Sobre o blog:

“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Que melhor maneira de acabar um ano de trabalho !

A Constança já nasceu! Agradeço á T. e ao D. por partilharem comigo um momento tão intimo, tão belo e especial....

Eu vou de férias! E como já é costume vamos....

Vamos acordar e deitar sem olhar para o relógio...


Vamos comer pão feito por nós todas as manhãs...

Vamos comer gelados, fruta, gomas... entres as refeições...

Vamos fazer pic-nics ao ar livre, mas também no chão da sala...

Vamos andar de bicicleta na rua, mas também dentro de casa...

Vamos andar o mínimo possível de carro, temos muito por explorar mesmo à beirinha da nossa casa,
Vamos à praia, ao parque e à biblioteca...

Vamos brincar até cair para o lado...

Vamos deixar o pai de cabelos em pé ( quem o conhece deve de estar a rir à gargalhada!!) por ver o castelo todo desarrumado...


Vamos apanhar fruta das árvores e comer sem ser lavada...

Vamos apanhar amoras e faz concursos de quem tem a língua mais preta...

Vamos comer bolachas feitas por nós e espalhar migalhas pela casa...

Vamos fazer yoga no meio da floresta, contar historias ás fadas e andar à procura dos gnomos...

Vamos saltar o portão cá de casa e brincar no meio da rua...


A palavra NÃO vai ser sacralizada



( a avó deve de estar a pensar... mas não é o que fazem todos os dias!!!!!)



VAMOS SER FELIZES!!!!



O computador vai ficar desligado, qualquer assunto mais urgente ( mas só se for MUITO urgente ok?) podem deixar mensagem no 919267844 eu volto KO em Setembro :) mas com um sorriso de orelha a orelha



Um abraço GIGANTE do tamanho do mundo!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

As ecografias são seguras?

A Autoridade Sueca de Segurança Radiológica fez um press release a alertar para os possíveis perigos das ecografias. As recomendações agora, na Suécia, são de fazer ecografias UNICAMENTE se houver alguma razão médica muito eminente.

Podem ler aqui: http://sverigesradio.se/cgi-bin/international/nyhetssidor/artikel.asp?nyheter=1&programid=2054&artikel=3826444

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ainda não é definitivo mas....

Já podemos sentir o ambiente do 1º Encontro / Feira Maternidade Natural!

Programa EM CONSTRUÇÃO:

Abertura do encontro: Sábado dia 25 de Setembro - 10h, encerramento Domingo dia 26 de Setembro ás 20h

Sábado dia 25 de Setembro:

11h - Massagem para bebés
12h - Aula de Babyoga
12h - Reflexologia Podal para Grávidas
13h - Pic-nic e conversa sobre Amamentação ( com a participação confirmada de: Mamar ao Peito, Maternar, Associação Doulas de Portugal, Espaço Mãe )
15h -Fotografia de Grupo - O maior numero de mães a amamentar
16h - Tai Chi e Chi Kung
16h - Co -sleeping ( partilhar a cama com os filhos ) - Conversa entre famílias
17h - Pano porta bebé - Sandra Pinheiro
17h - Atelier de pintura com tintas naturais para pais&filhos ( fornecemos  (e ensinamos a fazer) as tintas, quem quiser pode trazer uma tela para pintar ou usar as nossas folhas de papel reciclado )
18h - Massagem de Som com Taças Tibetanas com Zen Babies :: Relaxing music for moms and babies


Domingo dia 26 de Setembro:

11h -Aula de Yoguilates para grávidas / casais grávidos
11h - Reflexologia Podal Infantil
11h30m - Relaxamento para grávidas / casais grávidos
12h - Maternidade Holística e Parto Natural  - Doula Luísa Condeço (Vise-Presidente da Associação Doulas de Portugal )
13h - Pic-nic " O meu parto foi assim..." ( com a participação confirmada de: Mamar ao Peito, Maternar, Associação Doulas de Portugal, Espaço Mãe e de testemunhos de partos domiciliares, partos hospitalares e cesarianas)
15h - 1001 maneiras de dobrar fraldas de pano - Partilha entre mães de dobras de fraldas de pano com a participação da Mãe Sofia Batalha
16h - Higiene natural - Higiene sem (com) fraldas - Sandra Pinheiro
16h - "Yoni", uma palestra sobre ciclos femininos na abordagem Oriental/ Ayurvedica - Marjorie Freitas de Sá
16h - Atelier de construção de brinquedos naturais
17h - Alimentação vegetariana para grávidas e bebés  - Doula Sofia Costa
18h - Aula de Yoga do Riso
19h - Encerramento  - Meditação pela Paz no Parto

Sábado e Domingo entre as 10h e as 20h - ABRAÇOS GRÁTIS pelo Espaço Mãe

Todas as Palestras / Workshops são de entrada livre e contam com a participação de pais e filhos

Actividades livre circulação de abundância - cada participante dá o que quer
Sábado e Domingo entre as 10h e as 20h  - belly painting  ( pintura da barriga ) e pintura facial infantil - Espaço Mãe

sábado, 24 de julho de 2010

4 na cama????

Motivos para dormirem com os vossos filhos?

Esta família partilha um pouco da sua vida e explica muito bem os benefícios do co-sleeping.
Cá em casa não queremos outra coisa :)

Agradeço à Lu pela partilha da informação!

Alienação Parental

A Alienação Parental, descrita em meados da década de 80 pelo psiquiatra infantil norte-americano Richard Gardner, revela-se como uma situação na qual um progenitor procura afastar seu filho ou filha do outro progenitor intencionalmente. Essa alienação é realizada através de informações contínuas no intuito de destruir a imagem do progenitor alienado na vida da criança.

Espreitem o trailer do filme " Morte Inventada"




sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sabias que na 2ª feira, dia 26 de Julho, é dia dos avós?

E por isso vamos ter um encontro com mães, avós e com quem se queira juntar a nós!


Vamos elaborar uma pequena surpresa para oferecer aos avós, e claro, aproveitar para falar do papel dos avós na nossa sociedade.

Apareçam ás 17h no Hug em Linda-a-Velha!

ENTRADA LIVRE!

Amamentação - mais uma excelente iniciativa!


REGULAMENTO DO CONCURSO
O Concurso de Fotografia “Um OLHAR sobre a AMAMENTAÇÃO” é uma iniciativa organizada pela Equipa de Enfermagem do Serviço de Obstetrícia da ULS Guarda, EPE

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Nós somos aquilo que comemos!



BRUTAL, Excelente, fundamental e imperdível!!!O melhor documentário de saúde e alimentação que eu já vi! Altamente indicado para os doentes de cancro e outras doenças cronicas, assim como para qualquer pessoa que queira ter uma vida saudável. O filme confronta a medicinal tradicional com a ortomolecular, a medicina baseada na nutrição. Mostra quão equivocada está a nossa maneira de tratar as doenças!
Sabias que 70% dos pacientes de qualquer cancro tratados com quimioterapia, radiação ou cirurgia morrem em menos de 5 anos? E que mais da metade dos pacientes em estado avançado de cancro tratados com vitaminas e com alimentação com muitos vegetais crus sobrevivem?

“As pessoas precisam de informação e não de medicação”

Encontras o filme on-line AQUI

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Calendário Mamar ao Peito


O calendário do ano passado foi um sucesso, eu tenho o meu pendurado na cozinha! Está LINDO!
Confesso que tenho meses que não me apetece mudar a folha :)) é sempre bom ver a Carina e o Tomás, a João e a Joana, a Filipa e o Miguel e na contra - capa a Carla e o Tomás, as outras mães também estão lindas, mas tenho por estas um carinho muito especial pois vi nascer os seus filhos :) Parabéns a todas e um beijinho especial para a fotografa Raquel Brinca que fez, mais uma vez, um excelente trabalho.

A Mamar ao Peito anda á procura de modelos para o calendário de 2011, se estás a amamentar candidata-te pelo mail mamaraopeito@hotmail.com

Convêm dizer que com a compra deste calendário estará a contribuir para um melhor apoio à amamentação... Eu vou já reservar o meu!

A Mamar ao Peito pretende investir, com os lucros das vendas, em divulgação sobre a amamentação e em novas formas de ajudar as mamãs a terem sucesso na amamentação...
Contribua... Os bebés agradecem!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Sem palavras... ADOREI O TEXTO!

Eu não queria ter um filho e não queria ser mãe

(...)

 Felizmente para nós e para todas as famílias, mamãs e crianças, uma alimentação e consumos cuidados e conscientes, o amor incondiconal, o cultivo da feminilidade, a comunicação não violenta, o parto respeitado, o transporte do bebé pele-com-pele, a medicina holística e natural; as fraldas de pano; a cama partilhada com o bebé, a amamentação em livre demanda; a amamentação exclusiva até aos 6 meses; a amamentação prolongada (até quando a criança quiser), a introdução de alimentos sólidos pela mão do próprio bebé, a comunicação para a eliminação, as rodas de mães, os serviços das doulas, o apoio das especialistas em aleitamento materno, .... funcionam e tornam o dia a dia mais fácil, a família mais tranquila e saudável....

Vão ler o texto, está LINDO!! Parabéns Catia!

1º Encontro / Feira Maternidade Natural em Sintra

Mais que uma feira é um encontro entre mães, pais, famílias que acreditam que a Maternidade pode ser encarada de um ponto de vista mais natural. Vamos ter rodas de famílias onde debateremos temas relacionados com a maternidade natural: Gravidez e parto natural, fraldas de pano, higiene natural, co-sleeping, pano porta bebés, educação intuitiva, reflexologia infantil, amamentação, etc.



Grata pela divulgação!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Amamentar até quando?

Para quem não viu já está on-line o vídeo do programa Mundo das Mulheres:




É importante deixarem o vosso comentário AQUI
Os meus parabéns pelo tema!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Trabalho de parto? Quando ir para o hospital?

Até aos quatro centímetros de dilatação é parto, mas não é bem. É pré-parto. Não vale a pena ir para o hospital. Não vale a pena entregar-se ao nervoso miudinho. O truque é ficar em casa, relaxar e poupar forças.

Gente estranha...

Recebi este mail da minha colega Dulce... Partilho com vocês....

GENTE ESTRANHA.....




Gente estranha, essas bruxas..........

É gente de conteúdo interno que transcende a compreensão medíocre,

simplória. É gente que tem idealismo na alma e no coração, que traz

nos olhos a luz do amanhecer e a serenidade do ocaso. Tem os dois pés

no chão da realidade. É gente que ri, chora, se emociona com uma

simples carta, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom

livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago. É gente que ama e

curte saudades, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais,

admira paisagens. A poeira traz lembranças de chão curtido de sonhos

passados... Escuta o som dos ventos. Dança a dança do mundo pelo

simples prazer de dançar... É gente que tem tempo para sorrir bondade,

semear perdão, repartir ternura, compartilhar vivências e dar espaço

para as emoções dentro de si. Emoções que fluem naturalmente de dentro

do seu ser !! É gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem

fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que

sejam. Gente que semeia, colhe, orienta, se entende, aconselha, busca

a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um

pobre, de um analfabeto.

Gente muito estranha essas bruxas....

Gente de coração desarmado, sem ódio nem preconceitos baratos. Gente

que fala com plantas e bichos. Dançam na chuva e alegram-se com o sol.

Cultuam a Lua como Deusa e lhe fazem celebrações....

Eeeehhhh!!!!! Gente muito estranha essas bruxas.....

Falam de amor com os olhos iluminados, como um par de luas cheias...

Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, tem a mesma energia das

grandes marés, que vão e voltam numa harmoniosa cadência natural.

Apanham e assimilam os golpes, tirando lições dos erros e fazendo

redentoras suas lágrimas e sofrimentos. Amam como missão sagrada e

distribuem amor com a mesma serenidade que distribuem pães. Coragem é

sinônimo de vida, seguem em busca dos seus sonhos, independentemente

das agruras do caminho. Essa gente vê o passado como referencial, o

presente como luz e o futuro como meta...

Gente estranha essas bruxas....

Acreditam no poder do feminino, estão sempre fazendo da maternidade a

sua maior magia e através da incessante luta pela paz, chegam à

divindade de existir pelo amor da Grande Mãe, a natureza. Da mesma

forma que produzem-se num belíssimo visual, de elegância refinada com

as raias da vaidade, se vestem como verdadeiras bruxas medievais, a

caminho do patíbulo... Iluminam o corpo físico de beleza e jovialidade

com habilidade mágica, e com facilidade transformam-se, permitindo-se

um sóbrio aspecto de velha senhora, a depender da lua nos seus

espíritos....

Cultuam as sagradas tradições como forma de perpetuar as leis que

regem o universo, passando de geração para geração a fonte renovadora

da sabedoria milenar. São fortes e valentes, ao mesmo tempo humildes e

serenas. São leoas e gatinhas....

São muito estranhas as bruxas......

Com a mesma habilidade que manuseiam livros codificados, trabalham com

panelas e vassouras.... São aventureiras e criam raízes, dançam rock,

valsa e polka, danças sagradas....e inventam o que precisa ser

inventado !!!! Criam e recriam... Contam contos e estórias de fadas e

carochinhas...contam suas próprias histórias... Falam de generosidade

em exercício constante, buscam a plenitude como propósito...

Interessante essa gente, essas bruxas....

Se obrigam tarefas, de evoluir, de amar, de dividir...falam de

desapego em plena metrópole, em meio a tecnologia... Cantam mantras e

músicas populares, mas se emocionam com as folclóricas... Mexem com

ervas e chás, são primitivas e avançadas. Pulam da mesa do rei para um

abrigo montanhês, com o mesmo sorriso enigmático de prazer e sabedoria

que iluminava a face das suas ancestrais. Degustam um pão artesanal,

receita medieval da velha senhora das montanhas, com a mesma gula que

teriam em um banquete cinco estrelas, com pães ultra sofisticados,

daquela celebridade da cozinha francesa... Amam em esteiras e em

grandes suites, desde que sejam felizes, pois ser feliz é sempre a

única condição dessa gente estranha...

É gente que compra briga pela criança abandonada, pelo velho carente,

pelo homem miserável, pela falta de respeito humano... É gente que

fica horas olhando as estrelas, tentando decifrar seus mistérios...e

sempre conseguem... Gente que lê em fundos de xícaras, em bolas de

cristal, tarot, com pedras, na areia, nas nuvens, no fogo, no copo

d’água...

São muito estranhas !!!!!!

Oram para elementais, anjos e gnomos. Falam com intimidade com os

Deuses e lhes chamam para um círculo, fazem fogueiras e dançam em

volta. Viajam de avião, a pé, de carro e em lombos de animais,

agradecendo pelas oportunidades que a vida lhes dá... aliás, essa

gente estranha agradece por tudo, até pela dor, que chamam de mãe,

pois acreditam que é a forma mais rápida para a evolução...Se reúnem

em escolas iniciáticas que chamam de coven, para mutuamente se

bastarem, se protegerem e se resguardarem, resgatando valores e

estudando...

Muito estranhas são as bruxas...

Mas estranha mesmo é a fé que as mantém vivificadas ao longo de cinco

mil anos...

Que seja abençoada toda essa gente estranha.. Desconfio que é deste

tipo de gente que a DEUSA precisa para o terceiro milênio....



Autor desconhecido



Fonte: http://caminhosdofeminino.blogspot.com/2010/04/gente-estranha.html

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Uma exelente ideia!

http://www.fraldiskeiras.want.com.pt/ - Fraldas reutilizáveis made in Portugal



Fraldiskeiras nasce da identificação da necessidade de bebés e mamãs acederem a produtos e serviços, de qualidade, produzidos localmente e a preços acessíveis.



Todos os nossos produtos são fabricados nos lares de mulheres e homens que, como tu, acreditam que o nascimento de uma criança é uma oportunidade para abraçar um estilo de vida mais calmo, mais saudável, mais natural, mais instintivo e intuitivo.

O nosso sonho é que, desde o primeiro segundo de vida, cada criança se encontre rodeada de seres humanos atentos e conscientes de que a resposta às suas reais necessidades está no amor incondicional e na presença constante.


Excelente iniciativa!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Estudo sobre o parto em casa

Fui alertada por varias pessoas ( a quem desde já agradeço ) para o facto, de ter saído no Correio da Manhã uma noticia sobre um estudo que concluia que o parto em casa estava associado a um risco de morte neonatal três vezes superior, em relação ao parto hospitalar. O estudo é ESTE.

É claro que a reação não se fez esperar e aqui está o artigo descredibilizado:


http://www.themidwifenextdoor.com/?p=930

http://www.nctpregnancyandbabycare.com/about-us/what-we-do/policy/choiceofplaceofbirth 
 
 
Tirem as vossas próprias conclusões....

Eu vou escrever para o Correio da Manhã, não posso deixar de o fazer....


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Meditação

Na próxima 4ª feira dia 14 de Julho, ás 19h em Sintra, vou conduzir uma meditação especial, dirigida não só a casais grávidos, mas também a mulheres que nunca pariram e querem sentir o que é parir, para homens que querem acompanhar um parto, para mulheres que já pariram e que querem curar a  ferida do seu parto...

Vamos descer bem fundo... tocar nas nossas feridas, descobrir os nossos medos...
Vamos conhecer-nos melhor, descobrir um novo eu...
VAMOS PARIR!!! E ao parir libertamos o ser mamífero que temos dentro de nós, e sem mascaras recebemos o nosso filho! É transformador....

Vai ser a ultima antes das férias, depois só em Novembro.

Não me perguntem porque vai ser especial... mas vai ser.... Apareçam ENTRADA LIVRE.
Mais info: catarinapardal@sapo.pt ou pelo telm.919267844

Participa!




Juntem-se a nós no dia 10/10/10 - um evento sem precedentes. Cada nação, 24 horas, e TU!!!

Através do planeta, documentaristas, estudantes e cidadãos inspirados vão registrar a experiência humana durante um período de 24 horas. Participando desse evento histórico, vamos capturar a diversidade da vida e cultura no nosso planeta. Juntos criaremos um documento que será um presente para o mundo!


One Day on Earth Participant Trailer from One Day On Earth on Vimeo.


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Divulgo: Hoje - Programa Mundo das Mulheres

No programa desta 6ª feira vão falar sobre amamentação. Mas não sobre os benefícios do leite materno, porque isso, esperamos, já todos sabemos bem quais são!. Vão falar sobre até quando uma criança deve ser amamentada. Até aos 6 meses? Até o bebé ter dentes? Até já comer sólidos? Uma criança de 4 ou 5 anos que ainda mama, parece-lhe estranho?

Não percam o programa!!



quinta-feira, 8 de julho de 2010

DIVULGO: A CASA INFÂNCIA - Educando em casa

 Uma Educação Dignificante da Criança Pequena

Pelo direito da criança dos 0 aos 3 anos permanecer em casa e tentando encontrar uma alternativa social às creches e aos jardins de infância tradicionais, tem vindo a crescer por toda a Europa Ocidental e América do Norte um movimento composto por educadores de infância, professores, pedagogos, psicólogos, médicos e representantes de entidades de apoio à infância que procura encontrar respostas de ensino mais humanizado para a criança desta faixa etária.

Pesquisas demonstram que as creches e jardins de infância onde os educadores têm a seu cargo entre quinze a vinte cinco crianças são totalmente desadequados ao desenvolvimento óptimo de meninos tão pequenos, pois nesta idade os processos de socialização são ainda limitados.

Tem-se chegado à conclusão que os educadores de infância profissionais que oferecem no seu próprio lar (adequadamente adaptado e equipado) um serviço de atenção e cuidado à criança menor de 3 anos, em grupos muito reduzidos (4-5 crianças), e um ambiente familiar, conseguem responder com mais qualidade às verdadeiras necessidades educativas e emocionais da criança dos 0 aos 3 anos.

Estes educadores com amor, paciência, tempo e dedicação e com uma clara intenção pedagógica, acompanham as crianças no desafio que é para elas o dia a dia e oferecem uma resposta de qualidade à questão da conciliação da vida familiar e laboral, provocada pela incorporação plena da mulher no mundo do trabalho.

Encontra-se assim no ambiente saudável do Lar, criado por uma figura materna/paterna com quatro a cinco crianças no máximo, uma fonte poderosa de saúde que dá à criança de 0-3 anos as forças necessárias para se realizar no futuro como ser criativo e comprometido face à sociedade. Para que a criança, se situe, mais tarde, frente ao outro, com confiança, criatividade e entrega, é necessário que seja tratada na primeira fase da vida de uma forma absolutamente individualizada, com um contacto íntimo e protecção, de onde a sua experiência se impregna da qualidade do amor incondicional.

A CASA INFÂNCIA

A Casa Infância, é a casa de Eva, uma educadora de infância com formação e prática profissional. É uma casa aberta a crianças de um a três anos de idade, com a orientação na Pedagogia Waldorf.

Esta oferece um espaço de segurança, protecção e crescimento natural da criança dentro de condições privilegiadas. Como cinco é o número máximo de crianças que pode acolher, encontra-se assim garantida uma atenção personalizada e a observação das necessidades específicas de cada uma segundo o momento do seu desenvolvimento.

A CASA

Situada na Lapa, a Casa Infância é uma casa centenária com espaços amplos e boa exposição solar. Possui um jardim com árvores e plantas diversas que permite à criança a ligação com a natureza e a proximidade com o ritmo das estações do ano.

O BRINCAR

O espaço e os brinquedos foram concebidos de forma a fomentar o desenvolvimento da imaginação da criança através do jogo livre. Os brinquedos são em materiais naturais (madeira, lã, algodão, seda,…), muitos deles confeccionados pela própria educadora.

Realiza-se uma actividade diária como modelagem em cera de abelha, pintura com ceras naturais e aguarelas, confecção de pão e biscoitos, jardinagem, ... , sempre em função do ritmo do ano e suas estações.

O DESCANSO

Da mesma forma que o brincar, o descanso e o clima que consigamos criar para este momento tranquilo da criança é essencial para o seu bem-estar. Por isso, é iniciado o período da sesta com muita calma: canções marcam o momento para ir à casa de banho, lavar os dentes, tirar as pantufas e vestir os pijamas. Já deitadas, as crianças ouvem uma pequena história e canções de embalar.

AS REFEIÇÕES

Na Casa Infância é oferecida uma dieta vegetariana, à base de produtos biológicos, que varia em função da época do ano.

Dedica-se cada dia a um cereal, pois é no grão que residem os princípios básicos essenciais à saúde.

ENVOLVIMENTO DOS PAIS

Esta metodologia implica também um envolvimento dos pais, incluindo durante o período de adaptação, para que haja uma continuidade maior possível do ambiente, dos ritmos entre as duas casas (a da família e a do educador), e assim promover a segurança e bem-estar da criança.

FUNDAMENTAÇÃO PEDAGÓGICA

A fundamentação deste tipo de abordagem educativa tem por base principalmente os estudos antroposóficos do Dr. Rudolf Steiner relativos à natureza essencial do ser humano, especificamente aos três primeiros anos de vida.

Segundo ele, é o ambiente de um núcleo familiar natural, reduzido e caseiro que propicia o amplo e são desenvolvimento da criança menor de 3 anos. Só uma atenção verdadeiramente individualizada, amorosa e maternal, torna possível o desenvolvimento saudável e pleno em termos físico, afectivo, social e intelectual da criança pequena.

Nos três primeiros anos de vida da criança, têm lugar os três grandes pilares do ser humano, base de todo o futuro desenvolvimento das capacidades verdadeiramente humanas: Andar, Falar e Pensar. O desenvolvimento pleno e harmónico de estas grandes aquisições está em grande parte determinado pelo ambiente em que a criança está imersa. O contacto afectivo íntimo e directo com outro ser humano (figura maternal) é fundamental para que na criança se despertem de forma natural estas três qualidades.

CONTACTO

Para conhecer melhor esta casa, contacte:

Eva Rocha

mail: casainfancia@gmail.com

telemóvel: 936 28 34 71 / 919 57 12 75

telefone: 218 852 189

MORADA

Rua S. Domingos à Lapa, nº 75, R/C, Lisboa

(imediações do Hotel da Lapa)

1ª Feira-Encontro Maternidade Natural

Aceitam-se candidaturas pelo mail catarinapardal@sapo.pt para participar na 1ª Feira-Encontro Maternidade Natural em Sintra nos dias 25 e 26 de Setembro.
 Até já!

Coisas de Doula...

Faz no final deste mês 5 anos que tirei a minha formação de Doula!

Foi transformador..... não consigo colocar em palavras aquilo que senti.... o como mudou radicalmente a minha vida....

A minha filha tinha 15 meses e eu andava á procura de respostas para o meu parto... E foi quando li uma reportagem sobre doulas, na revista Pais&Filhos, que decidi - tenho fazer esta formação!!! Convém dizer que eu NUNCA tinha ouvido a palavra doula na minha vida.... mas um forte impulso levou me a seguir o meu instinto e fazer a formação...

O curso foi no Monte no Paio, Alentejo, adorei conhecer as minhas colegas e as formadoras, passamos o fim de semana juntas... uau.... que emoção!! Só de me lembrar... fico com uma lágrima a querer saltar....

Convém dizer que foi na formação que fiquei a saber quem são as Doulas....Foi neste fim de semana que ouvi falar pela primeira vez de partos humanizados, de co sleeping , dos malefícios das vacinas, de educação intuitiva, de panos porta bebes, de higiene natural ( ainda me lembro da cara que fiz quando soube que os bebés podiam ir á sanita :).... enfim.... daquilo que hoje me faz TODO o sentido!

A Carla Guiomar e a Luísa Condeço foram mulheres que tocaram no meu coração, e que fizeram de mim a mãe, doula, amiga e mulher que sou hoje, devo lhes MUITO, a elas e as minhas colegas de curso, principalmente Sónia, Rita e Barbara...
Tudo o que possa dizer sobre a minha formação de doula é minúsculo... só mesmo estando lá e sentir...

A Carla e a Lu disseram que era uma formação tão intensa que saiam de la mulheres gravidas, mulheres divorciadas, enfim.... a nossa vida nunca mais ia ser a mesma .... e não foi.... foi na minha formação que fiz o meu filho.... e quem me conhece hoje, sabe que a mulher que sou, nada tem haver com a mulher que fui!


Para celebrar estes 5 anos vou fazer um vídeo, gostava de ter nesse vídeo um bocadinho de todos os casais que fizeram preparação para o parto comigo, de todos os bebés que vi nascer, de todas as famílias que vi crescer, de todas as pessoas que espreitam o blog....
Podes contribuir com uma foto, uma frase, um desenho, uma musica, um vídeo.... enfim... da maneira que quiseres.... EU VOU AMAR!!!


Ate já!

Incentivar o aleitamento materno é ser fundamentalista ?????

A Moya em resposta a este post levantou uma questão muito pertinente:

"Geralmente não sou eu que vou ter com alguém a perguntar porque está a dar biberon, mas vêm é ter comigo a perguntar porque ainda amamento... E esta? "

Realmente temos te ter algum cuidado em não ferir susceptibilidades, em proteger de alguma forma as mães que não amamentam para não se sentirem culpadas... mas... e as mães que amamentam e são MUITAS vezes criticadas, julgadas, ofendidas, simplesmente porque não é vulgar amamentar um bebé/criança?

"Amamentar não é difícil.... difícil é ser mamífero na nossa sociedade tecnocrata"

terça-feira, 6 de julho de 2010

Morbi-mortalidade neonatal é maior nos partos em casa?

Lembram-se DESTE estudo que diz que "o risco de morte neonatal no parto em casa aumentou para o dobro em relação ao parto no hospital"

Recebi este mail do Drº Ricardo Jones e partilho com vocês:

"A respeito do trabalho publicado recentemente por médicos americanos, propondo nas conclusões que a morbi-mortalidade neonatal é maior nos partos em casa, eu falei a respeito desta questão com amigos ativistas dos Estados Unidos e Canadá. Entre eles recebi a comunicação do colega Michael Klein, que foi um dos responsáveis pelo recente estudo prospectivo envolvendo parteiras em hospital e domicilio e médicos no hospital na atenção de grávidas de baixo risco (ou risco usual). A carta abaixo foi aceita para publicação no referido jornal.

Esta é a resposta dele:

Klein, MD in Vancouver BC:

The offending article by Wax is already posted on our website. This study is so deeply flawed that it cannot be seen as anything other than politically motivated. Below find the letter that Patti Janssen and I sent to the Am J of Obs and Gyn and which has been accepted for publication.

Michael

American Journal of Obstetrics and Gynecology

Re: Wax J, Pinette M, Cartin A, Blackstone J. Maternal and newborn morbidity by birth facility among selected United States 2006 low-risk births. February 2010, Vol 202, Issue 2 152e1-152e5.

Standards for Validity in Home Birth Research

To the Editors:

The recent paper comparing maternal and newborn morbidity among births at home, hospital and in birth centers by Wax et al, reported that babies born at home more frequently experienced 5 minute Apgar scores below 7.1 The methodology employed brings into question the validity of this conclusion. This retrospective study utilized 2006 US Standard Certificates of Live Birth, used by 19 states in the US. To establish a low obstetrical risk population, multiple exclusions were applied to the data with the result that only 36.0% (745, 690/2,073,368) of women in participating states were included. Inclusion of only slightly more than one third of the potentially eligible population raises questions about the ability of birth certificates to identify women at low risk and consequently the generalizability of study findings.

Secondly, ascertainment of the type of birth attendant is missing for 4801 women or 0.6% of the sample. It is possible that at least some of these births were unattended. If this indeed the case, then these births, which would be expected to have high rates of suboptimal outcomes, might be over-represented in the home birth group, where the attendants are less likely to arrive on time for a precipitous birth. In addition, some women may have deliberately chosen to have an unattended birth and these would of course take place outside of a hospital or birth centre.

Since only 75% of the births studies were recorded as attended by a physician or midwife, fully one quarter may have been unplanned home births. Unplanned home births are well known to be at higher risk for adverse outcomes.

Lastly, the authors acknowledge that births for which complications necessitated transfer to hospital are attributed to hospital rather than to home or birth centre births. In contrast to the above biases, this bias would favor home births. They also acknowledge that perinatal mortality is not measured, which eliminates deaths occurring during labour. In view of these serious flaws, the statement that this study provides a "robust evaluation of maternal and newborn outcomes that is generalizable and reflects actual practice" cannot be supported. Without internal
validity, placed in question by missing data and the inability to attribute births to planned place of birth, the issue of external validity or generalizability is irrelevant.

Recent studies in Canada2,3 and the Netherlands4 have used population-based perinatal databases with mandated participation by midwives and documentation of intended place of birth and attendant, as well as relevant outcomes including intrapartum fetal death. American studies of place of birth must meet this standard in order to draw valid conclusions and allow international comparisons.

1. Wax J, Pinette M, Cartin A, Blackstone D. Maternal and newborn morbidity by birth facility among selected United States 2006 low-risk births. Am J Obstet Gynecol. 2009;202(2):152e151-e155.

2. Janssen P, Saxell L, Page L, Klein M, LIston R, Lee S. Outcomes of planned home birth with registered midwife versus planned hospital birth with midwife or physician. Can Med Assoc J. 2009;181:277-383.

3. Hutton K, Reitsma A, Kaufman K. Outcomes associated with planned home and planned hospital births in low-risk women attended by midwives in Ontario, Canada, 2003-2006: A retrospective cohort study. BIRTH. 2009;36(3):180-189.

4. de Jonge A, van der Goes B, Ravelli A, et al. Perinatal mortality and morbidity in a nationalwide cohort of 529, 688 low-risk planned home and hospital births. BJOG. 2009;116:1177-1184.

Planned Home Births Associated with Tripling of Neonatal Mortality Rate Compared to Planned Hospital Births*

According to New Study Published in the American Journal of Obstetrics & Gynecology

Philadelphia, PA, July 1, 2010 - About 1 in 200 women in the US delivers her baby at home, with approximately 75% of these low-risk, single-baby births planned in advance as home deliveries. In a study published online today by the American Journal of Obstetrics & Gynecology (AJOG), researchers from Maine Medical Center, Portland, Maine, analyzed the results of multiple studies from around the world. They report that less medical intervention, characteristic of planned home births, is associated with a tripling of the neonatal mortality rate compared to planned hospital deliveries. Planned home births were characterized by a greater proportion of deaths attributed to respiratory distress and failed resuscitation.

"Our findings raise the question of a link between the increased neonatal mortality among planned home births and the decreased obstetric intervention in this group," according to lead investigator Joseph R. Wax, MD, Division of Maternal-Fetal Medicine, Department of Obstetrics and Gynecology, Maine Medical Center. "Women choosing home birth, particularly low-risk individuals who had given birth previously, are in large part successful inachieving their goal of delivering with less morbidity and medical intervention than experienced during hospital-based childbirth. Of significant concern, these apparent benefits are associated with a doubling of the neonatal mortality rate overall and a near tripling among infants born without congenital defects (nonanomalous). .These findings echoconcerns raised in a recent large US cohort study in which home births experienced significantly more 5-minute Apgar scores <7 as compared to low-risk term hospital births, suggesting an increased need for resuscitation among home births.

Therefore, the personnel, training, and equipment available for neonatal resuscitation represent other possible contributors to the excessive neonatal mortality rate among planned home births."

Investigators conducted a rigorous metaanalysis through which the peer-reviewed medical literature was searched for studies that contained information about home and hospital deliveries, including morbidity and mortality data for both mother and child. They extracted data for a total of 342,056 planned home and 207,551 planned hospital deliveries. The results are striking as women planning home births were of similar and often lower obstetric risk than those planning hospital births.

In contrast to neonatal mortality rates, investigators observed that perinatal mortality rates for planned home and hospital births were similar overall, as well as just among nonanomalous offspring.

Mothers in planned home births experienced significantly fewer medical interventions including epidural analgesia, electronic fetal heart rate monitoring, episiotomy, and operative vaginal and cesarean deliveries. Likewise, women intending home deliveries had fewer infections, perineal and vaginal lacerations, hemorrhages, and retained placentas. Data also showed that planned home births are characterized by less frequent premature and low birthweight infants.

AJOG Editors-in- Chief Thomas J. Garite, MD, and Moon H. Kim, MD, commented that "The report by Wax et al supports the safety of planned home birth for the mother, but raises serious concerns about increased risks of home birth for the newborn infant. This topic deserves more attention from public health officials at state and national levels."

The article is "Maternal and newborn outcomes in planned home birth vs planned hospital births: a metaanalysis" by Joseph R. Wax, MD; F. Lee Lucas, PhD; Maryanne Lamont, MLS; Michael G. Pinette, MD; Angelina Cartin; and Jacquelyn Blackstone, DO. It will appear in the American Journal of Obstetrics & Gynecology, Volume 203, Issue 3 (September 2010) published by Elsevier. DOI: 10.1016/j.ajog.2010.05.028"


:)

Estou cansada....

Diria que exausta mesmo....

Ser Doula é lindo, magico, transformador...

Ser Doula de pré-parto é algo que adoro, transmitir informação ás gravidas, aos casais grávidos é fantástico.... Mas nem tudo são rosas e ouvir uma mãe que fez preparação para o parto comigo a dizer que vai fazer uma indução porque o bebé estava muito grande... é no mínimo... desmoralizante

Ser Doula de parto é algo indescritível.. todas as palavras seriam pequenas para vos dizer o quanto AMO ser doula de parto. Mas assistir a um parto onde a mãe não tem liberdade de movimentos é.... no mínimo....triste ( e assistir a uma episio... ui... nem vos digo...). Para além de que temos de estar disponíveis por telemóvel durante 24 horas, só mesmo uma doula ( e uma parteira também ) para perceber que isto é MESMO muito difícil - estamos sempre preocupadas se temos rede, se temos bateria... é um stress....


Ser Doula de pós-parto é muito gratificante.... sentir que podemos ajudar uma  mãe a ter mais confiança em si própria.... é muito recompensador. O problema é quando a mãe até quer andar com o bebé ao colo mas lá vem um familiar que diz que isso é criar maus hábitos....


Ser conselheira em aleitamento materno é fantástico, quando as mães querem verdadeiramente dar de mamar e por algum motivo não estão a conseguir é tão bom poder ajudar! O problema é quando vem o pediatra e diz que o bebé está muito magrinho....

Dar aulas de pós-parto, ver os bebés a crescer ( e as mães também ) é.... muito recompensador... mas custa que depois de dizermos 500 vezes que não há leite fraco.... ouvir a mãe dizer que o seu leite não é muito bom...

São só alguns exemplo da vida de uma Doula, Educadora Perinatal e Conselheira em Aleitamento Materno, que para além de ter de gerir estes papeis todos, ainda tem uma família... 2 filhos lindos ( 1 dos quais vai este ano para o 1º ano!!! )

É difícil conjugar todos  estes papeis ...acreditem que sim...é difícil trabalhar com recém-mães a quem se tem que ter MUITO cuidado com o que dizemos e com a maneira como que dizemos... Se eu disser a uma mãe que o bebé veio fazer a aula com o cabelo todo no ar.... ui.... já a estou a ver a chorar no meu ombro, porque acha-se a pior mães do mundo pois nem penteou o seu bebé antes de sair de casa.. Temos de ter mil cuidados com a maneira com que dizemos e o que dizemos a uma mãe.... e quando se esta cansada... dizemos alguns disparates :)
 A doula não é conselheira - logo aqui entra em choque o facto de ser conselheira em aleitamento materno,não faz juízos morais - não é fácil mais vai-se ganhando calo.
A doula estimula o senso crítico da mãe - muito mesmo
A doula ajuda a despertar uma consciência - UMA GRANDE AJUDA

"Não somos uma muleta, somos uma companheira num caminho.
Não damos o peixe, mas podemos ajudar a construir uma cana de pesca.
Compete a nós Doulas, não deixarmos que façam de nós muletas" - esta parte não é assim tão facil de dar a entender, porque a verdade é que estão muitas vezes á espera que façamos algo...


"Estar ao lado, não tomar decisões pela outra pessoa, mas participar no seu processo transformativo, estar presente, ouvir, dar pistas, mas sobretudo ouvir, porque às vezes basta a uma pessoa permitir-se ter voz e ter um eco da sua própria voz, para encontrar as suas respostas. "
 
Acham que é fácil ser Doula e CAM?
 
O que é uma CAM - As Conselheiras em Aleitamento Materno prestam apoio e informação às mães, transmitindo-lhes a confiança necessária para que possam amamentar tranquilamente os seus bebés. Ajudam a resolver as dificuldades que possam surgir durante o período de amamentação mas o seu trabalho também pode começar antes, oferecendo informação sobre aleitamento materno às mães e pais, ainda durante a gravidez.

Quando consultar uma Conselheira em Aleitamento Materno?

Os motivos mais comuns para consultar uma Conselheira em Aleitamento Materno são:

• Ingurgitamento mamário doloroso

• Mamilos doridos/com fissuras

• Baixo aumento de peso no bebé

• Dificuldades na pega/recusa em mamar

• Informação Pré-Natal (mães e pais que procuram informação sobre amamentação durante a gravidez, como preparação para depois do nascimento)

• Estratégias de ajuda para a mãe que retomou/vai retomar o trabalho

• Quando a mãe parou de amamentar e deseja retomar (relactação)

• Mãe que deseja amamentar um bebé adoptado

No entanto se a mãe sentir qualquer outra dificuldade durante a amamentação pode sempre consultar uma conselheira ( daqui ).

Uma CAM dá conselhos, uma doula não é conselheira...

Lembro-me que uma vez uma doula contou-me que uma mãe não queria amamentar o seu bebé, o pai insestia para que ela o fizesse, então pediu á doula para dizer ao marido ( que confiava muito nessa doula ) que ela não tinha mesmo leite.... A doula fez a vontade á mãe ( que fora vitima de abuso sexual e ainda não tinha resolvido a questão, fazia-lhe muita confusão dar de mamar e recordar-se desse momento...)

Eu própria como doula já fui abordada mais que uma vez por mães que querem desmamar os seus bebés.... como podem imaginar não é nada fácil... nada mesmo...  Mas como doula eu tenho de apoiar esta mãe na sua decisão!


Mas sabem que o mais difícil para mim é ver famílias que até possuem informação a desperdiça-la.... é ver mães e pais a dizer um coisa e a fazer outra, a não sererem verdadeiros com eles próprios! Para mim é um desgaste emocional GIGANTE!

Pronto já desabafei.... quem está a ler não vai entender muito bem o que estou aqui a escrever, mas resume-se a isto - estou a precisar de férias como as que vou fazer em Agosto - 1 mês sem ligar o computador e sem atender o telemóvel!!! VAI SER MESMO BOM!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Terminei mais um curso de Reflexologia podal Infantil

No sábado terminei mais um curso de reflexologia infantil para pais.

Foi uma bênção estar com 4 famílias que aceitaram o desafio. A saúde dos nossos filhos passa literalmente pelas nossas mãos!

Para terminar em beleza, convidei casais que já fizeram o curso e 2 famílias grávidas para se juntarem a nós num fantástico pic-nic. Foi fabuloso, a energia que se criou foi... mágica... com tantas crianças só podia :) Grata por fazerem parte da minha vida!!!



Não posso deixar de agradecer ás minhas formadoras Angeles e Cora, a todos os meus colegas de curso e deixar um beijinho especial á Fernanda que trouxe a reflexologia infantil para Portugal! Sintam todos o meu forte abraço!

"Derecho al buen parir",



Trailer de 6 minutos sobre o documentario "derecho al buen parir", realizado no Peru. Dirigido por Anabella Guagliardo.

sábado, 3 de julho de 2010

Workshop - Como ajudar uma mulher em trabalho de parto?

Workshop para acompanhantes de parto ( não profissionais ) Dia 7 de Julho, 4ª feira, das 18h30m ás 20h30m em Sintra.

Este workshop de duas horas destina-se a pais, avós, tias, amigas,…, que queiram acompanhar uma mulher durante o parto.


Programa:
Necessidades básicas de uma mulher em trabalho de parto

Técnicas para o alivio do desconforto:

1. Na gravidez

2. Durante o parto

3. Durante o pós-parto



O Parto

1. Quando ir para a maternidade / Quando chamar a Parteira

2. O que levar / O que ter em casa

3. Dicas para ajudar uma mulher em Trabalho de Parto

4. A "importância" da respiração

5. Relógio - amigo ou inimigo?




Será entregue documentação.

Preço:

10 euros (para 2 pessoas – grávida e seu acompanhante)

nota: se a grávida quiser trazer mais que um acompanhante paga mais 5 euros por acompanhante

Inscrições e mais informação: catarinapardal@sapo.pt ou tel.919267844

Hoje vou apanhar batata!

Adoro morar no campo!
Espreitem esta excelente reportagem:

Querem mudar de vida, tal como os seus pais e avós, mas têm outros valores...João Carvalho viveu onze anos em Londres. Teve êxito, mas fartou-se do frenesim citadino e dos horários das 9 às 5. Optou por uma existência mais simples. Veio viver com a mulher e o filho recém-nascido para uma casa velha que comprou na Benfeita, em Arganil Está a reconstruir a casa pelas suas próprias mãos. Só usa ferramentas manuais, e o mínimo de cimento ou de combustíveis fósseis. O casal é vegetariano. Por isso, quando chega a hora de almoço, Claire só tem de descer às hortas abandonadas mais próximas para colher a refeição. Também já fizeram vinho e cinquenta litros de azeite. João desistiu propositadamente de uma vida com torradeiras e aquecimento eléctrico. Podia tê-la sem dificuldade, mas quer “viver com menos”, como diz. Claire e João são um exemplo de um grupo de novos rurais com crescente implantação nalgumas partes esquecidas de Portugal, como a serra da Lousã ou o barrocal algarvio. Os primeiros destes neo-rurais eram estrangeiros. Vinham de uma Europa Central então ameaçada por Chernobyl. Por cá, desde os anos quarenta do século passado que as migrações eram em direcção às cidades. Foi este êxodo que transformou Portugal num pais macrocéfalo, com um interior cada vez mais desertificado e a população concentrada no Litoral e na Grande Lisboa. Mas o mundo rural mudou muito nos últimos trinta anos. Os tractores substituíram o trabalho braçal. Hoje também há supermercados, auto-estradas, subsídios comunitários, Internet. Iniciou-se outra migração interna, a mudança para o campo dos ex-citadinos, e os geógrafos até já distinguem diferentes grupos de “neo-rurais”: os que partem por motivação ecológica, os que na reforma regressam à terra natal, aqueles que se dedicam ao tele-trabalho, e até os desempregados por causa da crise... São algumas dessas pessoas que o documentário vai encontrar. “Valorizam o seu próprio tempo e modos de vida mais solidários “ – explica a geógrafa Teresa Alves – “e vão à procura de actividades em equilíbrio com a natureza. Também são pessoas que têm uma cultura de território e que buscam um lugar específico onde possam ser felizes”


Espreitem o filme aqui: http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=18374&e_id&c_id=1&dif=tv&sms_ss=facebook

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Partilho - "I won't ask you why you didn't breastfeed"

 
Trata-se de uma carta inspirada por um dos comentários ao artigo "I formula fed - so what?" da revista inglesa Mother and Baby.

O texto chama-se "I won't ask you why you didn't breastfeed": http://networkedblogs.com/5o2je
 
As vezes pergunto-me:
Será que aquilo que escrevo no blog pode magoar alguém?

Casa Inteiramente Dedicada à Maternidade

A CRIAÇÃO DESTA CASA ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS!


Foi apresentada, no âmbito do Orçamento participativo 2011 da CML, a proposta de criação, e Lisboa, de uma "Casa Inteiramente Dedicada à Maternidade".

COMENTA, DIVULGA E, A PARTIR DE 1 DE OUTUBRO, VOTA!

Mais informações AQUI

Porque é que eu acredito e apoio a iniciativa? Porque apesar de viver numa aldeia, gostava de viver numa "Aldeia Inteira"!


E tu, vives numa "Aldeia Inteira"?


“É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança” e uma “aldeia inteira” não cabe entre quatro paredes, não se mede em m2 e número de assoalhadas cheias de objectos e pessoas televisionadas.






Uma “aldeia inteira” tem gente de verdade, tem mães, pais, avós, tios e tias, vizinhos sempre dispostos a ajudar as recém mamãs e a deitar um olhinho aos mais novos. Numa “aldeia inteira” nenhuma mãe é deixada 10, ou mais, horas por dia com um recém-nascido, sem tempo para cuidar de si e dos seus. Nenhuma mãe tem que sarar sozinha e em silêncio as dores físicas e emocionas que o nascimento e parto podem provocar. Numa “aldeia inteira” há comunidade, pertença e partilha






Numa “aldeia inteira” existem doulas, conselheiras de aleitamento materno, parteiras e todo o tipo de recursos para apoiar mães e bebés fora do contexto hospitalar porque, na “aldeia inteira” sabem que nascer, viver e morrer não é doença. Há sempre alguém que é mais velho, mais sábio e mais experiente para nos guiar e apoiar com tranquilidade. Nenhuma mãe tem que pagar para aprender como dar à luz e nutrir o seu próprio filho. Nenhuma mãe é aterrorizada com histórias macabras de partos difíceis e nados mortos, de leites que secam, que são fracos ou aguados, ao ponto de ter medo de parir e acreditar que é incapaz de amamentar as suas crias. Numa “aldeia inteira” as taxas de cesariana não estão, como entre nós, acima dos 30% (sendo que há instituições privadas onde ultrapassam os 90%), nem as taxas de aleitamento materno exclusivo (isto é, sem leite artificial) se encontram nos mesmos 30%. Numa “aldeia inteira” há conhecimento e passagem da informação.






As mães da aldeia inteira alimentam-se bem e vivem de forma saudável. A qualidade do leite das mães da “aldeia inteira” é a melhor do mundo (aqui também mas ninguém parece saber). Os bebés da aldeia inteira são alimentados ao peito, as crianças da aldeia inteira apanham sol em vez de, como aqui, beberem vitamina D engarrafada; comem frutas, legumes, carne e peixe sem produtos químicos em vez de, como aqui, tomarem vitamina C e outros suplementos, também engarrafados. Na aldeia inteira não há crianças obesas, com problemas respiratórios, eczemas e tantas outras doenças típicas das crianças citadinas do mundo ocidental. Numa “aldeia inteira” há alimentação de qualidade e fomento de hábitos saudáveis.






Numa “aldeia inteira” as mães e pais sentem-se seguros e confiantes, sabem o que é melhor para os seus filhos e sabem que são as melhores pessoas no mundo para lho proporcionar. Não entregam o presente e o futuro das suas crias à exclusiva responsabilidade de pediatras, enfermeiros e enfermeiras, professores e professoras, educadores e educadoras variados. As mães da “aldeia inteira” não sofrem de depressão pós parto porque existem condições físicas e humanas para que se possam viver a maternidade na sua plenitude. Numa aldeia inteira há empowerment, há confiança.






Uma “aldeia inteira” tem crianças. Crianças de todas as idades, todas misturadas, as mais novas a aprender com os mais crescidos o que mais tarde vão “saber” “ser” e “fazer”, os mais velhos a aprender desde cedo a cuidar de quem é mais indefeso. Numa “aldeia inteira” não existem “depósitos de crianças” (a que chamamos creches, infantários e berçários, ATL’s) onde estas são fechadas e segregadas por idades (nem “salas de espera da morte” às quais chamamos lares, centros de dia, OTL’s, na esperança de nos esquecermos de que os filhos que depositamos hoje nos vão lá largar amanhã). As crianças acompanham as mães nas suas actividades diárias. Nenhum bebé é deixado sozinho a chorar ou em frente à televisão. O ritmo de vida permite integrar os mais pequenos em vez de, como aqui, os excluir. Porque numa aldeia inteira, as mães tem espaços onde estar com outras mães e onde trabalhar com as suas crianças por perto. Na “aldeia inteira” nenhuma jovem chega à idade de ter filhos sem nunca ter tido um bebé nos seus braços, sem nunca ter visto um bebé ser amamentado ao peito. Numa aldeia inteira há observação, participação e aprendizagem pela experiência.






As crianças da “aldeia inteira” cantam, brincam, pintam, dançam, sujam-se livremente (e gratuitamente). Os bebés aprendem a gatinhar e andar na terra, nos campos verdes, na relva e não, como aqui, em andarilhos de plástico que lhes deformam as pernas fechados, dentro das suas casas (ou dos seus depósitos). Curiosamente, ou não, as crianças da “aldeia inteira” não sofrem de défice de atenção e não tem 1001 alergias. Numa aldeia inteira há brincadeira.






Numa “aldeia inteira” os passeios são para as pessoas e não para os veículos, os jardins são para as crianças brincarem e não apenas para os cães e seus dejectos. As famílias podem permanecer nos espaços públicos limpos, vigiados, sem ruídos que assustam os bebés, sem fumos vários de muitos escapes, à sombra e sem medo de serem assaltadas a qualquer momento. Numa aldeia inteira há espaço e segurança.






Uma “aldeia inteira” não sofre de desertificação, envelhecimento, baixa de natalidade porque na aldeia inteira apoia-se a vida na prática e não apenas em intenção.






Eu e o meu bebé não vivemos numa “aldeia inteira”, aqui, onde nós vivemos, foram implementadas medidas de política que permitem às mães ficar em casa com os seus bebés até aos seis meses mas as dificuldades de SER MÃE nesta cidade são tão grandes que há muito quem descreva os primeiros meses de vida dos seus filhos como tendo sido “um inferno”, “um suplício”, “um horror”. SER MÃE, em Lisboa, em 2010, é ficar em casa fechada, sozinha, mais de 10 horas por dia, sem tempo para preparar refeições completas, sem conselhos sábios quando o leite sobe, as mastites chegam ou a primeira febre do bebé aparece. É ir às urgências com o filho para descobrir que este não tem nada de urgente mas não dispor de mais nenhuma instância de apoio. É não saber distinguir um pico de crescimento de um bebé e desesperar porque se pensa que é a má qualidade do nosso leite e dos nossos cuidados que o fazem chorar. É ir ao “cantinho de amamentação” do nosso centro de saúde e descobrir que não passa de um papel colado a uma porta. É ter que pagar para toda e qualquer actividade que inclua bebés porque, infelizmente, os nossos filhos só são tidos em conta enquanto potenciais consumidores. É querer alimentação de qualidade e não a encontrar porque os restaurantes não tem motivos para fazer comidas particularmente saudáveis para mães e bebés. É sair à rua e não ter passeios, nem sombras, não conseguir proteger os bebés dos ruídos dos carros, do calor, da chuva, do frio. É ser assaltada no eléctrico 28 e no Jardim do Torel sob o olhar impávido das autoridades. É ter na alcatifa da FNAC e do átrio de alguns museus, os únicos espaços não molhados e gelados onde um bebé pode gatinhar no inverno. É ser expulsa de jardins de entidades públicas por estes (incompreensivelmente) não estarem abertos ao público. É querer um jardim sem urina e cocó de cão para descansar com o bebé e não encontrar. É ter que lidar com o voyeurismo de quem pensa que uma mama é um objecto sexual e não apenas a fonte de alimentação dos nossos filhos.






Eu e meu filho não vivemos numa “aldeia inteira” e não temos por intenção transformar a nossa cidade inteira. Eu e o meu bebé, tal como muitas outras mães, pais, bebés e amigos da humanidade, acreditamos que é possível criar um “ESPAÇO INTEIRAMENTE DEDICADO À MATERNIDADE”. Uma casa com jardim onde as mãe se bebés possam encontrar comunidade, pertença e partilha, conhecimento e passagem da informação, alimentação de qualidade e fomento de hábitos saudáveis, empowerment e confiança, observação, participação e aprendizagem pela experiência, brincadeira, em suma, onde possam encontrar espaço e segurança.






Esta proposta é para que se crie uma casa seja uma porta aberta para receber grávidas, mães, pais e bebés de Lisboa. Uma casa na qual as famílias se sintam seguras, cuidadas, acompanhadas e aceites. Uma casa que seja catalisadora das muitas instituições da sociedade civil, profissionais, pais e mães que trabalham por uma vida melhor para as nossas mamãs e bebés. Já há muita gente a trabalhar para trazer a “aldeia inteira” à cidade. Vamos juntar todos os esforços num só espaço para assim chegar à cidade inteira.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Parto em casa - vantagens e desvantagens

O parto em casa tem vantagens e desvantagens em relação ao parto hospitalar, segundo um estudo publicado no American Journal of Obstetrics and Gynaecology, citado pela BBC.

Os investigadores analisaram mais de 500 mil partos (350 mil em casa e 200 mil no hospital), na América do Norte e na Europa.

As mulheres que tiveram os filhos em casa recuperaram mais depressa do parto, uma vez que foram sujeitas a menos intervenções médicas. Assim, diminuiu o risco de lacerações, de hemorragia pós-parto e de infecções.

Por outro lado, o risco de morte neonatal no parto em casa aumentou para o dobro em relação ao parto no hospital. Como só as mulheres com gravidezes normais são seleccionadas para ter parto em casa, os investigadores alertam que o risco comparado pode ainda ser maior, já que no hospital nascem bebés de gravidez com problemas.

As causas da morte neonatal podem estar relacionadas com problemas respiratórios durante o parto e tentativas falhadas de ressuscitação.

Ainda assim, segundo o mesmo estudo, o risco de um bebé morrer no parto é muito baixo: 0,2 por cento.

Entrevistada pela BBC, Mervi Jokinen, do Royal College of Midwives (associação de parteiras), disse que o estudo era «interessante», mas questionou a validade dos resultados em países como o Reino Unido, onde as parteiras precisam de uma certificação para poderem assistir o parto em casa.

«Aqui, as parteiras têm competências e experiência em partos em casa e em ressuscitar recém-nascidos. O que não acontecerá em muitos países onde o estudo foi feito», afirmou.

 

Fonte: Revista Pais&Filhos