Sobre o blog:

“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Deusa Brigid



Brigid é filha de Dagda,o Bom Deus, pertencendo assim, aos Tuatha De Danann. Dagda é o líder e o Grande Pai conhecido como o Poderoso do Conhecimento. Há lendas que alegam ser ela a esposa de Tuireann, com quem teve três filhos: Brian, Iuchar e Iucharba, que posteriormente matam Cían, o pai de Lugh.


Uma outra versão, diz que Brigid tinha como marido Bres, o malfadado líder dos Tuatha De Danann. Dessa união nasce Rúadan, o qual morre em combate na Segunda Batalha de Moytura.
Como Deusa, é uma entidade fortemente vinculada com a inspiração e a criatividade.
Também foi uma Deusa muito vinculada à curas (com ervas) e lhe eram atribuídos mágicos conhecimentos das propriedades curativas das plantas. Como conhecedora desses mistérios é uma Divindade vinculada à Bruxaria. A Deusa era ainda uma grande guerreira que afugentava as tropas inimigas de qualquer exército quando era invocada, e também, infundia valor ao exército que apadrinhava. Aparecia freqüentemente de maneira imensa e feroz lançando gritos de raiva frente aos exércitos que pretendia afugentar. Desse mesmo modo, os Celtas antes das batalhas lançavam gritos selvagens e ininteligíveis com o único propósito de amedrontar os seus adversários.
Assumiu inúmeros aspectos e atributos através dos tempos. As suas cores sagradas são o vermelho, o laranja e o verde. Cada uma dessas cores representa um atributo de Brigid. O vermelho simboliza o fogo da forja, da lareira que aquece e alimenta. O laranja representa a luz solar, pois antes da ascensão patriarcal de Deuses como Bel e Lugh o patamar de Deuses solares, era a Brigid que o Sol era consagrado. O verde representa as fontes e ervas que curam, no papel como Curandeira.
Seus símbolos são a haste e a roca de fiar. Possui 4 animais sagrados: a cobra, a vaca, o lobo e o abutre. Igualmente lhe é sagrado o cisne, tanto o branco quanto o negro. Os antigos povos europeus acreditavam que o cisne era o resultado da união da serpente com o pato, simbolizando o fogo e a água respectivamente, ambos sagrados para Brigid.
Brigid também foi vista como uma deusa ligada ao ciclo anual, pois presidia o começo da primavera, que, no ciclo dos antigos festivais do fogo, começava na noite de 1 para 2 de Fevereiro - Imbolic.

Adaptado daqui

CONVITE - Círculo Lunar Materno

Os Círculos de Mulheres, Grávidas e Mães, servem para colmatar uma lacuna da nossa sociedade, as mães estão cada vez mais sozinhas, cada vez mais desamparadas, sem terem com quem partilhar o que lhes vai na alma.

Vamos abrir um espaço para a reflexão e o aprofundamento sobre os papéis femininos, vamos partilhar experiências, vamos construir vínculos entre mulheres, vamos construir um grupo que propicia o nosso crescimento enquanto mães, mulheres e mamíferas!

Vamos?

Neste primeiro encontro vamos invocar a sabedoria das nossas ancestrais para nos acompanharem na nobre tarefa de ser mãe!



O próximo encontro( encontros quinzenais ) será na quinta-feira, dia 3 de Fevereiro ( lua Nova ) ás 14 horas - Entrada Livre, quem quiser traga algo saudável para partilhar.



Local - Parir em Paz - Sintra, Sº João das Lampas, Bolelas ( ver mapa http://maps.google.pt/maps?hl=pt-pt&ie=UTF-8&tab=wl )

Mais informação e inscrições - euquero@parirempaz.com ou pelo telemóvel: 919267844

sábado, 29 de janeiro de 2011

Divulgo: Encontro Reflexologia Intuitiva - Análise de Personalidade

Dia 12 de Fevereiro pelas 15:30h vamos estar em partilha sobre o quanto os nossos pés são importantes para a nossa saúde e de que forma é que quer a análise do pé, quer a massagem do pé pode ajudar-nos na nossa caminhada interior.


A Reflexologia Intuitiva, tem como objectivo contribuir com uma análise concreta do caminho percorrido por cada um de nós, e de que forma esse caminho (interior e exterior) ficou gravado fisicamente nos... nossos pés.

Um processo doloroso de crescimento, de aprendizagem, de vivência ficam guardados no nosso inconsciente e podem dificultar o avanço. Estes podem ser lidos em determinadas zonas do pé, e ao tomarmos consciência da sua existência, ficamos livres para transformar essa experiência tornando-a combustível para seguir caminho.

Aptidões pessoais também podem ser observadas pelos pés.

Certas relações entre casais, pais e filhos ficam bloqueadas por serem demasiado semelhantes ou por terem diferenças assentuadas, e nos pés de ambos podemos identificar os pontos de contacto e/ou conflito, utilizando esse conhecimento para mais rapidamente se transmutarem energias menos positivas.

Aceite este desafio e venha conhecer o que a Reflexologia pode fazer por si e pela sua família. Ensinar a pescar é o que se pretende...tornar as famílias e cada um de nós mais autónomo e confiante.

Até já!

Dia 12 de Fevereiro das 15:30h às 18hh

Traga uma Toalha, umas meias quentinhas e um pouco de óleo vegetal.

Orientadora: Fernanda Francisco

Valor: LCA (Livre Circulação de Abundância)

Cada um contribui com aquilo que sentir

Inscreva-se por e-mail ou enviando um sms

para os seguintes contactos:

email: do.nascer.ao.ser@gmail.com

tlf.: 962825529

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Do ponto de vista da medicina da energia, os ovários são o equivalente feminino dos testículos masculinos. Podem considerar-se "os tomates da mulher" porque representam exactamente a mesma coisa no mundo.


(...)

Para uma mulher, sair para o mundo, particularmente um mundo virado para os homens, também exige "tomates", mas ela tem de usar a a energia dos seus ovários. Não deve imitar os homens, porque os ovários e o respectivo campo de energia podem ser afectados de forma adversa pelo seu relacionamento com o mundo exterior."

(...)

in CORPO DE MULHER, SABEDORIA DE MULHER

de Christhiane Northrup

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

DIVULGO: Encontro nacional de famílias e apoiantes do Ensino semi-Doméstico - ensino doméstico e unschooling

Quando?

Domingo, 30 de Janeiro de 2011

A que horas?
15:30

Onde?
O ponto de encontro é na Estação do Oriente, perto das escadas do Metro. A ideia é que cada família leve uma fita vermelha ou uma folha a dizer ensino semi-doméstico para que todos se possam conhecer! O encontro decorrerá ao ar livre, no Parque das Nações

Quem organiza?
Organizado pelo grupo de ensino semi-doméstico, da plataforma Transição e Permacultura

A quem se destina?
Todas as pessoas interessadas

Mais info AQUI

Mãe - Filha - Mãe

Vivemos numa cultura patriarcal, e quando falamos da ruptura com a natureza do feminino, não podemos deixar de falar na ruptura da relação mãe-filha...


Muitas de nós crescemos desvalorizadas pelas nossas mãe, ou pelo menos, sem uma figura da mãe para se juntar a nós na descoberta das nossas vivências femininas...

Mas temos de perceber que as nossas mães foram vítimas de uma sociedade patriarcal que as impediu de crescer ou expressar...As nossas mães foram afastadas do seu instinto feminino.

Não tinham uma mãe para orientá-las e encorajá-las nas suas buscas...Foram separadas das suas intuições mais profundas e foram vítimas de um mundo onde as qualidades positivas do feminino estavam esquecidas...

Todas nós MULHERES, futuras mães, mães de filhos, devemos de sarar o vinculo com a nossa mãe...para curar a ferida da separação da nossa mãe interna.

Eu ando à procura da minha mãe interna, conectando-me com ela...

Retornei à luz do seu útero, senti-a mulher, senti-a irmã, no fundo, senti-a uma companheira, afinal ela é apenas uma menina assustada, submissa a uma vida onde os seus desejos foram reprimidos, as suas lágrimas ocultas e o seu silencio enaltecido!

Ando à escuta da minha Mãe Interna, vou recuperar a sua ternura, vou abraça-la!

Só assim me sinto mulher em pleno, só assim serei uma MÃE!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Curso de Reflexologia Podal Infantil

Em Fevereiro vamos abrir novos horários para os cursos de Reflexologia Podal Infantil.

Turma 1 - Sábados às10h30m

Turma 2 - 2ª às 18h30m

Turma 3 - 4ª às 15h

Turma 4- 6ª às 10h

Para abrir uma turma necessitamos de no mínimo 2 inscrições e temos como limite máximo 4.


O que é a reflexologia Podal Infantil?


Nos bebés e crianças pequenas, a prática da Reflexología podal requer uma atenção especial.

Eles são bastante receptivos à estimulação das zonas reflexas dos seus pés e a sua reacção é sempre imediata e positiva.

Os bebés e crianças necessitam de uma forma vital de contacto físico, mas esse contacto não deveria ser feito por mãos estranhas a eles.

A Reflexologia Podal Infantil - método Angeles Hinojosa, tem sido desenvolvida ao longo dos últimos 20 anos por Angeles Hinojosa, partindo da técnica da reflexoterapia para adultos e adaptando-a às necessidades e realidades dos bebés e crianças.

Apenas se manipula o pé, fazendo procedimentos de massagem adequados a situações específicas, orgãos e sistemas.

É uma ferramenta muito útil e eficaz que permite aos pais actuarem em situações de crises agudas ou em situações crónicas.

Situações como cólicas, diarreia, obstipação, dentição, otites, amigdalites, distúrbios do sono, irritabilidade, ansiedades, romper da dentição são apenas uma pequena quantidades da lista de possibilidades de actuação da Reflexologia Podal Infantil - método Angeles Hinojosa.

Segundo esta filosofia de trabalho, são os pais quem intervêm como terapeutas dos seus próprios filhos, já que os bebés e crianças têm o direito de receber a massagem por parte de quem os ama, ou seja os seus pais, avós ou irmãos.

O bebé e a criança não se podem defender de elementos estranhos, por isso ser tão importante que os pais possam assumir parte deste papel curador.

Os benefícios não se fazem apenas ver nos filhos....os pais acabam por sofrer efeitos secundários muito positivos, tais como, auto-confiança, conhecimento mais concreto do organismo dos seus filhos, e uma melhoria no estado da saúde de todos os elementos.

Como está estruturado o curso para Pais?

O curso de Reflexologia Podal Infantil para pais é composto por 12h repartidas por 6 sessões de 2h, 1 vez por semana.

Em cada sessão é ensinada uma técnica de massagem podal para estimular:

• Relaxamento

• Sistema Imunitário

• Sistema Digestivo

• Sistema Urinário

• Sistema Respiratório

Como material didáctico é entregue um livro (manual) e um DVD, cujo valor já se encontra incluído no valor da formação.

Ao longo da formação serão tratados variados temas relacionados com os problemas mais frequentes nos recém-nascidos e nas crianças maiores e serão respondidas questões que os pais tenham.

A forma como está estruturada a formação permite aos pais adquirirem a confiança necessária para intervir nos desiquilibrios que os seus filhos possam apresentar.

O valor da formação é igual quer esteja presente ambos os pais ou apenas um.

São 150 euros, ( podem ser pagos 75 euros na primeira sessão e os restantes 75 euros na última )

Local: Parir em Paz -  Sintra - Sº João das Lampas

Ver mapa maior



Se estiver interessado contacte-me pelo mail euquero@parirempaz.com  ou telemóvel 919267844.

Também disponível ao domicilio ( acresce despesas de deslocação )

Vérnix - o melhor creme para o bebé

Ou porque não se deve de dar banho aos recém-nascidos!

Imagem daqui

Vérnix é um material gorduroso branco encontrado sobre a pele do bebé logo após o nascimento, que se forma pelo acumulo de secreção das glândulas sebáceas e inclui células epiteliais e lanugem,  actua como um creme evanescente que penetra nos poros ou é eliminado pelo contacto com as roupas.

Quando damos banho a um bebé-recém nascido estamos a tirar-lhe o MELHOR CREME do mundo, o vérnix que:

1. Actua como uma barreira contra a perda de água - Devido ao seu alto teor de água, o vérnix, actua como um agente de hidratação. A comparação com vários produtos para cuidados da pele mostrou que o vérnix tem uma maior capacidade de retenção de água, tem propriedades hidratantes e aumenta a plasticidade da pele do bebé. É o melhor creme para as necessidades da pele do recém-nascido!


2. É uma defesa natural contra possíveis infecções -  Um estudo bioquímico  observou que o vérnix actuar como uma barreira mecanica contra infecções bacterianas, e inibe o crescimento de bactérias, protegendo a pele do bebé.


3. Ajuda na Formação do manto ácido - No nascimento, o pH da superfície da pele é praticamente neutro (6,5). Aos poucos vai-se tornando mais ácidos. O pH da pele atinge 5,5, um nível ligeiramente ácido necessária para a defesa da pele,  inibindo assim o crescimento de bactérias patogénicas. A acidificação também mantém a integridade da barreira epidérmica.


O desenvolvimento do manto ácido leva 2-8 semanas, dependendo da idade gestacional do bebé, mas pode demorar mais em áreas que estão sempre cobertas, como a zona da fralda.

Sabemos que deixar o vérnix na pele dos recém-nascido ajuda à formação do manto ácido.

As diretrizes da Organização Mundial da Saúde para os cuidados com o recém nascido, vão no sentido de que o vérnix não deve ser removido da pele e o banho deve ser adiada por, pelo menos, seis horas após o nascimento.


4. Contém melanina - que protege contra a radiação ultravioleta da luz solar.


5. Possui propriedades de cura - Foi observado que o vérnix contribui para a regeneração da pele. As suas propriedades de cura estão a ser estudadas para o tratamento de pacientes adultos com úlceras nos membros inferiores ou em feridas perineais após o parto. Também tem sido usado em pele com dermatite atópica, contra infecções bacterianas e no tratamento de pacientes com queimaduras.


Portanto, o vernix não é apenas importante para o recém-nascido, mas é um biomaterial natural de interesse para a ciência cosmética e outras disciplinas. A indústria  cosmética e farmaceutica tem procurado criar preparações sintéticas que tentam reproduzir as propriedades deste "creme milagroso"

Os nossos filhos têm a sorte de ter nascido com este creme ... Será que faz sentido privá-los do melhor produto para sua pele ... que, é gratuito?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Procuram-se candidatos para trabalhar à percentagem no projecto 2º encontro maternidade natural ( Lisboa)

Requisitos: Ligação à internet

Preferência:
Mães que estão em casa com os seus filhos simpatizantes com a filosofia do encontro:

"Natural Parenting" tem como base uma filosofia de vida dos pais , conscientes e responsáveis . seguindo diversos princípios:
1 ) Attachment Parenting - Educação intuitiva
vê aqui os 8 princípios )

 1. Preparação para o parto

A ligação precoce com o bebé começa com a preparação pré-natal e a participação atenta e activa no parto.

2. Reacção emocional
Compreender e responder de forma sensível às necessidades emocionais do bebé é a pedra basilar da Educação Intuitiva. Lembre-se de que chorar é a forma do seu bebé lhe dizer que está perturbado/a. Criar um laço ou ligação forte como seu bebé é mais do que simplesmente cuidar das necessidades físicas do bebé...

3. Alimentar com amor e respeito
A amamentação satisfaz as necessidades do bebé relativamente à melhor nutrição possível e contacto físico.

4. Transportar o bebé ao colo; o contacto afectivo
Transportar o bebé pegando-o ao colo ou utilizando porta-bebés de materiais suaves que mantêm o bebé próximo satisfaz as necessidades do bebé quanto a contacto físico, segurança, estimulação e movimento, que promovem o desenvolvimento óptimo do cérebro.

5. Assegurar um sono seguro, fisica e emocionalmente
É importante ser receptivo às necessidades nocturnas do bebé. A API recomenda que se mantenha o bebé numa proximidade íntima, num ambiente de sono seguro. Em muitas culturas é considerado normal e espera-se dos pais que durmam com os seus filhos. Investigações recentes demonstraram que alguns dos benefícios incluem melhor qualidade de sono para as mães e risco reduzido de SMSI (síndrome da morte súbita infantil) para os bebés.

6. Evite separações frequentes ou prolongadas
Os bebés possuem uma necessidade intensa pela presença física de pais afectuosos e receptivos. Através dos cuidados diários e interacções afectuosas formam-se fortes laços entre pais e criança. As separações frequentes ou prolongadas podem interferir com o desenvolvimento de ligações seguras.

7. Pratique a disciplina positiva
À medida que uma criança cresce é necessário estabelecer fronteiras e limites. Disciplina positiva, métodos não-violentos e apoio afectuoso promovem o desenvolvimento do auto-controlo e empatia em relação aos outros.

8. Mantenha o equilíbrio na sua família
O equilíbrio é a chave para evitar o "esgotamento dos pais" e pode ser alcançado cuidando de si através de exercício, descanso e alimentação saudável. As necessidades de um bebé são intensas e imediatas, mas é possível alcançar o equilíbrio na satisfação das necessidades do bebé, assim como das necessidades de outros membros da família.·



2 ) Responsabilidade Ecológica: As famílias esforçam-se para reduzir a sua pegada ecológica, fazem escolhas earth -friendly  ( como escolher produtos orgânicos sempre que possível, usar fraldas de pano ou praticar higiene natural - com/sem fraldas ) . Os pais escolhem brinquedos e roupas feitas de fibras e materiais naturais . As famílias gastam tempo de qualidade a apreciar o mundo natural.

3 ) Práticas de Saúde Holística: As escolhas dos pais em relação a todos os cuidados de saúde (vacinação ,  intervenções médicas , medicamentos , etc.) são feitas de uma maneira critica e consciente Muitas famílias escolhem a utilização de cuidados de saúde alternativos ou naturais, tais como reflexologia, homeopatia, etc.

4 ) Natural Learning: As famílias passam tempo juntos, e as crianças aprendem através de actividades diárias. Os pais tentam facilitar uma aprendizagem que pode inclui pedagogias alternativas, ensino domestico, ou unschooling .

Acima de tudo, estes pais pretendem desenvolver um vínculo profundo com seus filhos, baseado no respeito mútuo.

Podes encontrar mais informação aqui:
Alfie Kohn  -  escreveu um excelente livro chamado “Unconditional Parenting: Moving from Rewards and Punishment to Love and Reason

Attachment Parenting International: Tem como missão instruir e apoiar todos os pais para que consigam criar crianças seguras, alegres e empáticas, com o objectivo de fortalecer os laços familiares e criar um mundo com mais compaixão.


. podes ver AQUI o grupo em Portugal

The Continuum Concept:

Dr. Sears

Holistic Moms Network

kellymom: Ampla informação baseada em evidências sobre aleitamento materno ( e não só)

http://www.mothering.com/  :

Naomi Aldort:  autor de "Raising Our Children, Raising Ourselves.

Want a Miracle - blog de uma mãe, escrito em português. RECOMENDO!!!


The Baby Dust Diaries

•Code Name: MAMA

Breastfeeding Moms Unite

Fluffy Bottoms & KiwiBerries

Hobo Mama

Living Peacefully with Children

One Starry Night

Peaceful Parenting

PhD in Parenting

Strocel

mais info: parirempaz@gmail.com

O sono

(…) os nossos filhos estão geneticamente preparados para acordar periodicamente. Os nossos filhos herdaram os genes dos sobreviventes, dos vencedores da dura luta pela vida. Não dormem de um só sono, pelo contrário, passam, como os adultos, por vários ciclos de sono durante a noite. A duração de cada ciclo é variável, entre apenas vinte minutos e um pouco mais de duas horas; a duração média vem a ser de hora e meia nos adultos, mas apenas de uma hora nos bebés. Entre cada ciclo, passamos por uma fase de “despertar parcial”, que facilmente se torna despertar completo.

Mesmo os especialistas que “ensinam as crianças a dormir” reconhecem esse fato; o objetivo dos seus métodos não é conseguir que a criança não acorde, isso é impossível. O que querem é que, quando acorda, em vez de chamar pelos pais, se mantenha calada até voltar a adormecer.

As crianças “estão de guarda” para se certificarem de que a mãe não se foi embora. Se o bebé consegue cheirar a mãe, tocar-lhe, ouvir a sua respiração, talvez mesmo mamar, volta a adormecer de seguida. Em muitas das vezes, nem a mãe nem o bebé despertam completamente. Mas, se a mãe não está, a criança acorda completamente e começa a chorar. Quanto mais tempo tiver chorado antes que a mãe lhe acuda, mais nervosa estará e também mais difícil de consolar.

(…)

Há sempre uma alma caridosa que explica aos novos pais: “Não se preocupem, isso apenas acontece ao princípio; à medida que cresce, dormirá cada vez mais.”

Como vai dormir cada vez mais? Os recém-nascidos dormem mais de dezesseis horas por dia; uma criança que durma mais entra em coma. Os adultos dormem cerca de oito horas por dia, ou menos, por isso, em algum momento do nosso crescimento, temos de ir deixando de dormir.

“Claro”, dizem alguns, “dormem menos horas no total, mas durante a noite dormem mais horas seguidas”.

Talvez isso aconteça em alguns casos; mas noutros acontece exatamente o contrário.
(…)

Investigadores norte-americanos estudaram os padrões de sono de um grupo de crianças, entregando questionários periódicos às mães. Todas as crianças incluídas no estudo tinham sido amamentadas durante pelo menos quatro meses, mas, aos dois anos, apenas metade continuava a mamar.

Observaram que o fato de acordar ou não durante a noite dependia do fato de a criança continuar a mamar ou ter sido completamente desmamada.

Estas últimas dormiam cada vez mais horas: nove horas seguidas aos sete meses e dez até aos vinte e quatro meses. As crianças que eram amamentadas pareciam seguir o mesmo caminho só no início; aos dois meses já dormiam seis horas seguidas e aos quatro meses, sete horas, mas depois dos quatro meses ficavam mais ativas e, entre os sete e os dezasseis meses, dormiam apenas quatro horas seguidas. Aos vinte meses dormiam sete horas (parece que por fim começavam a dormir!); mas era um falso alarme e, aos vinte a quatro meses, dormiam apenas cinco horas seguidas.

Também o tempo total de sono era diferente; as crianças que já não mamavam dormiam durante o dia uma ou duas horas mais do que aquelas que continuavam a mamar. Muitas das crianças que eram amamentadas dormiam com a mãe, mas passavam a dormir sozinhas pouco depois de deixarem de o ser. Estas crianças que dormiam com a mãe despertavam ainda com maior frequência durante a noite: aos vinte e quatro meses, as crianças que mamavam e ficavam com a mãe dormiam quase cinco horas seguidas; as que mamavam, mas que dormiam sozinhas, quase sete horas; as que não mamavam e dormiam sozinhas, nove horas e meia. … difícil saber se acordam porque estão com a mãe, ou se as deixam dormir com a mãe precisamente porque acordam frequentemente, ou se acordam igualmente, mas, quando estão noutro quarto, a mãe não dá por isso. Provavelmente, qualquer uma destas razões contribui um pouco.

A duração normal do período de lactação, para um ser humano, segundo diversos dados antropológicos e de biologia comparada, parece ser entre os dois anos e meio e os sete. Numa amostra de mães norte-americanas que faziam parte de grupos de apoio à lactação e que tinham amamentado durante mais de seis meses, a idade média do desmame encontrava-se entre os dois anos e meio e os três, e algumas crianças tinham mamado durante sete anos. As crianças desmamadas entre os quatro e os sete meses e que começavam a dormir durante mais horas seguidas mamavam menos do que o normal e dormiam mais do que o normal. O normal é aquilo que fazem as crianças de peito: acordar com maior frequência depois dos quatro meses.

Isso contribuiu para a sobrevivência dos nossos antepassados, permitindo que as crianças mantivessem o contato contínuo com a mãe. Não sabemos por que razão as crianças que são alimentadas artificialmente apresentam um padrão anómalo de sono. Os fabricantes de leite artificial continuam a procurar que o seu produto seja “o mais parecido possível com o leite materno”; pode ser que algum dia solucionem também este pequeno problema de excesso de sono nas crianças.


“Besame Mucho” do pediatra espanhol Carlos Gonzales

domingo, 23 de janeiro de 2011

Divulgo: yoga especialmente dedicada a mulheres-mães que sentem a necessidade de encontrar gradualmente um espaço/tempo para si.

Minhas queridas,

Inspirada por 2 sábias irmãs**, em Fevereiro inicio uma aula de yoga especialmente dedicada a mulheres-mães que sentem a necessidade de encontrar gradualmente um espaço/tempo para si. À medida que os nossos bebés vão crescendo e vamos descobrindo as possibilidades de fazermos mais e mais coisas, frequentemente damos conta que não estamos a encontrar tempo para cuidarmos de nós, para resgatar a nossa própria energia. Quando nos equilibramos na nossa dinâmica interna, abrimos espaço para sentirmos em equilibrio todas as outras dinâmicas de que somos feitas... inclusivé a maternidade :-)
Proponho este encontro com o Ser às quintas-feiras – 12h00 no Daya. (o horário pode ser alterado conforme a disponibilidade das participantes).
Faremos uma aula experimental já na próxima quinta feira às 12h - está aberta a todas, gratuitamente e sem qualquer compromisso - necessito apenas que me confirmem a vossa presença
Aguardo-vos num abraço
Carla
Para inscrições e mais informações: 968221869 / doulacarlasilveira@gmail.com
** Graças Andreia e Shiri :-)

O SENTIDO E AS FUNÇÕES DA DOR DE PARTO

Gostei muito de ler ESTE texto sobre a dor no trabalho de parto.
Deixo-vos a conclusão mas não deixem de ler o texto completo.


Vimos que a dor no parto é um elemento frequentemente indesejado, mas fundamental para o trabalho de parto fisiológico. Na verdade, a dor activa na mulher os seus próprios recursos, tornando-a mais forte, enquanto a prepara para o vínculo com o seu bebé. A dor é fundamental na promoção da saúde. A sua eliminação gera complicações consideráveis. Acima de tudo, a eliminação da dor inibe a mulher do seu poder reactivo, tornando-a mais fraca. Além disso, sem a dor, a mulher perde a hipótese de uma importante experiência de auto-descoberta. O conhecimento da obstetricia deveria reconsiderar estes factores e ponderar se não valeria a pena trabalhar mais intensamente sobre estes temas antes do parto, investindo mais na analgesia natural e, portanto, na figura da parteira.

Certamente que o parto fisiológico, com a dor que o acompanha, só é sustentável com o apoio e a orientação de uma parteira sábia e paciente que tenha realmente tempo para este processo.


Verena Schmid



Tradução: Sandra Oliveira para BioNascimento

Revisão: Sílvia Roque Martins para BioNascimento

sábado, 22 de janeiro de 2011

O parto é sagrado! O parto é AMOR!

Afinal, é a ponte entre o céu e a terra.... o momento em que uma nova alma chega ao nosso planeta. O que poderia ser mais sagrado?

Quando entramos em locais sagrados, reduzimos o nosso tom de voz e agimos com grande consciência e respeito. Será assim que os nossos bebés estão a nascer?

Se quisermos levar a sacralidade de volta ao nascimento, temos de preparar o local do nascimento como um espaço sagrado de parto. O que criamos para este dia, não precisa de ser religioso ou ritualística, basta simbolizar o nosso profundo apreço para com o ciclo da vida e mostrar a nossa gratidão para receber esta nova alma com amor e carinho.

Cada vez oiço mais mulheres a dizerem que parir não é apenas uma experiência agradável, é uma experiência ESPIRITUAL!

Imaginem um mundo onde todos bebés nascem sem trauma, onde as mães dão à luz com amor, confiança e prazer, onde as mulheres sentem o parto como algo fantástico!

Como isto afectaria todos os aspectos das nossas vidas!
Como isto afectaria o ser humano!

Fico feliz porque conheço cada vez mais bebés que nascem em locais sagrados e sei que são seres muito especiais!
São seres que vão mudar o mundo!
São seres que espalham amor por passam!

Parir tem de ser sinonimo de AMOR, muito AMOR!

Se querem saber mais espreitem aqui:

http://www.sacredbirthing.com/
http://www.calmbirth.org/
http://www.birthkeeper.com/
http://www.orgasmicbirth.com/
www.unassistedchildbirth.com/sensual/orgasmic.html

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Encontros Maternos

Os Círculos de Mulheres, Grávidas e Mães, servem para colmatar uma lacuna da nossa sociedade, as mães estão cada vez mais sozinhas, cada vez mais desamparadas, sem terem com quem partilhar o que lhes vai na alma.

Vamos abrir um espaço para a reflexão e o aprofundamento sobre os papéis femininos, vamos partilhar experiências, vamos construir vínculos entre mulheres, vamos construir um grupo que propicia o nosso crescimento enquanto mães, mulheres e mamíferas!
Vamos?

O próximo encontro( encontros quinzenais ) será na quinta-feira, dia 3 de Fevereiro ( lua Nova ) ás 14 horas - Entrada Livre, quem quiser traga algo saudável para partilhar.

Local - Parir em Paz - Sintra, Sº João das Lampas, Bolelas ( ver mapa )
Mais informação e inscrições - euquero@parirempaz.com ou pelo telemóvel: 919267844

O bebé nasceu... e agora?

Após superarmos o parto, no qual andámos a pensar durante vários meses, deparamos-nos com um bebé nos braços, e, como costumo dizer, agora sim vem o grande desafio! Para mim o parto não é a pior parto ( como nos diz a sociedade ), para mim é mesmo a melhor parte :), já o que vem a seguir... e não digo isto para assustar, digo isto porque se fala muito pouco da necessidade do suporte físico e emocional no puerpério!

Uma mãe não deveria NUNCA ser deixada sozinha com um bebé recém nascido nos braços, como diz ( a grande ) Laura Gutman, toda a mãe puérpura merece companhia e sustento para submergir-se nas sensações oníricas da fusão emocional com o bebé.

Hoje em dia não contamos com uma comunidade de mulheres que nos sustenta, nos apoia, nos transmite a experiência e sabedoria das mulheres mais velhas, e, muitas as vezes, não sentimos as irmãs, tias, avós como referencia.

Mas que tipo de apoio precisam a recém mães?
Precisam da presença de pessoas que não colidem com os seus próprios desejos ou expectativas, com aquilo que a mãe deseja para o seu bebé! Nem de pessoas com ideias pré-concebidas sobre o que é certo ou incorrecto, pois isso irá acrescentar confusão e angústia. Acredito que basta olhar para dentro do nosso coração para encontrar uma maneira pessoal de nos relacionarmos com os nossos filhos.

A mãe não pode render-se às exigências e desintegração psicológica que envolve o cuidado de um bebé recém-nascido, a menos que tenha pessoas à sua volta, amorosas e sábias, a quem delegar tudo o que tenha a haver com "o mundo material".
Ás mães apenas compete fazer florescer a sua intuição, que a faz compreender o seu bebé, que permite sentirem o mundo como sente o seu bebé.

Encontrar as pessoas certas para sustentar mães puérperas não é fácil.
Devem de ser capazes de observar sem julgar, agindo apenas como facilitadoras do vínculo mãe/filho.

Porque acredito que não importa que as mães não façam as coisas certas, mas é importante fazerem aquilo que sentem e irem ao encontro daquele ser que acabou de nascer. Afinal quem decide o que está certo ou errado? Apenas e somente a mãe...

As mães não precisam de conselhos ou orientações práticas sobre como ser uma boa mãe, sobre como criar os seus filhos correctamente. Mas precisam de se sentirem acompanhadas, de não sentirem solidão. As dicas e julgamentos são dispensáveis.

Estar com uma mãe puérpera deve de ser um momento sagrado, cheio de respeito silêncio e amor.

A doula também presta serviços no pós-parto, nomeadamente no que respeita aos cuidados a ter com o recém-nascido, ajuda na amamentação, adaptação da família a um novo elemento.

O trabalho da doula de pós-parto é estar junto com da família durante esses primeiros dias, esclarecendo dúvidas, acompanhando os primeiros cuidados com o bebé, ajudando a mãe com a recuperação do parto e com o sucesso da amamentação.

Vários estudos científicos demonstraram que os pais que se sentem apoiados:

* Sentem-se mais seguros

* Adaptam-se mais facilmente à nova situação familiar

* Têm maior sucesso na amamentação

* Têm mais auto-confiança

* Têm menos Depressão Pós-Parto


As Doulas acompanham os casais durante a gravidez e o parto, mas também depois do nascimento dos bebés. Podes falar com uma Doula:

* No hospital, depois do nascimento do teu filho

* Ao regressar a casa, depois do parto

* Após teres o teu bebé em casa e te sentes desamparada

* Se o teu companheiro volta ao trabalho e ficas em casa sozinha

* Se te sentes cheia de medos

* Se o teu bebé chora muito e não consegues acalmá-lo

* Se não sentes prazer em dar de mamar

* Se estas triste ou com vontade de chorar

* Se te sentes desconectada, irritada com o bebé

* Se o dia é muito longo quando estas sozinha

* Se não sabes a quem fazer as tuas perguntas

* Se estas angustiada e não tens ninguém realmente disposto a ouvir-me

* Se não consegues brincar com os teus filhos mais velhos

* Se te sentes culpada por algo

* Se estas exausta

* Se te diagnosticaram uma depressão pós-parto

Considerando que o Puerpério é uma etapa que se pode prolongar até aos dois anos de idade do bebé, a frequência e a duração dos encontros dependem das necessidades de cada mãe / família.

O que faz uma Doula no acompanhamento pós-parto?

Os serviços variam de acordo com as necessidades da mãe e da família. A Doula faz o que for necessário para que mãe possa cuidar e apreciar o seu novo bebé, prestando apoio emocional e físico. Apoia a mãe e os restantes membros da família a transitarem calmamente para a sua nova situação familiar.

Pode ajudar na amamentação, na pequena lida doméstica, no cuidar de outros filhos do casal, etc. A doula encoraja a mãe a cuidar de si mesma e do seu bebé, para que ambos passem mais e melhor tempo juntos. Pode também partilhar informação sobre puericultura e ajudar o parceiro a apoiar a mãe. O nosso objectivo é o de "empoderar" a mãe, lembrando-lhe da sua capacidade inata para cuidar, amamentar e amar o seu filho.

O serviço base de doula pós-parto inclui:

* Encontros regulares

* Apoio na amamentação

* Apoio informativo nos cuidados com o bebé

* Apoio na pequena lida doméstica

* Apoio com outros filhos do casal

* Apoio telefónico e via email



Mais informações: euquero@parirempaz.com

DIVULGO: CURSO DE ACONSELHAMENTO EM ALEITAMENTO MATERNO

A Associação SOS Amamentação, irá realizar um curso de Aconselhamento em Aleitamento Materno ( 40 horas), segundo as recentes directivas da OMS/Unicef .
Este curso será destinado prioritariamente ás voluntárias e colaboradores da SOS Amamentação, mas está aberto a profissionais e mães que trabalham ou estão interessadas em trabalhar nesta área de apoio ás mães e suas famílias no período de gravidez, parto, pós-parto e aleitamento materno.


INFORMAÇÕES SOBRE O CURSO: OBJECTIVOS

• Desenvolver competências sobre aleitamento materno;
• Desenvolver a capacidade de ouvir e aprender por parte dos profissionais de saúde e voluntários;
• Desenvolver a capacidade de desenvolver confiança e dar apoio, por parte dos profissionais e voluntários;
• Providenciar conhecimentos e bases científicas sobre o processo do aleitamento materno;
• Melhorar os conhecimentos sobre a fisiologia da lactação e alterações mamárias, tendo em vista uma mais cuidada orientação;
• Fornecer instrumentos práticos para alterar comportamentos e atitudes de profissionais e cidadãos face ao aleitamento materno;
• Dar a conhecer as orientações da OMS/Unicef para o sucesso do AM
DESTINATÁRIOS• Voluntários (e candidatos) e colaboradores Sos Amamentação.Profissionais de saúde e outros profissionais interessados em trabalhar no apoio ao AM

DATA:
5,12,19,26 de Fevereiro e 5 de Março ( a confirmar)


HORÁRIO: Sábados – das 9 ás 17,30h

PREÇO:
175 € ( condições especiais para as que já são voluntárias ou colaboradoras Sos Amamentação)
Inclui manual de formação, cd com materiais complementares e coffeebreak

FORMADORAS:
• Teresa Santana Félix
Professora da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica, Formadora em Aleitamento Materno (OMS/Unicef - desde 1996), Co-fundadora e Voluntária Sos Amamentação ( 1998), mãe de 1 filha
• Ana Lúcia Freire
Conselheira em Aleitamento Materno (OMS/UNICEF), Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica, Consultora de Lactação certificada internacionalmente pela IBCLCE – nº de membro 309-75970, Colaboradora na Divisão de Saúde Reprodutiva da Direcção-Geral de Saúde, mãe de 3 filhos
• Isabel Rute Reinaldo
Conselheira ( 1996) e Formadora (2009) em Aleitamento Materno (OMS/Unicef), professora do Ensino Básico e Secundário, Co-fundadora e Voluntária Sos Amamentação ( 1998), mãe de 8 filhos

LOCAL: Na área de Lisboa – a definir brevemente, assim como Hospital para prática clínica

Em breve disponibilizaremos o programa definitivo.


PRÉ – INSCRIÇÃO: envie um email referindo o seu interesse em participar neste curso e enviando os seguintes dados:
NOME COMPLETO:
MORADA:
CONTACTOS ( TM,EMAIL, TELEFONE FIXO):
PROFISSÃO E FORMAÇÃO:
FILHOS E EXPERIÊNCIA DE AMAMENTAÇÃO:
EXPERIÊNCIA EM APOIO A MÃES:
MOTIVAÇÃO PARA O CURSO:
O QUE DESEJA FAZER APÓS O CURSO:
DISPONIBILIDADE PARA COLABORAR VOLUNTARIADO SOS AMAMENTAÇÃO:

Aguardamos o vosso contacto,

Um abraço cordial

Isabel Rute Reinaldo e Teresa Santana Félix
Direcção Sos Amamentação
Tm 93 416 94 66 / 93 430 09 06

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Vamos "descomplicar"?

Não é mais fácil esquecer o relógio e amamentar quando o bebé quer? Para quê complicar?

Não é mais fácil adormecer um bebé ao colo, ou na maminha em vez de o deixar a chora? Para quê complicar?

Não é mais fácil deixar o bebé dormir perto de nós, do que nos levantarmos 5 vezes durante a noite? Para quê complicar?

Não é mais fácil andar com o bebé ao colo ( num pano, num sling, num porta-bebés )e conseguir fazer o que queremos? Para quê complicar?

Não é mais fácil dar banho ao bebé quando ele quer, e quando nos dá mais jeito? Para quê complicar?

Não é mais fácil intruduzir os solidos quando o bebé está preparado? Para quê complicar?

Não é mais fácil alimentar o bebé com a nossa comida em vez de fazer comidas especiais para o bebé? Para quê complicar?

Não é mais facíl desmamar o bebé quando ele quiser em vez de lhe tirar a maminha repentinamente? Para quê complicar?

Mães, vamos "descomplicar"! Oiçam o vosso coração, não leiam tantos livros nem deixem que a opinião dos outros vos afecte! VAMOS DESCOMPLICAR!


Mais ideias para "descomplicar"?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Violação... sim ou não?

Ela chora.
Ele sorri e diz que não custa nada...
Ela está nua, sente-se frágil e vulnerável.
Ele coloca a mão na sua vagina, mas ela pede para ele não o fazer....
Ele não ouve. Continua enquanto ela grita. Dói.
É para teu bem diz ele...

Depois vem outro e faz o mesmo. E outra ...

Deixam-na sozinha.
Ela chora.

É uma violação? Não... é apenas uma mulher a parir..

Não é uma violação?

Divulgo

Mais info aqui

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Aleitamento Materno: Comunicado da Sociedade Portuguesa de Pediatria

Foi há dias publicada uma notícia no Jornal Público com o título “Cientistas contrariam recomendações de leite materno”. Tal notícia, pelo modo como foi apresentada, poderá suscitar interpretações erradas relativamente à prática do aleitamento materno. A divulgação da notícia pelo grande público merece por parte da Direcção da SPP algumas apreciações. Umas de ordem geral relativas ao aleitamento materno e outras específicas relativas ao conteúdo do artigo em questão.
A recomendação da OMS aponta como desejável um aleitamento materno exclusivo ao longo do primeiro semestre de vida de modo a proporcionar um óptimo crescimento, desenvolvimento e estado de saúde. Essa recomendação é suportada numa revisão sistemática, publicada em 2004 e tendo em conta dados referentes ao crescimento estaturo-ponderal e do perímetro cefálico, morbilidade respiratória e gastrintestinal, eczema atópico, asma e desenvolvimento neuromotor entre outros parâmetros avaliados. Nova revisão sistemática mais recente permitiu a publicação das mesmas conclusões em 2009.

A OMS não refere que tais efeitos benéficos apenas ocorrem com a prática de aleitamento materno (AM) materno exclusivo durante os primeiros 6 meses de vida. O que a OMS refere é que o leite materno (LM) fornece potencialmente todos os nutrientes capazes de suprirem de modo adequado as necessidades do primeiro semestre de vida e que diminui a curto e longo prazo a prevalência de variada patologia.

O reconhecimento deste efeito benéfico do AM exclusivo sobre o crescimento, desenvolvimento e saúde levou a OMS a publicar recentemente novas curvas de crescimento para a infância que foram construídas com base em avaliações de populações infantis de todos os continentes, tendo como critério de inclusão no estudo, entre outros, a prática do AM exclusivo nos primeiros 4 a 6 meses de vida, dado o reconhecimento consensual de que o melhor alimento é o LM (o melhor alimento de cada espécie é nos primeiro tempos de vida o leite da própria espécie). A OMS não impôs como critério de inclusão no estudo a duração de AM exclusivo durante 6 meses. Tal meta, embora desejável, não é possível ser atingida pela maioria das populações. A mãe aumenta a sua produção de leite ao longo dos primeiros meses de vida como resposta às necessidades crescentes do lactente que evidencia nesse período a maior taxa de crescimento ocorrida em todo o ciclo de vida pediátrico. Se a mama não corresponder a essas necessidades crescentes com um aumento da produção de leite a partir de um qualquer período do 1º semestre de vida (o que pode acontecer por vários factores), então o lactente não receberá um suprimento energético (e em nutrientes) adequado e haverá, nessas situações, necessidade de complementar o LM com outro alimento (fórmula láctea ou outros alimentos, na dependência da idade do lactente). E é consensualmente aceite pelas principais Sociedades cientificas pediátricas, nomeadamente pelos Comités de Nutrição da Academia Americana de Pediatria e da Sociedade Europeia de Gastrenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica (ESPGHAN) que o LM deverá ser exclusivo nos primeiros 4 – 6 meses de vida, devendo ser complementado com outros alimentos (para além do leite) se necessário, mas nunca antes das 17 semanas de vida. Se a idade for inferior, o complemento deverá ser feito com um leite industrial especialmente adequado para aquela idade.

Todos estes procedimentos de conduta relativa à alimentação do lactente dependem de situações especificas, mas tendo sempre por base que o alimento mais desejável é leite materno que deve ser usado de modo exclusivo e se possível até aos seis meses. Só a partir desta idade é que não é possível suprir adequadamente as necessidades do lactente em macro e micronutrientes e é por isso que o início da diversificação alimentar não deve ocorrer depois das 26 semanas de vida como recomenda o Comité de Nutrição da ESPGHAN.Um dos grandes efeitos benéficos que se associa ao LM tem que ver com o seu baixo teor proteico que não é possível manter quando se recorre a outros alimentos alternativos. É actualmente muito forte a evidência científica de que um dos factores que tem contribuído para o aumento da prevalência do sobrepeso e obesidade logo desde a 1ª infância se relaciona com o regime alimentar hiperproteico que invariavelmente ocorre logo desde os primeiros meses de vida quando o lactente não é alimentado com LM de modo exclusivo.
Valerá também a pena sublinhar que parte do efeito benéfico para a saúde atribuído ao LM se perde quando se associa outro alimento (como suplemento ao LM), já que dessa atitude resulta uma clara interferência na biodisponibilidade de nutrientes e de outros componentes, com importantes acções biológicas, presentes no leite materno.
Ainda relativamente aos benefícios para a saúde associados ao AM, são desde há muito conhecidos os efeitos benéficos a curto prazo. Mais recentemente, revisões sistemáticas e meta-análises têm mostrado também efeitos benéficos a longo prazo (idade adulta). Por exemplo, é muito forte a evidência de que o aleitamento materno diminui o risco de sobrepeso e obesidade, (actualmente um dos principais problemas de saúde pública) quer ao longo da idade pediátrica, quer mesmo na idade adulta. E é interessante verificar que esse efeito é dose-dependente, isto é, o risco de obesidade será menor quanto maior tiver sido a duração do aleitamento materno ao longo da 1ª infância. Outras revisões têm mostrado também um efeito protector a longo prazo relativamente a outras patologias, como é o caso de alguma patologia metabólica e cardiovascular.

Em resumo poderemos citar a Agency for Healthcare Research and Quality dos Estados Unidos, que tendo por base 29 revisões sistemáticas ou meta-análises reportadas a cerca de 400 estudos verificou que o aleitamento materno se associa a uma redução do risco de otite, gastrenterite não-específica, infecções severas do tracto respiratório inferior, dermatite atópica, asma, obesidade, diabetes de tipo 1 e 2, leucemia na criança e síndrome de morte súbita do lactente entre outras situações.

Relativamente ao artigo em questão, valerá a pena referir que os autores são reputados investigadores, com inúmeras publicações na área da nutrição infantil. Refira-se aliás que a sua produção científica tem mostrado inclusivamente efeitos benéficos a longo prazo para a saúde resultantes da prática do AM.
Como a primeira autora do artigo aponta, não é feita pelos autores nenhuma recomendação quanto à idade de início da diversificação alimentar, mas apenas referido que a introdução de novos alimentos pode ser feita entre os 4 e os 6 meses, mantendo o AM. Os argumentos do artigo do BMJ vão no sentido de uma introdução sistemática de novos alimentos a partir dos 4 meses, tendo em conta um maior risco de anemia e uma maior incidência de alergia alimentar e de doença celíaca associado ao aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida. Sem pôr em causa os resultados de alguns estudos apontados pelos autores, a verdade é que a evidência científica actual está longe de ser suficientemente robusta para que se possa recomendar a diversificação alimentar sistemática a partir dos 4 meses de vida em todos os lactentes até então alimentados com LM exclusivo. Sublinhe-se ainda o facto de que quanto mais precoce é a introdução de novos alimentos mais rapidamente diminui a duração do AM.
Não deixa de ser curioso que a autora sugira que a recomendação de AM exclusivo por 6 meses seja defensável nos países pobres tendo em conta as elevadas taxas de morbilidade e mortalidade por infecções. Sabemos que nos países mais desfavorecidos, onde a taxa de desnutrição global nas populações é elevada, as mães não conseguem corresponder às necessidades crescentes do lactente com um aumento suficiente da produção de leite e por isso o recurso a outros alimentos ocorre em geral antes dos seis meses.

Em conclusão, julgamos que o título na notícia no Público é manifestamente infeliz, já que deixa transparecer uma posição global, dos autores do artigo, contrária ao AM, quando o que está em causa são apenas alguns aspectos específicos ligados à duração de AM exclusivo.
Assim, os lactentes devem continuar a ser alimentados de modo exclusivo com leite materno, se possível até aos 6 meses de vida. Se tal não for possível então devem receber um complemento alimentar (adequado à idade), mantendo o LM pelo menos ao longo do segundo semestre de vida, como refere a OMS.


A Direcção da Sociedade Portuguesa de Pediatria
17 de Janeiro de 2011

The Essential Ingredient: Doula

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O Gui já nasceu!

No sábado fui abençoada com o privilegio de estar presente em mais um momento sagrado da vida de um bebé, em mais um momento de intimidade da vida de de um casal.
Parabéns C. e J.! Parabéns por proporcionarem ao vosso filho um nascimento tão mágico. Parabéns à parteira que mais uma vez respeitou a mãe, o pai e o bebé.

Eu acredito que escolhemos os nossos pais, e o nosso nascimento.... fico feliz pelo Gui vos ter escolhido a vocês! De me ter escolhido como doula e de ter escolhido a parteira que escolheu, cada vez mais intuitiva, cada vez mais especial.

O nascimento do Gui foi transformador, pelo menos para mim...

Decidi assumir que só acompanho, enquanto doula de parto, mulheres/casais que queiram ter os seus filhos em casa... Sou Doula e respeito as decisões que as famílias tomam... mas como mulher não consigo acompanhar partos hospitalares...não consigo ver nascer um bebé num ambiente frio, desprovido de amor. Claro que se o parto for domiciliar, e por algum motivo a mãe tenha de ser transferida para o hospital eu estarei a seu lado se ela assim o desejar.

Grata Gui por me ajudares a assumir algo que andava a sentir...

Ainda sobre Agnes - Parteira presa por ter acompanhado um parto em casa

AQUI podem emcontrar mais info sobre a campanha para libertar a parteira Agnes, presa por ter acompanhado um parto em casa na Hungria.

 Foto de fora da prisão

Foi criada uma petição para a libertação Agnes
Por favor, assine!

Já saiu o resultado do Tribunal dos Direitos Humanos da UE, ilibando a família desta decisão e multando o governo da Hungria por violação do direito fundamental à escolha! Mas ainda não acabou,  foi uma decisão tomada fora da Hungria...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Incarnating Child - Joan Salter

Acabei de ler o   Incarnating Child  de Joan Salter ( de inspiração antroposofica )

"This Divine Feminine principle is most fully represented on earth in the mother and child. Thus today does motherhood give the possibility of revealing the Divine in its archetypal feminine form. It should be said that a true and conscious art of motherhood as it is practised by an increasing number of young women, gives an opportunity for the Divine Mother Being to work into human souls on earth, to be manifested amongst us. "
É um livro tão diferente que nem sei como vos transmitir o que estou a sentir...

Tem muitas coisas que não estou de acordo como recomendar a "preparação do mamilo" durante a gravidez, o ser contra a "amamentação prolongada", e não gosto da sua postura sobre o choro.

Também sugere que leite de vaca é "o alimento ideal para ajudar a encarnação do filho" - e chega perigosamente perto de sugerir que as mães devem dar leite de vaca em vez de fórmula, antes do primeiro ano (!!!!)

O que eu gostei de ler:
- A exposição à pressa e agitação devem ser evitadas (para recém-nascidos). A melhor música para esta idade é uma lira ou flauta tocada suavemente, e canções de embalar são excelentes para os bebés!
- As melhores cores para o bebé são : cor de rosa, lilás, azul claro, amarelo sol, ou branco cremoso. Castanho e verde devem ser evitados, pois são muito 'terra' para a criança. Gostei da ideia de se usar um véu para proteger os bebés.

Mas, muito sinceramente, acho que é um livro que tem de se ler e fazer uma GRANDE selecção.

Não recomendo!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Entrevista com Mary Zwart, feita pela antropóloga e doula Júlia Morim

"Mulheres que se sentem cuidadas e se sentem como mulheres, em vez de pacientes submetidas a procedimentos médicos, proverão e darão melhor apoio às suas famílias da mesma maneira que assim o farão os companheiros que são escutados e cuidados" Mary Zwart
Mary Zwart é uma parteira holandesa independente, graduada na Escola de Parteiras de Amsterdã em 1969. Recebeu o treinamento em enfermagem no Hospital Acadêmico de Leiden. Após viagens, realizou atendimentos particulares de 1973 a 1996 na Holanda. Então, se envolveu em mudanças na Europa Oriental e na Rússia. Desde 2000, participa do Movimento de Humanização do Parto no Brasil. É fundadora da Escola Perinatal Européia, bem como membro do Fórum Europeu de Cuidados Primários, representante internacional da Iniciatiava Amiga da Mãe e do Bebê (MotherBabyFriendly Care Iniciative). Desde 2006, está envolvida em mudanças nos cuidados perinatais em Portugal. Mary adora ensinar parturição internacionalmente e recentemente voltou a atuar. Ela é casada, mãe de 5 filhos e avó de 5 netos.

Conheci Mary Zwart, no Recife, em fevereiro de 2007. Ela apresentava em uma palestra o modelo holandês de atenção ao parto. Este modelo serve como base para uma reflexão sobre nós: como percebemos, lidamos e vivemos a gestação e o parto em nossa sociedade, bem como sobre a forma da organização do nosso sistema de saúde. Valorizamos a instituição médica e seguimos protocolos desatualizados no que diz respeito às evidências científicas. Devido a importância dessas informações, para que nós, mulheres, comecemos a refletir, questionar e mudar a situação atual, solicitei uma entrevista com ela. Como estávamos no período carnavalesco, terminamos por nos desencontrar. Mas, após desencontros, conseguimos conversar por email durante os meses de março e abril de 2007.

Abaixo, um pouco sobre ela, seus conceitos e seu trabalho.

PP - Por que você escolheu ser parteira?

Mary Zwart - Quando acabei o colegial, eu queria ter uma profissão médica que me fizesse independente e empreendedora. Eu disse a meus pais que queria me tornar uma parteira, mas, mesmo na Holanda, naquela época, esta era uma profissão que estava se extinguindo. Então, eles me aconselharam a me tornar uma fisioterapeuta: ter meu próprio negócio, trabalhar das 9 às 17 e ter uma boa renda. Eu os escutei, mas depois de um ano eu pedi a eles: "por favor, deixem-me ser uma parteira!".

Eu comecei a freqüentar a escola, o que foi pior do que um semi-internato naquela época, e me tornei parteira três anos depois. E como aquilo me fez me sentir bem!

Mas olhando ao meu redor e vendo que internacionalmente se começava a educar enfermeiras-parteiras, eu fiz o curso de enfermeira e tive o "desconto" de um ano. E então eu fiquei com duas profissões.

Eu treinei como parteira substituta durante os estudos de enfermagem e comecei a viajar para ver o mundo e verificar como o trabalho de parteira acontecia no Oriente Médio e nos Estado Unidos.

Então eu comecei minha própria "prática"1, o que é um procedimento normal na Holanda. Eu fiz um empréstimo no banco e comprei a prática em 1973 por 40.000 florins, o que era o equivalente ao rendimento de um ano.

Por ser uma profissão liberal, é possível comprar seu negócio e pegar um empréstimo no banco para fazer isso. No caso da parteira, você compra o nome (reputação) de uma parteira que pára de trabalhar e espera que as grávidas procurem você. Você também pode simplesmente começar avisando que está disponível como parteira, mas leva uns dois anos até você construir "sua clientela" e isto também custa muito.

Para se formar você precisa de seu diploma e para se qualificar você precisa de uma quantidade de trabalho anual e manter uma educação continuada através de cursos de pós-graduação.

Comecei em meados de junho e tive meu primeiro dia no final de agosto: sem problema. Eu curti todos os dias.

Existem diferentes parteiras: as que atendem os bebês e as que atendem as mães. Eu sou do último tipo: adoro dar suporte para o rito de passagem da mulher e para mim bebês são bebês.

1 No original "practice", que seria uma espécie de consultório, que você pode comprar o "renome"/clientela de outra parteira. Como não há tradução para este termo, colocamos "prática".

PP - Há quanto tempo você é parteira?

Mary Zwart - Sou parteira desde o dia em que eu comecei os cuidados como parteira e espero continuar sendo até o dia em que eu morrer.

Eu comecei como parteira em 1969 e meu último parto foi em março de 2006. Atualmente existe uma mulher que me quer como parteira e sua data provável de parto é no final de junho. Então, são uns 38 anos como parteira.

Eu vendi minha prática (consultório/renome) para minha sucessora, passei a substituir uma parteira que queria sair de férias e ultimamente tenho trabalhado para diminuir a carga de trabalho de três colegas. Então, quando elas querem uma folga, eu trabalho para elas.

PP - O que você sente quando está atendendo um parto?

Mary Zwart - Eu adoro ver a mudança da mulher para mãe. Mesmo com bebês natimortos. Mesmo quando os bebês nascem mortos as mulheres se tornam mães. Eu tive a honra de ver essa mudança acontecendo muitas vezes e ajudei em torno de 4.000 bebês a vir ao mundo. Eu sempre me senti grata por ter sido convidada para este milagre diário.

PP - Em relação ao atendimento na gravidez, parto e pós-parto na Holanda, quando a mulher descobre que está grávida, que procedimentos ela toma?

Mary Zwart - As mulheres começam o pré-natal quando entram em contato com a parteira por volta das 8 semanas de gravidez. Na maioria das vezes, elas mesmas fazem o teste de gravidez. As consultas começam às vezes antes da concepção, mas quando não há nenhuma razão médica, elas são atendidas regularmente da 10ª até a 42ª semana.

PP- Como funciona o atendimento à gestante na Holanda? Como é o acompanhamento pré-natal? E após o parto?

Mary Zwart - O padrão de atendimento na Holanda é o parto domiciliar com parteira para todas as grávidas. Não existe essa coisa de público e privado. Todos têm seguro e quando não têm, porque são imigrantes ilegais, por exemplo, os custos da parteira e do obstetra, quando necessário no caso de complicações, são cobertos pelo Ministério da Saúde. A mulher pode ir ao hospital com a sua própria parteira, porque ela quer ir, mas nesse caso ela terá que pagar uns 300,00 Euros pelos serviços hospitalares.

No caso de razões médicas, não há custos hospitalares. Pode ser um problema em seu histórico, como hemorragia pós-parto. Neste caso, ela tem a assistência de sua parteira, mas conta com o hospital como suporte. Em outros casos, ela será transferida para o obstetra, que ficará responsável.

No pós-parto, ela receberá a visita da parteira durante o período de repouso umas 4 ou 5 vezes durante a primeira semana para ver se a mãe e o bebê estão bem e para ajudar no aleitamento materno. Uma enfermeira dá apoio à mãe e à família durante uma semana por pelo menos 3 horas por dia.

O check-up final, 6 semanas após o parto, é realizado para ver se a mãe e o bebê estão indo bem e também se existem sinais de depressão pós-parto ou problemas médicos ou físicos. Na maioria das vezes também conversamos sobre planejamento familiar e sobre a vida sexual da mulher.

PP - No caso da escolha pelo parto domiciliar, o que é necessário para sua realização?

Mary Zwart - Para ter um parto domiciliar as mulheres gostam de preparar um ninho agradável. Geralmente durante a gravidez o quarto é reformado e o quarto do bebê preparado. Para o parto, elas obtêm de seu seguro materiais descartáveis e outras coisas necessárias ou compram na farmácia.

PP - Os custos do atendimento à gestante é coberto pelo governo? Há planos de saúde particulares? A parteira e o parto em domicílio são cobertos pelo governo?

Mary Zwart - Na Holanda, a parteira é uma profissional independente que fornece cuidados médicos e que faz um contrato com a mulher que ela atende. Se você não é querida pelas mulheres você logo sai do negócio e fica sem renda alguma. A mulher é reembolsada pelo seu seguro.

PP - Pelo que venho lendo, há um baixo índice de intervenções nos partos realizados na Holanda, incluindo a episiotomia e a anestesia. Como as mulheres holandesas lidam com a dor? Que técnicas vocês usam?

Mary Zwart - Para partos de baixo risco, tricotomia e enemas não são mais usados. Existe uma crescente demanda para o alívio da dor, contudo os anestesistas não conseguem atender a essa demanda. Então, as parteiras normalmente convencem as mulheres a não utilizar anestesia.

Durante o trabalho de parto elas andam, comem o que querem, tomam banho de chuveiro ou de banheira e administram a dor do trabalho de parto se movimentando, geralmente com o suporte do seu companheiro.

Em relação aos recém-nascidos, a Vitamina K é dada oralmente e apenas em casos de partos artificiais é dada por meio de injeção. Nos olhos não são pingadas gotas, nem de antibióticos nem de nitrato de prata.

PP - O que você acha do uso rotineiro de episiotomia? O que sua experiência diz em relação a essa intervenção?

Mary Zwart - Eu acho que a taxa de episiotomia na Holanda é muito alta: em torno de 20%. Porque a única razão para cortar é a asfixia do bebê. Mas algumas vezes é muito difícil ter a paciência de não fazer nada.

PP - Com que conceito de corpo e saúde vocês, parteiras holandesas, trabalham? Como é visto o processo de gravidez e parto?

Mary Zwart - Gravidez e parto são parte da vida e não um procedimento médico, tal como ir ao dentista e ter o dente arrancado. É parte de se tornar uma mulher adulta e assumir a responsabilidade pela criança. Esta importante mudança torna a mulher um membro amadurecido da sociedade. Se essa mudança acontece de uma maneira boa, de um jeito que ela goste, ela aceita essa tarefa com alegria e a família se beneficia com isso.

Nos dias de hoje, na Europa, uma em cada três mulheres sofre de depressão pós-parto. Imagine o que isso acarreta para as crianças e para as relações sociais.

Toda a gravidez é sinal de saúde da mulher. Quando a gravidez se desenvolve, a parteira verifica se a mulher e seu corpo podem lidar com a gravidez. Disfunções, tais como pressão alta, incompetência da placenta, gêmeos, são consideradas de médio ou alto risco e o papel da parteira é fazer uma triagem: você é de baixo risco ou você precisa ir ao hospital ou a um obstetra.

A escolha deveria ser pelo parto normal porque é assim que a vida é. Os melhores resultados são por parto vaginal. Cesárea planejada oferece maior risco para a saúde da mãe e do bebê numa gravidez de baixo risco.

Seu direito é ter neste período o suporte de profissionais preparados mais para um apoio social que médico. Por isso a parteira tem que ter um treinamento profissional para que ela possa estabelecer o diagnóstico de gravidez de risco, sabendo que 80% de todas as gravidezes e partos são um evento social e não um procedimento médico.

PP - Fale um pouco mais da realidade holandesa.

Mary Zwart - Mulheres ficam grávidas e são feitas para dar à luz a bebês. O que eu disse foi dar à luz e não "entregar bebês". Aqui está uma diferença significativa.

Na Holanda uma em cada três mulheres dá à luz em casa com a sua própria energia e apoiada pelo parceiro, parteira e enfermeira. Apenas 30% das mulheres são assistidas por um obstetra e uma enfermeira no hospital. A taxa nacional de cesáreas é 14%. Os outros 30% das mulheres dão à luz no hospital por escolha e são acompanhadas pela parteira e por uma enfermeira do hospital.

As mulheres que deixam o hospital recebem em casa o suporte de uma enfermeira por no mínimo 48 horas em 8 dias e visitas de sua parteira. A taxa de mortalidade perinatal é 7/1000. O dinheiro gasto é aproximadamente um décimo do que é gasto nos Estados Unidos.

PP - Como explicar essa diferença de atitude?

Mary Zwart - A educação sexual começa cedo na Holanda e pelo menos 30% dos adolescentes são sexualmente ativos na época do ensino médio. As mais altas taxas de contraceptivos orais são usados na Holanda e a porcentagem de mães adolescentes e a taxa de abortos é uma das mais baixas do mundo. Orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis são disponibilizadas gratuitamente e programas sobre procriação são oferecidos nas escolas desde o jardim de infância.

As mulheres querem dar à luz como resultado de uma vida afetiva que começou em casa e elas querem fazer isso da maneira mais normal possível. Publicamente não há discussão sobre vaginas alargadas pelo parto. Quando você questiona esse aspecto, a maioria das mulheres diz que a vida sexual se tornou melhor após o parto.

PP - Como você começou a se envolver com o movimento de humanização do parto no Brasil?

Mary Zwart - Eu deixei minha "prática" em 1996 e comecei a ser uma parteira substituta novamente porque eu me envolvi com a causa da reintrodução do modelo de cuidados oferecidos pela parteira, iniciando as mudanças nos países da Europa, e desde 2000 na Rehuna.

PP - O que você acha da realidade brasileira, principalmente da rede privada, onde 80% dos nascimentos são por meio de cesarianas?

Mary Zwart - Para o Brasil é ruim que 80% dos bebês nascidos em hospitais privados sejam através da cesariana porque isso dá a impressão de que quando você é pobre você sofre com o parto e quando você tem dinheiro é mais fácil.

PP - O que o país perde com isso? Quanto economizaríamos se mudássemos essa realidade, se tivéssemos um atendimento à gestante mais humanizado e menos intervencionista?

Mary Zwart - O governo agora dá a toda mulher o direito de ter epidural. Pense em todo o dinheiro gasto com cortes (episiotomias) desnecessários, cuidados ineficazes e intervenção sobre intervenção. Na Argentina, realizaram uma pesquisa sobre a quantidade de dinheiro gasto com episiotomias desnecessárias . Trinta mil dólares num país onde hospitais públicos nem sempre têm comida para oferecer aos pacientes ou água quente nos chuveiros.

Teria sido melhor ter oficinas (workshops) para construir equipes com obstetras, parteiras e enfermeiras para o melhor atendimento e cuidados da mulher e se criar uma infra-estrutura na qual o parto na comunidade, num centro de parto (casa de parto) ou em casa, fosse normal, e que a mulher pensasse no parto como uma experiência enriquecedora em vez de uma experiência dolorosa e desagradável. O dinheiro pode ser gasto com moradia, água limpa e educação, o que irá empoderar as mulheres, e com elas as comunidades nas quais vivem.

PP - Na sua opinião, como as mulheres devem agir para mudar esse panorama?

Mary Zwart - Saber o que você quer. E como agora elas pedem por cesarianas, é necessário mostrar a elas seus riscos e exigir apoio do profissional para ter um parto normal. Solicitar que seu médico ou médica se guie por práticas baseadas em evidências. Ser politicamente ativa.

Júlia Morim

Mãe de Maria (nascida em casa), Antropóloga e Doula

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

TU PODES ESCOLHER!!!

Tu podes escolher!
O corpo é teu!
O bebé é teu!
Não deixes que seja outra pessoa a escolher como pode ser o dia mais bonito, transformador, e feminino da tua vida! Não deixes que te roubem esse momento que é TEU! Só TEU!!
TU ÉS DONA DO TEU PARTO!!!
TU TENS ESCOLHA!!!

Como engravidar de uma menina

A pedido da P. aqui vão algumas dicas de como engravidar de uma menina.

• a relação deve ser até 2 dias antes da ovulação.


• as relações sexuais devem ocorrer antes da ovulação para diminuir a taxa de espermatozóides

• as lavagens vaginais antes das relações devem ser realizadas com 2 colheres de sopa de vinagre para 1 litro de água

• a mulher deve evitar o orgasmo para não aumentar a secreção vaginal alcalina que pode dificultar a chegada dos espermatozóides.

• a penetração não deve ser profunda no momento da ejaculação, já que o espermatozóide feminino se move lentamente e vive mais.

• a penetração deve ser com homem por trás da mulher, para que o esperma se deposite longe do colo uterino.

• dieta hipercalórica na semana, ou seja, rica em carboidratos, exagerando-se nos doces.




Não é o homem que determina o sexo do bebé, ao contrario do que sempre ouvimos, nem o espermatozoide mais forte que penetra no óvulo! Quem faz a selecção do espermatozoide é o óvulo da mãe! Ó óvulo é que se "abre", ou se deixa penetrar pelo espermatozoide que ele escolheu! Mas há alguns detalhes sobre os cromossomas x e y. O x que é o de menina é mais lento mas vive mais, até 72 horas. O y de menino é mais rápido mas só cerca de 24 horas. Se tiver relações no período fértil as chances do cromossomas Y chegar é maior (uma vez que eles são mais rápidos), se tiver nos dias mais distantes da ovulação o cromossomas y pode morrer antes de chegar no óvulo.


Não existe método 100% seguro, mas este pode aumentar a probabilidade.

Como descobrir o nosso período fértil?

A mulher só é fértil durante aproximadamente 10 horas no mês, que é o tempo de vida do óvulo depois de sua saída do ovário, o que ocorre apenas uma vez por mês.


O método natural mais antigo que se conhece é o Ogino-Knauss, também chamado de Método de Ogino-Knauss, Calendário ou Tabelinha, que permite obter, mediante cálculos matemáticos, os dias de fertilidade do casal, levando em conta que a mulher ovula apenas uma vez ao mês, nos 14 dias antes da próxima menstruação e que o óvulo vive aproximadamente 10 horas após a ovulação e o espermatozóide 72 horas depois da ejaculação, no muco fértil.

Quando os ciclos são regulares o método é útil, porém, dadas as frequentes irregularidades, o método tem muitas falhas que geralmente se produzem porque o tempo entre a menstruação anterior e a ovulação depende da hipófise e ela por sua vez do hipotálamo e este do córtex cerebral; de maneira que qualquer stress poderá fazer com que a ovulação se atrase ou adiante. O mesmo não acontece com a segunda fase do ciclo que, quase sempre, é regular para toda mulher e que dura aproximadamente duas semanas, entre a ovulação e a menstruação seguinte.

Os cálculos são feitos tomando-se em conta os 12 ciclos anteriores. Do ciclo mais curto subtrai-se 19 dias e do ciclo mais longo 11 dias. C=19 e L=11. Por exemplo, suponhamos que a duração dos ciclos nos 12 meses anteriores foram de: 28, 27, 31, 32, 28, 30, 29, 32, 30, 28, 32 e 28 dias. O mais curto é de 27 dias e o mais longo de 32. Nesse caso teremos 27-19 = 8 e 32-11 = 21, de forma que por este método o casal seria fértil do dia 8 ao dia 21.


Método da Temperatura Basal

O método da temperatura basal tem como fundamento o aumento da temperatura que a progesterona provoca na mulher. Esta hormona começa a circular na segunda fase do ciclo menstrual. Quando a temperatura da mulher sobe é sinal de que ovulou.

Normalmente a temperatura sobe 2 décimos de grau Centígrado ou 4 Farenheit. Para registrar esse aumento de temperatura há que medir, diariamente, a temperatura basal com o mesmo termómetro, nas mesmas condições e às mesmas horas, após duas horas de repouso, no mínimo.

Método aviso da ovulação

O Método aviso da ovulação é um sistema natural e gratuito de regulação da fertilidade baseado na determinação, por parte da própria mulher, das fases férteis ou inférteis de seu ciclo menstrual, reconhecidas pela observação diária da Secreção vaginal recolhido à entrada da vagina.

Este muco apresenta variações durante o ciclo feminino, durante o período de fértil apresenta-se mais espesso e coeso podendo ser observado ( quando manuseado ) a formação de um fio entre os dedos, no período infértil, as glândulas do colo uterino produzem mucos cada vez mais aquoso e fluido, que quando manuseado não será observado a formação de um fio.

Este método consiste em anotar diariamente em um gráfico as mudanças que observa na secreção vaginal. Com este método a mulher deve passar um papel higiénico na vagina antes e depois de realizar as suas necessidades e observar se aparece ou não o muco, bem como as suas características.

Método da auto-apalpação do colo do útero

O Método da Auto-apalpação Cervical é baseado nas mudanças das características do colo uterino, conforme o momento do ciclo menstrual pelas influências hormonais. Quando a mulher é fértil o colo está alto, macio e com o orifício central entreaberto, enquanto que na fase infértil o colo está baixo, encontrando-se muito facilmente quando se introduz os dedos na vagina, e está duro com o orifício externo fechado.

Método Sintotérmico

O Método Sintotérmico não é um método como tal, mas uma combinação de vários métodos uma vez que combina o cálculo pré-ovular de Ogino, as alterações do muco cervical do Método Billings, o registro da Temperatura Basal, a autopalpação do colo e cólica intermenstrual da ovulação. Pode-se utilizar a combinação de todos estes métodos ou apenas alguns deles.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

BOAS NOTICIAS!

A parteira Agnes foi presa por ter atendido um parto em casa na Hungria. Já saiu o resultado do Tribunal dos Direitos Humanos da UE, ilibando a família desta decisão e multando o governo da Hungria por violação do direito fundamental à escolha.


Podem ler AQUI

Workshop de Relaxamento e Meditação para Pais e Filhos

Segundo o biólogo e monge budista Matthieu Ricard , a felicidade não é uma sucessão interminável de prazeres que terminam em exaustão, mas uma maneira de ser. E se é assim, os nossos filhos não deveriam de aprender a serem felizes?
Para mim, enquanto mãe, é o que mais quero... Não me importa que tenham muito bom a tudo, que sejam os melhores a fazer isto ou aquilo, para mim o que verdadeiramente importa é que sejam felizes!

 Para permitir revelar a compaixão e boa índole que cada ser humano carrega dentro, a ciência está a descobrir os benefícios da meditação.

 Aprender a meditar pode ajudar-nos a lidar com uma mente clara e mais hábil, em lidar com as emoções negativas, promovendo emoções positivas.




Por isso vou realizar novamente o Workshop de Relaxamento e Meditação para Pais e Filhos e abrir uma aula semanal para meditação  Pais e Filhos.

Vivemos numa sociedade com um ritmo acelerado onde o nosso tempo tem valor consoante o quanto fazemos ou produzimos.

Raramente tiramos um momento para desanuviar ou relaxar devidamente e, é desta forma, que servimos de modelos às nossas crianças, muitas delas com uma agenda bem preenchida depois da escola (natação, ballet, musica, ginástica, etc.). Depois dos trabalhos de casa estarem feitos, poucos têm tempo para respirar fundo antes de ser tempo de irem para a cama.

Contrariamente aos valores energéticos da nossa sociedade, o relaxamento e a meditação podem de facto criar bem estar e motivação. Mais do que isso, permitem que uma pessoa se vire para dentro de si, que se conheça e, em consequência, fique em paz consigo mesma.

Por detrás da azáfama do dia a dia, não é o que queremos para as nossas crianças? Para as minhas quero Paz de espírito e auto-confiança!

Ajudar os nossos filhos a meditar significa basicamente ajudá-los a ligarem-se com o seu eu interior, incluindo a sua imaginação e a verdadeira essência do seu ser. Embora para muitos, meditação seja significado de estar muito quieto, de pernas cruzadas e olhos fechados, não tem de significar o mesmo para as nossas crianças. De facto, pode significar simplesmente dar-lhes tempo para serem criativas, para praticarem a atenção e estarem livres de preocupações. É fácil de ensinar e pode também beneficiar muitos pais que se envolvam nesta prática com elas. Ter tempo para relaxar pode, no mínimo, reduzir a ansiedade e aumentar a capacidade de resolução de problemas. A meditação pode ainda ajudar uma criança zangada ou frustrada a acalmar-se e a repensar uma situação.

A meditação é indicada para todo o tipo de crianças. Funciona como prevenção para as que nunca tenham tido problemas e ajuda aquelas que são mais instáveis. Principalmente, traz às crianças serenidade emocional.
Mas atenção, não é uma disciplina onde se conseguem resultados de um dia para o outro, nem resolve os problemas de forma imediata; daí a necessidade de uma aprendizagem estruturada, contínua e em conjunto com os pais.

Dos inúmeros benefícios, importa referir:

Ajuda as crianças com hiperactividade, défice de atenção, mau aproveitamento escolar, normalmente associado a uma situação emocional, como um problema familiar, dormir ou comer mal.

É indicada para crianças com problemas psicológicos, diversos tipos de inseguranças ou que, por exemplo, sofrem de pesadelos, dormem mal, têm uma alimentação errada, padecem de obesidade...

Ajuda a criança a reforçar a paz de espírito, a respirar em situações de stress, a levantar a auto-estima. Ensina-a a ser autodisciplinada e, para as crianças com problemas de afirmação, ajuda-as a desinibirem-se.

Cheia de benefícios para o corpo e mente, esta técnica contribui essencialmente para a estabilidade emocional da criança. .

O grande objectivo deste workshop é juntar pais e filhos e faze-los pensar positivamente, focarem-se no que é bom e no que lhes traz bem-estar, para aprenderem a lidar de forma calma com os problemas que surgem.

São 3 encontros de 1h a 1h30m com pais e filhos - Máximo 3 famílias.

Contribuição: 30 euros

Aula semanal de relaxamento e meditação pais e filhos - 2ª feira das 17h às 17h45m

Contribuição: 20 euros mensais

Inscrições: euquero@parirempaz.com

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tributo às minhas irmãs Doulas


“As conexões com e entre as mulheres são as mais temíveis, mais problemáticas e as forças mais potencialmente transformadoras do planeta.” Adrienne Rich



Sintam-me em vocês... eu sinto-vos todos os dias!
Amo-vos de paixão!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

E para acabar o post anterior...




"As mulheres honram o seu Caminho Sagrado quando se dão conta do conhecimento intuitivo inerente a sua natureza receptiva. As mulheres precisam aprender a amar, compreender, e, desta forma, curar umas às outras. Cada uma delas pode penetrar no silêncio do próprio coração para que lhe seja revelada a beleza do recolhimento e da receptividade".
Encontrei AQUI

Decidi cuidar de mim...

Como diz Caroline Myss, a mulher ilustra literalmente o padrão continuo de vida de como a energia se torna matéria através da gravidez, parto e nascimento.

Eu sinto-me renascida!


Sempre que uma mulher está no auge da sua força, do seu poder, promove, anima e "empodera" todos e tudo à sua volta.
Sempre que uma mulher está mais saudável e feliz, cura a terra!
O corpo da mulher é um reflexo da terra! Tudo o que façamos para cuidar de nós próprias, para sentir prazer, para sermos felizes a nível orgásmico, cura todo o planeta.
E eu decidi cuidar de mim mesma!

Comecei por fazer uma limpeza profunda à minha cozinha ( e estou a imaginar a Sofia a sorrir quando ler esta parte ) e sinto uma necessidade imensa de me alimentar de uma maneira mais saudável, de cuidar mais do meu corpo, de me mimar mais, não só a nível físico, mas também a nível espiritual.

Decidi dizer a mim própria o quanto me amo, decidi AMAR-ME!


Não foi fácil chegar até aqui... fui bem fundo, a um lugar chamado "as dores de todas as mulheres", de todas as mulheres que nunca tiveram ninguém com elas durante o trabalho de parto, que foram deixadas sozinhas numa fria cama de hospital, de todas as mulheres que viram morrer um filho, de todas as mulheres que foram violadas durante o parto... e descobri de onde tinha vindo o meu trabalho, e descobri o meu propósito de vida... transformar todo aquele sofrimento em alegria! PORQUE PARIR É UM PRAZER, ao contrario do que nos é dito!

Mas andava muito preocupada com a melhor maneira em ser uma boa Doula, qual seria a melhor maneira de fazer aquilo que tanto amo?


Descobri que o dar interminável se traduz em esgotar-se a dar, e que quem corre por gosto também se cansa :)

Por isso, estou a aprender a ser Mulher em primeiro lugar e Doula em segundo ( acreditem que é difícil ) . Estou a aprender que a minha realização enquanto Doula não pode ser atingida por me esgotar a dar-me, mas dando-me a mim própria e partilhando com os outros.


Estou a aprender a sentir apenas as minhas próprias emoções, sem roubar  ás mulheres/casais que acompanho a sua dignidade individual por sentir também as suas emoções.

Estou a aprender que as mulheres/casais que acompanho possuem o seu próprio conjunto de emoções e caracteristicas que são só suas, e muito diferentes das minhas ;) e eu não tenho de sofrer com as emoções e escolhas dos outros.

Como me disse uma vez ( já foi à 3 anos, mas nunca me vou esquecer das suas sábias palavras ) a minha querida amiga e fantástica Doula Luisa " tu não podes decidir por elas, nem te podes responsabilizar pelas suas escolhas"

Como é bom ser Doula!
Agradeço a todas as mulheres que me iluminam o caminho, grata por fazerem parte da minha vida! O que eu tenho aprendido com vocês... Grata... eternamente Grata!

Um abraço especial à Ana por todo o seu carinho, amizade, mas principalmente porque renasci com ela!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Vamos contar mais histórias aos nossos filhos?

Devoramos livros cá em casa, e apesar de irmos à biblioteca as vezes leio historias daqui:

Outros locais onde encontro histórias, contos e fábulas:

* A História do Dia


* No Mundo das Fábulas

* Contando História

* Contos de Hans Christian Handersen

* Clube de Contadores de Histórias

Não deixem de espreitar este site:





Eu leio para os meus filhos desde que eles estavam na minha barriga, e eles ADORAM!
Não pensem que são novos demais para ouvirem uma história. Esquecemos muitas vezes que através das histórias a criança forma o gosto pela leitura, enriquece o seu vocabulário, amplia o mundo de ideias e conhecimentos desenvolvendo a linguagem e o pensamento.

As histórias estimulam a atenção, a memória, cultivam a sensibilidade e isso significa educar o espírito, ajudam por vezes a resolver conflitos emocionais e, tão importante, estimulam o imaginário da criança.

Como recurso pedagógico a história abre espaço para a alegria e o prazer de ler, compreender, interpretar a si próprio e à realidade.

"O acto de imaginação é um acto mágico. É um sortilégio destinado a fazer surgir o objecto em que se pensa, a coisa que se deseja, de forma a dela se apossar."Jean Paul Sartre

BOAS LEITURAS!

sábado, 8 de janeiro de 2011

O nosso dia de Reis

Na  5ª feira não conseguimos celebrar o Dia de Reis. Ser Doula tem destas coisas... Nasceu uma linda menina no dia 6, uma linda Rainha, o que me impediu de celebrar este dia com os meus meninos.
Começamos essa actividade ontem ao desmanchar a árvore de Natal e hoje vamos fazer o nosso Bolo Rei, que este ano vai ser diferente, a pedido dos meninos e com muita pena minha, o  nosso Bolo Rei vai ser de chocolate e em vez de fruta cristalizada - GOMAS ;)
A fava e o brinde não vão faltar!

Deixo-vos a historia do Bolo Rei:
Este bolo está repleto de simbologia. Não é por acaso que tem forma de coroa e brilho nas suas frutas cristalizadas ( no nosso caso - gamoas ;)

Reza a lenda que este doce representa os presentes oferecidos pelos Reis Magos ao Menino Jesus aquando do seu nascimento. A côdea simbolizava o ouro, as frutas secas e cristalizadas representavam a mirra, e o aroma do bolo assinalava o incenso.

Ainda na base do imaginário, a existência duma fava também tem a sua explicação: Quando os Reis Magos viram a Estrela de Belém que anunciava o nascimento de Cristo, disputaram entre si qual dos três teria a honra de ser o primeiro a entregar ao menino os presentes que levavam.

Como não conseguiram chegar a um acordo e com vista a acabar com a discussão, um padeiro confeccionou um bolo escondendo no interior da massa uma fava.

De seguida cada um dos três Magos do Oriente pegaria numa fatia.

O Rei Mago que tivesse a sorte de retirar a fatia contendo a fava seria o que ganharia o direito de entregar em primeiro lugar os presentes a Jesus.

O dilema ficou solucionado, embora não se saiba se foi, Gaspar, Baltazar, ou Belchior o feliz contemplado.

E esta foi a historia que contei ontem à noite:

Os 3 Reis magos - adaptado da net

Num país distante viviam três homens sábios que estudavam as estrelas e o céu. Um dia viram uma nova estrela muito mais brilhante que as restantes, e souberam que algo especial tinha acontecido.


Perceberam que nascera um novo rei e foram até ele.


Os três Reis magos, Gaspar, Belchior e Baltazar, levavam presentes, e seguiam a estrela que os guiava até que chegaram à cidade de Jerusalém. Aí perguntaram pelo Rei dos Judeus, pois tinham visto a estrela no céu.


Quando o rei Herodes soube que estrangeiros procuravam a criança, ficou zangado e com medo. Os romanos tinham-no feito rei a ele, e agora diziam-lhe que outro rei, mais poderoso, tinha nascido?


Então, Herodes reuniu-se com os três Reis magos e pediu-lhe para lhe dizerem quando encontrassem essa criança, para ele também a ir adorar.


Os Reis magos concordaram e partiram, seguindo de novo a estrela, até que ela parou e eles souberam que o Rei estava ali.


Ao verem Jesus, ajoelharam e ofereceram-lhe o que tinham trazido: ouro, incenso e mirra. A seguir partiram.


À noite, quando pararam para dormir, os três Reis magos tiveram um sonho. Apareceu-lhe um anjo que os avisou que o rei Herodes planeava matar Jesus.


De manhã, carregaram os camelos e já não foram até Jerusalém: regressaram à sua terra por outro caminho.


José também teve um sonho. Um anjo disse-lhe que Jesus corria perigo e que ele devia levar Maria e a criança para o Egipto, onde estariam em segurança. José acordou Maria, prepararam tudo e partiram ainda de noite.


Quando Herodes soube que fora enganado pelos Reis magos, ficou furioso. Tinha medo que este novo rei lhe tomasse o trono. Então, ordenou aos soldados para irem a Belém e matarem todos os meninos com menos de dois anos. Eles assim fizeram.


As pessoas não gostavam de Herodes, e ficaram a odiá-lo ainda mais.


Maria e José chegaram bem ao Egipto, onde viveram sem problemas. Então, tempos depois, José teve outro sonho: um anjo disse-lhe que Herodes morrera e que agora era altura de regressar com a família a Nazaré à sua casa.


Depois da longa viagem de regresso, eles chegaram enfim ao seu lar.

Espero que o vosso Dia de Reis tenha sido FANTÁSTICO!