Sobre o blog:

“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A cereja no topo do bolo


Eu pesava que já tinham inventado tudo para ajudar os pais a.. no fundo... não serem pais....




Desde espreguiçadeiras, a andarilhos a quantidade de artifícios para facilitar a vida aos pais, ou melhor, a desresponsabiliza-los é enorme...

Pesava eu que o canal de televisão para bebés era o top dos tops... mas enganei-me....

Queridos pais..... agora já não perdem tempo a dar biberão aos vossos filhos! Eles conseguem beber sozinhos!!! É a cereja no topo do bolo!!!!!

Já não precisam de tocar os vossos filhos!!



Era interessante fazer um estudo sobre estes bebés... que adultos serão? Esta bebé tem apenas 4 meses!!!!! Só eu é que acha que ESTA TUDO DOIDO?!!!! Imagens retiradas do site que faz publicidade ao hands free feeding system.

8 comentários:

Eco-quinta Nemus disse...

ohhh!! Que horror, onde vamos parar??É por estas e por outras que não sou adepta de tecnologia....

Sofia disse...

Eu já tinha visto esse acessório. Vi pela 1ª num documentário sobre uma mulher que teve trigémeos e estava sozinha (não tinha companheiro nem família próxima que a ajudassem). Então, quando os bebés choravam de fome ao mesmo tempo ela alimentava-os assim.
Mesmo sendo uma situação extrema quase me vieram as lágrimas aos olhos por ver as crianças serem alimentadas assim, sem qualquer contacto.
Espero que não seja usado em situações "normais".

Bjs

Isabel Moreira disse...

A função alimentar é uma necessidade biológica e uma fonte de satisfação para a criança.Ela implica muito profundamente a mãe e o filho numa relação que vai ser condicionante de todo o desenvolvimento,e pela profundidade das relações afectivas que veicula,é um factor decisivo na organização da personalidade.O contacto cutâneo precoce é tão necessário à mãe como ao filho para ambos estabelecerem precocemente uma boa relação recíproca, condição indispensável para um desenvolvimento normal da criança. Sendo assim,um ponto sobre o qual teremos de nos interrogar é que estrutura psicológica vão ter as crianças que forem assim alimentadas?

moya disse...

Lá está! MAis uma "útil" invenção para "aliviar" os pais e "ajudar" os bebés... Quando há situações extremas, como a que a Sofia referiu, ou no caso, vá lá, de os pais terem queimado as mãos e não poderem tocar na criança, até percebo... o problema vão ser os milhares de pais (mas também não sei que pais são estes que intuitivamente não sentem necessidade de pegar nos seus filhos!) que o vão fazer para poupar tempo e trabalho...
CAda vez mais estamos perto da realidade "matrix": só falta conseguirem reproduzir-nos em casulos... Tudo o resto acho que já há... :(((

Costa disse...

Eu, que amamentei até aos 18 meses cada um dos meus filhos, sempre que via um bebé na cadeirinha, já com capacidade de segurar o biberão, a mamar sozinho, ficava desolada. Ao ver esta imagem até o meu estômago se revoltou... alimentar não é só dar comida... é um acto de amor, carinho, proximidade... Pergunto-me porque é que algumas pessoas têm filhos, se não querem ter trabalho nem passar tempo com eles...

Anónimo disse...

Não querendo ofender ninguém, o que me choca é o preconceito e o juízo de valores sobre estas crianças, que aparentemente serão menos "gente" ou pelo menos algo desiquilibradas porque algum dia terão comido desta forma e sobre os pais que, pelos vistos, as devem negligenciar de modo absoluto e, acima de tudo, não as amam. Não gosto particularmente do acessório mas entendo e respeito quem dele fizer uso, e sobretudo acredito que quem o comprou o fez a pensar no bem-estar do seu bebé e não na sua conveniência. E, convenhamos, que entre isto e uma chupeta não há grande diferença. Para que conste eu não tenho nenhum, e a minha filha com 11 meses ainda mama.
Joana

Filipa disse...

A mim parece-me mais é que, infelizmente, os pais modernos têm cada vez mais de modernos do que de pais :(

Dulce disse...

É preocupante, sem dúvida! Como serão os adultos de amanhã? Beijos