Sobre o blog:

“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O uso da técnica “hands off” para protecção do períneo não altera a frequência ou grau de laceração perineal no parto

Comparação entre duas técnicas para diminuir lacerações do períneo durante o parto


O objectivo foi determinar a frequência, grau, e localização das lacerações perineais e dos resultados associados com o uso de duas técnicas para protecção do períneo – expectante (“hands off”) e intervencionista (“hands on”) – durante o parto.


Conduzimos um estudo randomizado controlado para comparar a eficácia das duas técnicas para protecção do períneo durante o parto espontâneo. O estudo incluiu 70 mulheres primíparas, que foram divididas de igual forma entre o grupo “hands off” e o grupo “hands on” (n=35 por grupo).


Ocorreram lacerações do períneo em 81.4% das mulheres. Apesar disto, predominaram as lacerações de primeiro-grau (82,5%). Lacerações na região anterior e posterior do períneo ocorreram com uma frequência similar. A taxa de lacerações não divergiu entre o grupo de “hands off” e “hands on” (P>05). Os resultados neonatais foram similares em ambos os grupos.


O uso da técnica “hands off” para protecção do períneo não altera a frequência ou grau de laceração perineal no parto, relativamente á técnica “hands on”.


de Souza Caroci da Costa A, Gonzalez Riesco ML.
A comparison of "hands off" versus "hands on" techniques for decreasing perineal lacerations during birth.
J Midwifery Womens Health. 2006 Mar-Apr;51(2):106-11.
PMID: 16504907 [PubMed - in process]

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Todas as formas de teste de tolerância à glicose devem ser revistas

Os valores de glicemia normal para uma grávida, são: jejum abaixo de
95 e 2 horas após a refeição abaixo de 140.
Alterações abaixou ou acima são normais e não significam diabetes gestacional.

Em português a página 194 e 195 do livro "A Cesariana" do Michel explica muito bem a inutilidade deste teste comparando com simples conselhos nutricionais.

E em inglês, um excelente artigo pela Henci Goer

http://parenting.ivillage.com/pregnancy/pcomplications/0,,9cgc,00.html



Retirado do Guia para a Atenção Efectiva na Gravidez e no Parto:

Os dados disponíveis não apóiam a recomendação ampla de que todas as gestantes sejam submetidas a rastreamento de "diabetes gestacional", muito menos que sejam tratadas
com insulina.

Até que seja estabelecido o risco de pequenas elevações da glicose durante a gravidez em estudos conduzidos apropriadamente, o tratamento baseado nesse diagnóstico deve ser revisto criticamente.

O uso de terapia injetável com base nos dados disponíveis é altamente discutido, e em muitos outros campos do exercício da medicina tal tratamento agressivo sem benefício comprovado seria considerado antiético.

Fontes

Effective care in pregnancy and childbirth

Biblioteca Cochrane

Revisões pré-Cochrane

Ruptura da bolsa antes do início do trabalho de parto

Informação que pode ajudar as grávidas a tomar uma decisão relativamente ao tempo de espera quando há ruptura da bolsa antes do início do trabalho de parto.

http://www.radmid.demon.co.uk/prom.htm


http://www.gentlebirth.org/archives/prom.html

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O parto em casa é seguro?

“Pode-se afirmar com segurança que uma mulher deve dar à luz num local onde se sinta segura e no nível mais periférico onde a assistência for viável e segura. No caso de uma gestante de baixo risco, este local pode ser a sua casa, um centro de parto de pequeno porte ou talvez a maternidade de um hospital de maior porte. Entretanto, deve ser um local onde toda a atenção e cuidados estejam concentrados em suas necessidades e segurança, o mais perto possível de sua casa e de sua própria cultura.” Organização Mundial de Saúde, 1996 (Maternidade Segura – Assistência ao Parto Normal: um guia prático)

“Reconhecendo as evidências de que o parto de mulheres saudáveis, que não são consideradas de risco após avaliação criteriosa por profissionais capacitados, pode ocorrer de maneira segura em vários locais, incluindo centros de parto extra-hospitalares e sua própria casa...a APHA (American Public Health Assosciation) apóia iniciativas para aumentar o acesso à assistência materno-infantil fora do hospital...” (Associação Americana de Saúde Pública, publicado no American Journal of Publica Health, Vol 92, No. 3, Março 2002).

“Vários estudos metodologicamente adequados compararam os resultados entre partos domiciliares planeados com partos hospitalares para mulheres com características semelhantes. Uma metanálise destes estudos mostrou que não houve nenhum caso de morte materna e nenhuma diferença estatisticamente significativa no risco de mortalidade perinatal.” (Guia para atenção efetiva na gravidez e no parto. Murray Enkin, et al. 2005. Publicação com as evidências científicas do grupo de estudos de Saúde Materno-infantil da Biblioteca Cochrane)

No início de 2005 foi publicado pelo periódico inglês British Medical Journal (BMJ) um estudo epidemiológico que analisou mais de 5.000 partos domiciliares acompanhados por parteiras graduadas nos Estados Unidos e Canadá. Esta pesquisa mostrou resultados muito favoráveis ao parto domiciliar. Os partos domiciliares, quando comparados aos hospitalares, tiverem menor taxa de intervenções médicas, mas com a mesma segurança em relação à mortalidade materna e neonatal (Johnson; Daviss, 2005).

Foi constatado que, o risco de problemas respiratórios em bebês recém-nascidos é 17 vezes mais alto nos partos hospitalares do que nos partos em casa.
Os EUA têm a maior taxa de intervenção obstétricas durante o trabalho de parto, assim como têm enfrentado sérios problemas com o crescimento de erros médicos.
Enquanto a taxa de mortalidade neonatal e materna tem diminuído drasticamente desde o virar do século, fatores como nutrição e higiene têm influenciado bastante nesse resultado.
No geral, a mortalidade infantil tem crescido desde os anos 30, mesmo assim, os partos domiciliares demonstraram ser mais seguros. Em 1939, Baylor Hospital Charity Service em Dallas, Texas, publicou um estudo que revelou uma taxa de mortalidade neonatal de 26.6 por 1.000 nascidos vivos em casa comparando com a taxa de mortalidade no hospital, que chegou a 50.4 por 1.000.The Five Standards of Safe Childbearing, 1981, Stewart, p. 241

Uma pesquisa realizada ao longo de seis anos, pelo Texas Department of Health, de 1983 a 1989, revelou que a taxa de mortalidade infantil nos partos assistidos por parteiras não certificadas, em casa, foi de 1.9 a cada 1.000 comparada com a taxa dos partos realizados por médicos de 5.7 a cada 1.000.Texas Lay Midwifery Program, Six Year Report, 1983-1989, Bernstein & Bryant, A taxa nos partos assistidos por parteiras treinadas e certificadas foi de 1 a cada 1,000 e por outros tipos de assistentes foi de 10.2 mortes por 1,000 nascidos vivos.Labor Pains: Modern Midwives and Homebirth, Sullivan & Weitz, 1988

Um estudo que envolveu 3.257 partos fora do ambiente hospitalar, no estado do Arizona assistidos por parteiras licenciadas entre 1978 a 1985 mostrou que a mortalidade materna atingiu 2.2 a cada 1,000 e a mortalidade neonatal atingiu 1.1 a cada 1,000 nascidos vivos.

Se quiser saber mais:


"Home Birth Study" British Medical Journal, June 2005

"Outcomes of Planned Home Births with Certified Professional Midwives: Large Prospective Study in North America" British Medical Journal, June 2005

"Evidence Based Maternity Care Report" Childbirth Connection/Millbank Memorial Fund, October 2008

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher

Um dia por todas as mulheres do mundo - 25 de Novembro

Em 1999, as Nações Unidas (ONU) designaram oficialmente 25 de Novembro como Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.

Antes desta indicação da ONU, o dia 25 de Novembro já era vivido pelo movimento internacional de mulheres. A data está relacionada com a homenagem a Tereza, Mirabal-Patrícia e Minerva, presas, torturadas e assassinadas em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo.

Não nos permitirem mandar no nosso corpo também é uma forma de violência, pensem nisto, pensem como um parto pode ser violento... Pensem como uma episiotomia pode ser mutilante...

sobre a violência no parto
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-12902008000300014&script=sci_arttext&tlng=en


Se for vítima...se for testemunha...
Não tenha medo de denunciar!!

Em Portugal ligar em caso de urgência 800202148.

Pedir apoio à APAV- Associação de Apoio à Vítima http://www.apav.pt/home.html
707200077 - email: apav.sede@apav.pt

No Brasil :http://www.ipas.org.br/violencia.html
ou ligue para o número 180 ( atendimento Nacional).

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Para pensar...

Canção da Criança
Tolba Phanem - (6/21/2005)

"Quando uma mulher, de certa tribo da África, sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres e juntas rezam e meditam até que aparece a “canção da criança”.

Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam a sua canção.

Logo, quando a criança começa sua educação, o povo se junta e lhe cantam sua canção.

Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta.

Quando chega o momento do seu casamento a pessoa escuta a sua canção.

Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, igual como em seu nascimento, cantam a sua canção para acompanhá-lo na "viagem".

"Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os índios cantam a canção.

Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante, o levam até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor.

Então lhe cantam a sua canção".

"A tribo reconhece que a correção para as condutas anti-sociais não é o castigo;

é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade.

Quando reconhecemos nossa própria canção

já não temos desejos nem necessidade de prejudicar ninguém."

"Teus amigos conhecem a "tua canção" e a cantam quando a esqueces.

Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou as escuras imagens que mostras aos demais.

Eles recordam tua beleza quando te sentes feio;

tua totalidade quando estás quebrado;

tua inocência quando te sentes culpado

e teu propósito quando estás confuso."

Tolba Phanem

Hoje na Sic Mulher

A Dra. Radmila Jovanovic estará presente no programa Mundo das Mulheres da Sic Mulher, com a apresentadora Adelaide de Sousa. O programa tem a duração de uma hora, das 18h50 às 19h50, e é em directo. O tema será "Partos na água". A não perder!

sábado, 22 de novembro de 2008

Petição

Parece que querem que o parto em casa em França se torne ilegal...

olhem a mensagem que recebi... vou já assinar a petição!

accouchement à domicile

l'accouchement à domicile (AAD) est en passe de devenir illégal !!!!!

le compte à rebours est largement entamé !

ce n'est plus qu'une question de mois pour que le CNOSF réussisse à faire
stopper tout accompagnement en AAD... les Sages Femmes AAD font l'objet
d'une véritable chasse aux sorcières et arrêtent les unes après les
autres... c'est une HECATOMBE

Pour soutenir la liberté d'accoucher librement, allez signer le manifeste :


http://dechaineesweb.free.fr/index.php?page=q


Lorsque les 343 signatures (comme le 5 avril 1971) seront atteintes

le manifeste sera imprimé sur papier glacé et envoyé à qui de droit:

CNGOF, CNOSF, ministère de la Santé...

ainsi qu'au Canard Enchainé, Charlie Hebdo, Le Monde...

et je compte sur vous pour faire suivre sur tous les forums, à vos carnets
d'adresses... etc... merci

"L'obstétrique traditionnelle consiste à surveiller un phénomène physio en
se tenant prêt à intervenir à tous les instants. L'obstétrique moderne
consiste à perturber le phénomène de telle sorte que l'intervention devienne
indispensable à l'heure exacte où le personnel est disponible. C'est
beaucoup plus difficile." Prof. Malinas, gynécologue-obstétricien. Le
Dauphiné Libéré, 8 mai 1994.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A dor no parto...

A dor do parto é uma dor intermitente, vem com a contração, começando fraca e vai aumentando, até atingir o pico de intensidade, depois começa a diminuir e desaparece completamente. No intervalo entre as contrações não há dor, dá tempo para relaxar, meditar, respirar profundamente e muitas vezes dormir.


É uma dor diretamente influenciada por fatores psicológicos, funcionais e emocionais. Quando estamos com medo, ficamos tensas, e a nossa tensão faz a dor aumentar. É um ciclo bem conhecido, o ciclo do medo-tensão-dor.




Uma boa experiência de parto significa, entre outras coisas, lidar com a dor inerente ao processo de abertura do colo do útero e aliviar ou eliminar as dores desnecessárias, provenientes de tensões, medos, ambientes impróprios, manobras médicas discutíveis ou presença de pessoas indesejadas.

Como podemos minimizar o desconforto das contrações?

  • Água, um recurso importante, nas suas variadas formas. O chuveiro morno sobre as costas é relaxante e diminui a sensação de dor. Não há limite de tempo para a mulher permanecer no chuveiro, as banheiras comuns ou de parto também são relaxantes e diminuem a sensação de dor. O ideal é que a imersão seja feita quando a dilatação já atingiu 5 ou 6 cm, para que não haja desaceleração do trabalho de parto.


  • Respiração, embora todos saibamos respirar, existem técnicas que ajudam a aumentar a oxigenação durante as contrações e o relaxamento durante os intervalos. Basicamente, entre contrações a respiração deve ser calma e profunda, propiciando maior relaxamento. Durante a contração, usa-se uma respiração mais acelerada, começando lenta e ficando mais curta e rápida no auge da contração ( cachorrinho), voltando aos poucos a ficar mais profunda e longa conforme a contração vai desaparecendo. Esta respiração aumenta a oxigenação. Embora essas sejam dicas úteis para o parto, a respiração varia de mulher para mulher não exitem regras fixas! manter intiutivamente um ritmo respiratório sem necessidade de auxílio é uma forma de devolver o protagonismo á mulher!

  • Iluminação – para a maioria das mulheres, um ambiente na penumbra ou meia luz é mais propício ao relaxamento.

  • Velas, aromas, cores – o uso de outros elementos ambientais podem ser muito importantes individualmente, todos os recursos ambientais são válidos, desde que seja a parturiente a escolher.Palavras de encorajamento, silêncio, privacidade e ambiente discreto


  • Carinho e apoio obtido do companheiro, mãe, amiga, doula, etc. Não sentir-se sózinha nesse momento tão importante e intenso, ser cuidada... É importante sentir confiança nas pessoas que estão presentes no trabalho de parto, deve haver compreensão, paciência, e respeito para com seus ritmos e tempos naturais de um parto.

  • Massagem, os impulsos nervosos gerados pela massagem em determinadas regiões do corpo vão competir com as mensagens de dor que estão são enviadas ao cérebro, reduzindo as sensações de dor. São impulsos nervosos diferentes, competindo pelos mesmos receptores do cérebro. Essa massagem deve ser aplicada nos pés e mãos e funcionam como a técnica de contra-pressão (feita nas costas, na altura da borda superior da bacia). Massagens aplicadas nos ombros e pescoço são melhores entre as contrações e ajudam a relaxar. Já a massagem suave na barriga, braços e pernas dá a sensação de apoio físico e companheirismo.

  • Relaxamento, não permita que o seu corpo lute contra a dilatação ou contra as dores por ela provocadas. Essa luta provoca tensão, que por sua vez desacelera o trabalho de parto e provoca mais dor. É assim que o relaxamento permite que seu útero faça o trabalho. Relaxar significa entre outras coisas desconectar-se das preocupações e do mundo exterior. As contrações devem ser vista como "amigas" por isso relaxe e abra o seu corpo, aceite as contrações como aliadas e não inemigas ou algo a evitar... são as contrações que vão fazer dilatar o seu colo do utero para a passagem do seu bebé...

  • Meditação,


  • Visualização, para muitas mulheres esse recurso é importante, pois promove o relaxamento e diminui as tensões. A parturiente pode visualizar o bebé a descer pela bacia, o bebé saindo pela vagina, o colo do utero a abrir coisas, etc.
  • Vocalização,cantar,gritar,gemer,chorar, rir, etc
  • A movimentação do corpo auxilia na mobilidade dos ossos da bacia e diminui o tempo de trabalho de parto, algumas posições servem para corrigir apresentações inadequadas do bebé, podem aumentar o fluxo sanguíneo do útero ou podem dar mais conforto. É comum médicos ou regras hospitalares restringirem a posição da parturiente, deitada de lado durante o trabalho de parto ou de costas na hora da expulsão.

  • Ouvir música é relaxante para algumas mulheres, para outras pode ser fonte de perturbação. O importante é que cada mulher escolha se quer ou não quer música, quando e quais músicas devem ser tocadas durante o trabalho de parto.

  • .....

Tudo é valido desde que faça sentido para si!













Quando nos sentimos confortáveis, seguras, acompanhadas de pessoas que nos são queridas, aumentamos a nossa capacidade de relaxar e assim concentramo-nos no trabalho de parto. O medo da dor é o principal inimigo da mulher em trabalho de parto. Quando há medo, aumenta a tensão, que aumenta a dor.


E perguntao voces... então e a epidural???? Não é segura?

Um procedimento dificilmente pode ser chamado de “seguro” quando aproximadamente um quarto (23%) das mulheres que levam a epídural tem complicações. São vários e sérios os riscos para as mulheres, a começar com a possibilidade da mulher poder morrer por causa da epídural. A taxa de mortalidade materna para mulheres em trabalho de partos normais que optam pela epídural é três vezes superior que para as mulheres em trabalhos de partos normais sem epídural. Em cada 500 epidurais administradas haverá um caso de paralisia temporária da mulher e de paralisia permanente em cada meio milhão de epidurais. A mulher tem entre 15 e 20% de hipótese de ter febre após ter levado a epídural, necessitando de avaliação diagnostica de possíveis infecções na mulher e no bebé, as quais podem por vezes ser invasivas, tal como uma punção lombar no bebé. Entre 15 e 35% das mulheres que levam a epídural virão a sofrer de problemas de retenção urinária depois do parto.

Cerca de 10% das anestesias epídural não funcionam e não há alívio da dor. Mesmo quando funciona, perto de um terço das mulheres que recebem a epídural trocam poucas horas de ausência de dor no trabalho de parto por dias ou semanas de dor depois do parto. 30 a 40% das mulheres que recebem a epídural durante o trabalho de parto terão fortes dores de costas depois do parto e 20% continuarão a ter um ano depois.


Muitos estudos científicos têm mostrado que as mulheres que levam a epídural para as dores de parto terão um período expulsivo consideravelmente mais longo. O que, por sua vez, resulta num risco quatro vezes superior relativamente ao recurso a fórceps ou ventosa e, no mínimo duas vezes maior de cesariana, e estas intervenções médicas durante o parto também levam aos seus próprios riscos. Enquanto muitas mulheres podem de livre vontade correr riscos para com elas próprias, é altamente irrazoável que de livre vontade coloquem os seus bebés em risco. Uma complicação frequente na mulher, depois da epídural iniciar o seu efeito é a súbita queda de pressão, originando uma redução da corrente sanguínea que vai através da placenta ao feto, resultando de uma suave a severa falta de oxigénio para o feto, como pode ser visto no monitor dos batimentos cardíacos fetais. Noutra estratégia típicamente “hich-tech” de uso de uma segunda intervenção de forma a remediar os efeitos da primeira, os técnicos de saúde administram na mulher uma grande dose de líquidos via intra venosa, de forma a tentarem prevenir a queda de pressão arterial causada pela epídural, mas isto nem sempre resulta. Na falta de oxigénio para o bebé durante a epídural recai a possibilidade, e o Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia informa que a monitorização cardíaca fetal mostra severa hipoxia fetal de 8 a 12 por cento dos bebés cujas mães foi dada a epídural para as dores normais de parto. Há outros riscos para o bebé, alguns dados, inclusive sugerem função neurológica reduzida até um mês de idade dos bebés. A mais recente inovação na anestesia epídural, como a mudança do tipo de fármaco usado ou a quantidade, ou a “walking epidural” (epídural que possibilita o movimento) não eliminam estes riscos nem para a mulher, nem para o bebé.


Para saberem mais sobre epidural podem ler o artigo traduzido pela Bionascimento - Os Riscos Ocultos das Epidurais http://www.bionascimento.com/index.php?option=com_content&task=view&id=191&Itemid=0


O melhor plano para encarar a dor é senti-la como uma aliada no processo de fazer nascer o bebé. Acreditar que ela tem uma função fisiológica e tentar dar à luz num ambiente propício: sem imposições de terceiros, sem stress e sem intervenções desnecessárias. E confiar na Natureza. Se a dor de parto fosse realmente impossível de suportar, há muito que a Humanidade se tinha extinguido...


Bibliografia:

  • Ana Cris Duarte - Amigas do Parto
  • Iol Mãe
  • Wagner M Pursuing the Birth Machine: the Search for Appropriate Birth Technology, ACE Graphics, Sydney & London 1994
  • Goer, H The Thinking Woman's Guide to a Better Birth Penguin Putnam, New York, 1999
  • Birth International
  • Epídural-Marsden Wagner (ex-director da Saúde Materno Infantil da OMS) - traduzido por Bionascimento

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Curso de Educação e Preparação para o Nascimento

A iniciar dia 25 deste mês, ás 3ª e 6ª das 19h às 20h30.
No Barrigas&Bebés em Odivelas.
Apareçam!

Mais informações

catarinapardal@sapo.pt
919267844

A não perder...




Trailer de um filme-documentário "The Corporation"

Recomendo!

A Convenção sobre os Direitos da Criança faz hoje 19 anos



Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por unanimidade
a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.

A CDC não é apenas uma declaração de princípios gerais; quando ratificada, representa um vínculo juridíco para os Estados que a ela aderem, os quais devem adequar as normas de Direito interno às da Convenção, para a promoção e protecção eficaz dos direitos e Liberdades nela consagrados.


Este tratado internacional é um importante instrumento legal devido ao seu carácter universal e tembém pelo facto de ter sido ratificado pela quase totalidade dos Estados do mundo (192). Apenas dois países, os Estados Unidos da América e a Somália, ainda não ratificaram a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Portugal ratificou a Convenção em 21 de Setembro de 1990.

A Convenção assenta em quatro pilares fundamentais que estão relacionados com todos os outros
direitos das crianças:

• a não discriminação, que significa que todas as crianças têm o direito de desenvolver todo o seu potencial –
todas as crianças, em todas as circunstâncias, em qualquer momento, em qualquer parte do mundo.

• o interesse superior da criança deve ser uma consideração prioritária em todas as acções e decisões que
lhe digam respeito.

• a sobrevivência e desenvolvimento sublinha a importância vital da garantia de acesso a serviços básicos e à igualdade de oportunidades para que as crianças possam desenvolver-se plenamente.

a opinião da criança que significa que a voz das crianças deve ser ouvida e tida em conta em todos os assuntos
que se relacionem com os seus direitos.


A Convenção contém 54 artigos, que podem ser divididos em quatro categorias de direitos:

• os direitos à sobrevivência (ex. o direito a cuidados adequados)
• os direitos relativos ao desenvolvimento (ex. o direito à educação)
• os direitos relativos à protecção (ex. o direito de ser protegida contra a exploração)
• os direitos de participação (ex. o direito de exprimir a sua própria opinião)

Para melhor realizar os objectivos da CDC, a Assembleia Geral da ONU adoptou a 25 de Maio de 2000 dois Protocolos Facultativos:

Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo à venda de crianças,
prostituição e pornografia infantis (ratificado por Portugal a 16 de Maio de 2003);

Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo ao envolvimento de crianças
em conflitos armados (ratificado por Portugal a 19 de Agosto de 2003);

Fonte:UNICEF

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Spa de parto...

"Concebida por Darling Dushinka, a banheira para parto é equipada para tornar esse momento ainda mais agradável: tem assento ajustável, jactos de massagem, barras superiores e outros apoios, além de um assento à frente para o futuro papai.

Além disso, um "simulador de cascata" e a iluminação suave mantêm a mãe mais tranquila durante o trabalho de parto.

Quem quiser a experiência completa pode utilizar também outros recursos que compõem uma espécie de "spa do parto", que emprega tecnologias usadas em hospitais a métodos naturais e não-invasivos. "

Tribuna do Norte
http://www.tribunadonorte.com/index.php?setor=DETALHESNOTICIA&nid=131952

Será assim tão difícil de perceber que é preciso tão pouco para uma mulher ter um parto tranquilo... que invenção... Spa de parto... ao que chegamos...
Não quer dizer que não estou de acordo, esta banheira pode ser útil, não digo que não, mas preocupa-me a vertente comercial e o oportunismo... é preciso tão pouco para parir, no meu ponto de vista, estão a tirar a magia ao parto natural...
Faz-me lembrar a cadeira de parto da Mac...

O que acham disto?

Parto Livre

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Crianças mal medicadas...

Segundo um estudo australiano, publicado no Journal of Advanced Nursing, mais de metade das crianças com febre são sobremedicadas ou medicadas sem necessidade.

Ibuprofeno e paracetamol são os medicamentos mais indicados em caso de febre e dores.

Mas muitos pais não respeitam as doses recomendadas: ou seja, dão medicamentos antes de a criança ter febre, com mais frequência do que é recomendável, e doses maiores do que as indicadas para a idade e peso da criança.

A sobredosagem, mais frequente do que se possa imaginar, pode dar origem a intoxicações e reacções adversas. Consulte a posologia do medicamento e, em caso de dúvida, aconselhe-se com o médico ou ligue para a linha Saúde 24, antes de dar remédios ao seu filho.
Revista Pais&Filhos


É preocupante a quantidade de medicamentos que algumas crianças tomam nesta altura do ano! O uso abusivo de antibióticos e paracetamol é perigoso! Pensem nisto...

domingo, 16 de novembro de 2008

Tem coisas para dar?

Todos nós temos coisas em casa que já não utilizamos e muitas vezes acabamos por deita-las fora em vez de as darmos a quem delas precise. Existe, na internet, um sistema para anunciar as coisas que temos para dar e as que gostaríamos de receber. Este sistema promove a reutilização das coisas, evitando que estas acabem nas lixeiras, e quem nele participa contribui directamente para a saúde do planeta.
As vantagens são muitas. Participar neste projecto ajuda a:

* adquirir (e tornar a dar) gratuitamente ferramentas educacionais, como livros, dicionários, enciclopédias, software informativo, computadores, monitores, teclados, impressoras, vídeos, dvds, etc

* consciencializar as crianças para a necessidade da defesa do meio ambiente;

* criar novos hábitos que vão contra a onda do consumismo passivo;

* incentivar a economia gratuita (freeconomy);

* promover valores éticos como a generosidade.


Grupo de Lisboa ao qual já me juntei


http://br.groups.yahoo.com/group/LisboaFreecycle/

O Lisboa Freecycle® é um grupo que está aberto a todos os que querem "reciclar" algum objecto especial em vez de o deitar fora.

Seja uma cadeira, um aparelho de fax, um piano ou uma porta velha, sinta-se livre para o afixar. Ou talvez esteja a procurar adquirir para si! Os grupos sem fins lucrativos também são muito bem-vindos a participar!


Uma regra principal: tudo o que é afixado deve ser gratuito e livre.

Este grupo faz parte da rede Freecycle, uma organização sem fins lucrativos e um movimento de pessoas interessadas em manter os bens materiais fora dos aterros e das lixeiras.

Visite freecycle.org para conhecer outras comunidades e para ter mais informações sobre o movimento!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Recuperaçao do soalho pélvico

A recuperação pós parto é muito importante, a puérpera pratica diversos exercícios que ajudam a prevenir e corrigir o descontrolo dos esfíncteres. Durante o decorrer das sessões é dada à zona perineal, especial atenção nas primeiras seis semanas, informando às puerperas como recuperar ou melhorar a tonicidade muscular do pavimento pélvico.
A partir das seis semanas, é reforçada toda a musculatura abdominal, dorso-lombar e pélvica, sendo ainda trabalhada a musculatura peitoral.

Aconselhamos as aulas de recuperação pós parto 8 dias após o parto normal e 15 dias após cesariana, com duração mínima de 4 semanas a recuperação acaba quando a recém mãe se sentir preparada para enfrentar uma actividade física mais exigente.

Todas as mães deviam de fortalecer o seu pavimento pélvico, mas este tipo de aulas também esta indicado para mulheres que sofrem de incontinência urinaria ou que não tenham prazer durante as relações sexuais. Os músculos do pavimento pélvico são um grupo de músculos dentro da pélvis que formam o seu pavimento – daí o nome.


Os músculos envolvem a uretra (passagem da bexiga), a vagina e o ânus-recto (passagem posterior) e devem, juntamente com os músculos do esfíncter, manter o controlo destas aberturas, impedindo a perda de urina ou fezes.
Os músculos devem também suportar a uretra, a bexiga, o útero e o recto, e suportar todos os aumentos de pressão abdominal que ocorrem durante o exercício físico.
Se os músculos do pavimento pélvico estiverem fracos, pode ocorrer perda de urina, por exemplo, ao tossir, ao espirrar ou durante uma actividade física.



Como saber se precisa deste tipo de aulas?

* Faça o teste, quando for á casa de banho tente parar a urina... se não conseguiu, fortaleça os músculos do seu soalho pélvico urgentemente!



* Se ao rir, tossir, espirrar,... perde urina. No caso da incontinência urinária de esforço, a mulher queixa-se de perder urina quando faz um esforço (espirrar, rir, pegar em cargas pesadas ou tossir). A quantidade poderá ser pequena, mas por vezes pode ser significativa.É o tipo de incontinência mais frequente, geralmente decorrente de momentos de gravidez ou menopausa.



* Se foi submetida a uma episiotomia.



* Se não tem prazer sexual ( principalmente se não tem prazer com a penetração )



* Ao introduzir um dedo na sua vagina pode verificar se precisa deste tipo de aulas. Se a musculatura estiver frouxa precisa destas aulas urgentemente!




Onde pode praticar:

No Barrigas&Bebés http://www.barrigasebebes.com/ ( em Odivelas )
No " Nosso espaço" em Sintra ( Sº João das Lampas )
Em Lisboa ( Alcântara )
Em sua casa nos dias e horários que quiser.

Contacte-me para saber preços e condições




catarinapardal@sapo.pt ou 919267844



NATAL 2008 - ESPALHE ESSA IDEIA

Infelizmente há pessoas não devem de ter mais nada para fazer... Fui aos correios e descobri que isto é falso!!!!
Obrigado Dulce pelo aviso...


a verdadeira campanha aqui:
http://www2.ctt.pt/fewcm/wcmservlet/ctt/grupo_ctt/imprensa/imprensa/destaques/Imprensa127-Combate_x_Pobreza.html





Recebi este mail, achei interessante divulgar...

Para o Natal 2008 (espalhe essa ideia) Que tal fazer algo diferente,
este ano, no Natal?

Sim... Natal... daqui a pouco ele chega.

Que tal ir a uma agência dos Correios e pedir uma das 17 milhões de cartinhas de crianças pobres e ser o Pai ou Mãe Natal delas?

Há a informação de que existem pedidos inacreditáveis.

Existem crianças pedindo um casaco, uma blusa, ou um simples doce...

É UMA ideia.

É só pedir a carta e entregar o presente numa agência dos correios até o dia 20 de Dezembro.

Os próprios correios se encarregam de fazer a entrega.



DIVULGUEM


Na vida, a gente passa por 3 fases:
- a primeira, quando acreditamos no Pai Natal;
- a segunda, quando deixamos de acreditar
- a terceira, quando nos tornamos Pai Natal!!!


CTT abrem a sua rede à solidariedade

Combate à pobreza

Os CTT vão pôr a sua rede à disposição do combate à pobreza e à exclusão social. A partir de 1 de Dezembro próximo, os Correios de
Portugal põem em marcha um projecto que, durante os próximos meses, permitirá a qualquer pessoa ajudar quem mais precisa de forma gratuita.

Este projecto é uma iniciativa dos CTT inscrita na sua política de responsabilidade social. Surgiu da constatação de que ninguém como os CTT tem capacidade para chegar a todas as localidades e a todos os habitantes do País.

Por isso, os Correios vão fazer um envio massivo de um folheto informativo por todas as casas do País. Esse folheto, que será
acompanhado de um saco específico para o transporte dos donativos, informará a população sobre as instituições de solidariedade aderentes ao projecto e que tipo de bens necessitam.

Com esse esclarecimento em mente, bastará a qualquer pessoa deslocar-se a uma das quase 1000 Estações de Correio existentes de
Norte a Sul do País com o seu donativo. Uma vez lá, ser-lhe-á fornecida gratuitamente uma caixa de transporte em cartão. O autor do
donativo apenas terá de encher a caixa e escolher a instituição destinatária, entre as várias possíveis, sem precisar de indicar uma
morada. Os Correios tratam do transporte e da entrega, de forma totalmente gratuita.

A lista de instituições de solidariedade social aderentes é uma lista aberta. Neste momento, os CTT estão em contacto com algumas dezenas de instituições, de carácter nacional e local. Está já confirmada a adesão de instituições como a Abraço, ACAPO, Acreditar, Ajuda de Berço, Ajuda de Mãe, Aldeia de Crianças SOS, Associação Portuguesa de Surdos, Casa do Caminho, Casa do Gaiato, Centro Helen Keller, Comunidade Vida e Paz, Cruz Vermelha Portuguesa, GIRA, FENACERCI, Liga Nacional Contra a Fome, Refúgio Aboim Ascensão e Associação Sol.
Outras serão anunciadas nos próximos dias.

Os bens elegíveis para doação dependem das necessidades de cada instituição e das limitações logísticas e incluirão bens como roupa, calçado, agasalhos, artigos de higiene, brinquedos, produtos de limpeza, pequenos electrodomésticos ou de entretenimento, entre outros.

Para esta grande iniciativa de carácter nacional, os Correios vão disponibilizar não apenas os seus voluntários, de um universo de 16
mil trabalhadores, como a sua rede: quase 1000 Estações de Correios, 370 Centros de Distribuição Postal e 3702 veículos de transporte que, todos os dias, percorrem cerca de 240 mil quilómetros.

Este projecto dos CTT é complementado por uma iniciativa protagonizada por uma empresa detida a 100% pelos CTT, a PayShop, e que permite que qualquer cidadão faça donativos em dinheiro, a partir de um euro, em 4500 locais de todo o País: 3500 agentes PayShop e quase 1000 Estações de Correio.

É convicção dos CTT – Correios de Portugal que esta iniciativa permitirá democratizar a solidariedade e eliminar barreiras
geográficas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Feira Bebés e Crianças 2008




A Terra Alternativa abre mais uma vez a porta ao maravilhoso mundo da infância e apresenta a Feira Bebés e Crianças 2008,
Um evento que propõe qualidade de vida para o seu filho do minuto zero até à pré-adolescência.

Um evento que apoia a educação e desenvolvimento; e também um verdadeiro festival de cultura e divertimento para as crianças, do bebé aos mais crescidinhos.
Cinema, teatro, leitura de contos, desporto, dança, culinária e muitos workshops.

Enquanto os filho aprendem e se divertem, os pais encontram as melhores propostas e soluções nas áreas da alimentação, saúde, segurança, educação, serviços, vestuário, mobiliário, tempos livres e actividades.

Cerca de 21.000 pessoas visitaram a Feira em 2007.
Foi um enorme sucesso, que vamos repetir este ano.

Horário: 10h - 21h dias 14, 15 e 16 de Novembro

Bilhetes: 5€/adulto (crianças até 12 anos é gratuito)

Local: Tenda do Victor Hugo Cardinalli no Parque Tejo (Parque das Nações) junto ao Rio Trancão.

Site:
http://www.terraalternativa.com/


Programa:
http://terraalternativa.com/images/2008/novembro/programa_b.gif

Desenvolvimento Fetal

Imagens lindas do ventre materno

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Massagem do períneo

Quando pensamos em como se pode evitar a episiotomia no parto normal, raramente pensamos em alguma coisa além do que os médicos ou as enfermeiras podem fazer por nós. Há muita coisa que podemos fazer por nós mesmas!

A massagem no períneo no período pré-natal tem-se mostrado eficaz na prevenção da necessidade da episiotomia e na diminuição das lacerações que a mulher pode ter durante o parto.

Essa técnica é usada para ajudar no alongamento/flexibilidade e preparar a pele do períneo (parte de pele, músculos etc. entre a vagina e o ânus) para o parto.

Essa massagem não vai apenas preparar o tecido do seu corpo, mas vai também permitir que você conheça e aprenda sobre as sensações do parto e como controlar esses poderosos músculos. Este conhecimento a auxiliará ao preparar-se para dar à luz o seu bebé. O conhecimento do que você sente nessa região do corpo vai ajudá-la a manter-se relaxada e a relaxar o períneo no parto e também durante outros exames vaginais que tenha que fazer em sua vida.


INSTRUÇÕES:

- Encontre um lugar onde se possa sentar e estar sozinha, ou com seu parceiro, ininterruptamente.

- Tente ver seu períneo com ajuda de um espelho, note como ele é. Nem sempre será necessário um espelho para essa tarefa!

- Pode usar compressas com toalhas mornas no períneo por 10 minutos, ou tomar um banho morno (de banheira, assento, ou chuveiro, em último caso), caso precise relaxar.

- Lave as suas mãos e peça ao seu companheiro para fazê-lo também, caso ele a ajude nas massagens.

- Lubrifique seus dedos polegares e o períneo. Você pode usar muitos tipos de lubrificantes: Gel Lubrificante Íntimo (encontrado nos hipermercados e farmácias), KY Gel®, óleo de vitamina E, óleo vegetal puro (óleo de semente de uva é uma boa indicação!), etc.




- Coloque seus dedos polegares um pouco dentro de sua vagina, empurre-os para baixo e pressione para os lados. Deve sentir um leve estiramento, formigamento, ou uma leve queimação, mas nada que seja dolorido. Mantenha esse movimento por 2 minutos ou até que região fique levemente adormecida.

- Se sofreu uma episiotomia ou lacerações prévias, preste especial atenção ao tecido de cicatrização que, geralmente, não é tão elástico e é onde a massagem deve ser feita mais intensamente, com cuidado.

- Massage em volta e por dentro da região mais externa da vagina e seus tecidos, onde ela se abre, e mantenha sempre a lubrificação.

- Use seus polegares para puxar um pouco os tecidos, forçando-os a abrirem-se, imagine como seria se a cabeça do seu bebé estivesse fazendo esse movimento na hora do parto.

- Se seu parceiro estiver fazendo a massagem, pode ser muito útil que ele use os polegares. A sensação pode ser mais bem percebida por você, mas não deixe de guiá-lo com suas sensações para que ele saiba qual a pressão que deve utilizar. Nesta massagem, quando ela está sendo feita pelas primeiras vezes, é comum que seja possível usar somente um dedo, até que a musculatura seja trabalhada e possa ser estendida.

ATENÇÃO:

1. Evite mexer no ou abrir o orifício da uretra (logo acima da vagina) para evitar infecções urinárias.

2. Não faça massagens no períneo se você tiver lesões ativas de herpes (isso pode causar o aumento da área das lesões).

3. Pode começar essas massagens em torno da 34a semana de gravidez. Se já passou da 34a semana e ainda não começou, não desista! A massagem pode trazer-lhe benefícios ainda assim. Pode fazê-la pelo menos uma vez por dia.

4. Lembre-se que a massagem sozinha não vai proteger seu períneo, mas ela é parte de um grande esquema. Escolher uma posição vertical para parir (de cócoras, de joelhos, sentada etc.) favorece a distribuição de pressão no períneo. Se escolher parir deitada de lado, isso também reduz muito a pressão no períneo. Deitada de costas, totalmente na horizontal, é a posição para parir em que há mais chances de se provocar lacerações e necessidade de episiotomia.

Fonte: http://pregnancy.about.com/library/weekly/aa103199.htm



(Tradução da Bart - adaptação para Portugal: Américo Torres - http://www.humpar.org/)

domingo, 9 de novembro de 2008

Método Estivill

Para ter uma ideia de como funciona este "método":



Horrível não?
Se está a pensar aplicar o método ao seu filho... consulte este site :

http://www.metodoestivill.com.ar/

Já agora...
O Manifesto do
"MOVIMENTO INTERNACIONAL NÃO DEIXE O SEU BEBÊ CHORANDO ! "

Tal e qual como eles o escreveram ( Português do Brasil )


Homens e Mulheres, pesquisadores e profissionais de saúde que trabalhamos em distintos campos da vida e do conhecimento, mãe e pais preocupados com o mundo em que nossos filhos e filhas vão crescer, cremos que é muito necessário nos manifestarmos.

Concordamos que é frequente que os bebês de nossa sociedade ocidental chorem, porém não é certo que "seja normal". Os bebês choram sempre por algo que lhes produz mal estar: sono, medo, fome, frio, calor... além disso, da falta de contato físico com sua mãe ou outras pessoas do seu entorno afetivo.

O choro é o único mecanismo que os lactentes tem para nos comunicar sua sensação de mal estar, seja qual for a razão do mesmo; nas suas expectativas, no seu continuum filogenético não está previsto que este choro não seja atendido, pois não tem outro meio de avisar sobre o mal estar que sentem nem podem por si mesmos tomar as medidas resolve-lo.

O corpo do recém nascido está desenhado para ter o seio materno tanto quanto necessita, para sobreviver e para sentir-se bem: alimento, calor, apego; por esta razão não tem noção da espera, já que estando no lugar que lhe corresponde, tem a seu alcance tudo que necessita; o bebê criado no corpo a corpo com a mãe desconhece a sensação de necessidade, de fome, de frio, de solidão, e não chora nunca. Como afirma a norte-americana Jean Liedloff, na sua obra The Continuum Concept, o lugar do bebê não é no berço, na cama, e nem no bebê-conforto, senão no colo materno.

Isto é o melhor durante o primeiro ano de vida; e nos dois primeiros anos de forma quase exclusiva (por isto a antiga famosa "quarentena" das recém paridas). Depois, os colos de outros corpos de familiares podem ser substitutos por alguns momentos. O próprio desenvolvimento do bebê indica o fim do período simbiótico: quando se chega a determinados graus de desenvolvimento neuro-psico- motor e o bebê começa a sentar, depois a engatinhar e por fim a andar. Ou seja, pouco a pouco vai tornando-se autônomo e a desfazer este estado simbiótico.

A verdade é óbvia, simples e evidente.
O lactente toma o leite materno idôneo para seu sistema digestivo e além disso pode regular sua composição com a duração das mamadas, com a qual é criado no peito de sua mãe sem ter uma série de problemas infecciosos, alérgicos...

Quando chora e não se atende, chora com mais e mais desespero porque está sofrendo. Há psicólogos que asseguram que quando se deixa de atender o choro de um bebê depois de três minutos, algo profundo se quebra na integridade deles, assim como na confiança em seu entorno.

Os pais, ainda que sejam educados na crença de que "é normal que os bebês chorem" e que "há que deixá-los chorar para que se acostumem", e por isto estamos especialmente insensibilizados para que seu pranto não nos afecte, as vezes não somos capazes de tolera-lo. Como é natural, se estamos um pouco perto deles, sentimos seu desespero e o sentimos com nosso sofrimento. Revolvem nossas entranhas e não podemos consentir com a sua dor. Não estamos de todo deshumanizados. Por isto os métodos condutistas propõem ir pouco a pouco, para cada dia agüentar um pouquinho mais este sofrimento mútuo. Isto tem um nome comum, que é a "administração da tortura", pois é uma verdadeiro suplício que infligimos aos bebês quando fazemos isto, e também a nós mesmos, por mais que estas sejam normas de alguns pedagogos e pediatras.

Vários pesquisadores americanos e canadenses (biólogos, neurologistas, psiquiatras, etc.), na década de 90, realizaram diferentes investigações de grande importância em relação a etapa primal da vida humana; demonstraram que o contato pele a pele, do bebê com sua mãe e demais familiares mais chegados, produz moduladores químicos necessários para a formação de neurônios e do sistema imunológico; em fim, que a carência de afeto corporal transtorna o desenvolvimento normal das criaturas humanas. Por isto os bebês, quando os deixamos dormir sozinhos em seus berços, choram reclamando o que por sua natureza lhes pertence.

No Ocidente se criou nos últimos 50 anos uma cultura e uns hábitos, impulsionados pelas multinacionais, que elimina este corpo a corpo da mãe com a criança e deshumaniza o cuidado: ao substituir a pele pelo plástico e o leite materno por um leite artificial, se separa mais e mais a criatura de sua mãe. Inclusive se fabrica modelos de "walkyes talkys" (babás eletrônicas) especiais para escutar o bebê de habitações distantes das dos pais. O desenvolvimento industrial e tecnológico não se coloca a serviço das nossas crias, chegando a robotização das funções maternas a extremos inimagináveis.

Simultaneamente a esta "puericultura moderna", se medicaliza cada vez mais a maternidade; o que tenderia a ser uma etapa prazerosa de nossa vida sexual, se converte em uma penosa enfermidade. Entregues aos protocolos médicos, as mulheres adormecem a sensibilidade e o contato com seus corpos, e se perde uma parte de sua sexualidade: o prazer da gestação, do parto e da extero-gestaçã o – o colo e a amamentação. Paralelamente as mulheres decidiram pelo mundo do trabalho e profissional masculino, feito pelos homens e para os homens, e que portanto exclui a maternidade; por isto a maternidade na sociedade industrializada ficou encerrada no âmbito do doméstico e do privado. Contudo, durante milênios a mulher realizou suas tarefas e suas atividades com seus filhos pendurados a seus corpos, como todavia ocorre nas sociedades ainda não ocidentalizadas. A imagem da mulher com seus filhos deve voltar aos cenários públicos, aos locais de trabalho sob pena de comprometer o futuro do desenvolvimento humano.

A curto prazo parece que o modelo de criação robotizado não é daninho, que não é nada demais, que as crianças sobreviverão; porém pesquisadores como Dr. Michel Odent (1999 - .primal-health.org ), apoiando-se em diversos estudos epidemiológicos, tem demonstrado a relação direta entre diferentes aspectos desta robotização e doenças na idade adulta. Por outro lado, a violência crescente em todos os âmbitos tanto públicos como privados, como tem demonstrado a psicóloga suiço-alemã Alice Miller (1980) e do neurofisiólogo americano James W. Prescott (1975), por citar somente dois nomes, também procede do mal trato e da falta de prazer corporal na primeira etapa da vida humana. Também há estudos que demonstram a correlação entre a dependência às drogas e os transtornos mentais, com agressões e abandonos sofridos na etapa primal. Por isto os bebês choram quando sente falta do que lhes tiraram; eles sabem o que necessitam, o que lhes corresponderia neste momento de suas vidas.

Deveríamos sentir um profundo respeito e reconhecimento ao choro dos bebês, e pensar humildemente que não choram porque sim, ou muito menos, porque são "manhosos"... Elas e eles nos ensinam o que estamos fazendo de incorreto.

Também deveríamos reconhecer o que sentimos em nossas entranhas quando um bebê chora; porque podem confundir a mente, porém é mais difícil confundir a percepção visceral – nossos instintos. O local do bebê é o nosso colo: nesta questão, o bebê e nossos instintos estão de acordo, e ambos tem suas razões.

Não é certo que dormir com os nossos filhos ("co-lecho") seja um fator de risco para o fenômeno conhecido como Síndrome da Morte Súbita. Segundo The Foundation for the Study of Infant Deaths, a maioria dos falecimentos por "morte súbita" se produz quando os lactentes estão no seu berço. Estatisticamente, portanto, é mais seguro para o bebê dormir na cama com seus pais que dormirem sozinhos (Angel Alvarez – .primal.es).




Por tudo que expomos, queremos expressar nossa grande preocupação com a difusão do método proposto pelo neurólogo E. Estivill em seu livro Duérmete Niño ou na edição em português: NANA NENÊ (baseado por sua vez no método Ferber divulgado nos EUA), para fomentar e exercitar a tolerância dos pais ao choro de seus bebês; se trata de um condutismo especialmente radical e evidentemente nocivo, tendo em conta que o bebê está ainda em uma etapa de formação. Não é um método para tratar os transtornos do sono, como se apresenta, senão para submeter a vida humana em sua mais tenra idade. As gravíssimas conseqüências deste método, tem começado a aparecer.

Necessitamos de uma cultura e uma ciência para uma educação de nossos filhos que seja compatível com a natureza humana, porque não somos robôs, senão mamíferos que sentimos e sofremos quando nos falta o contato físico com aqueles que amamos. Para contribuir com este movimento, para que teu filho ou tua filha deixe de sofrer já, e se sentes mal quando escutas chorar o seu bebê, atenda-o, pegue-o em seus braços para entender o que ele está solicitando; possivelmente seja só isto o que ele queira e necessita, o contacto com o seu corpo. Não o negues.

Quando um recém nascido aprende em um berçario que é inútil gritar... Está sofrendo sua primeira experiência de submissão e abandono.
Michel Odent




Livros que eu recomendo:

* Nuestros hijos y nosotros, Small, M.F. Ed. VergaraVitae (Buenos Aires)
* Bésame mucho , Carlos González,
* En busca del bienestar perdido (el concepto del continuum), Jean Liedloff, Ed. Obstare
* El bebé es un mamífero, Michel Odent, Ed. Mandala



Sites
primal-health.org
primal.es

sábado, 8 de novembro de 2008

Novo Código Penal proíbe todos os castigos corporais em crianças


O novo Código Penal vai proibir expressamente os castigos corporais em crianças, praticados quer em instituições quer em casa, segundo a proposta de revisão, já aprovada pelo Governo.

De acordo com o penalista Rui Pereira, autor da proposta entregue na Assembleia da República, a reforma do Código Penal "distingue a noção de violência doméstica que é praticada no seio da relação familiar, da noção de maus tratos, que engloba os castigos corporais praticados dentro de instituições de acolhimento, nomeadamente escolas".

"A lei não tem expressamente a designação de castigos corporais", disse Rui Pereira, realçando que a proposta do novo Código Penal considera expressamente os castigos corporais como maus tratos, o que não acontece na actual legislação. "Actualmente fala-se em maus-tratos, o que na minha óptica já engloba, embora não expressamente, os castigos corporais", disse o mesmo responsável.

Fonte:
Jornal Público

Vão ver o filme....

É fabuloso!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Preocupante...

Segundo números de 2006:

Apenas uma em cada cinco mães portuguesas amamenta de forma exclusiva até aos seis meses do bebé (recomendação da Organização Mundial de Saúde).

60 por cento das mães que deixam de amamentar antes dos dois meses afirmam que o bebé estava insatisfeito.

A segunda causa tem a ver com o regresso da mãe ao trabalho.

A terceira causa invocada para o abandono da amamentação tem a ver com doença ou medicação da mãe incompatível com o aleitamento materno.

Cinco por cento das mulheres nunca amamentaram.

Números do projecto Geração XXI, que está a seguir dez mil bebés nascidos nas cinco grandes maternidades do Porto até à idade adulta

Fonte IOL Mãe

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Workshop de Pedagogia Neo-Humanista

Datas e Horários:
15 de Novembro (16h - 18h30)

“Quando o espírito inerente ao humanismo é estendido a tudo, animado e inanimado, neste universo – eu chamei a isto Neo-Humanismo. Este Neo-Humanismo vai elevar o humanismo a universalismo: amor por os seres criados deste universo”.
P. R. Sarkar

A Educação Neo Humanista (ENH) está fortemente enraizada na filosofia e nos princípios da filosofia Neo-Humanista, proposta pelo filósofo indiano P.R. Sarkar .
A ENH incorpora uma harmoniosa síntese entre a filosofia introvertida oriental com a ciência extrovertida ocidental. A sua metodologia é flexível, criativa e sensível culturalmente, adaptando-se às diferentes zonas do planeta.
A ENH procura redefinir a experiência humana. A prática educativa actual trabalha com um modelo do individuo como uma entidade singular, agindo contra as forças do universo. Competição e a necessidade de dominar e controlar estão no centro deste sistema.
O Neo Humanismo rejeita esta visão da humanidade e propõe a visão de que estamos todos intimamente ligados, entre nós e com o universo. Assim, as inseguranças resultantes da solidão e do desespero inerentes ao sistema actual tornam-se inexistentes.
A ENH trás o potencial infinito de aprendizagem para as nossas vidas, expandindo a nossa compreensão de nós próprios. Espiritualidade, Criatividade e Amor estão no centro desta pedagogia.
Existem actualmente mais de 1000 escolas, creches, liceus e universidades Neo-Humanistas em todo o mundo. A Educação Neo-Humanista oferece uma solução pedagógica essencial aos nossos tempos.

Temas a abordar:

- O que é a Educação?

- A Educação Neo-Humanista

- Métodos de Ensino

- Consituição do Ser Humano


Preço: 30€/ pessoa

Curso sobre Educação Neo-Humanista a iniciar em Janeiro, aos sábados às 16h, com a duração de cerca de 4 meses! Mais informações em breve!
http://www.prama.pt/eventos/workshop-pedagogia-neo-humanista

"Le Premier Cri"

Estreia hoje (dia 6 de Novembro) no cinema do Amoreiras Shopping Center, em Lisboa. A Não perder!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Licença de parentalidade

Se estiver a gozar a licença de maternidade em Janeiro de 2009, quando entrar em vigor o novo Código do Trabalho, essa licença poderá ser prolongada até aos 12 meses do bebé, desde que o tempo de licença seja partilhado com o pai.

As novas regras na duração da licença de parentalidade (que irá substituir as actuais licenças de maternidade, paternidade e adopção) entram em vigor no dia 1 de Janeiro, mas são aplicáveis, segundo a proposta de Lei do governo, a todos os trabalhadores que se encontrem, nessa data a gozar essas licenças.

É preciso, no entanto, solicitarem o prolongamento e têm apenas 15 dias para o fazer.


Quais são as novas regras?

A Licença de Parentalidade inicial pode ser dividida entre o pai e a mãe.


A sua duração será de cinco meses pagos a 100 por cento do vencimento bruto ou seis meses pagos a 83 por cento, mas apenas se a licença for partilhada. Ou seja, é preciso que pelo menos um mês seja gozado em exclusivo pelo pai ou pela mãe.


Se não houver partilha da licença, ou se o período partilhado for inferior a um mês, a duração da licença de parentalidade será de quatro meses remunerados a 100 por cento, ou cinco meses a 80 por cento.


A licença inicial pode ser prolongada por mais seis meses, desde que partilhada: três meses para a mãe, três meses para o pai. Ou pode ser prolongada só por mais três meses se for requerida apenas pela mãe ou pelo pai.


Neste período de Licença Parental alargada, o trabalhador receberá 25 por cento do salário bruto.


Aumentará de 5 para 10 dias úteis a licença a gozar obrigatoriamente pelo pai logo após o nascimento do bebé.

Concorda com a nova Licença de Parentalidade?
O alargamento do tempo que os pais trabalhadores podem ter para cuidar e acompanhar o crescimento de um filho acabado de nascer parece uma boa medida. Mas nem todos os quadrantes da sociedade a consideram justa. Transcrevemos parte do parecer que o Movimento Democrático de Mulheres apresentou na discussão púlbica sobre a Proposta de Lei n.º 216/X, que aprovou a revisão do Código do Trabalho e, portanto, esta nova Licença de Parentalidade. Depois de o ler, deixe-nos também o seu parecer. Diga de sua justiça. Considera positiva e justa a nova licença?

«As alterações propostas pelo Governo PS vão no sentido de deixar de considerar a licença por maternidade e paternidade como um direito universal dos trabalhadores, para passar a condicioná-lo à forma como se exerce.
Assim, este direito passa a ser considerado pelo Governo como uma «regalia», que beneficiará comportamentos da esfera privada das famílias. Ao invés de garantir direitos universais, em respeito pela função social do Estado que é a protecção da maternidade e da paternidade, o Governo impõe regras de conduta, premiando os casais que observem determinado tipo de comportamento, transformando a licença por maternidade e paternidade num benefício ou regalia, aumentando o tempo de licença apenas quando o casal tenha rendimentos suficientes e condições no local de trabalho para poder, efectivamente, optar pela permanência do pai em casa.

Esta lei que não reflecte a multiplicidade das situações em que a maternidade ocorre: no caso das mães solteiras, a mãe ou o pai desempregado, as famílias com baixos níveis remuneratórios, e não reflecte a situação real da discriminação e da segregação remuneratória entre mulheres e homens. Não reflecte igualmente a experiência das mulheres - nos seus aspectos biológicos, sociais e culturais. Cria as condições para a perpetuação da discriminação com base no sexo alargando-se também o fosso das desigualdades para as mais pobres.

Assim, por um lado, afasta-se a especificidade de um direito das mulheres trabalhadoras, consubstanciado na licença por maternidade, criando-se esta nova licença de parentalidade, e por outro alimenta-se a ficção de que em matéria de assistência aos filhos, especificamente aos recém-nascidos, as responsabilidades se repartem igualmente entre mulheres e homens.»

Fonte

IOL Mãe


E agora pergunto eu... e a amamentação??? quem dá de mamar ao bebé?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Mastite: Novas recomendações

Foram publicadas as novas recomendações para o tratamento da mastite



Autora: Laurie Barclay

As recomendações para o diagnóstico e o tratamento da mastite de mulheres nutrizes foram revisadas e publicadas no número de 15 de setembro do American Family Physician.



A Dra. Jeanne P. Spencer do Conemaugh Memorial Medical Center de Johnstown, Pensilvânia, declarou que “embora esta infecção possa ocorrer espontaneamente ou durante a lactação, a discussão sobre a mastite, definida clinicamente como a presença de inflamação dolorosa e localizada nas mamas associada a sintomas sistêmicos de infecção (febre e mal-estar, por exemplo), fica limitada às que ocorrem nas nutrizes. Este tema é problemático, especialmente porque pode levar ao desmame, prejudicando a nutrição ideal do lactente. (...) Os médicos de família devem ter mais conhecimento para ajudar esta mãe a superar as dificuldades da amamentação (como a mastite) e, com isso, aumentar o tempo de amamentação”.



Dentre os objetivos da estratégia Healthy People 2010 estão a meta de 75% das mães iniciando a amamentação, 50% e 25% continuando a amamentar aos 6 e 12 meses, respectivamente. Contudo, no ano de 2005, boa parte dos estados não consegue alcançar essas metas. A mastite, que ocorre em aproximadamente 10% das mães norte-americanas, pode ser a causadora deste desmame.

Geralmente, a mastite é diagnosticada clinicamente a partir da presença de sinais característicos, como uma área localizada e dolorida em um seio em associação aos sinais sistêmicos, como febre e mal-estar.

A técnica de amamentação deve ser amplamente aplicada, e a mãe deve ser orientada a esvaziar a mama com frequência (e por completo) para reduzir os riscos de mastite. Essa infecção pode ser desencadeada por feridas nos mamilos, que por sua vez são causadas por uma irritação mecânica secundária à sucção inadequada, anomalias orais da criança (como fenda palatina, por exemplo) ou por infecções, bacteriana ou fúngica.

Outros fatores de risco de mastite são: fissura dos mamilos, estase localizada de leite, uso de piercing nos mamilos, protetores plásticos para o mamilo, sutiã apertado, bomba para extração de leite, má nutrição materna, história de mastite, mães primíparas, presença de freio de lábio pequeno e perda de uma mamada pelo lactente.

O bloqueio dos ductos originado pela não remoção completa do leite, causa dor local no seio e também pode causar mastite. A mama apresenta uma área endurecida, dolorida e avermelhada e, com freqüência, podem ser observadas bolhas doloridas e claras nos mamilos com cerca de 1 mm. A remoção da bolha com uma agulha estéril ou através da fricção com um tecido pode ser de grande ajuda. Para o alívio do bloqueio dos ductos mamários, também se recomenda aumento da frequência das mamadas, uso de compressas ou banhos mornos, massagens no sentido do mamilo e evitar o uso de roupas.

A modificação das técnicas de amamentação orientadas por um consultor pode ajudar no tratamento da mastite. Atualmente, quando são necessários antibióticos, prefere-se a dicloxacilina, cefalexina ou outras escolhas eficazes contra o Staphylococcus aureus (S. aureus). Com a prevalência crescente de formas resistentes à meticilina (MRSA), é provável que acabe se tornando uma bactéria cada vez mais envolvida na etiologia das mastites. Neste caso, os antibióticos eficazes contra formas MRSA devem ser utilizados.

Entre os antibióticos orais freqüentemente utilizados estão a amoxicilina associada ao clavulanato (875 mg duas vezes ao dia), a cefalexina (500 mg quatro vezes ao dia), a ciprofloxacina (500 mg duas vezes ao dia), a clindamicina (300 mg quatro vezes ao dia), a dicloxacilina (500 mg quatro vezes ao dia) e o sulfametoxazol associado ao trimetropim (160/800 mg duas vezes ao dia).

A ciprofloxacina, clindamicina e o sulfametoxazol associado ao trimetropim, geralmente, são eficazes para formas resistentes à meticilina do S aureus. Porém, o último deve ser evitado entre mulheres que amamentam lactentes com idade inferior a 2 meses ou com doença crônica e grave.

Os clínicos devem tratar a mastite precocemente e recomendar a manutenção da amamentação – uma vez que essa inflamação não representa nenhum risco ao lactente – para prevenir uma complicação freqüente, o abscesso na mama. Este apresenta sinais clínicos semelhantes à mastite, exceto pela presença de uma área de consistência firme e que, freqüentemente, apresenta flutuação. A ultra-sonografia da mama pode confirmar este diagnóstico.

Uma vez desenvolvido o abscesso, a drenagem cirúrgica ou a aspiração por agulha é necessária e às vezes precisa ser repetida. A secreção dos abscessos deve ser examinada através de cultura, e a administração de antibióticos deve ser prescrita. A amamentação pode ser mantida em uma mãe que apresenta abscesso de mama em tratamento, salvo quando a nutriz estiver gravemente enferma ou se a boca da criança ocluir a incisão cirúrgica durante a mamada.

A transmissão vertical do vírus HIV da mãe para a criança é mais provável na vigência de mastite. A Organização Mundial da Saúde recomenda que devam ser ensinadas e orientadas as técnicas de prevenção da mastite às mães portadoras do HIV que estão amamentando e, caso a inflamação ocorra, a amamentação deve ser interrompida na mama afetada até que a inflamação esteja curada.

As principais recomendações (todas com nível C de evidência) são as seguintes:

Um apoio amplo e eficaz à lactação é essencial para as nutrizes que apresentam mastite.
Embora a cultura do leite materno raramente seja necessária para o diagnóstico de mastite, este exame deve ser considerado para os casos refratários ou adquiridos no ambiente hospitalar.
Os antibióticos eficazes contra o S aureus são os preferenciais para o tratamento da mastite.
A amamentação na presença de mastite não representa nenhum risco ao lactente e deve ser mantida para manter o fornecimento de leite.
A Dra. Spencer concluiu que “o desmame é uma das complicações mais freqüentes da mastite. As mães devem ser relembradas sobre os inúmeros benefícios da amamentação e ser encorajadas a mantê-la. (...) Como as neoplasias de mama inflamatórias se assemelham à mastite, essa doença deve ser considerada quando a forma de apresentação for atípica ou quando a resposta terapêutica não for a esperada”.



A Dra. Spencer declarou não possuir conflito de interesses.


Am Fam Physician. 2008;78:727-731.


Informação sobre a autora: A Dra. Laurie Barclay é revisora e escritora freelancer para o Medscape.



Fonte: http://www.medcenter.com/medscape/


Data: 23/10/2008

domingo, 2 de novembro de 2008

Um presente original...

"Protectores de sonhos foram e são utilizados em várias culturas, como a dos Índios Norte-Americanos.
São talismãs criados com a firme intenção de ajudar as crianças durante os seus sonhos e a superar o receio do escuro ou de dormir sozinhas no seu quarto.
Outra forte intenção associada a estas peças é a ligação da criança ao seu Anjo da Guarda. Todas as culturas falam destes seres guardiães que estão tão próximos das crianças e que se começam a afastar à medida que as crianças vão crescendo.

Incentivar a criança a dirigir-se ao seu Anjo da Guarda não é ligá-la a nenhuma religião instituída, mas sim dar-lhe uma preciosa ferramenta para lidar com tudo o que não conhece e teme. Ajuda-a a não se sentir sozinha e a ter mais confiança.

Eu que sempre comuniquei com o meu anjo tive a sorte de o sentir por perto em toda a adolescência, como uma capa protectora que me desviava do perigo.
A oração sugerida por mim é muito simples e fácil de memorizar. Quando cantada cativa as crianças e ajuda a preparar o ambiente para dormir, eu uso um ritmo parecido com a música “Frère Jacques”, mas qualquer pessoa está convidada a dar-lhe nova vida com novos ritmos, quem sabe até usar um instrumento musical para acompanhar."

Ana Alpande

Para conhecerem mais sobre o trabalho da Ana:

http://criandoanjosefadas.blogspot.com/

sábado, 1 de novembro de 2008

Amamentar em 10 passos



A LLL recebeu o prémio de melhor vídeo apresentado no 6º Congresso Argentino de Lactancia Materna.

Percebe-se porquê!

Dar de mamar cansa?

"Ando cansada, vou deixar de dar de mamar pois dá muito trabalho…."


Infelizmente ainda existe a ideia que dar de mamar “desgasta” a mãe, como se:





· Levantar-se a meio da noite para ir fazer biberão
· Andar carregada com agua, biberão e leite em pó
· Ter que lavar e esterilizar o biberão
· ….

Não desgastasse uma mãe…





Amamentar dá muito menos trabalho que dar biberão, é para além de ser mais saudável para o bebé, também o é para a mãe:

· Diminui o risco de fracturas por osteoporose
· Previne o cancro da mama
· Previne o cancro do ovário
· ….
( só nos países desenvolvidos poderiam ser evitados 50 000 novos casos de cancro por ano por cada 12 meses de aumento na duração media da amamentação )

Por isso se anda cansada, descanse, mas não use essa desculpa para deixar de dar de mamar, pois dar biberão cansa muito mais…

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O Mito dos Mamilos de Silicone


Mamilos de silicone, ou protectores para os mamilos feitos de silicone fino, onde o bebe mama, podem ser úteis em poucos casos ( como para as primeiras mamadas de prematuros com peso muito baixo), e não estão indicados para:




• Proteger o mamilo em caso de fissuras dolorosas, podendo até aumentar a dor por fricção, não resolvendo o verdadeiro problema das fissuras que é a pega incorrecta com o mamilo de silicone o bebé não aprende a mamar melhor.

• No caso de mamilos invertidos, só devem de ser usados como ultimo recurso.

As consequências do uso de mamilos de silicone são:

• Sucção ineficaz
• Confusão entre mamilo e tetina
• Pouco aumento de peso do bebe
• Desmame precoce

Por tudo isto os mamilos apenas devem de ser recomendados de forma esporádica e como medida transitória, alertando a mãe para as consequências do seu uso, devendo as mães aconselhar-se com um conselheiro em amamentação (SOS amamentação, LLL, etc.) antes de os usar.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Bebés Pelvicos - quando um bebé não dá a volta

O facto de um bebé não estar cefálico ( de cabeça para baixo ) não é motivo para marcar uma cesariana...

O parto vaginal continua a ser uma opção nos partos de nádegas a termo!

Resultado de um estudo de observação prospectivo na França e Bélgica. (Is planned vaginal delivery for breech presentation at term still an option? Results of an observational prospective survey in France and Belgium Goffinet, et al.,Obstetrics and Gynecology Volume 194, Issue 4 , April 2006, Pages 1002-1011).

Os investigadores compararam resultados entre as cesarianas programadas e os partos vaginais de nádegas planeados em 8.105 mulheres na França e Bélgica.
Conclusão: Das que planearam um parto vaginal, 71% tiveram êxito e não houve diferenças significativas nos resultados entre os partos vaginais e as cesarianas.
Fonte: ICAN - International Cesarean Awareness Network (http://www.ican-online.org/)

mais sobre Bebés Pélvicos
AQUI

Alguns links interessantes sobre o assunto:

http://www.birthinternational.com/articles/andrea13.html

http://www.breechbabies.com/

http://www.icpa4kids.com/webster_technique.htm

http://www.worldchiropracticalliance.org/tcj/2001/aug/aug2001l.htm

http://www.americanpregnancy.org/labornbirth/breechpresentation.html

http://www.e-familynet.com/artigos/articles.php?article=525

http://www.maternidadeativa.com.br/relato05.htmlhttp://parir.blogspot.com/2006/11/meu-beb-est-sentado-e-agora.html

Como virar bebés pélvicos:AQUI

Existem também vários obstetras que realizam uma manobra externa de
inversão do bebé



Por isso NÃO DESISTA DE TER O SEU BEBÉ POR VIA VAGINAL!

Lançamento do livro Pompoar - A arte de amar

A Editora Ariana convida-o para o lançamento do livro





POMPOAR - A ARTE DE AMAR
de Stella Alves que terá lugar no KITSCH LAB no dia 7 de
Novembro (sexta feira) pelas 19.30. A obra será apresentada por
Paula Nabais.
O KITSCH LAB fica situado no Bairro Alto, Rua da Barroca,
nº 15 em Lisboa.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Dia da Mulher Rosa... dia 30 de Outubro

No âmbito das celebrações do Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama, a Associação Ame & Viva a Vida – Associação de Mulheres Mastectomizadas – promove, amanhã 5ª feira, o Dia da Mulher Rosa.

Em Portugal, surgem anualmente cerca de 4.500 novos casos de cancro da mama e morrem aproximadamente 1.500 mulheres com esta doença, o que perfaz uma média de quatro a cinco mortes por dia. O cancro da mama é a segunda causa de morte nas mulheres com idade compreendida entre os 35 e os 55 anos.

De forma a sensibilizar a população para a importância do diagnóstico precoce no tratamento do cancro da mama e para acabar de vez com o estigma associado a esta doença, a Associação Ame & Viva a Vida – Associação de Mulheres Mastectomizadas convida todas as mulheres a unirem-se a esta luta, vestindo, no dia 30 de Outubro, uma peça de roupa cor-de-rosa.


Infelizmente, a “prevenção do cancro da mamã” não é mais que um diagnostico precoce, a promoção da amamentação constitui talvez a única ferramenta que na verdade permitiria diminuir a incidência deste cancro.

Depois de reanalisar os dados de 47 estudos feitos em 30 países, com mais de 50 000 casos de cancro de mama e mais de 90 000 controlos, chegou-se á conclusão de que, só nos países desenvolvidos, poderiam ser evitadas 50 000 novos casos de cancro por ano por cada 12 meses de aumento na duração média da amamentação.
Seria interessante pensarmos nisto neste Dia da Mulher Rosa.


Para saber mais:
Collaborative Group on Hormonal Factors in Breast Cancer. Breast Cancer and Breastfeeding: collaborative reanalysis of individual data from 47 epidemiological studies in 30 countries, including 50302 women with breast cancer and 96973 women without the disease. Lancelet 2002;360:187-95

Bibliografia:
Manual prático do aleitamento materno, Dr. Carlos González

Sonhos na Gravidez

Por Adelise Noal Monteiro*

29 de Junho de 2007

Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado.
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro.
Mas sempre alto.
E dentro de tudo.

Cecília Meireles - As mulheres durante a gestação tornam-se mais suscetíveis a todo tipo de ambiente emocional. Mesmo aquelas que não davam importância à vida onírica, na gravidez, passam a dar mais atenção às paisagens internas e buscam seu significado. Por isso o grande interesse neste tema.

Marie Louise Von Franz, uma das principais colaboradoras de C. G. Jung, há mais de 20 anos iniciou uma pesquisa onde buscou os sonhos de mulheres grávidas em várias partes do mundo (publicado em “Dreams”, edição inglesa). Neste período eu estava grávida e pude também lhe enviar uma seleção de sonhos.

O livro Sonhos e Gravidez de Marion Rauscher Gallbach é outra referência de pesquisa mais recente. Trata-se de uma dissertação de mestrado que observa os sonhos de mulheres na primeira gestação, a estreita passagem de ser filha para ser mãe.

A idéia central nesta abordagem é compreender como se constrói o processo criativo na alma feminina e qual seu suporte adaptativo durante a gestação.
Na visão junguiana, o sonho é um fenômeno natural e espontâneo da psique que funciona de forma independente de intenções da vontade consciente. É produto do inconsciente.

Temos sonhos que nos remetem a memórias do passado, do que foi esquecido, das mensagens subliminares, das emoções reprimidas. São sonhos vindos de uma camada mais superficial do inconsciente, chamada de inconsciente pessoal.

Temos também sonhos que refletem o contato com nossa herança psíquica coletiva e com o potencial de vida futura. Estes sonhos vêm de camadas mais profundas da nossa estrutura psíquica, do chamado inconsciente coletivo.
Segundo Jung, esta camada coletiva é matriz da vida afetivo-emocional.
Por analogia, sua atividade poderia ser comparada ao endométrio que acolhe o óvulo fecundado. O aumento de fluxo sanguíneo e de nutrição que acontece no útero grávido é concomitante ao aumento do fluxo de imagens produzidas pelo inconsciente. Mais “vascularizado” este fluxo emite sinais que encontramos nos sonhos, nos pré-sentimentos, intuições e visões de mulheres grávidas. Sinais estes, especialmente marcantes no primeiro e terceiro trimestre da gravidez, tempo onde a necessidade de segurança emocional é maior. Este é o momento de visibilidade da função auto-regulatória da psique, que age através do material simbólico contido nos sonhos, compensando a vida consciente, devolvendo a confiança e restaurando o equilíbrio psíquico.

A gravidez se caracteriza por uma alteração na identidade da mulher, ela não se reconhece mais - principalmente no caso da primigesta -, ocorre um deslocamento do eixo das atenções, antes voltadas mais para o meio externo. A relação com seu corpo, seu sentido físico, no transcurso dos dias, na contagem das semanas de gestação a convidará a construir uma nova biografia.

A mulher deve estar empenhada em descobrir as adaptações e o amadurecimento psicofísico passo a passo. A gravidez, assim como o parto, é um acontecimento da esfera biopsicossocial e o inconsciente responde a ambos com informações arquetípicas, constelando principalmente o arquétipo materno.

O materno é um aspecto do arquétipo feminino que pode ser desenvolvido com mais intensidade a partir de uma experiência de maternidade. Sob a influência do arquétipo materno, dentro deste casulo, a mulher passa pela transformação de menina a moça, de mulher a mãe. Da condição de ser gerada para geradora. Acessa a fonte criadora que no seu corpo tem como endereço seu útero grávido. A consciência deste aspecto materno traz à sua vida psíquica um acréscimo do elemento Eros - está contido em Eros a capacidade de se relacionar, de estabelecer laços afetivos, e tem seu centro no coração. Coração e útero, dois órgãos que atuam juntos neste processo.

A medicina tradicional chinesa – MTC - explica que o Rim como órgão do sistema Zang Fu cuida e sustenta a gravidez. Os meridianos do Coração e do Rim formam juntos o grande meridiano Yin mais profundo do corpo. A MTC diz também que o coração é o hospedeiro da mente e a emoção relacionada a ele é a alegria.

Visto de todas as formas, a natureza se manifesta exuberante no rico material simbólico e onírico que pode ser explorado, decifrado e traduzido em imagens plásticas. Vivido como uma iniciação feminina, a gravidez pode ser o primeiro olhar que a mulher dá para Si-Mesma, para seu mundo interno, para sua alma, onde encontra o movimento ondulante formador da vida da qual ela participa.

Nas pesquisas citadas inicialmente, foi encontrada uma grande quantidade de sonhos com o elemento água, quase nada do elemento fogo e ar e pouco do elemento terra. Águas doces de rios, cachoeiras, águas salgadas do mar. Grandes travessias oceânicas. Paisagens de ilhas ou de arquipélagos. Chuvas torrenciais, peixes pulando no mar. Nadar no lago. Banhos em piscinas, em banheiras. Todo tipo de purificações pelas águas.

A mulher grávida nos sonhos compartilha do mesmo ambiente da pequena vida contida em seu útero. Sem distinção: quem é a mãe, quem é o filho. É o sonho da mãe ou é o sonho do filho sonhado pela mãe. Um estado de participação mística, uma experiência de conjunção psicofísica entre a mulher grávida e seu bebê intra-útero, de proporção inigualável, que merece nossa atenção.

Temos também os sonhos de cuidado e alimentação de filhotes de animais, ou do seu próprio bebê ou a observação do crescimento de árvores e plantas. Ela pode sonhar com seu parto e antever os futuros acontecimentos. A mulher grávida expressa em sonhos os ciclos de florescimento e crescimento da natureza.

Na minha primeira gravidez tive um episódio de ameaça de parto prematuro com 26 semanas de gestação, precisei fazer repouso. Com este tempo, o feto ainda não é considerado viável, fiquei assustada, mas de súbito, lembrei que dois anos antes de ficar grávida havia tido uma série de sonhos com gravidez e partos prematuros que terminavam sempre bem. Num destes sonhos, eu ganhava um bebê prematuro de 28 semanas, ele passava bem e era um menino. Realmente tive um menino, prematuro de 31 semanas devido a uma pré-eclampsia.

Pré-eclampsia é uma doença da gravidez que se caracteriza por uma perda de proteínas pelo rim, gerando os sintomas de edema generalizado e hipertensão arterial sistêmica. Durante esta mesma gravidez em torno do quinto mês (20 semanas), sonhava que comia vários tipos de refeições com carne. Eu já era vegetariana há muitos anos e nunca tinha tido sonhos desta natureza. Pensei então que meu organismo estava precisando de um acréscimo de proteínas e comecei a comer carne.

Os sonhos anteciparam os cuidados e a atenção que deveria ter, pois seria uma gravidez de alto risco. A memória dos sonhos me deu a tranqüilidade que precisava para ultrapassar o momento crítico e confiar na força criativa da natureza que agia em mim e me ensinava a ter calma, ter paciência, a me entregar sem medo ao desconhecido.

Gravidez, parto e a experiência corporal resultante, providenciam uma oportunidade de medir, explorar e expandir nosso senso e conhecimento de quem somos como seres humanos do sexo feminino. Nossa experiência no mundo patriarcal gerou um gradual desaparecimento do significado do destino biológico da mulher, então nos cabe a tarefa, como mulheres de um novo tempo, encontrar o sentido de nossa maternidade internamente, buscando na fonte natural, um reposicionamento frente à vida, tanto no nível pessoal como no nível da coletividade em que estamos inseridas.

Sou entre flor e nuvem,
Estrela e mar.
Por que havemos de ser unicamente humanos,
Limitados em chorar?
Cecília Meireles

*Adelise Noal Monteiro é médica pediatra e analista junguiana. Integra a ONG Amigas do Parto.

http://www.amigasdoparto.org.br

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O bebé nasceu...O que fazer com a placenta?


recebi este mail muito interesante...

"Ecologia Feminina- Medicina com a Placenta

A placenta é um órgão incrivelmente precioso e completo, sendo também o único órgão “usa e joga fora” que temos. Representa as raízes da criança no terreno da mãe. É feita de dois organismos diferentes e incompatíveis, mas funciona como um único órgão, em completa harmonia. Faz todas as funções de um corpo humano.

é fora de dúvida que permanece uma forma de troca entre placenta e criança mesmo após a expulsão do corpo materno. Tanto é que em outras culturas a placenta é conservada ao lado da criança até a queda do cordão, como sinal de extremo respeito pelos recursos endógenos e pelos tempos da criança, e também na convicção que a placenta continue nutrindo a criança e lhe transmita ainda substâncias preciosas para seu sistema imunológico até estar completamente seca, em seguida poderá ser transformada em remédios (tinturas) que curarão a criança por longos anos e de várias doenças.

Hoje a placenta esta sendo usada como remédio por muitos homeopatas. "

Se quer saber mais....


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Dar uma palmada na altura certa?????

Recebi este mail que me deixou a pensar....

As raízes da violência NÃO são desconhecidas
O cérebro maltratado e as emoções banidas

O que se verifica:

1 – o desenvolvimento do nosso cérebro depende daquilo a que formos
submetidos. O cérebro estrutura-se nos 4 primeiros anos de vida,
conforme as experiências que o meio ambiente proporciona à criança.
Assim, o cérebro de uma criança cuja vivência é essencialmente
imbuída de amor terá um desenvolvimento diferente do cérebro de uma
criança tratada com crueldade.

2 – A maioria das crianças do nosso planeta recebe castigos
corporais nos primeiros anos das suas vidas. Aprendem a violência
logo de início e esta lição fica inscrita no seu cérebro. Nenhuma
criança nasce violenta. A violência NÃO é genética. Existe porque as
crianças que recebem castigos corporais utilizam na sua vida adulta
a lição que os seus cérebros assimilaram.

3 – Como as crianças não se podem defender quando recebem castigos
corporais, devem reprimir a sua ira e a sua raiva contra os pais que
os humilharam, que aniquilaram a sua empatia inata e que insultaram
a sua dignidade. Exteriorizarão essa raiva mais tarde, quando
adultos, contra bodes expiatórios e sobretudo contra os seus
próprios filhos. Privados da sua empatia, alguns vão dirigir a sua
raiva contra eles próprios (através de desordens alimentares,
dependência às drogas, depressão, etc) ou contra outros adultos
(através das guerras, do terrorismo, da delinquência, etc).

Perguntas/ respostas :
P : Os pais infligem castigos corporais aos filhos para que estes
obedeçam, sem pensarem duas vezes no assunto. Ninguém, com excepção
de uma pequena minoria, protesta contra este hábito perigoso. Porque
é que este esquema tão evidente (que leva uma vítima enganada a
tornar-se perpetrador) é completamente ignorado pelo mundo inteiro?
Porque é que até os Papas, responsáveis pelo comportamento moral de
milhões de fiéis, nunca os informaram que bater nos filhos é um
crime?

R : Porque quase TODOS nós recebemos castigos corporais e tivemos de
aprender muito cedo que estes actos cruéis são supostamente normais,
inócuos e até bons para nós. Nunca ninguém nos disse que constituíam
um crime contra a humanidade. Esta lição errada, imoral e absurda
foi gravada nos nossos cérebros em desenvolvimento. Isto explica a
cegueira emocional que governa o mundo.

P : Podemos livrar-nos da cegueira emocional que desenvolvemos na
nossa infância ?

R : Podemos, pelo menos até um certo ponto, libertarmo-nos dessa
cegueira se ousarmos vivenciar todas as nossas emoções reprimidas,
inclusive o nosso medo e a nossa raiva proibidas contra os nossos
pais, que muitas vezes nos aterrorizaram nesses longos anos que
deveriam ter sido os mais belos da nossa vida. Não podemos recuperar
esses anos. Podemos sim, ao enfrentar a verdade, transformar a nossa
criança interior cheia de medo e negação num adulto bem informado e
então responsável que pode por fim reconquistar a sua empatia, da
qual foi privado tão cedo. Ao tornarmo-nos adultos responsáveis, não
podemos mais negar o facto seguinte : bater em crianças é um acto
criminoso que deveria ser proibido mundialmente.


Conclusão :

Respeitar e satisfazer as necessidades emocionais das nossas
crianças significa muito mais do que proporcionar-lhes uma infância
feliz : significa permitir aos cérebros dos futuros adultos que
funcionem de modo saudável e racional, isento de perversão e
loucura. Forçar uma criança a aprender que bater-lhe é bom para ela
é a lição mais absurda e mais incoerente, cujas consequências são
muito perigosas. Esta lição, juntamente com o facto da criança
perder o contacto com as suas verdadeiras emoções, constitui as
raízes da violência.

http://www.alice-miller.com/index_fr.php