Sobre o blog:

“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

AERO OM?????????????


Sabem quais os ingredientes das famosas gotas do Aero om?
Sacarose, essência de morango silvestre, sorbato de potássio, corante vermelho e agua purificada.


A sacarose é.... açúcar!!! ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Sacarose ) Os bebés gostam do sabor e muitas vezes, até param de chorar "distraídos" pelo doce do açúcar mas definitivamente essa não é a melhor solução para bebés com cólicas! Até pode prejudicar!
Sorbato de potássio? ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Sorbato_de_pot%C3%A1ssio ) é o sal de potássio do ácido sórbico, conservante fungicida e bactericida, inibidor de crescimento de bolores e leveduras, amplamente utilizado na alimentação como conservante, impede a rancidez e mofos das margarinas e maioneses.
Então como lidar com as "cólicas" e o choro dos bebés?


A melhor chucha do mundo... a maminha :) Amamentar é a melhor maneira de lidar com as cólicas..... Amamentar MUITO. É simples, fácil, rápido, prático e de borla. Se o bebe Chora... toca a mamar :) E se o bebé não quer mamar?


Colo!! o contacto pele com pele é um excelente anti-cólicas!!! Experimenta deitares-te com o teu bebé, os dois despidos.... é tão BOM!!!. Outro truque é Carregar o teu bebé! Em slings, panos,..... são perfeitos para manter o bebé aconchegado e aninhado :)


Mais truques para as"cólicas"? Alguém pode deixar nos comentários? Eu recomedo vivamete o livro "Porque Chora o Meu Bebé?" de Sheila Kitzinger

"O choro de um bebé é o som mais perturbador que podemos ouvir.
Por isso, Sheila Kitzinger, antropóloga social e formadora nas áreas do nascimento humano e da antropologia social do nascimento, escreveu este livro como reacção a algumas teorias autoritárias, que enchem os pais de conselhos contraditórios e inúteis.

Há sempre uma razão para um bebé chorar: pode sentir-se sozinho, com fome, aborrecido, excessivamente estimulado, ou doente. Chorar é uma forma de comunicação, e os pais precisam de aprender a identificar a causa e a reagir adequadamente. Em Porque chora o meu bebé?, Sheila Kitzinger analisa os motivos que levam os bebés a chorar, fornecendo indicações práticas para ajudar os pais a parar o choro e a conversar com os bebés, de modo a compreenderem as necessidades deles.

Inspirado nas experiências reais de centenas de novas mães, este livro não inclui qualquer fórmula mágica para parar o choro dos bebés, mas está cheio de ideias, dadas por pais e mães, sobre aquilo que lhes faz melhor.
" http://www.wook.pt/ficha/porque-chora-o-meu-bebe-/a/id/186340

7 comentários:

Anónimo disse...

Para além desses.. ainda nos resta cantar, embalar, mimar, massajar ou mesmo sossegar.
A nossa C. detesta "Aero om", chucha artificial ou outros atefactos não naturais.
Uma espertalhona :)

beijocas enormes
Susana

Angela disse...

Na verdade esse produto funciona como placebo! é semelhante ao que antigamente (espero eu; que seja só antigamente!)se fazia ao mergulhar a chupeta em açúcar! Eu nunca usei nenhum produto com a minha bebé; só usei a mama!E na verdade a bebé quase nunca chorava e dormiu sempre as noites completas. Quando me diziam que ela devia ter cólicas e que por isso não devia mamar; eu preferi sempre dar a mama. Ainda há muito pre-conceito em relação ao dar de mamar. Chegaram-me a dizer quea bebé ia ficar "dependente da mama"!Que absurdo! As crianças ficam dependentes de chupeta; de açúcar! não de mama!Mamar é muito mais que nutrir o corpo; nutre a criança de afecto, de proximidade, de tranquilidade e calma.

Rituais disse...

Olá Catarina!

Acho este post muito importante. Gostaria de colocar esta informação no meu blog Rituais Maternos. Espero que não se importe.

MJ

moya disse...

A Joana teve episódios de "cólicas" das 4 às 8 semanas (mais ou menos). Passava bem de dia mas depois de noite, chegando aí às 2h-3h da manhã acordava aos gritos e não havia maneira de a acalmar como de dia... às vezes até a maminha rejeitava... Parecia estar com dor. Então, colocava-a deitada no meu peito, com o rabo espetado e essa posição ajudava-a a relaxar e soltar gases ou fezes. Depois disso, ela voltava a dormir. Não era imediato e a maior parte das vezes isso era acompanhado de maminha, muita maminha!As massagens do protocolo das cólicas que aprendemos no workshop da Cat também ajudaram muito, porque as fazíamos sempre depois/antes do banho e logo aí notámos que ela à noite estava mais calma. Também chegámos a dar colikind (uma mistura homeopatica) nos casos mais agudos ou logo a seguir à mamada antes de ir deitar de noite e pacereu surtir algum (pouco) efeito... Num episódio desesperante também a cheguei a pôr na banheira shantala com água morninha e isso também ajudou. Os passeios com a barriga assente em cima do braço do pai também ajudavam muito.
Chamo-lhe "cólicas" porque às vezes ela não tinha problema nenhum (tinha feito cocó, não tinha gases) e tinha aquele mal-estar e irritação à mesma. Possivelmente seria falta de descanso de dia, necessidade de aconchego à noite, etc.
O que é importante saber que às vezes o bebé chora e não sabemos porquê. é preciso ter muita calma, não desesperar e tentar arranjar ideias para o acalmar suavemente. é um período que passa e é perfeitamente normal que aconteça.

Carina disse...

O Tomás já tem quase 3 meses e ainda hoje, se o dia for agitado, pode ter uma grande crise de choro ao final do dia.
Antes, pensei que fossem as ditas "cólicas", mas depois fui aceitando que, com cólicas ou não (que não tem muita lógica serem só ao fim do dia), ele precisava de deitar cá para fora as emoções do dia-a-dia.
Se pensarmos na perspectiva de um bebé pequeno, a banal rotina em casa pode ser muito "violenta" nos primeiros tempos porque tudo é novo e diferente do mundo que ele conheceu até aí.
O que nos ajudou mais foi, sem dúvida, criar um ambiente relaxado, evitar movimentos e ruídos bruscos e luzes fortes, o Tummy Tub (sem quaisquer malabarismos para tentar lavar o bebé), massagem, muito contacto físico (pano, sling, etc, de forma contínua durante todo o dia - é bom que a mãe possa ter alguma ajuda em casa e é uma maneira óptima de o pai participar nos cuidados do bebé), muita maminha, se bem que no auge do choro muitas vezes o bebé não quer nada.
E, para mim o principal, encaixar que chorar aflitivamente é, muitas vezes, uma forma de o bebé descarregar toda a tensão para depois relaxar. Ao princípio, comecei a notar que, quanto mais fazia coisas para o acalmar mais ele chorava. Então, comecei a optar por deixar-me ficar quieta, com ele aconchegado no meu colo, numa posição confortável, com pouca luz e um movimento suave. Enquanto ele chorava (às vezes 10 minutos, outras vezes 2 horas seguidas ou mais) ia-lhe falando e fazendo festinhas (é bom deixar a maminha à vista, mesmo que ele não queira mamar, pois às vezes pára por um momento, agarra a mama e adormece profundamente). Notei como, aos poucos, as crises passaram a "perder importância" e começámos a aceitar que faziam parte do dia-a-dia daquele período de adaptação do bebé.
Aos poucos, foram também diminuindo de duração e intensidade. Hoje, com quase 3 meses, ainda tem um ou outro dia agitado, mas não é um problema lidar com isso.
Ao início, ainda lhe dei o Kolikind, o pai insistiu com o Aero-om (que ele vomitava) e com a chupeta (que ele ainda hoje vomita). Mas só o colo, a maminha e toneladas de paciência e carinho é que deram algum resultado.
Ah, também ajuda os pais fazerem um pequeno exercício de "aceitação" em relação ao bebé e relaxarem, não tentando impôr rotinas que eles entendem ser as correctas. Isto gera um conflito e uma sensação de que o bebé "não corresponde" ao que se espera dele. Eles são MUITO sensíveis e percebem isto. A tendência é enervarem-se mais. Todos os bebés acabam por se encaixar na vida da família, por auto-regulação e, mais tarde, por imitação, mas embalar um bebé em prantos às 3 da manhã não lhe vai dar "maus hábitos".

Também recomendo vivamente o livro. Ajudou-me imenso a adoptar uma atitude mais relaxada em relação ao choro.

Beijos Grandes e MUITAS SAUDADES!!

P e M disse...

Malfadado "Aero om"!!!

Eu vi-me e desejei-me de ver (e principalmente ouvir) a minha filha a chorar...

Então resolavi (a conselho de alguns familiares) a dar "essa coisa"... como ela sempre regeitou a chucha (e eu não fiz pressão nenhuma para que ela a tivesse) eu vi-me grega para lhe dar... até ao dia em que eu vi o que continha o frasco... "Sacarose!? Era o que faltava..."

NUNCA mais!!!

O que acabou por me salvar foi as massagens da Cat: até hoje estou-te profundamente agradecida.

Beijos

Catarina disse...

Ainda andava eu na faculdade quando a prof. de Saúde Infantil (que por acaso era médica) alertou para o facto do Aero-Om ser apenas açúcar e de desanconselhar de todo o seu uso. Desde então o Aero-Om ficou registado na minha memória como uns dos medicamentos a não dar nunca a um bebé.
E assim foi com o meu bebé!
Nas noites mais complicadas... Muito colo, muita paciência, muito sling, muito embalo, muita cantoria, muito pensamento positivo. E agora olhando para trás... Não foi assim tão difícil!
Excelente post Cat!