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“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Banco de leite da MAC com 16 doadoras

Texto: PAIS & Filhos   
06 Outubro 2009

 «A receptividade excedeu as nossas expectativas» afirmam os serviços da maternidade.

 

O primeiro banco de leite humano, que começou a funcionar em Agosto na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, aceitou já a inscrição de 16 mulheres e recebeu leite de 12, informou a instituição numa nota divulgada pela Agência Lusa.

 

A 10 de Agosto foi efectuada a primeira pasteurização de cerca de três litros de leite e desde então foram realizadas três pasteurizações. Foram doados cerca de 17,5 litros e rejeitados 1,5 litros após os primeiros testes bacteriológicos. A colheita é feita em casa pela doadora e a recolha periódica é realizada por uma empresa.

 

«A receptividade pelas potenciais dadoras excedeu as nossas expectativas. Constata-se um excepcional e louvável altruísmo, uma adesão excelente aos procedimentos, que se tem traduzido numa excelente qualidade microbiológica e nutricional do leite já recebido», refere a MAC, num primeiro balanço do projecto.

 

«Trata-se de mães verdadeiras heroínas, que não só se preocupam com os seus filhos, como têm generosidade para pensar nos prematuros de outras mães com pouco ou nenhum leite», descreve a unidade de saúde.

 

Numa primeira fase, o leite recolhido é para bebés prematuros da MAC, mas já houve contactos de coordenadores de outras unidades da área de Lisboa e de Coimbra para que os seus prematuros também possam consumir o leite pasteurizado a «curto prazo». Mas neste momento ainda decorre a fase de implementação dos procedimentos para dar o leite pasteurizado aos bebés.

 

A MAC refere ser «natural» que em Portugal, como já sucedeu noutros países, haja «algumas reservas» das mães que recebem o leite materno de outras mulheres. Mas «as reservas vão-se esbatendo com o esclarecimento e com os resultados», refere ainda a unidade, lembrando que no Norte da Europa é «praticamente impensável um bebé muito prematuro não tomar leite humano, independentemente de a mãe ter ou não».

 

Até ao final do ano, a MAC quer manter ou aumentar o número mensal de dadoras, a «administração progressiva, crescente, aos prematuros da Unidade de Cuidados Intensivos e Intermédios». Em termos de receptores, a unidade prevê entre 20 a 40 prematuros.

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