Michel Odent
Todos os mamíferos se escondem, se isolam para trazer ao mundo a sua prole. Necessitam intimidade. Os seres humanos também. É imprescindível fazer referência constante a essa necessidade de intimidade. (…)
Para trazer ao mundo as suas crias, as fêmeas dos mamíferos devem segregar certo número de hormonas bem conhecidas. As mesmas hormonas se desencadeiam no momento do parto de um ser humano. São libertadas pelas estruturas primitivas do cérebro que temos em comum com todos os mamíferos, ponto de partida de qualquer intento de compreensão do processo de parto na nossa espécie.
(…) Todas as culturas que conhecemos encontraram meios para perturbar o período que rodeia o nascimento e para negar as necessidades fundamentais que compartilhamos com os demais mamíferos.
(…) Tem-se dado uma grande credibilidade às atitudes que se apoiam numa incompreensão fundamental dos processos fisiológicos. Os franceses são responsáveis pelos extravios mais significativos. Assim, Lamaze, obstetra francês, pai da psicoprofilaxia ocidental, dizia e escrevia que uma mulher deve aprender a dar à luz tal como aprende a andar, a ler ou a nadar. Estas indicações despistaram o mundo inteiro, e com o tempo, resultaram numa crise. (…)
Foi assim que gerações de mulheres gestantes foram preparadas para o parto.
A interpretação do processo de parto como um processo involuntário que põe em marcha as estruturas ancestrais, primitivas, mamalianas do cérebro, pressupõe desfazer a ideia aceite de que uma mulher pode aprender a parir.
Esta interpretação permite, inclusive, compreender que não se pode ajudar activamente uma mulher a parir. Não se pode ajudar num processo involuntário. Somente se pode evitar perturbá-lo demasiado.
In Michel Odent El bebé es un mamífero 1990.
Traduzido e adaptado por Carla Guiomar
http://www.doulasdeportugal.org
Sobre o blog:
“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones
terça-feira, 29 de abril de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Não vou perder!
Palestra Gravidez e Parto Natural – Toque e contacto na gestação e na vida do bebê
Mulheres e crianças no mundo todo estão sofrendo por uma sociedade que perdeu a arte de gerar e nascer naturalmente perdeu-se a intimidade com o próprio corpo. A gravidez tornou-se uma doença e a maioria das mulheres hoje estão condicionadas a acreditar que seu corpo é fraco e poderá falhar. Crianças estão sofrendo de problemas respiratórios, sistemas imunológicos fracos e traumas físicos e emocionais diversos decorrentes de gestação sem vinculo, partos cirúrgicos e falta de estímulos positivos.
A maioria dos problemas e complicações na gravidez e parto podem ser evitados se as mulheres tiverem acesso à informações precisas e suporte adequado da comunidade. Podemos parar esta crise e reaver à sabedoria nata de nosso corpo através do auto conhecimento, do toque e do contacto. Venha compartilhar um dia especial de unidade e fortalecer o Feminino gerador, o poder que cada mulher carrega consigo. Vamos relembrar a arte de gerar dar a luz naturalmente e alimentando-nos pela pele.
Saúde e bem estar durante a gravidez, o parto e pós-parto;
A fisiologia da gravidez e o toque ;
Como o estado mental e emocional da mãe pode afectar a gestação, o parto e amamentação;
Actividades culturais em relação a gravidez e parto;
Yoga e posições de parto;
*Publico alvo – Profissionais e Gestantes – Sábado dia 26 das 9 ás 11 no Barrigas&Bebes 919267844
valor 5 euros
mais informação
www.barrigasebebes.com
Mulheres e crianças no mundo todo estão sofrendo por uma sociedade que perdeu a arte de gerar e nascer naturalmente perdeu-se a intimidade com o próprio corpo. A gravidez tornou-se uma doença e a maioria das mulheres hoje estão condicionadas a acreditar que seu corpo é fraco e poderá falhar. Crianças estão sofrendo de problemas respiratórios, sistemas imunológicos fracos e traumas físicos e emocionais diversos decorrentes de gestação sem vinculo, partos cirúrgicos e falta de estímulos positivos.
A maioria dos problemas e complicações na gravidez e parto podem ser evitados se as mulheres tiverem acesso à informações precisas e suporte adequado da comunidade. Podemos parar esta crise e reaver à sabedoria nata de nosso corpo através do auto conhecimento, do toque e do contacto. Venha compartilhar um dia especial de unidade e fortalecer o Feminino gerador, o poder que cada mulher carrega consigo. Vamos relembrar a arte de gerar dar a luz naturalmente e alimentando-nos pela pele.
Saúde e bem estar durante a gravidez, o parto e pós-parto;
A fisiologia da gravidez e o toque ;
Como o estado mental e emocional da mãe pode afectar a gestação, o parto e amamentação;
Actividades culturais em relação a gravidez e parto;
Yoga e posições de parto;
*Publico alvo – Profissionais e Gestantes – Sábado dia 26 das 9 ás 11 no Barrigas&Bebes 919267844
valor 5 euros
mais informação
www.barrigasebebes.com
quarta-feira, 23 de abril de 2008
A Mariana fez 4 anos!
Ontem a minha princesa fez 4 anos....
Fui mãe pela primeira vez á 4 anos. Foi á 4 anos que deixei de ser menina, passei a ser mulher...
Foi graças ao parto da minha filha que descobri a minha missão... e a ti, minha linda, só te tenho a agradecer por isso.
Ás vezes é preciso passar por uma má experiência para nos abrir os olhos e ver que há outra realidade...
Mas quando a minha filha estiver gravida, posso dizer-lhe que pode ter o parto que quer, porque um grupo de mulheres teve a ousadia de fazer pensar muitas grávidas.
Sinto muito orgulho por ser Doula, e conhecer mulheres extraordinárias, que, como eu, lutam pela humanização do parto em Portugal!
Se não fosses tu Mariana, a mãe não estava a fazer aquilo que tanto ama.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Workshop Massagem Thai
Workshop de Massagem Thai
Uma vivência de lazer terapêutico, onde os participantes, guiados por instrutores, têm a oportunidade de vivenciar a Massagem Thai aplicando e recebendo uma sessão.
O Workshop de Massagem Thai tem diversas aplicações como terapia social, projectos direcionados à qualidade de vida, instituições, organizações não governamentais e empresas e realizada em grupo. A duração média é de 2 horas e é composto de aquecimento, troca e meditação - introduzindo as pessoas a este estilo tradicional de massagem meditativa.
Benefícios:
O workshop de Massagem Thai propicia:
· O aumento da concentração e relaxamento, criando um espaço de renovação energético;
Aflora a sensibilidade consigo e com os outros;
Melhora a mobilidade e o equilíbrio corporal
Maior flexibilidade das articulações e fluxo sanguíneo;
Fortalecimento de sistema respiratório;
Estado meditativo, focado no silêncio e no presente;
O toque terapêutico, restaurando a harmonia do sistema nervoso e dissolvendo tensões.
Com Marjorie Sá
www.massagemthai.com.br
Proximo Sábado das 15h ás 18h.
Comparticipação de 5€ por pessoa.
Basta enviar um mail ou contactar pelos telefones abaixo descritos a confirmar a sua presença!
Melhores cumprimentos
Rita Correia
Rua Augusto Alexandre Jorge
Lote 4 – Loja Direita 2675-220 Odivelas
Tel/Fax: 219317300 - Telemóvel: 969 139 965
www.barrigasebebes.com
contacto@barrigasebebes.com
Uma vivência de lazer terapêutico, onde os participantes, guiados por instrutores, têm a oportunidade de vivenciar a Massagem Thai aplicando e recebendo uma sessão.
O Workshop de Massagem Thai tem diversas aplicações como terapia social, projectos direcionados à qualidade de vida, instituições, organizações não governamentais e empresas e realizada em grupo. A duração média é de 2 horas e é composto de aquecimento, troca e meditação - introduzindo as pessoas a este estilo tradicional de massagem meditativa.
Benefícios:
O workshop de Massagem Thai propicia:
· O aumento da concentração e relaxamento, criando um espaço de renovação energético;
Aflora a sensibilidade consigo e com os outros;
Melhora a mobilidade e o equilíbrio corporal
Maior flexibilidade das articulações e fluxo sanguíneo;
Fortalecimento de sistema respiratório;
Estado meditativo, focado no silêncio e no presente;
O toque terapêutico, restaurando a harmonia do sistema nervoso e dissolvendo tensões.
Com Marjorie Sá
www.massagemthai.com.br
Proximo Sábado das 15h ás 18h.
Comparticipação de 5€ por pessoa.
Basta enviar um mail ou contactar pelos telefones abaixo descritos a confirmar a sua presença!
Melhores cumprimentos
Rita Correia
Rua Augusto Alexandre Jorge
Lote 4 – Loja Direita 2675-220 Odivelas
Tel/Fax: 219317300 - Telemóvel: 969 139 965
www.barrigasebebes.com
contacto@barrigasebebes.com
domingo, 20 de abril de 2008
Episiotomia como mutilação
Robbie E. Davis-Floyd, Birth as an American Rite of Passage. Berkeley and Los Angeles, University of California Press, 1992. (Resenha assinada por Sonia N. Hotimsky, no Notas sobre Nascimento e Parto, Ano III, nº6, novembro de 1998, publicação do Grupo de Estudos sobre Nascimento e Parto / Instituto de Saúde-SES-SP).
Sobre o capítulo 3, "Birth Messages"; o caso da episiotomia:
"Faz uma análise simbólica dos procedimentos de rotina do parto hospitalar, por ela denominado de modelo tecnocrático do parto.
Seu objetivo é elucidar os motivos pelos quais as instituições, a despeito das contra-indicações assinaladas pelas evidências científicas, continuam promovendo o uso rotineiro de vários desses procedimentos, entre os quais a episiotomia.
Eles desempenham importantes funções rituais e simbólicas, atendendo, com sucesso, a diversas demandas importantes dos profissionais de saúde responsáveis pela assistência ao parto, das mulheres em trabalho de parto e da sociedade e cultura mais abrangentes.
A episiotomia é analisada como uma mutilação ritual. A vagina, em diversas culturas, inclusive a nossa, é símbolo por excelência daquilo que é natural, sexualmente poderoso e criativo na mulher, sendo, por isso mesmo, vista como ameaçadora pelos homens. É relembrada a figura mitológica da vagina dentada, que ameaça consumir ou castrar o macho impotente. No ocidente, a crença na superioridade da cultura sobre a natureza se expressa através da metáfora, popularizada por Descartes, do corpo-máquina humano, cujo controle e aperfeiçoamento cabe à ciência. O corpo da mulher é retratado pela medicina como uma máquina inerentemente defeituosa. Os argumentos em prol da episiotomia de rotina reiteram esta simbologia ao afirmar que sua adoção protege a parturiente e seu concepto dos perigos apresentados pelo defeituoso corpo feminino. Para a autora, esse é um dos procedimentos através dos quais se 'manifesta a tentativa cultural de utilizar o nascimento para demonstrar a superioridade e controle do Masculino sobre o Feminino, da Tecnologia sobre a Natureza'. Através dessa operaçào, a vagina é desconstruída pelo médico, oficiante do rito e representante da sociedade, para ser então reconstruída culturalmente.
Ademais, a episiotomia é útil conceitualmente para a obstetrícia. Ao transformar o nascimento em um procedimento cirúrgico de rotina, legitima-se a obstetrícia enquanto ato médico, pois se incorpora à sua prática um elemento central da medicina ocidental e uma das formas mais elaboradas de manipulação do corpo-máquina humano - a cirurgia. O ápice desse processo se dá com a adoção da cesariana como procedimento de rotina, sendo o Brasil citado como ilustração."
Sobre o capítulo 3, "Birth Messages"; o caso da episiotomia:
"Faz uma análise simbólica dos procedimentos de rotina do parto hospitalar, por ela denominado de modelo tecnocrático do parto.
Seu objetivo é elucidar os motivos pelos quais as instituições, a despeito das contra-indicações assinaladas pelas evidências científicas, continuam promovendo o uso rotineiro de vários desses procedimentos, entre os quais a episiotomia.
Eles desempenham importantes funções rituais e simbólicas, atendendo, com sucesso, a diversas demandas importantes dos profissionais de saúde responsáveis pela assistência ao parto, das mulheres em trabalho de parto e da sociedade e cultura mais abrangentes.
A episiotomia é analisada como uma mutilação ritual. A vagina, em diversas culturas, inclusive a nossa, é símbolo por excelência daquilo que é natural, sexualmente poderoso e criativo na mulher, sendo, por isso mesmo, vista como ameaçadora pelos homens. É relembrada a figura mitológica da vagina dentada, que ameaça consumir ou castrar o macho impotente. No ocidente, a crença na superioridade da cultura sobre a natureza se expressa através da metáfora, popularizada por Descartes, do corpo-máquina humano, cujo controle e aperfeiçoamento cabe à ciência. O corpo da mulher é retratado pela medicina como uma máquina inerentemente defeituosa. Os argumentos em prol da episiotomia de rotina reiteram esta simbologia ao afirmar que sua adoção protege a parturiente e seu concepto dos perigos apresentados pelo defeituoso corpo feminino. Para a autora, esse é um dos procedimentos através dos quais se 'manifesta a tentativa cultural de utilizar o nascimento para demonstrar a superioridade e controle do Masculino sobre o Feminino, da Tecnologia sobre a Natureza'. Através dessa operaçào, a vagina é desconstruída pelo médico, oficiante do rito e representante da sociedade, para ser então reconstruída culturalmente.
Ademais, a episiotomia é útil conceitualmente para a obstetrícia. Ao transformar o nascimento em um procedimento cirúrgico de rotina, legitima-se a obstetrícia enquanto ato médico, pois se incorpora à sua prática um elemento central da medicina ocidental e uma das formas mais elaboradas de manipulação do corpo-máquina humano - a cirurgia. O ápice desse processo se dá com a adoção da cesariana como procedimento de rotina, sendo o Brasil citado como ilustração."
Posições para o parto
"Durante meu trabalho de investigação numa grande maternidade jamaicana, havia uma luta constante entre as parturientes e as parteiras, querendo as primeiras levantar-se para se agacharem ou balançarem o pélvis para trás e para a frente, com os joelhos fletidos, e tentando as segundas metê-las na cama, onde deveriam deitar-se sossegadas, como boas doentes.
Uma freira da classe média, que estava de serviço na sala de parto, embaraçada por eu, uma pessoa de fora, estar a assistir a isto, disse: 'Não sei como aguenta ver isto. Elas são como animais!'
O pessoal estava perfeitamente consciente de que os movimentos executados pelas parturientes não eram adequados a um código de comportamento da classe média branca e sentiam-se envergonhadas.
As índias Sia sentam-se num banquinho baixo, enroladas num cobertor, de costas para o fogo, levantando-se e caminhando quando têm vontade. No momento da expulsão, ajoelham-se numa cama de areia, com as mãos agarradas ao pescoço do pai e as costas apoiadas ao corpo da parteira, que está sentada com os braços passados em torno delas, dando-lhes massagens no ventre. Entre os nômades siberianos, a parturiente apoia-se a duas traves paralelas, a cerca de um metro uma da outra, ligadas por uma barra transversal; durante as contrações fica suspensa por baixo dos braços, de modo que toda a parte de baixo do corpo fica descontraída, apoiada à barra. Na Ilha de Páscoa, que constitui uma exceção dado os parteiros serem do sexo masculino, a mulher decide se prefere ficar de pé com as pernas afastadas ou sentada; o parteiro fica de pé atrás dela, apoiando-a com o seu corpo e dá-lhe massagens lentas e ritmadas no ventre.
A posição que a mulher adota durante as últimas fases do trabalho de parto pode variar, desde sentada nas cadeiras e banquinhos usados na Europa medieval (que só se modificou no reinado de Luís XIV, quando os obstetras convenceram as amantes do rei a dar à luz deitadas em mesas demodo a que aquele, escondido atrás de uma cortina, pudesse ver tudo)[apud Pete M. Dunn, "Obstetric Delivery Today", Lancet, April 10, 1976.], até balançar pendurada nas traves da cabana. A posição mais freqüentemente adotada, e que é também a mais vantajosa do ponto de vista fisiológico, é com as costas curvadas, os joelhos fletidos e os músculos que percorrem a parte interior das coxas descontraídas..."
(Sheila Kitzinger, Mães - um estudo antropológico da maternidade. Lisboa, Presença, 1978; pp.93-94)
Uma freira da classe média, que estava de serviço na sala de parto, embaraçada por eu, uma pessoa de fora, estar a assistir a isto, disse: 'Não sei como aguenta ver isto. Elas são como animais!'
O pessoal estava perfeitamente consciente de que os movimentos executados pelas parturientes não eram adequados a um código de comportamento da classe média branca e sentiam-se envergonhadas.
As índias Sia sentam-se num banquinho baixo, enroladas num cobertor, de costas para o fogo, levantando-se e caminhando quando têm vontade. No momento da expulsão, ajoelham-se numa cama de areia, com as mãos agarradas ao pescoço do pai e as costas apoiadas ao corpo da parteira, que está sentada com os braços passados em torno delas, dando-lhes massagens no ventre. Entre os nômades siberianos, a parturiente apoia-se a duas traves paralelas, a cerca de um metro uma da outra, ligadas por uma barra transversal; durante as contrações fica suspensa por baixo dos braços, de modo que toda a parte de baixo do corpo fica descontraída, apoiada à barra. Na Ilha de Páscoa, que constitui uma exceção dado os parteiros serem do sexo masculino, a mulher decide se prefere ficar de pé com as pernas afastadas ou sentada; o parteiro fica de pé atrás dela, apoiando-a com o seu corpo e dá-lhe massagens lentas e ritmadas no ventre.
A posição que a mulher adota durante as últimas fases do trabalho de parto pode variar, desde sentada nas cadeiras e banquinhos usados na Europa medieval (que só se modificou no reinado de Luís XIV, quando os obstetras convenceram as amantes do rei a dar à luz deitadas em mesas demodo a que aquele, escondido atrás de uma cortina, pudesse ver tudo)[apud Pete M. Dunn, "Obstetric Delivery Today", Lancet, April 10, 1976.], até balançar pendurada nas traves da cabana. A posição mais freqüentemente adotada, e que é também a mais vantajosa do ponto de vista fisiológico, é com as costas curvadas, os joelhos fletidos e os músculos que percorrem a parte interior das coxas descontraídas..."
(Sheila Kitzinger, Mães - um estudo antropológico da maternidade. Lisboa, Presença, 1978; pp.93-94)
sábado, 19 de abril de 2008
Posições para o Parto
Não existem posições ideais para estar durante o trabalho de parto.Mas mudar frequentemente de posição, pode ajudar a relaxar e controlar o desconforto das contracções.
Á medida que o trabalho de parto avança, tente varias posições, até encontrar uma que a ajude a sentir-se confortável.
Seja Criativa!
Algumas ideias que podem ajudar..
BalanceNuma cadeira, numa Bola, sentada na cama...
Se estiver numa cadeira pode pedir á sua Doula (ou ao seu acompanhante) para sentar-se no chão á sua frente, e empurrar os seus joelhos, a pressão exercida nos seus joelhos pode ajudar a aliviar o desconforto mas costas.
DançarE porque não? Um momento magico com o seu parceiro...
Balançar e andar podem ajudar no trabalho de parto.
Incline-se e sustente-se no seu acompanhante durante contracções, envolva os seus braços em torno do seu pescoço e dance...
É uma óptima posição para uma massagem nas costas.

Inclinar-se para a frente
Se sentir dores nas costas durante o trabalho de parto, inclinar-se para a frente pode ajudar a aliviar esse desconforto.
Use uma cadeira ou incline-se sobre uma cama. Mais uma boa posição para uma massagem nas costas.
Pé em cima da cadeiraColoque um pé em cima de uma cadeira.
Incline-se delicadamente para a cadeira durante a contracção.
Ajoelhar-seMais uma boa posição para estar em trabalho de parto.
Use uma bola de nascimento ou uma pilha de almofadas.
No hospital, levante a cabeça da cama e ajoelhe-se na parte mais baixa da cama e descanse os braços e tronco na parte alta da cama.
Estar de cócorasAgachar abre a pélvis, dando ao seu bebe mais espaço para descer no canal de parto.
Uma óptima posição para o expulsivo.
Use uma cadeira ou uma cama para a sustentação.
Pode também agachar-se com as costas contra a parede ou entre os pés da sua Doula ou do seu companheiro, que a/o sustenta sentada/o numa cadeira.

Se não poder estar de cócoras esta é uma excelente alternativa para o expulsivo.
Pode pedir ao seu acompanhante para se sentar por trás de si.
Durante cada contracção, incline-se para a frente ou puxe os joelhos.
De gatasOutra posição alternativa para o expulsivo.
Poderá ajudar no desconforto nas costas, pois alivia o peso nas mesmas.
Ajuda o bebe a girar e a posicionar-se melhor para o expulsivo.

Deitar de lado
Pode querer descansar.
Recorde que não há posições perfeitas para o trabalho de parto.
Pode necessitar experimentar varias posições para encontrar as mais eficazes.
Como proteger o meu Períneo?
Fonte: Renata Dias Gomes (Mãe de Maiara, parto natural hospitalar), Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa
"Um dos maiores medos das mulheres que passarão pelo parto normal é o estado que ficará seu períneo depois da passagem do bebê. Esse é também um dos maiores receios daquelas que peitam tudo e todos e pedem pra que não seja feita episiotomia de rotina. Assumir os riscos de uma "tragédia" com o períneo como a gente sempre escuta por aí pode não parecer fácil a primeira vista.
Mas se torna muito mais fácil assumir essa posição quando começamos a estudar e perceber que a episiotomia é o vilão de muitos partos vaginais em que a mulher reclama de dores pra sentar no período pós-parto, relata que vai precisar de cirurgia no períneo e reclama da experiência. Uma laceração natural na maioria das vezes envolve um número muito menor de pontos, além de ser mais superficial que o corte cirúrgico da episiotomia.
Eu briguei por isso e não tive nenhuma laceração (não levei nenhum ponto no parto)!
O primeiro passo foi encontrar um médico que fosse favorável e não cortasse nada antes da hora e também me ajudaram bastante os exercícios e conselhos que aprendi no grupo de gestantes. Além dos exercícios tradicionais de contrair e soltar a musculatura do períneo (prenda e solte o xixi pra testar), nas aulas de yoga treinava bastante a posição de cócoras e me acostumei a ficar também assim dentro de casa ou ao menos não sentar em cadeiras ou sofás, sentando diretamente no chão. Isso facilita bastante a abertura da pelve e aumenta a elasticidade do períneo. Com a mesma finalidade de elastecer o períneo, aprendi um exercício pra fazer com uma bolinha dessas que se dá pro cachorro morder (nem dura nem mole).
De todos, foi o mais eficiente! Sentava com as solas dos pés unidas (borboleta), colocava a bolinha embaixo do "ísquio". O ísquio é um osso que constitui a zona inferior da pélvis (quadril) e que apoia o corpo quando estamos sentados.
Eu rebolava sobre a bolinha durante algum tempo numa nádega.
Depois, invertia o lado. Incrível como logo em seguida dá pra sentir a diferença conseguindo sentar no chão muito melhor!!!
Além disso, vale lembrar que a posição verticalizada (e eu pari de cócoras) já facilita naturalmente a abertura da pelve e a saída do bebê.
Durante a saída, foi importante controlar pra que ela saísse suavemente (o médico ajudou pedindo pra parar de fazer força quando ela estava no meio do caminho) ... A alta veio em 15 dias para exercícios e retorno a vida sexual e não houve nenhuma diferença entre antes e depois do parto. As coisas continuam como antes!!!"
"Um dos maiores medos das mulheres que passarão pelo parto normal é o estado que ficará seu períneo depois da passagem do bebê. Esse é também um dos maiores receios daquelas que peitam tudo e todos e pedem pra que não seja feita episiotomia de rotina. Assumir os riscos de uma "tragédia" com o períneo como a gente sempre escuta por aí pode não parecer fácil a primeira vista.
Mas se torna muito mais fácil assumir essa posição quando começamos a estudar e perceber que a episiotomia é o vilão de muitos partos vaginais em que a mulher reclama de dores pra sentar no período pós-parto, relata que vai precisar de cirurgia no períneo e reclama da experiência. Uma laceração natural na maioria das vezes envolve um número muito menor de pontos, além de ser mais superficial que o corte cirúrgico da episiotomia.
Eu briguei por isso e não tive nenhuma laceração (não levei nenhum ponto no parto)!
O primeiro passo foi encontrar um médico que fosse favorável e não cortasse nada antes da hora e também me ajudaram bastante os exercícios e conselhos que aprendi no grupo de gestantes. Além dos exercícios tradicionais de contrair e soltar a musculatura do períneo (prenda e solte o xixi pra testar), nas aulas de yoga treinava bastante a posição de cócoras e me acostumei a ficar também assim dentro de casa ou ao menos não sentar em cadeiras ou sofás, sentando diretamente no chão. Isso facilita bastante a abertura da pelve e aumenta a elasticidade do períneo. Com a mesma finalidade de elastecer o períneo, aprendi um exercício pra fazer com uma bolinha dessas que se dá pro cachorro morder (nem dura nem mole).
De todos, foi o mais eficiente! Sentava com as solas dos pés unidas (borboleta), colocava a bolinha embaixo do "ísquio". O ísquio é um osso que constitui a zona inferior da pélvis (quadril) e que apoia o corpo quando estamos sentados.
Eu rebolava sobre a bolinha durante algum tempo numa nádega.
Depois, invertia o lado. Incrível como logo em seguida dá pra sentir a diferença conseguindo sentar no chão muito melhor!!!
Além disso, vale lembrar que a posição verticalizada (e eu pari de cócoras) já facilita naturalmente a abertura da pelve e a saída do bebê.
Durante a saída, foi importante controlar pra que ela saísse suavemente (o médico ajudou pedindo pra parar de fazer força quando ela estava no meio do caminho) ... A alta veio em 15 dias para exercícios e retorno a vida sexual e não houve nenhuma diferença entre antes e depois do parto. As coisas continuam como antes!!!"
Episiotomia
Fonte: http://www.unifesp.br/comunicacao/sp/ed07/reports1.htm - Por Kátia Stringueto.
Muitas mulheres nem sabem o nome dessa cirurgia, mesmo quando a ela foram submetidas.
Trata-se da episiotomia, corte feito no parto normal para apressar o nascimento do bebê. Acontece que esse procedimento, quase sempre, é desnecessário. Praticada em cerca de 80% dos partos, quando o ideal seria em 20%, a incisão está na mira das autoridades de saúde desde que a Medicina Baseada em Evidências provou que, na maioria dos casos, não protege nem a mãe nem o bebê. Ao contrário, seria responsável por um número maior de infecções pós-operatórias, hemorragias e até rebaixamento da bexiga. Esse último seria um dos fatores que levam à incontinência urinária na maturidade e ocorre porque o obstetra dificilmente consegue recompor a região pélvica como antes. É mais um motivo para acabar com o vício da episiotomia.
Todo mundo sabe o quanto é difícil sair da rotina. Mesmo que seja para melhor. Em se tratando de medicina, a mudança de paradigmas é ainda mais complicada quando enfrenta a resistência dos próprios médicos. E a episiotomia, introduzida na obstetrícia em 1742, entra como um desses hábitos duros de mudar. A incisão no períneo, grupo de músculos que vai da vagina ao ânus, seria uma forma de ampliar a abertura vaginal facilitando a saída do bebê durante o parto normal. Há até uma intenção nobre nesse procedimento. O corte, controlado, poderia ser bem suturado recompondo a musculatura local e evitando uma laceração brusca, irregular e, portanto, de difícil correção. Parecia bom, mas a prática não comprovou a teoria e estudos recentes apontam um aumento no risco de trauma, infecções, hematoma e dor, além de maior tendência à incontinência urinária entre as parturientes que passaram pela cirurgia.
"Não existe o efeito protetor que todos imaginávamos. Não é porque se fez episiotomia que a mulher não ficará com a vagina dilatada ou com a bexiga baixa", diz Eduardo de Souza, chefe do centro obstétrico do Hospital São Paulo. Diante desses resultados, a tendência mundial é restringir o uso da episiotomia.
No Brasil, uma campanha nesse sentido começou no ano passado. Há dois benefícios relevantes: primeiro, não se faz o corte na mulher (que implica uso de anestesia e risco de infecção), e, segundo, mantém-se a musculatura perineal íntegra, já que nem sempre o obstetra consegue recompor o assoalho pélvico como antes, o que pode facilitar o afrouxamento da região e rebaixamento da bexiga, levando à incontinência urinária. Curioso é que, mesmo com todas essas vantagens, a maioria dos obstetras ainda realiza o procedimento como quem cumpre um ritual. Basta o parto demorar um pouco e pronto.
Falta paciência e, pior, falta esclarecimento. "A postura moderna é que se use a episiotomia seletiva, quando o bebê é muito grande e está forçando a região do períneo, por exemplo. Ou quando a musculatura da mulher é muito rígida. Nesse caso, uma rutura no local poderia ser tão extensa que chegaria até o ânus", esclarece Eduardo de Souza. A inexperiência poderia até justificar que se fizesse a episiotomia antes de se ter certeza de que a musculatura perineal não vai suportar a passagem do bebê. Não é bem o caso. A maior resistência à mudança de rotina obstétrica vêm dos médicos mais antigos. Às vezes, por uma questão de puro vício. "Lembro de uma médica que pedia para que lhe segurassem as mãos a fim de evitar que praticasse a episio, como também é conhecida no meio médico", disse a antropóloga americana Robbie Davis-Floyd em visita à São Paulo à convite do Distrito de Saúde de Campo Limpo da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. A antropóloga informou que nos Estados Unidos, apesar de estar em queda, a operação ainda ocorre em 80% a 90% dos partos normais de primíparas (grávidas do primeiro filho). No Hospital São Paulo o índice é um pouco inferior: 70%. Mas ainda muito acima do desejável quando se sabe que cerca de 20% a 30% dos partos normais necessitam de episiotomia.
NORMA SEM SENTIDO
O quadro é semelhante a outro hospital conveniado ao Complexo Unifesp/SPDM, o Hospital Estadual de Diadema. Lá, de cada sete partos normais realizados por dia, cerca de cinco incluem o procedimento. Já é um avanço quando se lembra que antigamente fazia-se episiotomia em todas as mulheres. "Era uma norma sem sentido", diz o obstetra Levon Badiglian Filho, plantonista. "O médico ainda faz a incisão meio que no piloto automático para ajudar a criança a nascer mais rápido. Mas fazer nascer mais rápido não significa fazer nascer melhor." É essa consciência que se espera do médico. Abreviar o parto quando necessário, se o bebê está em sofrimento. Mas manter a integridade do corpo da mulher sempre que possível. O abuso da episiotomia remete a outra questão importante: como o parto é conduzido. Dar à luz na posição inclinada - e não deitada - facilita o nascimento e diminui a episio. Quanto ao medo de lesões, vale saber: "As lesões que se pode causar à mulher ao cortar-se o músculo perineal, entre a vagina e o ânus, são piores do que as pequenas lacerações", diz a enfermeira obstetra Ana Cristina d'Andretta Tanaka, do Departamento de Saúde Materno Infantil da Faculdade de Saúde Pública da USP. Pela experiência de atendimento no Hospital de Itapecerica da Serra, em São Paulo, a enfermeira observou que 50% dos partos normais acabam não tendo laceração alguma. "Na outra metade, a maior parte sofreu lacerações superficiais, de primeiro e segundo grau. Rupturas de terceiro grau, que são um pouco mais profundas, aconteceram em 5% das parturientes, enquanto que nenhuma apresentou laceração grave", conta.
Muitas mulheres nem sabem o nome dessa cirurgia, mesmo quando a ela foram submetidas.
Trata-se da episiotomia, corte feito no parto normal para apressar o nascimento do bebê. Acontece que esse procedimento, quase sempre, é desnecessário. Praticada em cerca de 80% dos partos, quando o ideal seria em 20%, a incisão está na mira das autoridades de saúde desde que a Medicina Baseada em Evidências provou que, na maioria dos casos, não protege nem a mãe nem o bebê. Ao contrário, seria responsável por um número maior de infecções pós-operatórias, hemorragias e até rebaixamento da bexiga. Esse último seria um dos fatores que levam à incontinência urinária na maturidade e ocorre porque o obstetra dificilmente consegue recompor a região pélvica como antes. É mais um motivo para acabar com o vício da episiotomia.
Todo mundo sabe o quanto é difícil sair da rotina. Mesmo que seja para melhor. Em se tratando de medicina, a mudança de paradigmas é ainda mais complicada quando enfrenta a resistência dos próprios médicos. E a episiotomia, introduzida na obstetrícia em 1742, entra como um desses hábitos duros de mudar. A incisão no períneo, grupo de músculos que vai da vagina ao ânus, seria uma forma de ampliar a abertura vaginal facilitando a saída do bebê durante o parto normal. Há até uma intenção nobre nesse procedimento. O corte, controlado, poderia ser bem suturado recompondo a musculatura local e evitando uma laceração brusca, irregular e, portanto, de difícil correção. Parecia bom, mas a prática não comprovou a teoria e estudos recentes apontam um aumento no risco de trauma, infecções, hematoma e dor, além de maior tendência à incontinência urinária entre as parturientes que passaram pela cirurgia.
"Não existe o efeito protetor que todos imaginávamos. Não é porque se fez episiotomia que a mulher não ficará com a vagina dilatada ou com a bexiga baixa", diz Eduardo de Souza, chefe do centro obstétrico do Hospital São Paulo. Diante desses resultados, a tendência mundial é restringir o uso da episiotomia.
No Brasil, uma campanha nesse sentido começou no ano passado. Há dois benefícios relevantes: primeiro, não se faz o corte na mulher (que implica uso de anestesia e risco de infecção), e, segundo, mantém-se a musculatura perineal íntegra, já que nem sempre o obstetra consegue recompor o assoalho pélvico como antes, o que pode facilitar o afrouxamento da região e rebaixamento da bexiga, levando à incontinência urinária. Curioso é que, mesmo com todas essas vantagens, a maioria dos obstetras ainda realiza o procedimento como quem cumpre um ritual. Basta o parto demorar um pouco e pronto.
Falta paciência e, pior, falta esclarecimento. "A postura moderna é que se use a episiotomia seletiva, quando o bebê é muito grande e está forçando a região do períneo, por exemplo. Ou quando a musculatura da mulher é muito rígida. Nesse caso, uma rutura no local poderia ser tão extensa que chegaria até o ânus", esclarece Eduardo de Souza. A inexperiência poderia até justificar que se fizesse a episiotomia antes de se ter certeza de que a musculatura perineal não vai suportar a passagem do bebê. Não é bem o caso. A maior resistência à mudança de rotina obstétrica vêm dos médicos mais antigos. Às vezes, por uma questão de puro vício. "Lembro de uma médica que pedia para que lhe segurassem as mãos a fim de evitar que praticasse a episio, como também é conhecida no meio médico", disse a antropóloga americana Robbie Davis-Floyd em visita à São Paulo à convite do Distrito de Saúde de Campo Limpo da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. A antropóloga informou que nos Estados Unidos, apesar de estar em queda, a operação ainda ocorre em 80% a 90% dos partos normais de primíparas (grávidas do primeiro filho). No Hospital São Paulo o índice é um pouco inferior: 70%. Mas ainda muito acima do desejável quando se sabe que cerca de 20% a 30% dos partos normais necessitam de episiotomia.
NORMA SEM SENTIDO
O quadro é semelhante a outro hospital conveniado ao Complexo Unifesp/SPDM, o Hospital Estadual de Diadema. Lá, de cada sete partos normais realizados por dia, cerca de cinco incluem o procedimento. Já é um avanço quando se lembra que antigamente fazia-se episiotomia em todas as mulheres. "Era uma norma sem sentido", diz o obstetra Levon Badiglian Filho, plantonista. "O médico ainda faz a incisão meio que no piloto automático para ajudar a criança a nascer mais rápido. Mas fazer nascer mais rápido não significa fazer nascer melhor." É essa consciência que se espera do médico. Abreviar o parto quando necessário, se o bebê está em sofrimento. Mas manter a integridade do corpo da mulher sempre que possível. O abuso da episiotomia remete a outra questão importante: como o parto é conduzido. Dar à luz na posição inclinada - e não deitada - facilita o nascimento e diminui a episio. Quanto ao medo de lesões, vale saber: "As lesões que se pode causar à mulher ao cortar-se o músculo perineal, entre a vagina e o ânus, são piores do que as pequenas lacerações", diz a enfermeira obstetra Ana Cristina d'Andretta Tanaka, do Departamento de Saúde Materno Infantil da Faculdade de Saúde Pública da USP. Pela experiência de atendimento no Hospital de Itapecerica da Serra, em São Paulo, a enfermeira observou que 50% dos partos normais acabam não tendo laceração alguma. "Na outra metade, a maior parte sofreu lacerações superficiais, de primeiro e segundo grau. Rupturas de terceiro grau, que são um pouco mais profundas, aconteceram em 5% das parturientes, enquanto que nenhuma apresentou laceração grave", conta.
Estudo: episiotomia traz mais danos que benefícios
Terça-feira, 3 de Maio (HealthDayNews) – As episiotomias, incisões que alargam a abertura vaginal durante o parto, estão correlacionadas com um maior risco de lesão, maiores dificuldades na cura e mais dores, segundo uma nova análise baseada em 26 estudos efectuados.
Os resultados, publicados no Journal of the American Medical Association de 4 de Maio, parecem reverter crenças estabelecidas de que o procedimento seria preferível para prevenir um rasgo espontâneo e que também ajudaria as mulheres a recuperar no pós‑parto. O estudo encontrou evidência que a episiotomia não tem efeito aos níveis da incontinência, na resistência da parede do útero ou ainda na função sexual. Ainda, de acordo com o estudo as mulheres a quem foi aplicado o procedimento demoram mais tempo a retomar a sua actividade sexual. Aliás, o primeiro coito pós‑parto causou mais dor a estas mulheres, de acordo com um relatório da Associated Press sobre este estudo.
“Esta análise reúne num único local todas as evidências que não estamos a ter os resultados que pretendemos” disse a Drª Katherine Hartmann, a autora/directora do estudo, investigadora na Universidade da Carolina do Norte.
Ela estimou que 1 milhão de mulheres em cada ano tiveram episiotomias desnecessárias, citando estudos que indicam que o procedimento é aplicado em cerca de 30% dos partos vaginais. Uma análise da Associated Press de dados hospitalares descobriu que houveram 616.702 episiotomias em 2002, mas Hartmann disse que os procedimentos estão subestimados nos registos hospitalares. A entidade responsável pela qualidade e investigação na area dos cuidados de saúde (The Agency for Healthcare Quality and Research), que financiou a análise, planeou publicar um resumo no seu site de internet na Terça-feira à tarde, divulgou o serviço de notícias.
HealthDayNewsO que podemos fazer.
Médicos e pesquisadores têm-se afastado há algum tempo das recomendações de episiotomias de rotina, mas continuam a ser relativamente frequentes nos Estados Unidos.
Em Portugal é uma prática largamente utilizada.
Originalmente, pensava-se que as episiotomias preveniam rasgos sérios e que curavam melhor que os rasgos naturais, mas os resultados deste estudo mostram claramente o oposto – as episiotomias podem aumentar a gravidade dos rasgos durante o parto e fazerem com que a recuperação das mulheres seja mais difícil. Além disso, mulheres que já sofreram episiotomias têm os músculos da parede pélvica mais fracos e enfrentaram um desconforto maior quando retomaram a sua actividade sexual, do que as mulheres a quem não foi aplicado este procedimento.
Antes do trabalho de parto, certifique-se de perguntar ao médico ou à parteira sobre a sua filosofia acerca de episiotomias de rotina e declare a sua vontade.
Tradução realizada por Ana Rangel - Professora
Nota: A necessidade de episiotomia pode ser reduzida significativamente com recurso à massagem ao períneo.
fonte HumPar
Os resultados, publicados no Journal of the American Medical Association de 4 de Maio, parecem reverter crenças estabelecidas de que o procedimento seria preferível para prevenir um rasgo espontâneo e que também ajudaria as mulheres a recuperar no pós‑parto. O estudo encontrou evidência que a episiotomia não tem efeito aos níveis da incontinência, na resistência da parede do útero ou ainda na função sexual. Ainda, de acordo com o estudo as mulheres a quem foi aplicado o procedimento demoram mais tempo a retomar a sua actividade sexual. Aliás, o primeiro coito pós‑parto causou mais dor a estas mulheres, de acordo com um relatório da Associated Press sobre este estudo.
“Esta análise reúne num único local todas as evidências que não estamos a ter os resultados que pretendemos” disse a Drª Katherine Hartmann, a autora/directora do estudo, investigadora na Universidade da Carolina do Norte.
Ela estimou que 1 milhão de mulheres em cada ano tiveram episiotomias desnecessárias, citando estudos que indicam que o procedimento é aplicado em cerca de 30% dos partos vaginais. Uma análise da Associated Press de dados hospitalares descobriu que houveram 616.702 episiotomias em 2002, mas Hartmann disse que os procedimentos estão subestimados nos registos hospitalares. A entidade responsável pela qualidade e investigação na area dos cuidados de saúde (The Agency for Healthcare Quality and Research), que financiou a análise, planeou publicar um resumo no seu site de internet na Terça-feira à tarde, divulgou o serviço de notícias.
HealthDayNewsO que podemos fazer.
Médicos e pesquisadores têm-se afastado há algum tempo das recomendações de episiotomias de rotina, mas continuam a ser relativamente frequentes nos Estados Unidos.
Em Portugal é uma prática largamente utilizada.
Originalmente, pensava-se que as episiotomias preveniam rasgos sérios e que curavam melhor que os rasgos naturais, mas os resultados deste estudo mostram claramente o oposto – as episiotomias podem aumentar a gravidade dos rasgos durante o parto e fazerem com que a recuperação das mulheres seja mais difícil. Além disso, mulheres que já sofreram episiotomias têm os músculos da parede pélvica mais fracos e enfrentaram um desconforto maior quando retomaram a sua actividade sexual, do que as mulheres a quem não foi aplicado este procedimento.
Antes do trabalho de parto, certifique-se de perguntar ao médico ou à parteira sobre a sua filosofia acerca de episiotomias de rotina e declare a sua vontade.
Tradução realizada por Ana Rangel - Professora
Nota: A necessidade de episiotomia pode ser reduzida significativamente com recurso à massagem ao períneo.
fonte HumPar
Episio
A episiotomia define-se como uma incisão (corte) cirúrgico no músculo perineal (o músculo que compõe o que se designa por soalho vaginal e que por isso divide a vagina do recto) e eventualmente no músculo elevatório do ânus.
Este corte começou a ser usado por rotina nos partos durante o século passado e hoje é como um procedimento indispensável para quem parteja. As desculpas ou indicações para este procedimento cresceram ao ritmo da necessidade da sua justificação. As mais usadas são: facilitar a saída do bebé; diminuir o tempo de encravamento vaginal do bebé; facilitar as manobras obstétricas; evitar lacerações descontroladas.
Mas vejamos algumas coisas associadas a este simples mas mutilante corte genital feminino. Ele é feito à investida cega de uma tesoura cirúrgica que no seu caminho dilacera tudo o que se lhe atravessa na frente, sem excepção, e corresponde em geral ao tamanho das lâminas da tesoura utilizada e caso não se insista no corte.
Penso ser importante neste momento referir que a Organização Mundial de Saúde sustenta que esta prática não traz benefícios materno-fetais e que deveria ser de todo evitada na prática obstétrica. Não há até ao momento nenhuma prova cientifica ou pesquisa académica que justifique ou aprove esta técnica por rotina.
Nas nossas maternidades/hospitais a taxa de execução de episiotomias é de 99%. Acredito que este número em parte se justifica pela falsa percepção de quem a faz, pensar que dessa forma assume o poder da prática cirúrgica (corte e sutura). Acredito também que estas taxas estão associadas ao modelo académico de formação, todo ele centrado no modelo tecnocrático focalizado no medicamento, máquina e cirurgia, sendo por isso parte integrante dos objectivos académicos, o fazer a episiotomia e sua reparação cirúrgica. Não há nos nossos dias e nas escolas médicas a tradição e digo o saber da arte de partejar sem interferência técnica.
Mas verdadeiramente o que é que acontece com a episiotomia? O músculo perineal, o mais atingido com esta prática, tem uma função extraordinária para a mulher. Ele tem interferência directa na mobilidade, no coito e no parto, entre outras funções acessórias. Quando este músculo é cortado durante o parto deixa de fazer uma das principais funções que é o da orientação fisiológica da cabeça do bebé para o nascimento e permitir suavidade na respectiva libertação.
Já durante o processo de cicatrização, no pós-parto, ele limita a mobilidade da mulher, causa dores continuas e limita o posicionamento em especial no sentar e a execução de tarefas relativamente simples como seja o vestir, calçar e o lavar.
As dores deste processo de cicatrização são crescentes ao longo do tempo, acompanhado por um processo inflamatório intenso, por isso é que as mulheres manifestam um desconforto crescente à medida que os dias se vão passando.
A cicatriz resultante do corte perineal, muitas das vezes desenvolvem cicatrizes coloidais, transforma-se então numa inimiga da mulher. Não só irá interferir nos partos posteriores limitando a distensão perineal e por isso torna inevitáveis as lacerações e/ou novas episiotomias, assim como são um dos principais responsáveis pelas dispareunias (dores às relações sexuais), por limitação da distensão perineal facilitadora do coito e pela lesão/compromisso dos ramos nervosos sensitivos, tornando-se por esta via castradora da intimidade e do relacionamento do casal.
De entre as estruturas que também poderão ficar afectadas com a episiotomia é a enervação sensitiva dos grandes e pequenos lábios vaginais e até do clitóris. Isto porque a enervação destas estruturas deriva do nervo pudendo que por sua vez deriva das ramificações sensitivas lombares. Assim, a sensibilização das estruturas genitais exteriores vem da "árvore" ascendente do nervo pudendo. Ora, quando da episiotomia, e em especial se esta for mais extensa, poderá ocorrer a secção deste nervo o que pode originar desde adormecimento parcial até à falta de sensibilidade genital, do lado correspondente da episiotomia. No fundo, em termos limite, podemos dizer, que muitos de nós tem uma forte tendência para subscrever as petições mundiais contra as mutilações genitais femininas que acontecem em algumas regiões ou tribos africanas, pois o que acontece aqui com a episiotomia é que se poderá estar a proceder também a um tipo de mutilação genital, contudo com a desculpa de que foi para "ajudar o parto" (quantos de nós já não ouviu relatos de mulheres que ficaram com parestesias genitais permanentes (formigueiros) após o parto? talvez agora se compreenda melhor).
Outra das estruturas que poderão ser afectadas pela episiotomia, são as estruturas vasculares, veias e artérias, que poderão assim originar hematomas internos e consequentemente aumentar a compressão do perineo e assim aumentar as dores e desconforto da mulher. Para além de que o sangue acumulado é um excelente alimento para as bactérias e por isso promover o surgimento de infecções perineais.
Por falar em infecção, esta também pode ser mais uma das consequências da episiotomia. Através do corte, abre-se por assim dizer um caminho às estruturas internas. Ora, os micróbios que estão na pele, e que ali vivem bem porque é o seu habitat natural, quando se podem deslocar para terrenos internos, aí podem-se desenvolver, tornarem-se patogénicos (capazes de desenvolverem doença) e assim criarem abcessos ou infecção generalizada daquela zona.
De entre as estruturas acessórias dos genitais femininos externos, encontram-se, igualmente, as glândulas de Bartholin, que são responsáveis pela lubrificação da vulva e vagina externa, para assim facilitar a relação sexual. Quando da realização da episiotomia pode haver também a secção e corte desta glândula, o que pode comprometer a sua funcionalidade posterior para além de a tornar susceptível para o desenvolvimento de infecções e assim aumentar-se a probabilidade de se repetirem as bartholinites.
Referi anteriormente que uma das desculpas utilizadas para a execução da episiotomia é de evitar as lacerações vaginais. Ora, se durante o nascimento ocorrer a referida rasgadura, e por vezes ela acontece, estas são normalmente mais pequenas, evitam e contornam as estruturas internas de maior resistência como seja o caso de músculos, tendões, glândulas e vasos sanguíneos e assim, por serem mais pequenas, também são de fácil reparação. Convém igualmente referir que a posição ginecológica adoptada nas maternidades/hospitais para parir não é nada facilitadora para o nascimento de uma criança, e neste capítulo, a probabilidade de ocorrerem lacerações com esta posição é maior e são também normalmente mais extensas.
Para finalizar, e em sequência da publicação anterior, uma mulher com epidural que por sua vez está castrada nas suas competências para parir e como se viu tem maior probabilidade de ter um parto distócico, ventosa e forcéps, também aqui se verificam as consequências. Para além da necessidade de utilização de instrumentos por notória falta de colaboração materna, ela também permite episiotomias mais extensas e profundas, exactamente porque estando sem dor, numa posição menos fisiológica e com a necessidade de se colocarem instrumentos de ajuda ao parto, o técnico irá proceder a uma extensa episiotomia exactamente porque precisa de abrir o canal de parto para a passagem da cabeça do bebé e ainda dos instrumentos acessórios (e mesmo assim verificam-se ainda o surgimento de lacerações atípicas, resultantes da tracção e rotação mecânica que é feita para a libertação da criança. Lacerações estas distribuídas por diversas partes da mucosa vaginal, uretra e recto).
Neste sentido falar de episiotomia não é só falar de um corte. É haver a necessidade de reflectir sobre a influência que esse corte pode ter para a saúde da mãe. Dá que pensar, não dá?
retirado do blog "Nascer em Casa"
Este corte começou a ser usado por rotina nos partos durante o século passado e hoje é como um procedimento indispensável para quem parteja. As desculpas ou indicações para este procedimento cresceram ao ritmo da necessidade da sua justificação. As mais usadas são: facilitar a saída do bebé; diminuir o tempo de encravamento vaginal do bebé; facilitar as manobras obstétricas; evitar lacerações descontroladas.
Mas vejamos algumas coisas associadas a este simples mas mutilante corte genital feminino. Ele é feito à investida cega de uma tesoura cirúrgica que no seu caminho dilacera tudo o que se lhe atravessa na frente, sem excepção, e corresponde em geral ao tamanho das lâminas da tesoura utilizada e caso não se insista no corte.
Penso ser importante neste momento referir que a Organização Mundial de Saúde sustenta que esta prática não traz benefícios materno-fetais e que deveria ser de todo evitada na prática obstétrica. Não há até ao momento nenhuma prova cientifica ou pesquisa académica que justifique ou aprove esta técnica por rotina.
Nas nossas maternidades/hospitais a taxa de execução de episiotomias é de 99%. Acredito que este número em parte se justifica pela falsa percepção de quem a faz, pensar que dessa forma assume o poder da prática cirúrgica (corte e sutura). Acredito também que estas taxas estão associadas ao modelo académico de formação, todo ele centrado no modelo tecnocrático focalizado no medicamento, máquina e cirurgia, sendo por isso parte integrante dos objectivos académicos, o fazer a episiotomia e sua reparação cirúrgica. Não há nos nossos dias e nas escolas médicas a tradição e digo o saber da arte de partejar sem interferência técnica.
Mas verdadeiramente o que é que acontece com a episiotomia? O músculo perineal, o mais atingido com esta prática, tem uma função extraordinária para a mulher. Ele tem interferência directa na mobilidade, no coito e no parto, entre outras funções acessórias. Quando este músculo é cortado durante o parto deixa de fazer uma das principais funções que é o da orientação fisiológica da cabeça do bebé para o nascimento e permitir suavidade na respectiva libertação.
Já durante o processo de cicatrização, no pós-parto, ele limita a mobilidade da mulher, causa dores continuas e limita o posicionamento em especial no sentar e a execução de tarefas relativamente simples como seja o vestir, calçar e o lavar.
As dores deste processo de cicatrização são crescentes ao longo do tempo, acompanhado por um processo inflamatório intenso, por isso é que as mulheres manifestam um desconforto crescente à medida que os dias se vão passando.
A cicatriz resultante do corte perineal, muitas das vezes desenvolvem cicatrizes coloidais, transforma-se então numa inimiga da mulher. Não só irá interferir nos partos posteriores limitando a distensão perineal e por isso torna inevitáveis as lacerações e/ou novas episiotomias, assim como são um dos principais responsáveis pelas dispareunias (dores às relações sexuais), por limitação da distensão perineal facilitadora do coito e pela lesão/compromisso dos ramos nervosos sensitivos, tornando-se por esta via castradora da intimidade e do relacionamento do casal.
De entre as estruturas que também poderão ficar afectadas com a episiotomia é a enervação sensitiva dos grandes e pequenos lábios vaginais e até do clitóris. Isto porque a enervação destas estruturas deriva do nervo pudendo que por sua vez deriva das ramificações sensitivas lombares. Assim, a sensibilização das estruturas genitais exteriores vem da "árvore" ascendente do nervo pudendo. Ora, quando da episiotomia, e em especial se esta for mais extensa, poderá ocorrer a secção deste nervo o que pode originar desde adormecimento parcial até à falta de sensibilidade genital, do lado correspondente da episiotomia. No fundo, em termos limite, podemos dizer, que muitos de nós tem uma forte tendência para subscrever as petições mundiais contra as mutilações genitais femininas que acontecem em algumas regiões ou tribos africanas, pois o que acontece aqui com a episiotomia é que se poderá estar a proceder também a um tipo de mutilação genital, contudo com a desculpa de que foi para "ajudar o parto" (quantos de nós já não ouviu relatos de mulheres que ficaram com parestesias genitais permanentes (formigueiros) após o parto? talvez agora se compreenda melhor).
Outra das estruturas que poderão ser afectadas pela episiotomia, são as estruturas vasculares, veias e artérias, que poderão assim originar hematomas internos e consequentemente aumentar a compressão do perineo e assim aumentar as dores e desconforto da mulher. Para além de que o sangue acumulado é um excelente alimento para as bactérias e por isso promover o surgimento de infecções perineais.
Por falar em infecção, esta também pode ser mais uma das consequências da episiotomia. Através do corte, abre-se por assim dizer um caminho às estruturas internas. Ora, os micróbios que estão na pele, e que ali vivem bem porque é o seu habitat natural, quando se podem deslocar para terrenos internos, aí podem-se desenvolver, tornarem-se patogénicos (capazes de desenvolverem doença) e assim criarem abcessos ou infecção generalizada daquela zona.
De entre as estruturas acessórias dos genitais femininos externos, encontram-se, igualmente, as glândulas de Bartholin, que são responsáveis pela lubrificação da vulva e vagina externa, para assim facilitar a relação sexual. Quando da realização da episiotomia pode haver também a secção e corte desta glândula, o que pode comprometer a sua funcionalidade posterior para além de a tornar susceptível para o desenvolvimento de infecções e assim aumentar-se a probabilidade de se repetirem as bartholinites.
Referi anteriormente que uma das desculpas utilizadas para a execução da episiotomia é de evitar as lacerações vaginais. Ora, se durante o nascimento ocorrer a referida rasgadura, e por vezes ela acontece, estas são normalmente mais pequenas, evitam e contornam as estruturas internas de maior resistência como seja o caso de músculos, tendões, glândulas e vasos sanguíneos e assim, por serem mais pequenas, também são de fácil reparação. Convém igualmente referir que a posição ginecológica adoptada nas maternidades/hospitais para parir não é nada facilitadora para o nascimento de uma criança, e neste capítulo, a probabilidade de ocorrerem lacerações com esta posição é maior e são também normalmente mais extensas.
Para finalizar, e em sequência da publicação anterior, uma mulher com epidural que por sua vez está castrada nas suas competências para parir e como se viu tem maior probabilidade de ter um parto distócico, ventosa e forcéps, também aqui se verificam as consequências. Para além da necessidade de utilização de instrumentos por notória falta de colaboração materna, ela também permite episiotomias mais extensas e profundas, exactamente porque estando sem dor, numa posição menos fisiológica e com a necessidade de se colocarem instrumentos de ajuda ao parto, o técnico irá proceder a uma extensa episiotomia exactamente porque precisa de abrir o canal de parto para a passagem da cabeça do bebé e ainda dos instrumentos acessórios (e mesmo assim verificam-se ainda o surgimento de lacerações atípicas, resultantes da tracção e rotação mecânica que é feita para a libertação da criança. Lacerações estas distribuídas por diversas partes da mucosa vaginal, uretra e recto).
Neste sentido falar de episiotomia não é só falar de um corte. É haver a necessidade de reflectir sobre a influência que esse corte pode ter para a saúde da mãe. Dá que pensar, não dá?
retirado do blog "Nascer em Casa"
Episiotomia
Exertos retirados do Estudo Médico feito em Portugal por Bárbara Bettencourt Borges, Fátima Serrano, Fernanda Pereira do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia da Maternidade Dr. Alfredo da Costa em Lisboa, Dezembro de 2003
“A episiotomia é um procedimento cirúrgico quase universal que foi introduzido na prática clínica sem evidência científica que suportasse o seu benefício.
O seu uso continua a ser rotineiro apesar de não cumprir a maioria dos objectivos pelos quais é justificado, isto é, não diminui o risco de lesões perineais severas, não previne o desenvolvimento de relaxamento pélvico e não tem impacto sobre a morbilidade ou mortalidade do recém nascido.
(...)A episiotomia, um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns em obstetrícia é, no entanto, um dos únicos que é realizado sem qualquer consentimento específico da doente. Foi introduzido há mais de 250 anos na prática clínica, sem uma evidência científica que fundamentasse o seu benefício, tendo como justificação a prevenção de lacerações perineais severas, uma melhor preservação da função sexual posterior, uma redução da incidência de incontinência urinária e fecal e a protecção do recém nascido.
Mas, na verdade, para muitos autores o seu uso rotineiro não é aconselhável e deve ser abandonado, sendo recomendada uma filosofia mais selectiva.(...)
Isto levou a que, nos últimos 20 anos, múltiplos trabalhos tenham tentado definir melhor as indicações e sequelas associadas à episiotomia; a maioria conclui não haver suporte para acreditar que a sua prática generalizada diminua, por exemplo, o risco de lesão grave do períneo, melhore a sua cicatrização, previna a lesão fetal ou reduza o risco de incontinência urinária.(...)
Quadro I - Complicações da episiotomia
- Infecção
- Hematoma
- Roturas do períneo grau III e IV
- Celulite
- Deiscência
- Abcesso
- Incontinência de gases
- Incontinência de fezes
- Fístula rectovaginal
- Lesão do nervo pudendo
- Fasceíte necrosante
- Morte
Os riscos associados são, entre outros, a extensão da lesão, hemorragia significativa, dor no pós-parto, edema, infecções, hematoma, dispareunia, fístulas rectovaginais e, embora raro, a endometriose da episiorrafia.
A relação da episiotomia e a perda de sangue tem sido amplamente analisada, chegando a existir um trabalho (…) que defende que a hemorragia durante um trabalho de parto vaginal com episiotomia é maior do que durante uma cesariana...
Uma revisão (…) conclui que a episiotomia está associada a uma importante perda de sangue intraparto e hemorragia pós-parto, em especial na mediolateral, e que evitando-a pode ser uma das maneiras mais eficazes de diminuir a perda de sangue excessiva observada em alguns TP.
Outra controvérsia surge relativamente à ideia de que com a episiotomia a dor no pós-parto é menor, quando comparada com as roturas espontâneas.
Para além de serem necessários mais trabalhos que nos elucidem neste ponto, os que estão publicados parecem revelar que, pelo contrário, após uma episiotomia (independentemente do tipo realizado), a dor intraparto é maior, tornando-se mais incómoda no pós-parto imediato, sem existir, contudo, evidência condicionar sequelas a longo prazo relacionadas com dispareunia e duração do retorno à vida sexual.(...)
Conclusão
O uso profiláctico/rotineiro da episiotomia continua a ser praticado frequentemente apesar da ausência de evidência científica que suporte o seu benefício.
Pelo contrário, existe mesmo uma evidência clara de que a episiotomia pode trazer algumas sequelas.
Desta revisão ressalta que a episiotomia não cumpre a maioria dos objectivos pelos quais é justificada a sua utilização.
Não só não diminui o risco de lesão do períneo, sob a forma de roturas de grau III e IV, como, inclusive, as suas complicações podem agravar ainda mais estas lesões.
Não previne o desenvolvimento do relaxamento pélvico com também não tem impacto sobre a morbilidade ou mortalidade fetal.
Na verdade, os riscos associados ao seu uso são significativos e levam-nos a ponderar se perante esta ausência de suporte científico é correcto praticar um acto para o qual não se encontram benefícios que o justifiquem!”
Estudo Completo no Site da Ordem dos Médicos
“A episiotomia é um procedimento cirúrgico quase universal que foi introduzido na prática clínica sem evidência científica que suportasse o seu benefício.
O seu uso continua a ser rotineiro apesar de não cumprir a maioria dos objectivos pelos quais é justificado, isto é, não diminui o risco de lesões perineais severas, não previne o desenvolvimento de relaxamento pélvico e não tem impacto sobre a morbilidade ou mortalidade do recém nascido.
(...)A episiotomia, um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns em obstetrícia é, no entanto, um dos únicos que é realizado sem qualquer consentimento específico da doente. Foi introduzido há mais de 250 anos na prática clínica, sem uma evidência científica que fundamentasse o seu benefício, tendo como justificação a prevenção de lacerações perineais severas, uma melhor preservação da função sexual posterior, uma redução da incidência de incontinência urinária e fecal e a protecção do recém nascido.
Mas, na verdade, para muitos autores o seu uso rotineiro não é aconselhável e deve ser abandonado, sendo recomendada uma filosofia mais selectiva.(...)
Isto levou a que, nos últimos 20 anos, múltiplos trabalhos tenham tentado definir melhor as indicações e sequelas associadas à episiotomia; a maioria conclui não haver suporte para acreditar que a sua prática generalizada diminua, por exemplo, o risco de lesão grave do períneo, melhore a sua cicatrização, previna a lesão fetal ou reduza o risco de incontinência urinária.(...)
Quadro I - Complicações da episiotomia
- Infecção
- Hematoma
- Roturas do períneo grau III e IV
- Celulite
- Deiscência
- Abcesso
- Incontinência de gases
- Incontinência de fezes
- Fístula rectovaginal
- Lesão do nervo pudendo
- Fasceíte necrosante
- Morte
Os riscos associados são, entre outros, a extensão da lesão, hemorragia significativa, dor no pós-parto, edema, infecções, hematoma, dispareunia, fístulas rectovaginais e, embora raro, a endometriose da episiorrafia.
A relação da episiotomia e a perda de sangue tem sido amplamente analisada, chegando a existir um trabalho (…) que defende que a hemorragia durante um trabalho de parto vaginal com episiotomia é maior do que durante uma cesariana...
Uma revisão (…) conclui que a episiotomia está associada a uma importante perda de sangue intraparto e hemorragia pós-parto, em especial na mediolateral, e que evitando-a pode ser uma das maneiras mais eficazes de diminuir a perda de sangue excessiva observada em alguns TP.
Outra controvérsia surge relativamente à ideia de que com a episiotomia a dor no pós-parto é menor, quando comparada com as roturas espontâneas.
Para além de serem necessários mais trabalhos que nos elucidem neste ponto, os que estão publicados parecem revelar que, pelo contrário, após uma episiotomia (independentemente do tipo realizado), a dor intraparto é maior, tornando-se mais incómoda no pós-parto imediato, sem existir, contudo, evidência condicionar sequelas a longo prazo relacionadas com dispareunia e duração do retorno à vida sexual.(...)
Conclusão
O uso profiláctico/rotineiro da episiotomia continua a ser praticado frequentemente apesar da ausência de evidência científica que suporte o seu benefício.
Pelo contrário, existe mesmo uma evidência clara de que a episiotomia pode trazer algumas sequelas.
Desta revisão ressalta que a episiotomia não cumpre a maioria dos objectivos pelos quais é justificada a sua utilização.
Não só não diminui o risco de lesão do períneo, sob a forma de roturas de grau III e IV, como, inclusive, as suas complicações podem agravar ainda mais estas lesões.
Não previne o desenvolvimento do relaxamento pélvico com também não tem impacto sobre a morbilidade ou mortalidade fetal.
Na verdade, os riscos associados ao seu uso são significativos e levam-nos a ponderar se perante esta ausência de suporte científico é correcto praticar um acto para o qual não se encontram benefícios que o justifiquem!”
Estudo Completo no Site da Ordem dos Médicos
Apoio contínuo durante o trabalho de parto
Até há bem pouco tempo, as mulheres aprendiam tudo sobre o nascimento através das mães e irmãs. O parto decorria na comodidade do lar. Os rituais e as tradições familiares asseguravam que a mulher tivesse confiança na sua habilidade para dar á luz, rodeada pelos membros da família e por mulheres experientes que provinham apoio e força durante o trabalho de parto e nascimento. As parteiras da comunidade atendiam a maioria dos partos.
Quando, no século XX ,o parto passou para os hospitais, as mulheres perderam o valioso apoio e força que lhes proporcionavam as mulheres da sua comunidade. As enfermeiras forneciam apoio, mas na grande maioria dos casos, ao serem responsáveis pelo cuidado de várias mulheres em trabalho de parto ao mesmo tempo, não podiam permanecer continuamente ao lado de uma só mulher.
Durante os anos 60, Lamaze International e outras organizações para o nascimento, exerceram pressão bem sucedida, para permitir que os pais pudessem estar junto das mulheres.
Os pais provêem um apoio muito emocional e muito especial á mulher em trabalho de parto. Agora no século XXI , as mulheres voltaram a redescobrir o valor do apoio adicional que proporciona uma mulher que compreende tudo no que respeita ao nascimento.
Geralmente as mulheres de uma forma errada, assumem que uma enfermeira, parteira ou médico estará constantemente ao seu lado, durante o trabalho de parto. Em alguns sítios, as parteiras e enfermeiras podem proporcionar apoio contínuo para a mulher em trabalho de parto e sua família. No entanto, a grande maioria dos sítios onde decorrem os partos, a realidade é que existem outras responsabilidades que mantêm o médico, parteira e enfermeira ocupados, o que não permite que apoiem uma só mulher continuamente.
Mesmo quando a enfermeira-parteira se dedica a cuidar de uma só mulher, será de grande ajuda que outra mulher experiente proporcione o apoio físico e emocional que se requer.
Antes do nascimento do seu bebé, deverá decidir quem pode oferecer apoio contínuo, pode eleger uma amiga, familiar ou talvez decida contratar uma Doula, que é uma profissional que lhe proporciona apoio contínuo e ininterrupto durante o trabalho de parto e o nascimento do seu bebé.
Porque é importante contar com Apoio Contínuo?
O trabalho de parto pode surpreendê-la (assim como ao seu companheiro) com o seu poder e força. Contar com a presença de uma mulher que tenha experiência no nascimento para a tranquilizar a si e ao seu companheiro, e para lhe confirmar que o trabalho de parto está a progredir normalmente, irá ajudar a ambos.
Uma mulher com experiência no nascimento saberá proporcionar massagens reconfortantes e sugerir posições que a ajudem no progresso do parto procurando sempre a sua comodidade. Quem sabe se poderá contar com o apoio de amigos ou familiares que tenham experiência no nascimento e que desejam proporcionar-lhe este tipo de apoio contínuo. Se não conta com esta ajuda, deverá considerar contratar uma Doula.
O Papel da Doula
De acordo com o livro “The Doula Book”, “uma Doula é uma acompanhante de trabalho de parto, com experiência que proporciona á mulher e seu parceiro, tanto apoio físico como emocional durante todo o trabalho de parto e o nascimento do bebé, e em alguns casos este apoio pode-se prolongar no período de pós-parto inclusive”.
Uma doula permanecerá consigo e com o seu companheiro durante o trabalho de parto e parto, proporcionando apoio físico, emocional e informativo.
A Doula jamais se afastará de si por mais do que uns minutos, a menos que você solicite ficar a sós com o seu companheiro. A Doula trabalhará consigo e com o seu companheiro de forma a ajudá-los a terem o tipo de parto que desejam. Ela poderá ajudá-la a tomar um banho de imersão ou duche, deambulará consigo e com o seu companheiro, e poderá massajar as suas costas ou outra parte do corpo que você manifeste vontade. A Doula irá apoiá-la nas suas decisões no que respeita a fármacos para alívio das dores. Se disser á sua Doula que pretende ter um parto não medicamentado, ela ajudará a atingir esse seu objectivo. Depois do parto, normalmente a Doula ficará consigo mais uma ou duas horas de forma a apoiá-la na amamentação.
As doulas não são formadas a executar qualquer tarefa médica ou de enfermagem e nunca deverá dar conselhos médicos. No entanto, elas podem ajudá-la a perceber algumas questões médicas. A Doula poderá também encorajá-la a comunicar as suas preferências ao pessoal hospitalar. Se o trabalho de parto tomar um rumo diferente do que tinha sido previsto, a Doula pode ajudar a clarificar os seus sentimentos e a rever as opções.
Um dos mais importantes papéis da Doula é ajudá-la a ter uma memória positiva da sua experiência do parto. Depois do parto, irá em conjunto com a Doula relembrar os momentos positivos do parto e, ela responderá a qualquer questão que possa surgir. Se o parto tomar um rumo diferente do que tinha sido pensado, a sua Doula estará consigo para escutá-la e fornecer-lhe todo o apoio que necessitar.
Investigação relativamente ao Apoio Contínuo
As investigações feitas relativamente aos benefícios do apoio contínuo dado por Doulas durante o trabalho de parto são impressionantes. De acordo com Cochrane Pregnancy and Childbirth Group ( Grupo Cochrane para a Gravidez e Parto), uma fonte de informação respeitada mundialmente, a respeito dos cuidados e atenção baseados em evidências, os estudos demonstraram que o apoio contínuo e ininterrupto durante o trabalho de parto e parto é claramente benéfico. Comparando com mulheres que receberam o cuidado habitual durante o trabalho de parto e parto, as mulheres com apoio contínuo, quer dizer que receberam apoio de uma-para-uma tinham menos probabilidades de:
Ter um parto por cesariana
Dar á luz com forcéps ou ventosa
Recorrer á anestesia epídural
Utilizar qualquer tipo de analgésicos
Relatar insatisfação ou memórias negativas a respeito da sua experiência de parto
Os autores de Cochrane também detectaram que os resultados eram melhores quando o apoio era prestado por gente externa ao hospital (com ou sem formação especial) que estiveram presente expressamente com o objectivo de prestar apoio durante o parto, comparativamente com quando o apoio era proporcionado por pessoal do hospital, como médicos, enfermeiras, parteiras ou estudantes de obstetrícia.
Os críticos comentaram que as características do ambiente hospitalar moderno, da forma como se organizam actualmente, implicam um desafio para o pessoal do hospital, sendo quase impossível proporcionar apoio contínuo durante o trabalho de parto.
A Doula e o Companheiro no Trabalho de Parto
A maioria dos companheiros decidem participar no nascimento e proporcionar apoio. No entanto, e principalmente no primeiro filho, pode surgir insegurança face á inexperiência com o parto. Conforme as contracções se intensificam e a mulher vai gerindo a dor, o seu companheiro pode chegar a assustar-se. Ele ou ela podem não ter experiência para saber identificar as várias fases do trabalho de parto. Pode-se tornar difícil para o acompanhante tranquilizar a mulher. A maioria dos companheiros sentem um grande alívio, quando uma mulher com experiência está presente e pode proporcionar a tranquilidade e segurança necessária no momento.
Uma boa Doula compreende os sinais do companheiro em durante o parto. Se o seu companheiro está sentado junto de si, pegando-lhe a mão, em contacto frente a frente e oferecendo palavras de apoio, a Doula não interferirá nessa relação íntima, entre os dois. Pelo contrário, ela proporcionará apoio incalculável e estímulo para assim continuarem. Todavia, se necessitar de apoio adicional, a Doula trabalhará em equipa com o seu companheiro, dando-lhe por exemplo massagem nas costas ou nos pés, por exemplo, enquanto o seu companheiro assegura o contacto visual, e transmite reforços positivos.
A Doula pode eventualmente sugerir alterações, como tomar um banho de imersão ou duche, ou caminhar. A Doula pode exemplificar ao seu acompanhante como proporcionar pressão efectiva ou massagem. A doula pode igualmente assegurar o apoio á mulher enquanto o marido se ausenta para ir á casa de banho, comer, etc.
Planear o Apoio Contínuo
Uma amiga ou familiar com experiência em nascimentos pode ter o desejo de lhe proporcionar esse apoio contínuo. Estas mulheres não necessitam de ter uma formação formal como Doulas, desde que tenham confiança na sua habilidade para dar á luz o seu bebé e, que estejam dispostas e preparadas para permanecer consigo ininterruptamente durante o trabalho de parto.
Actualmente muitas mulheres têm-se dado conta de que contratar uma Doula é a melhor forma de assegurar que terão o apoio físico-emocional contínuo e adequado ao longo do trabalho de parto e parto.
Uma vez seleccionada a Doula, deverá planear uma visita pré-natal para conversar sobre o tipo de parto que você e o seu companheiro desejam ter. As medidas de alívio e conforto que são importantes para si, incluindo a medicação, deverão ser compartilhadas com a Doula.
Alguns hospitais ou centros de nascimento (a) oferecem serviços de Doula aos seus clientes. Quando existe uma barreira na linguagem entre a Doula e a mulher em trabalho de parto, usualmente ambas descobrem que o contacto visual e um apoio suave e meigo compensam a falta de linguagem comum.
Alguns planos de seguros de saúde poderão reembolsá-la do custo dos serviços da Doula (a). Pode previamente averiguar quais os serviços que são contemplados no seu plano, e caso faça sentido contratar a cobertura necessária, para que o reembolso esteja disponível. As seguradoras e os planos de saúde podem não saber que ao proporcionar o apoio contínuo, as doulas diminuem os custos do serviço associados com intervenções, como por exemplo a cesariana.
Recomendações de Lamaze International
Lamaze International une-se á Organização Mundial de Saúde, em reconhecer o valor do apoio contínuo no trabalho de parto, como elemento chave para o parto natural.
Lamaze crê, que todas as mulheres devem ter acesso ao apoio contínuo no trabalho de parto, sem barreiras económicas ou culturais. Lamaze incentiva todas as mulheres a fazer um plano para um ambiente no nascimento mais protegido, que inclua o apoio físico, emocional e informativo contínuo.
Uma mulher de apoio com experiência em nascimento pode contribuir de uma forma única no cuidado e atenção durante o trabalho de parto e parto, devido ao seu compromisso em permanecer continuamente consigo e com a sua família, aos seus conhecimentos sobre as medidas de alívio e comodidade tanto físicas como emocionais, e pela confiança na sua habilidade inata para dar á luz o seu bebé.
Lamaze International
Quando, no século XX ,o parto passou para os hospitais, as mulheres perderam o valioso apoio e força que lhes proporcionavam as mulheres da sua comunidade. As enfermeiras forneciam apoio, mas na grande maioria dos casos, ao serem responsáveis pelo cuidado de várias mulheres em trabalho de parto ao mesmo tempo, não podiam permanecer continuamente ao lado de uma só mulher.
Durante os anos 60, Lamaze International e outras organizações para o nascimento, exerceram pressão bem sucedida, para permitir que os pais pudessem estar junto das mulheres.
Os pais provêem um apoio muito emocional e muito especial á mulher em trabalho de parto. Agora no século XXI , as mulheres voltaram a redescobrir o valor do apoio adicional que proporciona uma mulher que compreende tudo no que respeita ao nascimento.
Geralmente as mulheres de uma forma errada, assumem que uma enfermeira, parteira ou médico estará constantemente ao seu lado, durante o trabalho de parto. Em alguns sítios, as parteiras e enfermeiras podem proporcionar apoio contínuo para a mulher em trabalho de parto e sua família. No entanto, a grande maioria dos sítios onde decorrem os partos, a realidade é que existem outras responsabilidades que mantêm o médico, parteira e enfermeira ocupados, o que não permite que apoiem uma só mulher continuamente.
Mesmo quando a enfermeira-parteira se dedica a cuidar de uma só mulher, será de grande ajuda que outra mulher experiente proporcione o apoio físico e emocional que se requer.
Antes do nascimento do seu bebé, deverá decidir quem pode oferecer apoio contínuo, pode eleger uma amiga, familiar ou talvez decida contratar uma Doula, que é uma profissional que lhe proporciona apoio contínuo e ininterrupto durante o trabalho de parto e o nascimento do seu bebé.
Porque é importante contar com Apoio Contínuo?
O trabalho de parto pode surpreendê-la (assim como ao seu companheiro) com o seu poder e força. Contar com a presença de uma mulher que tenha experiência no nascimento para a tranquilizar a si e ao seu companheiro, e para lhe confirmar que o trabalho de parto está a progredir normalmente, irá ajudar a ambos.
Uma mulher com experiência no nascimento saberá proporcionar massagens reconfortantes e sugerir posições que a ajudem no progresso do parto procurando sempre a sua comodidade. Quem sabe se poderá contar com o apoio de amigos ou familiares que tenham experiência no nascimento e que desejam proporcionar-lhe este tipo de apoio contínuo. Se não conta com esta ajuda, deverá considerar contratar uma Doula.
O Papel da Doula
De acordo com o livro “The Doula Book”, “uma Doula é uma acompanhante de trabalho de parto, com experiência que proporciona á mulher e seu parceiro, tanto apoio físico como emocional durante todo o trabalho de parto e o nascimento do bebé, e em alguns casos este apoio pode-se prolongar no período de pós-parto inclusive”.
Uma doula permanecerá consigo e com o seu companheiro durante o trabalho de parto e parto, proporcionando apoio físico, emocional e informativo.
A Doula jamais se afastará de si por mais do que uns minutos, a menos que você solicite ficar a sós com o seu companheiro. A Doula trabalhará consigo e com o seu companheiro de forma a ajudá-los a terem o tipo de parto que desejam. Ela poderá ajudá-la a tomar um banho de imersão ou duche, deambulará consigo e com o seu companheiro, e poderá massajar as suas costas ou outra parte do corpo que você manifeste vontade. A Doula irá apoiá-la nas suas decisões no que respeita a fármacos para alívio das dores. Se disser á sua Doula que pretende ter um parto não medicamentado, ela ajudará a atingir esse seu objectivo. Depois do parto, normalmente a Doula ficará consigo mais uma ou duas horas de forma a apoiá-la na amamentação.
As doulas não são formadas a executar qualquer tarefa médica ou de enfermagem e nunca deverá dar conselhos médicos. No entanto, elas podem ajudá-la a perceber algumas questões médicas. A Doula poderá também encorajá-la a comunicar as suas preferências ao pessoal hospitalar. Se o trabalho de parto tomar um rumo diferente do que tinha sido previsto, a Doula pode ajudar a clarificar os seus sentimentos e a rever as opções.
Um dos mais importantes papéis da Doula é ajudá-la a ter uma memória positiva da sua experiência do parto. Depois do parto, irá em conjunto com a Doula relembrar os momentos positivos do parto e, ela responderá a qualquer questão que possa surgir. Se o parto tomar um rumo diferente do que tinha sido pensado, a sua Doula estará consigo para escutá-la e fornecer-lhe todo o apoio que necessitar.
Investigação relativamente ao Apoio Contínuo
As investigações feitas relativamente aos benefícios do apoio contínuo dado por Doulas durante o trabalho de parto são impressionantes. De acordo com Cochrane Pregnancy and Childbirth Group ( Grupo Cochrane para a Gravidez e Parto), uma fonte de informação respeitada mundialmente, a respeito dos cuidados e atenção baseados em evidências, os estudos demonstraram que o apoio contínuo e ininterrupto durante o trabalho de parto e parto é claramente benéfico. Comparando com mulheres que receberam o cuidado habitual durante o trabalho de parto e parto, as mulheres com apoio contínuo, quer dizer que receberam apoio de uma-para-uma tinham menos probabilidades de:
Ter um parto por cesariana
Dar á luz com forcéps ou ventosa
Recorrer á anestesia epídural
Utilizar qualquer tipo de analgésicos
Relatar insatisfação ou memórias negativas a respeito da sua experiência de parto
Os autores de Cochrane também detectaram que os resultados eram melhores quando o apoio era prestado por gente externa ao hospital (com ou sem formação especial) que estiveram presente expressamente com o objectivo de prestar apoio durante o parto, comparativamente com quando o apoio era proporcionado por pessoal do hospital, como médicos, enfermeiras, parteiras ou estudantes de obstetrícia.
Os críticos comentaram que as características do ambiente hospitalar moderno, da forma como se organizam actualmente, implicam um desafio para o pessoal do hospital, sendo quase impossível proporcionar apoio contínuo durante o trabalho de parto.
A Doula e o Companheiro no Trabalho de Parto
A maioria dos companheiros decidem participar no nascimento e proporcionar apoio. No entanto, e principalmente no primeiro filho, pode surgir insegurança face á inexperiência com o parto. Conforme as contracções se intensificam e a mulher vai gerindo a dor, o seu companheiro pode chegar a assustar-se. Ele ou ela podem não ter experiência para saber identificar as várias fases do trabalho de parto. Pode-se tornar difícil para o acompanhante tranquilizar a mulher. A maioria dos companheiros sentem um grande alívio, quando uma mulher com experiência está presente e pode proporcionar a tranquilidade e segurança necessária no momento.
Uma boa Doula compreende os sinais do companheiro em durante o parto. Se o seu companheiro está sentado junto de si, pegando-lhe a mão, em contacto frente a frente e oferecendo palavras de apoio, a Doula não interferirá nessa relação íntima, entre os dois. Pelo contrário, ela proporcionará apoio incalculável e estímulo para assim continuarem. Todavia, se necessitar de apoio adicional, a Doula trabalhará em equipa com o seu companheiro, dando-lhe por exemplo massagem nas costas ou nos pés, por exemplo, enquanto o seu companheiro assegura o contacto visual, e transmite reforços positivos.
A Doula pode eventualmente sugerir alterações, como tomar um banho de imersão ou duche, ou caminhar. A Doula pode exemplificar ao seu acompanhante como proporcionar pressão efectiva ou massagem. A doula pode igualmente assegurar o apoio á mulher enquanto o marido se ausenta para ir á casa de banho, comer, etc.
Planear o Apoio Contínuo
Uma amiga ou familiar com experiência em nascimentos pode ter o desejo de lhe proporcionar esse apoio contínuo. Estas mulheres não necessitam de ter uma formação formal como Doulas, desde que tenham confiança na sua habilidade para dar á luz o seu bebé e, que estejam dispostas e preparadas para permanecer consigo ininterruptamente durante o trabalho de parto.
Actualmente muitas mulheres têm-se dado conta de que contratar uma Doula é a melhor forma de assegurar que terão o apoio físico-emocional contínuo e adequado ao longo do trabalho de parto e parto.
Uma vez seleccionada a Doula, deverá planear uma visita pré-natal para conversar sobre o tipo de parto que você e o seu companheiro desejam ter. As medidas de alívio e conforto que são importantes para si, incluindo a medicação, deverão ser compartilhadas com a Doula.
Alguns hospitais ou centros de nascimento (a) oferecem serviços de Doula aos seus clientes. Quando existe uma barreira na linguagem entre a Doula e a mulher em trabalho de parto, usualmente ambas descobrem que o contacto visual e um apoio suave e meigo compensam a falta de linguagem comum.
Alguns planos de seguros de saúde poderão reembolsá-la do custo dos serviços da Doula (a). Pode previamente averiguar quais os serviços que são contemplados no seu plano, e caso faça sentido contratar a cobertura necessária, para que o reembolso esteja disponível. As seguradoras e os planos de saúde podem não saber que ao proporcionar o apoio contínuo, as doulas diminuem os custos do serviço associados com intervenções, como por exemplo a cesariana.
Recomendações de Lamaze International
Lamaze International une-se á Organização Mundial de Saúde, em reconhecer o valor do apoio contínuo no trabalho de parto, como elemento chave para o parto natural.
Lamaze crê, que todas as mulheres devem ter acesso ao apoio contínuo no trabalho de parto, sem barreiras económicas ou culturais. Lamaze incentiva todas as mulheres a fazer um plano para um ambiente no nascimento mais protegido, que inclua o apoio físico, emocional e informativo contínuo.
Uma mulher de apoio com experiência em nascimento pode contribuir de uma forma única no cuidado e atenção durante o trabalho de parto e parto, devido ao seu compromisso em permanecer continuamente consigo e com a sua família, aos seus conhecimentos sobre as medidas de alívio e comodidade tanto físicas como emocionais, e pela confiança na sua habilidade inata para dar á luz o seu bebé.
Lamaze International
Intervenções de rotina
Os avanços nos cuidados médicos têm ajudado a que o parto seja mais seguro, especialmente para as mulheres com gravidezes de alto risco e para os bebés prematuros.
As intervenções obstétricas como o cateter intravenoso (IV), o monitor fetal electrónico, condução do trabalho de parto e a anestesia epidural são rotinas em muitos hospitais. No entanto, as investigações não têm demonstrado que o uso rotineiro destas intervenções melhore
os resultados do parto em todas as mulheres.
Assim, as investigações sugerem que a menos que exista uma indicação médica clara para
realizar uma intervenção, interferir com o processo natural do trabalho de parto e parto não é provavelmente benéfico, e que na realidade pode ser prejudicial. As intervenções podem ser
tão simples como a separação das mães e dos seus bebés imediatamente após o parto, ou
complexas como o uso contínuo do monitor fetal para um trabalho de parto normal.
Restrições na ingestão de alimentos e líquidos
Restringir os líquidos e alimentos durante o trabalho de parto é uma tradição obstétrica amplamente aceitada.
Começou aproximadamente há 50 anos, quando as mulheres davam á luz sobre anestesia geral,
sem protecção das suas vias aéreas. A tradição está baseada na crença de que o jejum reduz os
conteúdos no estômago e por tanto, a possibilidade que os conteúdos gástricos entrem nos pulmões por aspiração, se uma mulher vomita enquanto se encontra sob o efeito da anestesia. Todavia as técnicas de anestesia têm melhorado significativamente nos últimos 50 anos. A anestesia geral praticamente desapareceu na obstetrícia moderna, a aspiração dos brônquios é muito raramente utilizada na anestesia moderna, nenhum período de jejum garante um estômago vazio e claro, os líquidos de limpeza actuam no estômago quase de imediato. Por estas razões, muitos profissionais de saúde optam por não restringir os alimentos e líquidos durante um normal trabalho de parto.
A Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA) e o Colégio Americano de Obstetrícia e
Ginecologistas (ACOG) recomendam que sejam dados líquidos apropriados ás mulheres de baixo
risco, em trabalho de parto.
As Parteiras frequentemente recomendam snacks suaves e líquidos, de forma a fornecer energia á mulher.
A Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Canadá refere que "á mulher em trabalho de parto deverão ser oferecidos líquidos suaves ou dietéticos".
O "The Cochrane Pregnancy and Childbirth Group" recomenda a ingestão de alimentos suaves, fracos em gorduras durante o trabalho de parto.
Anestesiologistas têm conduzido estudos sobre a segurança de comer durante o trabalho de parto.
A tradição de restringir a ingestão de alimentos ou líquidos mudou, visto que novas evidências e novas técnicas médicas emergiram.
O uso de Líquidos Intravenosos
A terapia intravenosa (IV) tem sido utilizada de forma rotineira para prevenir a desidratação nas
mulheres, ás quais restringem a ingestão de alimentos e líquidos, e para prover o acesso
rápido à veia em caso de emergência.
Todavia o uso do soro intravenoso em todas as mulheres em trabalho de parto tem sido
questionado.
As emergências que ameaçam a vida são muito raras em partos de baixo risco, as soluções intravenosas não proporcionam nem a nutrição, nem energia que oferece a comida e os líquidos, algumas mulheres acham a canalização dolorosa e stressante, para além de que os soros dificultam a mudança de posição e o livre movimento da mulher. De acordo com a base de
dados Cochrane, o uso rotineiro do soro intravenoso é improvavelmente benéfico.
Se o trabalho de parto é induzido, ou acelerado, se se aplica a anestesia epidural ou se se proíbe de tomar líquidos e/ou comer, a solução intravenosa é necessária.
Monitorização Fetal Electrónica Contínua
A frequência cardíaca do bebé pode ser monitorizada quer seja por auscultação (escutando com um Doppler ou estetoscópio) ou por um Monitor Electrónico Fetal (MEF). O MEF pode-se realizar continuamente ou de forma intermitente.
Um exemplo de monitorização electrónica intermitente é quando a mulher é monitorizada por 20 minutos, em cada hora, e se retira nos restantes 40 minutos, enquanto que o monitor está desligado a mulher tem liberdade para se movimentar e utilizar técnicas de alívio e conforto como a banheira ou o duche. O uso do MEF contínuo restringe a habilidade da mulher para mover-se e mudar de posição, ou seja, fica restringida á cama. As recomendações da monitorização por auscultação dependem de se o trabalho de parto é de alto ou baixo risco.
Para um trabalho de parto de baixo risco, os peritos recomendam que se escutem os
batimentos cardíacos do bebé em cada 30 minutos durante o trabalho de parto activo, e em
cada 15 minutos, durante a segunda fase. Num trabalho de parto de alto risco em cada 15
minutos e 5 minutos respectivamente. 7,8
De acordo com ACOG e a Association of Women´s Health, Obstetric and Neonatal Nurses (AWHONN) as mulheres sem complicações podem ser monitorizadas quer seja por auscultação intermitente, quer por MEF intermitente. 7,8 Os estudos que comparam a auscultação com o MEF revelam que não há diferença nos resultados para o bebé. No entanto, as mães a que se aplicou o MEF tiveram maior número de cesarianas. 4 ACOG sugere usar a auscultação intermitente em lugar do MEF como uma forma de diminuir o índice de cesarianas.
Converse com o seu médico sobre o uso de auscultação ou de MEF intermitente em lugar do
uso contínuo. 4
Todavia, se tiver alguma complicação médica, se o seu trabalho de parto for induzido, ou acelerado artificialmente, se lhe é dada uma epidural, ou se surge algum problema durante o trabalho de parto, a monitorização electrónica fetal torna-se necessária.
Acelerar o trabalho de parto: Ruptura Artificial de Membranas e condução
Não permitir que o trabalho de parto se alargue demasiado pode soar atractivo, mas interferir
com o ritmo e a duração do trabalho de parto sem nenhuma indicação médica não é benéfico.
Cada trabalho de parto é único e influenciado por um número de factores, incluindo o tamanho, a
posição do bebé, a possibilidade de a mulher em trabalho de parto mover-se livremente, a
confiança que a mulher sente quando é devidamente apoiada e continuamente. Romper a
bolsa de águas (ruptura de membranas) pode encurtar o trabalho de parto mas existem
desvantagens. 4
O saco amniótico, ou bolsa de águas que rodeia o bebé protege-o de infecções e da pressão enquanto se move pelo canal de parto.
Estudos sugerem que quando as membranas se rompem numa fase inicial do trabalho de parto, o índicede cesarianas aumenta. 10 A ruptura prolongada das membranas associa-se com um alto risco de infecções tanto para a mãe como para o bebé, na verdade, o relógio começa a contar uma vez que a bolsa se rompe. Se o trabalho não progride, quem lhe estiver a atender no parto pode sugerir o uso artificial de oxitocina para acelerar o trabalho de parto. No trabalho de parto natural, a oxitocina é liberta pelo cérebro.
Quando a oxitocina alcança um nível elevado, as endorfinas são segregadas. Endorfinas, hormonas naturais do corpo, que reduzem a dor, e ajudam a mulher a enfrentar a dor do trabalho de parto. A oxitocina artificialmente administrada através soluções intravenosas, não chega até ao cérebro, pelo que, não causa a libertação de hormonas redutoras da dor, as endorfinas.
A oxitocina altera também o trabalho de parto de várias formas. As contracções das mulheres que foram administradas oxitocina são mais fortes, longas e frequentemente mais dolorosas. Se se administrou oxitocina, a mulher necessita de outras intervenções como o soro e a monitorização contínua. Com a oxitocina usualmente a mulher fica confinada á cama, sem
a comodidade do movimento ou outras.
Contracções mais fortes, perda de endorfinas e impossibilidade de usar medidas de conforto e
alívio da dor, aumentam a possibilidade de que a mulher necessite de anestesia epidural.
De acordo com Cochrane Pregnancy and Chilbirth Group, "permitir que as mulheres se
movimentem, comam e bebam líquidos,
conforme elas desejarem, será no mínimo tão eficaz e mais agradável para a maioria das
mulheres consideradas para a aceleração do trabalho de parto. As investigações sugerem que
a amniotomia (ruptura artificial das membranas)
e a condução com oxitocina, deverão ser reservadas para aquelas mulheres com um real
anormal progresso do trabalho de parto. 10 Estas práticas não deverão ser praticadas rotineiramente.
Anestesia Epidural
A maioria das mulheres tem medo da dor do parto e anseiam pela utilização de medicamentos
para a dor, especialmente quando o medicamento é tão efectivo como o bloqueio epidural para
aliviar a dor.
Em alguns hospitais é administrada a anestesia epidural a mais de 90% das mulheres durante o
trabalho de parto.
Num inquérito realizado nos EUA, 60% das mulheres responderam ter recorrido á epidural. Contudo, entre 26% e 41% destas mulheres ignoraram os efeitos colaterais
desta anestesia. 11
Com o bloqueio epidural, os músculos da pélvis relaxam-se tanto, que pode levar mais tempo ao
bebé, a rodar e descer através do canal de parto.
A ausência da dor pode interferir com a libertação natural de oxitocina e pode levar á necessidade de estimular o trabalho de parto com oxitocina artificial. Como o fármaco utilizado na
epidural pode causar quebra de tensão arterial na mulher em trabalho de parto, o uso de fluidos
através de soros intravenosos antes e durante a anestesia são recomendados. Também devido á
probabilidade de diminuição da pressão arterial, o uso de monitor fetal contínuo é necessário.
As alterações fisiológicas no trabalho de parto e parto, e as intervenções requeridas para
assegurar a segurança da mãe e do bebé durante uma anestesia epidural estabelecem o cenário
para um número de possíveis efeitos não intencionados.
Os estudos demonstram que o bloqueio epidural está associado com um índice mais baixo de
partos vaginais, com um índice mais elevado de partos instrumentalizados (ventosa e fórceps), e
com trabalhos de partos mais prolongados, particularmente em mulheres que vão ter o
primeiro filho. Os estudos mostram também que as mulheres a quem se administrou a epidural
têm uma taxa mais alta de febre durante o trabalho de parto. Como resultado, o bebé pode
necessitar de realizar análises e tratamento contra uma possível infecção, causando a separação
entre mãe e bebé. 12
Existe evidência de que o uso de anestésicos epidurais, especialmente para prímigestas,
aumenta a taxa de nascimentos por cesariana. 13
Faz sentido avaliar cuidadosamente os riscos e os benefícios da anestesia epidural antes de tomar uma decisão pessoal. Cada trabalho de parto é único. Se o seu trabalho de parto é anormalmente longo e está cansada, o uso da epidural pode proporcionar descanso e ser benéfico. Existem de igual forma, indicações médicas para a aplicação da anestesia epidural, como por exemplo, uma cesariana. Se está activa no trabalho de parto, tem liberdade de movimento e tem acesso a outras formas de alívio e conforto, é menos provável que necessite de uma epidural, e que a requeira numa fase precoce do trabalho de parto, ou que necessite de uma grande quantidade de medicamento. Caso seja solicitada, uma dose menor do medicamento, e aplicada mais tardiamente no trabalho de parto, permitirá que se elimine antes que se inicie a fase de expulsão e reduzir assim a quantidade de efeitos não desejados.
Recomendações de Lamaze Internacional
Lamaze Internacional recomenda que evite as restrições para comer e beber, que comente com
o seu médico o uso de soluções intravenosas, o MEF contínuo, a ruptura artificial das membranas (amniotomia), a condução do trabalho de parto e a anestesia epidural. Procure
que só sejam utilizadas quando exista indicação médica.
Lamaze Internacional recomenda-lhe que tenha confiança na sua própria habilidade
para dar á luz sem intervenções de rotina. Eleja cuidadosamente o pessoal de saúde que atenderá
o parto, assim como o lugar para o nascimento, assegurando-se que utilizam estas intervenções
só em caso de serem medicamente necessárias.
Referências
1. American Society of Anesthesiologists Task
Force.(1999). Practice guidelines for
preoperative fasting and the use of
pharmacologic agents to reduce the risk of
pulmonary aspiration: Application to healthy
patients undergoing elective procedures.
Anesthesiology, 90(3), 896–905.
2. American College of Obstetricians and
Gynecologists (ACOG). (2002). ACOG practice
bulletin: Obstetric analgesia and anesthesia.
Obstetrics & Gynecology, 100(1), 177–191.
3. Society of Obstetricians and Gynecologists of
Canada (SOGC). (1998). Healthy beginnings:
Guidelines for care during pregnancy and
childbirth. Retrieved from
http://www.sogc.medical.org/
SOGCnet/sogc_docs/common/guide/library_
e.shtml#obstetrics
4. Enkin, M., Kierse, M.J., Neilson, J., Crowther,
C., Duley, L., Hodnett, E., et al. (2000). A guide
to effective care in pregnancy and childbirth.
New York: Oxford University Press.
5. Kubli, M., Scrutton, M.J., Seed, P.T., &
O’Sullivan, G. (2002). An evaluation of isotonic
"sports drinks" during labor. Anesthesia &
Analgesia, 94(2), 404–408.
6. Begum, M. (1999). In B. Sengupta et al.
(Eds.), Obstetrics for Postgraduates and
Practitioners. New Delhi: BI Churchill
Livingstone.
7. American College of Obstetricians and
Gynecologists (ACOG). (1995). Fetal heart rate
patterns: Monitoring, interpretation, and
management.
ACOG Technical Bulletin (No. 207).
Washington, DC: ACOG.
8. Feinstein, N.F., Sprague, A., & Trépanier,
M.J. (2000). Fetal heart rate auscultation.
Washington, DC: Association of Women’s
Health, Obstetric and Neonatal Nurses
(AWHONN).
9. American College of Obstetricians and
Gynecologists (ACOG). (2000). Evaluation of
cesarean delivery. Washington, DC: ACOG.
10. Fraser, W., Turcot, L., Krauss, I., & Brisson-
Carrol, G. (2003). Amniotomy for shortening
spontaneous labour (Cochrane Review). In The
Cochrane Library (Issue 2). Oxford: Update
Software.
11. Declerq, E., Sakala, C., Corry, M., et al.
(2002). Listening to mothers: Report of the First
National U.S. Survey of Women’s Childbearing
Experiences. New York: Maternity Center
Association.
12. Lieberman, E., & O’Donoghue, C. (2002).
Unintended effects of epidural analgesia during
labor: A systematic review. Supplement to
American Journal of Obstetrics and Gynecology,
186 (5): S31–S68.
13. Howell, C.J. (2003). Epidural versus nonepidural
analgesia for pain relief in labor.
(Cochrane Review). In The Cochrane Library
(Issue 3). Oxford: Update Software.
Elaborado pelo Conselho de Educação do Instituto Lamaze
As intervenções obstétricas como o cateter intravenoso (IV), o monitor fetal electrónico, condução do trabalho de parto e a anestesia epidural são rotinas em muitos hospitais. No entanto, as investigações não têm demonstrado que o uso rotineiro destas intervenções melhore
os resultados do parto em todas as mulheres.
Assim, as investigações sugerem que a menos que exista uma indicação médica clara para
realizar uma intervenção, interferir com o processo natural do trabalho de parto e parto não é provavelmente benéfico, e que na realidade pode ser prejudicial. As intervenções podem ser
tão simples como a separação das mães e dos seus bebés imediatamente após o parto, ou
complexas como o uso contínuo do monitor fetal para um trabalho de parto normal.
Restrições na ingestão de alimentos e líquidos
Restringir os líquidos e alimentos durante o trabalho de parto é uma tradição obstétrica amplamente aceitada.
Começou aproximadamente há 50 anos, quando as mulheres davam á luz sobre anestesia geral,
sem protecção das suas vias aéreas. A tradição está baseada na crença de que o jejum reduz os
conteúdos no estômago e por tanto, a possibilidade que os conteúdos gástricos entrem nos pulmões por aspiração, se uma mulher vomita enquanto se encontra sob o efeito da anestesia. Todavia as técnicas de anestesia têm melhorado significativamente nos últimos 50 anos. A anestesia geral praticamente desapareceu na obstetrícia moderna, a aspiração dos brônquios é muito raramente utilizada na anestesia moderna, nenhum período de jejum garante um estômago vazio e claro, os líquidos de limpeza actuam no estômago quase de imediato. Por estas razões, muitos profissionais de saúde optam por não restringir os alimentos e líquidos durante um normal trabalho de parto.
A Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA) e o Colégio Americano de Obstetrícia e
Ginecologistas (ACOG) recomendam que sejam dados líquidos apropriados ás mulheres de baixo
risco, em trabalho de parto.
As Parteiras frequentemente recomendam snacks suaves e líquidos, de forma a fornecer energia á mulher.
A Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Canadá refere que "á mulher em trabalho de parto deverão ser oferecidos líquidos suaves ou dietéticos".
O "The Cochrane Pregnancy and Childbirth Group" recomenda a ingestão de alimentos suaves, fracos em gorduras durante o trabalho de parto.
Anestesiologistas têm conduzido estudos sobre a segurança de comer durante o trabalho de parto.
A tradição de restringir a ingestão de alimentos ou líquidos mudou, visto que novas evidências e novas técnicas médicas emergiram.
O uso de Líquidos Intravenosos
A terapia intravenosa (IV) tem sido utilizada de forma rotineira para prevenir a desidratação nas
mulheres, ás quais restringem a ingestão de alimentos e líquidos, e para prover o acesso
rápido à veia em caso de emergência.
Todavia o uso do soro intravenoso em todas as mulheres em trabalho de parto tem sido
questionado.
As emergências que ameaçam a vida são muito raras em partos de baixo risco, as soluções intravenosas não proporcionam nem a nutrição, nem energia que oferece a comida e os líquidos, algumas mulheres acham a canalização dolorosa e stressante, para além de que os soros dificultam a mudança de posição e o livre movimento da mulher. De acordo com a base de
dados Cochrane, o uso rotineiro do soro intravenoso é improvavelmente benéfico.
Se o trabalho de parto é induzido, ou acelerado, se se aplica a anestesia epidural ou se se proíbe de tomar líquidos e/ou comer, a solução intravenosa é necessária.
Monitorização Fetal Electrónica Contínua
A frequência cardíaca do bebé pode ser monitorizada quer seja por auscultação (escutando com um Doppler ou estetoscópio) ou por um Monitor Electrónico Fetal (MEF). O MEF pode-se realizar continuamente ou de forma intermitente.
Um exemplo de monitorização electrónica intermitente é quando a mulher é monitorizada por 20 minutos, em cada hora, e se retira nos restantes 40 minutos, enquanto que o monitor está desligado a mulher tem liberdade para se movimentar e utilizar técnicas de alívio e conforto como a banheira ou o duche. O uso do MEF contínuo restringe a habilidade da mulher para mover-se e mudar de posição, ou seja, fica restringida á cama. As recomendações da monitorização por auscultação dependem de se o trabalho de parto é de alto ou baixo risco.
Para um trabalho de parto de baixo risco, os peritos recomendam que se escutem os
batimentos cardíacos do bebé em cada 30 minutos durante o trabalho de parto activo, e em
cada 15 minutos, durante a segunda fase. Num trabalho de parto de alto risco em cada 15
minutos e 5 minutos respectivamente. 7,8
De acordo com ACOG e a Association of Women´s Health, Obstetric and Neonatal Nurses (AWHONN) as mulheres sem complicações podem ser monitorizadas quer seja por auscultação intermitente, quer por MEF intermitente. 7,8 Os estudos que comparam a auscultação com o MEF revelam que não há diferença nos resultados para o bebé. No entanto, as mães a que se aplicou o MEF tiveram maior número de cesarianas. 4 ACOG sugere usar a auscultação intermitente em lugar do MEF como uma forma de diminuir o índice de cesarianas.
Converse com o seu médico sobre o uso de auscultação ou de MEF intermitente em lugar do
uso contínuo. 4
Todavia, se tiver alguma complicação médica, se o seu trabalho de parto for induzido, ou acelerado artificialmente, se lhe é dada uma epidural, ou se surge algum problema durante o trabalho de parto, a monitorização electrónica fetal torna-se necessária.
Acelerar o trabalho de parto: Ruptura Artificial de Membranas e condução
Não permitir que o trabalho de parto se alargue demasiado pode soar atractivo, mas interferir
com o ritmo e a duração do trabalho de parto sem nenhuma indicação médica não é benéfico.
Cada trabalho de parto é único e influenciado por um número de factores, incluindo o tamanho, a
posição do bebé, a possibilidade de a mulher em trabalho de parto mover-se livremente, a
confiança que a mulher sente quando é devidamente apoiada e continuamente. Romper a
bolsa de águas (ruptura de membranas) pode encurtar o trabalho de parto mas existem
desvantagens. 4
O saco amniótico, ou bolsa de águas que rodeia o bebé protege-o de infecções e da pressão enquanto se move pelo canal de parto.
Estudos sugerem que quando as membranas se rompem numa fase inicial do trabalho de parto, o índicede cesarianas aumenta. 10 A ruptura prolongada das membranas associa-se com um alto risco de infecções tanto para a mãe como para o bebé, na verdade, o relógio começa a contar uma vez que a bolsa se rompe. Se o trabalho não progride, quem lhe estiver a atender no parto pode sugerir o uso artificial de oxitocina para acelerar o trabalho de parto. No trabalho de parto natural, a oxitocina é liberta pelo cérebro.
Quando a oxitocina alcança um nível elevado, as endorfinas são segregadas. Endorfinas, hormonas naturais do corpo, que reduzem a dor, e ajudam a mulher a enfrentar a dor do trabalho de parto. A oxitocina artificialmente administrada através soluções intravenosas, não chega até ao cérebro, pelo que, não causa a libertação de hormonas redutoras da dor, as endorfinas.
A oxitocina altera também o trabalho de parto de várias formas. As contracções das mulheres que foram administradas oxitocina são mais fortes, longas e frequentemente mais dolorosas. Se se administrou oxitocina, a mulher necessita de outras intervenções como o soro e a monitorização contínua. Com a oxitocina usualmente a mulher fica confinada á cama, sem
a comodidade do movimento ou outras.
Contracções mais fortes, perda de endorfinas e impossibilidade de usar medidas de conforto e
alívio da dor, aumentam a possibilidade de que a mulher necessite de anestesia epidural.
De acordo com Cochrane Pregnancy and Chilbirth Group, "permitir que as mulheres se
movimentem, comam e bebam líquidos,
conforme elas desejarem, será no mínimo tão eficaz e mais agradável para a maioria das
mulheres consideradas para a aceleração do trabalho de parto. As investigações sugerem que
a amniotomia (ruptura artificial das membranas)
e a condução com oxitocina, deverão ser reservadas para aquelas mulheres com um real
anormal progresso do trabalho de parto. 10 Estas práticas não deverão ser praticadas rotineiramente.
Anestesia Epidural
A maioria das mulheres tem medo da dor do parto e anseiam pela utilização de medicamentos
para a dor, especialmente quando o medicamento é tão efectivo como o bloqueio epidural para
aliviar a dor.
Em alguns hospitais é administrada a anestesia epidural a mais de 90% das mulheres durante o
trabalho de parto.
Num inquérito realizado nos EUA, 60% das mulheres responderam ter recorrido á epidural. Contudo, entre 26% e 41% destas mulheres ignoraram os efeitos colaterais
desta anestesia. 11
Com o bloqueio epidural, os músculos da pélvis relaxam-se tanto, que pode levar mais tempo ao
bebé, a rodar e descer através do canal de parto.
A ausência da dor pode interferir com a libertação natural de oxitocina e pode levar á necessidade de estimular o trabalho de parto com oxitocina artificial. Como o fármaco utilizado na
epidural pode causar quebra de tensão arterial na mulher em trabalho de parto, o uso de fluidos
através de soros intravenosos antes e durante a anestesia são recomendados. Também devido á
probabilidade de diminuição da pressão arterial, o uso de monitor fetal contínuo é necessário.
As alterações fisiológicas no trabalho de parto e parto, e as intervenções requeridas para
assegurar a segurança da mãe e do bebé durante uma anestesia epidural estabelecem o cenário
para um número de possíveis efeitos não intencionados.
Os estudos demonstram que o bloqueio epidural está associado com um índice mais baixo de
partos vaginais, com um índice mais elevado de partos instrumentalizados (ventosa e fórceps), e
com trabalhos de partos mais prolongados, particularmente em mulheres que vão ter o
primeiro filho. Os estudos mostram também que as mulheres a quem se administrou a epidural
têm uma taxa mais alta de febre durante o trabalho de parto. Como resultado, o bebé pode
necessitar de realizar análises e tratamento contra uma possível infecção, causando a separação
entre mãe e bebé. 12
Existe evidência de que o uso de anestésicos epidurais, especialmente para prímigestas,
aumenta a taxa de nascimentos por cesariana. 13
Faz sentido avaliar cuidadosamente os riscos e os benefícios da anestesia epidural antes de tomar uma decisão pessoal. Cada trabalho de parto é único. Se o seu trabalho de parto é anormalmente longo e está cansada, o uso da epidural pode proporcionar descanso e ser benéfico. Existem de igual forma, indicações médicas para a aplicação da anestesia epidural, como por exemplo, uma cesariana. Se está activa no trabalho de parto, tem liberdade de movimento e tem acesso a outras formas de alívio e conforto, é menos provável que necessite de uma epidural, e que a requeira numa fase precoce do trabalho de parto, ou que necessite de uma grande quantidade de medicamento. Caso seja solicitada, uma dose menor do medicamento, e aplicada mais tardiamente no trabalho de parto, permitirá que se elimine antes que se inicie a fase de expulsão e reduzir assim a quantidade de efeitos não desejados.
Recomendações de Lamaze Internacional
Lamaze Internacional recomenda que evite as restrições para comer e beber, que comente com
o seu médico o uso de soluções intravenosas, o MEF contínuo, a ruptura artificial das membranas (amniotomia), a condução do trabalho de parto e a anestesia epidural. Procure
que só sejam utilizadas quando exista indicação médica.
Lamaze Internacional recomenda-lhe que tenha confiança na sua própria habilidade
para dar á luz sem intervenções de rotina. Eleja cuidadosamente o pessoal de saúde que atenderá
o parto, assim como o lugar para o nascimento, assegurando-se que utilizam estas intervenções
só em caso de serem medicamente necessárias.
Referências
1. American Society of Anesthesiologists Task
Force.(1999). Practice guidelines for
preoperative fasting and the use of
pharmacologic agents to reduce the risk of
pulmonary aspiration: Application to healthy
patients undergoing elective procedures.
Anesthesiology, 90(3), 896–905.
2. American College of Obstetricians and
Gynecologists (ACOG). (2002). ACOG practice
bulletin: Obstetric analgesia and anesthesia.
Obstetrics & Gynecology, 100(1), 177–191.
3. Society of Obstetricians and Gynecologists of
Canada (SOGC). (1998). Healthy beginnings:
Guidelines for care during pregnancy and
childbirth. Retrieved from
http://www.sogc.medical.org/
SOGCnet/sogc_docs/common/guide/library_
e.shtml#obstetrics
4. Enkin, M., Kierse, M.J., Neilson, J., Crowther,
C., Duley, L., Hodnett, E., et al. (2000). A guide
to effective care in pregnancy and childbirth.
New York: Oxford University Press.
5. Kubli, M., Scrutton, M.J., Seed, P.T., &
O’Sullivan, G. (2002). An evaluation of isotonic
"sports drinks" during labor. Anesthesia &
Analgesia, 94(2), 404–408.
6. Begum, M. (1999). In B. Sengupta et al.
(Eds.), Obstetrics for Postgraduates and
Practitioners. New Delhi: BI Churchill
Livingstone.
7. American College of Obstetricians and
Gynecologists (ACOG). (1995). Fetal heart rate
patterns: Monitoring, interpretation, and
management.
ACOG Technical Bulletin (No. 207).
Washington, DC: ACOG.
8. Feinstein, N.F., Sprague, A., & Trépanier,
M.J. (2000). Fetal heart rate auscultation.
Washington, DC: Association of Women’s
Health, Obstetric and Neonatal Nurses
(AWHONN).
9. American College of Obstetricians and
Gynecologists (ACOG). (2000). Evaluation of
cesarean delivery. Washington, DC: ACOG.
10. Fraser, W., Turcot, L., Krauss, I., & Brisson-
Carrol, G. (2003). Amniotomy for shortening
spontaneous labour (Cochrane Review). In The
Cochrane Library (Issue 2). Oxford: Update
Software.
11. Declerq, E., Sakala, C., Corry, M., et al.
(2002). Listening to mothers: Report of the First
National U.S. Survey of Women’s Childbearing
Experiences. New York: Maternity Center
Association.
12. Lieberman, E., & O’Donoghue, C. (2002).
Unintended effects of epidural analgesia during
labor: A systematic review. Supplement to
American Journal of Obstetrics and Gynecology,
186 (5): S31–S68.
13. Howell, C.J. (2003). Epidural versus nonepidural
analgesia for pain relief in labor.
(Cochrane Review). In The Cochrane Library
(Issue 3). Oxford: Update Software.
Elaborado pelo Conselho de Educação do Instituto Lamaze
O trabalho de parto deve iniciar-se por si
A indução do trabalho de parto (o desencadear artificial do trabalho de parto) é um dos assuntos mais controversos nos cuidados da maternidade na actualidade.
Em muitos hospitais, o trabalho de parto é induzido somente por razões médicas e, seguindo indicações muito restritas. Pelo contrário, noutros hospitais as mulheres têm induções electivas – aquelas que são feitas por conveniência mais que por razões médicas.
Existem problemas com a indução? Quais os benefícios de permitir que o trabalho de parto inicie por si mesmo?
Plano da natureza para o nascimento
Durante as últimas semanas de gravidez, tanto a mãe como o bebé preparam-se para nascimento.
Para a mãe de primeira vez, frequentemente o bebé começa a descer dentro da pélvis por volta dos 14 dias antes do nascimento. O cervix move-se pela bacia e gradualmente começa a suavizar-se. Num período que pode ser de poucos dias a poucas semanas, a mãe pode ou não sentir contracções irregulares, que ajudarão o cervix a gradualmente adelgaçar-se e talvez até dilatar alguns centímetros.
Durante a última fase da gravidez, os pulmões do bebé amadurecem e formam uma capa protectora de gordura, que o faz ter a forma rechonchuda, característica típica de um recém-nascido.Muitos investigadores acreditam que quando um bebé está pronto para a vida fora do útero da sua mãe, o seu corpo liberta uma pequena quantidade de uma hormona que manda um sinal às hormonas maternas para iniciar o trabalho de parto. Na maioria dos casos, só quando estão prontos, o corpo da mãe e o do bebé, as poderosas hormonas maternas começam com o processo do trabalho de parto.
Como se induz o trabalho de parto
Vulgarmente o trabalho de parto é induzido no hospital por meio de administração de oxitocina através de via intravenosa.
Algumas vezes utilizam-se antecipadamente à oxitocina agentes para amadurecer e suavizar o cérvix, de forma a prepará-lo para o trabalho de parto.
Razões Médicas para a Indução
Existem algumas indicações médicas apropriadas para induzir o trabalho de parto.
De acordo com o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), o trabalho de parto deve ser induzido somente quando o risco para o bebé seja maior, se permanecer dentro do útero da mãe que o do nascimento prematuro.
Isto é verdade quando a bolsa de água que envolve o bebé se rompe verdadeiramente e o trabalho de parto não inicia, quando a gravidez ultrapassa as 42 semanas, quando a mãe sofre de tensão arterial alta, quando a mãe sofre de algum problema, como diabetes, problemas nos pulmões que poderiam prejudicar o seu bebé, ou quando a mãe tem uma infecção no útero.
Suspeitar que o bebé é grande, ou muito grande não é uma razão médica para a indução.
Num artigo de imprensa publicado em Novembro de 2002, a ACOG-Américan Colleg of Obstetricion and Gynecologists (Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas) reportou que a indução do trabalho de parto por macrossomia (bebé grande) quase duplicou a taxa de cesariana sem nenhuma melhoria nos resultados perinatais (a saúde do bebé).
Esta declaração foi baseada num estudo publicado em Obtetrics & Gynecology (Obstetrícia & Ginecologia). Alguns estudos anteriores mostram que a indução por macrossomia aumenta, em vez de diminuir os índices de cesariana, sem melhorar a saúde do bebé. Na publicação profissional Evaluationof Cesarean Delivery (Evolução do nascimento por cesariana), publicada pelo ACOG, os autores expressam-se contra a indução para bebés grandes, numa mulher saudável, concluindo que “A indicação para o trabalho de parto por suspeita de macrossomia (bebé grande) não melhora os resultados, causa gastos de recursos consideráveis e pode elevar o índice de cesarianas”.
A Indução por conveniência
Algumas vezes a indução é considerada conveniente para as pessoas envolvidas. Os hospitais podem pôr pessoal extra na enfermaria durante os turnos, quando as induções são programadas, os médicos podem programar os partos para os dias e horários que mais lhes convém, os pais podem fazer os ajustes no trabalho e planear as viagens dos familiares de acordo com a data programada para a indução.
Todavia a indução electiva não é conveniente quando os atrasos rotineiros do hospital coincidem com a hora indicada para o início da indução.Não é conveniente quando a indução não funciona e a mulher regressa a casa para tentar noutro dia. E seguramente não é conveniente quando esta leva a um nascimento por cesariana e a nova mamã deverá recuperar-se de uma cirurgia abdominal em vez de um parto natural.
Desvantagens da indução
Existem evidências crescentes que a indução do trabalho de parto não está isenta de riscos.
Prematuridade
Um dos problemas de induzir o trabalho de parto é que as datas prováveis de parto não são exactas. Se há um erro de 2 semanas ao calcular a DPP (Data Prevista do Parto), uma mulher que está a programar a indução na semana 38 poderá estar somente de 36 semanas de gravidez. O Dr. Michael Kramer da Universidade de Montreal e os seus colegas, examinaram 4.5 milhões de nascimentos nos EUA e Canada durante 1990. Num estudo publicado no The Journal of the American Medical Association (Jornal da Associação Americana de Médicos), em 2000, os investigadores concluíram que os bebés nascidos somente umas semanas mais cedo – de 34 a 36 semanas – eram 3 vezes mais propensos a morrer no seu primeiro ano de vida que aqueles que nasciam de termo. “ Os obstetras podem perceber a indução livre de riscos e por isso não avaliar adequadamente os riscos e os benefícios”, disse mais tarde o Dr. Kramer numa entrevista.
Complicações e Nascimentos por CesarianaInvestigadores da Universidade de Texas South Western Medical Center em Dallas, Texas, também fizeram uma análise nos resultados das gravidez por semanas de gestação, o Dr. James Alexander e seus companheiros de investigação concluíram que “ A indução rotineira do trabalho de parto às 41 semanas de gestação só aumenta as complicações do trabalho de parto e o nascimento por cesariana sem nenhuma melhoria significativa nos resultados neonatais”.
Os investigadores do Grupo Chochrane para a Gravidez e Parto, uma fonte de informação mundialmente respeitada, para os cuidados e atenção, baseados em evidências, estiveram de acordo com esta conclusão.
Relativamente às gravidezes de pós-termo, eles declararam “ Uma política de indução rotineira às 40-41 semanas de gestação numa gravidez normal não pode ser justificada, isto demonstrado por provas controladas. Uma vez que a duração da gravidez ultrapassou as 41 semanas, às mulheres que optam pela indução, deverá oferecer-se-lhes o melhor método de indução disponível.
Aumento da necessidade de Intervenções
A somar ao aumento do risco de moderada prematuridade e do nascimento por cesariana. A indução do trabalho de parto por norma leva à necessidade de intervenções médicas adicionais. Em muitos casos, se uma mãe é induzida, necessitará uma canalização intravenosa (IV) e monitorização electrónica contínua do ritmo cardíaco fetal.
Na maioria dos sítios, irá ser necessário que a mulher permaneça na cama ou muito perto dela. Como resultado a mulher será incapaz de colaborar no progresso do seu trabalho de parto, caminhando livremente, ou mudando de posições em resposta às suas contracções de trabalho de parto.
A mãe será incapaz de tomar vantagem de um reconfortante banho de imersão ou um duche para aliviar o desconforto das contracções.As contracções induzidas artificialmente normalmente chegam ao seu pico mais rapidamente e permanecem intensas por períodos mais longos, que as contracções naturais, aumentando a necessidade de uso de medicamentos para aliviar a dor na mãe.
Desvantagens Psicológicas
O trabalho de parto induzido, especialmente quando não está indicado medicamente, pode ser uma mensagem muito poderosa na mãe, de que o seu corpo não está funcionando adequadamente – de que necessita de ajuda para iniciar o seu trabalho.
Esta mensagem junto com os necessários aumentos de intervenções médicas, pode diminuir a confiança na sua habilidade para dar à luz.
Preocupação da ACOG sobre o aumento dos índices de Indução
Em Junho de 2002 num artigo de imprensa, o ACOG atribuiu o dramático aumento das induções em parte à pressão das pacientes, conveniência dos médicos, a disponibilidade muito difundida de agentes para o amadurecimento do cervix e interesses de responsabilidade.
Num comentário de uma publicação de Obstetrics & Gynecology (Obstetras e Ginecologistas) em Junho de 2002, os autores recomendaram cautela a respeito da indução (electiva) até que as provas clínicas pudessem validar o uso mais liberal da indução do trabalho de parto.
Recomendações de Lamaze International
Lamaze International recomenda-lhe que não opte pela indução, nem esteja de acordo em ser induzida a menos que exista uma razão médica real.
Um bebé “grande” ou “muito grande” não é uma razão médica para realizar uma indução numa mulher que não é diabética.
Ao permitir que o seu corpo entre em trabalho de parto espontaneamente é quase sempre a melhor forma de saber que o seu bebé está pronto para nascer.
Intervir ou substituir as hormonas naturais que comandam o trabalho de parto, parto, amamentação e vínculo materno, poderá ter consequências que ainda não podemos compreender.
Sentir a experiência das contracções naturais produzidas pela oxitocina do seu próprio corpo, aumenta a sua liberdade para responder a elas, movimentando-se, mudando de posições e utilizando as vantagens de um duche ou de um banho de imersão.
Lamaze International
Em muitos hospitais, o trabalho de parto é induzido somente por razões médicas e, seguindo indicações muito restritas. Pelo contrário, noutros hospitais as mulheres têm induções electivas – aquelas que são feitas por conveniência mais que por razões médicas.
Existem problemas com a indução? Quais os benefícios de permitir que o trabalho de parto inicie por si mesmo?
Plano da natureza para o nascimento
Durante as últimas semanas de gravidez, tanto a mãe como o bebé preparam-se para nascimento.
Para a mãe de primeira vez, frequentemente o bebé começa a descer dentro da pélvis por volta dos 14 dias antes do nascimento. O cervix move-se pela bacia e gradualmente começa a suavizar-se. Num período que pode ser de poucos dias a poucas semanas, a mãe pode ou não sentir contracções irregulares, que ajudarão o cervix a gradualmente adelgaçar-se e talvez até dilatar alguns centímetros.
Durante a última fase da gravidez, os pulmões do bebé amadurecem e formam uma capa protectora de gordura, que o faz ter a forma rechonchuda, característica típica de um recém-nascido.Muitos investigadores acreditam que quando um bebé está pronto para a vida fora do útero da sua mãe, o seu corpo liberta uma pequena quantidade de uma hormona que manda um sinal às hormonas maternas para iniciar o trabalho de parto. Na maioria dos casos, só quando estão prontos, o corpo da mãe e o do bebé, as poderosas hormonas maternas começam com o processo do trabalho de parto.
Como se induz o trabalho de parto
Vulgarmente o trabalho de parto é induzido no hospital por meio de administração de oxitocina através de via intravenosa.
Algumas vezes utilizam-se antecipadamente à oxitocina agentes para amadurecer e suavizar o cérvix, de forma a prepará-lo para o trabalho de parto.
Razões Médicas para a Indução
Existem algumas indicações médicas apropriadas para induzir o trabalho de parto.
De acordo com o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), o trabalho de parto deve ser induzido somente quando o risco para o bebé seja maior, se permanecer dentro do útero da mãe que o do nascimento prematuro.
Isto é verdade quando a bolsa de água que envolve o bebé se rompe verdadeiramente e o trabalho de parto não inicia, quando a gravidez ultrapassa as 42 semanas, quando a mãe sofre de tensão arterial alta, quando a mãe sofre de algum problema, como diabetes, problemas nos pulmões que poderiam prejudicar o seu bebé, ou quando a mãe tem uma infecção no útero.
Suspeitar que o bebé é grande, ou muito grande não é uma razão médica para a indução.
Num artigo de imprensa publicado em Novembro de 2002, a ACOG-Américan Colleg of Obstetricion and Gynecologists (Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas) reportou que a indução do trabalho de parto por macrossomia (bebé grande) quase duplicou a taxa de cesariana sem nenhuma melhoria nos resultados perinatais (a saúde do bebé).
Esta declaração foi baseada num estudo publicado em Obtetrics & Gynecology (Obstetrícia & Ginecologia). Alguns estudos anteriores mostram que a indução por macrossomia aumenta, em vez de diminuir os índices de cesariana, sem melhorar a saúde do bebé. Na publicação profissional Evaluationof Cesarean Delivery (Evolução do nascimento por cesariana), publicada pelo ACOG, os autores expressam-se contra a indução para bebés grandes, numa mulher saudável, concluindo que “A indicação para o trabalho de parto por suspeita de macrossomia (bebé grande) não melhora os resultados, causa gastos de recursos consideráveis e pode elevar o índice de cesarianas”.
A Indução por conveniência
Algumas vezes a indução é considerada conveniente para as pessoas envolvidas. Os hospitais podem pôr pessoal extra na enfermaria durante os turnos, quando as induções são programadas, os médicos podem programar os partos para os dias e horários que mais lhes convém, os pais podem fazer os ajustes no trabalho e planear as viagens dos familiares de acordo com a data programada para a indução.
Todavia a indução electiva não é conveniente quando os atrasos rotineiros do hospital coincidem com a hora indicada para o início da indução.Não é conveniente quando a indução não funciona e a mulher regressa a casa para tentar noutro dia. E seguramente não é conveniente quando esta leva a um nascimento por cesariana e a nova mamã deverá recuperar-se de uma cirurgia abdominal em vez de um parto natural.
Desvantagens da indução
Existem evidências crescentes que a indução do trabalho de parto não está isenta de riscos.
Prematuridade
Um dos problemas de induzir o trabalho de parto é que as datas prováveis de parto não são exactas. Se há um erro de 2 semanas ao calcular a DPP (Data Prevista do Parto), uma mulher que está a programar a indução na semana 38 poderá estar somente de 36 semanas de gravidez. O Dr. Michael Kramer da Universidade de Montreal e os seus colegas, examinaram 4.5 milhões de nascimentos nos EUA e Canada durante 1990. Num estudo publicado no The Journal of the American Medical Association (Jornal da Associação Americana de Médicos), em 2000, os investigadores concluíram que os bebés nascidos somente umas semanas mais cedo – de 34 a 36 semanas – eram 3 vezes mais propensos a morrer no seu primeiro ano de vida que aqueles que nasciam de termo. “ Os obstetras podem perceber a indução livre de riscos e por isso não avaliar adequadamente os riscos e os benefícios”, disse mais tarde o Dr. Kramer numa entrevista.
Complicações e Nascimentos por CesarianaInvestigadores da Universidade de Texas South Western Medical Center em Dallas, Texas, também fizeram uma análise nos resultados das gravidez por semanas de gestação, o Dr. James Alexander e seus companheiros de investigação concluíram que “ A indução rotineira do trabalho de parto às 41 semanas de gestação só aumenta as complicações do trabalho de parto e o nascimento por cesariana sem nenhuma melhoria significativa nos resultados neonatais”.
Os investigadores do Grupo Chochrane para a Gravidez e Parto, uma fonte de informação mundialmente respeitada, para os cuidados e atenção, baseados em evidências, estiveram de acordo com esta conclusão.
Relativamente às gravidezes de pós-termo, eles declararam “ Uma política de indução rotineira às 40-41 semanas de gestação numa gravidez normal não pode ser justificada, isto demonstrado por provas controladas. Uma vez que a duração da gravidez ultrapassou as 41 semanas, às mulheres que optam pela indução, deverá oferecer-se-lhes o melhor método de indução disponível.
Aumento da necessidade de Intervenções
A somar ao aumento do risco de moderada prematuridade e do nascimento por cesariana. A indução do trabalho de parto por norma leva à necessidade de intervenções médicas adicionais. Em muitos casos, se uma mãe é induzida, necessitará uma canalização intravenosa (IV) e monitorização electrónica contínua do ritmo cardíaco fetal.
Na maioria dos sítios, irá ser necessário que a mulher permaneça na cama ou muito perto dela. Como resultado a mulher será incapaz de colaborar no progresso do seu trabalho de parto, caminhando livremente, ou mudando de posições em resposta às suas contracções de trabalho de parto.
A mãe será incapaz de tomar vantagem de um reconfortante banho de imersão ou um duche para aliviar o desconforto das contracções.As contracções induzidas artificialmente normalmente chegam ao seu pico mais rapidamente e permanecem intensas por períodos mais longos, que as contracções naturais, aumentando a necessidade de uso de medicamentos para aliviar a dor na mãe.
Desvantagens Psicológicas
O trabalho de parto induzido, especialmente quando não está indicado medicamente, pode ser uma mensagem muito poderosa na mãe, de que o seu corpo não está funcionando adequadamente – de que necessita de ajuda para iniciar o seu trabalho.
Esta mensagem junto com os necessários aumentos de intervenções médicas, pode diminuir a confiança na sua habilidade para dar à luz.
Preocupação da ACOG sobre o aumento dos índices de Indução
Em Junho de 2002 num artigo de imprensa, o ACOG atribuiu o dramático aumento das induções em parte à pressão das pacientes, conveniência dos médicos, a disponibilidade muito difundida de agentes para o amadurecimento do cervix e interesses de responsabilidade.
Num comentário de uma publicação de Obstetrics & Gynecology (Obstetras e Ginecologistas) em Junho de 2002, os autores recomendaram cautela a respeito da indução (electiva) até que as provas clínicas pudessem validar o uso mais liberal da indução do trabalho de parto.
Recomendações de Lamaze International
Lamaze International recomenda-lhe que não opte pela indução, nem esteja de acordo em ser induzida a menos que exista uma razão médica real.
Um bebé “grande” ou “muito grande” não é uma razão médica para realizar uma indução numa mulher que não é diabética.
Ao permitir que o seu corpo entre em trabalho de parto espontaneamente é quase sempre a melhor forma de saber que o seu bebé está pronto para nascer.
Intervir ou substituir as hormonas naturais que comandam o trabalho de parto, parto, amamentação e vínculo materno, poderá ter consequências que ainda não podemos compreender.
Sentir a experiência das contracções naturais produzidas pela oxitocina do seu próprio corpo, aumenta a sua liberdade para responder a elas, movimentando-se, mudando de posições e utilizando as vantagens de um duche ou de um banho de imersão.
Lamaze International
Liberdade de movimentos durante o trabalho de parto
A liberdade de movimento é importante para fazer que o nascimento do seu bebé seja mais
fácil. É a melhor forma de usar a força da gravidade para ajudar o bebé a descer, a aumentar o tamanho e a forma da pélvis.
Permite-lhe responder à dor de uma forma activa, que poderá acelerar o processo do trabalho de parto.
De acordo com o Grupo Cochrane para a Gravidez e Nascimento (Cochrane Pregrancy And Childbirth Group), os estudos demonstram que a habilidade de uma mulher em trabalho de parto, é mover-se livremente e, escolher a sua própria posição é
provavelmente o mais benéfico.
A actividade provém distracção do incómodo, um grande sentido de liberdade pessoal, e a oportunidade de libertar a tensão dos músculos que aumentam a dor. Um estudo demonstrou que quando a mulher trabalha por si só sem restrições, ela mesma encontra posições que lhe são cómodas.
Mudará de posição com a maior frequência conforme se for aproximando do parto.
Sem nenhuma indicação e escutando os sinais do seu
próprio corpo, a mulher movimentar-se-á e adoptará por posições, tais como, parada, agachada, de cócoras, sentada, "de quatro patas", etc.
Porque é que movimentar-se ajuda?
O útero responde ao movimento trabalhando com maior eficiência.
As posições que uma mulher opta por comodidade, geralmente ajudam no progresso da passagem do bebé pelo canal de parto.
Os estudos têm demonstrado que a mudança de posições podem ser utilizadas para ajudar o bebé a rodar e passar pela pélvis, conforme vá sendo necessário durante o trabalho de parto.
Isto pode ser particularmente útil quando o bebé entrou na pélvis da mãe em posição posterior,
em vez de na posição mais favorável, a anterior.
Quando o trabalho de parto se torna lento, mudar de posição ajudará a encontrar novamente o
ritmo.
Durante o trabalho de parto a mulher pode cansar-se e necessitar de descansar numa posição
mais cómoda. Todavia, de acordo com um estudo publicado em 2003 pelo Nursing
Research (Investigaçaão de Enfermagem), a dor na zona lombar, na mulher em trabalho de parto,é significativamente mais forte na fase activaquando se está na posição de supina (deitada de barriga para cima).
É por isso que todas as instalações para o nascimento deverão proporcionar muitas opções que permitam a mulher mover-se e mudar de posição. Uma mulher deve poder descansar numa cadeira de baloiço, numa bola, ou numa banheira com água.
Ela pode necessitar de um banco ou cadeira sem braços no qual se possa sentar ao contrário,
inclinando a bacia para a frente sobre uma almofada posta sobre o encosto da cadeira. A
mulher pode desejar dançar, abraçando o seu parceiro, com música escolhida por si, ou
utilizando um lenço que lhe ajude no movimento e posicionamento. Deve existir uma área segura
para caminhar tanto dentro como fora da instalação onde irá acontecer o parto, seja num
hospital, num centro de nascimentos ou na própria casa.
Um estudo publicado no The New England Journal of Medicine em 1998 observou os efeitos de caminhar durante o trabalho de parto. Ainda que neste estudo os trabalhos de partos das mulheres não fossem mais curtos, as mulheres que caminharam sentiram-se tão satisfeitas que
disseram que nos próximos partos fariam o mesmo.
Razões para que a mulher não se movimente durante o trabalho de parto
Mesmo que o hospital não tenha políticas que restrinjam a mulher em trabalho de parto a permanecer na cama, o uso rotineiro e continuo do monitor fetal, o uso de soluções intravenosas
(IV), os medicamentos para induzir ou acelerar o trabalho de parto e a anestesia epídural, limitamlhe o movimento e confinam-na à cama. Assim, quando se pergunta às mulheres porque não caminharam durante o trabalho de parto, a
resposta é sempre: "Porque estava ligada a algo".
Se se quer melhorar a comodidade da mulher em trabalho de parto e se quer apoiar o parto
natural, as intervenções, como o monitor electrónico fetal contínuo e a solução intravenosa
deverão ser utilizados só quando se verifique alguma complicação que as faça necessárias.
Quando é medicamente necessário utilizar estas intervenções, a mulher deve procurar mover-se
como lhe for possível. Por exemplo, a mulher pode ser auxiliada a mudar de posição apoiandose
na própria cama de partos para se pôr de gatas.
Recomendações de Lamaze Internacional
A liberdade de movimentos é o principal componente para lidar com a dor. Como muitas
mulheres no mundo, pode usar o movimento para que o trabalho de parto seja mais
confortável e mais eficiente. Já que não existe uma posição ideal para o trabalho de parto, a
liberdade de optar e responder de uma forma específica é crítica " Talvez a melhor consideração seja… como a mãe se sente com sua própria liberdade de escolher quando e como se move, quando se senta ou se levanta, balança os joelhos e mãos, ou assume outras posições.
Por norma a mulher instintivamente assumirá a
posição que favoreça um trabalho de parto mais
rápido e efectivo.
O parto é um processo activo e se não existem restrições, o seu corpo responderá para facilitar
o processo tanto para si como para o bebé.
Revisão Setembro 2003. © 2003 Lamaze International. "Lamaze" é uma marca registada da Lamaze
International, Inc.
Este documento pode ser copiado e distribuído desde que o Lamaze International seja mencionado. Mais
informação sobre o Lamaze International, visite o nosso site http://www.lamaze.org ou telefone para
(800) 368-4404 or (202) 367-1128.
fácil. É a melhor forma de usar a força da gravidade para ajudar o bebé a descer, a aumentar o tamanho e a forma da pélvis.
Permite-lhe responder à dor de uma forma activa, que poderá acelerar o processo do trabalho de parto.
De acordo com o Grupo Cochrane para a Gravidez e Nascimento (Cochrane Pregrancy And Childbirth Group), os estudos demonstram que a habilidade de uma mulher em trabalho de parto, é mover-se livremente e, escolher a sua própria posição é
provavelmente o mais benéfico.
A actividade provém distracção do incómodo, um grande sentido de liberdade pessoal, e a oportunidade de libertar a tensão dos músculos que aumentam a dor. Um estudo demonstrou que quando a mulher trabalha por si só sem restrições, ela mesma encontra posições que lhe são cómodas.
Mudará de posição com a maior frequência conforme se for aproximando do parto.
Sem nenhuma indicação e escutando os sinais do seu
próprio corpo, a mulher movimentar-se-á e adoptará por posições, tais como, parada, agachada, de cócoras, sentada, "de quatro patas", etc.
Porque é que movimentar-se ajuda?
O útero responde ao movimento trabalhando com maior eficiência.
As posições que uma mulher opta por comodidade, geralmente ajudam no progresso da passagem do bebé pelo canal de parto.
Os estudos têm demonstrado que a mudança de posições podem ser utilizadas para ajudar o bebé a rodar e passar pela pélvis, conforme vá sendo necessário durante o trabalho de parto.
Isto pode ser particularmente útil quando o bebé entrou na pélvis da mãe em posição posterior,
em vez de na posição mais favorável, a anterior.
Quando o trabalho de parto se torna lento, mudar de posição ajudará a encontrar novamente o
ritmo.
Durante o trabalho de parto a mulher pode cansar-se e necessitar de descansar numa posição
mais cómoda. Todavia, de acordo com um estudo publicado em 2003 pelo Nursing
Research (Investigaçaão de Enfermagem), a dor na zona lombar, na mulher em trabalho de parto,é significativamente mais forte na fase activaquando se está na posição de supina (deitada de barriga para cima).
É por isso que todas as instalações para o nascimento deverão proporcionar muitas opções que permitam a mulher mover-se e mudar de posição. Uma mulher deve poder descansar numa cadeira de baloiço, numa bola, ou numa banheira com água.
Ela pode necessitar de um banco ou cadeira sem braços no qual se possa sentar ao contrário,
inclinando a bacia para a frente sobre uma almofada posta sobre o encosto da cadeira. A
mulher pode desejar dançar, abraçando o seu parceiro, com música escolhida por si, ou
utilizando um lenço que lhe ajude no movimento e posicionamento. Deve existir uma área segura
para caminhar tanto dentro como fora da instalação onde irá acontecer o parto, seja num
hospital, num centro de nascimentos ou na própria casa.
Um estudo publicado no The New England Journal of Medicine em 1998 observou os efeitos de caminhar durante o trabalho de parto. Ainda que neste estudo os trabalhos de partos das mulheres não fossem mais curtos, as mulheres que caminharam sentiram-se tão satisfeitas que
disseram que nos próximos partos fariam o mesmo.
Razões para que a mulher não se movimente durante o trabalho de parto
Mesmo que o hospital não tenha políticas que restrinjam a mulher em trabalho de parto a permanecer na cama, o uso rotineiro e continuo do monitor fetal, o uso de soluções intravenosas
(IV), os medicamentos para induzir ou acelerar o trabalho de parto e a anestesia epídural, limitamlhe o movimento e confinam-na à cama. Assim, quando se pergunta às mulheres porque não caminharam durante o trabalho de parto, a
resposta é sempre: "Porque estava ligada a algo".
Se se quer melhorar a comodidade da mulher em trabalho de parto e se quer apoiar o parto
natural, as intervenções, como o monitor electrónico fetal contínuo e a solução intravenosa
deverão ser utilizados só quando se verifique alguma complicação que as faça necessárias.
Quando é medicamente necessário utilizar estas intervenções, a mulher deve procurar mover-se
como lhe for possível. Por exemplo, a mulher pode ser auxiliada a mudar de posição apoiandose
na própria cama de partos para se pôr de gatas.
Recomendações de Lamaze Internacional
A liberdade de movimentos é o principal componente para lidar com a dor. Como muitas
mulheres no mundo, pode usar o movimento para que o trabalho de parto seja mais
confortável e mais eficiente. Já que não existe uma posição ideal para o trabalho de parto, a
liberdade de optar e responder de uma forma específica é crítica " Talvez a melhor consideração seja… como a mãe se sente com sua própria liberdade de escolher quando e como se move, quando se senta ou se levanta, balança os joelhos e mãos, ou assume outras posições.
Por norma a mulher instintivamente assumirá a
posição que favoreça um trabalho de parto mais
rápido e efectivo.
O parto é um processo activo e se não existem restrições, o seu corpo responderá para facilitar
o processo tanto para si como para o bebé.
Revisão Setembro 2003. © 2003 Lamaze International. "Lamaze" é uma marca registada da Lamaze
International, Inc.
Este documento pode ser copiado e distribuído desde que o Lamaze International seja mencionado. Mais
informação sobre o Lamaze International, visite o nosso site http://www.lamaze.org ou telefone para
(800) 368-4404 or (202) 367-1128.
Posições para o trabalho de parto
Posições não-supina ( ex. Posições Verticais ou Deitadas
Lateralmente) para o Parto
Como a arte nos tem demonstrado ao longo da história, as mulheres através das culturas usavam
posições verticais e/ou posições neutras para serem favorecidas com a força da gravidade (por
ex. deitada de lado ou de gatas) para dar à luz os seus bebés. Até à descoberta do fórceps no séc.
XVII, raramente se mostravam mulheres a darem à luz numa posição supina (deitada de costas).
Normalmente as mulheres eram cuidadas e atendidas durante o trabalho de parto por "mulheres sábias" da sua comunidade, que as encorajavam a se guiarem pela sua sabedoria interna e pelo apoio daqueles que a rodeavam.
As mulheres usavam diferentes objectos como colunas, árvores e cordas para realizarem força
durante o período expulsivo. Utilizavam também outro tipo de apoios, feitos de madeira, tijolo e
pedras para facilitar determinadas posições, como a cócoras ou de gatas.
O uso de várias posições durante a segunda fase do trabalho de parto (período expulsivo),
permitirá que responda ás mudanças de posição do seu bebé durante a descida, rotação e
extensão no esforço de nascer. As posições que escolher, com frequência aumentarão a sua
comodidade e facilitarão o progredir do nascimento. Cada posição tem vantagens e desvantagens.
Posições Verticais
As posições verticais tais como estar de pé, de cócoras ou de joelhos, aproveitam a força da
gravidade para ajudar o bebé a descer. Os raios-X têm demonstrado que colocar-se de cócoras,
alarga o diâmetro da pélvis, criando mais espaço para que o bebé desça. Todavia é uma posição
bastante cansativa.
Na maioria das culturas ocidentais as mulheres não estão acostumadas a estar de cócoras por
longos períodos de tempo, pelo que devem descansar numa posição semi-sentada entre as
contracções.
Penny Simkin autora reconhecida e educadora para o parto amplamente respeitada, recomenda
que as mulheres se ponham de cócoras, com apoio, ou adoptem uma posição "suspensa", apoiando a parte superior do corpo de forma a poderem baloiçar a parte inferior, especialmente
para mulheres com uma segunda fase prolongada. O seu corpo "alarga-se",proporcionando mais espaço para o bebé. Por outro lado, não há pressão na pélvis, permitindo que se movimente livremente à medida que o
bebé passa por essa zona.
Posições Neutras para a Força da Gravidade
As posições neutras para a força de gravidade como a de gatas, deitada de lado ou semisentada,
são menos cansativas e podem ser úteis para a mulher que está exausta. Uma posição encostada de lado pode ajudar a diminuir o ritmo de um parto que progride demasiado rápido.
Depois de o bebé entrar na zona da pélvis, ele rodará a sua cabeça para uma posição anterior(para a frente) ou para uma posição posterior(para trás). É muito mais fácil o bebé descer e
mais confortável para a mulher, se a cabeça do bebé estiver numa posição anterior. Bebés numa
posição posterior pode causar as conhecidas "dores lombar de parto". A posição de "quatropatas"
retira o peso do bebé da zona lombar e do cóccix da mulher e proporciona espaço para que
o bebé rode para uma posição anterior.
O que nos diz a Investigação
De acordo com o "The Cochrane Pregnancy and Childbirth Group", uma fonte de informação
reconhecida mundialmente, relativamente aos cuidados com base em evidências científicas, o
uso de qualquer posição vertical ou deitada de lado, comparado com posições de supina ou litotomia está associada com os seguintes resultados:
- Reduz a duração da segunda fase do trabalho
de parto
- Pequena redução na necessidade de intervenção
no parto
- Reduz os relatos de dores fortes
- Menor padrão de anomalia dos batimentos
cardíacos fetal Um ligeiro aumento nas
lacerações de 2º grau (somente no grupo de
posição vertical)
- Um aumento na perda de sangue estimada
Acrescenta-se ainda que, a posição de deitada de costas pode causar redução de pressão sanguínea da mulher em trabalho de parto e reduzir o fluxo sanguíneo para o bebé, devido ao peso que o útero exerce sobre as principais veias que aportam o fluxo de sangue.
Na posição de litotomia, a mulher faz força contra a gravidade.
Recomendações das Enfermeiras
A associação "Women’s Health, Obstetric and Neonatal Nurses" (AWHONN) recomenda, que
todas as mulheres grávidas recebam informação sobre os benefícios das posições verticais na
segunda fase do trabalho de parto. Recomenda também que as enfermeiras desencorajem as
posições de supina e estimulem as posições de cócoras, semi-deitadas e de joelhos. A AWHONN recomenda também que a mulher não deve fazer força sem que ela sinta vontade de o fazer, e que, ao senti-lo o devem fazer de acordo com o que o seu corpo lhes vai dizendo.
Gritar, gemer, soprar, ou suster a respiração desde que por menos de 6 segundos enquanto a
mulher faz força em respostas ás contracções deverá ser incentivado pela enfermeira.
Recomendações de Lamaze Internacional
Lamaze Internacional recomenda que escolha posições verticais ou semi-deitadas. Você e o seu
companheiro deverão ver e praticar várias posições para a segunda fase do trabalho de parto. Deverá perguntar que posição o profissional de saúde recomenda para o seu parto e que, caso exista, que restrições é que podem haver.
Durante o trabalho de parto deverá escutar o seu corpo e escolher a posição que lhe pareça
mais confortável no momento, para si e para oseu bebé.
Elaborado pelo Conselho de Educação do Instituto Lamaze
Revisão Setembro 2003. © 2003 Lamaze International. "Lamaze" é uma marca registada da Lamaze International, Inc.
Este documento pode ser copiado e distribuído desde que o Lamaze International seja mencionado. Mais
informação sobre o Lamaze International, visite o nosso site http://www.lamaze.org
ou telefone para
(800) 368-4404 or (202) 367-1128.Referências
Lateralmente) para o Parto
Como a arte nos tem demonstrado ao longo da história, as mulheres através das culturas usavam
posições verticais e/ou posições neutras para serem favorecidas com a força da gravidade (por
ex. deitada de lado ou de gatas) para dar à luz os seus bebés. Até à descoberta do fórceps no séc.
XVII, raramente se mostravam mulheres a darem à luz numa posição supina (deitada de costas).
Normalmente as mulheres eram cuidadas e atendidas durante o trabalho de parto por "mulheres sábias" da sua comunidade, que as encorajavam a se guiarem pela sua sabedoria interna e pelo apoio daqueles que a rodeavam.
As mulheres usavam diferentes objectos como colunas, árvores e cordas para realizarem força
durante o período expulsivo. Utilizavam também outro tipo de apoios, feitos de madeira, tijolo e
pedras para facilitar determinadas posições, como a cócoras ou de gatas.
O uso de várias posições durante a segunda fase do trabalho de parto (período expulsivo),
permitirá que responda ás mudanças de posição do seu bebé durante a descida, rotação e
extensão no esforço de nascer. As posições que escolher, com frequência aumentarão a sua
comodidade e facilitarão o progredir do nascimento. Cada posição tem vantagens e desvantagens.
Posições Verticais
As posições verticais tais como estar de pé, de cócoras ou de joelhos, aproveitam a força da
gravidade para ajudar o bebé a descer. Os raios-X têm demonstrado que colocar-se de cócoras,
alarga o diâmetro da pélvis, criando mais espaço para que o bebé desça. Todavia é uma posição
bastante cansativa.
Na maioria das culturas ocidentais as mulheres não estão acostumadas a estar de cócoras por
longos períodos de tempo, pelo que devem descansar numa posição semi-sentada entre as
contracções.
Penny Simkin autora reconhecida e educadora para o parto amplamente respeitada, recomenda
que as mulheres se ponham de cócoras, com apoio, ou adoptem uma posição "suspensa", apoiando a parte superior do corpo de forma a poderem baloiçar a parte inferior, especialmente
para mulheres com uma segunda fase prolongada. O seu corpo "alarga-se",proporcionando mais espaço para o bebé. Por outro lado, não há pressão na pélvis, permitindo que se movimente livremente à medida que o
bebé passa por essa zona.
Posições Neutras para a Força da Gravidade
As posições neutras para a força de gravidade como a de gatas, deitada de lado ou semisentada,
são menos cansativas e podem ser úteis para a mulher que está exausta. Uma posição encostada de lado pode ajudar a diminuir o ritmo de um parto que progride demasiado rápido.
Depois de o bebé entrar na zona da pélvis, ele rodará a sua cabeça para uma posição anterior(para a frente) ou para uma posição posterior(para trás). É muito mais fácil o bebé descer e
mais confortável para a mulher, se a cabeça do bebé estiver numa posição anterior. Bebés numa
posição posterior pode causar as conhecidas "dores lombar de parto". A posição de "quatropatas"
retira o peso do bebé da zona lombar e do cóccix da mulher e proporciona espaço para que
o bebé rode para uma posição anterior.
O que nos diz a Investigação
De acordo com o "The Cochrane Pregnancy and Childbirth Group", uma fonte de informação
reconhecida mundialmente, relativamente aos cuidados com base em evidências científicas, o
uso de qualquer posição vertical ou deitada de lado, comparado com posições de supina ou litotomia está associada com os seguintes resultados:
- Reduz a duração da segunda fase do trabalho
de parto
- Pequena redução na necessidade de intervenção
no parto
- Reduz os relatos de dores fortes
- Menor padrão de anomalia dos batimentos
cardíacos fetal Um ligeiro aumento nas
lacerações de 2º grau (somente no grupo de
posição vertical)
- Um aumento na perda de sangue estimada
Acrescenta-se ainda que, a posição de deitada de costas pode causar redução de pressão sanguínea da mulher em trabalho de parto e reduzir o fluxo sanguíneo para o bebé, devido ao peso que o útero exerce sobre as principais veias que aportam o fluxo de sangue.
Na posição de litotomia, a mulher faz força contra a gravidade.
Recomendações das Enfermeiras
A associação "Women’s Health, Obstetric and Neonatal Nurses" (AWHONN) recomenda, que
todas as mulheres grávidas recebam informação sobre os benefícios das posições verticais na
segunda fase do trabalho de parto. Recomenda também que as enfermeiras desencorajem as
posições de supina e estimulem as posições de cócoras, semi-deitadas e de joelhos. A AWHONN recomenda também que a mulher não deve fazer força sem que ela sinta vontade de o fazer, e que, ao senti-lo o devem fazer de acordo com o que o seu corpo lhes vai dizendo.
Gritar, gemer, soprar, ou suster a respiração desde que por menos de 6 segundos enquanto a
mulher faz força em respostas ás contracções deverá ser incentivado pela enfermeira.
Recomendações de Lamaze Internacional
Lamaze Internacional recomenda que escolha posições verticais ou semi-deitadas. Você e o seu
companheiro deverão ver e praticar várias posições para a segunda fase do trabalho de parto. Deverá perguntar que posição o profissional de saúde recomenda para o seu parto e que, caso exista, que restrições é que podem haver.
Durante o trabalho de parto deverá escutar o seu corpo e escolher a posição que lhe pareça
mais confortável no momento, para si e para oseu bebé.
Elaborado pelo Conselho de Educação do Instituto Lamaze
Revisão Setembro 2003. © 2003 Lamaze International. "Lamaze" é uma marca registada da Lamaze International, Inc.
Este documento pode ser copiado e distribuído desde que o Lamaze International seja mencionado. Mais
informação sobre o Lamaze International, visite o nosso site http://www.lamaze.org
ou telefone para
(800) 368-4404 or (202) 367-1128.Referências
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Induzir o parto
A indução é um procedimento muitas vezes mal usado e com riscos consideráveis para a mãe e bebé.
Cada mulher deve informar-se de forma a poder escolher informada e conscientemente o melhor cenário para o seu parto.
Deixo aqui alguns links para materiais importantes e fiáveis acerca da indução.
http://www.motherfriendly.org/Downloads/induct-fact-sheet.pdf
http://hencigoer.com/articles/
http://www.holistika.net/articulo.php?articulo=54019.html
site espanhol com muitos artigos interessantes, entre eles este:
Oxitocina: Violencia hospitalaria, el caso del pitocín
En los hospitales se pretende que las mujeres "tengan" su parto lo más rápido posible aplicando pitocín (droga que imita a la hormona natural oxitocina). El resultado de su utilización es un parto más doloroso, violento y, claro, más rápido. La aplicación de pitocín como una rutina ha convertido al parto y al nacimiento en patologías y emergencias con más intervenciones médicas de las que un parto normal y natural requiere.
La oxitocina es una hormona natural almacenada y secretada en diversas cantidades por la glándula pituitaria posterior. Su función hace que el útero tenga contracciones y colabora, así, con el proceso del parto. Esta hormona es generada naturalmente por la madre durante los labores y está vinculada, además, con las sensaciones placenteras: en los estímulos sexuales, en la lactancia y en la formación del vínculo madre-bebé.
La utilización de la potente droga, llamada pitocin, que emula a la oxitocina tiene la intención de imitar a la hormona natural e inunda los sitios receptores de oxitocina natural con niveles altos y anormales. De esta manera inhibe la producción y recepción normal de la hormona. Todo esto se hace con la intención de acelerar el parto, sin tomar en cuenta el proceso natural.
Actualmente, las normas de la CCSS para el parto normal no cuentan con indicaciones para las administración de la droga, lo cual permite su uso indiscriminado en todos los partos normales.
En los hospitales se aplica pitocín junto con un suero intravenoso en la gran mayoría de partos normales que no requieren la droga sino mejores condiciones para que la mujer pueda entregarse a las sensaciones del parto y que este proceso fluya en una manera saludable.
Según la institución médica el cuerpo funciona como una máquina a la que se le debe aplicar medicamentos para que funcione mejor, más rápido y eficiente. Esto está vinculado con las rutinas hospitalarias: si la mujer lleva su propio ritmo se le deben aplicar intervenciones para que no se salga de los límites que la institución le ha otorgado. Por eso el pitocín es tan usado en los hospitales. Tiene como función otorgada acelerar el proceso para que nadie se pase más del tiempo estipulado de manera regular. Las mujeres que han parido (dentro o fuera de los hospitales) saben que el proceso puede durar de dos horas a dos días. Hoy se pretenden que un parto no tarde más de doce horas desde su admisión al hospital. Mientras el proceso sea saludable, sin complicaciones, se debe dejar fluir naturalmente y que sea el cuerpo de la madre la que administre y "aplique" su propia oxitocina cuando la necesite.
Las mujeres necesitamos tener control sobre nuestros cuerpos y lograr que nuestros sentimientos, necesidades y deseos sean respetados en todo momento.
El protagonismo de las mujeres y sus bebés en el proceso del parto tendría un impacto positivo impresionante sobre el éxito del parto y el nacimiento, y bajaría el uso de pitocín.
Riesgos por su utilización:
Produce dolor excesivo. Esto refuerza los miedos y la idea de que los dolores del parto son insoportables y que las mujeres no son capaces de parir sin intervención médica.
Genera alta tasa de cesáreas. Su uso es una de las principales causas de cesáreas en Costa Rica, por dos razones: provoca sufrimiento fetal y el dolor extremo crea una situación de gran agotamiento en las mujeres que terminan agradeciendo la intervención quirúrgica.
Aumenta el riesgo de una hemorragia postparto. Con el uso prolongado de pitocín el cuerpo no produce su propia oxitocina y se agota, lo que dificulta su capacidad para recuperarse de posibles lesiones que pueden causar hemorragias.
Outros artigos interessantes:
ROUTINE INDUCTION OF LABOR AT 41 WEEKS' GESTATION NOT RECOMMENDEDWESTPORT, Aug 24 (Reuters Health) - Labor complications, but not neonatal outcomes, increase when labor is induced at 42 weeks' gestation compared with 41 weeks'.
"Many practitioners induce labor in pregnancies that reach 41 weeks," Dr. James M. Alexander and colleagues, from The University of Texas Southwestern Medical Center at Dallas, note in the August issue of Obstetricsand Gynecology. "Our data suggest that routine intervention then would likely increase labor complications (longer labors, increased operative deliveries) with little or no infant benefit."
The investigators examined the rates of labor and neonatal complications in more than 56,000 women who gave birth to singleton infants at 40, 41 or 42 weeks' gestation between 1988 and 1998. Approximately 29,000 womendelivered at 40 weeks, more than 16,000 at 41 weeks and nearly 11,000 at 42 weeks.
"Labor complications increased progressively from 40 to 42 weeks' gestation," Dr. Alexander and others say. Specifically, oxytocin use increased from 2% to 35%, mean length of labor increased from 5.5 hours to 8.8 hours,prolonged second state of labor increased from 2% to 4%, forceps use increased from 6% to 9%, and the rate of cesarean delivery doubled, from 7% to 14%.
On the other hand, infant outcomes were similar among the three groups, with two exceptions: "an approximately 1/1000 births increase in admission to neonatal intensive care unit and a 2/1000 increase in neonatal sepsis at 42weeks." Currently, the American College of Obstetricians and Gynecologists recommends labor induction at 42 weeks' gestation in women with favorable delivery characteristics. Based on their new findings, the authors conclude that there is not yet sufficient evidence to change this recommendation to 41 weeks.
Inducing labor leads to more complicationsBabyCenter ( http://www.babycenter.com/ ) is the most complete web resource for new and expectant parents. You can see an expanded version of this article online at (http://www.babycenter.com/news/20000821.html#13200).
Your baby is late, and you're ready to make the transition from expectant mom to mom. Should your healthcare provider induce labor or wait until labor begins naturally? A pregnancy is considered full term at 40 weeks. And many doctors induce labor as early as 41 weeks, seven days past a woman's due date. But new evidence suggests that inducing labor earlier than 42 weeks is not beneficial to the baby and leads to more labor complications, according to a study published in the August issue of Obstetrics & Gynecology.
Researchers studied more than 56,000 women pregnant with one baby: One group delivered at 40 weeks, another at 41 weeks, and a third at 42 weeks. Labor was induced in 30 percent of the women; the others went into labor on their own, some as late as 42 weeks.
The results? The women whose labor was induced labored longer and required twice as many c-sections. Yet all the babies fared about the same.
James M. Alexander, one of the authors of the study and an assistant professor of maternal-fetal medicine at the University of Texas Southwestern Medical Center at Dallas, acknowledges that opinions vary widely on inducing labor. "There is some concern about the well-being of the baby after 40 weeks," he says. Still, he maintains, waiting up to 14 days past your due date may be best
"If after a thorough examination, including assessment of the fetus, everything is okay, then wait for the natural onset of labor," he says.
By Jenn Director Knudsen
um link com inúmeras fontes credíveis de informação em inglês sobre a Indução.http://www.gfmer.ch/Guidelines/Labor_delivery_postpartum/Induced_labor.htm
Cada mulher deve informar-se de forma a poder escolher informada e conscientemente o melhor cenário para o seu parto.
Deixo aqui alguns links para materiais importantes e fiáveis acerca da indução.
http://www.motherfriendly.org/Downloads/induct-fact-sheet.pdf
http://hencigoer.com/articles/
http://www.holistika.net/articulo.php?articulo=54019.html
site espanhol com muitos artigos interessantes, entre eles este:
Oxitocina: Violencia hospitalaria, el caso del pitocín
En los hospitales se pretende que las mujeres "tengan" su parto lo más rápido posible aplicando pitocín (droga que imita a la hormona natural oxitocina). El resultado de su utilización es un parto más doloroso, violento y, claro, más rápido. La aplicación de pitocín como una rutina ha convertido al parto y al nacimiento en patologías y emergencias con más intervenciones médicas de las que un parto normal y natural requiere.
La oxitocina es una hormona natural almacenada y secretada en diversas cantidades por la glándula pituitaria posterior. Su función hace que el útero tenga contracciones y colabora, así, con el proceso del parto. Esta hormona es generada naturalmente por la madre durante los labores y está vinculada, además, con las sensaciones placenteras: en los estímulos sexuales, en la lactancia y en la formación del vínculo madre-bebé.
La utilización de la potente droga, llamada pitocin, que emula a la oxitocina tiene la intención de imitar a la hormona natural e inunda los sitios receptores de oxitocina natural con niveles altos y anormales. De esta manera inhibe la producción y recepción normal de la hormona. Todo esto se hace con la intención de acelerar el parto, sin tomar en cuenta el proceso natural.
Actualmente, las normas de la CCSS para el parto normal no cuentan con indicaciones para las administración de la droga, lo cual permite su uso indiscriminado en todos los partos normales.
En los hospitales se aplica pitocín junto con un suero intravenoso en la gran mayoría de partos normales que no requieren la droga sino mejores condiciones para que la mujer pueda entregarse a las sensaciones del parto y que este proceso fluya en una manera saludable.
Según la institución médica el cuerpo funciona como una máquina a la que se le debe aplicar medicamentos para que funcione mejor, más rápido y eficiente. Esto está vinculado con las rutinas hospitalarias: si la mujer lleva su propio ritmo se le deben aplicar intervenciones para que no se salga de los límites que la institución le ha otorgado. Por eso el pitocín es tan usado en los hospitales. Tiene como función otorgada acelerar el proceso para que nadie se pase más del tiempo estipulado de manera regular. Las mujeres que han parido (dentro o fuera de los hospitales) saben que el proceso puede durar de dos horas a dos días. Hoy se pretenden que un parto no tarde más de doce horas desde su admisión al hospital. Mientras el proceso sea saludable, sin complicaciones, se debe dejar fluir naturalmente y que sea el cuerpo de la madre la que administre y "aplique" su propia oxitocina cuando la necesite.
Las mujeres necesitamos tener control sobre nuestros cuerpos y lograr que nuestros sentimientos, necesidades y deseos sean respetados en todo momento.
El protagonismo de las mujeres y sus bebés en el proceso del parto tendría un impacto positivo impresionante sobre el éxito del parto y el nacimiento, y bajaría el uso de pitocín.
Riesgos por su utilización:
Produce dolor excesivo. Esto refuerza los miedos y la idea de que los dolores del parto son insoportables y que las mujeres no son capaces de parir sin intervención médica.
Genera alta tasa de cesáreas. Su uso es una de las principales causas de cesáreas en Costa Rica, por dos razones: provoca sufrimiento fetal y el dolor extremo crea una situación de gran agotamiento en las mujeres que terminan agradeciendo la intervención quirúrgica.
Aumenta el riesgo de una hemorragia postparto. Con el uso prolongado de pitocín el cuerpo no produce su propia oxitocina y se agota, lo que dificulta su capacidad para recuperarse de posibles lesiones que pueden causar hemorragias.
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ROUTINE INDUCTION OF LABOR AT 41 WEEKS' GESTATION NOT RECOMMENDEDWESTPORT, Aug 24 (Reuters Health) - Labor complications, but not neonatal outcomes, increase when labor is induced at 42 weeks' gestation compared with 41 weeks'.
"Many practitioners induce labor in pregnancies that reach 41 weeks," Dr. James M. Alexander and colleagues, from The University of Texas Southwestern Medical Center at Dallas, note in the August issue of Obstetricsand Gynecology. "Our data suggest that routine intervention then would likely increase labor complications (longer labors, increased operative deliveries) with little or no infant benefit."
The investigators examined the rates of labor and neonatal complications in more than 56,000 women who gave birth to singleton infants at 40, 41 or 42 weeks' gestation between 1988 and 1998. Approximately 29,000 womendelivered at 40 weeks, more than 16,000 at 41 weeks and nearly 11,000 at 42 weeks.
"Labor complications increased progressively from 40 to 42 weeks' gestation," Dr. Alexander and others say. Specifically, oxytocin use increased from 2% to 35%, mean length of labor increased from 5.5 hours to 8.8 hours,prolonged second state of labor increased from 2% to 4%, forceps use increased from 6% to 9%, and the rate of cesarean delivery doubled, from 7% to 14%.
On the other hand, infant outcomes were similar among the three groups, with two exceptions: "an approximately 1/1000 births increase in admission to neonatal intensive care unit and a 2/1000 increase in neonatal sepsis at 42weeks." Currently, the American College of Obstetricians and Gynecologists recommends labor induction at 42 weeks' gestation in women with favorable delivery characteristics. Based on their new findings, the authors conclude that there is not yet sufficient evidence to change this recommendation to 41 weeks.
Inducing labor leads to more complicationsBabyCenter ( http://www.babycenter.com/ ) is the most complete web resource for new and expectant parents. You can see an expanded version of this article online at (http://www.babycenter.com/news/20000821.html#13200).
Your baby is late, and you're ready to make the transition from expectant mom to mom. Should your healthcare provider induce labor or wait until labor begins naturally? A pregnancy is considered full term at 40 weeks. And many doctors induce labor as early as 41 weeks, seven days past a woman's due date. But new evidence suggests that inducing labor earlier than 42 weeks is not beneficial to the baby and leads to more labor complications, according to a study published in the August issue of Obstetrics & Gynecology.
Researchers studied more than 56,000 women pregnant with one baby: One group delivered at 40 weeks, another at 41 weeks, and a third at 42 weeks. Labor was induced in 30 percent of the women; the others went into labor on their own, some as late as 42 weeks.
The results? The women whose labor was induced labored longer and required twice as many c-sections. Yet all the babies fared about the same.
James M. Alexander, one of the authors of the study and an assistant professor of maternal-fetal medicine at the University of Texas Southwestern Medical Center at Dallas, acknowledges that opinions vary widely on inducing labor. "There is some concern about the well-being of the baby after 40 weeks," he says. Still, he maintains, waiting up to 14 days past your due date may be best
"If after a thorough examination, including assessment of the fetus, everything is okay, then wait for the natural onset of labor," he says.
By Jenn Director Knudsen
um link com inúmeras fontes credíveis de informação em inglês sobre a Indução.http://www.gfmer.ch/Guidelines/Labor_delivery_postpartum/Induced_labor.htm
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