Sobre o blog:

“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones
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domingo, 7 de dezembro de 2014

A Linguagem Secreta Da Parentalidade

MasterClass Online com Mia Övén

Não percam estes minutos...  Valem ouro!

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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Viva as férias da Pascoa!!?? HELP!

Ou melhor, como ser mãe/dona-de-casa/cozinheira/amante/pseudo-agricultora/motorista/palhaça/trabalhadora-independente-em-casa e mais mil coisas que agora não me lembro, e sobreviver às férias dos nossos filhos.
Preciso de ideias simples que ajudem e que possam ser partilhadas por mães a viverem a mesma situação. HELP!


1ª Ajuda no 1º Dia de férias:

Offers a revolutionary approach to childcare, based on the idea of D H Lawrence and others that the best thing we can do for children is to leave them alone. To do so we need to stop worrying and start nurturing the natural instincts towards creativity and independence in every child. This guide is suitable for those grappling with parenthood.


In "The Idle Parent" Tom Hodgkinson provides a revolutionary and wholly sensible approach to childcare, based on the idea of D.H. Lawrence and many others that the best thing we can do for children is to leave them alone. Of course, this doesn't mean that we should completely neglect them, but rather that we should provide them with the space and time to grow up self-reliant, confident, happy and free. To do so we need to stop worrying and start nurturing the natural instincts towards creativity and independence in every child. And in so doing we will find ourselves becoming happier and better parents. This is the perfect guide for anyone grappling with parenthood and wondering why the existing manuals are so dispiriting.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Pedagogia do amor

In: http://www.estudodamente.com/pnl.htmn

Pedagogia do Amor

"... "Se eu não me criticar, se eu parar de ficar me questionado sobre o que deveria fazer, como vou melhorar, crescer como pessoa?" Para responder esta pergunta, analisaremos o que acontece com as crianças.
A cada vez que se diz a uma criança: "Você não deveria (fazer ou sentir algo), é como se lhe fosse dito: "Se você for você mesma, ninguém vai gostar de você, pois você é muito má. Mas se você se esforçar e for diferente, então poderá encontrar pessoas que gostem de você".

Isto é uma violência contra a criança, talvez comparável a um assassinato. Está-se dizendo à ela para eliminar aquele "eu" (que é ela mesma) e construir um novo em cima. E ela seguirá pela vida profundamente infeliz, tentando fabricar um "eu" que agrade às pessoas, ou então assumindo uma identidade que corresponda àquele monstro que um dia disseram que ela era, tornando-se uma pessoa de difícil convivência, ou até mesmo um delinqüente.

Há muitas pessoas que optaram pelo caminho da marginalidade porque não conseguiram construir aquele "eu" que agradaria às pessoas. Talvez ninguém as odeie mais do que elas mesmas. Foi em virtude de muitos DEVERIAS, aos quais elas não conseguiram corresponder, que elas chegaram aonde estão. Elas se sentem tão em débito com esses deverias que é como se imaginassem uma dívida que jamais conseguirão saldar, pois a cada dia ela aumenta - a cada dia elas acrescentam algo que deveriam/não deveriam ter feito.

Uma outra maneira de educar as crianças é através do que chamarei de Pedagogia do Amor. E do amor incondicional. Aquele que não espera que o outro mude para começar a amá-lo. Aquele que não diz que a criança deveria ser diferente, mas que valoriza todos os seus sentimentos, comportamentos, iniciativas. Aquele amor que não tem a intenção de ter nenhum tipo de controle sobre a criança, que não quer manipular suas reações e comportamentos e moldá-los de acordo com um padrão, ou de acordo com um objetivo que não foi traçado por ela.

Aquele amor que permite que ela simplesmente SEJA ELA MESMA. Que "deixa o rio correr", sem apressá-lo. Que acompanha o fluir livre e leve da criança. Que jamais diz que ela não deveria sentir raiva de alguém, mas que procura compreender seus sentimentos e ensiná-la que quando não se luta contra os mesmos, eles passam por nós bem mais depressa. Deixar o rio correr... Sempre...

Ensiná-la a reconhecer que todo comportamento tem uma intenção positiva. Se ela aprender a reconhecer isto em si mesma, terá muito mais facilidade em reconhecê-lo nos outros. Se ela aprender a ser compreensiva e paciente consigo mesma, também o será com as demais pessoas.

Se ela está sentindo inveja de alguém, ajudá-la a reconhecer que provavelmente ela tem dentro de si uma parte (um "lado") que acredita que ela também merece ser como aquela pessoa, ou ter o que ela tem, e que não há nada de errado nisso. Se ela está com raiva de alguém que brigou com ela, talvez seja porque possui uma parte que acha que ela merecia ser tratada de uma maneira melhor. E assim por diante. Não é difícil saber a intenção positiva de nossas partes internas e aprender a valorizá-las.

Ajudá-la a confiar em seus sentimentos, sensações, intuições, em seu julgamento interno, em sua voz interior, na "voz do seu coração". Ao invés de ficar lhe dizendo o que deveria fazer, perguntar-lhe : "O que você acha disso?" "O que você sente em relação a isso?" Ajudá-la a formar seus próprios valores incentivando a reflexão, fazendo-lhe perguntas que ajudem-na a confiar em sua sabedoria interna. Esta é a maior herança que os pais podem deixar aos filhos, já que pais não são eternos.

Mas talvez você, leitor, esteja dizendo: "Ótimo, entendi o que você disse em relação às crianças. Mas o que eu faço comigo? Com os meus DEVERIAS?"

Sugiro que você imagine uma criança bem pequena, indefesa, que estivesse sofrendo em virtude dos mesmos DEVERIAS que você, que estivesse passando por dificuldades semelhantes às suas. O que você faria com esta criança? O que você diria a ela? Você diria a ela novos DEVERIAS? Você seria tão severo com ela como provavelmente é consigo? Você a ameaçaria? Você diria a ela algo como: "Se você não emagrecer, eu não levo você à praia"?

Acredito que você gostaria de conversar com ela, de tratá-la com carinho, compreensão, talvez de tomá-la nos braços, abraçá-la, confortá-la, dizendo-lhe coisas animadoras.

Geralmente, por mais severos que tenham sido nossos pais, a tendência é que sejamos mais severos conosco do que eles o foram, e um pouco mais compreensivos e benevolentes em relação aos filhos.

Por este motivo, sugiro que você faça com você o que faria com a criança que citei acima. Releia o texto e empregue as sugestões consigo mesmo. Imagine que dentro de você há uma criança e que você terá de cuidar dela pelo resto de sua vida. Você escolhe: ou você vai ser um repressor que controla, critica, diz DEVERIA a toda hora, ou você vai procurar fazê-la feliz, diverti-la, amá-la.

Só conseguimos amar, entender, aceitar as outras pessoas quando somos capazes de fazer tudo isso conosco. Quem não consegue aceitar o comportamento de alguém, quem não consegue gostar de alguém, certamente descobrirá que não consegue aceitar a si mesmo, talvez até não aceite em si aquele mesmo comportamento que não aceita no outro.

É um fato que você poderá constatar: quando paramos de lutar CONTRA nós, contra nossos sentimentos, desejos, quando passamos a ser A FAVOR de nós mesmos, o mundo responde da mesma maneira. A sua vida é o reflexo daquilo que acontece dentro de você. Se você não gosta de si mesmo, se você não se aprova, não se trata com carinho e respeito, não espere que os outros o façam. É o que se chama de AUTO-ESTIMA.

Para isso, você poderá começar a aprender a substituir o DEVERIA pelo EU PREFIRO, EU ESCOLHO, EU APRECIO, EU ME PERMITO. "

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado que é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística

Encontrei no grupo educar sem tareia do Facebook

terça-feira, 29 de março de 2011

Nossos filhos como nossos mestres

Peggy O’Mara, uma mãe e pedagoga, no prefácio do livro Natural Child de Jan Hunt, descreve maravilhosamente um novo paradigma de sociabilização, que, na minha opinião (e não só, como veremos) promove a edificação de pessoas tolerantes, amorosas e com um grande sentido de responsabilidade para com a comunidade (a tradução é minha):“A grande antropóloga, Margaret Mead, estudou tribos em todo o mundo. Ela afirmou que as tribos mais violentas eram aquelas que recusavam tocar nas crianças. Para mim, é muito simples. A propensão para actuar agressivamente está relacionada com necessidades não atendidas. Quando nós objectificamos os nossos bebés e manipulamos as suas necessidades legítimas para virem de encontro ao nosso próprio nível de conforto ou às nossas prescrições para a vida, sem o saber poderemos estar a colocá-los em risco.Poderemos, em vez disso, escolher rendermo-nos aos mistérios das necessidades do nosso bebé e às surpresas que ele ou ela nos trás, apenas por nos rendermos e adaptarmos às surpresas trazidas pelo novo amor. Um bebé é o nosso novo amor.Poderemos escolher o amor aceitando as legítimas necessidades humanas dos nossos bebés e respondendo às mesmas com um coração aberto? Isto requer que nós confiemos nos nossos bebés e acima de tudo que confiemos em nós mesmos. Cada um de nós é original. Estamos equipados para a tarefa mesmo que ainda estejamos a aprender a usar o nosso “equipamento”. Muitas das nossas decisões como pais têm mais a ver com o nosso estado de espírito do que com as particularidades de cada situação.Quando nós escolhemos a partir do amor, actuamos de forma muito diferente do que quando actuamos a partir do medo.(...) As crianças e os adultos não são diferentes. Temos os mesmos sentimentos. Crianças que são disciplinadas com amor respondem de forma amorosa. Os pais não são perfeitos, mas nós podemos reconhecer continuamente a crucial importância da forma como nos relacionamos as nossas crianças.(...). As crianças precisam de ser envolvidas na resolução dos problemas familiares. A punição interfere nos laços entre as crianças e os pais. As crianças têm um natural amor pela aprendizagem e não precisam de ser coagidas. “Dificuldades” na aprendizagem podem muito bem ser diferenças na aprendizagem. As crianças precisam de ser reconhecidas em público. As crianças merecem ser tratadas com respeito.(...) Muitos de nós fomos criados em culturas e famílias onde o controlo é altamente valorizado. As nossas crianças são frequentemente os nossos primeiros professores nesta matéria. Ao aprendermos a confiar neles, poderemos aprender que nós somos também dignos de confiança.É a possibilidade de não haver limites, por simplesmente confiarmos nos nossos filhos, o que assusta os pais.Perguntamo-nos como é possível manter a ordem e a harmonia nos nossos lares sem o controlo, sem a punição. (...) o lar baseado na empatia, compaixão e cooperação terá uma disciplina inerente que não precisa de ser imposta pela punição. É imposta pelo amor.Como mãe de filhos adultos posso confirmar a utilidade (...) da disciplina sem punição e de outras escolhas baseadas na confiança. Todas estas escolhas estão implícitas na relação igualitária que eu espero manter com os meus filhos. Eles são meus iguais, meus professores e meus amados. Eu tento lembrar-me disso quando interajo com eles.

Fonte: Peggy O’Mara ; Mothering Magazine; in , (2010) HUNT, Jan, The Natural Child - Parenting from the Heart; Gabriola Island, Canada; NEW SOCIETY PUBLISHERS

Retirado do grupo do facebook - Educar sem tareia

quarta-feira, 23 de março de 2011

Bater é educar?

Os castigos corporais a crianças, mesmo os praticados no seio da família, são proibidos e punidos em Portugal desde 2007!
O artigo 152 do código penal português foi revisto em 2007 e estabelece que os castigos corporais, a privação da liberdade das crianças e as ofensas sexuais são punidos com penas de um a cinco anos de prisão, podendo as penas aumentar consoante a gravidade da ofensa.




‎"Uma história contada pela escritora Astrid Lindgren ilustra a irracionalidade do castigo físico e como ele é visto pelos olhos de uma criança. Uma senhora contou que quando era jovem não acreditava no castigo físico como uma forma adequada de educar uma criança, apesar do pensamento comum da época incentivar o uso de um fino galho de árvore para corrigir a criança. Um dia, o seu filho de 5 anos fez alguma coisa que ela considerou muito errada e, pela primeira vez, sentiu que deveria dar-lhe um castigo físico. Ela disse para que ele fosse até o quintal da sua casa e encontrasse um galho de árvore para que a mãe pudesse aplicar-lhe a punição. O menino ficou um longo tempo fora de casa e quando voltou estava a chorar e disse para a mãe: "Mãezinha, eu não consegui encontrar um galho, mas achei uma pedra com que odes bater-me". Imediatamente a mãe entendeu como a situação é sentida do ponto de vista de uma criança: se a minha mãe quer bater-me, não faz diferença como e com o quê; ela pode até fazê-lo com uma pedra. A mãe pegou no seu filho ao colo e ambos choraram abraçados. Ela colocou aquela pedra na sua cozinha para se lembrar: nunca use violência."

Existe uma confusão entre o efeito e o que se aprende de facto com as palmadas e outras agressões físicas. O sintoma que incomoda, a birra por exemplo, desaparece, a criança sente medo e pára, mas passa a ter novos sentimentos mais difíceis a enfrentar como a mágoa pela palmada, a frustração por não ser compreendido, o ressentimento por não ser ajudado pela pessoa amada, a impotência por ser mais fraco o medo de mais castigos, etc.

Que tal substituirmos a palmada pela escuta activa da criança? Encarar a raiva dos filhos de maneira construtiva ajuda-os a aceitar todas a partes de si mesmo sem julgamentos negativos, é a base da auto-estima.

Recomendo a leitura de "A auto-estima do seu filho" deDorothy Corkille Briggs e

"Inteligência emocional: e a arte de educar nossos filhos" de J.Gottman e J. DeClaire

PENSE 20 VEZES ANTES DE BATER


1. Bater em alguém mais fraco é em si um acto de covardia.

2. A palmada tende a ir perdendo seu efeito a longo prazo e a criança aos poucos teme menos a agressão física. A tendência dos pais é, então, bater mais e mais.

3. A palmada não resolve os conflitos comuns às relações pais e filhos: muitas das crianças que apanham, mesmo sentindo-se magoadas e amedrontadas, enfrentam os pais dizendo que a "palmada não doeu", e o que era apenas uma palmadinha no rabo, acaba numa agressão física violenta.

4. A palmada, aos poucos, pode afastar severamente pais e filhos, pois a agressão física, não faz a criança pensar no que fez, desperta-lhe raiva contra aquele que a agrediu.

5. Os danos emocionais impostos pela agressão física são geralmente mais duradouros e prejudiciais que a dor física.

6. Bater pode ser uma experiência traumática para a criança não apenas pela dor física, mas principalmente porque coloca em risco a credibilidade depositada por ela nos pais.

7. A criança não se sente segura se a sua segurança depende de uma pessoa que se descontrola e para com a qual tem ressentimentos.

8. A criança que apanha tende a ver-se como alguém que não tem valor.

9. Aos poucos a criança aprende a enganar e descobre várias maneiras de esconder as suas atitudes com medo da punição.

10. A criança pode aprender a mostrar remorso para diminuir a sua punição, sem no entanto senti-lo realmente.

11. Para a criança a palmada anula a sua conduta: é como se ela tivesse pago pelo seu erro, e por isso pensa que pode vir a cometê-lo de novo.

12. A palmada não ensina à criança o que ela pode fazer, mas apenas o que não pode fazer, sem que saiba ao menos o motivo. A criança só acredita ter agido realmente mal quando alguém lhe explica o porquê e quando percebe que sua atitude afecta o outro.

13. O medo da palmada pode impedir a criança de agir mal, mas não faz com que ela tenha vontade de agir certo

14. A palmada tem um carácter apenas punitivo, e não educativo; ela pode parecer o caminho mais fácil a ser seguido, porque aparentemente tem o efeito desejado pelos pais. É comum a criança inibir o comportamento indesejado por medo, e não pela convicção de que agiu de maneira inadequada.

15. Muitas das crianças que apanham aprendem a adquirir aquilo que querem através da agressão física e, não raras vezes, apresentam na escola condutas agressivas com os colegas.

16. Uma palmada, para um adulto, pode parecer inofensiva. Porém é importante saber que cada criança atribui um significado diferente ao facto de “levar umas palmadas”, podendo tornar-se uma experiência marcante em sua vida futura. Além disso, independente da intensidade do bater, o acto continua a se o mesmo: um acto de violência contra um ser desprotegido.

17. Bater é uma forma de perpetuação da “cultura da violência” tão presente nas relações entre as pessoas nos dias actuais, ensina às crianças que os conflitos resolvem-se por meio de agressão física.

18. Bater nos filhos muitas vezes acaba por gerar nos pais fortes sentimentos de culpa, o que os leva a procurar compensar sua atitude posteriormente “afrouxando” aquilo que procuravam corrigir.

19. Bater é um atestado de fracasso que os pais passam a si próprios (Zagury, 1985) porque demonstram para a criança que perderam o controle da situação.

20. O sentido da justiça está em fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem.Quando nós adultos agimos de maneira inadequada, não esperamos punição.


Devemos ser o exemplo, sempre... uma criança agredida vai ser um futuro agressor...

Tento não gritar, não bater, pois acredito ser importante resolver os problemas pelo dialogo.

Ler sobre Attachment Parenting ajudou-me a estar mais ligada aos seus filhos e desenvolver a minha intuição, e ... a pedir ajuda quando estou cansada...

Outro livro que recomendo e o Bésame Mucho do Carlos Gonzalez

Sites onde procurei informação para escrever este post
http://www.leisecacontrapalmadas.com.br/
http://www.pediatriaradical.com.br/

Recomendo também os encontros de educação intuitiva http://apilisboa.blogspot.com/ onde podem contar com o apoio da Natália Moderadora do Attachment Parenting International (Educação Intuitiva)

E vocês já bateram nos vossos filhos? Como se sentiram? Como resolvem as birras?

segunda-feira, 21 de março de 2011

Jean Liedloff, 1926–2011

"I don't know whether the world can be saved by a book, but if it could be, this might just be the book."

John Holt

Deixo-vos as palavras de Holt que exprimem exactamente aquilo que sinto sobre a obra de Jean Liedloff, na esperança que este livro seja traduzido rapidamente para português.

A autora do The Continuum Concept desencarnou, morreu, faleceu... enfim o que quiserem, mas a sua obra é imortal!

Deixo-lhe aqui a nossa simples homenagem, homenagem de uma família a quem ela tocou e fez ver todo o processo, não só de maternidade, mas também da própria humanidade, de uma maneira radicalmente oposta aquela que a sociedade nos diz ser a certa.
GRATA!

Espreitem o livro!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O teu filho é uma boa pessoa!

Para reflectir.... Vindo do Drº González só podia ser muito bom!

Cuando una esposa afirma que su marido es muy bueno, probablemente es un hombre cariñoso, trabajador, paciente, amable... En cambio, si una madre exclama "mi hijo es muy bueno", casi siempre quiere decir que se pasa el día durmiendo, o mejor que "no hace más que comer y dormir" (a un marido que se comportase así le llamaríamos holgazán). Los nuevos padres oirán docenas de veces (y pronto repetirán) el chiste fácil: "¡Qué monos son... cuando duermen!"
Y así los estantes de las librerías, las páginas de las revistas, las o­ndas de la radio, se llenan de "problemas de la infancia": problemas de sueño, problemas de alimentación, problemas de conducta, problemas en la escuela, problemas con los hermanos... Se diría que cualquier cosa que haga un niño cuando está despierto ha de ser un problema.


Nadie nos dice que nuestros hijos, incluso despiertos (sobre todo despiertos), son gente maravillosa; y corremos el riesgo de olvidarlo. Aún peor, con frecuencia llamamos "problemas", precisamente, a sus virtudes.
Tu hijo es generoso
Marta juega en la arena con su cubo verde, su pala roja y su caballito. Un niño un poco más pequeño se acerca vacilante, se sienta a su lado y, sin mediar palabra (no parece que sepa muchas) se apodera del caballito, momentáneamente desatendido. A los pocos minutos, Marta decide que en realidad el caballito es mucho más divertido que el cubo, y lo recupera de forma expeditiva. Ni corto ni perezoso, el otro niño se pone a jugar con el cubo y la pala. Marta le espía por el rabillo del ojo, y comienza a preguntarse si su decisión habrá sido la correcta. ¡El cubo parece ahora tan divertido!
Tal vez la mamá de Marta piense que su hija "no sabe compartir". Pero recuerde que el caballito y el cubo son las más preciadas posesiones de Marta, digamos como para usted el coche. Y unos minutos son para ella una eternidad. Imagine ahora que baja usted de su coche, y un desconocido, sin mediar palabra, sube y se lo lleva. ¿Cuántos segundos tardaría usted en empezar a gritar y a llamar a la policía? Nuestros hijos, no le quepa duda, son mucho más generosos con sus cosas que nosotros con las nuestras.


Tu hijo es desinteresado


Sergio acaba de mamar; no tiene frío, no tiene calor, no tiene sed, no le duele nada... pero sigue llorando. Y ahora, ¿qué más quiere?


La quiere a usted. No la quiere por la comida, ni por el calor, ni por el agua. La quiere por sí misma, como persona. ¿Preferiría acaso que su hijo la llamase sólo cuando necesitase algo, y luego "si te he visto no me acuerdo"? ¿Preferiría que su hijo la llamase sólo por interés?


El amor de un niño hacia sus padres es gratuito, incondicional, inquebrantable. No hace falta ganarlo, ni mantenerlo, ni merecerlo. No hay amor más puro. El doctor Bowlby, un eminente psiquiatra que estudió los problemas de los delincuentes juveniles y de los niños abandonados, observó que incluso los niños maltratados siguen queriendo a sus padres.
Un amor tan grande a veces nos asusta. Tememos involucrarnos. Nadie duda en acudir de inmediato cuando su hijo dice "hambre", "agua", "susto", "pupa"; pero a veces nos creemos en el derecho, incluso en la obligación, de hacer oídos sordos cuando sólo dice "mamá". Así, muchos niños se ven obligados a pedir cosas que no necesitan: infinitos vasos de agua, abrir la puerta, cerrar la puerta, bajar la persiana, subir la persiana, encender la luz, mirar debajo de la cama para comprobar que no hay ningún monstruo... Se ven obligados porque, si se limitan a decir la pura verdad: "papá, mamá, venid, os necesito", no vamos. ¿Quién le toma el pelo a quién?
Tu hijo es valiente
Está usted haciendo unas gestiones en el banco y entra un individuo con un pasamontañas y una pistola. "¡Silencio! ¡Al suelo! ¡Las manos en la nuca!" Y usted, sin rechistar, se tira al suelo y se pone las manos en la nuca. ¿Cree que un niño de tres años lo haría? Ninguna amenaza, ninguna violencia, pueden obligar a un niño a hacer lo que no quiere. Y mucho menos a dejar de llorar cuando está llorando. Todo lo contrario, a cada nuevo grito, a cada bofetón, el niño llorará más fuerte.


Miles de niños reciben cada año palizas y malos tratos en nuestro país. "Lloraba y lloraba, no había manera de hacerlo callar" es una explicación frecuente en estos casos. Es la consecuencia trágica e inesperada de un comportamiento normal: los niños no huyen cuando sus padres se enfadan, sino que se acercan más a ellos, les piden más brazos y más atención. Lo que hace que algunos padres se enfaden más todavía. Si que huyen los niños, en cambio, de un desconocido que les amenaza.
Los animales no se enfadan con sus hijos, ni les riñen. Todos los motivos para gritarles: sacar malas notas, no recoger la habitación, ensuciar las paredes, romper un cristal, decir mentiras... son exclusivos de nuestra especie, de nuestra civilización. Hace sólo 10.000 años había muy pocas posibilidades de reñir a los hijos. Por eso, en la naturaleza, los padres sólo gritan a sus hijos para advertirles de que hay un peligro. Y por eso la conducta instintiva e inmediata de los niños es correr hacia el padre o la madre que gritan, buscar refugio en sus brazos, con tanta mayor intensidad cuanto más enfadados están los progenitores.
Tu hijo sabe perdonar
Silvia ha tenido una rabieta impresionante. No se quería bañar. Luchaba, se revolvía, era imposible sacarle el jersey por la cabeza (¿por qué harán esos cuellos tan estrechos?). Finalmente, su madre la deja por imposible. Ya la bañaremos mañana, que mi marido vuelve antes a casa; a ver si entre los dos...
Tan pronto como desaparece la amenaza del baño, tras sorber los últimos mocos y dar unos hipidos en brazos de mamá, Silvia está como nueva. Salta, corre, ríe, parece incluso que se esfuerce por caer simpática. El cambio es tan brusco que coge por sorpresa a su madre, que todavía estará enfadada durante unas horas. "¿Será posible?" "Mírala, no le pasa nada, era todo cuento".
No, no era cuento. Silvia estaba mucho más enfadada que su madre; pero también sabe perdonar más rápidamente. Silvia no es rencorosa. Cuando Papá llegue a casa, ¿cuál de las dos se chivará? ("Mamá se ha estado portando mal..."). El perdón de los niños es amplio, profundo, inmediato, leal.
Tu hijo sabe ceder
Jordi duerme en la habitación que sus padres le han asignado, en la cama que sus padres le han comprado, con el pijama y las sábanas que sus padres han elegido. Se levanta cuando le llaman, se pone la ropa que le indican, desayuna lo que le dan (o no desayuna), se pone el abrigo, se deja abrochar y subir la capucha porque su madre tiene frío y se va al cole que sus padres han escogido, para llegar a la hora fijada por la dirección del centro.
Una vez allí, escucha cuando le hablan, habla cuando le preguntan, sale al patio cuando le indican, dibuja cuando se lo ordenan, canta cuando hay que cantar. Cuando sea la hora (es decir, cuando la maestra le diga que ya es la hora) vendrán a recogerle, para comer algo que otros han comprado y cocinado, sentado en una silla que ya estaba allí antes de que él naciera.
Por el camino, al pasar ante el quiosco, pide un "Tontanchante", "la tontería que se engancha y es un poco repugnante", y que todos los de su clase tienen ya. "Vamos, Jordi, que tenemos prisa. ¿No ves que eso es una birria?" "¡Yo quiero un Totanchante, yo quiero, yo quiero...!" Ya tenemos crisis.


Mamá está confusa. Lo de menos son los 20 duros que cuesta la porquería ésta. Pero ya ha dicho que no. ¿No será malo dar marcha atrás? ¿Puede permitir que Jordi se salga con la suya? ¿No dicen todos los libros, todos los expertos, que es necesario mantener la disciplina, que los niños han de aprender a tolerar las frustraciones, que tenemos que ponerles límites para que no se sientan perdidos e infelices? Claro, claro, que no se salga siempre con la suya. Si le compra ese Tontachante, señora, su hijo comenzará una carrera criminal que le llevará al reformatorio, a la droga y al suicidio.
Seamos serios, por favor. Los niños viven en un mundo hecho por los adultos a la medida de los adultos. Pasamos el día y parte de la noche tomando decisiones por ellos, moldeando sus vidas, imponiéndoles nuestros criterios. Y a casi todo obedecen sin rechistar, con una sonrisa en los labios, sin ni siquiera plantearse si existen alternativas. Somos nosotros los que nos "salimos con la nuestra" cien veces al día, son ellos los que ceden. Tan acostumbrados estamos a su sumisión que nos sorprende, y a veces nos asusta, el más mínimo gesto de independencia. Salirse de vez en cuando con la suya no sólo no les va hacer ningún daño, sino que probablemente es una experiencia imprescindible para su desarrollo.
Tu hijo es sincero
¡Cómo nos gustaría tener un hijo mentiroso! Que nunca dijera en público "¿Por qué esa señora es calva?" o ¿Por qué ese señor es negro?" Que contestase "Sí" cuando le preguntamos si quiere irse a la cama, en vez de contestar "Sí" a nuestra retórica pregunta "¿Pero tú crees que se pueden dejar todos los juguetes tirados de esta manera?"


Pero no lo tenemos. A los niños pequeños les gusta decir la verdad. Cuesta años quitarles ese "feo vicio". Y, entre tanto, en este mundo de engaño y disimulo, es fácil confundir su sinceridad con desafío o tozudez.
Tu hijo es buen hermano
Imagínese que su esposa llega un día a casa con un guapo mozo, más joven que usted, y le dice: "Mira, Manolo, este es Luis, mi segundo marido. A partir de ahora viviremos los tres juntos, y seremos muy felices. Espero que sabrás compartir con él tu ordenador y tu máquina de afeitar. Como en la cama de matrimonio no cabemos los tres, tú, que eres el mayor, tendrás ahora una habitación para tí solito. Pero te seguiré queriendo igual". ¿No le parece que estaría "un poquito" celoso? Pues un niño depende de sus padres mucho más que un marido de su esposa, y por tanto la llegada de un competidor representa una amenaza mucho más grande. Amenaza que, aunque a veces abrazan tan fuerte a su hermanito que le dejan sin aire, hay que admitir que los niños se toman con notable ecuanimidad.


Tu hijo no tiene prejuicios


Observe a su hijo en el parque. ¿Alguna vez se ha negado a jugar con otro niño porque es negro, o chino, o gitano, o porque su ropa no es de marca o tiene un cochecito viejo y gastado? ¿Alguna vez le oyó decir "vienen en pateras y nos quitan los columpios a los españoles"? Tardaremos aún muchos años en enseñarles esas y otras lindezas.


Tu hijo es comprensivo

Conozco a una familia con varios hijos. El mayor sufre un retraso mental grave. No habla, no se mueve de su silla. Durante años, tuvo la desagradable costumbre de agarrar del pelo a todo aquél, niño o adulto, que se pusiera a su alcance, y estirar con fuerza. Era conmovedor ver a sus hermanitos, con apenas dos o tres años, quedar atrapados por el pelo, y sin gritar siquiera, con apenas un leve quejido, esperar pacientemente a que un adulto viniera a liberarlos. Una paciencia que no mostraban, ciertamente, con otros niños. Eran claramente capaces de entender que su hermano no era responsable de sus actos.
Si se fija, observará estas y muchas otras cualidades en sus hijos. Esfuércese en descubrirlas, anótelas si es preciso, coméntelas con otros familiares, recuérdeselas a su hijo dentro de unos años ("De pequeño eras tan madrugador, siempre te despertabas antes de las seis...") La educación no consiste en corregir vicios, sino en desarrollar virtudes. En potenciarlas con nuestro reconocimiento y con nuestro ejemplo.
La semilla del bien
Observando el comportamiento de niños de uno a tres años en una guardería, unos psicólogos pudieron comprobar que, cuando uno lloraba, los otros espontáneamente acudían a consolarle. Pero aquellos niños que habían sufrido palizas y malos tratos hacían todo lo contrario: reñían y golpeaban al que lloraba. A tan temprana edad, los niños maltratados se peleaban el doble que los otros, y agredían a otros niños sin motivo ni provocación aparente, una violencia gratuita que nunca se observaba en niños criados con cariño.
Oirá decir que la delincuencia juvenil o la violencia en las escuelas nacen de la "falta de disciplina", que se hubieran evitado con "una bofetada a tiempo". Eso son tonterías. El problema no es falta de disciplina, sino de cariño y atención, y no hay ningún tiempo "adecuado" para una bofetada. Ofrézcale a su hijo un abrazo a tiempo. Miles de ellos. Es lo que de verdad necesita.

Autor : Dr. Carlos González , pediatra

daqui : http://www.amamantarasturias.org/eto/index.php?id=24

quarta-feira, 3 de março de 2010

Novo e importante alerta sobre os efeitos da TV nas crianças e na sua educação

Importante estudo da Universidade de Otago (Nova Zelândia), intitulado Association of television viewing during childhood with poor educational achievement, realizado ao longo de 30 anos, conclui: "An interesting finding was that although teenage viewing was strongly linked to leaving school without any qualifications, it was earlier childhood viewing that had the greatest impact on getting a degree. This suggests that excessive television in younger children has a long-lasting adverse effect on educational performance".

The Dunedin Multidisciplinary Health & Development Research Unit conducts the long-running cohort study of approximately 1,000 babies born in Dunedin in 1972-73. The Study members have been assessed at birth, at age three, then every two years up to age 15, and again at age 18, 21 and 26 years. The age 32 assessments (2003-2005) have recently been completed, and included a broad range of studies in the psychosocial, behavioural medicine and biomedical research areas. To date over 940 publications and reports have been generated from this ongoing study. The Unit is part of the Department of Preventive and Social Medicine at the University of Otago, and is primarily funded by the Health Research Council of New Zealand.

The study was authored by Dr Robert Hancox, Mr Barry Milne and Associate Professor Richie Poulton of the Dunedin Multidisciplinary Health & Development Research Unit and is published in this month's issue of Archives of Pediatric and Adolescent Medicine.


Em Portugal há um pequeno livro sobre as prováveis consequências de uma exposição continuada à TV: PHDA - Um guia para professores, da autoria de Carla Maia (Psiquiatra) e Catarina Varejão (Psicóloga Clínica), do Departamento de Psiquiatria do Hospital de S. Gonçalo - Amarante.

Estudo da Deco - estou perplexa...

De acordo com um estudo publicado pela Deco quase um terço das crianças passa mais de nove horas na creche e mais de 70% vê televisão e tal acontece quase todos os dias para mais de metade!!! Nos jardins-de-infância, a esmagadora maioria (90%) vê televisão e, segundo os pais, esta rotina é quase diária para 43%.
Será que só eu é que acha isto um escândalo?

Mesmo com 32% das crianças a passarem mais de nove horas nas creches, há 27% de pais com filhos entre um e dois anos (creches) e 10 por cento com crianças nos jardins-de infância (entre três e cinco anos) a afirmarem que gostariam que as instituições abrissem ao sábado! !!!!

Que adultos vão ser as nossas crianças de amanhã?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"The War on Kids"

Documentário que mostra que as escolas são instituições autoritárias, que os alunos são submetidos a formas invasivas de controle e são privados dos direitos fundamentais da pessoa humana. Fica o trailer:

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Um documentário que todos os professores deveriam ver

Pequeno Grão de Areia [Granito de Arena]
(EUA, 2005, 61 min. - Direção: Jill Freidberg)

Fala sobre a luta dos professores de Oaxaca no México, país governado há mais de 70 anos pelo PRI, famoso pela corrupção e alinhamento aos interesses dos EUA . O filme trata de como a destruição da educação é um projeto articulado a partir de diretrizes internacionais.

O filme proporciona excelentes discussões sobre o que representa a educação na nossa sociedade.
Nas palavras de Eduardo Galeano, este sistema ensina que se vive para TER e que se vive para trabalhar, em vez de viver para SER
Podem ver no youtube em 6 partes, parte 1:http://www.youtube.com/watch?v=D1IWLZ3wI3Y&feature=player_embedded ou aqui:
Torrent (Depoimentos em Espahol, narração e legendas fixas em português br), deixo-vos o Trailer



quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Criança, a Alma do Negócio

Ontem o Pirata fez-me uma birra no supermercado... ui.... daquelas de se atirar para o chão aos gritos, só porque eu não lhe comprei um brinquedo....... lembrei-me deste filme.... "Criança, a Alma do Negócio " (Brasil, 2009, 49 min - Direção: Estela Renner)
Porque será que os nossos filhos pedem brinquedos novos? De onde vem este desejo constante de consumo?

Este documentário reflecte sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam directamente com elas.
Podem ver o filme via Megaupload ou ver por partes: Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=dX-ND0G8PRU&feature=related
Deixo-vos o trailer




Outro filme interessante é o "Consuming Kids, a Comercialização da Infância", fala sobre como as grandes corporações utilizam-se da infância para gerar lucros gigantescos, vendendo todo o tipo de produtos, muitas vezes, de forma desonesta, desumana e pouco ética.


Cada vez mais os brinquedos representam personagens de TV, reduzindo o poder de imaginação, deixando as crianças menos criativas. Cada vez mais substitui-se a brincadeira de rua pelo computador. As crianças estão a tornar-se mais obesas e menos atentas...

Para ver aqui:Torrent - Legendas Pt-br O trailer:

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

CLAP CLAP CLAP estou a aplaudir de pé.....

Oiçam o que diz este médico..... Recomendo vivamente o seu livro Bésame Mucho. Costuma dizer-se que os bebés não vêm com manual de instruções; contudo, nos nossos dias, o problema parece ser o oposto. Os pais vivem rodeados de «manuais de instruções», seja sob a forma de livros, de publicações especializadas ou simplesmente de conselhos de pediatras. Proliferam as opiniões, e as filosofias das diversas escolas de puericultura e pedagogia são cada vez mais diversificadas. Neste sentido, é difícil para os pais confiarem no seu instinto ou no seu primeiro impulso. Bésame Mucho vem devolver aos pais a confiança naquele sentimento que está por trás de tudo aquilo que os pais sentem, desejam e fazem os filhos: o amor. O Dr. Carlos González, pediatra e autor de renome, defende uma nova educação baseada no amor, no respeito e na liberdade. Uma leitura acessível, agradável e repleta de exemplos práticos. Podem comprar AQUI

terça-feira, 5 de maio de 2009

Palmadas...

Pesquisas em educação infantil demonstram que mesmo a agressão leve é nefasta, prejudica e cria danos na auto-estima das crianças. Em Portugal os castigos corporais ás crianças SÃO PROIBIDOS POR LEI!

Eu não sou perfeita, erro muitas vezes com meus filhos, e o meu auto-controle não é infalível, pelo contrário! Por isso procurei informações e resolvi partilhar com vocês...

Não bater não significa deixar fazer tudo que os filhos querem, existem formas de impor limites e respeito que não são baseadas na violência. É um caminho difícil mas facilmente conseguimos ver como a mudança nas nossas atitudes tem efeito sobre a auto-estima dos nossos filhos.

Recomendo a leitura de A auto-estima do seu filho deDorothy Corkille Briggs e

Inteligência emocional: e a arte de educar nossos filhos de J.Gottman e J. DeClaire



Existe uma confusão entre o efeito e o que se aprende de facto com as palmadas e outras agressões físicas. O sintoma que incomoda, a birra por exemplo, desaparece, a criança sente medo e pára, mas passa a ter novos sentimentos mais difíceis a enfrentar como a mágoa pela palmada, a frustração por não ser compreendido, o ressentimento por não ser ajudado pela pessoa amada, a impotência por ser mais fraco o medo de mais castigos, etc.

Que tal substituirmos a palmada pela escuta activa da criança? Encarar a raiva dos filhos de maneira construtiva ajuda-os a aceitar todas a partes de si mesmo sem julgamentos negativos, é a base da auto-estima.


PENSE 20 VEZES ANTES DE BATER

1. Bater em alguém mais fraco é em si um acto de covardia.

2. A palmada tende a ir perdendo seu efeito a longo prazo e a criança aos poucos teme menos a agressão física. A tendência dos pais é, então, bater mais e mais.

3. A palmada não resolve os conflitos comuns às relações pais e filhos: muitas das crianças que apanham, mesmo sentindo-se magoadas e amedrontadas, enfrentam os pais dizendo que a "palmada não doeu", e o que era apenas uma palmadinha no rabo, acaba numa agressão física violenta.

4. A palmada, aos poucos, pode afastar severamente pais e filhos, pois a agressão física, não faz a criança pensar no que fez, desperta-lhe raiva contra aquele que a agrediu.

5. Os danos emocionais impostos pela agressão física são geralmente mais duradouros e prejudiciais que a dor física.

6. Bater pode ser uma experiência traumática para a criança não apenas pela dor física, mas principalmente porque coloca em risco a credibilidade depositada por ela nos pais.

7. Acriança não pode sentir-se segura se sua segurança depende de uma pessoa que se descontrola e para com a qual tem ressentimentos.

8. A criança que apanha tende a verse como alguém que não tem valor.

9. Aos poucos a criança aprende a enganar e descobre várias maneiras de esconder suas atitudes com medo da punição.

10. A criança pode aprender a mostrar remorso para diminuir sua punição, sem no entanto senti-lo realmente.

11. Para a criança a palmada anula a sua conduta: é como se ela tivesse pago por seu erro, e por isso pensa que pode vir a cometê-lo de novo.

12. A palmada não ensina à criança o que ela pode fazer, mas apenas o que não pode fazer, sem que saiba ao menos o motivo. A criança só acredita ter agido realmente mal quando alguém lhe explica o porquê e quando percebe que sua atitude afecta o outro.

13. O medo da palmada pode impedir a criança de agir mal, mas não faz com que ela tenha vontade de agir certo

14. A palmada tem um carácter apenas punitivo, e não educativo; ela pode parecer o caminho mais fácil a ser seguido, porque aparentemente tem o efeito desejado pelos pais. É comum a criança inibir o comportamento indesejado por medo, e não pela convicção de que agiu de maneira inadequada.

15. Muitas das crianças que apanham aprendem a adquirir aquilo que querem através da agressão física e, não raras vezes, apresentam na escola condutas agressivas com os colegas.

16. Uma palmada, para um adulto, pode parecer inofensiva. Porém é importante saber que cada criança atribui um significado diferente ao facto de “levar umas palmadas”, podendo tornar-se uma experiência marcante em sua vida futura. Além disso, independente da intensidade do bater, o acto continua a se o mesmo: um acto de violência contra um ser desprotegido.

17. Bater é uma forma de perpetuação da “cultura da violência” tão presente nas relações entre as pessoas nos dias actuais, ensina às crianças que os conflitos resolvem-se por meio de agressão física.

18. Bater nos filhos muitas vezes acaba por gerar nos pais fortes sentimentos de culpa, o que os leva a procurar compensar sua atitude posteriormente “afrouxando” aquilo que procuravam corrigir.

19. Bater é um atestado de fracasso que os pais passam a si próprios (Zagury, 1985) porque demonstram para a criança que perderam o controle da situação.

20. O sentido da justiça está em fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem.Quando nós adultos agimos de maneira inadequada, não esperamos punição.


Eu já dei uma palmada a Princesa, movida pela raiva e frustração e estava muito cansada, mas não serve de desculpa... Quem ama educa mas infelizmente bater é muito mais fácil que educar...

Devemos ser o exemplo, sempre... uma criança agredida vai ser um futuro agressor...

Tento não gritar, não bater, pois acredito ser importante resolver os problemas pelo dialogo.

Ler sobre Attachment Parenting ajudou-me a estar mais ligada aos seus filhos e desenvolver a minha intuição, e ... a pedir ajuda quando estou cansada...





Outro livro que recomendo e o Bésame Mucho do Carlos Gonzalez

Sites onde procurei informação para escrever este post
http://www.leisecacontrapalmadas.com.br/
http://www.pediatriaradical.com.br/

Recomendo também os encontros de educação intuitiva http://apilisboa.blogspot.com/ onde podem contar com o apoio da Natália Moderadora do Attachment Parenting International (Educação Intuitiva)

E vocês já bateram nos vossos filhos? Como se sentiram? Como resolvem as birras?

domingo, 3 de maio de 2009

EDUCAR É DEIXAR RESPIRAR

por Eugenio Mussak


Imagine a seguinte cena, como se fosse um filme que você está assistindo:
“Há uma sala fechada, quase totalmente escura, na qual não se podem identificar com clareza os móveis, objetos e pessoas. Quem tenta caminhar bate nas coisas e perde o equilíbrio. E o pior é que o ar é rarefeito, difícil de respirar, e há um cheiro de mofo irritando as narinas. Existe apenas uma janela alta, mas está quase totalmente fechada, deixando aparecer só uma estreita fresta embaixo da cortina. Paira, na sala, intenso desejo de respirar com intensidade e enxergar com clareza. Mas, como? Do lado de fora, uma pessoa resolve ajudar os que estão na sala. Procura um fole, dotado de uma mangueira fina o suficiente para passar pela fresta da janela. Com esforço, introduz a mangueira e começa a fazer um cansativo movimento de vaivém, na tentativa de arejar o recinto. Pelo esforço, apesar da boa intenção, cansa-se e irrita-se. Com o tempo, começa a esbravejar contra as pessoas da sala, culpando-as por estarem ali, o que as leva a respirar ainda mais depressa, piorando a situação. Tal acontecimento é observado por outro homem do lado de fora. Esse homem não participa, só observa, mas reflete sobre o que está acontecendo. Percebe o esforço do primeiro em mandar ar para a sala e o das pessoas em respirar o ar pouco e viciado. Nota que o desespero está tomando conta de todos e que o desânimo está chegando. O homem do fole não tem mais força nem paciência. As pessoas da sala estão começando a achar que é melhor deixar como está, pois dá para continuar vivendo desde que se respire pequenininho. O observador, então, levanta-se do banco em que se acomodara, dirige-se lentamente ao centro da cena e, com um movimento decidido, mas delicado, afasta as duas lâminas da janela, faz correr as pesadas cortinas, e algo parecido com milagre acontece: o ar a luz entram pelo novo espaço, com a naturalidade desconcertante das coisas óbvias”.
Na metáfora acima há dois homens tentado resolver o problema da sala fechada. O primeiro tenta fazer o ar entrar usando a força. O segundo apenas abre a janela, deixando o ar fluir, como é de sua natureza, e a luz ocupar o espaço. Qual dos dois poderia ser comparado a um educador de verdade? O que força a entrada ou o que abre a janela?



Educar é deixar respirar
Nas escolas e nos lares encontramos, em todo o mundo, professores e pais que são apertadores de foles e professores e pais que são abridores de janelas. Apertar o fole significa tentar introduzir conceitos, conhecimentos e comportamentos à força, considerando o aluno, ou o filho, um menor incapaz de perceber, compreender e aprender. Que precisa, por ser assim um inválido intelectual, do esforço do outro, do adulto, do sábio, que é arrogante em sua superioridade do saber. Abrir a janela significa confiar no potencial do menino em aprender por seus próprios meios, valendo-se de sua natureza humana. Significa não atrapalhar e, quando muito, facilitar. Pais e mestres são facilitadores da aprendizagem, não inoculadores de idéias. Conhecimento não se transfere, constrói-se a partir de estímulos, como a curiosidade, e de substratos intelectuais, como os livros.
Eu não posso ler o livro para meu filho ou para meu aluno. Nem posso obrigá-lo a ler, isso seria uma violência. Mas posso aguçar sua curiosidade sobre o livro, de tal sorte que a leitura seja a conseqüência natural, óbvia e desejada. Mestres não entregam os livros, mostram onde eles estão. Não transferem conhecimentos, oferecem significados. Não dão conselhos, dão exemplos. Não funcionam como os trilhos da estrada de ferro, que marca o caminho na planície, e sim como o farol que serve de referência na noite atlântica. Por tudo isso, deduzimos o que representa a violência, de qualquer espécie, no processo do aprendizado. Nada. Ou melhor, tudo. Tudo o que há de errado, antipedagógico, desconstrutor, desumano.
Quando o assunto é educação, nunca é demais lembrar o que Sócrates disse há 25 séculos: “Educar é ensinar a pensar”. O primeiro grande educador que o mundo conheceu foi provavelmente o que mais bem definiu o ato de educar. E ele disse mais. Disse que aprender é uma condição humana natural, que acontecerá independentemente do professor. Crianças aprendem. Jovens aprendem. Adultos aprendem. Seres humanos aprendem porque é de sua natureza. O que tentamos fazer, a partir da organização dos temas e das técnicas pedagógicas, é facilitar esse processo e conduzir o aprendizado para o fim desejado, que é o de integrar o aluno à sociedade em que ele está inserido e torná-lo capaz de colaborar com a construção do todo desenvolvendo-lhe competências.
A mãe de Sócrates, Fenareta, era parteira. Observando o trabalho da mãe, o então menino disse-lhe certa vez: “Não é você quem faz o parto. Este acontece naturalmente por ação dos organismos da mãe e do filho. Você apenas conduz o nascimento”. É possível que a mãe tenha ficado magoada com o filho, pois nunca antes alguém lhe havia questionado o poder de fazer o parto. Sócrates adorava observações críticas, mas foi dessa observação impertinente que nasceu o método socrático de ensinar: a maiêutica, palavra que, em grego significa “a arte de dar à luz”.
O método maiêutico pressupõe que a criança (de qualquer idade) deve receber tudo o que facilite o aprendizado, assim este “nascerá” por conta própria. E, nesse contexto, é sempre bom lembrar que, se o aprendizado é um fenômeno intelectual, a aprendizagem é um fenômeno emocional. Em outras palavras, nós nos intelectualizamos com auxílio das emoções. A informação desprovida de sentido e de sentimento não cala na alma, não gruda na mente, não se acomoda na memória.
E é exatamente nesse ponto que reside o argumento dos que usam da violência (de qualquer tipo) para ensinar. Pois não seria a coação violenta uma maneira de acionar o emocional? Sim, claro, sem sombra de dúvida, mas... Mas o processo funciona assim: aprendizado com amor gera conhecimento e afeto pelo saber. Aprendizado com violência pode até desembocar no conhecimento, mas este será acompanhado do medo, da raiva e da aversão ao que ele representa. Fim do enigma.



Estímulo à curiosidade
Além da maiêutica, Sócrates lançava mão de outra técnica peculiar: a ironia. Só que ironia, no grego clássico, não era sinônimo de sarcasmo. Significava, antes, algo como “a arte de perguntar”. Sócrates dificilmente respondia, ele perguntava, o que obrigava seus discípulos a usar a cabeça de fato, refletir sobre o assunto em questão, criar novas idéias, propor novas visões. Pensar, enfim. Na atualidade, coitados dos perguntadores, dos curiosos. Costumam ser classificados como impertinentes, maleducados, desconfiados, perturbadores. E, com freqüência, punidos com repreensões ou coisa pior.
A curiosidade é uma característica infantil que se perde pela inutilidade do uso. Quando gera mais desconforto que glória, a curiosidade começa a ser questionada. Alunos curiosos, filhos curiosos, funcionários curiosos são pessoas que perturbam a ordem com suas perguntas, suas dúvidas, sua curiosidade, enfim. Como curiosidade pressupõe pergunta, pergunta exige resposta e resposta precisa do pensamento e do tempo de elaboração, haja paciência! Sim, educar exige paciência. Ter filhos exige paciência. E como ter paciência em um mundo impaciente, veloz, digital, cibernético, inconstante e louco? Atualmente ela só existe em um lugar: na consciência do educador, seja ele professor, pai, chefe, guarda de trânsito, não importa. Ser educador é um estado de espírito. Há educadores que não são professores e professores que não são educadores.
Durante os anos conturbados da queda do czar e ascensão do marxismo-leninismo – a Revolução Russa –, viveu um psicólogo e educador chamado Lev Vigotsky. Sua curta vida (morreu aos 37 anos, vítima da tuberculose que o torturou desde os 19) foi dedicada a entender como as pessoas, em especial as crianças, aprendem. Sua obra tem um caráter de urgência, como se pressentisse sua curta jornada, mas é reconhecida como fundamental, sendo complementar aos trabalhos de Jean Piaget, que, aliás, nasceu no mesmo ano de Vigotsky, mas que viveu até se cansar de viver. É do jovem russo, personagem de uma sociedade imersa em profunda transformação, a percepção do fundamental papel do ambiente no desenvolvimento sócio-cultural-intelectual do ser humano.
Entre seus escritos encontramos um pensamento que resume a educação com a mesma profundidade que a oração de São Francisco explica o cristianismo ("Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz; onde houver ódio, que eu leve amor; onde houver ofensa, que eu leve perdão..."). Disse Vigotsky a respeito dos ambientes, escolares, domésticos ou públicos, que são capazes de educar, desenvolver jovens, criar uma sociedade mais íntegra, justa, feliz: “Precisamos de ambientes em que o conhecimento já sistematizado não seja tratado de forma dogmática e esvaziado de significado. Precisamos de ambientes em que as pessoas possam dialogar, duvidar, discutir, questionar e compartilhar saberes. Lugares em que as pessoas tenham autonomia, possam pensar, refletir sobre seu próprio processo de construção de conhecimentos e ter acesso a novas informações. Onde haja espaço para as diferenças, para as contradições, para o erro, para a criatividade, para a colaboração e para as transformações”.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A importância de saber chegar a casa a horas

"Mário Cordeiro, pediatra, disse numa conferência organizada pelo Departamento de Assuntos Sociais e Culturais da Câmara Municipal de Oeiras, que muitas birras e até problemas mais graves poderiam ser evitados se os pais conseguissem largar tudo quando chegam a casa para se dedicarem inteiramente aos seus filhos durante dez minutos.
Ao fim do dia os filhos têm tantas saudades dos pais e têm uma expectativa tão grande em relação ao momento da sua chegada a casa que bastava chegar, largar a pasta e o telemóvel e ficar exclusivamente disponível para eles, para os saciar. Passados dez minutos eles próprios deixam os pais naturalmente e voltam para as suas brincadeiras. Estes dez minutos de atenção exclusiva servem para os tranquilizar, para eles sentirem que os pais também morrem de saudades deles e que são uma prioridade absoluta na sua vida. Claro que os dez minutos podem ser estendidos ou até encurtados conforme as circunstâncias do momento ou de cada dia. A ideia é que haja um tempo suficiente e de grande qualidade para estar com os filhos e dedicar-lhes toda a atenção.
Por incrível que pareça, esta atitude de largar tudo e desligar o telemóvel tem efeitos imediatos e facilmente verificáveis no dia-a-dia.
Todos os pais sabem por experiência própria que o cansaço do fim de dia, os nervos e stress acumulados e ainda a falta de atenção ou disponibilidade para estar com os filhos, dão origem a uma espiral negativa de sentimentos, impaciências e birras.
Por outras palavras, uma criança que espera pelos pais o dia inteiro e, quando os vê chegar, não os sente disponíveis para ela, acaba fatalmente por chamar a sua atenção da pior forma. Por tudo isto e pelo que fica dito no início sobre a importância fundamental que os pais-homem têm no desenvolvimento dos seus filhos, é bom não perder de vista os timings e perceber que está nas nossas mãos fazer o tempo correr a nosso favor."

in Boletim de Julho da Acreditar

terça-feira, 31 de março de 2009

Escola...


Fotos dos meus meninos, na primavera do anos passado, a brincarem num jardim

Preocupo-me cada vez mais com a educação dos meus filhos, principalmente com a qualidade do ensino escolar. Sinto que as crianças brincam cada vez menos, que passam muito tempo fechadas em salas! O contacto com a natureza e o ar livre é tão importante... porque não passar mais tempo fora da sala de aula, lá fora há TANTO para aprender....
( Eu sei que sou uma sonhadora )



Mariana com 2 anos e meio no tractor do avô

Pergunto-me muitas vezes porque não optei por ficar com os meus meninos em casa... A verdade é que os meus filhos foram para a escola com 2 anos e meio, foi uma opção difícil, muito pensada... Já conhecia famílias que optaram pelo ensino domestico, mais eu confesso que não fui capaz.. faltou-me coragem.... comparo-me um pouco com algumas mulheres que até gostavam de ter um parto em casa, mas.... sentem-se inseguras :))

Juntamente com uma amiga pensamos em abrir uma escola de inspiração waldorf, mas a verdade é que faltaram os euros....

Optei por inscreve-los numa escola perto de casa ( menos de 10m a pé) onde a avó e a tia trabalham e o meu marido dá aulas de ginástica... que mais posso eu querer...

Hoje, estou contente com a escolha, mas tenho de confessar que a separação foi muito difícil ....

Por isto tudo e principalmente porque sonhei um dia ter uma escola assim, resolvi divulgar este projecto! Força Antonieta!


Bom dia queridos amigos

Como sabem, o André está quase a fazer dois anos e nós estamos muitos felizes e entusiasmados com a educação que até hoje tentamos dar-lhe: está numa ama, uma senhora muito sólida e conhece já imensas pessoas das aldeias aqui perto, e anda muito feliz ao ar livre, e muito livre de pressões que existem na maior parte das creches que conhecemos. Em casa já faz de tudo um pouco, desde ajudar a cozinhar, a tocar tambor e dançar muito, além de ajudar na quinta. E pela minha anterior experiência pessoal e profissional já conheço muita coisa....


Queremos continuar a desenvolver uma educação integral que é muito diferente da pedagogia existente nos infantários e escolas comuns. Pensámos então em tentar, à semelhança de algumas iniciativas já existentes (mas muito dispersas geograficamente) sensibilizar alguns pais que queiram dar um tipo de educação diferente aos seus filhos, para que possamos em conjunto educá-los num grupo pequeno, mas que possa progredir em conjunto.

Teremos uma educadora, preferencialmente formada na pedagogia waldorf, ou outra interessante e criativa. Teremos mais uma pessoa a dar apoio além de nós.
Faremos alimentação natural , na qual eles participarão por vezes
Terão sessões de consciência corporal, percussão e ateliers de expressão artística (modelagem e pintura) e dramática.
Participarão activamente na horta, jardim e cuidado dos animais.


Então, basicamente é isto, no fundo queremos uma educação integral que permita que o potencial das crianças seja bem canalizado, mas sem pressões de estruturas e organizações lucrativas, que por vezes desvirtuam os valores em que acreditamos.~

Por isso, peço que reencaminhem a quem acharem que têm filhos entre os 2 e os 3 anos e querem educá-los não só no aspecto intelectual, mas também emocional, espiritual e ecológico, e têm coragem e confiança em si próprios para mudar algo de dentro para fora neste nosso pequeno mundinho. Podem contactar-nos , estamos a 10 min, de Mafra, a 5 min, de Torres Vedras, a 30 min, de Cascais e a 30 min. de Lisboa, e a uma distância de 1 clique dos vossos amigos e conhecidos.

Dar oportunidades de crescer com Criatividade, alegria, amor, confiança, força e sabedoria no respeito por cada um individualmente e por todos é o mínimo que podemos tentar oferecer. A quinta tem imenso espaço e podemos perfeitamente usufruir dessa vantagem.

Um abraço amigo

Maria Antonieta da Silva - Ma Deva Sameera
(967558942/910841151)
http://www.mariantonietasilva.blogspot.com/