Sobre o blog:

“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Conselho Nacional de Ética arrasa bancos privados do cordão umbilical



Bancos privados fazem promessas “irrazoáveis” e campanhas “agressivas” numa fase vulnerável da vida das pessoas, conclui o conselho no seu mais recente parecer.

A conservação do sangue e tecido do cordão umbilical e placenta em bancos privados “assenta num modelo comercial”, por oposição aos “princípios do altruísmo” subjacentes aos bancos públicos. Têm também “critérios de selecção e qualidade menos estritos” e fazem “promessas de aplicações irrazoáveis”. As críticas estão num parecer conjunto do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) e do Comité de Bioética de Espanha, a que o PÚBLICO teve acesso.

Mais de 120 mil portugueses recorreram já aos bancos de criopreservação de células do cordão umbilical existentes em Portugal, sendo que a grande maioria das amostras foram deixadas em bancos privados. Ao contrário do único banco público (o Lusocord) a funcionar no país, em que as amostras são gratuitas, nos bancos privados paga-se pela preservação do sangue e tecido do cordão por preços que rondam os 1500 euros.


O parecer do CNECV não questiona a “utilidade clínica” da conservação das células estaminais presentes no sangue do cordão umbilical em algumas situações, como os transplantes de células da medula óssea ou nalgumas doenças hematológicas. Porém, no caso da promissora aplicação a outras doenças — caso das degenerativas como Alzheimer ou Parkinson, por exemplo —, os peritos nacionais e espanhóis defendem que “a sua validade científica e utilidade potencial não estão ainda estabelecidas, e o seu uso permanece experimental”. As reservas sobre os bancos privados não são inéditas e o próprio parecer refere que este tipo de “negócio” é proibido em países como França e Itália.

No plano da argumentação, os especialistas — que ouviram representantes de duas empresas privadas e do Lusocord — estabelecem as diferenças entre os dois modelos. E estas são óbvias. “A conservação em bancos públicos assenta nos princípios do altruísmo, da gratuitidade, da confidencialidade e da máxima qualidade”, lê-se no parecer agora divulgado. Do outro lado, temos um negócio “assente num modelo comercial, com critérios de selecção e qualidade menos estritos, promessas de aplicações irrazoáveis (tratamento de doenças comuns da vida adulta, quando a conservação se faz a 20-25 anos), estratégias de marketing agressivas e pouco transparentes, dirigidas a um público numa fase particularmente vulnerável da sua vida”.

 

Em defesa do modelo público

Sobre as tais promessas “irrazoáveis”, o geneticista Jorge Sequeiros, um dos relatores do parecer, é claro: “Prometem o que não podem cumprir”. “Alguns chegam mesmo a usar o termo seguro de vida”, critica o especialista. Na lista das promessas estão, por exemplo, hipotéticas respostas para doenças (diabetes comum ou degenerativas) que só surgem na idade adulta, isto quando o período de conservação das amostras é de 20 a 25 anos.

Por outro lado, um dos problemas mais graves está relacionado com os “pacotes” que mais recentemente começaram a ser vendidos por estas empresas e que incluem uma “bateria” de testes genéticos aos recém-nascidos para obter dados sobre eventuais susceptibilidades (desde incompatibilidades alimentares a doenças hereditárias).

“São testes que, nalguns casos, têm um valor preditivo muito reduzido, para não dizer nulo”, alerta Jorge Sequeiros. Há uma empresa que promete, por exemplo, um rastreio a nada menos que 101 doenças, e algumas delas são detectadas com o “teste do pezinho” que é feito a todos os bebés.

Além disso, segundo Jorge Sequeiros, há ainda outra preocupação: os dados dos bancos públicos mostram que apenas entre 20 a 40% das amostras colhidas têm “qualidade” para ser utilizadas, isto apesar de os bancos privados receberem por todas as amostras colhidas.

Confrontados com esta realidade, os especialistas apresentam 16 recomendações em defesa dos bancos públicos de sangue e tecido do cordão umbilical — que, reconhecem, devem ser reforçados e melhorados. De uma forma clara e inequívoca, o CNECV recomenda que se deve “promover a doação altruísta, gratuita, de sangue de cordão, do próprio cordão e placenta, para uso em transplantes alogénicos [de dador imunologicamente compatível]”.

Outra das recomendações preconiza que a colheita de sangue e tecido do cordão umbilical seja feita como rotina em todas as grávidas “para um banco público, sempre com a possibilidade de recusa por parte da mulher” e mediante consentimento informado.

O parecer nota ainda que se deve verificar em todos os casos se “as reivindicações de aplicações terapêuticas publicitadas têm validade e utilidade clínica comprovada” e que toda a actividade dos bancos, independentemente da sua natureza pública ou privada, deve ser regulada e fiscalizada.



ANDREA CUNHA FREITAS 
20/12/2012 - jornal publico

Formação de Doula em Portugal



Apesar de sermos cada vez mais, há zonas do país onde somos muito poucas. Que bom saber que vai haver não uma, mas duas formações de doulas em breve! 

A mim mudou-me a vida e fez-me um filho! Ja lá vão 8 anos!

Para saberem mais sobre a formação deixo-vos os links:



terça-feira, 12 de novembro de 2013



Durante o parto, uma mulher abre-se a todos níveis : físico, emocional e espiritual, para dar à luz o seu bebé. 

É uma experiência iniciática: é um momento de encontro com o portal entre a vida e a morte, onde se vais buscar uma nova alma ... Não só a do bebé... Também a da nova mulher... A mãe!

um parto difícil afeta o bem-estar futuro da criança e da mãe.

Uma boa experiência de parto vai além de ter um bebé que nasceu vivo e saudável. Pesquisa mostra que o impacto psicológico de um parto difícil afeta o bem-estar futuro da criança e da mãe.

http://www.theguardian.com/commentisfree/2013/oct/16/good-birth-experience-baby-alive-mumsnet

Sobre a dor de parto

Texto ótimo escrito pela parteira Ana Cris Duarte! TODAS as mulheres deveriam ler, grávidas ou não! 

Eu acho que qualquer convera sobre parto (e qualquer realidade),  deveria começar com: "você tem direito a analgesia de parto quanto e quando você solicitar. Tudo bem? Tranquila? Agora vamos falar sobre dor do parto?"

Nossa sociedade e a maioria das sociedades ocidentais fazem grande alarde sobre a dor do parto, insistindo que é praticamente insuportável. Existem até comparações feitas por anestesistas (via de regra homens), dizendo que a dor do parto se assemelha à dor de arrancar um dedo. Acho incrível que alguém possa comparar dores, para começar. A não ser que a pessoa tenha parido e tenha tido um dedo arrancado, essa comparação é, antes de tudo, uma piada de mal gosto, tanto do ponto de vista das mulheres quanto dos mutilados sem um dedo.

A dor do parto se assemelha à dor de dar à luz e a nenhuma outra. Ela pode ser insuportável para umas e perfeitamente manejável para outras. Não tem como saber antes de experimentar a sensação. Mas antes que você enlouqueça e contrate um anestesista no dia em que seu noivo te peça em casamento, vão aqui algumas dicas para tranquilizar seu coração:

1. as contrações começam fracas e curtas, com a sensação de uma cólica em geral leve, que começa fraca, tem um pico mais forte e fica fraca novamente, até desaparecer. isso dura por volta de 30 segundos no início. Elas vão ficando mais fortes, mais longas e mais frequentes à medida que o parto evolui. O máximo a que elas chegarão será numa frequência de uma a cada três ou quatro minutos.  Vão durar até 60 a 90 segundos. e nos intervalos você poderá respirar, descansar e até dormir.

2. as dores que em geral conhecemos são as dores negativas de algo que não está certo, um dente inflamado, um ligamento distendido, uma pancada, uma queimadura. A dor do parto é diferente de todas as outras porque ela vai te trazer um bebê, seu filho. A sensação dessa dor é portanto positiva, a não ser que chegue a níveis muito fortes da metade para o fim.

3. embora em geral estejamos acostumados a ligar o termo "dor" com "sofrimento", a verdade é que nem toda dor é sofrida. Quando fazemos um exercício mais puxado e no dia seguinte sentimos dores musculares do esforço, não tomamos medicamentos nem nos sentimos sofredoras, pelo contrário, enchemo-nos de orgulho. A dor do parto também pode ser vivenciada da mesma forma.

4. a parte mais intensa é a da dilatação. Quando o bebê começa a descer pelo canal de parto, a tal "passagem", em geral a dor é substituída por uma incrível sensação de pressão e uma vontade incontrolável de fazer força. Para a maioria das mulheres, o nascimento em si, a passagem do bebê, é bem mais fácil de lidar do que a fase da dilatação em si.

5. para as mulheres que desejam um parto sem dor, a analgesia peridural é uma opção disponível a partir do momento em que a mulher deseje não sentir mais dor. Quanto mais tarde se usa a anestesia, menos ela atrapalha o parto. mas lembre-se que é melhor um parto atrapalhado por analgesia do que uma cesariana porque você acha que não vai dar conta. No entanto a analgesia de parto é longa, o anestesista precisa estar presente o tempo todo, o que faz com que em algumas cidades e em alguns hospitais ela não seja uma opção para as mulheres. Quanto melhor a equipe de anestesistas, melhor a disponibilidade para quem precisa do recurso.

6. não existe muito cedo nem muito tarde para se solicitar analgesia de parto. O procedimento leva cerca de dez a quinze minutos para ser feito e pode durar até muitas horas, de acordo com a conveniência da parturiente.

7. a anestesia de parto não passa para o bebê, ela fica restrita ao espaço da coluna vertebral onde é aplicada. No entanto ela pode provocar vasodilatação, baixa pressão arterial e reflexos desses problemas na placenta e na oxigenação do bebê. Portanto ela não é isenta de riscos. No entanto a anestesia da cesariana é ainda mais forte e também pode dar os mesmos problemas, com frequência ainda mais elevada, dada a quantidade maior de anestésicos que é aplicada.

8. antes do recurso da analgesia, existe outros bastante eficientes que ajudam a diminuir a sensação de dor, como as massagens localizadas, bolsas de água quente, banhos de chuveiro e de imersão em água à temperatura do corpo. Uma doula experiente também pode ser de grande ajuda, oferecendo dicas de conforto, massagens eficazes e palavras de apoio que são como bálsamo para uma mulher determinada a um parto natural.

9. as equipes que trabalham com parto natural e analgesia se necessário relatam taxas de cesariana de 10 a 15%, e taxas de analegesia nos partos normais entre 5 e 30%. Em outras palavras, mesmo que as drogas estejam disponíveis, a maioria das mulheres consegue lidar bem com as contrações do parto e acabam não necessitando do recurso.

10. as sensações naturais do parto provocam a produção de uma incrível cascata de "hormônios do bem", que afetam igualmente a mãe e o bebê. Abrir mão desse coquetel de hormônios é perder a oportunidade de uma experiência transcendental incrível, inédita e só replicável no próximo parto. Não deixe de conhecer essa sensação e de testar os seus limites. Experimente, conheça seus recursos e acima de tudo, escolha uma boa equipe para te auxiliar nesse processo.

*Fonte: A Doula Nutri

(Nota: tive o privilégio de conhecer a Ana Cris e de a a trazer a Portugal quando ainda era Doula... Que maravilha :D )

Projecto Koala - Missão Sorriso



Projecto Koala - Missão Sorriso
Exmos. Senhores,

A Ajuda de Mãe concorreu à Missão Sorriso com o projeto KOALA, que pretende responder às necessidades das crianças que requerem cuidados de saúde especializados,
apoiando as suas famílias.

O Projecto KOALA aposta nas seguintes ações:
• Acompanhamento multidisciplinar,
• Distribuição de bens de 1ª necessidade,
• Formação para lidar com a doença infantil,
• Atividades promotoras do desenvolvimento e bem-estar infantil,
• Grupos de ajuda e atividades socioprofissionais.

Ao tentar melhorar a qualidade de vida de TODOS, ajudaremos a SORRIR!

Encontramo-nos numa fase de votação online e para tal precisamos da colaboração de todos.




Vote, partilhe e ajude este projeto a ganhar o apoio da Missão Sorriso.

http://missaosorriso.continente.pt/index.php/projetos/concurso/1/24


Obrigada pelo seu apoio!

A mulher selvagem

A mulher e o lobo - Santee Sioux, in 1858



Uma mulher saudável é muito parecida com um lobo, grande força de vida, doação de vida, ciente de seu território, intuitiva e leal. Porém, a separação de sua natureza selvagem faz com que uma mulher torne-se escassa, ansiosa, e temerosa.

A natureza selvagem contém a medicina para todas as coisas. Ela transporta estórias, sonhos, palavras e canções. Ela carrega tudo que uma mulher precisa ser e saber. Ela é a essência da alma feminina...

Com a natureza selvagem como aliada e professora, nós não vemos apenas com através de nossos olhos, mas através dos muitos olhos da intuição. Com a intuição nós somos como uma noite estrelada, nós observamos o mundo através de milhares de olhos.

Isto não significa perder as socializações básicas de uma pessoa. Isto significa totalmente o oposto. A natureza selvagem tem uma integridade vasta com ela. Significa estabelecer território, encontrar o grupo de uma pessoa, estar em um corpo com certeza e orgulho, falar e agir a favor de si mesma, estar consciente, extrair os poderes naturais da intuição feminina e elevar-se com dignidade, proceder como um ser poderoso que é amistoso, mas nunca domesticado.

A mulher selvagem é aquela que troveja na face da injustiça. Ela é aquela pela qual nós abandonamos o lar para procurar e aquela pela qual nós retornamos ao lar. Ela é intuição, consegue ver longe, ouvir profundo, e ela tem um coração leal.

Ela deve vagar pelas antigas sendas, defender seu conhecimento instintivo, orgulhosamente ostentar as cicatrizes de batalha de sua época, escrever seus segredos em paredes, recusar ser envergonhada, liderar o caminho, ser astuta e usar sua perspicácia feminina.

Onde podemos encontrá-la? Ela caminha nos desertos, cidades, florestas, oceanos, e na montanha da solidão. Ela mora nas mulheres em todos os lugares: em castelos com rainhas, nos escritórios e nos ônibus noturnos para os subúrbios.

Ela mora em um local distante que abre caminho através de nosso mundo. Ela mora no passado e é convocada por nós. Ela está no presente. Ela está no futuro e caminha de volta no tempo para nos encontrar agora.

Mulher selvagem sussurra as palavras e os caminhos para nós, e nós a seguimos. Ela corre à nossa frente, mas para e espera para ver se nós a estamos alcançando. Ela tem muitas coisas para nos mostrar.

Quer você possua um coração simples ou ambicioso, quer você esteja tentando alcançar o grande sucesso ou apenas atingir o dia de amanhã, a natureza selvagem pertence a você.

Não seja uma tola. Volte e fique sob aquela flor vermelha e caminhe, direto em frente para superar a última milha mais difícil. Escale até a caverna, rasteje através da janela de um sonho, examine o deserto e veja o que você encontra. É o único trabalho que temos que fazer.

Sem nós, a mulher selvagem morre. Sem a mulher selvagem, nós morremos. Para a verdadeira vida, ambos devemos viver.

O instinto maternal em cada um de nós é a Medicina do Lobo. Pois o Lobo é uma progenitora, e um progenitor. De forma simplificada, isto significa que o lobo detém a energia paternal e maternal em sua vibração. Esta é a verdadeira Medicina do Lobo. A Medicina do Lobo com a qual uma mulher caminha, que ela chama de intuição, é o Lobo amigo dela. No antigo caminho, o lobo amigo era conhecido por vir ao vilarejo proteger as crianças.

Esta energia do lobo amigo vem do sobrenatural. É a parte sobrenatural da mulher que sabe como alterar seu amor, sua intenção, e suas habilidades de criação para a forma do Lobo. Assim, ela vem ao vilarejo na forma de uma Loba, para proteger as crianças e os mais velhos carentes.

The Soul of the Indian

Dr Charles Alexander Eastman, 1911

Ohiyesa of the Santee Sioux, in 1858

Propriedades curativas do sangue menstrual



O número de células menstruais estaminais libertado por uma única mulher num ciclo menstrual tem o potencial de ser usado para curar milhares de pessoas. Entrámos numa nova era da medicina!

Pode ser que assim deixem de roubar as células estaminais aos bebés ;)


O sangue menstrual tem propriedades curativas incríveis - incluindo o poder de regenerar partes danificadas do nosso corpo !

As células estaminais derivadas do sangue menstrual já provaram ser  bem-sucedidas na remoção de artérias bloqueadas, mesmo em circunstâncias extremas, que poderiam resultar na perda de um membro. Isto é devido à capacidade poderosa que as células estaminais do sangue menstrual têm para produzir novos vasos sanguíneos, tal como o fazem todos os meses nas mulheres que menstruam, na preparação para uma possível gravidez. A cada mês novos vasos sanguíneos são formados no endométrio, e, subsequentemente, são descartados durante menstruação. 


Este poder biológico do útero é conhecido, desde tempos imemoriais, como a Fonte da Vida, ou a Fonte da Juventude. Agora que começamos a lembrar esses poderes antigos, esperamos que ajudem a restaurar a verdadeira honra e respeito que o útero e o feminino merecem.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A menina da Lanterna

inspirado na  pedagogia Waldorf e adaptado por Luisa Barreto -




                   Era uma vez uma menina que tinha uma lanterna com uma luz muito brilhante e levava-a  pelo caminho ,cheia de alegria. Chegou o vento forte, soprando, sibilando, e a sua lanterna apagou-se.
- Oh! – exclamou a menina – quem irá acender a minha lanterna ? 
Olhou, olhou, mas não encontrou ninguém. Continuou a andar, até que passou por um coelho .

cantiga : Quem se move na folhagem ?
               Quem anda tão levezinho ?
               Quem saltita assim tão ágil ?
                Com um pêlo tão fôfinho ?

- Querido coelho – disse a menina – o vento apagou a minha lanterna, quem
poderá voltar a acendê-la ?
E o coelho respondeu :
- Eu não te posso ajudar
  tenho filhos para cuidar

E a menina seguiu o seu caminho até que encontrou um urso .

cantiga : Quem será este a grunhir?
             com  lindo fato castanho
              de  bom pêlo a reluzir
             e com tão grande tamanho?


-Querido urso – disse a menina – o vento apagou a minha lanterna, quem poderá voltar a acendê-la ?
 E o urso respondeu:
- Eu não te posso ajudar
  Eu tenho de ir descansar

E a menina continuou o seu caminho, até que passou por um veado :
cantiga : Quem espreita tão vigilante 
              de hastes erguidas no ar ?
              Quem se move tão elegante
              que até parece dançar ?

- Querido veado – disse a menina – o vento apagou a minha lanterna, quem ma poderá voltar a acender ?
E o veado respondeu :
- Eu tenho de ter cuidado
  eu não te posso ajudar
 senão, posso ser caçado
  por não estar a vigiar…

 Então a menina sentou-se tristemente numa pedra, pensando : 
- “Ninguém me ajuda…  Só se eu for ter com o Sol… Talvez ele me acenda a minha lanterna …”
E , mais animada, levantou-se e continuou a caminhada.
Mais à frente, encontrou uma casinha. Espreitou pela janela, e viu uma velhota a fiar no seu fuso. Bateu à porta e quando a velhinha abriu, ela perguntou :
- Olá, tiazinha, sabes o caminho até ao Sol ? Queres vir comigo ?
E a velhota respondeu :
- Eu tenho que trabalhar
   com o meu fuso fiar.
   Mas senta –te aqui,  ao pé de mim,um bocadinho
   espera-te um longo e difícil caminho.

E a menina sentou-se, descansou, agradeceu, e depois despediu-se e continuou o seu caminho. Andou , andou, até que chegou a outra casa, e lá dentro viu um sapateiro a trabalhar no seu ofício. Então perguntou-lhe :
- Olá, sapateiro, conheces o caminho que leva ao Sol ? Queres vir comigo ?
 E o sapateiro respondeu :
- Com tanto sapato para concertar
  eu não tenho tempo para passear.
  Mas senta-te aqui, ao pé de mim, um bocadinho
  espera-te um longo e difícil caminho.

E a menina sentou-se, descansou, agradeceu , e depois despediu-se e continuou o seu caminho. Andou e tornou a andar até que, lá ao longe, viu um monte muito alto e pensou :
- “È ali em cima que mora o Sol “
 Correu ligeirinha na sua direcção. Passou por um menino a jogar à bola e convidou-o :
- “Vem comigo até ao Sol”
Mas o menino preferiu continuar a jogar e a saltar pelo prado.
A menina seguiu sózinha o seu caminho, subindo, subindo, pela encosta da montanha, até que chegou mesmo lá acima. Mas nem  mesmo lá acima ela viu o Sol. Então sentou-se no chão à espera e estava tão cansada que os olhos se fechavam, e ela acabou por adormecer…
 Ora, já há algum tempo que o Sol observava a menina e, quando chegou o entardecer, inclinou-se para ela e acendeu de novo a lanterna. Foi então que a menina acordou e exclamou :
- Oh! A minha lanterna voltou a brilhar !
 Levantou-se e pôs-se alegremente a caminho.
 Voltou a encontrar o menino que se queixou :
- Perdi a minha bola. Não consigo encontrá-la.
E a menina disse-lhe :
- Vamos procurá-la com a minha lanterna.
Depressa encontraram a bola e o menino ficou a jogar e a cantar.
Ela continuou o seu caminho, até que chegou à casa do sapateiro que estava sentado a um canto :
- Apagou-se o lume – contou ele – as minhas mãos ficaram paralisadas com o frio e já não consigo trabalhar.
- Eu acendo-te o lume com a chama da minha lanterna- disse a menina.
O sapateiro agradeceu, aqueceu as mãos e recomeçou a trabalhar, a martelar e a concertar os sapatos. 
A menina continuou a andar e encontrou a casa da velhinha. Estava escuro lá dentro.
 - A luz apagou-se – contou a velhinha – Já há algum tempo que não posso fiar.
 - Ah, eu acendo-ta – respondeu a menina.
A velhinha agradeceu e recomeçou a fiar.
A menina continuou a caminhar até ao bosque onde todos os animais acordaram com o esplendor da sua lanterna. O veado espreitou e viu a luz, o urso grunhiu enroscado na sua toca. O coelho aproximou-se e exclamou :
- Que luz tão grande que há aqui !

 E a menina dirigiu-se alegremente para casa, cantando :

cantiga : Eu vou com a minha lanterna
              ela vai sempre comigo
              com sua luz quente e terna
              o meu caminho sigo

            Estrela cintila no céu
            lanterna brilha na terra
            que quentinha fico eu
            com o calor que ela encerra

           Ilumina o meu caminho
           quando à volta há escuridão
           Ninguém ninguém está sózinho
           temos luz no coração  
            
            
  
               
              

  
   

6 passos para um parto mais seguro

  1. Deixe o parto iniciar naturalmente

  2. Caminhe, movimente-se e mude de posição durante o trabalho de parto

  3. Tenha um ente querido, amigo ou doula te dando apoio contínuo

  4. Evite intervenções médicas desnecessárias

  5. Evite dar à luz deitada e siga os instintos de seu corpo para fazer força

  6. Mantenha seu bebê junto a si depois do parto

*Fonte: Mother's Advocate



A festa das lanternas - celebração



No final do outono, as noites estão a ficar mais longas, a natureza e o próprio homem dão início a um impulso de contração e interiorização. O frio e a escuridão convidam à instrospecção e à busca da nossa luz interior. 

Cá em casa celebramos a Festa das Lanternas, a luz que acendemos com tanto cuidado e atenção, simboliza a luz de cada um, que precisa ser cuidada, mas que também pode ajudar a iluminar o caminho do outro. Esta luz irá iluminar-nos também o caminho para encontramos a grande luz que surgirá no Inverno... 

Hoje é dia contar a história da "Menina das Lanternas"




domingo, 10 de novembro de 2013

Demonstração de Constelações na Bhumi





Homens e Mulheres, e agora?

Demonstração Aberta de Constelações Familiares na Bhumi

4ª feira - 13 de Novembro ás 19.30



Próxima Constelação dia 24 de Novembro das 10 às 17.30 na Bhumi
https://www.facebook.com/events/1377432952500275/?fref=ts


Os temas das constelações fluem como um rio de uma para a próxima, no conjunto são uma espiral que se aprofunda cada vez mais.

Na última surgiu o tema do patriarcado, da violência sexual e do masculino e feminino. Com este tema a compreensão de que pode ser difícil ser homem hoje.
Quando ouço que os homens não têm a mesma ligação que as mulheres recordo os guerreiros e os caçadores confiando a vida uns aos outros. O laço entre homens tão forte e sagrado como entre mulheres, apenas mais esquecido. Como mulher vejo-me a recordar como nos magoaram e a esquecer como nos cuidaram, nos defenderam, deram a vida por nós e pelos filhos.
Há hoje muitos homens cheios de confusão e vergonha pelos danos causados pelos antepassados, sem recordar os actos heróicos, a generosidade, coragem, vitalidade e amor que existiram nos homens através dos tempos.

Vamos encontrar a voz do coração no meio destas heranças pesadas? Ser os homens e mulheres que, aprendendo com o passado, constroem um presente diferente? Transcender os medos, criar intimidade mais profunda, aprender a curar reciprocamente as feridas e tornar-se mais inteiros?
É sobre estes temas e o que mais surgir que vos convidamos a participar neste encontro aberto, usando o enorme poder integrador das Constelações familiares.








______________________

Data: 13 de Novembro
Horário: 19h30 às 21h30
Local: Bhumi - Estrada da Rebelva, 307A - 2775 Carcavelos
Contribuição: livre
Informações e inscrições: sermulherdesperta@gmail.com ou 933946615
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Facilitadora: Fátima Marques
Terapeuta Biodinâmica, facilitadora de Constelações Familiares
Formadora em Relação Terapêutica e Relações de Cura

https://www.facebook.com/pages/Relação-Terapêutica/121819367882485




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C'alma
www.encontroscalma.blogspot.com
co.mover.se@gmail.com
966715837

sábado, 9 de novembro de 2013

Sobre os "papões" na escola

"O dever da escola é descobrir talentos e competências, detectar fragilidades, tentar dar informações, conhecimentos. Sobretudo é o de transmitir sabedoria que seja geral e cientificamente sólida, prática, boa para todos, mas respeitando que alguns alunos podem ser melhores do que outros e que isso não deve ser transformado num juízo de valor sobre a pessoa, o seu presente ou o seu futuro, ou ser explicitamente denunciado na praça pública. Este pode ser um primeiro papão, quer relativamente aos que "menos marcam" (e podem existir tantas causas para isso…), quer quanto aos que figuram em "quadros de honra", como se a honra de uma pessoa fosse medida pelo número de respostas certas que deu (e há tantas maneiras de as dar, nem sempre muito boas…)."
Para ler na integra aqui:




sexta-feira, 8 de novembro de 2013

o Dia Mundial de Grace

No próximo sábado, dia 9 de Novembro, celebramos o Dia Mundial de Grace em vários sítios à volta do mundo, para gerar a visão de Terra Nova, uma nova cultura global livre de opressão, violência e guerra.

Juntem-se a nós em Lisboa:

 

AO LONGO DO DIA: AÇÕES DE RUA AUTO-ORGANIZADAS. Todos os interessados podem juntar-se a nós às11h00, no Jardim do Príncipe Real.

 

18h00: MARCHA MUSICAL desde o Martim Moniz ao Largo Dona Estefânia

Partimos para as ruas com música, com a banda Farra Fanfarra (a confirmar), celebrando e visionando a possibilidade de uma revolução positiva suceder. Enchemos as ruas com o poder de uma nova forma de protesto. Em vez de continuarmos a pôr a nossa frustração nas ruas, damos o próximo passo de construirmos uma nova visão que nos permite deixar as velhas estruturas.

 

21h30: NOITE CULTURAL no Restaurante Espiral (Praça Ilha do Faial, nº 14 A/B e 13 C, perto do Largo Dona Estefânia)

Celebramos Terra Nova, com a música de Sebastião Antunes, com contribuições inspiradoras de pessoas de Tamera e com um World Cafe para nos inspirarmos e partilharmos visões para o futuro...

 

Mais informação sobre o Dia Mundial de Grace: http://unify.org/november_9

Contamos convosco!

Por um futuro sem guerra,

Inês Magalhães, Mara Vollmer e Martin Winiecki

Instituto de Trabalho para a Paz Global

Tamera Centro de Pesquisa para a Paz, 7630 Colos, Portugal

igp@tamera.org

Evento no facebook:https://www.facebook.com/events/1437006209860286/

veja também: IMAGINA em português -http://www.verlag-meiga.org/sites/verlag-meiga.org/files/Imagine_all_pt.pdf.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Encontro sobre o Trabalho Doméstico

Foi no dia 30 de Outubro (14H00) no Aud. B203 do ISCTE-IUL. 
Este encontro teve como objectivo discutir a rectificação da Convenção 189 e a urgência do reconhecimento do trabalho doméstico. Infelizmente esta informação só chegou até mim hoje... Espero que repitam ...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Magusto no Parque de Monserrate, com a encenação da lenda de S. Martinho









A 10 de novembro, e com a proximidade do Dia de S. Martinho, celebra-se o Magusto no Parque de Monserrate, com a encenação da lenda de S. Martinho e com as tradicionais castanhas assadas.

Assistam à encenação da lenda de S. Martinho e delicie-se no final com as castanhas assadas, típicas desta data festiva. Não percam ainda a oportunidade de passear no jardim de Monserrate e apreciar a beleza da paisagem de Outono, onde se destaca a presença de magníficos castanheiros centenários.

 

Onde:

Parque de Monserrate, Sintra

Quando:

Domingo, 10 de novembro às 15h00 (duração 1h30)

Para:

Toda a família (crianças dos 6 anos aos 12 anos)

Mais Informações:

Parques de Sintra

Preço:10€/participante
Inscrições:

Requer inscrição prévia e-mail: npa@parquesdesintra.pt; tel. 21 923 73 00.

Espetáculo "Bi e Dão" | Auditório do Centro Cultural de Cascais | 9 de novembro

Recomendo vivamente!! Aproveitem que é grátis e é MUITO BOM!!

Bi e Dão

Espetáculo para a infância pela Companhia CASEAR

Auditório do Centro Cultural de Cascais | 9 de novembro | 15H00

 

Um curioso bairro. Um curioso bidão de onde saem pernas por um lado, braços e cabeça por outro, formando um corpo só: o corpo de Bi e Dão!

Ora, Bi e Dão estão fartas de ver sempre os mesmos sítios e as mesmas pessoas. Aquele bairro parece não ter nada de novo…

É então que decidem partir à aventura e embarcar numa longa viagem.

 

Duração: 60 minutos

Faixa etária: Dos 6 anos aos 12 anos

Entrada gratuita mas limitada à lotação da sala

Informações e reservas pelo telefone: 21 481 53 32 (das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00)

 

 

Centro Cultural de Cascais

Av.ª Rei Humberto II de Itália,

2750-800 Cascais


Tel. + 351 214815332

www.cm-cascais.pt


Workshop - alimentação vegetariana para bebés e crianças

Workshop prático

"Alimentação Vegetariana para Bebés e Crianças"

30 Novembro, sábado, das 10h às 13h

 

A alimentação dos bebés e crianças não precisa de estar centrada na carne ou no peixe. Aliás, esses alimentos podem ser dispensados, se forem oferecidos alimentos proteicos de origem vegetal. Tofu, seitan, tempeh, feijão, grão, lentilhas, cereais integrais, diversos vegetais, frutos secos, sementes e bagas podem integrar e enriquecer as refeições dos mais pequenos, garantindo os nutrientes essenciais ao seu desenvolvimento.

Venha esclarecer dúvidas e aprender a confecionar lanches e refeições 100% vegetarianas, sem lactose, sem açúcar e sem ovos, para bebés e crianças.  

 

Como preparar boiões de fruta caseiros?

Como confecionar papas enriquecidas?

Qual o tofu mais adequado e como o podemos preparar?

Quando e como introduzir as leguminosas, o seitan e os frutos secos?

                                                         Como preparar refeições vegetarianas que agradem aos bebés e aos papás? 

Demonstração prática e degustação de receitas: 

papa crudívora de aveia e frutas

pudim de frutas sem açúcar

salteado de tofu

cuscuz com frutas secas


Destinatários: Este workshop destina-se aos pais e a todas pessoas interessadas em adquirir conhecimentos sobre alimentação saudável para crianças.

Formadora: Gabriela Oliveira, jornalista e autora do livro "Alimentação Vegetariana para Bebés e Crianças" (http://gabrielaoliveira.weebly.com/)

Material: Será fornecido por escrito.

Preço: 30€ por participante; casal 40€

Data: 30 Novembro

Duração: 3 horas

Horário: Sábado 10h - 13h

Local: Auditório do Alto dos Moinhos, Sala Gaivota. Rua João de Freitas em Lisboa  (saída estação de Metro do Alto dos Moinhos, sob o viaduto da Av. Lusíada).

Inscrições e contactos: e-mail:info@infosermae.pt  (Tm: 934234664)

Inscrições devem ser feitas até dia 27 de Novembro