Sobre o blog:

“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Ensino doméstico...

No blog da Catarina ( que por acaso é educadora:) encontrei uma referencia ao ensino doméstico.

Para quem não sabe o que é,

"Também denominado aprendizagem direccionada pela criança e aprendizagem natural, o termo unschooling foi originalmente usado por John Holt. O método é exatamente esse: nada de escola.

Unschooling é um dos métodos do ensino doméstico, muito bem aceite por famílias norte-americanas e europeias. As crianças que seguem o ensino doméstico não vão à escola para aprender. Toda a aprendizagem é feita a partir de casa. O unschooling é ainda mais livre, apregoando que na aprendizagem as crianças devem seguir os seus próprios ritmos. A aprendizagem torna-se simplesmente uma parte natural da vida. Todos os dias é a criança que decide o que quer fazer, se quer ir à biblioteca ler sobre baleias ou passar o dia fazendo experiências científicas na cozinha.

À medida em que crescem começam geralmente a integrar aulas e cursos externos. O importante é que são os jovens que controlam os seus horários e que fazem os ajustes necessários para os cumprir. Como observa um jovem que não frequentou escola: "estou a planear o que fazer. Tenho um grande sentido de responsibilidade naquilo que faço. Em vez de me forçarem a andar de actividade em actividade e me obrigarem a fazer determinadas coisas em determinados dias e horas, sou eu quem decide". Com esse poder de decisão vem a responsabilidade da gestão do tempo.

Os pais estão sempre à mão para dar apoio. Eles encorajam e ajudam a manter o ambiente de aprendizagem rico e real, respondendo a perguntas e funcionando como uma fonte de ideias, mas seguindo sempre as directrizes dos filhos."

retirei daqui http://aprendersemescola.blogspot.com/

outros blogs de quem pratica ensino domestico:
http://pesnarelva.wordpress.com/

http://escolaemcasa.blogspot.com/

http://escolabela.wordpress.com/

http://dalleuncolinho.blogspot.com/



grupo de discussão sobre o ensino domestico:
http://groups.yahoo.com/group/ensinodomestico/


como diz Jonh Holt
"Não acredito no currículo, não acredito em notas, não acredito em avaliações feitas por professores. Acredito em crianças aprendendo, com o nosso apoio e encorajamento, as coisas que elas querem aprender, quando as querem aprender, da forma como as querem aprender e porque as querem aprender."





"E as nossas escolas? Para quê?Conheço um mundo de artifícios de psicologia e de didática para tomar a aprendizagem mais eficiente. Aprendizagem mais eficiente: mais sucesso na transformação do corpo infantil brincante no corpo adulto produtor. Mas para saber se vale a pena seria necessário que comparássemos os risos das crianças com os risos dos adultos, e comparássemos o sono das crianças com o sono dos adultos. Diz a psicanálise que o projeto inconsciente do ego, o impulso que vai empurrando a gente pela vida afora, essa infelicidade e insatisfação indefinível que nos faz lutar para ver se, depois, num momento do futuro, a gente volta a rir... sim, diz a psicanálise que este projeto inconsciente é a recuperação de uma experiência infantil de prazer. Redescobrir a vida como brinquedo. Já pensaram no que isso implicaria? É difícil. Afinal de contas as escolas são instituições dedicadas à destruição das crianças. Algumas, de forma brutal. Outras, de forma delicada. "

Crónica de Rubem Alves

Uma critica á educação actual:




A escola que faz sentido para mim...



Uma escola democrática é caracterizada por dois princípios básicos: a possibilidade de os alunos escolherem se querem ou não assistir as aulas e a dinâmica de assembléias, onde todos participam, para decidir as normas da escola.

Summerhill destaca-se por defender que as crianças aprendem melhor se livres dos instrumentos de coerção e repressão usados pela grande maioria das escolas. Todas as aulas são opcionais, os alunos podem escolher as que desejam freqüentar e as que não desejam. Neill fundou a escola acreditando que "uma criança deve viver sua própria vida - não uma vida que seus pais acreditem que ela deva viver, não uma vida decidida por um educador que supõe saber o que é melhor para a criança."

Fico á espera do comentário das Srª Educadoras :)

10 comentários:

Dulce Reis disse...

É um tema que dá para pensar! A minha opinião é que a criança deve ir para o infantário a partir dos 2/3 anos. Assusta-me é que cada vez mais os pais exigem do Jardim de Infância aquilo que "pertence" ao 1ºciclo. Cada vez mais os pais tendem a querer mostrar os seus filhos e com orgulho dizer que praticam ballet, natação, música, etc. Esquecem-se da importância do brincar, brincar, brincar! Se não brincarem agora quando é que o vão fazer? Quanto ao fazer as actividades quando querem, é complicado, embora eu acho que a vontade da criança tem de estar sempre em 1º. Não obrigo ninguém a fazer nada mas por vezes não tempos opção. Há horários a cumprir e para isto mudar teria de haver uma grande mudança em tudo!
Começando logo pela licença de maternidade...
Beijocas grandes!
Dulce

moya disse...

Eu não sou educadora mas sou uma futura mamã. Se eu pudesse, ensinaria a minha filha em casa, como a minha avó paterna fez com o pai e tios nos primeiros anos de vida. Não por consciência, mas porque a escola ficava muito longe. No entanto, fico a pensar se a minha filha não ficaria prejudicada por não conviver com outras crianças da sua idade e partilhar a experiência "escola" com elas... Porque boa ou má, vai ser uma memória comum na maior parte dos adultos... E até que ponto é que ela não se fartaria de estar comigo o dia inteiro? ou até que ponto é que eu seria capaz de lhe transmitir o conhecimento correctamente? Já para não falar de que a certa altura, é necessário equipamento (laboratórios,ginásio, material)...
Eu posso dizer que desde o infantário ao 9º ano poucos foram os momentos escolares de que gostei. Depois aprendi a retirar o melhor da escola e a relevar o resto...

P e M disse...

"Jonh Holt
"Não acredito no currículo, não acredito em notas, não acredito em avaliações feitas por professores. Acredito em crianças aprendendo, com o nosso apoio e encorajamento, as coisas que elas querem aprender, quando as querem aprender, da forma como as querem aprender e porque as querem aprender.""

Não podia estar mais de acordo!!!

Eu andei na escola primária até à 3ª classe sem aprender a ler... o que fazia lá? Aprendia a pintar e a brincar. Depois passei para a 4ª classe e tive de aprender a ler.

É muito provável que a minha aversão a testes e a provar que aprendi tenha começado a partir desse momento. Mas tenho a certeza de que o meu amor aos trabalhos manuais e às artes começaram também ai. ;o)

P e M disse...

Agora... depois do nascimento da minha filha... estou a mudar (graças também à Cat)... Estou mais consciente, mais alerta, a comer melhor (em termos de qualidade), a viver melhor, a rir mais...

Acho que estou a aprender a ser criança... independentemente do que me digam...

E estou a acreditar mais em mim! ;o)

Catarina disse...

Eu sonho com uma educação de infância dentro dos moldes do ensino doméstico.
Não sei se me faço entender... O que eu quero dizer é que por mim trabalhava com uma dezena de crianças, num espaço familiar (sem ser necessariamente em casa) feito às nossas medidas (minhas e das crianças), onde cada uma pudesse orientar, escolher e dirigir as suas aprendizagens.

Mas o que me preocupa na escola/educação actualmente é o que já Robert Lindner dizia em 1956.
"As nossas escolas transformaram-se em fábricas enormes para a produção de robôs. Nós já não mandamos os nossos filhos para a escola para serem ensinados e para que lhes sejam dadas ferramentas para pensar; nem sequer para serem informados ou adquirirem conhecimentos, mas para serem "socializados" - o que, na semântica actual significa serem submetidos ao sistema e forçados a se conformar.

Li no blog "Aprender sem Escola" e não podia estar mais de acordo.
Há que reflectir, há muito que reflectir!

moya disse...

Pois, daí a importância cada vez maior do acompanhamento dos pais fora do horário escolar, para se inteirarem do que os seus filhos aprenderam e sentem em relação à escola, colegas e professores. Acho que cada vez mais os pais vêem a escola/actividades extra-curriculares como locais onde podem "despejar" os seus filhos para eles se manterem "correctamente ocupados"...
há um jardim de infÂncia em Alfragide que acho que pratica esse tipo de educação livre (pedagogia Waldorf)... (http://www.jardimdeinfanciawaldorf.com/waldorf/index.swf) e uma escola em Lisboa que também se rege por este método... é uma questão de se investigar... bjos, m.

Cat disse...

a pedagogia waldorf nao é assim tão livre.. fala com a natalia sobre isso :)

Cat disse...

catarina se sonhas com esse tipo de ensino porque não como educadora o pôr em pratica?

Cat disse...

para mim uma escola democratica é que faz sentido pois é caracterizada por dois princípios básicos: a possibilidade de os alunos escolherem se querem ou não assistir as aulas e a dinâmica de assembléias, onde todos participam, para decidir as normas da escola.
Conhecem a escola Summerhill? que defende que as crianças aprendem melhor se livres dos instrumentos de coerção e repressão usados pela grande maioria das escolas. Todas as aulas são opcionais, os alunos podem escolher as que desejam freqüentar e as que não desejam.

Cat disse...

e mais uma coisa, as escolas waldorf em portugal são para elites... nem toda a gente pode pagar aquelas mensalidades.