http://www.destak.pt/artigos.php?art=6711
"Mário Cordeiro é um nome incontornável da pediatria. Mas mais do que isso do mundo das crianças em geral, porque nunca se limitou ao estetoscópio. A sua sensibilidade, as memórias que guardou da sua própria infância, os seus cinco filhos impediram-no sempre de ver a Medicina como uma terapia apenas para o corpo. Por isso decidimos "provocá-lo" nesta véspera de Natal, que depois das suas respostas não voltará a será o mesmo.
ISABEL STILWELL - editorial@destak.pt
O que sente um bebé mesmo acabadinho de nascer?
Sente uma mistura imensa de estímulos, de sentimentos (medo, expectativa, perplexidade, fragilidade), sente a "asfixia do ar" (de quem passou nove meses em meio hídrico, de densidade grande, e de repente passa para um meio aéreo), sente a necessidade da presença dos pais, seus autores e progenitores, sente fome (e portanto vontade de mamar no peito da mãe), sente a necessidade de ser aquecido, mas nos braços da mãe e não debaixo de uma "chocadeira de pintos". Sente-se humano, a um tempo vencedor e frágil.
O Menino Jesus teve um parto mais "ecológico" do que as crianças que nascem no século XXI: sem holofotes, luzes fortes, tubos... Devemos fazer uso das novas tecnologias, mas criar ambientes mais humanizados?
Os nascimentos precisam de um parto. E o parto tem que prever todas as alternativas, mesmo as piores. Daí a necessidade de um meio hospitalar, com a respectiva tecnologia. Mas atenção: apenas para ser usada quando necessário, e não por "default". Aquela história, por exemplo, de "roubarem" os bebés dos pais para os "irem aquecer" é uma arrogância intolerável.
S. José assistiu ao parto! Hoje os pais já podem assistir, ou continuam a ser "empurrados" para fora da sala da maternidade?
Em muitos hospitais privados há mesmo uma política de "pai não entra" quando de uma cesariana com epidural. Se pensarmos que estas são mais de dois terços dos partos nesses meios... Ora o nascimento é o culminar de um projecto que é do pai e da mãe. Logo, estar presente no parto (não é "assistir"...) é um direito. Os profissionais não podem expulsar os pais. É imoral!
Jesus sobreviveu, mas no seu tempo, e até à muito pouco, e estamos a falar nos países ocidentais, a taxa de mortalidade infantil era elevadíssima. Qual é a esperança dos meninos Jesus que nascem hoje, em Portugal (ou em Badajoz)?
Desde 1989 que Portugal tem uma rede invejável de cuidados ao período perinatal, que inclui o parto. Somos campeões, nesse domínio, tendo partido de uma situação aflitiva. Quando o poder político é inteligente, o grupo de técnicos é bom e eficiente, e as coisas se fazem com cabeça, tronco e membros, e com os orçamentos necessários, ganha-se, e ganha-se muito. Cito Albino Aroso, Leonor Beleza, Torrado da Silva, Octávio Cunha, Maria de Belém e tantos outros. A eles se deve.
O Menino foi visitado por anjos, pastores, ovelhas, burros e vacas... Estamos a rodear os bebés de assepsia a mais? Há agora muitos pediatras a recomendar que não se leve o bebé à rua durante o primeiro mês...
Há um tempo de presépio e um de apresentação no Templo. As visitas sociais são um fenómeno recente, urbano e a evitar. Quanto aos passeios, devem ser logo que os pais queiram. Os bebés têm memórias antropológicas do meio exterior natural. Sentem-se bem é fora. E o frio não é impedimento. Em Portugal somos ainda muito tímidos nessas coisas. E alguns profissionais dizem coisas verdadeiramente tontas, como essa de não poder passear no primeiro mês - claro que se for num centro comercial é outra coisa, mas também não é passeio...
Já li textos seus em que diz que as "visitas" devem ser postas a milhas nos primeiros tempos...
Corridas com um rotweiller atrás. O momento é de intimidade, comunhão, contemplação, solidão até, compreensão do fenómeno, sonho e paixão. Não se consegue este registo com uma alcateia à volta. Visitas: xô!
Um bebé ouve, cheira e vê? Vê a que distância?
Vem equipado com todos os sentidos, embora veja a preto e branco até cerca dos 4 meses de idade. A questão de ver está ligada à necessidade de analisar pormenorizadamente o que não conhece - e cansa-se. É a imagem em espelho que permite compreender. Se olha para uma árvore ou uma nuvem, ela é imediatamente entendida porque está na memória genética do bebé. Um computador ou um livro já é mais difícil...
Porque é que nos quiseram convencer, por exemplo, que não reconhece a mãe durante muito tempo?
Não é verdade, e as razões por que isso era dito passavam, quanto a mim, pela ignorância, pela mania de que os médicos sabiam tudo (e quando não sabiam, inventavam), pela arrogância e pela vontade de diminuir o interlocutor, e pelo desejo de pretender que só os cérebros iluminados dos senhores doutores compreendiam o bebé e vice-versa. Os bebés reconhecem a mãe, o pai e os irmãos desde antes do nascimento. Que isso fique claro!
Para as crianças o Natal é o "grande dia", o segundo, logo a seguir à sua festa de anos - como gerir as expectativas de um filho com menos de dez anos?
Se a avalancha de brinquedos e o novo-riquismo exibicionista são grandes, então perde-se o significado simbólico do que é o Natal: oferecer, partilhar, estar. Um presente significa: neste momento, pensei em ti, tentei agradar-te, gastei tempo e dinheiro para que, quando utilizares esse objecto, te lembres de mim e da nossa amizade. No fundo é dizer: «gosto de ti. Sabia que sabias, mas quero dizer-te, através desse símbolo.» É por isso que cada presente deve ser aberto à frente de quem o ofereceu, vendo a reacção e com tempo.
Os reis magos trouxeram mirra, incenso e ouro, os pastores quanto muito um queijinho. Os pais têm medo de perder o amor dos filhos, se não lhes puderem dar tudo o que passa nos anúncios da televisão?
Sentem-se pressionados e têm medo que os filhos gostem menos deles, se o presente for inferior ao do tio ou ao dos avós. A pressão externa, que passa pela publicidade, é mais um factor. Mas a questão é se queremos ser nós a nortear a nossa família (mãe, pai e filhos) ou se queremos que sejam outros, diminuindo o nosso papel. Se queremos ser o Norte, então temos que agir como tal.
Aquela frase: «há meninos que não têm o que tu tens», com que tentamos calar-lhes as birras, bem com o hábito de recolher os seus brinquedos antigos para os dar aos "meninos que não têm Natal" são formas genuínas de ensinar a solidariedade ou pensos rápidos, sem qualquer efeito?
Mais do que atirar para cima de uma criança uma culpa que pertence aos adultos e à forma por vezes iníqua com que organizam a sociedade e distribuem os bens, ou como valorizam os bens materiais e diminuem os sociais e espirituais, deve é dizer-se que desperdício é errado e que o excesso atrapalha e não faz ninguém feliz. Mais do que dar, é partilhar. Por razões sociais fortes, e não por um espírito paternalista, é preciso pensar nos "meninos que não têm". Mas ressalvando sempre que "não têm" coisas, mas têm dignidade.
Há pais com medo de falar no Pai Natal, por acreditarem que o filho um dia lhes vai chamar mentirosos. Mas sempre soubemos distinguir a magia da realidade - as crianças de hoje, com playstations e jogos de computador - ainda mais? E além do mais quem é que garante que o Pai Natal não existe.
Matem os sonhos, as fantasias, o Pai Natal, a fada dos dentes e tudo o mais, em prol do politicamente correcto ou da necessidade de entrar no "mundo dos adultos" e estarão a fabricar verdadeiros monstros. Uma criança sabe que o Pai Natal que aparece lá no dia 24 tem as meias do avô ou os sapatos do tio, os quais por acaso até se ausentaram naquele momento. E depois? O faz-de-conta é uma das vertentes mais importantes do jogo simbólico e da actividade lúdica! Bom Natal, com sonhos, esperança e amor. Muito, e sem inibições de expressão!"
Sobre o blog:
“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones
domingo, 30 de dezembro de 2007
Feliz Ano de 2008
Que Maria sirva de inspiração para as mães que vão parir em 2008.
Que Maria nos lembre como é simples parir um filho.
Que Maria nos lembre que o importante é SER e não ter.
Para nascer bem é preciso muito pouco, é preciso acreditar no nosso corpo e deixar fluir a força da natureza.
Basta um ambiente tranquilo, silencioso,com muito amor...
Desejo para este ano gravidezes activas e livres de intervenções desnecessárias
Feliz Ano de 2008 para todos
Que Maria nos lembre como é simples parir um filho.
Que Maria nos lembre que o importante é SER e não ter.
Para nascer bem é preciso muito pouco, é preciso acreditar no nosso corpo e deixar fluir a força da natureza.
Basta um ambiente tranquilo, silencioso,com muito amor...
Desejo para este ano gravidezes activas e livres de intervenções desnecessárias
Feliz Ano de 2008 para todos
sábado, 22 de dezembro de 2007
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Não é apenas um programa, é um estilo de vida.
Estrutura é a palavra-chave. O foco do Pilates é fortalecer os musculos do “core”, ou seja, os músculos que rodeiam e suportam o seu tronco, assim sentir-se-á em forma e com uma postura melhor para enfrentar o mundo exigente de hoje. Muitos programas de exercício concentram-se em desenvolver a força de outros músculos através de treino com pesos, exercícios na bicicleta, etc. Pilates, pelo contrário, desenvolve todo o corpo, dando-lhe um aspecto mais alongado, alinhado e forte.
A vida actual exige demasiado dos nossos corpos, hoje em dia muitos de nós passamos demasiadas horas debruçados sobre uma secretária altíssima ou sentadas em frente a um computador com o corpo inclinado para a frente para ler ou escrever. Devido a este facto, adoptamos uma postura que atrofia e comprime os músculos da coluna, enfraquece os músculos do soalho pélvico e impede a respiração fluente. É um estilo de vida exigente a nivel fisico e emocional.
O Método de Pilates pode ensinar-lhe a lidar com os efeitos negativos, ensinando o corpo a treinar melhor, tornando os músculos mais longos e fortes, melhorando acima de tudo, condição fisica e o bem-estar emocional.
Não é apenas um programa, é um estilo de vida.
Pilates confere beneficios muito além de melhorar a força e o bem-estar.
Tempo-eficiência.
Pode fazer em quase todos os lugares e a qualquer hora.
Custo-eficiência.
Pouco equipamento, sem inscrições em circuitos.
Adaptável.
Feito para qualquer pessoa, de bailarinos a pessoas com lesões ou incapacidades físicas.
Princípios do Método de Pilates
1. Concentração
Muitos exercícios a levam a “desligar-se” do mundo exterior, a concentrar-se só nos movimentos do seu corpo. O Método de Pilates é uma tecnica Mind&Body que requere o foco no corpo. Deverá bloquear os pensamentos externos e concentrar-se apenas nos exercícios.
2. Respiração
Uma respiração correcta é essencial em Pilates, embora possa ser a parte mais complicada de dominar. Quanto melhor for o controlo da respiração, mais efeitos o Pilates terá em si. A respiração deverá conduzir o movimento e não o contrário.
3. Centralização
Se leva uma vida sedentária, o tipo de exercício adequado irá desenvolver profundamente a força muscular, de forma a ajudá-lo a sentar-se correctamente e evitar problemas de coluna. Quando pratica Pilates foca-se no centro do seu corpo. Assim estará a desenvolver a força do core.
4. Controlo
Movimentos controlados, fluidos e lentos é a chave de Pilates, cada movimento é suave até ao próximo. Assim desenvolve o controlo fisico e mental, terá uma consciencia corporal como nunca.
5. Precisão
Para os bailarinos, precisão não é apenas desejada, mas essencial para a sua segurança fisica, cada movimento e toda a sequência de movimentos terá que ser perfeitamente coordenada, caso contrario correm o risco de falhar ou mesmo de ter lesões. Não somos todos bailarinos,mas o Pilates ensina-nos a movermos de forma a evitar fadiga e dor.
6. Movimento
Pilates é um círculo contínuo de movimentos relacionados entre si, todos passando fluentemente de um para o próximo. O Pilates pode ser combinado com outro tipo de exercícios, assegurando assim, que usa todos os musculos.
7. Isolamento
Em Pilates o “isolamento” é o exercicio mental de identificar a sensação de cada grupo muscular. Só assim poderá fortalecer músculos mais fracos e harmonizar todo a estrutura muscular.
8. Rotina
Guarde algum tempo de cada dia para fazer os exercícios de Pilates, tal como guarda tempo para tomar duche, vestir-se, preparar-se para trabalhar. Dê tanta atenção ao seus músculos como dá ao seu cabelo,à sua beleza, o seu corpo vai premiá-la com melhor agilidade – tanto mental como fisicamente.
Adaptado
PILATES STUDIOS viva fit
A vida actual exige demasiado dos nossos corpos, hoje em dia muitos de nós passamos demasiadas horas debruçados sobre uma secretária altíssima ou sentadas em frente a um computador com o corpo inclinado para a frente para ler ou escrever. Devido a este facto, adoptamos uma postura que atrofia e comprime os músculos da coluna, enfraquece os músculos do soalho pélvico e impede a respiração fluente. É um estilo de vida exigente a nivel fisico e emocional.
O Método de Pilates pode ensinar-lhe a lidar com os efeitos negativos, ensinando o corpo a treinar melhor, tornando os músculos mais longos e fortes, melhorando acima de tudo, condição fisica e o bem-estar emocional.
Não é apenas um programa, é um estilo de vida.
Pilates confere beneficios muito além de melhorar a força e o bem-estar.
Tempo-eficiência.
Pode fazer em quase todos os lugares e a qualquer hora.
Custo-eficiência.
Pouco equipamento, sem inscrições em circuitos.
Adaptável.
Feito para qualquer pessoa, de bailarinos a pessoas com lesões ou incapacidades físicas.
Princípios do Método de Pilates
1. Concentração
Muitos exercícios a levam a “desligar-se” do mundo exterior, a concentrar-se só nos movimentos do seu corpo. O Método de Pilates é uma tecnica Mind&Body que requere o foco no corpo. Deverá bloquear os pensamentos externos e concentrar-se apenas nos exercícios.
2. Respiração
Uma respiração correcta é essencial em Pilates, embora possa ser a parte mais complicada de dominar. Quanto melhor for o controlo da respiração, mais efeitos o Pilates terá em si. A respiração deverá conduzir o movimento e não o contrário.
3. Centralização
Se leva uma vida sedentária, o tipo de exercício adequado irá desenvolver profundamente a força muscular, de forma a ajudá-lo a sentar-se correctamente e evitar problemas de coluna. Quando pratica Pilates foca-se no centro do seu corpo. Assim estará a desenvolver a força do core.
4. Controlo
Movimentos controlados, fluidos e lentos é a chave de Pilates, cada movimento é suave até ao próximo. Assim desenvolve o controlo fisico e mental, terá uma consciencia corporal como nunca.
5. Precisão
Para os bailarinos, precisão não é apenas desejada, mas essencial para a sua segurança fisica, cada movimento e toda a sequência de movimentos terá que ser perfeitamente coordenada, caso contrario correm o risco de falhar ou mesmo de ter lesões. Não somos todos bailarinos,mas o Pilates ensina-nos a movermos de forma a evitar fadiga e dor.
6. Movimento
Pilates é um círculo contínuo de movimentos relacionados entre si, todos passando fluentemente de um para o próximo. O Pilates pode ser combinado com outro tipo de exercícios, assegurando assim, que usa todos os musculos.
7. Isolamento
Em Pilates o “isolamento” é o exercicio mental de identificar a sensação de cada grupo muscular. Só assim poderá fortalecer músculos mais fracos e harmonizar todo a estrutura muscular.
8. Rotina
Guarde algum tempo de cada dia para fazer os exercícios de Pilates, tal como guarda tempo para tomar duche, vestir-se, preparar-se para trabalhar. Dê tanta atenção ao seus músculos como dá ao seu cabelo,à sua beleza, o seu corpo vai premiá-la com melhor agilidade – tanto mental como fisicamente.
Adaptado
PILATES STUDIOS viva fit
Pilates ajuda a apimentar a relação sexual
O pilates é um óptimo aliado para apimentar a relação sexual. Por trabalhar especialmente os músculos da região pélvica os exercícios tendem a deixar os praticantes com mais disposição para o sexo.
Diversos factores contribuem para isso: o desenvolvimento da capacidade respiratória, uma vez que os exercícios são realizados com uma respiração correta e suave; maior capacidade de concentração; aumento da resistência, da força e da flexibilidade corporal; e redução de dores, como as das costas, por exemplo.
A força que o pilates dará aos músculos da região abdominal e da pelve, muito usados durante a relação sexual, ajuda na sustentação e na durabilidade do acto sexual
Algumas mulheres sofrem com o relaxamento da musculatura pélvica após a gravidez ou no período da menopausa, o que pode reduzir o prazer na hora da relação sexual.
Este problema, que pode ocorrer devido às alterações hormonais e aos partos, pode ser contornado com exercícios de pilates focados no fortalecimento pélvico. O resultado é maior conforto e prazer durante o acto sexual.
Além disso, com a libertação da serotonina (substância libertada ao praticar atividade física e que está aliada ao humor e ao prazer) há uma diminuição do stress.
A serotonina desempenha um importante papel no sistema nervoso como, por exemplo, regular o sono, a temperatura corporal, o apetite, o humor, a actividade motora e as funções cognitivas. A substância propicia uma sensação de bem-estar que certamente contribui para deixar a pessoa mais sensível aos estímulos sexuais.
O fortalecimento do períneo
(Períneo é a região do corpo humano que começa, para as mulheres na parte de baixo da vulva e estende-se até o ânus. No homem, localiza-se entre o saco escrotal e o ânus.O períneo compreende um conjunto de músculos e aponevroses que encerram o estreito inferior da escavação pélvica, sendo atravessada pelo recto, atrás, e pela uretra e órgãos genitais adiante. O períneo tem a forma de um losango)
e dos músculos adutores (da parte interna da coxa) são fundamentais para uma boa performance sexual.
O Fortalecimento destes músculos só pode ajudar para melhorar a performance no sexo.
Lembro ainda que, dependendo da posição, a força dos músculos abdominais tem sua importância na hora do sexo.
Há certas posições sexuais que exigem sustentabilidade dos músculos abdominais e dos braços, tanto para as mulheres, quanto para os homens.
por isto pilates é um óptimo exercício para melhorar a sua vida sexual
Diversos factores contribuem para isso: o desenvolvimento da capacidade respiratória, uma vez que os exercícios são realizados com uma respiração correta e suave; maior capacidade de concentração; aumento da resistência, da força e da flexibilidade corporal; e redução de dores, como as das costas, por exemplo.
A força que o pilates dará aos músculos da região abdominal e da pelve, muito usados durante a relação sexual, ajuda na sustentação e na durabilidade do acto sexual
Algumas mulheres sofrem com o relaxamento da musculatura pélvica após a gravidez ou no período da menopausa, o que pode reduzir o prazer na hora da relação sexual.
Este problema, que pode ocorrer devido às alterações hormonais e aos partos, pode ser contornado com exercícios de pilates focados no fortalecimento pélvico. O resultado é maior conforto e prazer durante o acto sexual.
Além disso, com a libertação da serotonina (substância libertada ao praticar atividade física e que está aliada ao humor e ao prazer) há uma diminuição do stress.
A serotonina desempenha um importante papel no sistema nervoso como, por exemplo, regular o sono, a temperatura corporal, o apetite, o humor, a actividade motora e as funções cognitivas. A substância propicia uma sensação de bem-estar que certamente contribui para deixar a pessoa mais sensível aos estímulos sexuais.
O fortalecimento do períneo
(Períneo é a região do corpo humano que começa, para as mulheres na parte de baixo da vulva e estende-se até o ânus. No homem, localiza-se entre o saco escrotal e o ânus.O períneo compreende um conjunto de músculos e aponevroses que encerram o estreito inferior da escavação pélvica, sendo atravessada pelo recto, atrás, e pela uretra e órgãos genitais adiante. O períneo tem a forma de um losango)
e dos músculos adutores (da parte interna da coxa) são fundamentais para uma boa performance sexual.
O Fortalecimento destes músculos só pode ajudar para melhorar a performance no sexo.
Lembro ainda que, dependendo da posição, a força dos músculos abdominais tem sua importância na hora do sexo.
Há certas posições sexuais que exigem sustentabilidade dos músculos abdominais e dos braços, tanto para as mulheres, quanto para os homens.
por isto pilates é um óptimo exercício para melhorar a sua vida sexual
FAQ Pilates

O que é o PILATES?
O que diferencia pilates das outras formas de exercício é a sua abordagem holística que combina o treino de corpo e da mente para atingir um alinhamento postural correcto. Esta abordagem faz de pilates um método de exercícios e não uma colecção de exercícios sem relação entre si.
Pilates é um método de condicionamento físico e mental que desenvolve força, flexibilidade, resistência e controle motor do corpo.
O objectivo principal do método pilates é proporcionar ao praticante uma melhor compreensão do seu corpo, para que possa utiliza-lo de forma mais eficiente no dia-a-dia.
Porque devo de fazer Pilates?
O objectivo de pilates é o de atingir um corpo forte e alinhado.
Estabilizar o centro é o ponto fulcral de pilates. Essencialmente, significa criar um círculo de músculos à volta do centro do corpo, e estes músculos são fundamentais para a saúde de todo o corpo. Fortalecer estes músculos protege a coluna e ao mesmo tempo permite uma liberdade de movimentos e habilidade de controlar a parte superior e inferior do corpo.
É por isto que pilates é altamente recomendado tanto por fisioterapeutas como por osteopatas, no Reino Unido.
Benefícios de Pilates
Alongamento dos músculos curtos (harmstrings)
Fortalece músculos fracos (ex. abdominais, pernas, costas e braços)
Melhora qualidade de movimentos (ex. artrite nos joelhos)
Melhora músculos de postura – centro (ex. costas, ombros, abdómen)
Melhora coordenação
Alivia stress e tensão
Excelente pré e pós parto
Ajuda na prevenção da osteoporose
O pilates é semelhante ao ioga?
Pilates é uma forma de movimento terapêutico. Significa que pode ser usado como forma de reabilitação, fitness ou treino atlético. Enquanto pilates é um conjunto de movimentos disciplinados com objectivos terapêuticos, o ioga é uma forma de arte meditativa, derivada das artes indianas curativas chamada Ayurveda.
Existem, no entanto, algumas similaridades filosóficas. Embora o pilates seja baseado no movimento e o ioga na meditação ambos têm o mesmo ponto fulcral: concentração e respiração correcta. Ambos têm qualidades curativas e de reabilitação mas com abordagens diferentes.
Embora metodologicamente diferentes são filosofias muito semelhantes e podem ser combinadas no sentido de se obter melhorias em todas as áreas quer sejam físicas, mentais ou emocionais.

Pilates é para toda a gente?
Claro que sim. Seja atleta olímpico, corredor de fim-de-semana no parque ou um avô de 80 anos todos deverão experimentar os benefícios de fortalecimento, flexibilidade e concentração que o método pilates proporciona.
Com pilates posso emagrecer?
Para emagrecer precisa de exercícios cardio-vasculares como andar de bicicleta, correr, nadar, etc. Com pilates irá, com certeza, tonificar e fortalecer os músculos.
Como posso melhorar a minha postura?
Uma má postura significa desequilíbrio muscular, resultantes muitas vezes de um estilo de vida sedentário ou de velhas lesões.Com pilates todo o corpo é trabalhado, usando exercícios correctivos que abordem os desequilíbrios. O resultado é uma melhor postura, movimentos eficientes com um menor grau de esforço e um corpo sem dores.
O que vestir?
Roupa confortável como um fato de treino e t-shirt. Nos pés só deverão estar as meias de ginástica, dispensando qualquer tipo de calçado.

De quanto tempo precisamos para se poder notar diferenças no corpo?
Isso varia de pessoa para pessoa. É importante que tanto o professor como o aluno compreendam que é preciso algum tempo para se alterarem hábitos posturais. Aprender pilates é como aprender a tocar um instrumento musical: demora algum tempo e melhora com a prática. A promessa de um professor de pilates é a de que em cada aula se sentirá mais flexível e com mais energia, com uma imensa sensação de bem-estar. A seu tempo o seu corpo evidenciará alterações.
Pilates pode ser benéfico na gravidez?
Os exercícios de pilates, são ideais para os exercícios de preparação e recuperação pós-parto.

Durante a gravidez, o centro de gravidade da mulher muda aumentando muito a curvatura lombar. No início do 2º trimestre a mulher inicia a produção de uma hormona – relaxin – que permite o aumento da mobilidade nas articulações, com a consequente perda de alguma estabilidade natural.
Os exercícios de pilates fomentam um fortalecimento dos músculos nas costas, nas pernas, glúteos e músculos abdominais profundos, permitindo, assim, que as mudanças físicas que ocorrem sejam bem toleradas durante toda a gravidez. Pilates é particularmente bem sucedido a tonificar os músculos da zona púbica e abdominais profundos, após o parto.
Catarina Pardal
O PILATES PODE MUDAR A SUA VIDA
Joseph Pilates costumava dizer:
“Em dez sessões sentirá a diferença…
Em vinte verá a diferença
E em trinta terá um corpo novo”
Considerada a ginástica mais eficiente de todos os tempos, o método Joseph Pilates é uma técnica de construção corporal que conquistou os Estados Unidos. Desenvolvido pelo treinador físico Joseph Pilates, que combinou exercícios simples e equipamentos especiais, pratica o método quem deseja ter um corpo perfeito e saudável. É indicado para qualquer pessoa, de qualquer idade, interessada em melhorar seu condicionamento físico.
O método oferece um programa de exercícios que restaura o corpo, melhora a postura, tira dores musculares, previne contra lesões, aumenta a disposição e fortalece os músculos além de proporcionar um enorme bem-estar físico e mental.
“Em dez sessões sentirá a diferença…
Em vinte verá a diferença
E em trinta terá um corpo novo”
Considerada a ginástica mais eficiente de todos os tempos, o método Joseph Pilates é uma técnica de construção corporal que conquistou os Estados Unidos. Desenvolvido pelo treinador físico Joseph Pilates, que combinou exercícios simples e equipamentos especiais, pratica o método quem deseja ter um corpo perfeito e saudável. É indicado para qualquer pessoa, de qualquer idade, interessada em melhorar seu condicionamento físico.
O método oferece um programa de exercícios que restaura o corpo, melhora a postura, tira dores musculares, previne contra lesões, aumenta a disposição e fortalece os músculos além de proporcionar um enorme bem-estar físico e mental.
O Método Pilates - Uma revolução no fitness que começou há 80 anos.

Joseph Hubertus Pilates foi o criador de um sistema alternativo de exercícios extremamente benéfico. O Pilates utiliza princípios específicos para promover a consciência corporal, desenvolvendo corpos fortes, equilibrados, alongados e flexíveis. Na infância Pilates foi uma criança asmática e raquítica, para superar essas deficiências investiu tanto em seu condicionamento físico que aos 14 anos já pousava para quadros de anatomia, na adolescência tornou-se ginasta, mergulhador, esquiador, boxeador, artista de circo e interessou-se pelo estudo da Yoga Hatha, exercícios gregos e romanos, meditação Zen, abordagem analítica da mecânica do corpo da postura e respiração correta. Teve a oportunidade de trabalhar com Rodolf Laban grande estudioso do movimento humano e com base em toda essa experiência criou um legado de 34 exercícios, com os seguintes princípios: concentração, respiração, alinhamento, controle do centro, eficiência e fluência do movimento. Estes 34 exercícios têm sido estudados e adaptados seguindo os avanços da ciência na área da anatomia e da biomecânica. O Pilates é um método de trabalho corporal que busca a harmonização do corpo, trabalhando força, flexibilidade, respiração, equilÌbrio e fluidez de movimento. O trabalho é iniciado com movimentos simples que evoluem progressivamente para exercícios avançados, respeitando a individualidade de cada paciente. Pode ser praticado por bailarinos, gravidas, idosos, atletas e pessoas que necessitam de uma atenção especial para a prática de atividade física.
"Equilíbrio perfeito entre corpo e mente é aquela qualidade do homem civilizado, que não somente dá a ele uma superioridade sobre o reino selvagem e animal, mas também provê ao mesmo todos os poderes físicos e mentais que são indispensáveis para atingir o objetivo da humanidade – SAÚDE e FELICIDADE". Pilates, 1934.
sábado, 15 de dezembro de 2007
Dia nacional da Grávida
Vamos participar nesta petição!!!
Trata-se da possibilidade de podermos vir a celebrar o Dia Nacional da Grávida.
Para participar basta preencher o breve formulário em www.barrigasdeamor.com.
.. e passe a palavra aos seus amigos, colegas de trabalho e Famíliares, pois só com a participação de todos, será possível "O Dia Nacional Da Grávida".
Trata-se da possibilidade de podermos vir a celebrar o Dia Nacional da Grávida.
Para participar basta preencher o breve formulário em www.barrigasdeamor.com.
.. e passe a palavra aos seus amigos, colegas de trabalho e Famíliares, pois só com a participação de todos, será possível "O Dia Nacional Da Grávida".
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
O início de uma nova Vida
Após a união do óvulo com o espermatozóide, forma-se o ovo, que se vai instalar no útero, "agarrando-se" às suas paredes. A este processo chama-se Nidação.A partir daqui, o ovo vai começar a dividir-se em várias células, de forma a se diferenciar nos vários tecidos e orgãos.À 4ª semana de gestação, já se distingue a cabeça, o sistema nervoso, o tronco e uns minúsculos esboços dos braços e pernas. 1 mês depois o embrião já terá 25 mm de comprimento e 1 gr de peso.Das 9 às 12 semanas de Gestação

Os orgãos vitais, como o sistema digestivo, respiratório e urinário já estão formados. Inicia-se a formação do esqueleto.
A face começa a tomar forma e aparecem as orelhas, os lábios, o nariz e os olhos. Já se começam a identificar esboços dos tornozelos e dedos dos pés e das mãos.
O cérebro, o coração e o fígado aumentam de tamanho. O feto mede agora cerca de 30 mm e pesa 6 gr.
Das 13 às 16 semanas de gestação

Aparecem as unhas e, nas gengivas, uns "rebentos" que irão dar origem aos primeiros 20 dentes (de leite).
Os orgãos sexuais já estão constituídos.
O Bebé já mexe, ainda que a mãe não o sinta.
Mede cerca de 7 a 8 cm e pesa aproximadamente 30 gr. O coração já se consegue ouvir na consulta e bate o dobro do ritmo do da mãe.
Das 17 às 20 semanas de Gestação

Distinguem-se claramente os dedos das mãos e dos pés.
A placenta, que permite as trocas necessárias entre a mãe e o filho, está bem desenvolvida.
Verificam-se já certos reflexos, como o da sucção (chupar) e o da deglutição (engolir). O feto tem o hábito de chuchar no dedo polegar.
Mede cerca de 14 cm e pesa aproximadamente 200 gr.
Das 21 às 24 semanas de Gestação

O cabelo, as sobrancelhas e as pestanas começam a crescer.
O bebé tem geralmente os braços dobrados e os cotovelos junto do corpo.
A gordura começa a depositar-se debaixo da pele.
Os músculos estão activos e a mãe já consegue sentir os seus movimentos.
Mede cerca de 22 cm.
Das 25 às 27 semanas de gestação

O feto tem o corpo protegido por uma camada de uma substância gordurosa chamada "vérnix".
Mantém os braços dobrados sobre o peito e as pernas flectidas sobre o abdómen.
As pálpebras podem abrir-se.
Os músculos desenvolvem-se muito.
Já dorme.
mede em média 30 cm e pesa entre 800 a 900 gr.
Das 28 às 31 semanas de gestação

Às 28 semanas o feto pode colocar-se de cabeça para baixo.
Abre e fecha os olhos.
Ouve os sons fortes que chegam do exterior.
Pode chorar e responder a estímulos como a dor e a luz.
Nesta altura mede cerca de 40 cm e pesa à volta de 1600 gr.
Das 32 às 37 Semanas de Gestação

Desaparece grande parte das rugas do feto, graças às pequenas acumulações de gordura que se forma debaixo da pele.
A partir das 32 semanas o tom de pele torna-se rosa claro.
Os órgãos estão preparados e dotados para sobreviver, mas os pulmões ainda não estão maduros.
O bebé faz mais movimentos e dá, com força, pancadas com o pé.
Pode nesta altura medir 45 cm e pesar cerca de 2250 gr.
Das 37 às 40 semanas de Gestação

O Bebé está preparado para nascer logo às 36 semanas, apesar de o ideal ser a partir das 37 semanas.
Os pulmões estão adequadamente formados.
Apresenta um aspecto bem arredondado, com a pele rosada.
Continua a levar o dedo à boca e, de vez em quando tem soluços.
Entre as 38 e as 40 semanas, o bebé está completamente pronto a nascer, com os seus órgãos completamente maduros para resistir à vida extra-uterina.
Os movimentos fetais são um pouco mais reduzidos.
No final deste período, o feto tem aproximadamente 50 cm e pesa cerca de 3000 gr.
As imagens acima fazem parte do documentário produzido pelo National Geographic Channel: "En el Vientre Materno". São imagens obtidas através de uma micro-câmara introduzida no útero de uma grávida. Graças à modernas técnicas fotográficas é possível acompanhar o fascinante processo de gestação.
Bibliografia:
CUNHA, Fernanda; A Gravidez da Adolescente; Direcção Geral de Saúde; Lisboa; 2005
Apontamentos do curso de educadora Perinatal - GAMA
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Desenvolvimento psicológico do feto

Alguns de nós crescemos a ouvir dizer que, quando nascem, os bebés são tábuas rasas, folhas em branco, pedaços de cera virgem. Porventura menos sensíveis aos encantos dos bebés, havia também quem os comparasse a «tubos digestivos», que comiam e dormiam, sem mais questões.
Longe estávamos de imaginar, porém, as revelações que a ciência nos iria trazer em tão escassos anos. É certo que ainda vivemos num mundo que tem tanto de prático e palpável, como de misterioso e de sombrio, e é bom que assim seja.
Não paramos de nos surpreender com os avanços das novas tecnologias, mas o que fica na sombra, que mal se conhece, que não se vê, mas se sente e intui, permite-nos ainda sonhar e fazer conjecturas.
E enquanto uns insistem na necessidade da confirmação científica e sistemática das coisas, outros não hesitam em lançar-se em teorias fascinantes e improváveis sobre os mistérios e as estranhezas da vida. Como em tudo, o tempo dirá o que vale ou não vale.
O que é espantoso, no caso da vida fetal, e das descobertas fascinantes sobre a complexidade da vida de um ser, com um tempo ainda tão curto de inteligência, é verificar a quantidade de coisas que aquele minúsculo pedaço de vida já sabe.
O feto, afinal, é um sábio. E quando finalmente chega a hora de nascer, ele transporta, inteira, toda essa sabedoria para a sua nova realidade.
A biologia junta-se à psicologia para, juntas, interpretarem dados, números, imagens, e deles tirarem conclusões.
Se a biologia aponta estudos sobre a verificação, in útero, da aquisição de competências físicas precoces, a psicologia discerne sobre o extraordinário fenómeno da «inteligência fetal», a relação entre o amadurecimento do sistema nervoso e o pensamento potencial de que o pré-nascituro dispõe, os comportamentos individualizados manifestados pelos fetos no útero das mães, o papel da genética em todo este processo, como decorre a vida emocional intra-uterina, e tantas outras coisas.
Do que já não parece haver dúvidas é que a relação entre a mãe e o filho, no decorrer da gravidez, revela uma importância enorme em termos de interferência no bem-estar da criança que vai nascer.
Ou seja, as trocas emocionais entre ambos vão muito mais longe do que se pensava. E, assim, chega-se, cada mais, à conclusão que entender a natureza e a profundidade dos vínculos afectivos, desde as origens da vida, permite-nos não só compreendermo-nos melhor a nós próprios, como amar melhor as crianças, sabendo que daqui a cinquenta ou cem anos muito mais terá sido descoberto e explorado, sem que por isso o tema se esgote, porque a vida é demasiado complexa e diversa.
A nostalgia do útero
Com o tempo, virámo-nos para dentro. Há 150 anos, pela mão de Freud, aventurámo-nos à procura do inconsciente, explorámo-lo através dos sonhos, da observação dos comportamentos imprevistos e disfuncionais, mas também o descobrimos como a grande «fábrica» da nossa força criativa, fonte de vida, motor de mudança e de regeneração.
Hoje, a investigação científica, dotada de meios tecnológicos cada vez aperfeiçoados, propõe-nos «regredir» e voltar ao princípio, ir ao fundo de nós mesmos, ver de perto e de dentro onde se criam as raízes desse mesmo inconsciente, e como se desenvolve o feto desde a concepção até ao nascimento.
Temos, então, a oportunidade de entender melhor as dinâmicas que estão na origem do ser humano, a forma como ele se desenvolve, evolui e apreende a realidade física e psíquica dentro do útero.
É verdade que alguns de nós já fizemos esta viagem em sonhos, pela pura nostalgia de voltar ao que julgamos ter sido a segurança do «paraíso perdido».
Hoje, ultrapassadas várias etapas de investigação científica sobre a vida intra-uterina, ainda que através de métodos muito menos sofisticados do que os actuais, podemos finalmente fazê-lo graças a descobertas tão revolucionárias como a ecografia, os ultra-sons, as fotografias e os filmes realizados dentro da barriga das mães, pela introdução de material tecnológico apropriado.
Uma possibilidade que nos permite observar, em directo e ao vivo, como decorre o desenvolvimento do feto, a par e passo. E perceber que forma as coisas se passam nesse universo, que já sabemos não ser tão escuro, silencioso e seguro como pensávamos que fosse, ainda que não tenhamos todas as respostas.
Da concepção ao nascimento, são intrincados os caminhos da vida e grande a complexidade das interacções que se instauram na placenta.
No entanto, esta inovação tecnológica abriu as portas a novas áreas de estudo, como sabemos, e que se prendem com o conhecimento das capacidades e competências do feto, a complexidade do seu mundo sensorial, a relação estabelecida com a mãe, mas também com o ambiente externo mais próximo, a forma como sente as descontinuidades entre o «dentro» e o «fora», e os processos que estão na base da sua vida psíquica.
O despertar dos sentidos
Apesar de persistirem ainda muitas interrogações, sabe-se que «antes de nascer, enquanto está no ventre da mãe, o feto já tem uma série de competências físicas e psicológicas». Quem o diz é o psicólogo Pedro Caldeira.
De facto, a aprendizagem, ligada à crescente maturação do sistema nervoso, começa cedo. Nos primeiros meses de desenvolvimento, o feto não tem ainda consciência do seu meio ambiente, mas vai descobrindo, em primeiro lugar, o seu próprio corpo.
Mexe-se em todas as direcções desde os primeiros meses, mas só ao terceiro mês, quando o seu sistema nervoso adquire maior maturidade, é que os seus movimentos se tornam progressivamente mais coordenados. Agita, então, os seus membros e explora a capacidade dos seus músculos e das suas articulações.
Mas não se fica por aqui. Toda a vida fetal é um caminho de evolução através do desenvolvimento físico, que se vai aperfeiçoando à medida que o tempo corre. Odores, sabores, sons e imagens impregnam o universo físico do feto, enquanto ele flutua e cresce.
Sabe-se, desde logo, que dentro do útero o feto regista, sobretudo a partir da 28ª semana, quando o seu sistema auditivo o permite, uma série de ruídos.
Em primeiro lugar, os sons biológicos que se produzem no corpo da mãe, como os barulhos gastro-intestinais, o som da respiração, e as batidas cardíacas. Depois, vêm os sons do exterior, como a voz da mãe, e todos os outros ruídos ambientais.
A partir da 35ª semana, o feto consegue distinguir um som agudo de um grave. Já no final da gravidez, ruídos muito fortes, como a música numa discoteca, têm o efeito de o sobressaltar ou de acelerar o seu ritmo cardíaco.
Ouve também distintamente vozes que falem alto, no seu ambiente mais próximo. De todas, a que melhor ouve é, sem dúvida, a da mãe, porque esta lhe chega directamente, sem ser filtrada pelo ar.
Outros estudos têm também revelado que, nos últimos meses de gestação, o feto sente emanações olfactivas que impregnam o líquido amniótico e, eventualmente, que distingue sabores que, mais tarde, segundo alguns estudos, estarão na base das suas preferências pelos alimentos açucarados ou pelos amargos.
A visão é o último sentido a desenvolver-se, uma vez que de inicio não é estimulada. Aos sete meses, porém, as pálpebras abrem-se.
Estudos de Peleg e Goldman constataram, ao introduzirem no útero de uma mulher grávida uma lâmpada de luz fria, que essa iluminação provocava no feto acelerações cardíacas. Experiências mais recentes comprovaram igualmente que ele era sensível à luz do exterior.
Inteligência e memória fetais
Às competências físicas, juntam-se as psíquicas. Quando nasce, o bebé está longe de ser, como já foi referido, uma tábua rasa.
E isto no que diz respeito «às emoções, às percepções, à inteligência, aos afectos, a elementos de temperamento que, segundo alguns autores, irão estar na base da personalidade, da motivação, da inteligência e formas de aprendizagem, embora muitas dessas coisas, depois, sejam apenas uma só, em grandes sobreposições», sublinha Pedro Caldeira.
Muito semelhante ao «disco rígido de um computador», compara Eduardo Sá, psicólogo e investigador, o sistema nervoso funciona «sem que exija grandes cuidados de manutenção, processando quantidades e complexidades de informação muito significativas».
Deste modo, quando nascemos, «este hardware traz já 'compactado', no genoma, um conjunto de informações, lapidadas ao longo da evolução das espécies, e que são de extrema utilidade para a sobrevivência de um animal tão sofisticado como é um bebé».
O sistema nervoso é, então, o inconsciente do bebé. Esse mesmo sistema associa informações e, acrescenta o psicólogo, «encaminha toda a informação que recebe organizando-a em diversas 'pastas' a que poderemos chamar pensamentos». Cada experiência vivida dá lugar a mais informação, «que o sistema nervoso, espontaneamente, analisa e associa».
Precisamente, porque o sistema nervoso, «tem competências auto-organizadoras e associativas que estruturam e processam a informação», ou seja, temos dentro de nós, desde os primórdios dos tempos, um centro de formação dos pensamentos que é um verdadeira caixa milagrosa de sabedoria potencial.
Neste contexto, como afirma Eduardo Sá, a memória do feto é implícita, isto é, representa «uma digestão» que o sistema nervoso faz, e a intuição (feita da rede de sentimentos) «comporta-se como uma bainha de mielina que introduz velocidade e complexidade no sistema nervoso».
À medida que evolui, o feto vai adquirindo conhecimento potencial, ou seja, «um conjunto de representações (pré-concepções) que, desde sempre, são inconscientes, e determinam reacções e comportamentos, bem como uma intuição inata a que podemos chamar inteligência fetal».
Dito de outra forma, o feto tem competência para pensar, embora ainda não pense de forma cognitiva. Por outro lado, vários estudos demonstram que cada feto tem a sua própria forma de reagir, e que cada um manifesta a sua individualidade e a sua forma única de ser.
«Há circunstâncias diferentes que variam de pessoa para pessoa, quer biológicas, quer psicológicas», diz Pedro Caldeira.
Na base de todos nós, está, evidentemente, uma forte componente genética, mas o desenvolvimento fetal, tal como o crescimento e desenvolvimento posterior do bebé, serão também afectados pela influência da relação íntima com a mãe e com a interacção com o meio exterior mais próximo.
Feito o balanço, nada está totalmente determinado. O livre arbítrio tem um papel fundamental nas nossas vidas.
A relação crucial
Depois de anos e anos de investigação, sabe-se que a relação do feto com a mãe tem um peso essencial, sendo a gravidez considerada «como um período crucial no início de uma relação infinita e insubstituível entre mãe e filho».
Alguns autores, no entanto, divergem quanto à importância desse vínculo na vida futura do bebé, recusando-se a atribuir-lhe um papel decisivo nos caminhos e nas escolhas que irá fazer, quando adulto.
Outros declaram a disponibilidade afectiva da mãe como um factor essencial ao longo de todo o desenvolvimento, desde o primeiro momento.
Por outro lado, há ainda quem defenda ser impossível «fazer uma interpretação directa de uma relação materno-fetal afectivamente positiva». Isto porque não se pode garantir que os noves meses de gravidez decorram sempre em satisfação permanente, e que é inevitável haver momentos difíceis, medos, inseguranças e angústias da mãe.
Alegam então que, durante a gravidez, as «manifestações de infelicidade ou desagrado podem ser sinal de um laço afectivo muito forte».
Seja de que tipo for, tendo a concepção como ponto de partida, a verdade é que essa relação começa a estabelecer-se muito cedo, verificando-se «ao longo de toda a gestação um processo de interacção permanente entre o ser e o meio que o envolve».
Estas trocas constantes provocam modificações e conduzem, gradualmente, a um «contínuo processo de adaptação». Ao sétimo dia de vida pré-natal, o futuro embrião inicia o «movimento de nidação», que é nada mais nada menos do que uma tentativa de fixação às paredes do útero.
Em 75% do casos, essa fixação não chega a bom termo, e aquilo que seria um embrião morre, e ocorre um aborto espontâneo de que muitas vezes as mães não se dão conta.
Quando, ao contrário, consegue fixar-se, ganha o seu direito a um primeiro ciclo de vida, neste sinal de «contenção» dado pelo útero materno. A batalha pela fixação, como refere Eduardo Sá, pode ser dura, difícil, e pode deixar ou não «vestígios».
Aqui chegados, firma-se a sua «primeira relação estável com a mãe» e o embrião começa a desenvolver uma nova estrutura, a placenta.
Troca emocional
Desde o momento da fixação do futuro embrião às paredes do útero, até ao final da gravidez, muita coisa pode acontecer.
Sobre os efeitos desses acontecimentos, e sobre a interacção entre o feto e a mãe, nas mais diversas problemáticas respeitantes à psicologia da gravidez, a questão da «troca» emocional vivida entre os dois tem sido exaustivamente avaliada.
Desde logo, sabe-se que o stress que a mãe possa sentir em certos momentos da gravidez é um dos factores com maior influência no estado emocional do feto.
Tem reflexos claros não só na relação que a mãe estabelece com o feto, como este é igualmente afectado pelos próprios sintomas da mãe.
A angústia sentida pela mãe, e que se manifesta de diversas formas, como «aceleração do batimento cardíaco, da pressão arterial, sudorese, tremores ou dilatação da pupila» provoca a produção de substâncias como a adrenalina e a dopamina, que atravessam a placenta e chegam ao feto, provocando-lhe sofrimento.
Alguns autores defendem que, se o estado emocional negativo da mãe persistir por tempo prolongado, e o stress, ansiedade ou tristeza sejam constantes, o feto acaba por ser definitivamente marcado fisiologicamente por essa depressão, podendo esta provocar-lhe «uma reacção de protecção de modo a defender-se do efeito doloroso por ela causado».
Mas se esses estados de sobressalto e mal-estar maternal forem passageiros e pontuais, então os efeitos serão mais leves e não tão marcantes.
No entanto, depois de intensa observação de fetos e bebés recém-nascidos, é aceite sem sombra de dúvidas que, se as perturbações emocionais persistentes da mãe são responsáveis por crianças com distúrbios, que vão do choro à falta de apetite e muitas cólicas, apresentando já no útero baixa de peso e grande agitação, o relaxamento e a satisfação maternal reflecte-se numa tranquilidade e igual relaxamento no feto.
Essa relação emocional também pode ser afectada no sentido contrário: recém-nascidos hiper-sensíveis à estimulação ou hipo-activos também afectam a mãe, retirando-lhes a tranquilidade e o equilíbrio. A relação emocional é, portanto, recíproca.
O «tempo do útero», dizia Bonomi, «é o registo maior e mais fiel da individualidade, e o requisito básico para obter o grande tesouro que o ser humano mais deseja ¿ a felicidade - pois é no útero que se aprendem as primeiras lições de amor».
retirado da revista Pais&Filhos
http://www.paisefilhos.iol.pt/
domingo, 9 de dezembro de 2007
Desenvolvimento Fetal
Todo o Processo de Desenvolvimento de um feto com imagens do National Geographic Chanel obtidas através de uma micro-câmara introduzida no útero de uma grávida
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Parto e dor, ontem e hoje
"Aqueles que viveram entre tribos primitivas relatam-nos que eles tendem a não responder da mesma forma que nós ao desconforto físico e à dor da vida. Isto poderá dever-se em parte a uma visão do mundo, partilhada por todos na tribo, que não vê a natureza separada das pessoas, a mente separada do corpo, ou a dor separada do prazer.
Nós pagamos o preço pelo nosso vício do conforto pessoal. Nas sociedades tribais, as pessoas aceitam as experiências desagradáveis e o desconforto como parte da vida. Em vez de responderem à dor do parto com medo e negação, as mulheres são criadas para aceitá-la como uma parte integral e essencial da experiência do nascimento.
Para a maioria das mulheres, dar à luz um filho, requer uma descida abrupta a um lugar onde elas nunca estiveram na sua memória consciente. Hoje em dia, esta jornada é frequentemente feita com relutância, com pouca ou nenhuma visão do que está a acontecer e com pouca preparação real ou orientação. Poucas mulheres encontram no parto aquilo que esperavam. Uma parte ou outra, ou mesmo tudo, é sentido como arrebatador. Muitas mulheres nas sociedades modernas ficam chocadas com a dor do parto. As gerações passadas disseram que as mulheres precisam de sentir a dor do parto. Foi dito que apenas através desta dor uma mulher poderia aprender a amar o seu filho e ser uma boa mãe. Considerando a fonte de tais pronunciamentos – homens do clero, homens filósofos e médicos e homens legisladores, todos aliados contra o direito da mulher receber anestesia no parto, no final do Séc. XIX, não admira que as mulheres tenham tido, nos anos seguintes, desprezo por tais crenças. No entanto muitas mulheres que passaram pelo parto sem drogas mas beneficiando de um apoio carinhoso, afirmam que a experiência as mudou para sempre, pela positiva.
Porque é que as mulheres escolhem usar drogas no trabalho de parto?
Desde que há registo, os humanos sempre deram à luz sem recorrer ao uso de substâncias externas para alívio da intensidade e dor do parto. Excepto em raras e extremas circunstâncias, o senso comum ditava que qualquer coisa que a mãe tomasse poderia prejudicá-la ou ao bebé, ou inibir o processo de parto. Foi apenas nos últimos 75 anos que as mulheres passaram a ser rotineiramente drogadas ou anestesiadas para o parto. Este é um período de tempo muito curto, mas o suficiente para imprimir na nossa cultura a crença de que o parto requer o uso de drogas.
A maioria das sociedades tradicionais compreendeu que o parto produz um estado alterado de consciência que traz à mulher força e resistência extraordinárias e torna possível mesmo para uma mulher bastante frágil parir o seu filho sem assistência e sem uso de drogas mais fortes do que plantas. A maioria das culturas encontrou formas de ajudar uma mulher a manter a confiança e força interior durante o trabalho de parto e lidar com a dor das contracções. Apenas a cultura ocidental moderna construiu um sistema de atendimento baseado na crença patriarcal de que a mulher não é capaz de parir por si só e de que o corpo humano feminino não está desenhado para lidar com a dor do parto.
A principal razão pela qual as mulheres foram rotineiramente hospitalizadas para parir, no princípio do século XX, foi criar um ambiente controlado onde mais facilmente os médicos poderiam administrar drogas às mulheres em trabalho de parto. Actualmente a grande maioria das mulheres espera vir a precisar de drogas e acredita que deverá poder tê-las a pedido. Os médicos, na sua maioria, concordam com elas e encorajam o uso de drogas.
A principal diferença entre as mulheres que estão a parir nos dias de hoje e as suas avós é que estas acharam o processo de parto tão perturbador que nem queriam estar acordadas durante o mesmo, enquanto que hoje as mulheres querem estar acordadas, só não querem sentir dor.
Tradicionalmente, as mulheres têm cantado ou repetido orações para afastarem a sua mente da dor das contracções, ou para mudar o seu estado de consciência de forma a que a dor se torne apenas um elemento da experiência. Frequentemente, as mulheres hoje fazem o oposto: elas focam tanta atenção na dor, desde cedo na gravidez, durante as aulas de preparação para o parto, até ao dia do parto que acabam por se auto-programar para uma dor insuportável. Existe uma cultura inteira à volta de evitar a dor. Não apenas no parto mas em todos os aspectos da vida moderna. E muitas pessoas isolam a dor do parto como sendo de alguma forma diferente e particularmente insuportável. Perderam a visão da imagem como um todo e focam-se compulsivamente num único aspecto: o quanto o parto dói.
Qualquer pessoa que pratique exercício aeróbico, aprecie longos passeios ou jogging sabe quão fácil é tornar-se uma vítima das sensações do corpo, todas as dores e desconfortos que vêem quando fazemos coisas que puxam pelos nossos limites físicos. Se estivermos a escalar uma montanha e concentrarmos a nossa atenção no quão difícil a subida é, ou quão cansados estamos, ou quão tensos estão os nossos músculos, em como o nosso coração está a bater depressa ou a nossa falta de ar, podemos estar a massacrarmo-nos durante toda a escalada. Mas mantendo uma atitude positiva e focando a nossa atenção no prazer de estar de boa saúde e no meio da natureza fazem o esforço valer a pena. Ajuda admitirmos que o desconforto está lá, mas não nos sentirmos vítimas dele. E o propósito do parto afinal é o nascimento de uma criança".
Extraído de Suzanne Arms "Immaculate Deception II - Myth. Magic & Birth.
Tradução de Carla Guiomar
retirado de http://doulasdeportugal.blogspot.com
"Aqueles que viveram entre tribos primitivas relatam-nos que eles tendem a não responder da mesma forma que nós ao desconforto físico e à dor da vida. Isto poderá dever-se em parte a uma visão do mundo, partilhada por todos na tribo, que não vê a natureza separada das pessoas, a mente separada do corpo, ou a dor separada do prazer.
Nós pagamos o preço pelo nosso vício do conforto pessoal. Nas sociedades tribais, as pessoas aceitam as experiências desagradáveis e o desconforto como parte da vida. Em vez de responderem à dor do parto com medo e negação, as mulheres são criadas para aceitá-la como uma parte integral e essencial da experiência do nascimento.
Para a maioria das mulheres, dar à luz um filho, requer uma descida abrupta a um lugar onde elas nunca estiveram na sua memória consciente. Hoje em dia, esta jornada é frequentemente feita com relutância, com pouca ou nenhuma visão do que está a acontecer e com pouca preparação real ou orientação. Poucas mulheres encontram no parto aquilo que esperavam. Uma parte ou outra, ou mesmo tudo, é sentido como arrebatador. Muitas mulheres nas sociedades modernas ficam chocadas com a dor do parto. As gerações passadas disseram que as mulheres precisam de sentir a dor do parto. Foi dito que apenas através desta dor uma mulher poderia aprender a amar o seu filho e ser uma boa mãe. Considerando a fonte de tais pronunciamentos – homens do clero, homens filósofos e médicos e homens legisladores, todos aliados contra o direito da mulher receber anestesia no parto, no final do Séc. XIX, não admira que as mulheres tenham tido, nos anos seguintes, desprezo por tais crenças. No entanto muitas mulheres que passaram pelo parto sem drogas mas beneficiando de um apoio carinhoso, afirmam que a experiência as mudou para sempre, pela positiva.
Porque é que as mulheres escolhem usar drogas no trabalho de parto?
Desde que há registo, os humanos sempre deram à luz sem recorrer ao uso de substâncias externas para alívio da intensidade e dor do parto. Excepto em raras e extremas circunstâncias, o senso comum ditava que qualquer coisa que a mãe tomasse poderia prejudicá-la ou ao bebé, ou inibir o processo de parto. Foi apenas nos últimos 75 anos que as mulheres passaram a ser rotineiramente drogadas ou anestesiadas para o parto. Este é um período de tempo muito curto, mas o suficiente para imprimir na nossa cultura a crença de que o parto requer o uso de drogas.
A maioria das sociedades tradicionais compreendeu que o parto produz um estado alterado de consciência que traz à mulher força e resistência extraordinárias e torna possível mesmo para uma mulher bastante frágil parir o seu filho sem assistência e sem uso de drogas mais fortes do que plantas. A maioria das culturas encontrou formas de ajudar uma mulher a manter a confiança e força interior durante o trabalho de parto e lidar com a dor das contracções. Apenas a cultura ocidental moderna construiu um sistema de atendimento baseado na crença patriarcal de que a mulher não é capaz de parir por si só e de que o corpo humano feminino não está desenhado para lidar com a dor do parto.
A principal razão pela qual as mulheres foram rotineiramente hospitalizadas para parir, no princípio do século XX, foi criar um ambiente controlado onde mais facilmente os médicos poderiam administrar drogas às mulheres em trabalho de parto. Actualmente a grande maioria das mulheres espera vir a precisar de drogas e acredita que deverá poder tê-las a pedido. Os médicos, na sua maioria, concordam com elas e encorajam o uso de drogas.
A principal diferença entre as mulheres que estão a parir nos dias de hoje e as suas avós é que estas acharam o processo de parto tão perturbador que nem queriam estar acordadas durante o mesmo, enquanto que hoje as mulheres querem estar acordadas, só não querem sentir dor.
Tradicionalmente, as mulheres têm cantado ou repetido orações para afastarem a sua mente da dor das contracções, ou para mudar o seu estado de consciência de forma a que a dor se torne apenas um elemento da experiência. Frequentemente, as mulheres hoje fazem o oposto: elas focam tanta atenção na dor, desde cedo na gravidez, durante as aulas de preparação para o parto, até ao dia do parto que acabam por se auto-programar para uma dor insuportável. Existe uma cultura inteira à volta de evitar a dor. Não apenas no parto mas em todos os aspectos da vida moderna. E muitas pessoas isolam a dor do parto como sendo de alguma forma diferente e particularmente insuportável. Perderam a visão da imagem como um todo e focam-se compulsivamente num único aspecto: o quanto o parto dói.
Qualquer pessoa que pratique exercício aeróbico, aprecie longos passeios ou jogging sabe quão fácil é tornar-se uma vítima das sensações do corpo, todas as dores e desconfortos que vêem quando fazemos coisas que puxam pelos nossos limites físicos. Se estivermos a escalar uma montanha e concentrarmos a nossa atenção no quão difícil a subida é, ou quão cansados estamos, ou quão tensos estão os nossos músculos, em como o nosso coração está a bater depressa ou a nossa falta de ar, podemos estar a massacrarmo-nos durante toda a escalada. Mas mantendo uma atitude positiva e focando a nossa atenção no prazer de estar de boa saúde e no meio da natureza fazem o esforço valer a pena. Ajuda admitirmos que o desconforto está lá, mas não nos sentirmos vítimas dele. E o propósito do parto afinal é o nascimento de uma criança".
Extraído de Suzanne Arms "Immaculate Deception II - Myth. Magic & Birth.
Tradução de Carla Guiomar
retirado de http://doulasdeportugal.blogspot.com
Palominas

Eu colaboro no Palominas, onde tenho o prazer de dar aulas de pilates, preparação para o nascimento e massagem para bebes, numa cabana encantada de madeira.
É uma quinta linda, com muitos animais, onde as crianças são verdadeiramente felizes.
Por isso é com um enorme prazer que anuncio que o
O Palominas vai dar inicio ao 3º. Estágio de Equitação
de 16 a 21 de Dezembro.
O responsável será o Nosso Equitador, Tony Correia.
Reconhecido pela F.P.E. como:
Monitor de Equitação, Plena Natureza, e Equitação Terapêutica.
O Estágio será desenvolvido por toda a Equipa do Palominas, tendo espaços
para além da aprendizagem da Equitação para actividades Lúdicas e Pedagógicas.
O horário: Chegada a partir das 9h, inicio ás 10h até ás 17h, com actividades até ás 19h.

Programa Prático:
- Apresentação de todo o grupo e animais.
- Técnicas de maneio do cavalo e da boxe
- Aparelhar e desaparelhar.
- Arreios (os vários tipos e manutenção)
- Volteio
- Introdução á sela
- Passeio de Charrete, acompanhado pelos alunos que estejam preparados nas
suas respectivas montadas.
Programa Teórico:
- Carácter e morfologia do cavalo
- Estabelecer a ligação entre cavaleiro e respectiva montada.
- Conhecimento dos instrumentos de limpeza e higiene do cavalo e da boxe
- Apresentação das várias modalidades de Equitação e Animais que são mais
aptos para cada uma.
- Arreios segundo modalidades e funções.

Actividades lúdicas e pedagógicas a partir das 17h Realizadas na cabana.
- Filmes temáticos seguidos de debates.
- Apresentação das filmagens das aulas práticas para consciencialização
das posturas.
-Elaboração de um conto em grupo sobre cavalos.
- Jogos temáticos.
- Meditação.
- Sessão infantil de Tai-chi
- Desenho livre
- Realização de um trabalho manual para oferta no Natal.
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