Sobre o blog:

“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones

sábado, 19 de abril de 2008

Como proteger o meu Períneo?

Fonte: Renata Dias Gomes (Mãe de Maiara, parto natural hospitalar), Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa

"Um dos maiores medos das mulheres que passarão pelo parto normal é o estado que ficará seu períneo depois da passagem do bebê. Esse é também um dos maiores receios daquelas que peitam tudo e todos e pedem pra que não seja feita episiotomia de rotina. Assumir os riscos de uma "tragédia" com o períneo como a gente sempre escuta por aí pode não parecer fácil a primeira vista.
Mas se torna muito mais fácil assumir essa posição quando começamos a estudar e perceber que a episiotomia é o vilão de muitos partos vaginais em que a mulher reclama de dores pra sentar no período pós-parto, relata que vai precisar de cirurgia no períneo e reclama da experiência. Uma laceração natural na maioria das vezes envolve um número muito menor de pontos, além de ser mais superficial que o corte cirúrgico da episiotomia.
Eu briguei por isso e não tive nenhuma laceração (não levei nenhum ponto no parto)!
O primeiro passo foi encontrar um médico que fosse favorável e não cortasse nada antes da hora e também me ajudaram bastante os exercícios e conselhos que aprendi no grupo de gestantes. Além dos exercícios tradicionais de contrair e soltar a musculatura do períneo (prenda e solte o xixi pra testar), nas aulas de yoga treinava bastante a posição de cócoras e me acostumei a ficar também assim dentro de casa ou ao menos não sentar em cadeiras ou sofás, sentando diretamente no chão. Isso facilita bastante a abertura da pelve e aumenta a elasticidade do períneo. Com a mesma finalidade de elastecer o períneo, aprendi um exercício pra fazer com uma bolinha dessas que se dá pro cachorro morder (nem dura nem mole).
De todos, foi o mais eficiente! Sentava com as solas dos pés unidas (borboleta), colocava a bolinha embaixo do "ísquio". O ísquio é um osso que constitui a zona inferior da pélvis (quadril) e que apoia o corpo quando estamos sentados.
Eu rebolava sobre a bolinha durante algum tempo numa nádega.
Depois, invertia o lado. Incrível como logo em seguida dá pra sentir a diferença conseguindo sentar no chão muito melhor!!!

Além disso, vale lembrar que a posição verticalizada (e eu pari de cócoras) já facilita naturalmente a abertura da pelve e a saída do bebê.
Durante a saída, foi importante controlar pra que ela saísse suavemente (o médico ajudou pedindo pra parar de fazer força quando ela estava no meio do caminho) ... A alta veio em 15 dias para exercícios e retorno a vida sexual e não houve nenhuma diferença entre antes e depois do parto. As coisas continuam como antes!!!"

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