Informação que pode ajudar as grávidas a tomar uma decisão relativamente ao tempo de espera quando há ruptura da bolsa antes do início do trabalho de parto.
http://www.radmid.demon.co.uk/prom.htm
http://www.gentlebirth.org/archives/prom.html
Sobre o blog:
“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008
sábado, 21 de junho de 2008
Bolsa rota, quanto tempo esperar?
Segundo a OMS pode-se esperar 48 horas antes do inicio do Trabalho de Parto.
http://www.who.int/reproductive-health/publications/MSM_96_24/MSM_96_24_Chapter3.en.html
“A conservative approach, which is supported by the existing evidence, would indicate a policy which requires observation without vaginal examination and without antibiotics, during the first 48 hours after PROM. If labour has not commenced spontaneously during that period (in about 20% of the women), consideration could be given to oxytocin induction.”
É de evitar os toques pois são uma fonte possível de infecção.
http://www.who.int/reproductive-health/publications/MSM_96_24/MSM_96_24_Chapter3.en.html
“A conservative approach, which is supported by the existing evidence, would indicate a policy which requires observation without vaginal examination and without antibiotics, during the first 48 hours after PROM. If labour has not commenced spontaneously during that period (in about 20% of the women), consideration could be given to oxytocin induction.”
É de evitar os toques pois são uma fonte possível de infecção.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Bolsa rota e antibióticos
10 de maio de 2006 por: Dra. Melania Amorim
Existem evidências de boa qualidade recomendando a profilaxia intra-parto para Streptococcus do grupo B em todos os casos de ruptura prematura das membranas durando mais de 18 horas (penicilina cristalina ou ampicilina, sendo a primeira preferível em termos de minimizar o impacto sobre a flora intestinal do recém-nascido) ou em casos de parto prematuro (abaixo de 37 semanas), exceto se a paciente tem cultura vaginal NEGATIVA recente para esse germe. Outras indicações seriam febre materna durante o trabalho de parto ou história de recém-nascido anterior afetado por Streptococcus grupo B. Não há evidências apoiando a administração rotineira de antibióticos com a finalidade de prevenir corioamnionite/endometrite a partir de 6 ou 12 horas de bolsa rota.Limites arbitrários como 6, 12, 24 ou 72 horas foram propostos sem evidências convincentes de seu impacto sobre o prognóstico materno e perinatal. Um estudo não-randomizado publicado em 1995 incluiu 566 mulheres e evidenciou que aguardar 12 ou 72 horas eram opções comparáveis em termos de complicações infecciosas e prognóstico gestacional (Shalev et al, 1995). O maior estudo conduzido sobre o tema foi o TERMPROM Study Group (1996), publicado no New England Journal of Medicine. Realizou-se um ensaio clínico randomizado incluindo 5041 mulheres com bolsa rota, comparando indução (com ocitocina ou prostaglandina) com expectação por até 4 dias. As taxas de infecção neonatal (em torno de 2 a 3%) e de cesariana (em torno de 10%) foram semelhantes nos dois grupos, porém infecção materna foi mais freqüente quando se adotou conduta expectante. A taxa de corioamnionite foi 4% no grupo que recebeu ocitocina e 8,6% no grupo em que se expectou até quatro dias. Existem outros estudos do mesmo grupo analisando grau de satisfação materna, impacto econômico e comparação de expectação em regime deinternamento versus domiciliar, posso disponibilizar para quem tiver interesse. Interessante como poucos estudos estão disponíveis. O tempo "ideal" para se aguardar o início do trabalho de parto em casos de amniorrexe prematura a termo ainda permanece por ser estabelecido. Enquanto evidências de melhor qualidade não estão disponíveis, há que se considerar as características individuais e a vontade materna, depois do esclarecimento sobre possíveis riscos e benefícios pertinentes à indução versus expectação.Amniorrexe prematura = ruptura da bolsa das águas (perda de líquido amniótico) ANTES de se iniciar o trabalho de parto. Inclui todos os casos em que o trabalho de parto não se desencadeia nas primeiras duas horas depois da ruptura.Amniorrexe precoce = ruptura da bolsa das águas no início ou até duas horas antes do trabalho de parto. Amniorrexe prematura A TERMO = a bolsa se rompe antes do início do trabalho de parto mas a gravidez já atingiu ou ultrapassa as 37 semanas de gravidez.Amniorrexe prematura PRÉ-TERMO = a bolsa se rompe antes do início do trabalho de parto ANTES de 37 semanas de gravidez.Corioamnionite = infecção da câmara âmnica, ou seja, das membranas e do líquido amniótico. Pode complicar os casos de bolsa rota prolongada e é mais freqüente quanto maior for o número de toques e maior o tempo entre o primeiro toque e o parto, donde o axioma que repito: SE TOQUE - NÃO TOQUE!
http://parir.blogspot.com/2006/12/sobre-tempo-de-bolsa-rota.html
Existem evidências de boa qualidade recomendando a profilaxia intra-parto para Streptococcus do grupo B em todos os casos de ruptura prematura das membranas durando mais de 18 horas (penicilina cristalina ou ampicilina, sendo a primeira preferível em termos de minimizar o impacto sobre a flora intestinal do recém-nascido) ou em casos de parto prematuro (abaixo de 37 semanas), exceto se a paciente tem cultura vaginal NEGATIVA recente para esse germe. Outras indicações seriam febre materna durante o trabalho de parto ou história de recém-nascido anterior afetado por Streptococcus grupo B. Não há evidências apoiando a administração rotineira de antibióticos com a finalidade de prevenir corioamnionite/endometrite a partir de 6 ou 12 horas de bolsa rota.Limites arbitrários como 6, 12, 24 ou 72 horas foram propostos sem evidências convincentes de seu impacto sobre o prognóstico materno e perinatal. Um estudo não-randomizado publicado em 1995 incluiu 566 mulheres e evidenciou que aguardar 12 ou 72 horas eram opções comparáveis em termos de complicações infecciosas e prognóstico gestacional (Shalev et al, 1995). O maior estudo conduzido sobre o tema foi o TERMPROM Study Group (1996), publicado no New England Journal of Medicine. Realizou-se um ensaio clínico randomizado incluindo 5041 mulheres com bolsa rota, comparando indução (com ocitocina ou prostaglandina) com expectação por até 4 dias. As taxas de infecção neonatal (em torno de 2 a 3%) e de cesariana (em torno de 10%) foram semelhantes nos dois grupos, porém infecção materna foi mais freqüente quando se adotou conduta expectante. A taxa de corioamnionite foi 4% no grupo que recebeu ocitocina e 8,6% no grupo em que se expectou até quatro dias. Existem outros estudos do mesmo grupo analisando grau de satisfação materna, impacto econômico e comparação de expectação em regime deinternamento versus domiciliar, posso disponibilizar para quem tiver interesse. Interessante como poucos estudos estão disponíveis. O tempo "ideal" para se aguardar o início do trabalho de parto em casos de amniorrexe prematura a termo ainda permanece por ser estabelecido. Enquanto evidências de melhor qualidade não estão disponíveis, há que se considerar as características individuais e a vontade materna, depois do esclarecimento sobre possíveis riscos e benefícios pertinentes à indução versus expectação.Amniorrexe prematura = ruptura da bolsa das águas (perda de líquido amniótico) ANTES de se iniciar o trabalho de parto. Inclui todos os casos em que o trabalho de parto não se desencadeia nas primeiras duas horas depois da ruptura.Amniorrexe precoce = ruptura da bolsa das águas no início ou até duas horas antes do trabalho de parto. Amniorrexe prematura A TERMO = a bolsa se rompe antes do início do trabalho de parto mas a gravidez já atingiu ou ultrapassa as 37 semanas de gravidez.Amniorrexe prematura PRÉ-TERMO = a bolsa se rompe antes do início do trabalho de parto ANTES de 37 semanas de gravidez.Corioamnionite = infecção da câmara âmnica, ou seja, das membranas e do líquido amniótico. Pode complicar os casos de bolsa rota prolongada e é mais freqüente quanto maior for o número de toques e maior o tempo entre o primeiro toque e o parto, donde o axioma que repito: SE TOQUE - NÃO TOQUE!
http://parir.blogspot.com/2006/12/sobre-tempo-de-bolsa-rota.html
O que fazer se a bolsa rompe antes do trabalho de parto?
Por Betina Bittar
09 de Abril de 2007
Uma polêmica sobre a conduta na ruptura prematura da bolsa das águas Como proceder quando a bolsa se rompe antes do trabalho de parto ter iniciado?A grande dúvida surge, pois, quando há perda de líquido, tanto a mãe quanto o feto ficam expostos a alguns riscos. Entre eles destaco o risco de infecção fetal e materna. Quanto tempo o organismo leva para o desenvolvimento de uma infecção após a ruptura é algo variável entre as gestantes e também depende de alguns fatores externos, como a quantidade de toques realizados durante o trabalho de parto. Por isso, os estudos científicos mostram resultados controversos. Dependendo da idade gestacional em que a ruptura aconteça a conduta pode ser bastante distinta. Antes de 24 ou 26 semanas de gestação a conduta é praticamente unânime entre os estudiosos, pois o feto é inviável para a vida extra uterina e portanto costuma-se interromper a gestação.Entre 24 e 34 semanas costuma-se ter conduta expectante com monitorização para detectar sinais precoces de infecção ou sofrimento fetal e se houver algum sinal negativo a gestação deverá ser interrompida.Após 34 semanas de gestação a conduta é a resolução da gestação. Existem, porém, alguns questionamentos à respeito da conduta a ser tomada e temos diferentes respostas nos trabalhos científicos:• Quanto tempo pode-se esperar entre a ruptura da bolsa e o nascimento do bebê?• Devemos induzir o parto logo que tiver o diagnóstico de bolsa rota?• Se formos induzir, qual é a melhor droga a ser utilizada?• Devemos usar antibióticos profiláticos e qual seria o melhor momento de iniciar seu uso?Estas perguntas deixam dúvidas para o obstetra mais cuidadoso que não deseja realizar intempestivamente uma cesariana. Em alguns pontos existem unanimidades nos trabalhos científicos. Grande parte dos autores observou que a maioria das gestantes, a termo (37 semanas ou mais de gestação) entram em trabalho de parto espontaneamente nas primeiras 8 horas após a ruptura da bolsa. Eles observaram que a incidência de infecção no neonato só aumenta após 24 horas de bolsa rota. Com isso estaremos seguras dentro das primeiras 24 horas aguardando o nascimento do bebê. O melhor momento para iniciar a indução de parto é outra controvérsia. Como não existe unanimidade, cada obstetra adota a conduta com a qual tiver melhor experiência. Alguns profissionais, se a bolsa romper à noite, costumam esperar até a manhã seguinte para iniciar uma indução com drogas, isso se a gestante não tiver entrado em trabalho de parto espontaneamente. Se a bolsa se rompe pela manhã, podem esperar umas 6 horas para iniciar a indução com drogas. Se a gestante não tiver contrações até o final do dia, é possível retirar a indução, aguardar mais uma noite, e, se a paciente durante esta noite não evoluir para trabalho de parto, na manhã seguinte avaliar a gestante e bebê e se o colo permanecer desfavorável talvez realizar uma cesariana. Um recurso interessante nesses casos é a estimulaação com acupuntura que pode ser realizada em todas as gestantes assim que é diagnosticada uma bolsa rota. No geral, a maioria das gestantes entra em trabalho de parto espontaneamente nas primeiras 6 a 8 horas. Na verdade, o mais importante é não ter regra fixa e avaliar cada caso para saber qual é a melhor conduta quando se tem uma bolsa rota.O uso de antibióticos profiláticos parece não ter efeito em diminuir a incidência de infecção no bebê. Quando a gestante tem um diagnóstico prévio da presença de estreptococcos do grupo B na secreção vaginal, o uso do antibiótico parece diminuir a infecção do neonato.A gestante com bolsa rota se possível não deve ser tocada, pois o toque eleva acentuadamente a incidência de infecção no neonato.Para esperar ou induzir um trabalho de parto é sempre necessário avaliar o bem estar fetal na nova situação. Esta avaliação pode ser feita simplesmente escutando os batimentos cardíacos fetais através do sonnar ou de um registro gráfico como a cardiotocografia.Como saber que a bolsa rompeu?Quando há eliminação de grande quantidade de água via vaginal que molha a roupa e escorre pelas pernas com odor semelhante a água sanitária ou ao ejaculo do homem. Este tipo de ruptura não gera dúvidas para ninguém, porém, quando a ruptura é parcial o líquido pode sair em pequena quantidade podendo ser confundido com um corrimento ou urina. Quando houver uma eliminação deste tipo é importante que a gestante cheire a secreção para tentar diferenciá-la e coloque outra roupa íntima limpa, seca e clara para poder observar se a eliminação irá se repetir, se isto acontecer deverá analisar todas as características da secreção. Sempre que houver dúvida o profissional deve ser avisado para elucidar o caso através de exames da secreção vaginal e da própria aparência da vagina.Para que possam avaliar a dificuldade em se determinar uma conduta com precisão em caso de bolsa rota, acessem alguns resumos de trabalhos científicos.�
http://www.amigasdoparto.org.br/2007/index.php?option=com_content&task=view&id=151&Itemid=75
09 de Abril de 2007
Uma polêmica sobre a conduta na ruptura prematura da bolsa das águas Como proceder quando a bolsa se rompe antes do trabalho de parto ter iniciado?A grande dúvida surge, pois, quando há perda de líquido, tanto a mãe quanto o feto ficam expostos a alguns riscos. Entre eles destaco o risco de infecção fetal e materna. Quanto tempo o organismo leva para o desenvolvimento de uma infecção após a ruptura é algo variável entre as gestantes e também depende de alguns fatores externos, como a quantidade de toques realizados durante o trabalho de parto. Por isso, os estudos científicos mostram resultados controversos. Dependendo da idade gestacional em que a ruptura aconteça a conduta pode ser bastante distinta. Antes de 24 ou 26 semanas de gestação a conduta é praticamente unânime entre os estudiosos, pois o feto é inviável para a vida extra uterina e portanto costuma-se interromper a gestação.Entre 24 e 34 semanas costuma-se ter conduta expectante com monitorização para detectar sinais precoces de infecção ou sofrimento fetal e se houver algum sinal negativo a gestação deverá ser interrompida.Após 34 semanas de gestação a conduta é a resolução da gestação. Existem, porém, alguns questionamentos à respeito da conduta a ser tomada e temos diferentes respostas nos trabalhos científicos:• Quanto tempo pode-se esperar entre a ruptura da bolsa e o nascimento do bebê?• Devemos induzir o parto logo que tiver o diagnóstico de bolsa rota?• Se formos induzir, qual é a melhor droga a ser utilizada?• Devemos usar antibióticos profiláticos e qual seria o melhor momento de iniciar seu uso?Estas perguntas deixam dúvidas para o obstetra mais cuidadoso que não deseja realizar intempestivamente uma cesariana. Em alguns pontos existem unanimidades nos trabalhos científicos. Grande parte dos autores observou que a maioria das gestantes, a termo (37 semanas ou mais de gestação) entram em trabalho de parto espontaneamente nas primeiras 8 horas após a ruptura da bolsa. Eles observaram que a incidência de infecção no neonato só aumenta após 24 horas de bolsa rota. Com isso estaremos seguras dentro das primeiras 24 horas aguardando o nascimento do bebê. O melhor momento para iniciar a indução de parto é outra controvérsia. Como não existe unanimidade, cada obstetra adota a conduta com a qual tiver melhor experiência. Alguns profissionais, se a bolsa romper à noite, costumam esperar até a manhã seguinte para iniciar uma indução com drogas, isso se a gestante não tiver entrado em trabalho de parto espontaneamente. Se a bolsa se rompe pela manhã, podem esperar umas 6 horas para iniciar a indução com drogas. Se a gestante não tiver contrações até o final do dia, é possível retirar a indução, aguardar mais uma noite, e, se a paciente durante esta noite não evoluir para trabalho de parto, na manhã seguinte avaliar a gestante e bebê e se o colo permanecer desfavorável talvez realizar uma cesariana. Um recurso interessante nesses casos é a estimulaação com acupuntura que pode ser realizada em todas as gestantes assim que é diagnosticada uma bolsa rota. No geral, a maioria das gestantes entra em trabalho de parto espontaneamente nas primeiras 6 a 8 horas. Na verdade, o mais importante é não ter regra fixa e avaliar cada caso para saber qual é a melhor conduta quando se tem uma bolsa rota.O uso de antibióticos profiláticos parece não ter efeito em diminuir a incidência de infecção no bebê. Quando a gestante tem um diagnóstico prévio da presença de estreptococcos do grupo B na secreção vaginal, o uso do antibiótico parece diminuir a infecção do neonato.A gestante com bolsa rota se possível não deve ser tocada, pois o toque eleva acentuadamente a incidência de infecção no neonato.Para esperar ou induzir um trabalho de parto é sempre necessário avaliar o bem estar fetal na nova situação. Esta avaliação pode ser feita simplesmente escutando os batimentos cardíacos fetais através do sonnar ou de um registro gráfico como a cardiotocografia.Como saber que a bolsa rompeu?Quando há eliminação de grande quantidade de água via vaginal que molha a roupa e escorre pelas pernas com odor semelhante a água sanitária ou ao ejaculo do homem. Este tipo de ruptura não gera dúvidas para ninguém, porém, quando a ruptura é parcial o líquido pode sair em pequena quantidade podendo ser confundido com um corrimento ou urina. Quando houver uma eliminação deste tipo é importante que a gestante cheire a secreção para tentar diferenciá-la e coloque outra roupa íntima limpa, seca e clara para poder observar se a eliminação irá se repetir, se isto acontecer deverá analisar todas as características da secreção. Sempre que houver dúvida o profissional deve ser avisado para elucidar o caso através de exames da secreção vaginal e da própria aparência da vagina.Para que possam avaliar a dificuldade em se determinar uma conduta com precisão em caso de bolsa rota, acessem alguns resumos de trabalhos científicos.�
http://www.amigasdoparto.org.br/2007/index.php?option=com_content&task=view&id=151&Itemid=75
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