Sobre o blog:

“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones

segunda-feira, 31 de março de 2008

????? Ministra da Saúde não aceita que sejam as grávidas a decidir a forma como dão á Luz???????

Parto por cesariana está a gerar polémica no sector da saúde

«A ministra Ana Jorge está preocupada com a disparidade entre os números de cesarianas nos hospitais públicos e nos privados


A ministra da Saúde não aceita que sejam as grávidas a decidir a forma como dão à luz, numa altura em que se discute a liberdade de escolha entre o parto natural e a cesariana.

A Associação Portuguesa de Bioética defende que as mulheres devem poder escolher entre uma cesariana e um parto normal, no serviço nacional de saúde, tal como acontece no privado.

A ministra da Saúde, Ana Jorge, está preocupada com a disparidade entre os números de cesarianas nos hospitais públicos e nos privados.

A Associação Portuguesa de Bioética concorda e quer que as mulheres tenham liberdade de escolha no sector público tal como já acontece no privado, mas para quem pode pagar.

Equidade e justiça social são as bases de um parecer onde se põe em causa se a cesariana é mais cara que o parto normal.

O parecer foi enviado ao Ministério da Saúde mas, ao que tudo indica, não vai sair do papel. Ministra da saúde e Bastonário da Ordem dos Médicos não querem medicina a pedido.

A ministra promete agir se as auditorias mostrarem práticas abusivas na privada. A Ordem dos Médicos promete sanções para quem actuar de modo diferente nos dois sistemas.
RTP»

Fonte:RTP


http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=336303&visual=26


!!!!!!Mas como é que a ministra da Saúde não aceita que sejam as grávidas a decidir a forma como dão à luz!!!!!! entendo perfeitamente a necessidade de não haver cesarianas a pedido, mas isso pode afectar as mulheres que desejam pedir um parto natural, confundindo-se os dois tipos de pedido.

Tenho um certo receio de que o não premitir as mulheres escolherem uma cesariana, vá impedir a entrega de um plano de parto...

Substâncias perigosas em pijamas infantis


«Estudo da Deco avaliou pijamas escolhidos de forma aleatória com base em normas auto--regulatórias

Alexandra Marques

A Deco - Associação de Defesa do Consumidor detectou "substâncias perigosas", por poderem causar alergias, eczemas e irritação na pele, em cinco dos 15 pijamas infantis analisados. As marcas Billy Blue BG Folich, Chicco Chi by Night, Noddy Verbauet), Ruca (Fábrica de Tecidos Jacinto) e Prénatal Giants Club apresentaram ftalatos.

Esta substância plastificante encontra-se nos estampados e "estudos animais mostram que que pode prejudicar o fígado e os rins". O artigo publicado na "Teste Saúde" de Abril alerta ainda para o facto destes químicos serem "sobretudo perigosos em artigos de puericultura destinados a crinças pequenas, que os levam à boca por longos períodos."

No pijama Prénatal Giants Club foi ainda encontrado formaldeído, um composto orgânico "reconhecido como cancerígeno" para o ser humano e "o contacto directo com a pele, em especial das crianças, pode provocar irritação".

Sem propósito publicitário, mas com o intuito de sossegar os pais quanto às restantes dez marcas que passaram no exame, o JN faz questão de as mencionar.

São elas as da Disney Tigger (H&M); Red Code; Oysho Peanuts Snoopy; Piratas das Caraíbas (La Redoute); C&A Disney Pixar, Zara Super Homem; Graipe de Rêve (Fabio Lucci); Benetton Red Wood Mall; Petit Patapon Bed Time e Disney Minnie Dance. Por não haver uma lei reguladora para os têxteis infantis, a Deco avaliou o teor de químicos "com base na norma ÖKo-Tex Standard 100" e os ftalatos pela "directiva dos brinquedos e artigos de puericultura".

A Deco informou os respectivos fabricantes do resultado do estudo, mas segundo Fátima Ramos, apenas a Billy Blue reagiu, garantindo que a próxima colecção já não conterá a tal substância. A Prénatal respondeu que os seus pijamas "estavam dentro da lei".

Porque foi analisada a presença de corantes, formaldeído, ftalatos, benzeno e metais pesados e destas substâncias "apenas os corantes azóicos, que libertam compostos cancerígenos, têm limites definidos numa directiva".

"A escolha foi aleatória. Procurámos marcas representativas e fomos a grandes cadeias de distribuição e hipermercados", explicou a técnica, que adiantou ao JN estar este resultado "dentro da média europeia". Ou mesmo acima, uma vez que em Portugal não foram detectados corantes.

A quem compra roupa para crianças, Fátima Ramos aconselha a preferência pelo rótulo ecológico europeu ou Öko-Tex, como garantia de ausência de químicos nocivos e a lavagem obrigatória e prévia de qualquer peça têxtil (a elevadas temperaturas) "porque desta forma se elimina grande parte do risco.»

Jornal de Notícias

quarta-feira, 26 de março de 2008

Workshop de Massagem Infantil


Para pais e bebés (dos 0 aos 12 meses)! Com a minha colega e amiga Sónia Sousa.


O Toque, esse importante sentido que se forma tão precocemente quanto a cobertura de todo o corpo do feto com pele - o maior orgão do corpo humano!


Ainda na barriga da sua mãe o bebé sente a energia e o calor do toque; quando nasce a promoção do contacto pele-com-pele vincula o bebé aos seus pais, transmitindo-lhe calor, energia, proximidade e segurança.

Venha saber mais acerca da massagem infantil, seus principais benefícios e pratique com o seu bebé alguns movimentos que, certamente irão apreciar!


O Workshop será para pais e bebés (dos 0 aos 12 meses), no próximo dia 29/03/08, das 16h às 18h!


O valor da inscrição, por cada família (mãe/pai e bebé) é de €20,00.

Inscreva-se por telefone ou via e-mail (http://www.barrigasebebes.com/)!


Aproveite o tempo (de qualidade) em família!


No Barrigas&Bebés em Odivelas.

Kit de pompoar Stella Alves



Fiquei com livros ( Pompoar e a arte de amar )e Kits de pompoar da Stella Alves, se quiserem comprar ou se souberem de alguém que queira, podem entrar em contacto comigo:



Mail - catarinapardal@sapo.pt


MSN - catarina_doula@hotmail.com


telemóvel- 919267844


Aproveito também para anunciar o regresso da Stella a Portugal para meados de Setembro, esperamos que com o seu novo curso :)

Foi um sucesso!!!

A vinda da Pp.Stella Alvesa Portugal!

O que posso dizer.... eu sou suspeita.... mas espreitem este post....

estou tão orgulhosa :)

Palavras da Walesca ( participante dos 2 cursos )

"Pessoas queridas
Só gostaria de dizer que quem não participou dessa formação, PERDEU!!!!
Foi um espectáculo!
Tenho certeza absoluta que as 25 mulheres que saíram dessa formação ontem, JAMAIS serão as mesmas que entraram.
Foi um dia divertidíssimo, cheio de energia feminina e muita sensualidade.
Parabéns, mais uma vez, a Catarina, pela iniciativa, realização e completa dedicação.
Parabéns à Stella Alves, pela desenvoltura com que trata de um tema tão delicado e tão atraente, porém tão cheio de tabus.
Parabéns à todas aquelas que tiveram a coragem de se permitir estar lá, entregues à elas mesmas, buscando melhorar e intensificar seu prazer.
Foi uma honra desfrutar o meu domingo ao lado de tantas mulheres especiais…
Grande abraço,
Waleska Nunes"


Palavras para quê? Em Setembro não podem faltar... sim a Stella Alves vai voltar!!!!

terça-feira, 25 de março de 2008

ADP na Praça da Alegria


A Associação Doulas de Portugal vai estar presente na emissão da Praça da Alegria na RTP1, quinta-feira dia 27 de Março e será representada pelas Doulas Bárbara Yu, Magda Costa e Rosa Maria.
O tema será a humanização do nascimento e o papel da Doula na assistência não médica na gravidez e no parto.

A não perder!!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Workshop sobre homeopatia na gravidez

Rosalina Marshall, licenciada em Homeopatia pelo Center for Homeopathic Education em Londres e e filosofia pela FCSH- Universidade Nova de Lisboa.
Nasceu em Lisboa, é casada e tem dois filhos e em Londres exerce homeopatia e tem desenvolvido projectos e workshops na área da gravidez e parto


O workshop é direccionado a grávidas ou para quem planeia ter um bebé, para compreender como funciona a hoemopatia e de que forma pode ser útil para tratar as mães e bebés de forma simples e saudável

Sábado 5 de Abril 2008
das 10h às 17h
Colégio Baforeira, Rua Camilo Dionisio Alvares, nº585. A 50m da estação de comboios da Parede

Preço 60 euros

Para mais informações e inscrições:
rosalinamarshall@gmail.com ou Paula Fernández 965662845

Programa:

Introdução à Homeopatia
Remédios caseiros
Gravidez

1º trimestre
-Naúsea e vómitos
-Prisão de ventre
-Anemia
-Cansaço e sonolência
-Questões emocionais

2º Trimestre
-Problemas digestivos
-Dores Pélvicas
-Herpes

3º Trimestre
-Artrite, neuralgia e reumatismo
-Hemorooidal
-Varizes
-Posição do bebé

Parto
1ª Fase
-Sinal de Parto
-Ruptura espontânea das membranas
-Gerir a dor
-Dilatação lenta

2ª Fase
-Preparação para o parto
-Problemas na expulsão
-Cooperar com a dor
-Questões emocionais

3ª Fase
-Retenção da placenta
-Contusões do períneo e laceramento
-Episiotomia
-Perda de sangue
-Questões emocionais pós-parto

quinta-feira, 20 de março de 2008

A Companhia de uma doula durante o parto tem o mesmo efeito de um analgésico natural

Nos antípodas da visão estritamente médica e hospitalar do parto, está a forma como as doulas encaram o momento de pôr no mundo uma criança.
Não querem impor um modelo, pois defendem sobretudo que a mulher possa ser «dona» do seu parto.
Mas querem que possa ser informada de todos os riscos e benefícios, bem como da verdadeira necessidade de todas e de cada uma das intervenções médicas que se fazem no parto hospitalar. Querem que cada mulher possa escolher, depois de devidamente informada, a forma como gostaria de dar à luz.

Querem que essa vontade seja respeitada.

Querem que possa ser acompanhada por alguém que esteja ali, com paz e tranquilidade, só para ela.
Como é fácil perceber um acompanhamento assim, personalizado e caloroso, da gravidez e do parto, vai exactamente no sentido contrário aos princípios subjacentes à prática hospitalar e, em última análise, à maneira como vivemos nos países ditos civilizados, onde a rapidez e o imediatismo ditam as regras.
Luísa Condeço e Carla Guiomar, as primeiras doulas portuguesas, têm consciência dessa dificuldade, mas não deixaram de meter mãos à obra. «Sabemos que temos de ir devagar, temos noção de que estamos a lutar contra a corrente, mas não temos pressa. E temos sinais de que este caminho faz sentido para muita gente. As pessoas que nos procuram, que visitam o nosso blog, são cada vez mais», declara Luísa, optimista.

Doula? Doula é uma palavra grega que foi usada pela primeira vez neste contexto por dois investigadores americanos, nos anos 70. Klaus e Kennel verificaram, em maternidades na Guatemala, que a presença de uma acompanhante durante o parto permitia reduzir consideravelmente as intervenções médicas. Como não havia uma palavra inglesa para designar estas acompanhantes, foi usado o termo grego doula que, literalmente, significa «mulher que serve». Na Grécia a palavra tem, hoje, um sentido pouco dignificante e, por isso, há correntes que adoptaram o termo «paramanadoula» (ou seja, doula para a mãe).
A verdade é que os estudos de Klaus e Kennel foram o ponto de partida para que um verdadeiro movimento crescesse nos EUA e, depois, se espalhasse por muitos outros países na década de 80. E porquê? Porque havia bases científicas que o justificavam.
Depois de Klaus e Kennel, foram muitos os investigadores que demonstraram os benefícios da presença de uma doula durante o parto.
Os pioneiros dos estudos nesta área escreveram o livro «Mothering the Mother» com o sub-título «Como uma doula pode ajudar-te a ter um parto mais rápido, fácil e saudável», onde revelam que uma doula permite reduzir em 50% o número de cesarianas, em 60% o número de pedidos de epidural, em 40% a administração de occitocina, em 30% o uso de analgésicos e em 40% o uso de fórceps.

Além disso, ainda segundo Klaus e Kennel, a doula ajuda a fortalecer o vínculo entre os pais e o bebé e permite diminuir a incidência de depressões pós-parto e de problemas com a amamentação.
É por tudo isto que em Inglaterra, por exemplo, a maior parte dos partos acontece hoje com o apoio de uma doula, seja no hospital, seja em casa.
Importante é salientar que os estudos de Klaus e Kennel analisaram o papel de doulas presentes no parto, mas que não tinham tido qualquer contacto anterior com as mães. Mesmo assim, os resultados foram suficientemente esclarecedores. Ao ponto de Kennel afirmar que «se a doula fosse uma droga, seria contra a ética não a usar». Por tudo isto, o apoio emocional e físico, constante e ininterrupto, é uma das recomendações da Organização Mundial de Saúde para o nascimento humanizado.

Em Portugal, o movimento das doulas demorou a chegar e ainda é uma novidade. Foi em Setembro de 2004 que Luísa e Carla decidiram partir para Londres para fazer uma formação de doulas.Michel Odent, o famoso obstetra que revolucionou a obstetrícia nos anos 60 e 70, introduzindo o parto na água e salas de parto com ambiente familiar, na sua unidade do Hospital Pithiviers, em França, e Liliana Lammers, uma experiente doula, deram a Luísa e a Carla a formação necessária para se lançarem, com segurança, na aventura de se tornarem doulas e de, além disso, criarem a associação sem fins lucrativos Doulas de Portugal. Assim que regressaram a Portugal, depois de um fim-de-semana prolongado, rico em experiências e aprendizagens, criaram um blog, através do qual é possível contactá-las e conhecer melhor o seu trabalho. Em Janeiro deste ano fizeram a primeira formação para mais doze candidatas a doulas, que hoje já estão também a acompanhar grávidas. Uma rede que promete crescer rapidamente. Já está marcada nova formação para o fim de Abril.

Um dos contributos da doula é ajudar a grávida, de forma personalizada, a pensar sobre o parto e a descobrir aquilo que deseja. Se em muitos outros países é comum elaborar um plano de parto, em Portugal, Carla Guiomar terá sido uma das primeiras mulheres a fazê-lo, em 2000, grávida do seu primeiro filho. «Escrevi tudo o que queria e não queria, mostrei à minha médica, mas ela só leu por boa educação. Depois o plano de parto ficou junto do meu boletim de grávida e ninguém mais olhou para ele. Perto do momento da expulsão, o meu marido ainda lembrou que eu não queria a episiotomia, só mesmo em caso de necessidade extrema. O médico disse que se o bebé não saísse na contracção seguinte, cortava. E cortou», conta Carla.

O parto decide-se na cabeça

Apesar de o apoio das doulas se centrar na parte psicológica e emocional, a sua formação dá-lhes bases teóricas sobre o desenrolar do trabalho de parto e os processos fisiológicos que acontecem em cada uma das suas fases.
São treinadas para reconhecer os sinais de que tudo está bem, para o caso de acompanharem o trabalho de parto em casa, seja apenas a dilatação seja também a expulsão, com ou sem acompanhamento da parteira. «Depois de alguma experiência, o parto é como uma música que aprendemos a reconhecer. Cada mãe é única, mas o parto tem fases que são sempre iguais e que é possível identificar pelos sinais que a mulher dá, pelas posições em que se põe, pelo seu estado geral», explica Luísa. Mas para que assim seja, é preciso que não existam intervenções externas: «A partir do momento em que se liga a mãe ao CTG, em que se faz um toque de hora a hora, em que existem luzes muito fortes, em que se obriga a grávida a estar sempre deitada, está-se a perturbar o processo, a interferir com a produção natural de occitocina, a hormona que estimula as contracções e permite a progressão da dilatação». Porque o parto também se decide na cabeça, estas doulas sabem que já contribuiram para mudar muitas histórias de parto. E porque este é um momento único, apesar de ser um milagre banal, a sua vida também mudou e continua a mudar de cada vez que ficam para a história.


retirado da revista Pais&Filhos

www.doulasdeportugal.blogspot.com

Para saber mais:
www.michelodent.com
www.birthworks.org/primalhealth/
www.paramanadoula.com
www.crianzanatural.com
www.bionascimento.com
www.amigasdoparto.com.br

Uma Feliz e Doce Pascoa!


É o que desejo a todos!
Catarina Pardal

terça-feira, 18 de março de 2008

O que é massagem Thai?



Em Maio vamos ter um curso inédito em Portugal - massagem Thai para gestantes

O que é a massagem Thai?


adaptado do site http://www.divinasmaes.com.br/






A Massagem Thai é uma técnica baseada elementos de duas importantes Medicinas: Ayurveda e Chinesa.
Actua no corpo de forma completa com alongamentos, pressão suave e um ritmo lento e contínuo.
Criada há mais de 2500 anos pelo médico indiano Shivago Komarpaj, contemporâneo de Buddha, a Massagem Thai permaneceu por muitos anos nos templos budistas, como forma de meditação.
A aplicação da Massagem Thai para gestantes deve ser feita por um profissional e de forma cuidadosa, atenta para suas necessidades especiais. Há movimentos específicos para cada trimestre da gravidez e outras técnicas complementam o trabalho como a Calatonia, Shiatsu, Pilates, Yoga e Meditações.
Algumas contra-indicações devem ser observadas como gravidez de risco ou problemas de tensão alta, nestes casos a atenção é dobrada.
Em geral a massagem pode ser feita tranquilamente numa gravidez normal e em mulheres de todas as idades. Toques suaves e gentis, fricções com óleo nas pernas, costas, braços e barriga podem ser feitos por qualquer um, maridos, amigos e mesmo na forma de auto-massagem.
Em grupos com outras gestantes ou em sessões individuais, a massagem tem um papel significativo na preparação da futura mamãe.
A experiência do contacto corporal durante a gestação, o trabalho de parto e após o nascimento do bebé ajudam-na a tocar com mais eficiência e transmitir carinho, conforto e segurança a seu filho.


A massagem durante a gravidez não substitui o cuidado pré-natal, porém contribui com os seguintes benefícios:
• Reduz stress e promove relaxamento profundo.
• Propicia, com o toque acolhedor, suporte emocional e conforto.
• Reduz e alivia dores nas articulações, pescoço e costas causadas pelas alterações na postura, fraqueza muscular, tensões e ganho de peso.
Actua directamente sobre o sistema nervoso melhorando o sono e a digestão.
• Melhora a circulação sanguínea e estimula o sistema linfático
• Ajuda a manter a elasticidade da pele.
• Promove consciência corporal e relaxamento necessários para um parto activo.
• A experiência do toque amoroso e acolhedor!




Práticas em grupo:Com duas horas e meia de duração, a aula inicia com aquecimento, depois troca de massagem dirigida e monitorada, e por fim relaxamento e meditação. Há também espaço para debates em grupo sobre questões da gravidez, parto e maternidade.
Atendimento individual:Sessão terapêutica de uma hora e meia. Além da Massagem Thai outras técnicas são utilizadas de acordo com as necessidades específicas de cada gestante.





Curso em Portugal (Mafra)para saber mais AQUI

segunda-feira, 17 de março de 2008

Workshop de Parto Natural

Realizar-se-á na próxima 5ª Feira, dia 20 de Março pelas 14:00 um Workshop sob o tema “Parto Natural”, ministrado por Mary Zwart, prestigiada parteira holandesa a residir no nosso país.
O Workshop terá lugar no âmbito da iniciativa “Encontro Verde”, na Quinta Cabeça do Mato, Tábua, no Distrito de Coimbra.
A entrada é gratuita e com inscrições limitadas.
Apesar de já estarem esgotadas as inscrições para os vários dias do Encontro, todos os interessados nesta palestra sobre o Parto Natural podem comparecer como visitantes.

Algumas informações e localização: http://encontroverde.wordpress.com/terms-conditions/

quinta-feira, 13 de março de 2008

Dar á luz sem sentir dor

Por Carolina Cantarino

http://www.comciencia.br/comciencia/handler.php?section=8&edicao=24&id=270

"A anestesia obstétrica é um assunto polêmico desde suas primeiras utilizações ainda no século XIX. Polêmico porque associado a uma dor tida como única e diferente de todas as outras: a dor do parto. Na atualidade, uma série de movimentos sociais, baseados na idéia da humanização do parto, lutam contra os elevados índices de cesáreas realizadas no mundo todo e defendem o parto vaginal, além de suas modalidades alternativas (parto de cócocas, parto na água). É nessa seara – o parto “natural” - que a anestesia gera controvérsias: a dor é inerente ao parto? É necessário sofrê-la? Alguns rejeitam o uso da anestesia durante o trabalho de parto e o parto vaginal. Para outros, a humanização do parto pode significar alívio da dor através da administração da anestesia peridural.
“O certo é que, uma boa experiência de parto significa, dentre outras coisas, lidar com a dor normal inerente ao processo de abertura do cólo do útero e aliviar ou eliminar as dores desnecessárias, provenientes de tensões, medos, ambientes impróprios, manobras médicas discutíveis ou presença de pessoas indesejáveis”, definem as Amigas do Parto, site criado para tratar da assistência ao parto, que integra uma rede formada por uma série de outras iniciativas semelhantes como Parto Natural, Nosso Parto, Rehuna, Mães Ponderadas, etc.
Primórdios da polêmica
A utilização da anestesia durante o parto normal é controversa desde sua origem. A história da medicina registra que a primeira aplicação anestésica durante um parto normal foi realizada pelo médico inglês James Young Simpson em 1847. Segundo Donald Caton, professor do Departamento de Anestesiologia da Universidade da Flórida, controvérsias surgiram não só por razões religiosas mas porque não havia consenso entre os médicos sobre a segurança do procedimento, baseado na inalação de éter sulfúrico. Eles temiam os possíveis efeitos do éter sobre a criança, sobre as contrações uterinas (que, diminuídas, poderiam prejudicar o andamento do trabalho de parto) e a ocorrência de hemorragias e infecção.
Em artigo publicado no International Journal of Obstetric Anesthesia, Caton lembra que, a despeito da resistência no interior da medicina, a prática da anestesia durante o parto normal acabou sendo adotada, principalmente, pelas mulheres da elite inglesa. A própria rainha Vitória utilizou a anestesia em seu oitavo parto, realizado em 1853. O incipiente movimento feminista, que incluía na sua pauta de reivindicações, além do direito ao voto, maiores cuidados durante o parto (incluindo-se, vale lembrar, a hospitalização, já que, até então, o parto acontecia em casa e era realizado por parteiras), abraçou o uso da anestesia como sinal de aperfeiçoamento e melhoria nos cuidados médicos.
A medicalização do parto foi ganhando intensidade. No período entre-guerras, além da anestesia, práticas como o fórceps e a episiotomia (corte no períneo) eram rotineiras nos hospitais, assim como o uso de analgésicos e tranqüilizantes durante o trabalho de parto. “Depois da Segunda Guerra Mundial, contudo, o público desenvolveu uma crescente descrença em relação a procedimentos médicos invasivos e drogas associadas a problemas congênitos como o dietilstibestrol, a talidomida e a radiação iônica”, lembra Canon. Nesse contexto é que o método de outro médico britânico começa a ganhar espaço: em 1954, Grantly Dick-Read publica o livro Childbirth without fear (Nascimento sem medo) e passa a defender a realização de partos naturais sem qualquer anestesia.
Mas o que seria um “parto natural”? Segundo Dick-Read, do ponto de vista fisiológico a dor não pode ser considerada como “natural” ou constitutiva do parto. Segundo ele, as “mulheres primitivas” não sofriam durante o parto. A dor que as mulheres ocidentais costumam experimentar seria devido ao medo e à própria influência judaico-cristã da cultura, que associa o sexo ao pecado e, assim, a dor do nascimento à punição. Esse quadro de medo e ansiedade é que ativaria, segundo Dick-Read, reações nervosas, provocando o aumento das contrações uterinas e da dor.
“Como Simpson, Dick-Read apareceu diretamente para o público, sobre quem ele teve maior influência. Como Simpson, ele teve bem menos impacto entre os médicos”, afirma Caton, ao lembrar que muitos deles questionaram as bases científicas de sua teoria. Um dos que a contestaram foi o médico francês Fernand Lamaze que, a partir de técnicas baseadas na respiração e no relaxamento aprendidas com obstetras soviéticos, também defendia a realização do parto natural. Dick-Read, por sua vez, acusava Lamaze de ter roubados suas idéias e as distorcido.
A contenda entre os dois obstetras tornou-se, então, pública e, no contexto da Guerra Fria, a rivalidade entre o método inglês e o método russo extrapolou para o campo da política: em 1957, o Papa Pio XII resolve arbitrar a disputa e faz um discurso sobre o parto natural. Ele afirma que a dor está associada ao parto desde tempos imemoriais e que a Igreja não apresenta nenhuma objeção ao uso da anestesia. Pio XII contraria, assim, duas posições defendidas por Dick-Read, e diz que, pessoalmente, nota pouca diferença entre o método do médico inglês e o de Lamaze. Mas, por fim, afirma que, para as gestantes comprometidas com os valores cristãos, o melhor método é o inglês, por “ser menos materialista”.
Anestesia e humanização do parto
Feministas do século XIX lutaram pela extensão do uso da anestesia na obstetrícia numa época em que os médicos temiam seus possíveis efeitos durante o trabalho de parto e o parto vaginal. Um século depois, com novas técnicas e procedimentos anestésicos, muitas mulheres mudaram suas opiniões sobre o uso dessas drogas.
Ativistas defensoras do parto natural não abordam a questão da anestesia obstétrica e seus efeitos como um problema exclusivamente médico. “Por exemplo, elas não estão interessadas nos efeitos da anestesia no metabolismo do oxigênio do neonato ou na porcentagem de drogas que atravessam a placenta, alguns do problemas que concernem aos clínicos. Elas estão interessadas nos aspectos pessoais e sociais do parto: nos modos como a experiência da mulher durante o parto pode afetar as interações subsequentes com a família”, lembra Donald Caton, o que traz desafios para a própria relação entre médicos e parturientes.
A humanização do parto é tida, geralmente, pelos profissionais de saúde como sinônimo de acesso a certos procedimentos – como a própria anestesia de parto normal – antes restritos às pacientes dos hospitais e maternidades privados. A humanização, assim, passa a ser vista como acesso à anestesia peridural. A anestesia é legalmente prevista por portaria do Ministério da Saúde desde 1998 e deve ser paga pelo SUS. Mas, segundo Carmen Diniz, professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, “na prática a anestesia é inviabilizada pois o pagamento do procedimento 'parto' foi aumentado de valor, sem incluir honorários específicos para o anestesista”.
Diniz afirma que essa associação da anestesia peridural com a humanização do parto diz respeito à própria tradição hipocrática da medicina que, baseada na idéia de beneficência, vê a aplicação da anestesia como uma defesa das mulheres e de seu direito de não sentir dor. A assistência ao parto sem anestesia é associada à pobreza técnica do médico e à carência de recursos do hospital, que tem a obrigação de oferecer anestesia a todas as suas pacientes. “Então, a gente praticamente só conta com anestesista quando é cesárea. Raramente fazemos uma peridural humanitária, quando a paciente, às vezes uma adolescente, está muito descompensada. Já no consultório, fazemos analgesia em praticamente 100% dos partos vaginais”, afirma um médico entrevistado por Diniz.
A pesquisadora lembra que a dor do parto muitas vezes é amplificada por rotinas médicas como a imobilização, a manobra de Kristeller (pressão feita sobre o estômago supostamente para auxiliar o nascimento) e a episiotomia, entre outras práticas clínicas. Sendo assim, a experiência do parto, tanto para os profissionais de saúde como para a parturiente, é muito diferente com e sem a aplicação da anestesia peridural. “E suportar a dor da paciente, provocada pelos procedimentos que ele médico pratica, pode ser uma experiência muito penosa também para o profissional. A ponto de, em um estudo recente, a disponibilidade da anestesia peridural ser considerada pelos médicos o fator mais importante na lista de boas condições de trabalho do obstetra”, lembra Diniz, num artigo publicado na revista Ciência e Saúde Coletiva.
Disputa pela descoberta da anestesia
A primeira modalidade de anestesia com aplicação mais recorrente na medicina obstétrica foi a anestesia inalatória. Drogas como a morfina foram utilizadas com a intenção de promover um apagamento da experiência do parto, associado, então, a muito sofrimento e violência para a mulher. As mulheres davam à luz completamente inconscientes. Muitas eram amarradas às camas, pois sob efeito sedativo, se debatiam. Na década de 1920, Fernando Magalhães, considerado o pai da obstetrícia brasileira, foi um dos adeptos do chamado parto inconsciente.
A polêmica aplicação da anestesia obstétrica confunde-se, assim, com a própria história da anestesia. A descoberta da anestesia inalatória é oficialmente atribuída a William Thomas Green Morton, estudante da Faculdade de Medicina de Harvard que, em 1846, demonstrou publicamente o uso do éter sulfúrico como anestesia geral para a cirurgia. Quatro anos antes de Morton, Crawford Williamson Long já havia realizado pequenas cirurgias e partos com a utilização da inalação de éter como anestésico.
Antes de Long, Paracelso (1540) e Faraday (1818), dentre outros, já haviam observado a ação anestésica do éter. Mas nenhum deles o havia utilizado durante um ato cirúrgico. “Com o crescente conhecimento da fisiologia respiratória e a descoberta de novos gases e vapores, abriu-se caminho para o uso da via inalatória para a administração de drogas. Apesar de, nesse tempo, já se conhecerem relatos de injeções de drogas, sangue e cristalóide por via venosa em animais, a agulha oca ainda não havia sido inventada”, lembram Ricardo Maia e Cláudia Fernandes, em artigo sobre o surgimento da anestesia inalatória.
A inalação de óxido nitroso, conhecido como gás hilariante, foi um entretenimento circence comum no início do século XIX durante as chamadas laughing gas parties. Horace Wells, um dentista norte-americano, ao participar de uma dessas apresentações, notou que um dos participantes havia ferido a perna, mas, sob o efeito do gás, não sentia dor. Contatou o dono do circo e realizou experiências, em 1844, em seu consultório, com o óxido nitroso, outro método inalatório que também passou a ser utilizado.
Diante de tantas descobertas, quase simultâneas, sobre a anestesia inalatória, a prioridade da descoberta passou a ser disputada entre Long, Wells, Morton e seu professor em Harvard, Jackson, que também entrou na briga, que passou a ser arbitrada pelo Congresso americano. Existiram outras controvérsias. Apesar de comprovado os efeitos anestésicos do éter, Long, por exemplo, interrompeu suas experiências ao sofrer a perseguição dos moradores da pequena cidade onde morava (no estado da Geórgia), que consideravam o éter como uma “droga diabólica”. Privadamente, Long prosseguiu e administrou éter à sua esposa durante o seu segundo parto em 1845. É, por isso, considerado também um dos precursores da anestesia obstétrica."

Na minha opinião, chamar o uso da anestesia epidural como parto humanizado, é uma perversão do termo, ao serviço de toda a espécie de interesses que não a mãe e do recem-nascido.
"Humanizar o Parto é devolver o protagonismo á Mulher"

A dor depende de como se encara, se ela for vista como inimiga, então fala-se em sofrimento no parto, mas se ela for vista como aliada, então não faz sentido eliminá-la ... e sim ela pode ser vista de um modo positivo!

Há uma razão para se parir de um modo natural, há benefícios para a mãe e para o bébé, e o nosso corpo sabe o que fazer ...

Não sou contra nem a favor da epidural, sou contra a falta de informação, a epidural tem risco (que não devem de ser banalizados) mas se essa for a escolha da mãe, se ela se sentir mais segura e confiante no seu parto, então deve de estar á sua disposição.

Epidural: quem dispensa?

2007/03/14
revista Pais&Filhos

Poucas mulheres dizem não à epidural. Quem já experimentou, não tem dúvidas. Como que por magia, a dor desaparece.

A analgesia epidural é uma técnica anestésica que elimina as dores do parto sem afectar a mobilidade da grávida. Ou seja, não impede que ela faça força para o bebé sair.
O segredo reside em aplicar uma substância anestésica onde ela é realmente necessária: nas terminações nervosas responsáveis pela dor. Neste caso, nas raízes nervosas a nível da coluna, responsáveis pela sensibilidade no abdómen. A mensagem da dor viaja do útero em contracções até ao cérebro, através da coluna vertebral.
O objectivo da analgesia epidural é interromper essa trajectória e impedir que aquela mensagem chegue ao cérebro. A ciência e a arte do anestesista consistem em aplicar a menor dose possível de anestésico para uma eficácia máxima. Ou seja, é preciso acabar com a dor, mas manter a mobilidade da grávida. Um anestesista experiente sabe bem como conseguir este feito. É a arte de eliminar apenas a dor. O objectivo não é a ausência total de sensação, só a sensibilidade dolorosa é que deve desaparecer.
A epidural tem vindo a ganhar popularidade e hoje já são poucas as mulheres que a recusam por completo. Com a analgesia epidural, asseguram os especialistas em Anestesiologia, consegue-se um parto mais tranquilo, sem dor e com menos repercussões para o feto. A solicitação da parturiente é justificação suficiente para a intervenção do anestesista ¿ desde que haja condições ¿ e nem mesmo quando o parto está iminente o médico deve recusar fazer qualquer coisa para diminuir a dor.

Quando? A partir de uma dilatação entre 3 a 4 centímetros procede-se à administração da analgesia epidural. Esta anestesia demora cerca de 20 minutos a fazer efeito. Por isso, se a dilatação começar a avançar rapidamente, pode não haver tempo para administrá-la.

Para que se dê início à analgesia por via epidural, é obrigatória a obtenção do consentimento informado da parturiente, a discussão com o obstetra sobre o status materno e fetal e a existência de meios imediatamente disponíveis, como equipamento de ressuscitação e fármacos, para resolução de eventuais complicações que possam ocorrer. O período de cuidados pós-analgesia ou pós-anestesia deverá contar com a disponibilidade de um anestesista, para a eventualidade de necessidade de tratamento de complicações ou de ressuscitação cardiopulmonar.

A epidural é uma técnica invasiva e como tal tem riscos. Mas felizmente, são poucos os casos em que as coisas correm mal. As consequências mais frequentes da epidural estão relacionadas com imprecisões na perfuração, o que pode acontecer porque a mulher se mexe, por exemplo. Isto pode provocar fortes dores de cabeça ¿ cefaleias ¿ que, no entanto, acabam por desaparecer ao fim de alguns dias. Existem igualmente riscos de complicações neurológicas, embora estas sejam bastante raras. Os défices neurológicos permanentes ¿ o grande medo das mulheres ¿ podem acontecer uma vez em cada 20 mil epidurais, e os défices neurológicos temporários ¿ que duram no máximo seis meses ¿ podem ocorrer uma em cada 800 analgesias epidurais. Se está grávida, não deixe para o fim o esclarecimento de todas as dúvidas relacionadas com a epidural. Fale com o seu obstetra e com o anestesista que a vai acompanhar no parto. Desfaça os mitos e informe-se. A informação é, seguramente, a sua melhor arma contra o medo da dor.

Contra-indicações da epidural
- Recusa ou incapacidade colaboração da parturiente
- Coagulopatia
- Infecção local ou sistémica
- Hipertensão intracraniana
- Choque ou hipovolémia grave

Anestesia no parto pode prejudicar amamentação

Usar anestesia do tipo peridural para alivar as dores do parto pode gerar problemas na amamentação, de acordo com um estudo divulgado nesta segunda-feira na publicação científica International Breastfeeding Journal.
Os pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, dizem que as mulheres que usaram o anestésico teriam uma tendência maior de apresentar problemas na primeira semana após o parto e parar de amamentar mais cedo."Existe uma quantidade crescente de evidências de que o químico fentanil, presente na peridural, pode ser associado com bebês sonolentos e dificuldades para se estabelecer a amamentação",disseram os pesquisadores."Qualquer que seja o mecanismo que rege isso, é importante que as mulheres que corram mais risco de parar de amamentar recebam o apoio e a assistência necessárias, tanto no período pós parto como nos meses seguintes".
Os pesquisadores estudaram 1.300 mulheres que tiveram filhos em1997. Das 416 que usaram a peridural, 172 também fizeram uma cesariana. As mulheres que receberam o anestésico apresentaram uma incidência maior de problemas para amamentar na primeira semana. Elas também teriam uma tendência maior de parar completamente de amamentar durante os primeiros seis meses do que as mulheres que não usaram a anestesia. Três quartos das que não receberam a anestesia ainda amamentavam após 24 semanas do parto. A proporção entre as que receberam aanestesia foi de 53%. Um porta-voz de um dos órgãos de obstetrícia mais conceituados da Grã-bretanha, o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, Pat O'Brien, reconheceu a possibilidade de o fentanil ter efeito sobre o bebê, mas diz que outros fatores podem explicar os números do estudo. "Se uma mulher escolhe não usar a peridural, ela pode estar mais disposta a perseverar amamentando", diz ele. "Muitas das mulheres que usaram a anestesia fizeram cesariana e, a menos que elas tenham muito apoio, é duro para elas segurarem os bebês para amamentarem", afirma.

Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/12/061211_periduralamamentarrc.shtml

Epidural reduz a dor mas pode aumentar o uso de fórceps


Public release date: 19-Oct-2005

Contact: Amy Molnar amolnar@wiley.com

The Cochrane Library newsletter,2005, Issue 4 – The best single source of reliable evidence about effects of health care

O alívio da dor é um assunto importante para mulheres em trabalho de parto, e as epidurais são cada vez mais frequentes.

Estas reduzem a dor mas aumentam a probabilidade de um parto instrumentalizado.

Actualmente existe uma lacuna de evidências que comprovem que as epidurais aumentem o risco de ocorrência de cesarianas, no entanto, mulheres a quem seja administrada epidural têm um segundo estádio de trabalho de parto mais longo, comparado com aquelas que foram sujeitas a outras formas de alívio da dor.

As epidurais, introduzidas em 1946, são agora usadas por 1/5 das mulheres do Reino Unido e por metade das mulheres nos EUA, durante o trabalho de parto. Numa analgesia epidural, agentes anestésicos são injectados na região baixa da coluna. Este processo bloqueia a actividade nervosa e transmite estímulos indolores do canal de parto para o cérebro, o que resulta no alívio da dor.

Uma revisão sistemática da literatura incluindo 21 estudos de analgesia epidural no trabalho de parto, envolvendo 6664 mulheres.

The Cochrane Reviews Authors tiraram várias conclusões a partir destes dados. Comparativamente com mulheres que usaram outras formas de alívio da dor, mulheres sujeitas a epidural têm maior alívio da dor, segundo estádio de trabalho de parto mais longo, aumento da probabilidade de partos instrumentalizados, e aumento da probabilidade de ter febre durante o trabalho de parto.

Encontrou-se alguma falta de evidências que as epidurais afectassem os recém-nascidos, aumentassem a probabilidade de partos por cesariana, aumentassem a probabilidade de dores nas costas a longo termo, e afectassem a satisfação materna.“As evidências nesta revisão têm que ser disponibilizadas a mulheres que considerem a hipótese de alívio da dor em trabalho de parto,” diz o autor principal Millicent Anim-Somuah, Investigador Honorário na School of Reproductive and Development Medicine, no Liverpool Women’s Hospital NHS Trust, Liverpool, Reino Unido.Review title: Anim-Somuah M et al. Epidural versus non-epidural ornoanalgesia in labour.The Cochrane Database of Systematic Reviews 2005, Issue 4.
http://www.eurekalert.org/pub_releases/2005-108jws-tcl101405.php

A Epidural

Retirado do Blog Nascer em Casa ( ao qual aconselho uma visita )

"A abordagem hoje é sobre um procedimento, considerado por muitos a grande invenção da obstetrícia moderna. A epidural.
Por muitos considerada como a salvadora do sofrimento da mulher, é vista actualmente como a grande inimiga da mulher. Uma silenciosa atitude que destroi a mulher em quase toda a sua dignidade.
Mas passemos de facto a tecer algumas considerações sobre a famosa epidural. A epidural consiste na colocação de um cateter fino, conduzido através de uma agulha manderil (condutora), num espaço virtual (porque ele efectivamente não existe), entre duas membranas, epidural e dura-mater, duas das três membranas que rodeiam o tubo neural onde se encontra a espinal medula. O médico, anestesista, apercebe-se doespaço epidural através da percepção da criação de uma pressão negativa resultante do empurrar da agulha condutora junto da segunda membrana o que de seguida o faz colocar o tal cateter neste espaço identificado. Este procedimento, puramente médico, tem como objectivo bloquear as vias sensitivas, através da injecção de um anestésico neste espaço, junto das inserções neuronais, a nível das vértebras L3 e L4 (ou mais acima).
Todos sabemos que a dor é uma sensação, desagradável, é certo, mas não deixa de ser uma sensação. Ora se pudermos bloqueá-la, obteremos um estado de ausência de dor (independentemente de ela existir e continuar a ser representativa de modificações ou alterações fisiológicas).
Penso também ser correcto referir que a dor pode ser resultante de alterações patológicas, isto é, do aparecimento de uma doença como por exemplo o cancro, mas também o é como resultante de alterações fisiológicas momentâneas, mas que não é sinónimo de doença, como por exemplo as dores menstruais ou as dores de parto. Aqui, porque efectivamente a pessoa não está doente, ao contrário do que por vezes se quer fazer crer, mas há algo momentâneo alterado. Muitos dos actuais clínicos referem que este tipo de dor é fundamental existir porque se trata de um relógio biológico que transmite informações permanentes sem colocar em risco a vida ou integridade da pessoa.
Quando se fala de um acto médico puro deve-se considerar algumas coisas importantes e que a meu ver nem sempre são salvaguardadas que é a correcta informação das vantagens, desvantagens e riscos.
Vantagens, como se viu em cima é de bloquear a sensação da dor e assim removê-la da percepção da mãe. Riscos são vários e normalmente a cada um corresponde uma ou mais desvantagem.
Assim, dos mais significativos temos: Um dos riscos é o cateter não ficar colocado no espaço epidural, o que resulta na mulher continuar com dor e ter que se submeter a nova colocação para que desta vez fique bem colocado (claro que não vou referir o número de picadas, que é em número variável, por vezes necessárias para se determinar o espaço ou o acesso mais facilitado). Um outro risco é a possibilidade de se furar a dura-mater (membrana logo a seguir) e daqui resulta a saída de liquido cefalo-raquideo (procedimento utilizado na punção lombar para determinar se há meningite, por exemplo), o que resulta permanentes e intensas cefaleias (dores de cabeça) que se tentam corrigir com a administração de análgesicos potentes e que pode obrigar a mulher permanecer deitada até 48 horas após o parto (no fundo cura-se uma dor, mas provoca-se outra mais duradora no tempo). Um outro risco é o facto de o cateter ficar virado para um dos lados, o que resulta em uma parte ou zona do corpo ficar bloqueada e sem dor e a outra ficar com dor. Um outro risco é poder ocorrer uma pequena hemorragia no local, que por sua vez tem implicações devido à acumulação de sangue no local e sua absorção corporal. Um outro risco, resulta do facto que a agulha ao passar por tecidos humanos também passa e lesa artérias e veias, que como já vimos podem resultar em hemorragia, mas que se forem próximos da raiz nervosa podem absorver os agentes anestésicos administrados (com base em agentes morfinicos) e que podem desenvolver reacções medicamentosas, que na sua forma mais grave também são conduzidas ao feto. Finalmente, e para mim o maior e mais significativo dos riscos, é o facto de poder ocorrer um bloqueio a nível dos neurossensores rectais e que desta forma suprime a sensação de puxo às mulheres durante o período expulsivo.
Este risco requer uma maior atenção até porque as desvantagens que acarreta podem ser muitas e de gravidade acrescida. A natureza deu à mulher e ao homem uns neurossensores, que funcionam com o aumento da pressão e colocou-os fundamentalmente a nível rectal e vesical. Por isso quando chegam as fezes ao recto ou quando a bexiga fica cheia, a pessoa tem a respectiva sensação de defecar ou urinar. Na mulher em trabalho de parto, este neurossensores dão as informações à mulher que quando a cabeça do bebé está a descer na vagina ela terá que fazer forças expulsivas (iguais às de defecar), exactamente para colocar o bebé fora do seu organismo. E estas sensações são mais fortes à medida que o bebé desce (é por isso que muitas mulheres tem o bebé na ambulância antes de chegar à maternidade, ou até na cama antes de ser "colocada em posição". Ora uma mulher bloqueada, deixa de ter esta sensação de puxo, porque também ele é uma sensação e como à dor, logo sensorial, logo, a mulher por mais vontade que tenha em colaborar, não consegue porque foi castrada nesta sua competência, isto é foi-lhe anulada esta sua capacidade. Então o que é que acontece? um bebé preso na pélvis materna, sem descer, tem que se fazer com que ele desça. Como? com a aplicação de forceps ou ventosas. E isto pode trazer outras complicações, a curto, médio e a longo prazo quer para a mãe, quer para o bebé. No limite, pode-se dizer que aquela mulher que lhe tiraram a dor durante alguns pares de horas, podem ter-lhe arranjado uma para o resto da vida com uma dependência permanente do médico e de cuidados médicos.
Explicando ainda melhor, quando se colocam instrumentos num local preparado para no limite suportar, em termos de distensão, a passagem de uma cabeça de um bebé, obriga-se a distender mais para suportar mais uns forcéps ou ventosa, que na sequência dinâmica de puxar o bebé pode causar lesões extensas da parede vaginal (lacerações vaginais) que podem ir até ao colo uterino e até lesar este orgão, assim como podem lesar estruturas adjacentes como seja o caso da bexiga e recto. Não estou ainda a falar da episiotomia que fica para uma outra altura. Mais, uma mulher com a dor bloqueada, não reage à colocação destes instrumentos, que assim podem ser colocados em patamares superiores (apesar de se advogar que não é possível), do que podem resultar, por isso, em lesões mais extensas e profundas. Para não falar na possibilidade de lesão que estes instrumentos podem provocar na cabeça frágil de um bebé (e todos podem imaginar o cuidado com que se pega num bebé para não magoar a cabeça, por exemplo a dar banho), uma lesão pode ser resultante da pressão exercida por duas colheres opostas ou pode ser resultante do vácuo exercido sobre a calote craneana do bebé.
Para não falar dos "agradáveis" comentários que se é obrigado a ouvir como "já não há mulheres como antigamente que não conseguem parir os próprios filhos" ou "nem fazer força sabem".
Assim, gostava neste espaço de deixar dois alertas. Um alerta para que se pensasse melhor antes de se tomarem atitudes levianas e sem sustento informativo, na medida que pode trazer dissabores para o resto da vida. O outro para a desinformação que se deixa a mulher, porque ela estando desinformada, deixa-se levar, confiante que lhe estão a dizer a verdade e não consegue debater estes conceitos, quantas vezes já não se ouviu esta expressão "o que é que interessa isso, faço-lhe um parto sem dor e isso sim é que é importante".
Nunca se interrogaram, porque é que hoje temos que 65% (números por baixo) dos partos que ocorrem na maternidade/hospital são distócicos (isto é ventosas, forceps e cesarianas)? e porque é que estas taxas aparecem sobretudo na última década? Será que a mulher deixou de ter competências para ter um bebé nos últimos 10 anos? porque antigamente tinham filhos e muitas das vezes mais de 10 (também sei da implicação dos métodos de planeamento familiar nos dias de hoje) e não haviam problemas e hoje nem um quase conseguem ter? a resposta é simples deve-se à crescente implementação do bloqueio epidural. Os anestesistas, principais interessados, não gostam de ouvir isto e tentam desmistificar através de alegados estudos, mas os resultados estão aí e cada vez mais encontramos mulheres despedaçadas e desgraçadamente desgraçadas devido à instrumentalização do nascimento. É de pensar não é?"

Anestesia no Parto

Retirado da Revista Pais&Filhos brasileira
por DEBORAH TREVIZAN, MÃE DE ISADORA
01 de Junho, 2007
"Quando passou a ser usada para aliviar as dores do parto, no século 19, a anestesia foi comemorada como uma conquista feminina. Hoje, mais e mais mulheres optam por dar à luz sem ela. A gente foi investigar por quê

Quando passou a ser usada para aliviar as dores do parto, no século 19, a anestesia foi comemorada como uma conquista feminina. Hoje, mais e mais mulheres optam por dar à luz sem ela. A gente foi investigar por quêNo mundo todo cresce o número de mulheres que optam pelo parto sem anestesia. No Brasil, um dos campeões mundiais em cesariana, os índices ainda são pequenos, visto que, óbvio, a anestesia só pode ser dispensada no parto vaginal. Ainda assim, cada vez mais mães que buscam o parto natural, com o mínimo de intervenção médica, dispensam a dor da picada e enfrentam a das contrações, da dilatação e da expulsão do bebê. Onde quem opta pela cesariana, temendo o parto normal, vê dor, as mães que evitam a anestesia enxergam prazer. Segundo elas, sentir o nascimento do filho é uma delícia. Para algumas, comparável a um orgasmo.No livro As 500 Melhores Coisas de Ser Mãe, das publicitárias Juliana Sampaio e Laura Guimarães, autoras do blog que virou programa de TV Mothern, a 29ª melhor descoberta da maternidade é “reconhecer o valor de ter nascido após a invenção da anestesia”; e a 30ª, “ou encarar um parto natural sem isso e descobrir-se mais forte e poderosa do que você jamais se imaginou”. Ou seja, questão de opção. Ninguém é mais mãe por sentir dor, claaaaro. Nem precisava dizer, mas a gente faz questão.Na primeira vez que a anestesia foi usada com esse fim, corria o século 19. A rainha Vitória deu à luz seu oitavo filho sob efeito do clorofórmio. A peridural, usada até hoje, surgiria só no século 20. No Brasil, o governo passou a pagar ao SUS pela anestesia dada no parto normal apenas a partir de 1998. Na Europa, em geral, as anestesias continuam sendo evitadas. Em outros países, como Espanha, Portugal e nos Estados Unidos, são usadas de forma liberada, mas também cresce o movimento por menos intervenções.Entre as razões citadas pelas mães para evitar a anestesia estão o desejo de perceber o momento em que os bebês nascem, sentir prazer durante o parto, evitar que os bebês tenham contato com os anestésicos e ter maior mobilidade para amamentar. Segundo o neonatologista Carlos Eduardo de Carvalho Corrêa, filho de Victor e Silma, um procedimento sem anestesia estabelece rapidamente o vínculo materno. Ele cita estudos que mostram que bebês nascidos de partos sem a necessidade de anestesia, ao serem colocados sobre o ventre da mãe, logo após o nascimento, fazem um movimento em direção ao peito materno, o que não acontece com bebês nascidos sob intervenções anestésicas.Diminuindo a dorMas como conseguir tudo isso? Uma das respostas é recorrendo ao apoio de uma doula, acompanhante de parto que, além de dar apoio e incentivo na hora mais dolorida, ensina técnicas de respiração que ajudam a diminuir o desconforto. A presença dessa profissional, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), diminui em cerca de 60% os pedidos de anestesia. Claro que fica muito complicado não fazer nenhuma preparação prévia e querer ter o filho a seco na hora...Segundo a doula Cristina Balzano, mãe de Mônica, Miguel e João Pedro, o ideal é que a mulher não prenda o ar durante as contrações. “A respiração tranqüila, pelo abdômen, oxigena também melhor o bebê”, explica. Outras dicas são a escolha da melhor posição, que é individual para cada mulher, massagens e o contato com a água, seja numa banheira, ducha ou com compressas, já que, diz Cristina, a água é um excelente analgésico natural.Foi a água que auxiliou Mariana Betioli, mãe de André. Compressas feitas nas costas ajudaram no trabalho de parto. “Queria sentir cada momento lúcida, à vontade e segura”. Já Daniela Aragão, mãe de Pedro, Bernardo e Julia, teve os três filhos em partos normais: o primeiro com anestesia; os outros dois, sem. Para ela, não há comparação. “Prefiro quando tenho controle e sei a hora em que tenho de fazer força. Trabalhar em sintonia com o bebê foi a melhor sensação que já vivenciei”.O próprio organismo se encarrega de produzir substâncias que contribuem para aliviar a dor. “O trabalho de parto oferece as ferramentas para diminuir as sensações dolorosas, produzindo um incremento fantástico nas endorfinas (substâncias conhecidas como “analgésicos do cérebro”)”, diz o obstetra e homeopata Ricardo Herbert Jones, pai de Lucas e Isabel, que relata, no livro Memórias do Homem de Vidro, sua opinião sobre o tema. A incidência das anestesias nos partos que acompanha é de quase zero.O cérebro tem um poder tão fantástico que basta a gente acreditar que não vai mais sentir dor para ter algum alívio. Segundo um estudo feito na Universidade de Michigan, nos EUA, a simples menção de que iriam receber um anestésico fez com que pacientes que tinham tomado uma substância causadora de dor registrassem um aumento na produção de endorfinas. Acontece que a substância não passava de um placebo, sem efeito nenhum.O direito de optarMas é claro que você não precisa ser radical. É sempre muito bom saber que a gente pode optar pela anestesia se, na hora H, a dor for demais. Heather, mãe de Emily, Lucas, Logan e Anna Elisa, durante sua gravidez mais recente, não queria anestesia de jeito nenhum. Mas, na hora, a dor ficou forte demais. “Estava além do meu limite. Com certeza, a anestesia ajudou.”O obstetra e acupunturista Marcos José Pires, pai de Leonardo e Nathalia, acredita que a analgesia de parto, se aplicada no momento certo, isto é, quando as contrações ficam mais fortes entre 6 cm e 8 cm de dilatação (o total é de 10 cm de dilatação do colo do útero, quando o bebê nasce), pode garantir que a gestante tenha um parto normal. “Já no início do pré-natal, a mulher se preocupa com a dor. Sabendo da possibilidade de um procedimento que melhore bem essa dor, elas ficam mais estimuladas a tentar o parto normal”.E, acredite: depois da picada, você realmente não sente nada. É um alívio e tanto quando a coisa começa a ficar insuportável para os padrões de algumas mulheres. Nada de bancar a heroína, não é essa a idéia.Segundo o obstetra, que também usa a acupuntura para aliviar a dor, a analgesia atua melhorando a evolução do parto normal, facilitando a descida do bebê e a dilatação. Mas o médico alerta que isso só acontece se for feita no momento adequado, com acompanhamento do obstetra e com anestesista experiente. Caso contrário, ela pode favorecer uma parada das contrações uterinas e dificultar a dilatação, aumentando o risco de cesariana.A Dra. Daphne Rattner, filha de Heinrich e Miriam, técnica da área de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, acredita que mulheres que, sentindo-se bem acolhidas, acompanhadas por pessoas de suas relações e profissionais que lhe inspiram confiança conseguem, muitas vezes, controlar as contrações e até não sentir a dor. Porém, quando essas condições não ocorrem, aumenta a tensão e, conseqüentemente, a dor. Daí a importância da anestesia. O melhor é não fazer nada contra a vontade. A sua, óbvio. Se achar que não precisa, tente sem. Se achar que precisa, peça e pronto. Doa a quem doer. Só não pode doer mais do que você consegue (e quer) suportar."

E agora pergunto eu, e para vocês a epidural é fundamental?

terça-feira, 11 de março de 2008

Células estaminais - um bom negócio em Portugal


Jornal De Noticias


Sandra Moutinho - Agência Lusa


Pais recorrem cada vez mais a empresas para preservar sangue do cordão umbilical

Eficácia das células em tratamentos futuros está ainda por comprovar cientificamente

O conhecimento sobre as capacidades terapêuticas das células está por comprovar.

Pais ansiosos estão a pagar mil euros pela conservação do sangue do cordão umbilical dos filhos, "comprando" um serviço cada vez mais procurado, mas cuja aplicação ainda não foi cientificamente demonstrada.

"Uma oportunidade única que pode proteger o seu filho" ou "salve a vida do seu filho" são as frases com que duas empresas que se dedicam à conservação do sangue do cordão umbilical apresentam os seus serviços.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, Daniel Pereira da Silva, disse que cada vez mais é confrontado com dúvidas de mulheres que o questionam sobre se devem ou não recorrer a este serviço. É uma pergunta difícil de responder a grávidas ansiosas que, naturalmente, estão dispostas a tudo para proteger a saúde do seu filho. Daniel Pereira da Silva alerta, contudo, que se trata de "um investimento, com custos económicos significativos, que deve ser visto como uma potencialidade e não uma realidade".

Joaquim Silva Neves, ginecologista e obstetra do Hospital Santa Maria, em Lisboa, há algum tempo que é confrontado com o pedido de grávidas para a recolha do sangue do cordão umbilical após o parto. O número de pedidos, aliás, não pára de aumentar e sobre a colheita este médico não levanta qualquer objecção. No entanto, alerta para as poucas hipóteses de sobrevivência das células estaminais que, durante o corte do cordão, tendem a migrar para o bebé. "Podemos recolher sangue e não estar lá nenhuma célula estaminal", disse. O ginecologista e obstetra duvida da aplicação das células recolhidas desta forma e se alguma vez virão a ser utilizadas pelos dadores (bebés). "Ainda não há aplicação prática deste material e nem sequer prova de que sobrevivem ao fim de 15 anos de criopreservação", disse. Mas a Crioestaminal, a primeira empresa a fornecer em Portugal o serviço de conservação de sangue de cordão umbilical, e a Bebevida, que brevemente entrará em funcionamento, apresentam-se como capazes de proporcionar a salvação de doenças futuras através das células estaminais recolhidas no sangue. As duas empresas disponibilizam o kit de recolha, no qual é colocado o sangue pela equipa médica após o parto, e o seu transporte para os laboratórios situados em Bruxelas (Crioestaminal) e Londres (Bebevida). O custo total cobrado pela Crioestaminal pelo serviço de isolamento e criopreservação por 20 anos é de 985 euros (cerca de 200 contos). Luís Gomes, da Crioestaminal, explicou que, desde Julho de 2004, cerca de 3.000 pais recorreram aos serviços da empresa, desembolsando 3 milhões de euros (cerca de 600 mil contos) por este serviço. Com esta medida, os pais acreditam que estão a fazer uma espécie de seguro para o bebé. "A recolha das células estaminais do sangue do cordão umbilical, normalmente descartado durante o parto, poderá constituir para o dador um seguro, permitindo fazer terapia celular com células próprias em determinadas doenças, sem necessidade de se submeter a listas de espera para a doação de tecidos histocompatíveis ou sem ter que arriscar terapias com tecidos não compatíveis", propõe a Crioestaminal. Luís Gomes reconhece que, nos hospitais portugueses, ainda não se praticam as técnicas de reconstituição de tecidos ou órgãos com células estaminais.

A ciência tem estudado a utilização de células estaminais nas mais diversas patologias Parkinson, diabetes, Alzheimer, doenças do foro cardíaco e carcinomas. O presidente da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular, Rui Reis, considera que a congelação de células do bebé "pode ser muito interessante", mas reconhece que ainda não existe forma de as aplicar para o tratamento de doenças.A Bebevida, que se lança agora neste serviço, propõe aos pais a "possibilidade de salvar a sua vida e a do seu filho" . A empresa disponibiliza a conservação de células estaminais do bebé durante 25 anos com a finalidade da sua utilização "na terapia de diversas doenças" e cobra 1.465 euros (perto de 293 contos) por este serviço.

Perante o crescimento deste tipo de serviços, o Grupo Europeu de Ética alertou recentemente para o "engano" que é congelar células do cordão umbilical para a utilização futura do dador, já que é raríssimo o seu uso no tratamento de doenças. Este órgão consultivo da Comissão Europeia especifica que "a probabilidade de se precisar de um transplante autólogo [de tecidos provenientes do próprio dador] está estimada em aproximadamente um em cada 20 mil casos, durante os primeiros 20 anos de vida". O Grupo Europeu de Ética alerta também que "não foi ainda demonstrado que as células que se destinam a ser utilizadas em transplantes possam ser armazenadas por mais de 15 anos". Apesar da intensa investigação realizada "não foi ainda demonstrada nenhuma prova evidente da utilidade das células estaminais". Assim, é "altamente hipotético que as células do cordão umbilical mantidas para utilização no dador tenham algum valor no futuro", frisa o Grupo Europeu de Ética.

domingo, 9 de março de 2008

Cortar o cordão


O cordão umbilical não precisa de ser laqueado a correr no segundo a seguir ao parto. Adiar o corte por alguns minutos é um processo fisiológico e pode ter vantagens para a saúde do bebé.
A imagem está na cabeça de quase todos os casais que esperam um filho: o bebé nasce e, imediatamente, corta-se o cordão umbilical. Como que numa pressa de o tirar da vida uterina e apresentá-lo ao mundo, limpo e independente. Vanda Pereira tinha uma ideia diferente, depois de ler sobre o assunto e de se aconselhar com uma parteira, decidiu que no nascimento do seu filho deveria haver, sobretudo, calma. Passou toda a fase da dilatação em casa, acompanhada por duas parteiras e uma doula, e só quando estava com oito dedos de dilatação optou por ir para o hospital. Quando chegou ao Garcia de Orta a dilatação já tinha aumentado para 10 dedos e o João Mateus nasceu cerca de uma hora depois. Não antes sem Vanda pedir à enfermeira que estava a assistir para deixar o cordão umbilical pulsar até ao fim. Apesar de o procedimento não ser habitual naquele hospital, o seu desejo foi respeitado. «A enfermeira disse que não havia problema e esperou. Demorou perto de cinco minutos», lembra Vanda. Evitar uma separação muito brusca entre o recém-nascido e a sua «casa de nove meses» foi o motivo principal desta sua decisão: «Acho que é melhor para o bebé em termos emocionais. Parece-me uma coisa do senso comum», explica. A Organização Mundial de Saúde (OMS) há muito que abandonou a recomendação de cortar o cordão umbilical imediatamente a seguir ao nascimento. «O laqueamento tardio do cordão umbilical é a forma fisiológica de tratar o cordão. O laqueamento precoce é uma intervenção que precisa de justificação. A "transfusão" de sangue da placenta para o bebé, se o cordão for cortado mais tarde, é fisiológica e é improvável que tenha algum efeito adverso, pelo menos nos casos normais», pode ler-se no documento «Assistência no parto normal: um guia prático» (Care in normal birth: a practical guide), de 1996. Segundo o mesmo documento, adiar o corte do cordão traz benefícios para a saúde do bebé, tais como o aumento do volume de sangue rico em oxigénio que passa da mãe para o bebé, através da placenta, e o aumento das reservas de ferro, o que diminui o risco de anemia na infância. Para isso, basta que, depois do nascimento, o bebé seja colocado ao nível da pélvis da mãe, ou abaixo, durante três minutos antes de o cordão ser cortado. Não é tempo suficiente para o cordão acabar de pulsar, mas, ainda segundo a OMS, o processo pode demorar mais tempo sem qualquer prejuízo para a mãe ou para o bebé. Um estudo publicado na conceituada revista British Medical Journal, em Agosto de 2007, apontou no mesmo sentido. O autor da investigação, Andrew Weeks, confirmou os benefícios descritos pela OMS e concluiu: «Considerando que o corte precoce do cordão umbilical não beneficia a mãe ou o bebé e pode até ser prejudicial», os profissionais devem considerar «introduzir o corte tardio do cordão umbilical nas rotinas do parto». No entanto, na maior parte das maternidades europeias, as portuguesas incluídas, o cordão umbilical é cortado imediatamente a seguir ao nascimento. A excepção vai para alguns países nórdicos, como por exemplo a Dinamarca, onde se estima que o corte tardio do cordão umbilical seja praticado em 93 por cento dos hospitais.
Discussão em aberto «Não existe consenso a nível europeu sobre quando se deve laquear e seccionar o cordão umbilical», explica Diogo Ayres de Campos, director da Urgência de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de S. João (HSJ), no Porto. Apesar de admitir que retardar o corte do cordão umbilical possa ser «uma medida mais fisiológica», o médico desvaloriza os benefícios sugeridos: «A única vantagem documentada é o aumento dos níveis circulantes de ferro do recém-nascido. Esta vantagem não tem grande tradução na saúde global do bebé, desaparecendo rapidamente após algumas semanas de vida». Assim, no HSJ «laqueia-se precocemente o cordão em todos os casos, excepto nas situações em que os pais pedem para deixar acabar de pulsar». Uma situação que aconteceu apenas três vezes durante o ano de 2007.As vantagens da laqueação precoce «residem na possibilidade de retirar sangue para avaliação da oxigenação fetal, extraindo-se daí conclusões sobre a monitorização fetal que ocorreu durante o parto». Devido aos elevados custos deste procedimento, apenas alguns hospitais europeus universitários efectuam esta avaliação. Não é o caso de Portugal, onde só se efectua esta análise em casos específicos. Na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, não existe um protocolo sobre quando cortar o cordão umbilical. Clara Soares, coordenadora da Urgência, explica que o habitual é «esperar uns segundos», embora «não até deixar de pulsar, porque nunca foi provado cientificamente que esta atitude fosse benéfica para a saúde do recém-nascido». Entre perguntar ao pai do bebé se quer cortar e ensinar-lhe o procedimento, explica a médica, acabam por passar, pelo menos, 30 segundos. Mas não está estipulado quanto tempo depois do nascimento se deve cortar o cordão. Até agora, para que um bebé receba todo o sangue do cordão umbilical é preciso que os pais solicitem o procedimento ao profissional que acompanha o parto, o que acontece «muito raramente». De futuro, Clara Soares não afasta a possibilidade de alargar esta prática a todos os partos normais. «É uma conduta sobre a qual ainda não nos debruçámos. Mas estamos abertos a mudanças, desde que existam provas científicas», refere, lembrando as alterações que foram recentemente introduzidas naquela maternidade na tentativa de oferecer às mulheres um parto humanizado, como a ingestão de líquidos durante o trabalho de parto, a permissão para escolher a posição de parto ou o contacto pele com pele entre mãe e bebé logo após o nascimento.
Porquê a pressa? A «urgência» em cortar o cordão umbilical surge do mesmo modo que outras práticas interventivas, como a episiotomia ou a administração de ocitocina artificial, que transformaram o parto numa sequência de rituais médicos. Porém, antes pensava-se que o aumento do volume do sangue transferido entre mãe e filho poderia estar relacionado com um maior risco de hemorragias pós-parto e de retenção da placenta para a mãe, e de excesso de bilirrubina no organismo do bebé, cuja acumulação pode causar icterícia. Segundo a OMS, não existem evidências que comprovem nenhuma destas situações. Teresa Tomé, neonatologista na Maternidade Alfredo da Costa, lembra ainda que outro dos critérios para cortar o cordão logo após o nascimento está relacionado com a incompatibilidade RH (mãe com sangue RH negativo e filho com sangue RH positivo, ou vice-versa). Um problema muito importante no passado, que, hoje em dia, pode ser tratado previamente, exigindo, no entanto, alguns cuidados no parto. Para a OMS, os casos de incompatibilidade RH e de bebés prematuros são os únicos em que «o laqueamento tardio pode causar complicações». No entanto, uma revisão de sete estudos publicada na base de dados Cochrane, em 2004, concluiu que, mesmo nos partos pré-termo, esperar 30 a 120 segundos antes do cortar o cordão umbilical pode «estar associado a uma menor necessidade de transfusão e a menos hemorragia intraventricular». Teresa Tomé reconhece que «no recém-nascido prematuro, a laqueação após 30 segundos evidencia diminuição de necessidade de transfusão». Ainda assim, o assunto não reúne consenso. «O timing ideal para a laqueação do cordão umbilical é um ponto actual de discussão e enquadra-se numa modificação de conduta na sala de partos, tal como o contacto pele com pele ou ressuscitação com ar ambiente», resume a neonatologista.
retirado da revista Pais&Filhos

sábado, 8 de março de 2008

Curso de Massagem Thai Yoga


1 a 6 de Maio

Módulo I – Gestação

A Massagem Thai durante a gravidez actua em muitos níveis e alivia os desconfortos desta fase, bem como prepara corpo para o parto. A massagem trabalha com a mobilidade e fortalecimento das articulações, actuando sobre o sistema nervoso e melhorando o sono, a digestão, diminuindo o stress e aliviando dores.
Além de fortalecer o corpo, a Massagem Thai é uma prática meditativa
que promove estados meditativos e contemplativos que estreitam os laços mãe/filho e permitem a gestante saborear uma gravidez prazerosa e saudável.
Conteúdo:
Introdução à Massagem Thai e à Yoga Massagem
Aplicação: cuidados especiais e precauções
O corpo na gravidezAromaterapia na massagem
Sequência de massagem thai no chão
Sequência de massagem com óleo aromático
Exercícios com bola suíça
Respiração e Meditação

Módulo II – Parto e Pós parto Este módulo aprofunda o conhecimento da Massagem Thai e seus recursos para o Trabalho de parto e sua recuperação. Por unir diversos elementos das grandes medicinas orientais a Massagem Thai para o parto traz o toque subtil com pressões suaves e ritmadas aliada ao poder da reflexogia e aromaterapia tradicional. Os alongamentos passivos ajudam no fortalecimento e tônus e o relaxamento profundo e meditativo essencial para uma boa recuperação pós parto, além do poder do toque em transmitir carinho e conforto para a recém mãe



Conteúdo:
Parto:Reflexologia, Aromaterapia e Yoga para o TP, Lombar e Pélvis
Massagem com Bola Suiça
Relaxamento e Respiração
Toque e suporte emocional
Dança da Vida
Pós Parto:
Recuperação 0-3 meses / 3-12 meses / Postura, Alongamentos e Consciência corporal / Cesária / Baby Blues / Lactação


Formadora:
Marjorie Sá http://www.divinasmaes.com.br/
Terapeuta corporal e bailarina. Mãe da Narayana e coordenadora do Projecto de Assistência Social Divinas Mães. Co-fundadora da Escola de Massagem Meditativa Thai Brasil.Formou-se em Massagem Thai pelo Bangkok Bodywork Trainning Center – Sukothai Open-University e Fundação Dr. Shivagokomarpaj, The Old Medicine Hospital, em 2001, ano que residiu na Tailandia estudando Massagem tradicional e prestando serviços comunitários.Aprofundou seus estudos com outras terapias como Massagem Ayurvédica, Watsu, Magnified Healing, Reiki, Yogaterapia, entre outros. Dedica-se ao estudo e pesquisa de temas da gravidez, saúde da mulher e práticas corporais na gestação e puerpério.Ministra desde 2002 aulas de Massagem Thai e Meditação e presta atendimentos individuais particulares. Coordena um grupo de estudos e pesquisa sobre a Massagem Thai e suas variações, com actividades especiais para gestantes, mulheres, crianças e pessoas na melhor idade. É praticante há mais de oito anos de Kundalini Yoga, Yoga Integral e outras Artes Corporais. Com o Programa Divinas Mães atende gestantes, mães e bebés com práticas de Massagem, Aromaterapia e Yoga na Gestação, Parto e Puerpério. Ministra cursos para profissionais e Doula, é parceira do GAMA em São Paulo.Sua escola de Massagem Thai é parceira da Embaixada da Tailândia em diverso eventos e produções como o Festival de Cultura Tailandesa de Lima em 2004, no Peru, I Festival de Massagem Thai no Brasil, em 2005 e II Festival de Massagem Thai no Brasil com a presença Profº Dr. Richard Gold, EUA, introdutor da técnica no ocidente.

Local: 4ventos http://www.4ventos.org/
Centro de retiros num vale de reserva ecológica, Casal de São Pedro, em Sobral da Abelheira, perto da tapada de Mafra


Preço
Sócios Associação Doulas de Portugal http://www.doulasdeportugal.org/
Sócios Humpar http://www.humpar.org/
350 euros ( ou 150 pagos na inscrição e os restantes 200 pagos até 15 de Abril ) - Com almoço e lanche a meio da manha e a meio da tarde incluídos
450 euros ( ou 200 pagos na inscrição e os restantes 250 pagos até 15 de Abril ) - com estadia, pequeno almoço, almoço e lanche a meio da manha e a meio da tarde e jantar incluídos
Para se fazer de sócio contacte a ADP ou a Humpar

Não sócios -
400 euros ( ou 200 pagos na inscrição e os restantes 200 pagos até 15 de Abril ) - Com almoço e lanche a meio da manha e a meio da tarde incluídos
500 euros( ou 250 pagos na inscrição e os restantes 250 pagos até 15 de Abril ) - com estadia, pequeno almoço, Almoço, lanche a meio da manha e a meio da tarde e jantar incluídos

Inscrições - catarinapardal@sapo.pt, tel-919267844

Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de Março. É um dia comemorativo para a celebração dos feitos econômicos, políticos e sociais alcançados pela mulher.
A idéia da existência de um dia internacional da mulher foi inicialmente proposta na virada do século XX, durante o rápido processo de industrialização e expansão econômica que levou aos protestos sobre as condições de trabalho. As mulheres empregadas em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos em 8 de Março de 1857 em Nova Iorque, em que protestavam sobre as más condições de trabalho e reduzidos salários.
Este fato levou à uma versão distorcida dos fatos, misturando este evento com o incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist, que também aconteceu em Nova Iorque, em 25 de março de 1911, onde morreram 146 trabalhadoras. Segundo esta versão, 129 trabalhadoras durante um protesto teriam sido trancadas e queimadas vivas. Este evento porém nunca aconteceu e o incêndio da Triangle Shirtwaist continua como o pior incêndio da história de Nova Iorque.
Muitos outros protestos se seguiram nos anos seguintes ao episódio de 8 de Março, destacando-se um outro em 1908, onde 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque exigindo a redução de horário, melhores salários, e o direito ao voto. Assim, o primeiro Dia Internacional da Mulher observou-se a 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos da América após uma declaração do Partido Socialista da América. Em 1910, a primeira conferência internacional sobre a mulher ocorreu em Copenhague, dirigida pela Internacional Socialista, e o Dia Internacional da Mulher foi estabelecido. No ano seguinte, esse dia foi celebrado por mais de um milhão de pessoas na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça, no dia 19 de Março. No entanto, logo depois, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 140 costureiras; o número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Além disto, ocorreram também manifestações pela Paz em toda a Europa nas vésperas da Primeira Guerra Mundial.
Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher serviram de estopim para a Revolução russa de 1917. Depois da Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo num dia oficial que, durante o período soviético permaneceu numa celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a sua vertente política e tornar-se-ia numa ocasião em que os homens manifestavam a sua simpatia ou amor pelas mulheres da sua vida — um tanto semelhante a uma mistura dos feriados ocidentais Dia das Mães e Dia dos Namorados. O dia permanece como feriado oficial na Rússia (bem como na Bielorrússia, Macedônia, Moldávia e Ucrânia), e verifica-se pelas ofertas de prendas e flores dos homens às mulheres (quaisquer mulheres). Quando a Tchecoslováquia integrou o Bloco Soviético, esta celebração foi apoiada oficialmente e gradualmente transformada em paródia — ver MDŽ.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, mas esmoreceu. Foi revitalizado pelo feminismo na década de 1960. Em 1975, designado como o Ano Internacional da Mulher, a Organização das Nações Unidas começou a patrocinar o Dia Internacional da Mulher.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Mulher

sexta-feira, 7 de março de 2008

Unidades Privadas fazem poucos partos normais

Taxa de cesarianas nas unidades privadas é de 66 por cento, o dobro do sector público.

A percentagem de partos por cesariana nas unidades de saúde privadas foi de quase 66 por cento em 2005, mais do dobro da registada nas maternidades públicas.No ano passado, a proporção de partos por cesariana nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde foi de 32 por cento, taxa esta só por si já considerada excessiva pelos especialistas.A Entidade Reguladora da Saúde (ERS), que decidiu avaliar as condições dos centros de nascimentos privados, concluiu que a taxa de cesarianas nestes locais atingiu os 65,9 por cento em 2005 (perto de 7 mil dos 10.500 partos efectuados nas 24 unidades avaliadas). Mas em alguns estabelecimentos foi mesmo superior a 90 por cento. Há o caso de uma unidade onde, de um total de 272 nascimentos, só 19 foram partos normais, lê-se no relatório preliminar a que o PÚBLICO teve acesso."A taxa é absolutamente exagerada até porque estes estabelecimentos não vêem grávidas com patologias", comenta Jorge Branco, presidente da Comissão de Saúde Materna e Neonatal, que recomendou o encerramento das maternidades públicas com uma casuística inferior a 1500 partos por ano. "Isto é uma loucura total", complementa Octávio Cunha, também membro desta comissão, lembrando que estes locais não recebem grávidas de risco, como acontece com os hospitais públicos. Na maior parte destas unidades, "trabalha-se à peça", caricaturiza. E resume: "Eles fazem cesarianas porque é mais rápido e não correm tantos riscos." Menos afirmativa, a ERS considera que esta realidade merecerá a realização de estudos de outro âmbito. Mas não deixa de se interrogar sobre as razões que explicam uma "assimetria regional tão marcada, com os centros da região Norte a apresentarem percentagens de partos por cesariana muito mais elevadas do que os das regiões Centro e Sul". Aliás, é no Norte e no Litoral que se situa o grosso destes estabelecimentos (a região de Lisboa tem quatro, enquanto na do Porto se concentram nove).Outro dos problemas que ressaltam deste relatório é o baixo número de partos efectuados na maior parte destes centros. Dos 24 estabelecimentos analisados (um outro apenas começou a actividade em 2006), apenas dois fizeram mais de 1500 nascimentos, o mínimo exigido às maternidades públicas para se manterem abertas. E apenas seis efectuavam mais de um parto por dia. A média de partos é tão baixa que em três das unidades avaliadas pela ERS não ultrapassa, sequer, os dois nascimentos por mês. Para Nuno Montenegro, director do serviço de obstetrícia do Hospital de S. João (Porto), a grande mensagem a retirar deste relatório é a de que há centros que "deveriam de imediato fechar as portas". Sublinhando que não está em causa a competência dos médicos, Montenegro nota que o problema passa por não existir "uma logística mínima para garantir as condições de segurança". No relatório, a ERS recomenda, de uma forma mais subtil, "a reorganização da rede com eventual fusão entre centros de nascimento".A entidade refere ainda que detectou "problemas graves não passíveis de resolução em tempo útil" em duas instituições, não especificadas. Seja como for, considerou que, de uma forma geral e face à informação recolhida, os cuidados de assistência ao parto nos estabelecimentos privados são de "qualidade satisfatória". Porque foi isso que se verificou nas instituições com o grosso dos partos (13 são responsáveis por 84,1 por cento do total). Mas detectou outros problemas, que se prendem com a falta de recursos humanos (12 dos centros não dispunham de profissionais habilitados durante as 24 horas), a ausência de manuais de procedimentos, de protocolos de actuação e de uma cadeia hierárquica clara em caso de emergência.

11.05.2007 Alexandra Campos, jornal PÚBLICO

Uma em cada três mulheres têm relações sexuais dolorosas um ano após o parto


Estudo sobre a incidência de relações sexuais dolorosas um ano após o parto.
Uma em cada três mulheres ainda experimentam relações sexuais dolorosas um ano depois do parto, demonstra um estudo. Investigadores dirigidos por Amanda Williams, da Universidade de Birmingham no Reino Unido, entregaram questionários a 482 mulheres acima dos 16 anos que tinham dado a luz um ano antes.Oitenta e sete por cento das mulheres queixou-se no mínimo de um problema de saúde relacionado com o sexo um ano após o parto.
Mais do dobro do número de mulheres asiáticas do que de mulheres brancas referiram dores no perineo durante as relações sexuais um ano após terem dado a luz, num 62 % contra 28 %.
As relações sexuais dolorosas também foram mais comuns nas mulheres que sofreram um parto instrumental, num 36 por cento, do que as que tinham tido um parto vaginal normal, num 34 por cento.
Só 19 por cento das mulheres que sofreram uma cesariana disse que experimentava ter relações sexuais dolorosas após um do nascimento do seu bebé.
As mulheres que tiveram um parto instrumental também tardaram mais 2 semanas para retomar as relações sexuais logo após o parto, em relação às que tinham sofrido uma cesariana ou tido um parto vaginal.
No entanto, Williams assinala rapidamente que embora os partos por cesariana sejam vistos positivamente neste estudo, estes “estão associados a outros problemas que têm um efeito negativo na qualidade de vida das mulheres”.Os investigadores concluem: “Cremos que o nosso estudo assinala a necessidade de que os médicos proporcionem apoio continuo às mulheres que deram à luz, centralizando-se em questões como os problemas no perineo e os problemas referentes a uma saúde delicada”.
Fonte: Orgyn.com retirado do Journal of Clinical Nursing 2007; Advance online publication
© 2007 Current Medicine Group Ltd, a part of Springer Science+Business Media - Publicado: 27 Março 2007

Novo relatório sugere que sexo é mais seguro no hospital *

Segundo um relatório elaborado por médicos de família, terapeutas sexuais, ginecologistas e obstetras, o sexo é mais seguro quando feito sob o olhar cuidado de profissionais. "Sexo não é tão seguro como muitos são levados a crer." Diz um médico. "Todos o tipo de traumas físicos, emocionais e reprodutivos são diagnosticados a cada ano por profissionais médicos, muitos dos quais poderiam ser evitados se o sexo fosse realizado num ambiente seguro." Entre a lista de lesões / riscos relatados encontramos: danos nos mamilos, dores de cabeça, gravidez indesejada, tensões musculares, cãibras, desidratação, exaustão, propagação de constipações e vírus da gripe e mini-lacerações vaginais."Sexo deve ser feito sob a orientação de um profissional. Sexo não é instintivo. É incorrecto dizer que surge naturalmente e deve, portanto, destinar-se a pessoas sem formação específica ou pessoas inexperientes". Afirma outro colaborador. De acordo com o relatório, ter relações sexuais em meio hospitalar com o benefício de "assistência dirigida" terá como resultado uma melhor experiência para ambas as partes, e um muito maior equilíbrio na proporção risco / benefício para aqueles que querem controlar e fazer as suas escolhas no que diz respeito ao planeamento familiar. O relatório afirma que ter acesso a coisas como "máscaras" para reduzir a propagação da constipação e vírus da gripe e profissionais médicos para responder às perguntas ou assumir o comando no caso de algo não correr de acordo com o planeado, proporciona aos jovens uma tranquilidade e segurança que não poderiam encontrar no domicílio. "Por exemplo: Se um casal está no hospital a tentar conceber um bebé e eles enfrentam uma disfunção sexual por parte da mulher, existe um terapeuta sexual em stand-by pronto para lhe prestar aconselhamento. E se ela não tiver capacidade para relaxar e produzir lubrificação suficiente para ter relações sexuais sem dor, temos uma epidural pronta e um ginecologista na hora, de luvas calçadas e pronto para inserir a lubrificação, conforme necessário. É o cenário ideal! " "Ter relações sexuais em casa não é apenas irresponsável porque coloca em risco diversos aspectos físicos, é também ridículo. Porquê escolher fazê-lo de forma tão pouco civilizada, quando o hospital oferece uma alternativa melhor? "Declarações de um Director de Serviço de Obstetrícia. Quando questionados sobre os riscos de contraír doenças sexualmente transmissíveis, doenças mais perigosas como Staph, outras doenças que se desenvolvem em meio hospitalar e doenças resistentes, os participantes garantiram-nos que não havia mais riscos do que em qualquer outro internamento hospitalar. Quando questionados sobre "necessidades emocionais", e "criar o ambiente", factores que se tem verificado que aumentam naturalmente a resposta sexual da mulher e a aprontam para a intimidade e a concepção, os médicos responderam desta forma: "À medida que as mulheres começam a ver como benéfica esta nova maneira de conceber filhos e partilhar a intimidade sexual com os seus parceiros, elas irão alterar as suas expectativas e adaptar-se de forma a responder e colaborar da forma que desejamos. E se não o fizerem, nós estaremos lá para garantir que tudo decorre “de forma tranquila". Também é importante lembrar que não são as necessidades do indivíduo que importam nesta situação, mas o sucesso global da sua escolha em ter relações sexuais de forma responsável e inteligente".

* Trata-se evidentemente de uma paródia sobre o que tem vindo a acontecer com o nascimento, um processo natural que deve claramente ser dirigido pela mulher, e que se tornou num campo fundamental da defesa dos Direitos Humanos. Se nos rendemos e entregamos os nossos direitos sobre o nosso corpo e as nossas escolhas no que diz respeito à nossa saúde ... o que virá depois?!
Texto original de: Marci Macari (http://www.shebirths.com/shebirthstheblog/)
Tradução: Margarida Piló - HumPar