta técnica promove o contacto entre pais e filhos, proporcionando uma oportunidade para os pais participarem activamentet na saúde dos seus filhos, ajudando-os a libertar-se dos pequenos desiquilibrios orgânicos e que podem apresentar nos primeiros dias, semanas, meses, anos da sua vida.
É uma ferramente de auto-cura, afecto e carícias e que promove a integração extra-uterina.
O trabalho realizado durante o curso, prepara os formandos para aplicar a técnica, não só em bebés, mas também em adultos. A parte practica e realizada entre os alunos, sem recorrer a bébés ou crianças como modelos.
Destinatários
Publico em geral, incluindo profissionais de educação e profissionais de saúde
Pré-requisitos
Vontade para divulgar a arte da Reflexologia entre famílias, contribuindo para um crescimento mais sadio das crianças.
Inclui
· Dossier com noções básicas de fisiologia e anatomia do corpo humano
· Dossier de relação entre as zonas fisiológicas e anatómicas do corpo humano, sua função e correspondencia nos pés
· Dossier de apoio ao trabalho practico com os pontos de referencia a trabalhar e patologias mais comuns
· As bases e material teorico-practico para um curso de 10h para pais e mães.
· Curso audiovisual de reflexologia infantil para pais, editado recentemente.
Conteudos das 48 horas formativas
24h practicas
24h teóricas
Serão debatidos temas como:
Formadora Angeles Hinojosa
Terapeuta Psico-corporal, criadora do método de Reflexologia Podal Infantil
(curso de reflexología infantil unico em Espanha) e fundadora da Escola de
formação de Reflexologia Podal Infantil. Com mais de 22 anos de experiencias,
7 dos quais centrados em reflexologia Infantil.
Investimento: 650€ (Inscrições até 15/7 – 600€ até 15/8 – 625€)
Para muitas mães, fazer ginástica com o bebê pode ser a maneira perfeita de acabar com as gordurinhas acumuladas na gravidez.
A prática está fazendo sucesso em Los Angeles, nos Estados Unidos.
O carrinho do bebê é usado para um jogging leve, ou para ajudar em exercícios de flexão de braços e joelhos.
As mães dispensam halteres e pesos, e fortalecem os braços segurando firme e levantando os bebês.
"Esta é uma oportunidade para que eu dê um exemplo de condicionamento físico para a minha filha desde cedo", disse Ada Serdell, que tem um bebê de cinco meses.
"Marido e família ajudam nas primeiras duas semanas (após o parto), depois todos voltam para o trabalho", diz Cindy Smith, mãe de um bebê de oito meses. Ela afirma que se sentiria sozinha sem as aulas de ginástica.
"Imagine uma jovem mãe em casa com um bebê que chora o tempo todo e ela não entende o motivo. Está chorando por fome? Está chorando porque está molhada? Está chorando porque tem cólica? Por que está chorando? Ela não sabe a resposta", diz o pediatra Ralph Salimpour.
Segundo ele, se a jovem mãe sair de casa e encontrar outras mães, isso vai ajudá-la porque elas vão contar o que passaram e por que às vezes o bebê chora.
O pediatra acredita que as aulas coletivas podem até ajudar as mães a enfrentarem uma possível depressão pós-parto.
As aulas parecem animadas e a moda está se espalhando. Nos Estados Unidos já conta com 20 mil adeptas. Grupos semelhantes começaram a funcionar no Canadá e no Japão.
Clique e assista ao vídeo .
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil
Mas em portugal também, já temos estas aulas : Eu faço ginastica com a minha mamã! Podem ver AQUI as aulas de Mammy & Baby Gym!


As hormonas libertadas durante a gravidez relaxam a válvula entre o esófago e o estômago, por isso os alimentos e os ácidos gástricos podem voltar, irritando o revestimento do esófago causando uma sensação de ardor.
A Pressão do utero sobre o estômago pode aumentar os sintomas, principalmente nas ultimas semanas.
A azia ocorre normalmente depois das refeições, mas pode ocorrer a qualquer hora devido a problemas emocionais, normalmente ligados á ansiedade.
Como prevenção, faz refeições pequenas, com intervalos frequentes, e termina o jantar com pelo menos 2 horas antes do deitar.
Beber uma infusão de erva-doce depois das refeições auxilia a digestão.
Come alimentos alcalinos, como iogurte ou leite, para aliviar o ardor, se não der resultado tenta alimentos moderadamente ácidos, como laranja ou sumo de tomate.
A papaia contém enzimas digestivas, as amêndoas com casca são uma boa alternativa e as ameixas ajudam bastante a digestão. Uma infusão de barba de milho possui um efeito calmante e digestivo, uma colher de chá de ulmeiro em pó, misturado com agua ou leite neutralizam o estômago.
A Homeopatia também pode ajudar: Arsenicum 6c ou Natrum phosphoricum 6c três vezes ao dia ( se não der resultado consulta um homeopata ).
Quem tem mais sugestões?
Muito Interesante este artigo: |
| Vou Presa: 8º Produto a abater: alimentação infantil com mel! Posted: 26 Jul 2009 12:20 AM PDT Vocês desculpem... Eu aguento tudo! Aguento noitadas, aguento madrugadas, aguento birras de Bebés, aguento nervosos Administradores de fóruns, aguento problemas informáticos e aguento mamãs baralhadas.. Conto com vocês...se em 3 dias não der notícias, procurem-me. Já chega! Chega! Chega! Anda aqui uma pessoa a pregar, como de uma missão se tratasse, para os pais não estimularem o paladar infantil ao sabor doce, para diluirem os sumos, para preferirem iogurtes naturais, para desprezarem os leites de crescimento comerciais, para destronarem os cereais infantis, para..., para... não contribuirem para o aumento diário de açúcar, para minimizarem os riscos da obesidade infantil e diabetes, para cortarem no açucar, cortar, cortar, cortar! E não é que a Indústria Alimentar inova agora com produtos, para consumo infantil (!!!), com mel?!!! Não é possível! Por isso, entendo hoje por bem alertar para mais um mal colocado à nossa disposição no seguimento daqueles já contestados: Vou presa - o começo da vingança! Vou presa! - O 1º produto a abater: alho em pó! Vou presa! - O 2º produto a abater: o iogurte que não precisa de frio! Assim, gostaria de dizer-vos que o próximo produto a abater, o 8º produto a abater, é de CONSUMO INFANTIL, e corresponde a todos, todos, todos, ...os Produtos COM MEL na Sua Composição! ! Como se não bastasse a quantidade indesejável de açucar que constatámos sempre que análisamos um rótulo, eis que os Srs. Industriais, pressionados pela tendência de mercado em atrair as crianças pela doçura das suas ofertas, resolveram reduzir as suas quantidades. É leite de crescimento, é papas de cereais, é papas líquidas, é iogurtes, é sumos, é boiões de fruta...é...é...demais! E ainda como se não bastasse ainda vejo rótulos destes: "100% FRUTA" e mais pequeno "e mel" Isto é ou não é publicidade enganosa? ![]() Já sei: vão-me dizer que não é!? Pois, desculpem a minha ignorância... Açucar é o termo corrente para sacarose, e de facto, esse açucar não está lá... Mas a verdade é que a glucose e a frutose, responsáveis pela doçura do mel, são hidratos de carbono simples e de facto, também considerados açucares... É apenas uma questão de oses, nada mais. Pois aos olhos do leigo consumidor, a adição de mel é benéfica, é natural, é terapêutica e...é uma inteligente forma de enganar as mamãs que vêem os seus filhos comerem tão bem estes produtos...pois claro! Anda meio mundo de profissionais de saúde (nutricionistas, médicos, enfermeiros) a combater o consumo de açúcar e anda outro meio a fomentá-lo! Mas, afinal, quando é que remámos todos para o mesmo lado? Quando todos estaremos consciencializados para evitar que a epidemia do século XXI, a obesidade infantil atinja a nossa descendência? Quando se irá perceber que os 1ºs anos de vida representam a fase de vida de um indivíduo onde a sua alimentação assume um papel vital? Quando se perceberá que temos que actuar a nível profiláctico, actuando ANTES das doenças aparecerem e não depois...como respondem os alimentos funcionais desenvolvidos? Pré-mamãs, mamãs, adultos, consumidores: desculpem-me! Mas a verdade crua e nua é esta: as crianças só comem aquilo que os adultos compram e lhes oferecem...nem mais! Não quero com isto dizer para não lhes oferecerem açúcar, nos diferentes produtos que o disponibiliza, mas: - Façam-no com a máxima moderação! Esta ideia deve permanecer para toda a vida, em todas as pessoas e independentemente da idade. A idade até aos 2 anos de idade, fase primordial da vida infantil que sujeita ao seu acelerado metabolismo, representa uma das faixas etárias mais críticas da vida; - Contabilizem o açucar total ingerido por dia! Analise subtilmente os rótulos dos vários produtos que oferece diariamente ao seu filho. Infelizmente em grande parte dos produtos existe açúcar: enlatados, pão, etc. Isto já para não falar naqueles produtos em que ele está presente naturalmente: lactose, frutose... - Não permitam que o açucar substitua outros alimentos, de elevado valor nutricional A rápida sensação de prazer que fornece, não satisfaz as necessidades de energia das crianças, deixando-as insatisfeitas! Além disso, contribui para a perda de apetite, se consumido perto das refeições! - Mas dêem! Não façam disso um fruto proibido. Ofereçam, a seguir às refeições e com extrema moderação, sempre com o máximo equilíbrio! O mel representa de facto um elixir que a Natureza produz e nos oferece, mas para consumir apenas quando estámos doentes! Não devem fazer deste alimento, sobretudo na dieta infantil, uma rotina, não! Não! Não! Porque a criança, que está a desenvolver o seu paladar, estará também a desenvolver uma consequente apetência para o doce, de evitar! O mais possível! Considerado um alimento absolutamente proibido antes dos 12 meses de idade, a verdade é que os industriais conseguiram contornar o potencial risco de botulismo que veicula, pasteurizando- Consultora em Alimentação E agora eu pergunto: o que você tem feito para reduzir o açucar na dieta do seu filho? E lembrem-se se em 3 dias não der notícias, procurem-me! Fui presa! Leia também estes artigos: |
Um velho carpinteiro estava pronto para se aposentar.
Ele informou ao seu chefe, o seu desejo de sair da indústria de construção e passar mais tempo com sua família. Ele ainda referiu que sentiria falta do salário, mas realmente queria se aposentar.
A empresa não seria muito afectada pela saída do carpinteiro, mas o chefe estava triste em ver um bom funcionário a sair e pediu ao carpinteiro para trabalhar em mais um projecto como um favor.
O carpinteiro concordou, mas era fácil ver que ele não estava entusiasmado com a ideia.
Ele prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados.
Foi uma maneira negativa dele terminar sua carreira. Quando o carpinteiro acabou, o chefe veio fazer a inspecção da casa. De seguida entregou a chave da casa para o carpinteiro e disse:
“Esta é a sua casa. Ela é o meu presente para você”.
O carpinteiro ficou muito surpreso. Que pena! Se ele soubesse que ele estava construindo sua própria casa, ele teria feito tudo diferente.
O mesmo acontece connosco. Nós construímos a nossa vida, um dia de cada vez e muitas não investindo o máximo possível na construção.
Depois com surpresa, descobrimos que até precisamos viver na casa que nós construímos.
E apenas aí reflectimos: se nós pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente.
Mas não podemos voltar atrás.
Tu és o carpinteiro.
Todos os dias martelas pregos, ajustas tábuas e constróis paredes.
Alguém disse que “A vida é um projecto que você mesmo constrói”.
As atitudes e escolhas de hoje, constroem a “casa” em que moramos amanhã.
Constrói com Sabedoria!
Pr Valtair Freitas

- Tem pouco liquido
- Tem muito liquido
- A sua placenta esta velha
- O seu bebé é muito grande
- O seu bebé está a crescer pouco
- O seu bebé está muito subido
- O seu bebé não está na posição certa
- O bebé não vai passar na sua bacia ( neste caso pede também a chave do euromilhões )
- .... mais ideias???
Se não te queres submeter a uma cesariana... INFORMA-TE
Os dados mais credíveis sobre mortalidade materna encontram-se no "Inquérito Confidencial do Reino Unido sobre Morte Materna" ("UK Confidential Enquiries into Maternal Deaths"). Embora possa ter sido uma política obstétrica omitir o capítulo habitual sobre mortalidade materna relacionada à cesariana, dois cientistas calcularam essa taxa a partir de dados do relatório. (Hall M, Bewley S. Maternal mortality and mode of delivery. Lancet 1999; 354: 776 ) Uma cesariana electiva sem característica de emergência apresentou um risco 2,84 vezes maior de morte materna do que um parto vaginal nas mesmas condições.
Outros riscos incluem a morbidade associada a qualquer procedimento cirúrgico abdominal de grande porte (acidentes anestésicos, danos aos vasos sanguíneos, prolongamento acidental da incisão uterina, danos à bexiga ou a outros órgãos). 20% das mulheres desenvolvem febre após a cesariana, na maioria das vezes devido a infecções.
Existem também os riscos relacionados à existência de uma cicatriz no útero, incluindo diminuição da fertilidade, aborto, gravidez ectópica, placenta abrupta e placenta prévia.
Numa cesariana de emergência em que o bebé apresenta algum problema durante o trabalho de parto, os riscos da cirurgia para o bebé são superados pelos riscos de não realiza-la, mas nos casos em que o bebé está bem, ainda existem riscos, o que significa que uma mulher que escolhe a cesariana submete seu bebé a um perigo desnecessário.
O primeiro risco é o bisturi lacerar o bebé (de 1,9% nas apresentações cefálicas a 6% nas apresentações não-cefálicas) Smith J, Hernandez C, Wax J. Fetal laceration injury at cesarean delivery. Obstet Gynecol 1997; 90: 344–46.
Um risco muito mais sério é o de complicações respiratórias. O procedimento da cesariana por si só é um forte factor de risco para a síndrome da angústia respiratória em bebés prematuros, e para outras formas de disfunções respiratórias em bebés a termo. O risco de o bebé apresentar a síndrome da angústia respiratória é significativamente reduzido quando se permite à mulher entrar em trabalho de parto antes da cesariana.
Outro perigo é a prematuridade iatrogênica, cesarianas electivas após o início do trabalho de parto reduziriam este risco. Tanto a síndrome da angústia respiratória quanto a prematuridade são causas importantes da morbidade e mortalidade neonatais.
- 9.3% dos bebés que nasceram de segunda cesariana foi admitido nos Cuidados Intensivos Neonatais por problemas respiratórios e apenas 4.9% dos bebés que nasceram de um VBAC;
- 41.5% dos bebés que nasceram de segunda cesariana precisou de oxigénio na sala de parto, e apenas 23.2% dos bebés nascidos de VBAC;
- depois de admitidos nos cuidados intensivos 5.8% dos bebés nascidos de segunda cerariana precisou de oxigénio e apenas 2.4% dos bebés nascidos de um VBAC.
Vimos divulgar um projecto de permacultura que vai desenvolver-se na Parede.
A vontade envolvida nasce da conjunção entre a capacidade técnica e enorme disponibilidade de duas agrónomas:
- Frederica, que tem trabalhado em projectos em África, onde leva as ferramentas de trabalhar a terra e dela fazer nascer vida e sustento às populações; desafiada para tornar mais capaz e mais integrada a vida na própria lisboa, com ânimo aceitou o desafio
- Cândida, actualmente a trabalhar como terapeuta, recuperando o elo à terra no seu sentido físico
Ainda, não se poderá menosprezar o chamamento de harmonia com a natureza que tem trabalhado sobre a Margarida, de que a agricultura é apenas uma vertente (a ela se aplica "quero ser uma agricultora e preciso de ajuda") ou a disponibilidade da sua tia, que pôs o terreno da sua antiga horta, há muito deixada á sua evolução natural, ao dispôr.
Aquilo a que nos propomos é a preparar o terreno, empobrecido por essa desatenção, desde a raiz, criar as plantas desde a semente, plantá-las e cuidar delas enquanto crescem.
Gostaríamos de encontrar pessoas que queiram colaborar conosco nesta aventura, com trabalho e boa disposição.
Os únicos custos monetários associados são aqueles que forem necessários em termos de ferramentas, estrume, sementes, etc. Cada uma das pessoas que participe encontrará concerteza uma forma de oferecer algo em troca de toda a formação dada pela Frederica e pela Cândida, que oferecem assim o seu trabalho ao projecto.
O horário de formação/trabalho será agendado preferencialmente para o fim de semana, aos sábados, de forma a encontrar a maior disponibilidade comum.
Qualquer interesse ou questões, agradecemos o contacto para: Frederica 962658017, Candida 962460200 ou Margarida 96 291 50 86/ 916483524.
Contamos com aqueles que querem aprender mais sobre a ligação com a terra, a capacidade de se auto sustentar ou simplesmente cultivar legumos biológicos incríveis nos vasos da varanda. Aguardamos o vosso contacto!
Frederica, Cândida e Margarida
Sente-se desesperado/a com o curso que o mundo toma?
Gostava de sentir mais energia positiva na sua vida?
Volte a ver/sentir/realizar as coisas positivas e aprenda a contribuir
para o bem-estar neste mundo.
Aprenda a exprimir e receber a gratidão conforme o modelo da comunicação
não-violenta (Dr.Marshall Rosenberg) e veja as coisas positivas na sua
vida e neste mundo e sinta a energia que isto traz.
Conteúdo:
Gratidão...para quê?
Como exprimir gratidão
Como receber gratidão
Diário de gratidão
Actividades para introduzir a gratidão na sua família
Duração: aprox. 4h (em 2 semanas)
Formato: virtual (à distância), textos de apoio, exercícios (sem
avaliação), fórum e se desejado no final um encontro virtual através de
Skype (voz ou chat)
Custo: 15 Euros
Data: a combinar, não antes do dia 1 de Agosto 2009
Em caso de não satisfação, devolvo o dinheiro :)
Incrições: ncfialho@gmail.com
Estudos do Reino Unido e dos EUA mostram não só que os nascimentos acontecem muito mais de segunda a sexta-feira durante o dia, mas também, e mais surpreendentemente, que as cesarianas de emergência são realizadas em dias de semana preferenciais e no horário diurno.
A cesariana leva 20 minutos, enquanto no parto vaginal o médico tem que permanecer no hospital. Quando os obstetras são responsáveis pela atenção materna primária, incluindo as consultas pré-natais de rotina e o atendimento aos partos normais, a conveniência da cesariana é vital para sua prática, como é que eles conseguem no meio das consultas serem chamados para um parto que pode demorar.... 12 horas ou mais...
Era interessante fazer-se um estudo destes em Portugal, no entanto podemos perguntar ás nossas amigas que foram submetidas a uma cesariana, a que dia e a que horas foi... Podemos também analisar a taxa de cesariana nas férias e épocas festivas... Sabemos que antes do Natal nascem muitos mais bebés por cesariana que na semana entre o Natal e o ano novo... porque será?
No sistema privado de saúde, a cesariana é um dos procedimentos cirúrgicos de grande porte mais comuns, lotando leitos e salas cirúrgicas e fornecendo uma importante fonte de rendimento. Os hospitais particulares competem por pacientes e desencorajam partos em ambientes não hospitalares, mesmo quando as evidencias cientificas provam a sua segurança. Interesses comerciais promovem os partos de "alta tecnologia", que necessitam de equipamentos.
As altas taxas de cesariana beneficiam os médicos, os hospitais e a indústria.
Quando as parteiras são postas de parte da assistência materna, as taxas de cesariana são mais altas. As parteiras utilizam-se de um paradigma diferente ao focar não na potencial anormalidade da gravidez, mas na sua normalidade. PARIR É FISIOLÓGICO!! As grávidas não são doentes!
As taxas de cesariana são menores quando parteiras em vez de médicos acompanham um parto. A promoção da cesariana faz parte de uma campanha para manter a profissão obstétrica no controle da assistência materna.
O papel de parteira tem de renascer... para bem das mulheres!
Temos de perceber que parir é um acto fisiológico, que pode e deve ser acompanhado apenas por parteiras.
Quando os nossos filhos vão para o infantário, são educadoras que lá estão... não faria sentido nenhum serem pediatras a tomarem conta das nossas crianças... Vamos ao pediatra quando algo não está bem... Assim devia de ser na gravidez... os obstetras só deviam de acompanhar gravidas de alto risco, os acompanhamentos deviam de ser feitos pelas parteiras. No parto, os obstetras só deviam de ser chamados em casos de extrema necessidade.
Deviam de ser as parteiras a acompanhar as mulheres num dos momentos mais sagrados das suas vidas.
Só depende de nós mulheres acreditarmos no nosso corpo e valorizar mais a profissão das Enfermeiras Obstetras.
Depois do pôr-do-sol, vira-te para o lado contrario (onde nasce o sol), sentada com as mãos no ventre e os dedos voltados para o umbigo. Permaneçe relaxada, respirando suavemente, direcionando a respiração do teu coração para o coração do bebé. Sente na palma da tua mão as formas do teu filho. Faz uma imagem mental da sua posição.
Se já sabes o sexo e já tens um nome escolhido, chama-o pelo nome. Diz-lhe quanto é bem-vindo, com é importante para a tua vida. Depois, conta-lhe promenores teus, como preferências e características, descrevendo-te levemente. Fica poucos minutos em silencio desfrutando dessa proximidade.
Repete esta meditação introduzindo, pouco a pouco, o resto da família, o pai, os irmãos, os avós.
Quando nascer, o teu filho estará mais à vontade em relação às pessoas com quem conviverá.
"Uma mulher em trabalho de parto está envolvida em uma amálgama de sentimentos e anseios, além de alterações hormonais, posturais, físicas, afetivas e espirituais. Portanto é de um reducionismo insensato tentar analisar matematicamente a dor de alguém, porque qualquer dor possui uma miríade de componentes imponderáveis e não quantificáveis. Esse tipo de avaliação só serve de pretexto aos intervencionistas, os que lucram com a ablação sem critério das sensibilidades dolorosas - entre outras, como a propriocepção - de gestantes. A nobre arte de aliviar a dor dos que sofrem, através do uso dos anestésicos, não pode fazer com que percamos totalmente a noção do sentido da dor dentro de um processo complexo e multifatorial como o parto.
A dor faz parte do nosso fantástico arsenal de defesa, como a febre, a inflamação, as exonerações, etc. Simplesmente determinar o seu extermínio sem levar em conta a cadeia de interconexões entre todos os componentes ilusoriamente separados é ingenuidade ou ignorância. Acabar com a dor do parto, simplesmente por ser dor, é insensato e representa uma visão diminutiva do nascimento. A dor faz parte do processo, mas o que se observa é que, dadas as condições para um nascimento afetivo e cercado de segurança emocional, essa dor pode ser inclusive imperceptível. A quantidade infinita de alternativas humanas para lidar com seus desafios é uma das características de nossa espécie. Entretanto, a medicina com sua sanha homogenizante acaba, muitas vezes, tratando pessoas como se cada corpo fosse igual ao outro; cada barriga uma cópia xerox da anterior, e cada mulher um fac-símile de todas as outras.
(...)
A “dor fisiológica” do parto, causada pela contração uterina, dilatação do colo, etc, é um fato inquestionável para a imensa maioria das mulheres, apesar de algumas poucas (...) relatarem a completa ausência de dor. Entretanto, esta experiência dolorosa é contrabalançada pelo acréscimo fantástico de endorfinas na circulação, num incremento de até 30 vezes os valores séricos normais, o que auxilia a parturiente a suportar as dificuldades do processo. Além disso, os suportes emocional, afetivo, social e espiritual oferecem sentido a esta dor, pois como já afirmavam os Terapeutas de Alexandria, “a única dor insuportável é a que não é interpretada”
Falamos, então, de uma dor fisiológica associada a um processo que desafia nossos limites ou de uma percepção patologizante de um fenômeno natural, que se torna mais doloroso tanto mais relegamos ao esquecimento suas dimensões afetivas, sociais e espirituais?
Afinal. De que parto estamos tratando?"
(Memórias do Homem de Vidro - Reminiscências de um Obstetra Humanista)