Palestra: " Belivar é o que está a dar"
com Andresa Salgueiro
16 de Março, pelas 15h00, na Casa Mantero- Biblioteca Municipal de Sintra
" Andresa Salgueiro decidiu mudar de vida. Despediu-se do seu emprego estável, abraçou o projecto Believe, vivendo 1 ano, 11 dias, 11 horas e 1 minuto com 1111€ e utilizando um sistema de trocas para tudo o resto, que terminou em 21 de Dezembro de 2012.
A sua verdadeira necessidade de mudança baseou-se em querer ser uma pessoa mais sustentável, saudável, ecológica, poupada e, por isso, mais humana e feliz, com o efeito multiplicador da partilha ao nível da sustentabilidade ambiental, económica e social.
Para aprender mais nestas áreas, Andresa Salgueiro decidiu conhecer 11 comunidades portuguesas, vivendo à troca em cada uma delas durante 1 semana.
É disto que esta palestra fala, sobre a sua mudança, as suas descobertas, a sua evolução e a sua filosofia de que para ser feliz, basta apenas e só, belivar muito!
Blog: vivoatroca.blogspot.com
Perfil facebook: www.facebook.com/andrezuska.salgueirix
Site: www.believeinportugal.info
Inscrições através do site
Telem: 914409782, 963452494
http://www.caminho-sou.com
http://www.facebook.com/pages/Caminho-SOU/520147177999613
sexta-feira, 1 de março de 2013
Palestra: " Belivar é o que está a dar"
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
1ª aula de Yoga Pais & Filhos na Quinta dos Leitões ( Ericeira )
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
O Ventre por Irene Gaeta Arcuri
Hara - o centro. Os yogues costumam chamar esta região de plexo, que significa centro das emoções. Também para as tribos africanas o centro das emoções se localiza na barriga (veja o que você sente quando leva um susto!).
Leloup considera o ventre importante, pois nele encontramos algumas dificuldades sentidas no relacionamento entre pai e mãe. É como se a nossa digestão se reportasse a essa relação. É um local de grandes transformações, o local da digestão! Local da gestação, portanto, local da vida! O desejo de viver pode ser também expresso na digestão, ou seja, a ingestão do alimento, a assimilação dos materiais benéficos contidos na alimentação bem como a expulsão dos materiais indigeríveis. Em contrapartida, nos casos depressivos, na anorexia existe uma negação à vida e, portanto, uma recusa à alimentação e à transformação que ela proporciona.
Existem várias formas de fome, por exemplo, a "fome de amor" que, às vezes pode ser traduzida por uma necessidade de doces. Quem nunca ouviu a comparação que se faz entre "amor e doçura". Claro, há uma explicação biológica, porque a glicose, além de ser combustível para os neurónios, estimula a produção de serotonina e endorfina, neurotransmissores que regulam as sensações de bem-estar e prazer. Então dá para entender por que durante as crises depressivas na TPM (tensão pré-menstrual) as mulheres têm uma grande vontade de comer doces.
Nos diabéticos há um amargor pela vida. Pensando um pouco no simbolismo do alimento: se açúcar é amor, diríamos que o diabético sofre de "diarreia de açúcar", pois ao mesmo tempo em que há necessidade de açúcar, também há uma incapacidade (falta de insulina) de assimilar o açúcar contido nos alimentos.
Dethlefsen e Dalke delinearam o problema dos diabéticos: por trás da incapacidade de assimilar açúcar, introduzindo-o nas próprias células, está o inconfesso desejo de realização amorosa, ao lado da incapacidade tanto de aceitar o amor como de entregar-se a ele. Os sentimentos também podem manifestar-se no intestino delgado, por exemplo, nas questões relacionadas aos medos. Como o medo pode estar relacionado à limitação e ao apego, a diarreia aparece justamente para deixar ir ou para ensinar o desapego.
No intestino grosso, onde a digestão se encerra, o distúrbio mais comum é a prisão de ventre. A psicanálise interpreta a defecação como o ato de doação e de generosidade. No caso da prisão de ventre podemos estar a falar de avareza, da dificuldade de desapegar-se de coisas materiais ou de conteúdos do inconsciente, é como se quiséssemos esconder tudo!
Para descobrir a vida secreta do ventre devemos perguntar-nos: temos alguém no estômago? O que não digerimos? O que não aceitamos? O que não conseguimos perdoar? Quando estamos nervosos (por ter de fazer um exame, por exemplo), quando perdemos alguém que amamos (morte) não conseguimos perdoar! O perdão liberta não a quem nos fez mal de alguma forma, mas liberta a nós mesmos da prisão em que nos fechamos a odiar alguém!
(in Arteterapia e o Corpo Secreto: Técnicas Expressivas Coligadas ao Trabalho Corporal)
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Workshop de preparação para o parto ( para grávidas que correm com os lobos )
1) estamos afirmando para nós mesmas que não acreditamos em nossos instintos;
2) perdemos desta forma ainda mais contato com eles.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Parto Natural?
Workshop de preparação para o parto ( para grávidas que correm com oslobos )
Encontrar a Sombra Dando à Luz -
Workshop de Preparação para o Parto para Gravidas (e grávidos )que correm com os Lobos
“No centro da experiência humana permanece a dualidade. A vida e a morte, o bem e o mal, a coragem e o medo convivem em todos nós e manifestam a sua força em todas as facetas da vida. Mas, costumamos negar ou ignorar essa nossa natureza dualista.” (Debbie Ford)
A maternidade leva-nos ao encontro com esta dualidade! A gestação, o trabalho de parto e o parto são uma excelente ferramenta de auto-conhecimento e de crescimento pessoal! É neste momento que deixamos de ser filhas e passamos a ser mães!
Neste workshop não te vamos ensinar a dar banho ao bebé, a mudar fraldas e muito menos a dar de mamar...
“O animal que é no homem a psique instintual, pode tornar-se perigoso, quando não é reconhecido e integrado na vida do indivíduo. A aceitação da alma animal é a condição da unificação do indivíduo e da plenitude do seu desabrochamento.” C.G.Jung
Neste workshop vamos soltar o teu instinto animal, adormecido pela nossa sociedade patriarcal , vamos soltar a Mulher Selvagem que há em ti, a Loba que corre com os Lobos e que reconhece que tudo na maternidade é inato e não precisa de ser aprendido, no máximo precisa de ser desaprendido!
Este workshop não é para as mulheres "que se querem portar bem no parto" é para aquelas que querem participar activamente num dos momentos mais sagrados das suas vidas!
É um workshop poderoso , uma abordagem terapêutica, onde através de varios exercícios propostos, lidamos com o nosso subconsciente, desbloqueando traumas e bloqueios que podem interferir negativamente tanto na aceitação da gestação, no trabalho de parto e da propria aceitação do bebé.
“Todos carregamos uma sombra, e quanto menos ela está incorporada na vida consciente do indivíduo, mais negra e densa ela é. Se uma inferioridade é consciente, ha uma oportunidade para corrigi-la. Além do mais, está constantemente em contato com outros interesses, de modo que está continuamente sujeita a modificações. Porém, se é reprimida e isolada da CONSCIÊNCIA, jamais é corrigida, e pode irromper subitamente num momento de inconsciência. De qualquer modo, forma um obstáculo inconsciente, impedindo os nossos mais bem-intencionados propósitos.” C.G.Jung
Este trabalho revelador, para além de te permitir preparar para o parto, tem como base:
- O reconhecimento da própria sombra na gestação/parto: explorando crenças e atitudes sobre o parto
- trabalho com espelho como aquele que reflete e nos mostra quem somos e simboliza a coragem de arriscar e assumir o outro lado da vida.
-A construção de recursos para sustentar o processo de parir: alívio da ansiedade, libertação das tensões corporais, expansão da respiração, lidando com a dor, a sinergia do casal
-O encontro com a luz: nascimento de uma mãe, de um pai e de um filho.
Trabalho em grupo ou individual
Mais informações e inscrições
Parirempaz@gmail.com
"Quando vemos só um lado da moeda da vulnerabilidade tornamo-nos passivas e precisamos de caçadores que nos salvem mas quando sabemos que a moeda tem sempre duas caras tornamo-nos activas e sentimo-nos seguras, merecedoras, fortes responsáveis pela nossa própria vida, pela nossa própria felicidade. Desejando escolher por nós mesmas o nosso caminho e correr com os Lobos. "
Aida ( em http://souacapuchinhovermelho.blogspot.pt/ )
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
A dor do Parto
(Laura Gutman)
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
O Mistério do Parto é ao mesmo tempo um mistério de morte e de vida
O Mistério do Parto é ao mesmo tempo um mistério de morte e de vida. A mãe passa por uma morte ritual, onde a dor é inevitável. Porém, é apenas um processo para o nascer da nova vida, e esta pequena morte é importante para o reconhecimento desta nova vida que na verdade são duas, uma vida que nasce (a do bebé) e uma vida que "renasce" (a da mãe).
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Ser Doula é mostrar os dois lados da moeda
http://souacapuchinhovermelho.blogspot.pt/
Eu acredito que há cada vez mais mulheres a correr com o lobos porque também há cada vez mais doulas ;)
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Bênção de mulheres grávidas - Ritual iniciático em 2 fases
Sábado dia 2 de Março - Serra de Sintra
Programa:
15h- Chegada a um local mágico na Serra de Sintra ( a designar no momento da inscrição )
16h- Abertura do circulo mágico
- A bênção das ancestrais
- Lanche Partilha
Sábado dia 9 de Março ( Ritual nocturno )
20h - Praia a designar no momento da inscrição
21h
- Abertura do circulo mágico
- Roda de fogueira - círculo xamanico para mulheres gravidas ( e doulas )
- Ritual da Deusa Diana (Ártemis), padroeira das mulheres no momento do parto.
- Consagração de um objecto de poder para o parto
- Bênção das grávidas
- Lanche Partilha
- FIM - Agradecimentos e fecho do circulo mágico ( perto da 1h)
INSCRIÇÕES ATÉ DIA 25 DE Fevereiro
sábado, 29 de dezembro de 2012
Eu pago, tu pagas...
Recentemente ficamos a saber que a tauromaquia recebe anualmente 16.000.000,00 euros do bolso dos contribuintes, através de diversos tipos de subsídios e financiamentos que vão da criação de bovinos de raça brava, à reconstrução de praças de touros e compra de milhares de bilhetes para as touradas por parte de algumas Câmaras Municipais.
Milhões de euros que nesta altura deviam ser melhor empregues!
É por isso fundamental apoiar este Movimento que se até amanhã (Domingo) for o mais votado no Portal do Governo de Portugal, será recebido pelo Primeiro Ministro!
Para VOTAR é preciso estar registado(a) no Portal do Governo. Bastam 3 minutos para efectuar a votação.
Link do Movimento: http://www.portugal.gov.pt/pt/o-meu-movimento/ver-movimentos/fim-dos-dinheiros-publicos-para-touradas.aspx
[NO FINAL DO TEXTO CARREGAR EM APOIAR]
Alguns motivos para dar o seu apoio a esta iniciativa:
Porque é o nosso dinheiro que está em jogo
Porque não queremos contribuir para um espectáculo público de tortura e sofrimento de seres vivos
Porque se fecham escolas, tribunais e serviços de saúde, não podem abrir novas praças de touros
Porque as touradas são um entrave à protecção dos animais
Porque as touradas só existem porque são apoiadas com o nosso dinheiro.
Se tiver alguma dificuldade em VOTAR siga estas instruções:
SE JÁ ESTÁ REGISTADO NO PORTAL DO GOVERNO:
Faça login e vá ao link do Movimento.
Se já não se recorda da password, é fácil: Carregue em "esqueceu-se da sua password"
Depois de fazer o login, vá ao link do movimento e carregue em APOIAR.SE NÃO ESTÁ REGISTADO NO PORTAL DO GOVERNO:
Carregue no link do Movimento e em APOIAR no fim do texto.
Carregue em "Ainda não está registado"
Faça o Registo. Basta introduzir os seguintes dados: Nome, Apelido, Email, Password
Recebe um email com a confirmação, faça o login e vá ao link do movimento e carregue em APOIAR.
Obrigado!
domingo, 23 de dezembro de 2012
O ANJO LILÁS
O ANJO LILÁS
No último domingo antes do Natal, é um grande anjo com uma capa violeta, muito terno e suave, que aparece no céu e passa por toda a Terra, levando nas suas mãos uma grande lira. Toca com esta lira uma música muito doce, acompanhando seu canto harmonioso e claro. Mas para escutá-lo é preciso um coração silencioso e atento.
A sua música é o grande canto da Paz.
Então todas as sementes que dormem na Terra despertam e mesmo a Terra escuta e estremece...
sábado, 22 de dezembro de 2012
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Celebrando o Inverno - Yule
Celebrar o Solstício de Inverno é reafirmar a continuação dos ciclos da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessaremos até a chegada da Primavera.
Celebramos o nascimento da Criança da Promessa !
Desde Samhain o Deus permanece no outro mundo, o dia tornou-se mais curto e frio e a fauna e a flora dormem profundamente. A Deusa grávida pressente o momento de seu filho renascer. E é nesta noite - a mais curta do ano que o Deus Sol renasce. Ele é o Filho da Deusa ainda frágil, mas portador de promessas e esperanças…
Yule é o momento de renascer, de transformação, de fazer uma introspecção sobre nos próprios lembrando-se sempre que dias melhores virão.
Um bom Inverno!
Feliz Yule !
Muitas bênçãos !
Ritual que fazemos cá em casa ( adaptado)
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Medo do parto
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
A doença como aliada
Quando o nosso corpo nos fala - através da doença - é porque nos quer chamar a atenção para uma forma de pensar que nos é prejudicial. Estes pensamentos prejudiciais, mesmo sendo inconscientes, marcam todo o nosso ser. Por isso quando uma doença surge, é com uma finalidade específica : avisar-nos de que é tempo de mudar essa forma de pensar.
Infelizmente, a medicina tradicional e mesmo algumas terapias holisticas continuam a encarar a doença como obstáculo ao bem-estar. Ao lutar contra a doença a medicina limita-se a fazer desaparecer os sintomas, ignorando a sua origem.
A doença é assim uma dadiva da vida para reequilibrar o nosso ser, para reconciliar o corpo e a alma e restablecer o dialogo entre eles.
Consultas de terapia emocional
Contribuição: 35 euros por encontro de cerca de 1h30m/ 2h
Marcações:
catarinapardal@sapo.pt
Telm: 919267844
domingo, 16 de dezembro de 2012
O Anjo Branco
No terceiro domingo, um anjo completamente branco e luminoso desce à Terra. Tem na sua mão direita um raio de sol que possui um poder maravilhoso.
Vai a todos os humanos em cujos corações o anjo vermelho encontrou amor verdadeiro e toca-os com seu raio de luz. Então, essa luz penetra nos corações desses humanos, iluminando-os e aquecendo-os internamente.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Estudo APEO
Para participar clique ou copie este link: https://pt.surveymonkey.com/s/BQT3N357W
A sua colaboração é essencial. APEO
Aulas particulares de recuperação Pós - Parto
A puérpera (mãe nas primeiras seis semanas após parto) aprende a conhecer o seu corpo, o que pode ou deve fazer nesta fase relativamente delicada, recupera a forma, confiança e auto-estima, começando a reencontrar-se.Todos estes factores ajudam a evitar a depressão pós parto.
Na Recuperação Pós Parto a puérpera pratica diversos exercícios que ajudam a prevenir e corrigir o descontrolo dos esfíncteres ( para evitar a incontinência urinaria e fecal ), durante o decorrer das sessões é dada à zona perineal especial atenção, praticando exercícios para recuperar ou melhorar a tonicidade muscular do pavimento pélvico ( para voltar a ter uma vida sexual satisfatória ).
Mulheres submetidas a Cesarianas têm programas específicos, de acordo com a sua condição, sendo acompanhadas caso a caso.
A partir das seis semanas, é reforçada toda a musculatura abdominal, dorso-lombar e pélvica, sendo ainda trabalhada a musculatura peitoral.
Aconselhamos as aulas de recuperação pós parto 8 dias após o parto normal e 15 dias após cesariana, com duração mínima de 4 semanas a recuperação acaba quando a mãe se sentir preparada para enfrentar uma actividade física mais exigente.
Aulas particulares de yoga para grávidas
Muito mais que aulas de yoga, pilates ou yoguilates para grávidas, são encontros de Mulheres que estão grávidas ou pretendem engravidar.
Porque a energia feminina é divina, o nosso objectivo é "empoderar" mulheres para que acreditem no seu corpo e na sua capacidade inata para gerar e parir um novo ser...
São aulas/encontros de 1h / 1h30m onde vamos trabalhar a parte física e espiritual com posturas de yoga e pilates, recorrendo ao poder da meditação...
Todas as mulheres estão fisicamente aptas para dar à luz, mas a mente e o espírito estarão?
Divide-se em 4 partes
• Aquecimento ou saudação ao sol
• Parte fundamental onde trabalhamos abdominais, costas, peito e músculos do soalho pélvico
• Relaxamento
• Meditação
Benefícios
• Melhora a postura corporal
• Previne e alivia as dores nas costas
• Estimula o sistema circulatório, prevenindo o aparecimento de varizes e o inchaço das pernas, principalmente no final da gravidez.
• Aumenta a flexibilidade e fortalece a musculatura do soalho pélvico.
• Melhora a respiração.
• Diminui as tensões e relaxa, atenua a ansiedade.
• Eleva os níveis de concentração.
• Reorganiza todo o corpo, estimulando o uso da técnica ao longo do dia.
Aulas particulares em sua casa - 20 euros por sessão
Aulas particulares em Sintra - Parir em Paz - 10 euros por sessão
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Perda Gestacional
Manuela, oito semanas. Carla, 33 semanas. Sandra, 37 semanas e meia. Os nomes são diferentes. As causas variam. O tempo de gestação muda. As emoções, essas são muito semelhantes. Os especialistas reconhecem que a perda gestacional é um acontecimento potencialmente traumático. Enfrentá-la e ultrapassá-la é uma tarefa que coloca em causa o equilíbrio psicossomático de uma mulher. A boa notícia é que a maioria consegue superar a perda sem sofrer perturbações psicológicas. Mas a falta de informação, o não reconhecimento social desta dor e alguma desumanização dos processos médicos dificultam uma experiência muito dura.
O que é normal sentir
«É muito importante mostrar aos casais que emoções como tristeza, frustração e choque são absolutamente normais e esperadas face às circunstâncias», esclarece Bárbara Nazaré, psicóloga clínica, colaboradora da Unidade de Intervenção Psicológica da Maternidade Dr. Daniel de Matos, em Coimbra. Durante o primeiro ano, é comum sentirem negação, raiva, culpa, revolta, solidão, fadiga, ansiedade, desespero, desamparo, dificuldade de concentração, pesadelos, perda de apetite, insónias, falta de memória. «São sentimentos universais, independentes do período de gestação ou da causa da perda. Muitos estudos não distinguem entre aborto espontâneo, interrupção médica da gravidez ou morte de recém-nascido e esta vivência é descrita como uma perturbação pós-stresse traumático. Se pensarmos que são equiparadas, podemos perceber a força desta experiência!», conclui Alexandra Leonardo, psicóloga clínica no serviço de Genética Médica do Hospital de Santa Maria. Há vários anos a acompanhar mulheres que passam por perdas gestacionais, também na Clínica da Mãe e da Criança, em Lisboa, esta psicóloga gostava de destruir certos mitos. «A perda é uma machadada no ego da mulher. Ideias como uma mulher que já tenha um filho anterior vai sofrer menos do que outra que tenha uma perda numa primeira gravidez ou que um aborto espontâneo precoce pode ser menos doloroso do que uma perda mais tardia não são verdade». Há muitos fatores a entrar nesta equação. Sandra Cunha, presidente da Associação Projeto Artémis, instituição de apoio a mulheres que sofrem uma perda gestacional, exemplifica: «Uma mulher que esteja há três anos para conseguir engravidar e que já está no limite da idade para um primeiro filho, se perde um bebé às dez semanas de gravidez, cai-lhe o mundo!» Ironicamente, após estar há dois anos e meio a trabalhar na Associação, como psicóloga, Sandra sofreu ela própria uma perda. «É tão diferente estar de fora ou ser a grávida. Eu achava que compreendia melhor do que ninguém o que estas mulheres sentiam…» E lembra-se: «Passei a entender que realmente faz parte, por exemplo, não querer estar com recém-nascidos, evitar lojas de roupas de bebé ou não falar ao telefone com uma grande amiga que está grávida».
Luto especialmente difícil
Uma saudade que foge a todas as regras. «Há pessoas que dizem que é muito mais difícil o luto de um bebé que se perdeu durante a gravidez do que o de alguém com quem se construiu história. Como é que se partilha o que não se viveu?», alerta Alexandra Leonardo. E reconhece algo fundamental para os outros perceberem: «A mulher está grávida no útero e na cabeça. E o sonho do filho vai sempre mais à frente do que no útero». A falta de reconhecimento social da necessidade de luto e a pressão pelo esquecimento são dois fatores que magoam muito as mulheres que sofrem uma perda gestacional e que dificultam o processo. Manuela Pereira sofreu duas perdas às oito semanas de gestação. Lembra-se da sua revolta pela incompreensão dos mais próximos: «Porque é que quando eu disse que estava grávida foi aqui o São João e no dia em que perdi o meu filho ninguém chorou? Se ficaram felizes por uma coisa que ainda não existia porque é que agora não percebem que esteja triste?» A necessidade de fazer o luto nestas situações é indiscutível. «Cientificamente reconhecida, pela frequência com que se dão depressões, síndrome pós-traumática, ansiedade, pânico, perturbações do sono e da alimentação», explica a psicóloga Alexandra Leonardo. E alerta: «O que faz mais falta é a consciencialização de que estas mulheres estão extremamente frágeis, de que o processo não termina na urgência do hospital, mas que se vai refletir no futuro da mulher, eventualmente no do casal e até com impacto familiar e social».
Como podemos ajudar
«Se tomássemos consciência que é um filho que se perde e não uma gravidez que não chegou ao fim e que os bebés não são descartáveis nem substituíveis, a atitude mudaria», lembra a presidente do Projeto Artémis. E aconselha certos comportamentos que fariam toda a diferença: «Mostrar-nos disponíveis para ouvir; não exigirmos que a pessoa esqueça; não banalizarmos a situação; respeitarmos o tempo que a pessoa precisa para fazer o luto; aconselharmos o casal a pedir ajuda, caso se verifique que não estão a conseguir lidar com a situação». A psicóloga Bárbara Nazaré reconhece que é difícil para muitas pessoas saber o que dizer ou fazer nesta situação. E realça: «Creio que o mais importante a fazer é reconhecer o sofrimento que a perda gera no casal, mesmo que a gestação esteja no início». Assim, são de evitar comentários tão usuais como: «Foi melhor assim, havia alguma coisa que estava errada com o bebé; És nova, daqui a pouco tempo já podes ter outro; Daqui a uns tempos já nem te lembras disto; Pelo menos já tens um filho; Agora tens um anjo para cuidar de ti». Alexandra Leonardo aconselha: «Não nos é pedido que curemos o outro! É só estar com a mulher, abrir-lhe espaço para falar e, através da nossa relação de afeto, lembrar-lhe que a vida faz sentido, que existem outras partes do seu eu nas quais ela também é responsável e muito competente, nomeadamente como amiga, filha, irmã, profissional, colega de trabalho».
Caminho a percorrer
Aposta na prevenção e humanização de certos processos são medidas mais institucionais que poderiam ser facilitadoras. «Deveria ser disponibilizado apoio psicológico a todas as mulheres que chegassem às urgências por perda gestacional, mesmo de primeiro trimestre. Os médicos deveriam estar mais atentos à necessidade do processo de luto e os psicólogos deviam ficar mais sensíveis aos processos médicos envolvidos, alguns simplesmente horríveis», defende Alexandra Leonardo. Ao Projeto Artémis chegam muitas histórias «escabrosas». Sandra Cunha conta uma atrás da outra. «Só a forma como dão a notícia pode fazer diferença na forma como a mulher irá gerir a situação». O esclarecer sobre os vários passos e procedimentos seguintes é também essencial. Coisas tão simples como informar a mãe, no caso de uma perda mais tardia, que lhe vão perguntar na sala de partos se quer ver o bebé, parece óbvio, mas nem sempre acontece. A sensibilidade dos profissionais de saúde para lidarem com estes casais é incomparavelmente superior à que se verificava há algumas décadas. Medidas como a tentativa de atribuição de um quarto à parte, protegendo-as do contacto com as mães de recém-nascidos é sinal disso. Mas o caminho a percorrer ainda é grande. Estudos como o que Bárbara Nazaré está a efetuar (doutoramento centrado no processo de luto associado à experiência de interrupção médica da gravidez e a vivência de uma gravidez subsequente a essa perda) permitem que os profissionais de saúde de várias áreas estejam mais bem preparados para oferecer um apoio eficaz aos casais.
Para ajudar estes casais a lidar melhor com a situação, Alexandra Leonardo considera ainda que seria essencial passar-se informação sobre as diferenças do luto feminino e masculino: «Há um processo de luto feminino muito único, que os homens não podem sequer compreender em plenitude porque pura e simplesmente não é possível. O luto masculino é mais rápido e não é tão intenso. A diferença é saudável e a mulher não pode esperar que o homem viva a experiência da mesma maneira».
Com ou sem recurso a apoio psicológico, o percurso até à aceitação da perda e ao reequilíbrio emocional é complexo, requer tempo, coragem e resistência. Mas é possível.
CAIXA
Partilha Terapêutica
No luto da perda gestacional, o conversar com outras mulheres que passaram pela mesma experiência tem-se revelado benéfico. Há dez anos, Manuela Pereira queria falar da sua dor mas não encontrou espaço. «Foi ao criar a Associação Projeto Artémis que dei um sentido às minhas perdas. Construí um castelo com os pedregulhos que tinha juntado.»
Hoje em dia, a Associação ajuda centenas de mulheres que sofreram uma perda gestacional, através do seu fórum online, sessões abertas de partilha de experiências, terapias de grupo, consultas individuais, terapias de casal e até grupos de terapia com mães que entretanto conseguiram engravidar. Chegaram a realizar voluntariado no Hospital de São Marcos em Braga, visitando as mulheres internadas por perda gestacional. Organizam várias ações de sensibilização para o tema, como a largada de balões no Dia da Mãe ou a tentativa de reconhecimento nacional do dia 15 de outubro como o Dia para a Sensibilização da Perda Gestacional.
As portas que se fecham são muitas. «Enquanto as mulheres sentirem que na sociedade não se aceita falar sobre o tema, continuam a ter dificuldade em procurar ajuda, a não ser pela internet porque aí ninguém as vê, não têm que dizer a ninguém onde estão a ir e podem voltar sempre que lhes apetece. Mas assim o nosso trabalho fica muito limitado», reconhece a presidente da Associação, Sandra Cunha.
Mais informações
Manuela Pereira, autora dos livros Pacto de Silêncio e Maternidade Interrompida, fundou o Projeto Artémis porque sentiu que a dor desta perda era mais difícil porque «não assenta em memórias nem partilhas. Apenas um vazio cheio de nada», como descreve num dos livros que escreveu.
Site: www.projectoartemis.pt
E.mail: projeto.artemis@iol.pt
Tel. 969 518 222
Revista Pais&Filhos
Perda Gestacional: como podemos ajudar?
Já passei por 2 perdas gestacionais, elaborei esta lista com base na minha experiência e de outras que encontrei na net. Ajudam-me a completa-la?
Aqui vai:
-Quando estiver a tentar ajudar uma mulher que perdeu um bebé, não ofereça a sua opinião pessoal sobre a sua vida, as suas escolhas, os seus projetos para seus filhos. Nenhuma mulher nesta situação está à procura de opiniões (de leigos) sobre porque é que perdeu o seu bebé!
- Não diga "É a vontade de Deus", " A natureza sabe o que faz", "Foi melhor assim o bebé não devia estar bem." , " tu podes ter outro", etc
Não finja que não aconteceu nada, e não mude de assunto quando a mãe falar sobre o ocorrido.
Diga apenas "Eu sinto muito."
É o suficiente.
Diga: "Vocês vão ser, um dia, pais maravilhosos!"
Diga "Eu acendi uma vela para seu bebé", ou "Eu fiz uma oração para ele."
Mande flores ou uma pequena mensagem. Faz o casal sentir que o bebé era amado!
Não ligue mais que uma vez e não fique triste se o casal não atender.
Reconheça que o casal sofreu uma morte na família não simplesmente um problema de saúde. Reconheça que além dos efeitos colaterais físicos, eu o casal vai estar triste e angustiada . Trate o casal como trataria uma pessoa que vivenciou a morte trágica de alguém que amava.
Acima de tudo, por favor lembre-se que a perda gestacional e, muitas vezes, a pior coisa que já aconteceu a um casal. A palavra aborto é pequena e fácil. Mas a morte de um bebé é única e terrível. Vai levar tempo até que o casal descubra como lidar com a situação.
Se já passaste por uma perda gestacional podes ajudar-me?
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Declaração universal dos direitos humanos
A declaração universal dos direitos humanos foi assinada a 10 de dezembro de 1948, mas continua ser ser possível uma modelo brasileira ter o seu bebé em casa, e uma parteira ser presa na Hungria porque ajudou muitas mulheres no seu sonho de parir em casa ( e em liberdade!)
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
A árvore generosa
E todos os dias o menino vinha, juntava as suas folhas e com elas fazia coroas, imaginando ser o rei da floresta.
domingo, 9 de dezembro de 2012
O Anjo Vermelho
O ANJO VERMELHO
Neste dia, um segundo anjo desce do céu. Vem vestido com uma grande capa vermelha e leva na mão esquerda uma grande caixa de ouro. A caixa está vazia. Ele deseja enchê-la para logo levá-la, transbordante...
A caixa é muito fina e delicada, pois é feita de raios de sol; por isso não pode ser preenchida com coisas duras e pesadas.
O anjo passa sobre toda a terra e, muito discretamente, procura em todas as casas... Espia o coração de todos os homens, para ver se encontra um pouco de amor verdadeiramente puro, e quando o encontra, leva-o até o céu,e lá, os anjos e também os homens que morreram na Terra, com esse amor, fazem luz para as estrelas...
sábado, 8 de dezembro de 2012
Recomendo !
Atleier de Psicocriativida e Contos Balsamicos (online)
http://rasgorompoefloresco.blogspot.pt /
"Em cada mulher há uma heroína em potencial. Ela é a heroína de sua própria vida, numa viagem que começa com seu nascimento e continua no decorrer de sua vida. Conforme viaja numa determinada trajetória deparará indubitavelmente com o sofrimento, sentirá solidão, vulnerabilidade, incerteza, e conhecerá limitações. Pode também encontrar significado, desenvolver o caráter, experienciar o amor e a graça, e aprender a sabedoria." Jean Shinoda Bolen
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Informação é PODER!
A mudança acontecerá quando nós mulheres quisermos.... Acreditar no nosso corpo e conectarmo-nos com o nosso corpo é o primeiro passo! A revolução vai acontecer quando nós mulheres percebermos que ser mulher é poderoso , muito poderoso!
A sociedade patriarcal faz-nos acreditar que não somos capazes... Mas a revolução está a acontecer!
Parir na Argentina é assim :( infelizmente a realidade portuguesa é idêntica! Se estas gravida imforma-te! Informação é PODER!!! existem alternativas! " Para mudar o mundo temos de mudar a maneira de nascer!"
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Que nenhuma parteira no mundo volte a ser presa injustamente!
Vamos orar por Agnes!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Parto na água em hospitais públicos
Não é o único hospital onde as mulheres podem ter um parto na água, nem em Portugal nem em Espanha, mas claro que é uma excelente noticia!
Parabéns aos profissionais de saúde que tanto fizeram ( e continuam a fazer ) para ser possível esta realidade em Portugal! Parabéns às mulheres que estão cada vez mais conscientes que o parto é delas! É sem duvida uma excelente noticia, principalmente num hospital onde tenho memórias tão tristes... é sinal de mudança.. e isso só pode ser bom!
Triste é saber que esta realidade só está disponível para quem fizer a preparação para o parto num local especial e pagar bem por ela ;)
Espreitem a noticia:
http://sicnoticias.sapo.pt/vida/2012/12/01/hospital-sao-bernardo-e-o-unico-na-peninsula-iberica-onde-se-realizam-partos-na-agua
domingo, 2 de dezembro de 2012
O Anjo Azul

Primeiro domingo de Advento
O ANJO AZUL
Quatro semanas antes do Natal acontece algo muito importante: um grande anjo desce do céu para convidar os habitantes da Terra a preparar o Natal. Este anjo veste uma grande capa azul, tecida de silêncio e paz. A maioria das pessoas não o percebe, porque estão muito ocupadas com outras coisas, mas o anjo canta com voz profunda, e somente aqueles que têm coração atento podem escutá-lo.
Vamos preparar o Natal?














