Sobre o blog:

“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O Mito dos Mamilos de Silicone


Mamilos de silicone, ou protectores para os mamilos feitos de silicone fino, onde o bebe mama, podem ser úteis em poucos casos ( como para as primeiras mamadas de prematuros com peso muito baixo), e não estão indicados para:




• Proteger o mamilo em caso de fissuras dolorosas, podendo até aumentar a dor por fricção, não resolvendo o verdadeiro problema das fissuras que é a pega incorrecta com o mamilo de silicone o bebé não aprende a mamar melhor.

• No caso de mamilos invertidos, só devem de ser usados como ultimo recurso.

As consequências do uso de mamilos de silicone são:

• Sucção ineficaz
• Confusão entre mamilo e tetina
• Pouco aumento de peso do bebe
• Desmame precoce

Por tudo isto os mamilos apenas devem de ser recomendados de forma esporádica e como medida transitória, alertando a mãe para as consequências do seu uso, devendo as mães aconselhar-se com um conselheiro em amamentação (SOS amamentação, LLL, etc.) antes de os usar.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Bebés Pelvicos - quando um bebé não dá a volta

O facto de um bebé não estar cefálico ( de cabeça para baixo ) não é motivo para marcar uma cesariana...

O parto vaginal continua a ser uma opção nos partos de nádegas a termo!

Resultado de um estudo de observação prospectivo na França e Bélgica. (Is planned vaginal delivery for breech presentation at term still an option? Results of an observational prospective survey in France and Belgium Goffinet, et al.,Obstetrics and Gynecology Volume 194, Issue 4 , April 2006, Pages 1002-1011).

Os investigadores compararam resultados entre as cesarianas programadas e os partos vaginais de nádegas planeados em 8.105 mulheres na França e Bélgica.
Conclusão: Das que planearam um parto vaginal, 71% tiveram êxito e não houve diferenças significativas nos resultados entre os partos vaginais e as cesarianas.
Fonte: ICAN - International Cesarean Awareness Network (http://www.ican-online.org/)

mais sobre Bebés Pélvicos
AQUI

Alguns links interessantes sobre o assunto:

http://www.birthinternational.com/articles/andrea13.html

http://www.breechbabies.com/

http://www.icpa4kids.com/webster_technique.htm

http://www.worldchiropracticalliance.org/tcj/2001/aug/aug2001l.htm

http://www.americanpregnancy.org/labornbirth/breechpresentation.html

http://www.e-familynet.com/artigos/articles.php?article=525

http://www.maternidadeativa.com.br/relato05.htmlhttp://parir.blogspot.com/2006/11/meu-beb-est-sentado-e-agora.html

Como virar bebés pélvicos:AQUI

Existem também vários obstetras que realizam uma manobra externa de
inversão do bebé



Por isso NÃO DESISTA DE TER O SEU BEBÉ POR VIA VAGINAL!

Lançamento do livro Pompoar - A arte de amar

A Editora Ariana convida-o para o lançamento do livro





POMPOAR - A ARTE DE AMAR
de Stella Alves que terá lugar no KITSCH LAB no dia 7 de
Novembro (sexta feira) pelas 19.30. A obra será apresentada por
Paula Nabais.
O KITSCH LAB fica situado no Bairro Alto, Rua da Barroca,
nº 15 em Lisboa.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Dia da Mulher Rosa... dia 30 de Outubro

No âmbito das celebrações do Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama, a Associação Ame & Viva a Vida – Associação de Mulheres Mastectomizadas – promove, amanhã 5ª feira, o Dia da Mulher Rosa.

Em Portugal, surgem anualmente cerca de 4.500 novos casos de cancro da mama e morrem aproximadamente 1.500 mulheres com esta doença, o que perfaz uma média de quatro a cinco mortes por dia. O cancro da mama é a segunda causa de morte nas mulheres com idade compreendida entre os 35 e os 55 anos.

De forma a sensibilizar a população para a importância do diagnóstico precoce no tratamento do cancro da mama e para acabar de vez com o estigma associado a esta doença, a Associação Ame & Viva a Vida – Associação de Mulheres Mastectomizadas convida todas as mulheres a unirem-se a esta luta, vestindo, no dia 30 de Outubro, uma peça de roupa cor-de-rosa.


Infelizmente, a “prevenção do cancro da mamã” não é mais que um diagnostico precoce, a promoção da amamentação constitui talvez a única ferramenta que na verdade permitiria diminuir a incidência deste cancro.

Depois de reanalisar os dados de 47 estudos feitos em 30 países, com mais de 50 000 casos de cancro de mama e mais de 90 000 controlos, chegou-se á conclusão de que, só nos países desenvolvidos, poderiam ser evitadas 50 000 novos casos de cancro por ano por cada 12 meses de aumento na duração média da amamentação.
Seria interessante pensarmos nisto neste Dia da Mulher Rosa.


Para saber mais:
Collaborative Group on Hormonal Factors in Breast Cancer. Breast Cancer and Breastfeeding: collaborative reanalysis of individual data from 47 epidemiological studies in 30 countries, including 50302 women with breast cancer and 96973 women without the disease. Lancelet 2002;360:187-95

Bibliografia:
Manual prático do aleitamento materno, Dr. Carlos González

Sonhos na Gravidez

Por Adelise Noal Monteiro*

29 de Junho de 2007

Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado.
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro.
Mas sempre alto.
E dentro de tudo.

Cecília Meireles - As mulheres durante a gestação tornam-se mais suscetíveis a todo tipo de ambiente emocional. Mesmo aquelas que não davam importância à vida onírica, na gravidez, passam a dar mais atenção às paisagens internas e buscam seu significado. Por isso o grande interesse neste tema.

Marie Louise Von Franz, uma das principais colaboradoras de C. G. Jung, há mais de 20 anos iniciou uma pesquisa onde buscou os sonhos de mulheres grávidas em várias partes do mundo (publicado em “Dreams”, edição inglesa). Neste período eu estava grávida e pude também lhe enviar uma seleção de sonhos.

O livro Sonhos e Gravidez de Marion Rauscher Gallbach é outra referência de pesquisa mais recente. Trata-se de uma dissertação de mestrado que observa os sonhos de mulheres na primeira gestação, a estreita passagem de ser filha para ser mãe.

A idéia central nesta abordagem é compreender como se constrói o processo criativo na alma feminina e qual seu suporte adaptativo durante a gestação.
Na visão junguiana, o sonho é um fenômeno natural e espontâneo da psique que funciona de forma independente de intenções da vontade consciente. É produto do inconsciente.

Temos sonhos que nos remetem a memórias do passado, do que foi esquecido, das mensagens subliminares, das emoções reprimidas. São sonhos vindos de uma camada mais superficial do inconsciente, chamada de inconsciente pessoal.

Temos também sonhos que refletem o contato com nossa herança psíquica coletiva e com o potencial de vida futura. Estes sonhos vêm de camadas mais profundas da nossa estrutura psíquica, do chamado inconsciente coletivo.
Segundo Jung, esta camada coletiva é matriz da vida afetivo-emocional.
Por analogia, sua atividade poderia ser comparada ao endométrio que acolhe o óvulo fecundado. O aumento de fluxo sanguíneo e de nutrição que acontece no útero grávido é concomitante ao aumento do fluxo de imagens produzidas pelo inconsciente. Mais “vascularizado” este fluxo emite sinais que encontramos nos sonhos, nos pré-sentimentos, intuições e visões de mulheres grávidas. Sinais estes, especialmente marcantes no primeiro e terceiro trimestre da gravidez, tempo onde a necessidade de segurança emocional é maior. Este é o momento de visibilidade da função auto-regulatória da psique, que age através do material simbólico contido nos sonhos, compensando a vida consciente, devolvendo a confiança e restaurando o equilíbrio psíquico.

A gravidez se caracteriza por uma alteração na identidade da mulher, ela não se reconhece mais - principalmente no caso da primigesta -, ocorre um deslocamento do eixo das atenções, antes voltadas mais para o meio externo. A relação com seu corpo, seu sentido físico, no transcurso dos dias, na contagem das semanas de gestação a convidará a construir uma nova biografia.

A mulher deve estar empenhada em descobrir as adaptações e o amadurecimento psicofísico passo a passo. A gravidez, assim como o parto, é um acontecimento da esfera biopsicossocial e o inconsciente responde a ambos com informações arquetípicas, constelando principalmente o arquétipo materno.

O materno é um aspecto do arquétipo feminino que pode ser desenvolvido com mais intensidade a partir de uma experiência de maternidade. Sob a influência do arquétipo materno, dentro deste casulo, a mulher passa pela transformação de menina a moça, de mulher a mãe. Da condição de ser gerada para geradora. Acessa a fonte criadora que no seu corpo tem como endereço seu útero grávido. A consciência deste aspecto materno traz à sua vida psíquica um acréscimo do elemento Eros - está contido em Eros a capacidade de se relacionar, de estabelecer laços afetivos, e tem seu centro no coração. Coração e útero, dois órgãos que atuam juntos neste processo.

A medicina tradicional chinesa – MTC - explica que o Rim como órgão do sistema Zang Fu cuida e sustenta a gravidez. Os meridianos do Coração e do Rim formam juntos o grande meridiano Yin mais profundo do corpo. A MTC diz também que o coração é o hospedeiro da mente e a emoção relacionada a ele é a alegria.

Visto de todas as formas, a natureza se manifesta exuberante no rico material simbólico e onírico que pode ser explorado, decifrado e traduzido em imagens plásticas. Vivido como uma iniciação feminina, a gravidez pode ser o primeiro olhar que a mulher dá para Si-Mesma, para seu mundo interno, para sua alma, onde encontra o movimento ondulante formador da vida da qual ela participa.

Nas pesquisas citadas inicialmente, foi encontrada uma grande quantidade de sonhos com o elemento água, quase nada do elemento fogo e ar e pouco do elemento terra. Águas doces de rios, cachoeiras, águas salgadas do mar. Grandes travessias oceânicas. Paisagens de ilhas ou de arquipélagos. Chuvas torrenciais, peixes pulando no mar. Nadar no lago. Banhos em piscinas, em banheiras. Todo tipo de purificações pelas águas.

A mulher grávida nos sonhos compartilha do mesmo ambiente da pequena vida contida em seu útero. Sem distinção: quem é a mãe, quem é o filho. É o sonho da mãe ou é o sonho do filho sonhado pela mãe. Um estado de participação mística, uma experiência de conjunção psicofísica entre a mulher grávida e seu bebê intra-útero, de proporção inigualável, que merece nossa atenção.

Temos também os sonhos de cuidado e alimentação de filhotes de animais, ou do seu próprio bebê ou a observação do crescimento de árvores e plantas. Ela pode sonhar com seu parto e antever os futuros acontecimentos. A mulher grávida expressa em sonhos os ciclos de florescimento e crescimento da natureza.

Na minha primeira gravidez tive um episódio de ameaça de parto prematuro com 26 semanas de gestação, precisei fazer repouso. Com este tempo, o feto ainda não é considerado viável, fiquei assustada, mas de súbito, lembrei que dois anos antes de ficar grávida havia tido uma série de sonhos com gravidez e partos prematuros que terminavam sempre bem. Num destes sonhos, eu ganhava um bebê prematuro de 28 semanas, ele passava bem e era um menino. Realmente tive um menino, prematuro de 31 semanas devido a uma pré-eclampsia.

Pré-eclampsia é uma doença da gravidez que se caracteriza por uma perda de proteínas pelo rim, gerando os sintomas de edema generalizado e hipertensão arterial sistêmica. Durante esta mesma gravidez em torno do quinto mês (20 semanas), sonhava que comia vários tipos de refeições com carne. Eu já era vegetariana há muitos anos e nunca tinha tido sonhos desta natureza. Pensei então que meu organismo estava precisando de um acréscimo de proteínas e comecei a comer carne.

Os sonhos anteciparam os cuidados e a atenção que deveria ter, pois seria uma gravidez de alto risco. A memória dos sonhos me deu a tranqüilidade que precisava para ultrapassar o momento crítico e confiar na força criativa da natureza que agia em mim e me ensinava a ter calma, ter paciência, a me entregar sem medo ao desconhecido.

Gravidez, parto e a experiência corporal resultante, providenciam uma oportunidade de medir, explorar e expandir nosso senso e conhecimento de quem somos como seres humanos do sexo feminino. Nossa experiência no mundo patriarcal gerou um gradual desaparecimento do significado do destino biológico da mulher, então nos cabe a tarefa, como mulheres de um novo tempo, encontrar o sentido de nossa maternidade internamente, buscando na fonte natural, um reposicionamento frente à vida, tanto no nível pessoal como no nível da coletividade em que estamos inseridas.

Sou entre flor e nuvem,
Estrela e mar.
Por que havemos de ser unicamente humanos,
Limitados em chorar?
Cecília Meireles

*Adelise Noal Monteiro é médica pediatra e analista junguiana. Integra a ONG Amigas do Parto.

http://www.amigasdoparto.org.br

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O bebé nasceu...O que fazer com a placenta?


recebi este mail muito interesante...

"Ecologia Feminina- Medicina com a Placenta

A placenta é um órgão incrivelmente precioso e completo, sendo também o único órgão “usa e joga fora” que temos. Representa as raízes da criança no terreno da mãe. É feita de dois organismos diferentes e incompatíveis, mas funciona como um único órgão, em completa harmonia. Faz todas as funções de um corpo humano.

é fora de dúvida que permanece uma forma de troca entre placenta e criança mesmo após a expulsão do corpo materno. Tanto é que em outras culturas a placenta é conservada ao lado da criança até a queda do cordão, como sinal de extremo respeito pelos recursos endógenos e pelos tempos da criança, e também na convicção que a placenta continue nutrindo a criança e lhe transmita ainda substâncias preciosas para seu sistema imunológico até estar completamente seca, em seguida poderá ser transformada em remédios (tinturas) que curarão a criança por longos anos e de várias doenças.

Hoje a placenta esta sendo usada como remédio por muitos homeopatas. "

Se quer saber mais....


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Dar uma palmada na altura certa?????

Recebi este mail que me deixou a pensar....

As raízes da violência NÃO são desconhecidas
O cérebro maltratado e as emoções banidas

O que se verifica:

1 – o desenvolvimento do nosso cérebro depende daquilo a que formos
submetidos. O cérebro estrutura-se nos 4 primeiros anos de vida,
conforme as experiências que o meio ambiente proporciona à criança.
Assim, o cérebro de uma criança cuja vivência é essencialmente
imbuída de amor terá um desenvolvimento diferente do cérebro de uma
criança tratada com crueldade.

2 – A maioria das crianças do nosso planeta recebe castigos
corporais nos primeiros anos das suas vidas. Aprendem a violência
logo de início e esta lição fica inscrita no seu cérebro. Nenhuma
criança nasce violenta. A violência NÃO é genética. Existe porque as
crianças que recebem castigos corporais utilizam na sua vida adulta
a lição que os seus cérebros assimilaram.

3 – Como as crianças não se podem defender quando recebem castigos
corporais, devem reprimir a sua ira e a sua raiva contra os pais que
os humilharam, que aniquilaram a sua empatia inata e que insultaram
a sua dignidade. Exteriorizarão essa raiva mais tarde, quando
adultos, contra bodes expiatórios e sobretudo contra os seus
próprios filhos. Privados da sua empatia, alguns vão dirigir a sua
raiva contra eles próprios (através de desordens alimentares,
dependência às drogas, depressão, etc) ou contra outros adultos
(através das guerras, do terrorismo, da delinquência, etc).

Perguntas/ respostas :
P : Os pais infligem castigos corporais aos filhos para que estes
obedeçam, sem pensarem duas vezes no assunto. Ninguém, com excepção
de uma pequena minoria, protesta contra este hábito perigoso. Porque
é que este esquema tão evidente (que leva uma vítima enganada a
tornar-se perpetrador) é completamente ignorado pelo mundo inteiro?
Porque é que até os Papas, responsáveis pelo comportamento moral de
milhões de fiéis, nunca os informaram que bater nos filhos é um
crime?

R : Porque quase TODOS nós recebemos castigos corporais e tivemos de
aprender muito cedo que estes actos cruéis são supostamente normais,
inócuos e até bons para nós. Nunca ninguém nos disse que constituíam
um crime contra a humanidade. Esta lição errada, imoral e absurda
foi gravada nos nossos cérebros em desenvolvimento. Isto explica a
cegueira emocional que governa o mundo.

P : Podemos livrar-nos da cegueira emocional que desenvolvemos na
nossa infância ?

R : Podemos, pelo menos até um certo ponto, libertarmo-nos dessa
cegueira se ousarmos vivenciar todas as nossas emoções reprimidas,
inclusive o nosso medo e a nossa raiva proibidas contra os nossos
pais, que muitas vezes nos aterrorizaram nesses longos anos que
deveriam ter sido os mais belos da nossa vida. Não podemos recuperar
esses anos. Podemos sim, ao enfrentar a verdade, transformar a nossa
criança interior cheia de medo e negação num adulto bem informado e
então responsável que pode por fim reconquistar a sua empatia, da
qual foi privado tão cedo. Ao tornarmo-nos adultos responsáveis, não
podemos mais negar o facto seguinte : bater em crianças é um acto
criminoso que deveria ser proibido mundialmente.


Conclusão :

Respeitar e satisfazer as necessidades emocionais das nossas
crianças significa muito mais do que proporcionar-lhes uma infância
feliz : significa permitir aos cérebros dos futuros adultos que
funcionem de modo saudável e racional, isento de perversão e
loucura. Forçar uma criança a aprender que bater-lhe é bom para ela
é a lição mais absurda e mais incoerente, cujas consequências são
muito perigosas. Esta lição, juntamente com o facto da criança
perder o contacto com as suas verdadeiras emoções, constitui as
raízes da violência.

http://www.alice-miller.com/index_fr.php

domingo, 26 de outubro de 2008

O parto Ideal

É comum as mulheres grávidas idealizarem um parto, o "parto ideal". Todas as mulheres são diferentes, umas querem parir no hospital, outras em casa, com ou sem epidural, com musica, na agua... O importante é que tenham o parto que desejam... isto sim é a verdadeira humanização do parto, isto sim é devolver o protagonismo á mulher.

Estas sugestões vão ajudar a chegar ás suas próprias conclusões a respeito do parto que deseja... no entanto tenha sempre em conta que chegado o momento o instinto diz-nos o que fazer...


Informe-se


A grande maioria das mulheres não estão informadas sobre as vantagens e os inconvenientes das diferentes maneiras de dar á luz e dos procedimentos e rotinas hospitalares. Informe-se, esclareça todas as suas duvidas

Escolha cuidadosamente o lugar onde vai nascer o seu bebé

Se escolher o hospital para o nascimento do seu bebé, não deixe de o visitar, fale com os profissionais que lá trabalham, informe-se sobre as suas praticas e saiba até que ponto são flexíveis para respeitarem as suas opções.

Tente obter a percentagem de cesarianas, de epidurais, de partos instrumentalizados e de episiotomias.

Se está a pensar num parto em casa, converse com várias parteiras que acompanham partos domiciliares, saibam quais os seus procedimentos e esclareça todas as suas duvidas.

Seja qual for a sua escolha, o fundamental é que seja bem pensada sem a pressão extrior de outras pessoas.

A Importância do(s) acompanhante do parto

Em vez de pensar quem gostaria de ver o nascimento do seu filho, pense primeiro quem gostaria que estivesse consigo nesse momento tão intimo e pessoal... as avós e até mesmo o pai de bebé devem de perceber que o importante é a futura mãe sentir-se perfeitamente descontraída... Parir não é um acto social, é um acto mamífero, é fundamental uma grávida em trabalho de parto não se sentir observada.

Contudo, as pessoas que a futura mãe deseja que estejam presentes durante o trabalho de parto, podem ter um efeito benéfico dando segurança e confiança á futura mamã...


Encontre o ambiente adequado

Para a maioria das mulheres, o ambiente adequado é um lugar onde instintivamente se sentem seguras. o hospital pode ser um lugar onde as mulheres se se sentem inseguras, mas para outras a tecnologia pode ter o efeito contrario, tranquilizando-as.
O importante é não sentir medo, para reduzirmos a adrenalina, pois esta hormona pode bloquear o trabalho de parto.

No hospital há pequenos detalhes que podem ajudar a melhorar o ambiente, como baixar as luzes, não colocar a tecnologia á vista ou colocar uma musica agradável



Mexa-se

Se nada impedir uma mulher de se mexer em trabalho de parto, ela adoptará de forma instintiva posições que lhe proporcionam maior alivio á dor.

O mais habitual é ver uma mulher a parir deitada, posição que estreita o canal do parto, ficando o bebé com muito menos espaço para passar, tendo de sair contra a gravidade.

Mobilidade, verticalidade e tempo são as palavras chaves para ter o máximo de possibilidades de ter um parto vaginal.

Resolver assuntos pendentes

Qualquer motivo de desgosto, tristeza ou preocupação são suficientes para uma mulher não se conseguir entregar completamente ao parto.
Assim para evitar bloqueios é bom tratar todos os assuntos pendentes, todos os traumas, todos os medos.

Fazer um plano de parto

O Plano de Parto é um instrumento muito útil para comunicar com os profissionais de saúde.
É um documento elaborado pela mulher/casal com os seus desejos para o nascimento do seu bebé. É uma manifestação escrita da vontade da mulher/casal do seu direito de decidir livremente, e consentir ou não intervenções médicas.


Espero ter ajudado!

sábado, 25 de outubro de 2008

Hospitais privados e seguros de saúde...

«Algumas maternidades privadas estão a transferir para os hospitais públicos as parturientes que precisam de internamentos mais prolongados quando estas ultrapassam os limites dos seus seguros de saúde, situação que a nova regulamentação do sector deverá evitar.

Cada vez mais frequentes por causa dos seguros de saúde - que já comparticipam as despesas de dois milhões de portugueses - os partos nas maternidades privadas correm normalmente sem complicações, embora o risco exista, disse à Lusa o presidente do Colégio de Especialidade Ginecologia/Obstetrícia da Ordem dos Médicos.

Luís Graça, que exerce no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, explicou que 85 a 90 por cento dos casos de ginecologia e obstetrícia são de baixo risco, o que significa que entre 10 a 15 por cento são situações de risco médio e elevado.

São estes últimos casos que podem complicar-se e obrigar a internamentos mais prolongados. O nascimento de prematuros é um exemplo das situações mais complexas, mas também os casos em que a mulher precisa de um acompanhamento.

Segundo Luís Graça, e ao contrário do que algumas instituições privadas dão a entender, nenhuma maternidade privada tem uma unidade de cuidados intensivos neonatais. Como só os hospitais públicos dispõem desta valência, os casos mais complexos que passam pelas instituições privadas e que precisam de cuidados intensivos neonatais são transferidos para as do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Luís Graça não critica estas transferências, que também acontecem entre instituições públicas, nomeadamente de hospitais sem grande resposta técnica e diferenciada para instituições de referência na área, como o Hospital de Santa Maria e a Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, ou o Hospital de São João, no Porto.

O especialista critica antes a "publicidade enganosa" que algumas maternidades privadas fazem, dando a entender que dispõem de todo o tipo de resposta na área de ginecologia e obstetrícia.

"As maternidades privadas deveriam esclarecer devidamente os clientes de que certos casos poderão não ter resposta nestas instituições", acrescentou.

Mas Luís Graça alerta ainda para outro tipo de transferências das maternidades privadas para as públicas e que têm a ver com os seguros de saúde: "Os casos mais complicados precisam de mais dias de internamento, mas quando o limite do seguro é ultrapassado, o hospital privado encaminha o doente para o público que tem de aceitar a parturiente e a criança, pois estas também têm direito ao SNS".

À Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, chegam casos destes, encaminhados por hospitais privados e de parturientes que ultrapassam os limites dos seus seguros de saúde, disse à Lusa o presidente do conselho de administração.

Segundo Jorge Branco, estes casos são conhecidos e cada vez mais frequentes, devido ao crescimento do número de seguros de saúde em Portugal.

Jorge Branco reconhece que, em alguns casos, a transferência ocorre durante o internamento das parturientes e que estas e as suas crianças são sempre recebidas pela instituição.

"Não podemos abandonar as doentes", afirmou, embora defenda que o internamento devia começar e acabar na instituição que acolheu a grávida.

Luís Graça, que trabalhou na proposta de regulamentação das maternidades privadas, sobre a qual a ministra da Saúde deverá em breve pronunciar-se, revelou que a futura legislação deverá evitar estas situações.

A solução passa por impedir que as maternidades privadas recusem os partos com gestação inferior a 32 semanas, os quais em princípio necessitarão de cuidados intensivos neonatais.

Para as instituições sem serviço de urgência, como o Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, em Lisboa, é proposto que os partos só se realizem quando a gestação tiver mais de 34 semanas.

Luís Graça não sabe se as propostas serão acatadas por Ana Jorge, mas acredita que a medida imporá algumas regras num mercado que cada vez mais é vendido à conta de "alguma publicidade enganosa".

A Lusa consultou alguns sites e encontrou instituições que efectivamente garantem respostas a todos os níveis. O Hospital da Luz, em Lisboa, por exemplo, escreve que a sua maternidade tem "capacidade para responder a qualquer situação de parto, bem como para contribuir de uma forma decisiva para a confiança, conforto e bem-estar das suas clientes".

Luís Graça reconhece que as instituições privadas que abriram recentemente em Portugal - como o Hospital da Luz, a Cuf Descobertas ou o Hospital dos Lusíadas, todos em Lisboa - estão tecnologicamente muito bem apetrechadas. Contudo, o especialista alerta: "Nenhum doente é tratado por paredes".

A Lusa contactou o Instituto Português dos Seguros (IPS) e a Associação Portuguesa de Seguradoras (APS), mas nenhuma destas entidades quis pronunciar-se sobre a matéria.

Dados da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) indicam que existem 25 maternidades privadas em Portugal. Dos 100 mil nascimentos anuais, cerca de 20 mil ocorrem em instituições privadas.»

Público

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1346717

Nascer em casa

Tenho de vos confessar que a revista Mãe Ideal não é de todo a minha preferida, mas fiquei surpresa ao encontrar esta reportagem...


"A gravidez, o parto e o nascimento são experiências partilhadas pelas mulheres de todo o Mundo


Há alguns anos, uma mulher recém-chegada de Espanha, com dois filhos pequenos e grávida de cinco meses, veio ao consultório e disse-me: "Quero ter este filho na minha casa, estou acompanhada por um casal de amigos e gostava que estivesse lá para cuidar de qualquer situação imprevista.

De qualquer maneira o parto será assim, mesmo que não aceite estar presente, mas seria mais tranquilizador que pudesse contar consigo". Depois desta primeira entrevista e durante as consultas posteriores fui-me informando da sua história pessoal e familiar, do mundo das suas necessidades, alegrias, receios e desejos, e assim pude compreender melhor a sua decisão.

A firme determinação desta mulher confrontou-me com a minha experiência e treino médico. Propunha-me desistir de um conceito quase sagrado: o parto e o nascimento deixariam de ser um "acontecimento médico". Também me obrigou a enfrentar os meus próprios desejos e batalhas profissionais.

Confrontavam-se assim mal-estares acumulados por uma prática que não me satisfazia, por uma atenção institucional repleta de ritos tecnológicos justificados num melhor cuidado de saúde, e um desempenho profissional carregado de rotinas e normas que parecem impossíveis de ser repensadas e muito menos questionadas.


Uma experiência vital

A gravidez decorreu segundo os cânones do que em obstetrícia se denomina "gravidez de baixo risco", pelo que não havia nenhum motivo para que o parto não decorresse de acordo com os desejos da mãe.

Assim, Ana Maria inicia o seu trabalho de parto na companhia de um casal de amigos e deslumbra-se e deslumbra-nos com uma experiência vital única.

A explosão das suas sensações criou um clima em que os sons, odores, exclamações e gestos fluíam numa harmonia de qualidade inédita para os meus sentidos.

Com a minha atenção vigilante, assisti a um nascimento na posição escolhida pela mulher e com o suporte afectivo dos seus amigos.

Posto o bebé no regaço da sua mamã e em excelentes condições terminou esta maravilhosa cena. Cena que me impulsionou, durante os anos posteriores, a uma aprendizagem da profissão, cuja pedra fundamental é a disposição permanente a escutar a mulher, suas opiniões, desejos e necessidades.

Vinte anos decorreram desde esse episódio e hoje uma vasta experiência permite-nos dar uma nova definição do acontecimento do parto e do nascimento, como um facto essencialmente social e afectivo que sucede no corpo de uma mulher e seu marido.


Um lugar seguro

A partir da década de 40 o internamento hospitalar para o parto foi considerado a forma mais segura para ter um filho. Esta hipótese impõe-se através de argumentos que têm em atenção normas de higiene óptimas e a possibilidade de dispor de uma equipa profissional apta para atender as necessidades do bebé e da mamã.

No entanto, não existe nenhuma evidência que justifique que o parto numa instituição oferece maior segurança para as grávidas de baixo risco.

Mais ainda, existem provas de que a morbilidade (possibilidade de doença) é mais elevada entre as mães e os bebés nascidos dentro do sistema de saúde.

Provavelmente, o mito do risco do parto em casa é sustentado pelo elevado número de nascimentos caseiros que não foram devidamente planificados e que por isso careceram da atenção de profissionais ou pessoas treinadas, situação que certamente implica um risco maior.

Um parto e um nascimento planificados, com uma equipa que dedique a devida atenção e tome as precauções de cuidado apropriado, não representam um risco elevado.

Precisamente, a ausência de toda a rotina médica que altere a natureza espontânea do parto e a ternura do clima gerado pelos pais diminui a possibilidade de problemas inesperados. De todos os modos, o risco sempre se contempla.

Por isso se procura previamente um espaço institucional para o qual possa transferir-se a mamã em caso de necessidade. Não ter em atenção estas medidas tornaria perigosa a decisão de dar à luz em casa.


Regressar ao natural

O movimento alternativo por novas expressões na atenção do parto e do nascimento que incluem o parto domiciliário é uma reacção de muitas mulheres e homens às práticas médico-obstétricas mecanicistas e paternalistas que se desenvolveram desde os inícios do século pas-sado.

A procura de "o natural" não é uma moda, é uma escolha. É uma maneira mais autêntica e profunda de ligar-se com a vida que impele um casal a recusar a "medicalização" do parto que supõe a imposição de rotinas desnecessárias, e convida a mulher a dispor do seu corpo segundo indiquem as suas próprias sensações e a dar à luz esse filho na posição desejada: sentada, de cócoras, na água, de joelhos.

Tudo isto é absolutamente possível em qualquer espaço mesmo numa maternidade ou num hospital para aqueles casais que não renunciam às suas aspirações de sentir-se protagonistas plenos deste acontecimento único.

O parto em casa ressurge na nossa sociedade como uma reacção às experiências de muitos nascimentos institucionais, que embora efectuados de acordo com as normas de atenção da saúde, descuidam as medidas de prevenção psicológicas, sociais e biológicas.

Nesse contexto, realizam-se internamentos e intervenções muitas vezes inadequados para a atenção e cuidado da maternidade e do parto, seguindo modelos de condução médica mas descuidando os aspectos afectivos das mães e dos seus filhos.

Uma investigação profunda revelaria, como o demonstra a nossa experiência, o valor que tem a influência do ambiente no momento do nascimento para o saudável desenvolvimento do bebé.


Uma tendência crescente

Em vários países, incluindo o nosso, observa-se uma proporção crescente de partos que têm lugar em casa, e alguns estudos científicos sugerem que entre 10 e 14% das mulheres escolheria esta opção se lhes fosse dada a oportunidade.

Reino Unido e Holanda são dois dos países que estão à cabeça desta lista. Desde há séculos que se regista nas mulheres holandesas uma marcada decisão por um parto natural.

Mais de um terço dos nascimentos acontecem em casa, e o parto considera-se um acto normal, que não exige intervenções médicas salvo no caso de situações de risco declarado.

A conclusão das investigações é que para as mulheres com gravidezes de baixo risco o parto em casa é uma decisão segura que tem resultados tão fiáveis como os que estabelece a comunidade médica.

Tenhamos em atenção que a Holanda é um dos países com uma das taxas mais baixas de mortalidade perinatal no mundo.

Apesar dos fortes argumentos contra o parto em casa por parte do sistema predominante, um número cada vez maior de mulheres pede a atenção em casa.

Vale a pena considerar que num parto domiciliário o baixo nível de participação médica contrapõe-se com as intervenções desnecessárias que podem realizar-se nas instituições, que criam pseudo-problemas e finalmente terminam incrementando o número de cesarianas.

Neste sentido, o ambiente caseiro promove partos muito menos problemáticos. A nossa resposta ao desejo das mulheres é oferecer a possibilidade do parto em casa a quem o desejar.

É um direito escolher como, onde e com quem estar acompanhado no momento de ter um filho.


Por um parto mais humano

As mulheres que procuram o ambiente do lar para ter o seu filho costumam ter uma grande determinação na sua decisão.

Estão dispostas a atender a influência da sua própria natureza e confiam mais nos seus mecanismos intuitivos do que nas advertências ou recomendações do obstetra.

Reclamam por uma maior intimidade que aquela que lhes oferece o meio institucional. Sentem-se menos ansiosas pelo parto e mais confiantes em si mesmas.

Em casa não há induções nem conduções do parto, e tão pouco analgesias medicamentosas. Os partos decorrem de joelhos, sentadas, de cócoras, de gatas ou em pé.

Movimentos, massagens, imersão na água, assim como liberdade para escolher a posição desejada, são os recursos utilizados para aliviar a dor.

As mulheres que desejam dar à luz em casa são um grupo minoritário da população feminina, mas é um grupo numeroso aquele que se aproxima à procura de alternativas que humanizem o parto e o nascimento, mesmo no âmbito de uma instituição.

O debate sobre a livre escolha começou, e o aspecto mais significativo é o lugar onde decorre o parto: em casa ou numa instituição.


O direito a escolher

Planear um parto em casa implica uma atitude prévia e particular em relação à saúde, estilo de vida, considerações sobre a gravidez e a criança, responsabilidade, compromisso e independência.

Mas o parto em casa deve ser sempre assistido por uma equipa profissional organizada para esse propósito, que deve estar altamente comprometida com as necessidades afectivas e emocionais dos pais e que, ao mesmo tempo entenda que o protagonismo do parto e do nascimento é da família e não da equipa médica.

A nossa atitude face ao desejo dos casais é dar-lhes a liberdade para que eles façam o que sentem necessidade de fazer, no local que entenderem: em casa ou na instituição.

É uma proposta de liberdade onde cada um se liga consigo próprio e tem acesso ao que acredita que vai ser melhor e mais seguro para si. O que fica claro é que estaremos lá, para ajudar onde for necessário.

Algumas das razões pelas quais uma mamã escolhe ter o seu filho em casa, são:

Evitar intervenções desnecessárias.
Estar num cenário familiar para sentir-se mais descontraída e com a sensação de um maior controlo.
Receio ao dispositivo hospitalar.
Ter a possibilidade de estar acompanhada numa situação de afecto e respeito.
Experiências anteriores próprias ou alheias.
Descoberta desta alternativa através de revistas ou livros que propõem o melhoramento da qualidade de vida.
Muitas das mulheres dos quatro primeiros grupos justificam estes motivos devido a ter vivido experiências anteriores de mau trato e abandono durante a atenção hospitalar.


As razões pelas quais uma mamã escolhe o internamento, são:

Segurança.
Desconhecimento de outras opções.
Acatamento de um sistema para o qual é importante que o médico se sinta à vontade para desenvolver a sua tarefa. "

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Cursos de Amamentação




Em Setúbal e Santa Marta do Pinhal.

CÍRCULO DE LUAS

Se eu morasse em Faro, não faltava....

"Uma vez por mês nos encontramos para partilhar e aprender, respeitando a unicidade de cada uma de nós.

Uma rede que nos permita transitar pela experiência da Vida Feminina e da maternidade desde a nossa Natureza.

Um momento para ver-nos reflectidas e sentir que afinal, fazemos todas parte de uma só essência.

Uma maneira para acordar as tradições esquecidas,
as rodas de mulheres, e porque não, a transmissão de geração em geração.

...à volta do cházinho e mil sensações no ar...

esse espaço é o CÍRCULO DE LUAS!! "

Facilitadora:
Rita de Sousa – Mãe, Doula, Inst. de Yoga Integral e Terapeuta Ocupacional
Criadora do Projecto Nascer em Liberdade

Mais informações: ritayoga@gmail.com 91 470 6942 ou 92 604 655 7

Local: Faro

Nasceu o Miguel

O quarto minguante trouxe-nos um presente....






Na madrugada de 4ª feira nasceu o Miguel....


Quando uma mulher é deixada em Paz para parir, quando são respeitados todos os seus desejos, os bebés nascem assim...







Tranquilos...


Obrigado F. e J. por terem partilhado comigo um momento tão especial das vossas vidas.



quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Encontro sobre amamentação


O encontro está aberto a todas as pessoas (homens, mulheres (grávidas ou não), mães, avós e avôs, tios e tias e quem mais quiser...) que se interessam pelo assunto (aleitamento materno).

As reuniões da LLL destinam-se a troca de experiências entre mães, tenta-se esclarecer as dúvidas existentes e fornecer informação actual e baseada em evidências cientificas.

Data: sábado, 25.10.2008 das 10.30 até aprox. as 12h (o cumprimento do horário e a pontualidade mostram o respeito que temos uns pelos outros :))
Local: Alcabideche, Cascais (indicações mais detalhadas por email)

Peço para confirmarem a vossa presença.

Quem quiser pode trazer algo (de preferência saudável p.ex. 1 peça de fruta :)) para beber ou comer.

Nos encontros, ou contactando as moderadoras, podem se tornar membros da LLL(20 Euros com direito a uma publicação trimestral em inglês ou espanhol) e assim apoiar essa causa.

Divulguem ao máximo.... ;)

Um abraço,
Natália Fialho
Moderadora da LLL
Telm: 960047000

www.llli.org

http://www.llli.org/Portugal.html


Eu Vou!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Riscos do Leite Artificial

* Interfere na relação mãe-filho
* Episódios mais frequentes de diarreia e infecções respiratórias
* Maior frequência de desnutrição e de carência em micro-nutrientes
* Maior frequência de doenças cardiovasculares
* Maior frequência de diabetes e de tumores
* Menor desenvolvimento cognitivo
* Menor espaçamento entre gravidezes
* Maior incidência de depressão pós-parto
* Maior incidência de tumores maternos
* O leite em pó não é um produto estéril, ao contrário dos leites artificiais líquidos
* O leite em pó pode ser contaminado a nível industrial no processo de produção com bactérias patogénicas (até 14% de amostras testadas).


dá que pensar....

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

MITOS FALSOS SOBRE O ALEITAMENTO MATERNO

Por todo o mundo existem ideias, concepções ou certezas acerca da fase da amamentação. Umas apoiam as mães, dignificam-nas na sua ocupação, outras dificultam o desenvolvimento da amamentação ou interrompem precocemente e no final afectam a saúde e o desenvolvimento sadio dos bebés, uma vez que enchem de incertezas as mães. Escolhemos alguns mitos para comentar, de forma a tranquilizar as famílias.

Mito 1: Amamentar frequentemente reduz a produção de leite, produz um reflexo de ejecção débil e o fracasso da amamentação.
Realidade: A quantidade de leite que uma mãe produz chega a seu ponto óptimo quando é permitido à criança sadia mamar tantas vezes quanto necessite. O reflexo de ejecção de leite opera mais fortemente em presença de um bom fornecimento de leite que normalmente ocorre quando se pratica uma amamentação a pedido, isto é, sem impor horários.

Mito 2: Uma mãe necessita amamentar somente de quatro a seis vezes em cada 24 horas para manter uma boa quantidade de leite.
Realidade: Estudos científicos mostram que quando uma mãe amamenta frequentemente desde que a criança nasce, com uma média de 9,9 vezes em cada 24 horas durante os primeiros quinze dias, a sua produção de leite é maior, a criança ganha mais peso e a mãe amamentará por um período mais longo. A produção de leite tem sido demonstrada estar relacionada com a frequência das mamadas. A quantidade de leite começa a diminuir quando as mamadas são pouco frequentes ou restringidas. Não se deve esquecer que muitos bebés recém-nascidos mamam cada hora e meia ou cada duas horas, o que é normal e frequente.

Mito 3: As crianças obtêm todo o leite que necessitam durante os primeiros cinco a dez minutos de mamada.
Realidade: Ainda que muitos bebés maiores possam receber a maior parte de seu leite nos primeiros cinco a dez minutos da mamada, isto não é regra geral a todas as crianças. Os recém-nascidos, que apenas estão a aprender a amar, nem sempre são eficientes ao peito e geralmente necessitam de muito mais tempo para mamar. Poder mamar também depende do reflexo de descida do leite materno. Ainda que para muitas mães a descida do leite é quase imediata, para outras não. Em algumas mulheres, a descida de leite é escalonada, ocorre várias vezes durante uma só mamada. Em lugar de adivinhar, é melhor permitir que a criança mame até que mostre sinais de satisfação, tais como soltar o mamilo ou ter os braços e as mãos relaxadas.

Mito 4: As mães que amamentam devem espaçar as mamadas para que possam encher as mamas.
Realidade: Cada par mãe/filho é único e diferente. O corpo de uma mãe que amamenta está sempre a produzir leite. As suas mamas funcionam em parte como depósitos de reserva, alguns com maior capacidade que outros. Quanto mais vazia está a mama, mais rápido o corpo trabalhará para reabastecê-la. Quanto mais cheia está a mama, mais lenta será a produção de leite. Se uma mãe espera sistematicamente que suas mamas encham antes de amamentar, seu corpo pode receber a mensagem de que está a produzir leite em demasia e, por isso reduz a sua produção.

Mito 5: Na oitava semana de nascimento a criança necessita apenas de seis a oito mamadas; aos três meses requer apenas de cinco a seis mamadas; e aos seis meses, não mais do que quatro a cinco mamadas ao dia.
Realidade: A frequência das mamadas varia de acordo com vários factores: a produção de leite da mãe e sua capacidade de armazenamento (as mães com mamas maiores em geral têm maior capacidade de armazenamento), assim como as necessidades de crescimento da criança. Os dias em que se produzem picos de crescimento (dias de maior frequência) ou a criança está doente, os padrões de mamada dos bebés podem mudar temporariamente. É importante ter em conta que o consumo calórico da criança aumenta ao final da mamada, assim impor limites arbitrários sobre a frequência ou duração das mamadas podem levar a um consumo muito baixo de calorias por parte da criança.

Mito 6: É a quantidade de leite que o bebé consome, que determina quanto tempo uma criança aguenta entre as mamadas, independentemente se é leite materno ou de fórmula.
Realidade: Os bebés amamentados esvaziam o estômago mais rapidamente que os alimentados com biberão: aproximadamente uma hora e meia em vez de até quatro horas. Isto se deve ao tamanho muito menor das moléculas de proteínas que formam parte do leite materno, que são digeridas com maior rapidez. Ainda que a quantidade de leite consumido seja um dos factores que determina a frequência das mamadas, o tipo de leite é de igual importância. Estudos antropológicos dos leites produzidos pelos diversos tipos de mamíferos confirmam que os bebés humanos estão preparados para receber alimento com frequência e que assim tem sido feito através da história.

Mito 7: Nunca desperte o bebé que dorme.
Realidade: Ainda que seja verdade que a maioria dos bebés mostram quando tem fome, é possível que os recémnascidos não acordem tão frequentemente quanto necessitem, por isso é necessário despertá-los para que mamem pelo menos oito vezes em cada 24 horas. Talvez não acordem por causa dos medicamentos que a mãe recebeu durante o parto, por icterícia, trauma, uso de chupeta, medicamentos maternos ou comportamento introvertido por parte dos bebés quando têm que esperar quando dão sinais de fome. Além do mais, as mães que querem aproveitar a infertilidade natural que produz a amenorreia durante a amamentação comprovam que o regresso da menstruação demora mais quando a criança continua a mamar de noite.

Mito 8: O metabolismo do bebé está desorganizado ao nascer e requer que se imponha uma rotina ou horário para ajudar a resolver esta desorganização.
Realidade: Os bebés nascem programados para mamar, dormir e ter períodos de vigília. Não é um comportamento desorganizado, mas um reflexo das necessidades únicas de cada recém-nascido. Com o decorrer do tempo os bebés adaptam-se gradualmente ao ritmo de vida do seu novo ambiente sem precisar de treino nem ajuda.

Mito 9: As mães que amamentam devem oferecer sempre ambas as mamas em cada mamada.
Realidade: É muito mais importante deixar que o bebé termine de mamar no primeiro lado antes de oferecer o segundo, ainda que isto signifique que recuse o segundo lado durante essa mamada. O último leite (que contém mais calorias) obtém-se gradualmente conforme a mama vai esvaziando. Ocorre que ao trocar-se de lado prematuramente, o bebé mamará apenas o primeiro leite, mais baixo em calorias, em vez de obter o equilíbrio natural entre o primeiro e segundo leite. Como resultado, o bebé não se satisfará e perderá peso, e provavelmente terá cólicas. Apenas durante as primeiras semanas, muitas mães oferecem ambas as mamas em cada mamada para ajudar a estabelecer o fornecimento de leite.

Mito 10: Se um bebé não aumenta bem de peso, é porque o leite de sua mãe é de baixa qualidade.
Realidade: Os estudos mostram que mesmo as mulheres desnutridas são capazes de produzir leite de suficiente qualidade e quantidade para suprir as necessidades de crescimento do bebé. Na maioria dos casos, o pouco peso deve-se ao consumo insuficiente de leite materno devido a horários restritos, a uma inadequada sucção ou a um problema orgânico do bebé.

Mito 11: Quando uma mulher tem pouco leite, geralmente é devido ao stress, a fadiga ou ao baixo consumo de alimentos e de líquidos.
Realidade: As causas mais comuns de pouco leite são: mamadas pouco frequentes e/ou problemas com a pega e postura do bebé ao mamar. Ambos os problemas são devido em geral à informação incorreta que recebe a mãe que amamenta. Os problemas de sucção do bebé também podem afectar de forma negativa a quantidade de leite que a mãe produz. O stress, a fadiga ou a má nutrição raramente são causas de baixa produção de leite, já que o corpo humano desenvolveu mecanismos de sobrevivência para proteger o lactente em tempos de fome extrema.

Mito 12: Uma mãe deve tomar leite para produzir leite.
Realidade: Uma dieta saudável e balanceada que contenha verduras, frutas, cereais e proteínas é tudo o que uma mãe necessita para nutrir-se adequadamente e produzir leite. O cálcio pode ser obtido de uma grande variedade de fontes não relacionadas com lácteos, como os legumes, sementes, frutas secas e pescados como sardinha e salmão com espinha. Nenhum outro mamífero toma leite para produzir leite.

Mito 13: Sugar sem o propósito de alimentar-se (sucção não nutritiva) não tem objectivo.
Realidade: As mães com experiência em amamentação aprendem que os padrões de sucção e as necessidades de cada bebé variam. Ainda que as necessidades de sucção de alguns bebés sejam satisfeitas primordialmente quando mamam, outros bebés requerem mais sucção ao peito, mesmo quando tenham acabado de mamar a alguns minutos. Muitos bebés também mamam quando têm medo, quando se sentem sós ou quando sentem alguma dor.

Mito 14: As mães não devem ser a chupeta de seu filho.
Realidade: Consolar e suprir as necessidades de sucção ao peito é o que preparou a natureza para mães e filhos. As chupetas são um substituto da mãe quando ela não está. Outras razões para oferecer a mama para acalmar o bebé incluem um melhor desenvolvimento oral e facial, o prolongamento da amenorreia, evitar a confusão de sucção e estimular uma produção adequada de leite que assegure um índice mais elevado de êxito da amamentação. Além disso, um bebé tranquilo que encontra consolo em sua mãe, terá um desenvolvimento emocional fortalecido.

Mito 15: A confusão bico artificial-mamilo não existe.
Realidade: A alimentação ao peito e a alimentação por biberão requerem diferentes técnicas orais e motrizes. Como resultado, alguns bebés desenvolvem a confusão de sucção e usam técnicas não adequadas para mamar na mama quando lhe são oferecidos biberão e mama. Isto faz com que não sejam eficientes a mamar e por vezes causam fissuras nos mamilos.

Mito 16: A amamentação frequente pode dar lugar à depressão pós-parto.
Realidade: Acredita-se que a causa da depressão pós-parto sejam as alterações hormonais que se surgem depois do nascimento do bebé e que podem acentuar-se pela fadiga e pela falta de apoio. Entretanto, ocorre em mulheres que tenham apresentado problemas anteriores a gravidez. Por outro lado, sabe-se que as mulheres que amamentam apresentam com menos frequência depressão pós-parto.

Mito 17: Amamentar o bebé a livre pedido não facilita o vínculo materno.
Realidade: Responder de forma sensível e rápida aos sinais do bebé une a mãe ao seu filho, de tal maneira que eles se sincronizam, criando assim um vínculo maior. Paralelamente, um bebé que não chora porque é atendido prontamente, não gera situações de stress familiar devido ao seu pranto.

Mito 18: As mães que mimam muito seus filhos e os levam muito nos braços, os deixam mal acostumados.
Realidade: Os bebés que são levados nos braços frequentemente choram menos horas ao dia e mostram maiores traços de segurança ao crescer. Os bebés necessitam da segurança dos braços de sua mãe mais do que imaginamos.

Mito 19: É importante que os demais membros da família alimentem o bebé para que também eles desenvolvam um vínculo.
Realidade: Alimentar o bebé não é a única forma com que os demais membros da família podem aproximar-se do bebé. Pegar, acariciar, dar banho e brincar com o bebé são muito importantes para o seu crescimento e desenvolvimento, assim como para o vínculo com os demais.

Mito 20: O facto de que seja o bebé quem dirige a sua alimentação (com a amamentação a livre pedido) tem um efeito negativo sobre a relação do casal.
Realidade: Os pais maturos dão-se conta de que as necessidades do recém-nascido são muito intensas, mas também, que diminuem com o tempo. De facto, o trabalho em equipe que se realiza ao cuidar de um recém-nascido pode unir o casal quando ambos aprendem a ser pais juntos.

Mito 21: Alguns bebés são alérgicos ao leite materno.
Realidade: O leite materno é a substância mais natural e fisiológica que o bebé pode ingerir. Se o bebé mostra sinais de sensibilidade relacionados com a alimentação, em geral deve-se a alguma proteína alheia (dieta da mãe) que conseguiu entrar no leite materno, e não ao leite materno em si. Isto soluciona-se facilmente eliminando o alimento ofensivo da dieta materna durante um tempo.

Mito 22: A amamentação muito frequente causa obesidade no bebé quando ele cresce.
Realidade: Estudos científicos mostram que os bebés amamentados autocontrolam os seus padrões alimentares e a quantidade que ingerem, já que tendem a consumir a quantidade de leite adequada para seu próprio organismo. É a alimentação com leite artifical e a introdução precoce de alimentos complementares a causa dos que se vêem afectados de obesidade ao crescer, não o aleitamento natural.

Mito 23: Dar de mamar quando o bebé está deitado causa infecções de ouvido.
Realidade: Por ser o leite materno um fluido vivo e cheio de anticorpos e imunoglobulinas, o bebé que mama tem menor probabilidade de desenvolver infecções de ouvido, independentemente da postura que utilize. Quando a mãe amamenta sentada, o bebé também está na posição horizontal em seus braços. Além do mais, a disposição dos músculos no momento de sugar fecha a comunicação com o ouvido.

Mito 24: A amamentação prolongada por mais de 12 meses fica sem valor, já que a qualidade do leite materno começa a diminuir a partir dos seis meses de vida.
Realidade: A composição do leite materno muda de acordo com as necessidades do bebé conforme este cresce. Mesmo quando o bebé já é capaz de receber outro tipo de alimento, o leite materno é a sua fonte primordial de nutrição durante os primeiros doze meses. Converte-se em complemento dos alimentos ao segundo ano de vida. Além disso, o sistema imunológico do bebé demora entre dois e seis anos para se completar. O leite materno continua a complementar e a ajuda o sistema imune enquanto o bebé mamar. Investigações recentes nos mostram que o leite materno é mais rico em gordura e energia depois de um ano de amamentação: contém quase 12% mais calorias que o leite de uma mãe de um recém-nascido. Ocorre da mesma maneira com os factores protectores.

Fonte: Liga La Leche

domingo, 19 de outubro de 2008

Amamentação a La Carte

Amamentação em intervalos pré-determinados é um mito. Houve um tempo em que se pensava que bebês deveriam mamar a cada 3 horas, ou a cada 4 horas e por exatamente 10 minutos de cada lado! Você já se perguntou o porquê de 10 minutos e não 9 ou 11?

Claro, adultos nunca comem por "10 minutos em cada prato a cada 4 horas". Quanto tempo a gente leva para terminar o prato? Isso depende do quão rápido a gente come. É o mesmo com bebês. Se eles mamam rápido, podem gastar menos que 10 minutos, mas se mamam devargar, podem gastar bem mais.

O adultos comem em horários pré-determinados somente porque as obrigações de trabalho forçam-nos a organizar suas refeições desta forma. Normalmente, nos dias de folga, a rotina usual é mudada sem qualquer dano à saúde. Contudo, ainda existem pessoas que acreditam que os bebês precisam ser acostumados a mamadas de horário e fazem referências vagas à disciplina ou boa digestão.

Para um adulto, a comida pode esperar. Nosso metabolismo permite que esperemos por uma refeição e a comida é exatamente a mesma agora ou daqui a uma hora. Mas seu bebê não pode esperar. Sua fome é urgente e a comida dele muda se a refeição se atrasa. O leite humano não é um alimento morto, mas uma matéria viva em constante processo de mudança. A quantidade de gordura no leite aumenta à medida em que a amamentação progride. O leite do início da mamada tem baixo conteúdo gorduroso e o leite do final é altamente rico em gordura; chegando a ser 5 vezes mais gordo.
média de gordura em qualquer mamada depende de quatro fatores:
1. Intervalo da mamada anterior (quanto maior o intevalo, menor a quantidade de gordura);
2. Concentração de gordura no final da mamada anterior;
3. Quantidade de leite ingerido na última mamada;
4. Quantidade de leite ingerido nesta mamada.

Quando a criança mama os dois seios, ela raramente esvazia o segundo seio. Para simplificar, basta dizer que ela toma 2/3 de leite desnatado e 1/3 de creme de leite. Contudo, a criança que mama somente um seio por mamada toma ½ leite desnatado e ½ creme de leite. Se ela toma um leite menos gordo (menos calórico), ela pode aceitar grandes volumes e consumir mais proteínas. Então o bebê que mama 50 ml de cada seio não mama o mesmo que um que toma 100 ml de um seio só; e a dieta do bebê que toma 80 ml a cada 2 horas é totalmente diferente da dieta do bebê que toma 160 ml a cada 4 horas.

Os fatores que controlam a composição do leite ainda estão sendo estudados e ainda não se sabe muita coisa. Por exemplo, sabe-se que um dos seios geralmente produz mais leite, com maior concentração de proteínas que o outro. Talvez seja só coincidência ou talvez seu filho decida isso, dando preferência a um seio em relação ao outro, escolhendo uma refeição com mais ou com menos calorias.

E você pensou que seu bebê mamasse sempre o mesmo leite? Você pensava que era entediante passar meses e meses tomando somente leite? Isso não é verdade com o leite materno. Seu bebê tem à disposição dele um grande cardápio para escolher, desde sopa leve a uma sobremesa bem cremosa. Uma vez que o seio não fala (nem pode entender o bebê, o bebê faz seu pedido de 3 formas:

1. Pelo tanto de leite que ele toma a cada mamada (mamando por um longo ou curto tempo e com mais ou menos intensidade) ;
2. Pelo intervalo entre uma mamada e outra;
3. Mamando um ou os dois seios.

O que seu bebê faz quando mama para obter exatamente o que ele precisa de um dia para o outro é uma obra de engenharia. O bebê tem total e perfeito controle da sua dieta, desde que ele possa mudar as variáveis de acordo com seu desejo. É isso que a livre demanda significa: deixar o bebê decidir quando ele quer mamar, por quanto tempo ele vai ficar no seio e se ele quer mamar um ou os dois seios.

Quando o bebê não tem o direito de controlar um dos mecanismos, na maioria das vezes ele tenta mudar uma ou outra variável. Num experimento, alguns bebês foram colocados para mamar somente em um seio por mamada, durante uma semana e nos dois seios na semana seguinte (a ordem foi variável). Em teoria, os bebês teriam ingerido muito mais gordura nos dias em que mamaram somente de um lado do que quando mamaram nos dois seios. Contudo, os bebês espontaneamente modificaram a freqüência e a duração das mamadas e foram capazes de ingerir quantidades similares de gordura (mas volumes diferentes de leite).

Se o bebê não tem a chance de modificar a freqüência ou duração das mamadas e ele não tem a oportunidade de decidir se quer mamar de um lado ou dos dois, ele fica perdido. Ele não consegue tomar a quantidade de leite de que precisa, mas acaba tomando o que lhe é oferecido. Se a sua dieta está muito longe das necessidades reais do bebê, ele terá problemas em ganhar apropriadamente ou passará o dia faminto e irritado. É por isso que amamentação em horários pré-estabelecidos raramente funciona e quanto mais rígido for o esquema, mais catastrófico é o resultado. Os bebês precisam mamar irregularmente, somente assim eles têm uma dieta balanceada.

Desde o primeiro dia, embora pareça que ela está tomando somente leite, a criança está escolhendo sua dieta a partir de uma gama de opções e ela sempre escolhe sabiamente, tanto na qualidade, quanto na quantidade.

Do livro “My Child Won't Eat”, ou em espanhol “Mi Niño no me Come” do pediatra Carlos González.

sábado, 18 de outubro de 2008

Meditação para grávidas


Quando se esta grávida um turbilhão de dúvidas, alegrias e preocupações podem passar-lhe pela cabeça. Mais ainda quando a hora do parto está próxima.
Medos, ansiedades, dúvidas, o cansaço, o desconhecido, tudo isso faz parte de um processo de desenvolvimento que ao longo de 40 semanas provoca na Mulher diferentes sentimentos e a dificuldade de gerir emoções.



Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que a meditação pode ajudar as grávidas a reduzir o nível de ansiedade e stress muito comuns nessa fase.

Os pesquisadores analisaram 169 grávidas. Dessas, 30 foram estudadas durante o segundo e terceiro trimestre de gestação. Foram divididas em dois grupos. O primeiro grupo praticou a meditação e o outro, não.
O resultado mostrou que as futuras mães que não meditaram ficaram mais preocupadas e ansiosas durante a gravidez. No aspecto físico, quem praticou meditação também tive vantagens em relação ao outro grupo: diminuiu a tensão muscular.

De acordo com Roberto Cardoso, autor do estudo e ginecologista e obstetra da Unifesp, a importância da meditação é maior no começo e no fim da gestação, porque é o período em que a mulher fica mais ansiosa. “Essa prática é óptima para as gestantes. Como alguns remédios devem ser evitados nessa fase, a meditação faz esse papel, controlando o stress e deixando-as mais calmas na hora do parto”, diz.

O que é a meditação com visualização criativa do parto?

A meditação é uma actividade da consciência mental. A prática envolve uma parte do consciente, observando, analisando e lidando com o resto da mente. A meditação pode acontecer de várias maneiras, como a concentração num objecto, a tentativa de compreensão de algum problema pessoal etc. O objectivo final é despertar um nível subtil de consciência e usa-lo para descobrir a realidade.
A visualização criativa do parto é a arte de utilizar imagens mentais do trabalho de parto e parto, e afirmações para produzir mudanças positivas na sua vida.

Locais onde tenho o prazer de conduzir a meditação para grávidas:

Barrigas&Bébes em Odivelas
Casa Semente em Lisboa perto da Av. da Igreja
Akasha entre o Príncipe Real e Sª Bento
Espaço Zen Terapias - Malveira

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Mas eu estou grávida, será que posso ser vegetariana?

As mulheres veganas são geralmente mais saudáveis do que as omnívoras, estando assim melhor preparadas para gravidezes fáceis, seguras e sem problemas. Um estudo efectuado numa vasta comunidade vegana no Tennessee (E.U.A.) — The Farm — demonstrou que só uma em cada 100 mulheres grávidas deu à luz através de cesariana e, em 20 anos, houve apenas um caso de hipertensão provocada pela gravidez, condição que ocorre em pelo menos 10% de todas as gravidezes do Reino Unido.


O embrião e o feto necessitam de energia para desenvolver-se no ventre da mãe. Esta energia é conseguida através do equilíbrio da alimentação materna. Muitas dúvidas persistem sobre a eficácia da alimentação vegetariana durante a gravidez – a suficiência de cálcio, proteínas, ácido fólico e de ferro na alimentação vegetariana de uma grávida suscita dúvidas frequentes neste estado tão delicado que é a gravidez.

É importante ter consciência da relação entre a condição nutricional da mulher grávida vegetariana e o desenvolvimento do feto, pois há muito tempo que se sabe que a subnutrição da mulher grávida afecta negativamente as reservas nutricionais no seu organismo, o que implica o subdesenvolvimento do feto. Durante a gravidez, todas as necessidades nutricionais aumentam. No entanto, em termos calóricos, uma grávida precisa apenas de mais 300 quilocalorias (Kcal) extra (em relação à sua dieta anterior ao estado de gravidez) para satisfazer as suas necessidades energéticas. Durante esta fase, é importante escolher alimentos nutritivos que forneçam boas quantidades de fibras, minerais, vitaminas e proteínas, mas que, simultaneamente, apresentem baixas quantidades de gorduras e açúcares. As dietas vegetarianas baseiam-se na selecção de alimentos com as características acima referidas, apresentando-se como uma opção saudável também para esta fase da vida da mulher. O facto de estar grávida vai exigir um grande esforço ao corpo da mulher; no entanto, uma dieta vegetariana variada e equilibrada em nada prejudica a saúde da mulher grávida ou do feto. A maioria das mulheres vegetarianas grávidas apresenta ganhos de massa corporal dentro dos padrões considerados normais. Também os seus bebés apresentam massas corporais semelhantes a bebés de mulheres com dietas omnívoras. No entanto, mulheres vegetarianas em período de gravidez devem estar atentas ao consumo de alguns nutrientes que são necessários em maiores quantidades nesta fase, nomeadamente:


Proteína

É necessária durante toda a gravidez, contribuindo para um rápido crescimento do feto e da placenta. Contudo, as suas necessidades diárias para uma grávida vegetariana serão apenas um pouco mais elevadas do que as de uma vegetariana não grávida, sendo, por isso, bastante fácil aumentar a quantidade consumida diariamente, através do aumento do consumo de produtos de origem vegetal fornecedores de proteína, como as leguminosas, o leite de soja, o tofu, o tempeh ou o seitan.


Ferro

As necessidades de ferro durante a gravidez aumentam bastante, não só devido ao aumento do volume sanguíneo materno, como também devido à formação do novo sangue do feto. Apesar de todos os processos fisiológicos que ocorrem e minimizam as perdas de ferro – como a inibição da menstruação e o aumento da absorção de ferro a nível intestinal –, as dietas vegetarianas para grávidas têm que ser bastante ricas neste nutriente. A escolha de alimentos como lentilhas, feijão, grão, legumes folhosos verdes e tofu, conjugados com boas fontes de vitamina C, como o sumo de laranja natural, levam a um aumento na biodisponibilidade do ferro, sendo, por isso, melhor absorvidos pelo organismo. Não são frequentes casos de anemia em mulheres vegetarianas grávidas, pois a alimentação que têm, geralmente, fornece a dose diária recomendada de ferro. Ainda assim, é aconselhável fazer análises referentes a possíveis deficiências de ferro, para ter a certeza de que está tudo bem.


Cálcio

O cálcio é necessário para a formação dos dentes e do tecido ósseo no feto. Ao contrário do que se pensava antigamente acerca da possibilidade de ocorrer perda de tecido ósseo materno a favor da formação do feto, algumas pesquisas vieram a demonstrar que, durante a gravidez, a absorção do cálcio está aumentada, minimizando possíveis carências. Sabe-se que, desde que a dose diária de cálcio antes da gravidez tenha sido ingerida de forma a contribuir para uma adequada densidade óssea, não haverá necessidade de aumentar as doses de cálcio durante a gravidez. No entanto, grávidas cuja alimentação não forneça as quantidades mínimas de cálcio, vegetarianas ou não, devem aumentar o consumo de alimentos fontes de cálcio, tais como os produtos à base de soja, sumos de fruta enriquecidos, cereais, vegetais folhosos verdes e tofu.



Vitamina D

A vitamina D desempenha um papel importante na manutenção do cálcio absorvido pelo organismo materno. A quantidade de alimentos fontes de vitamina D que é necessário consumir depende da exposição à luz solar da mulher grávida, pois pode ser sintetizada através da exposição da pele ao sol. No entanto, a escolha de produtos alimentares como cereais de pequeno almoço e leite de soja enriquecido serão suficientes.



Ácido Fólico

Uma deficiência de ácido fólico pode impedir uma adequada formação do tubo neural, resultando em problemas no desenvolvimento do sistema nervoso ou do canal neural, sendo comum a existência de complicações como a spina bifida (espinha bífida). Tendo em conta que o tubo neural apresenta um desenvolvimento completo muito antes da maioria das mulheres se aperceberem de que estão grávidas, o ideal será que todas as mulheres em idade fértil consumam boas quantidades de alimentos ricos nesta vitamina. Alimentos como vegetais folhosos verdes são boas fontes de ácido fólico. De forma geral, as dietas vegetarianas são muito mais ricas neste nutriente do que as dietas não-vegetarianas; logo, grávidas vegetarianas conseguem facilmente obter a dose mínima diária de ácido fólico.


Vitamina B12

A vitamina B12 é necessária durante a gravidez para controlar a divisão celular e para uma eficaz síntese proteica. Pensa-se que as reservas de vitamina B12 maternas não estão acessíveis ao feto. Assim, a grávida terá que se assegurar de que as suas doses diárias desta vitamina estão a ser ingeridas. Para as mulheres vegetarianas, a escolha de alimentos enriquecidos com B12, como cereais de pequeno-almoço e alguns produtos à base de soja, são uma boa opção.


Zinco

As necessidades diárias de zinco aumentam para o dobro durante a gravidez. A deficiência de zinco tem vindo a ser relacionada com problemas graves durante o parto. A maior parte das mulheres, vegetarianas ou não, não consome as quantidades mínimas recomendadas de zinco por dia. Vários estudos apontam para a semelhança entre a quantidade de zinco obtida através da alimentação vegetariana e a alimentação omnívora, sendo ambas ineficientes em relação ao zinco. Tendo em conta que o zinco é um nutriente importante para o crescimento e desenvolvimento, as mulheres grávidas devem incluir na sua alimentação diária uma maior quantidade e maior variedade de alimentos ricos neste nutriente. Legumes em geral, frutos oleoginosos e leguminosas são exceentes fontes de zinco.


fonte:
http://www.sejavegetariano.org/

http://www.centrovegetariano.org/


Entrevistas a grávidas vegetarianas:

http://www.centrovegetariano.org/Article-364-Entrevista%2Ba%2BIrene%2BFranco%252C%2Bm%25E3e%2Bde%2Buma%2Bcrian%25E7a%2Bvegana.html

http://www.centrovegetariano.org/Article-436-Entrevista%2Ba%2BS%25F3nia%2BCruz%252C%2Bm%25E3e%2Bvegetariana.html

Boas Noticias!!

http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/partos+agua.htm


A partir de Novembro, as parturientes da maternidade do Hospital de São Bernardo já podem optar por parto com água.



A maternidade do Hospital de São Bernardo, do Centro Hospitalar de Setúbal, vai permitir que, a partir de Novembro, as parturientes optem pela imersão na água durante o trabalho de parto. Este projecto inovador pretende oferecer às mães, que o desejem, uma experiência diferente e um parto natural.

Assim, todas as grávidas com idade gestacional superior a 37 semanas, em fase activa de trabalho de parto, com gravidez de baixo risco, podem optar pelo parto com água já a partir do próximo mês.

A iniciativa foi desenvolvida pela equipa multidisciplinar da urgência ginecológica e obstétrica / bloco de partos e visa implementar um modelo assistencial que favoreça o atendimento das necessidades e expectativas das utentes e o respeito pelos seus direitos.

Os objectivos do projecto são:

Promover o parto normal
Recuperar a posição central da mulher no processo de nascimento
Diminuir a instrumentalização e mediatização do parto
Para a equipa de enfermeiros especialistas de saúde materna e obstetrícia do Hospital de São Bernardo que vai realizar partos com água, o nascimento deve ser encarado como um processo normal, natural e a cada mulher deve ser dada a oportunidade de experimentar um parto saudável e gratificante, independentemente da sua idade e das circunstâncias.

Ou seja, “deve parir segundo os seus desejos, num ambiente em que se sinta segura, cuidada e em que seja respeitado o seu bem-estar, a sua intimidade e as suas preferências pessoais”, salientam os enfermeiros.

A imersão na água, durante o trabalho de parto é um tipo de parto natural com excelentes resultados no alívio da dor em mulheres saudáveis com gravidez de baixo risco.

Os benefícios da imersão na água durante o trabalho de parto, são relevantes, nomeadamente, o efeito relaxante que reduz a dor provocada pelas contracções uterinas e descontrai a musculatura do períneo. Além disso, diminuiu a necessidade de analgesia farmacológica e proporciona um trabalho de parto mais curto.

Para saber mais, consulte:
Centro Hospitalar de Setúbal, EPE – http://www.hsb-setubal.min-saude.pt/

São ou não boas noticias?

Lembrei-me deste video que vi no Blog da Sofia http://aquihabebe.blogspot.com




Não é Lindo?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Encontro de Mães

O tema deste ano escolhido pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) para ser discutido em todo o mundo na Semana Mundial do Aleitamento Materno apela a um reforço do apoio prestado às mães no seu empenho para alcançarem a excelência na alimentação. Os objectivos deste ano são:

- Tornar mais consciente a necessidade e o valor do apoio continuado à mulher que amamenta.

- Divulgar informação actualizada sobre as formas de apoio às mulheres que amamentam.

- Incentivar a criação de condições óptimas de suporte às mães em todos os círculos de apoio

Por isso no Barrigas&Bebés vamos realizar mais um encontro de mães.

Quantas vezes, independentemente de ainda estar grávida ou de já ter o seu bebé nos braços, já pensou em questões e situações que lhe parecem acontecer só consigo? E será que são normais? Será que podia haver mais experiências como a sua?

O objectivo dos Encontros de Mães promovidos pela Barrigas & Bebés, é mesmo esse é criar um ponto de partida para a conversa entre futuras mães, recém-mamãs e mães experientes, através do qual se possa partilhar ideias e experiências, conversar e discutir questões que surgem no dia a dia.Para além da quebra da rotina, sair e passar algum tempo numa roda de mulheres, onde se fala no feminino para o feminino, sobre a gravidez, o parto, o pós-parto, os desafios da maternidade e outros assuntos que venham surgindo à medida que as conversas fluem e os testemunhos se partilham.

Venha e participe num dos eventos que tem realmente vindo a ser um sucesso na Barrigas & Bebés.

O próximo será já dia 17 de Outubro 6ª feira, A partir das 16h30, não é necessário confirmação basta aparecer e participar com a sua presença e o seu testemunho.
Se já está de Baixa ou, de Licença em casa com o seu bebé, aproveite para sair, participar, partilhar e aprender um pouco mais!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Conselhos para os apoiantes da Amamentação

Mas não é necessário ser mãe ou estar a amamentar para apoiar a amamentação.


Embora o acto de amamentar o bebé seja exclusivo da mãe, o apoio dos que a rodeiam é
determinante para garantir o sucesso e a continuidade da amamentação.
Para que a amamentação seja bem sucedida e duradoura é necessário que a
família, os profissionais e a comunidade apoiem a mãe que amamenta, protejam e
promovam o aleitamento materno.
Se se insere em algum destes grupos saiba como ser um verdadeiro “apoiante”
da amentação!

Se é Pai...

Certamente sente-se muito orgulhoso e feliz com o nascimento do seu filho.
Mas também pode sentir alguma ambivalência, medo e insegurança. Não se preocupe,
todos estes sentimentos são perfeitamente normais! Um filho é uma grande
responsabilidade, nos seus primeiros dias e nas duas décadas seguintes! Rapidamente
se irá sentir seguro e muito feliz com esta nova função e com este novo papel – Ser Pai!
Mesmo não podendo amamentar, a sua ajuda é essencial para que a mãe se sinta
confiante e segura e o seu bebé se alimente de forma adequada.
Tem um papel muito imprtante!
Encoraje e apoie de forma condicional a sua companheira
As primeiras semanas de amamentação podem ser difíceis. Cuide dela depois do
parto. Com a sua ajuda e apoio ela superará qualquer problema que surja.
Informe-se sobre os benefícios da amamentação para o bebé e para a mãe
São necessárias duas pessoas para recordar toda a informação que vão
aprender nestes primeiros dias. O ideal seria terem frequentado, juntos, aulas de
preparação para o nascimento ou workshops sobre amamentação durante a gravidez,
para que fossem solidificando conhecimentos e esclarecendo dúvidas.
Mostre compreensão pelo desejo da sua companheira para amamentar, dê-lhe
todo o seu apoio e ajude-a em tudo o que possa.
Não subestime a importância da amamentação
É possível que se sinta um pouco excluído durante as primeiras semanas. Toda a
atenção centra-se no bebé e na mãe. Mas acredite que será difícil para a sua
companheira amamentar durante muito tempo se não conta com o seu apoio e ajuda
constante.

O que pode fazer:
• Enquanto a mãe amamenta, deve estar por perto para, por um lado, ajudar a
mãe e o bebé a posicionarem-se confortavelmente, por outro lado, para que a
mãe se sinta mais segura e confiante;
• Cuide dos outros filhos (caso existam), enquanto a mãe amamenta o bebé;
• No final da mamada, ajude o bebé a arrotar;
• Partilhe os cuidados com o bebé (a mudança da fralda, o banho, ...) – participar
nos cuidados diários do seu bebé fará com que se torne a cada dia mais
confiante. Manifeste o seu desejo de cuidar do bebé;
• Cuide do bebé permitindo à mãe ter um tempo só para si;
• Gerir as visitas, especialmente nos primeiros dias após o parto, quer durante o
internamento hospitalar, quer em casa;
• Mantenha a vossa intimidade enquanto casal – planeie momentos de descanso a
dois. Procure compreender o que acontece com a sua companheira durante o
período pós-parto. Quando ambos estiverem adaptados aos seus novos papéis, o
desejo de intimidade retornará. É importante continuarem a namorar!
• Aceite a ajuda da família e amigos, preservando a intimidade do casal e da
família.

Família e Amigos
Tal como o pai, é importante que a restante família e amigos possam ajudar e
ser uma fonte de encorajamento e apoio.
Como ser um apoiante da amamentação:
• Alivie a mãe das tarefas domésticas ou outras. A mãe precisa de descansar.
Ofereça-se para limpar, passar a roupa ou levar uma refeição já confeccionada.
O descanso é essencial para o sucesso da amamentação.
• Evite as visitas para ver o bebé que podem ser cansativas para mãe e filho.
Promova um ambiente tranquilo e deixe que a mãe organize o seu tempo para
descansar durante o dia sem ter que se preocupar com visitas.
• Incentive, encoraje e apoie a mãe. Não ponha em causa frequentemente se o
leite é fraco ou suficiente. Informe-se sobre aleitamento materno de forma a
dar uma opinião fundamentada e encorajadora. Não pode partilhar a tarefa de
amamentar, mas partilhe ou encarregue-se de todas as outras. Em caso de ser
necessário apoio de um profissional, oiça as explicações juntamente com a mãe.
• Ajude a mãe a ter confiança em si e na sua capacidade para amamentar! O leite
materno é o melhor presente que ela pode dar ao seu filho.

Profissionais de Saúde

Os profissionais de saúde têm um impacto directo e indirecto no aleitamento
materno, assim, o que dizem e fazem pode influenciar comportamentos de saúde.
A formação dos profissionais de saúde deve apoiar directamente a mulher que
amamenta através de práticas e competências actualizadas e humanizadas.
Os Sistemas de Saúde devem apoiar as mulheres, através de cuidados
centrados na mulher, de um modo individualizado para cada díade mãe-filho, dando
atenção às políticas que têm impacto sobre a díade.
Medidas que tornam os Profissionais de Saúde “apoiantes” da amamentação:
• Formação em aconselhamento sobre aleitamento materno, competências de
apoio e suporte e a sua aplicabilidade clínica;
• Promoção e realização das medidas preconizadas pela OMS e UNICEF, através
da Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés (IHAB), nos serviços de saúde que
prestam cuidados à díade mãe-bebé e de vigilância pré-natal;
• Criação de grupos de apoio em articulação com as maternidades
• Não emissão de juízos de valor.
Adaptado de: DGS/Comité de Protecção Promoção e Suporte ao Aleitamento Materno em Portugal, 2008.

Entidades Empregadoras
As politicas de protecção da maternidade que garantem protecção no trabalho,
licença de maternidade e intervalos para amamentar remunerados, facilidades na
criação de creches perto do local de trabalho, na protecção contra a discriminação,
horários flexíveis e/ou a tempo parcial, constituem estruturas de apoio para os pais.
Neste contexto, a “equipa" da mãe trabalhadora – desde o bebé que ela amamenta, até
ao empregador que facilita o seu tempo e espaço no local de trabalho – está a apoiar a
mãe.
Estas atitudes positivas encorajam a mulher a atingir o padrão de excelência da
alimentação infantil – o aleitamento materno.

Os três componentes no apoio às mulheres trabalhadoras que amamentam são:
• Tempo para amamentar ou para a extracção do leite durante o dia;
• Um local limpo, calmo, tranquilo e acessível que o possibilite;
• Uma atitude universal que dê prioridade à amamentação.

Adaptado de: DGS/Comité de Protecção Promoção e Suporte ao Aleitamento Materno em Portugal, 2008.

Técnica do copinho

A técnica do copinho

A técnica do copinho




O uso de biberão e chuchas confundem o bebé porque a forma de sugar no seio é completamente diferente da forma como se suga os bicos artificiais correndo-se grande risco de desmame, ou seja, do bebé recusar o seio. No entanto, podemos oferecer este alimento precioso através de utensílios que manterão o aleitamento materno.

Para situações em que a mãe vai afastar-se do seu filho podemos utilizar copinhos, tais como chávena de café, copos de aguardente, enfim, qualquer copinho ou chávena que não tenham nenhuma saliência no rebordo e que possam ser lavados e fervidos.

Mas quem preferir pode comprar aqui

http://www.bacelar.pt/catalogo/detalhe.php?id=196&cat=301



10 copinhos custam 9,50 , eu acho perfeitamente dispensável.

* Para realizar tal tarefa recomendo os seguintes passos:

1- Despertar o bebé, mexer nos pés e a face. Não deixar que o bebé esteja agitado com fome ou outro desconforto, pois dificulta a manobra

2- Acomodar o bebé na posição sentada ou semi-sentada no seu colo, a cabeça deve formar um ângulo de 90º com o pescoço



3- Encostar a borda do copo no lábio inferior do bebé e deixar o leite materno tocar o lábio

4- O bebé fará movimentos de lamber o leite seguidos de deglutição


5- Não despejar o leite na boca do bebê.

O uso do copinho é um excelente método de alimentar o bebé, quando a mãe não pode oferecer o seu leite no próprio seio. Favorece o contacto do bebé com o seu cuidador.

A OMS/UNICEF recomenda que o aleitamento seja exclusivo até o sexto mês e como complemento de uma alimentação diversificada até pelo menos aos dois anos.

A técnica do copinho

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Médicos vs Mulheres

Por Adriana Tanese Nogueira
05 de Outubro de 2008
Artigo publicado na Folha de São Paulo, Caderno Debates, dia 29/09/2008

O Prof. Antonio Carlos Lopes perguntava neste Caderno (12/09): “Mas será que a mãe tem realmente pleno domínio desse processo e amplas condições de tomar tal decisão sozinha? A palavra do médico, sua experiência cotidiana, a bagagem de conhecimento científico não valem nada numa hora dessas?”

Substituimos o sentimental “mãe” pelo preciso mulheres: são as mulheres capacitadas para decidir sobre seus partos e médicos dispensáveis? É aqui posto o dedo na ferida. Os médicos melindram-se pela possível perda de terreno. E eles têm razão, pois ao ganharem espaço as mulheres os depõem de seu tradicional pedestal.

Há uma inequivocável redistribuição de poderes no processo de humanização do parto, redefindo responsabilidades e lugares. Os médicos continuam sendo nossos melhores e indispensáveis “amigos”, quando necessários. Às mulheres cabe retomar seu papel ativo. Humanizar o parto é um processo de ética, cidadania e ação social. Renovação necessária, baste ver a quantidade enorme de denúncias que o CRM recebe contra médicos obstetras.

Reavaliar práticas e concepções é essencial para resgatar o parto como experiência integral da mulher. Se ela quer ter um parto ativo e responsável é preciso que ele, o médico, abra espaço, se coloque de lado, preste um serviço, retomando seu lugar de origem, que é o de tratar a patologia. Parto é evento médico em algumas circustâncias, na maioria das outras é um evento fisiológico perfeitamente compatível com o corpo feminino.

A polêmica parto normal x cesárea, portanto, não diz toda a realidade. O que está em jogo é poder e competência. Terão as mulheres condições de pensar com suas cabeças e entranhas e tomar uma decisão responsável a respeito de como dar à luz seu filho? Ao tomar as rédeas do processo, o que os médicos obstetras na verdade fazem é alimentar as inseguranças delas. E, coincidentemente, eles acabam executando o único parto que conhecem: o medicalizado ou a cesárea. A grande maioria deles nunca assistiram um parto espontâneo e natural. Sua formação acadêmica baseia-se na intervenção, válida nos casos de patologias e distócias. É compreensível, portanto, que eles prefiram o que conhecem, sendo a cesárea o melhor parto para eles pois isenta a mulher de qualquer participação. Nela o médico é o Sujeito Único. O resultado é a perda da relação com a parturiente e o alheiamento do processo fisiológico do parto. Como podemos nós mulheres confiar em profissionais que desconhecem o que é um parto espontâneo e sem intervenções? Até quando hipertrofiar os supostos casos de risco para realizar a cirurgia e salvar as aparências já que é anti-ético abrir uma barriga sem necessidade?

Os desequilíbrios que apontamos não devem porém nos desviar do objetivo. A humanização do parto não visa destituir os médicos de seus conhecimentos, quer enobrecê-los ao reservar-lhe o lugar que lhes compete, o da emergência e patologia. O parto de baixo risco deve ser atendido por quem tem experiência em “normalidade”, que é a missão da nova faculdade de Obstetrícia da USPLeste, ao formar obstetrizes que tratem o parto como evento fisiológico e psico-social.
A humanização do parto não é e não deve ser entendida como uma luta para mudar os monopólios, mas reflete a necessidade de despoluir as relações profissionais e torná-las mais responsáveis e éticas. Não é a mulher que vai comandar e o médico não deve privá-la de uma experiência única e irrecuperável. O desafio que está posto é a criação de uma relação de aliança baseada em competência e serviço, transparência e confiança recíproca.
Isto vem ao encontro de uma dupla exigência: a das mulheres que, ao viverem seus partos em autonomia e liberdade, depararam com experiências poderosas de auto-descobertas e iniciação que ninguém tem o direito de tirar-lhes. A Organização Mundial de Saúde e as Evidências Científicas, por sua vez, sustentam a segurança e viabilidade do parto desmedicalizado. Se a tecnologia acabou substituindo a honesta relação olho-no-olho e promoveu o estranhamento dos processos fisiológicos que pretende curar, seu uso deve ser radicalmente revisto, pois já não estamos mais fazendo medicina.

Concluindo, e respondendo à pergunta do Prof. Lopes: não, a mulher não toma essa decisão sozinha, mas em parceria com o médico experiente que sabe apoiá-la em seu processo interior de auto-capacitação a parir, deixando de ser uma paciente. Humanização do parto significa amor e ciências dando-se a mão na construção de relações sociais sólidas e respeitosas.

Adriana Tanese Nogueira, 44 anos, é presidente e coordenadora da ONG Amigas do Parto, psicoterapeuta e escritora.
http://www.amigasdoparto.org.br/

adriana@amigasdoparto.org.br