Sobre o blog:

“A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro” Ricardo H. Jones

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

workshop Pompoar! só para mulheres!




Curso de Pompoar em Portugal dia 16.3.08 em Odivelas no Barrigas & Bebes com Stella Alves


Pompoar é o controle dos músculos circunvaginais, onde a mulher que domina essa técnica ficará com a musculatura da vagina forte e conseguirá fazer jogos amorosos somente com o seu órgão genital, e com isso vai sentir e proporcionar mais prazer sexual, Pompoarismo é tudo que se refere a esta técnica.


De onde veio o Pompoar ?O "Pompoar" surgiu no oriente, precisamente na Índia é uma técnica que existe a milhares de anos, é praticada em vários países, inclusive na Tailândia e passada de mães para filhas desde pequenas, já faz parte da culturas delas.


Qual o objectivo do Pompoar? O Pompoar tem como objectivo fazer bem à saúde da mulher e proporcionar muito prazer sexual ao casal.Porque o Pompoar faz bem a saúde da mulher?Segundo ginecologistas a técnica do Pompoar é muito saudável. Ajuda na prevenção de problemas dos músculos pélvicos. Evita cirurgias de correcção de incontinência urinária. Evita a flacidez, e faz com que os músculos fiquem bem fortes, assim o homem sente mais o órgão da mulher e vise versa. Dependendo de cada organismo, diminui a cólica menstrual.Com o fortalecimento dos músculos, evita-se a queda do útero e da bexiga.Com o fortalecimento e controle dos músculos a mulher passa a dominar totalmente a técnica do Pompoar e através deste controle no parto normal consegue com mais facilidade ter o bebé , tornando o parto mais rápido.A Pompoarista proporciona e sente muito mais prazer, pois além da musculatura ficar mais forte o órgão fica mas sensível , e os orgasmos mais intensos!Existe outros benefícios?Muitos outros tais como:Quando a mulher se torna uma Pompoarista, fica muito mais segura de si, e tem sua auto-estima elevada.A Pompoarista proporciona e sente muito mais prazer sexual, e com isso melhora o relacionamento do casal sendo assim ficarão muito mais felizes.


Qual a mulher que pode aprender o Pompoar?Casadas, separadas, virgens, viúvas, todas as mulheres.Qual a idade ideal?A idade não importa desde que seja maior de 18 anos, num curso com duração de apenas quatro horas a mulher aprenderá muitas dicas que são importantes para sua vida, seu relacionamento, e toda a técnica do Pompoar, detalhe importante (sem tirar a roupa).


Uma dica da Pp. Stella Alves para todas as mulheres!Para ser uma "Pompoarista" não precisa acreditar, basta querer. Na sua vida tenha sempre como principio:"Querer é Poder"


Curso de PompoarDuração: 4 horas - parte da manhãTópicos a serem abordados: - Auto-estima e autoconfiança- A importância e os segredos de ser Sexy e Sensual- Dicas de como manter vivo um relacionamento- Fantasias sexuais


Após o intervalo:- O Pompoar- O que é? Objectivos, Movimentos, Força, Velocidade, Exercícios, Posições, treino, jogos amorosos, enfim, toda a técnica do Pompoar.


Final: Sessão de dúvidas e relaxamento.


Os Segredos da SeduçãoDuração: 4 horas - parte da tarde


Tópicos a serem abordados:


1ª. Parte: Massagem Sensual e Tailandesa.Quando e onde fazer?Preparando o ambiente, Preliminares: "Conectando-se", Tipos de Movimentos, O amor através do toque, Os segredos da massagem Sensual e Tailandesa, Acessórios que podem ser usados na massagem, Plumas, Óleos, Géis, etc. Enlouquecer seu parceiro com a magia do toque de suas mãos e corpo. Dicas, bate papo e tira dúvidas.


2ª. Parte: Strip-TeaseTornando-se mais confiante e segura, aflorando seu charme e sedução,definindo e preparando cenários e ambientes, movimentando-se com sensualidade, quando e onde olhar, o movimento mágico das mãos, maneiras de tirar cada peça do vestuário, Imprevisto! Que fazer? Produzindo para seu Show, Começo, meio e fim do Strip, encantar seu parceiro com seu poder de sedução, Dicas, Bate papo e tira-dúvidas.Detalhes importantes: Ninguém tira a roupa em aula. Necessário levar um casaquinho.


Valor: Os dois cursos 100 euros, 1 curso 75 eurosmínimo de 30 máximo de 40 participantes (só para mulheres)


A hormona do amor


2008/01/29 revista Pais&Filhos por Filipa Lowndes Vicente


Um bom ambiente para o parto facilita o nascimento. Então por que é que as nossas maternidades não põem em prática o que hoje se sabe sobre a hormona da ocitocina e as suas sensibilidades ao ambiente?

A ocitocina é a hormona mais importante em todo o processo de nascimento - das primeiras contracções ao aleitamento.
Mas se os efeitos mecânicos da ocitocina são um objecto de estudo essencial para qualquer profissional de saúde da área da obstetrícia, só em finais dos anos setenta é que se descobriram as relações desta hormona com o cérebro e o sistema nervoso e se começaram a estudar as suas implicações comportamentais.
Descobriu-se também que a ocitocina produzida pelo corpo humano funciona de um modo muito mais complexo do que a produzida artificialmente - ela é sensível ao ambiente que a rodeia. Um bom ambiente para o parto facilita todo o processo de nascimento.
Um mau ambiente, pelo contrário, dificulta-o. Então porque é que as nossas maternidades não põem em prática tudo aquilo que hoje se sabe sobre a hormona da ocitocina e as suas sensibilidades ao ambiente? Porque é que não investem mais na criação de um bom ambiente para o parto?
Criar um bom ambiente - O bom funcionamento da ocitocina natural e de outras hormonas produzidas pelo corpo humano é fundamental para que o parto possa ser «fácil». O problema é que, como também se descobriu há poucas décadas, a ocitocina é muito sensível ao ambiente que a rodeia.
Assim, uma das causas dos partos díficeis - contracções pouco eficientes, a dilatação que não progride, expulsão sem intensidade - bem como das dificuldades no início da amamentação, está na interacção negativa do ambiente em que decorre o parto.
E isto remete-nos para uma profunda contradição: as condições ideais para uma acção favorável da ocitocina são, muitas vezes, diametralmente opostas às condições proporcionadas pelas maternidades: imposição de regras e imobilidade, falta de privacidade, solidão, ruído, luz, fome, sede e insegurança são razões para que o neocortex, a parte do cérebro que pensa, o lado racional, se active, dificultando a fisiologia do parto.

Inibido, em alerta, com mais adrenalina do que ociticina, o corpo da mulher tem dificuldade em fazer uso das suas capacidades para dar à luz. Claro que os hospitais têm soluções para todas as dificuldades. Mas não seria mais mais lógico que tentassem criar as condições mais favoráveis ao processo de nascimento e assim evitar muitos dos seus problemas?
Existem outras características fisiológicas humanas que nos podem ajudar a compreender melhor o parto. O sono ou a sexualidade também contêm uma componente fisiológica que está dependente de factores externos. Para que um ser humano consiga adormecer, o cerébro tem de descansar para alcançar o sono; também ajuda se estiver num ambiente adequado feito de penumbra, silêncio, calma, segurança, temperatura agradável.
É díficil a uma pessoa adormecer se tiver um desconhecido a olhar para ele ou a fazer-lhe perguntas, se não se sentir descontraído, se tiver fome, se estiver consciente do seu ressonar ou do inestetismo da sua mandíbula aberta. A falta de privacidade, de segurança e de intimidade constituem factores inibitórios do sono ou da sexualidade. Ou do parto. O processo de nascimento - desde as primeiras contracções ao início do aleitamento - é muito sensível aos estímulos exteriores que favorecem, ou dificultam, os processos fisiológicos.
Uma parturiente num espaço hospitalar sem o apoio afectivo de alguém que lhe seja próximo, a ouvir outras parturientes e visitas, ligada a máquinas e a tubos, sem poder saciar a fome e a sede, constrangida a estar reclinada numa maca, a ter de se «portar bem», com medo de se descontrolar ou de gritar, tem necessariamente mais dificuldades em participar de modo activo no nascimento como terá mais dificuldades em estabelecer uma primeira ligação feliz com o seu filho.
É, então, que surgem as ajudas indispensáveis: a ocitocina sintética, a anestesia epidural, os instrumentos para extrair o bebé, a cesariana e o leite artificial.
A indução: Vamos apressar o processo? A utilização da ocitocina sintética é, talvez, uma das intervenções mais banais no processo de parto medicalizado. Para dar início ao processo de nascimento ou para o acelerar quando já iniciado. O problema é que a ocitocina farmacológica pode reproduzir alguns dos efeitos mecânicos da ocitocina humana, mas não possui os efeitos positivos que esta última tem em todas as fases do parto, assim como no encontro com o recém-nascido (o momento em que, se lhe for permitido, o corpo produz a maior quantidade desta hormona).
A banalização da ocitocina sintética favorece, para além disso, uma «bola-de-neve» de outras intervenções com consequências várias para a mãe e para a criança. A Organização Mundial de Saúde condena a indução do parto sem ser por razões médicas.
No entanto, muitos pais e médicos «marcam» os nascimentos para um determinado dia e iniciam o trabalho de parto recorrendo à ocitocina farmacológica. Fazem-no porque toda a cultura do nascimento favorece que assim seja, não porque haja necessariamente uma razão médica para o fazer. E fazem-no por várias razões. Em primeiro lugar, porque «marcar» o nascimento pode ajudar a colmatar os medos e as expectativas sentidas por tantos pais.
Persiste a ideia, falsa, de que indução é igual a segurança, um processo controlado do príncipio ao fim, sem riscos, sem surpresas, sem perigo. Porquê viver a ansiedade natural dos últimos tempos de gravidez e a imprevisibilidade do dia a dia se se pode resolver tudo isto com a segurança de uma hora marcada?
Para muitas mulheres que recorrem aos hospitais privados também significa poderem assegurar o «seu» médico durante o «seu» parto: por um lado, ficarão sujeitas a todos os efeitos secundários de um parto marcado, que muitas vezes desconhecem; mas, por outro, têm a segurança de que estará lá alguém de confiança para resolver os problemas que podem surgir quando se marca um parto sem um motivo médico. Paradoxal? Em segundo lugar, existem razões práticas: por um lado, no fim da gravidez as mulheres estão cansadas, o peso dos pés a aumentar, outros filhos para tratar e tudo o resto a fazer. As mulheres portuguesas, por exemplo, trabalham muito, fora e dentro de casa e muitas vezes têm maridos que não partilham as responsabilidades domésticas.
Por que não induzir o parto para umas semanas antes? Por outro lado, muitos médicos, sobretudo a trabalhar em hospitais privados, fazem da indução sem razões médicas uma aliada para melhor gerir a sua vida profissional, os seus congressos, as suas aulas, a sua vida familiar. É muito mais prático «marcar» um parto do que ter de estar contactável dia e noite à espera das primeiras contracções de várias «pacientes». Os médicos obstetras têm vidas muito exigentes profissionalmente, também têm filhos e também estão cansados como todos nós. Em muitos casos, a indução marca-se para as 38 semanas, antes do tempo previsto, para que não haja o «perigo» de o trabalho de parto se iniciar «sozinho», longe da presença médica, longe do hospital, longe de imprevistos. Mas importa avaliar os aspectos positivos e negativos em mulheres e nascituros saudáveis. De facto, com a indução artificial, o parto torna-se mais prevísivel: não há o risco de ir para a maternidade às quatro da manhã e para muitas mulheres isso é sinónimo de tranquilidade mas, por outro lado, forçar os corpos da mãe e do bébé a iniciar um processo complexo, antes de eles estarem preparados, aumenta a possibilidade de intervenção - mais ocitocina farmacológica, cesariana, forceps, ventosa, episiotomia -, tal como intensifica as contracções, logo a necessidade de anestesia.
Este conjunto de práticas que interagem e dependem umas das outras, muitas vezes num círculo vicioso, pode também aumentar a propensão para problemas respiratórios nos recém-nascidos e a consequente necessidade de estes permanecerem numa incubadora.


Levar a casa para o hospital - A disciplina da fisiologia, universal e transcultural, e as novas investigações médicas sobre a ocitocina e sobre o conjunto de hormonas implicado no parto têm contribuído para uma melhor compreensão do processo de nascimento. E são muitas as maternidades do mundo que já integraram na sua prática estes conhecimentos recentes.
Dão protagonismo às mulheres e criam condições hospitalares para que elas possam beneficiar dos recursos próprios do corpo humano, por um lado; e limitando os usos da ocitocina farmacológica e outras intervenções àqueles casos, excepcionais, em que elas são necessárias. Ambas as atitudes são inseparáveis: a intervenção só poderá ser reduzida se se criarem condições para que os mecanismos fisiológicos possam funcionar. O serviço de obstetrícia de um hospital tem características únicas, diferentes de todas as outras secções de um hospital. A parturiente saudável não é uma doente. É uma mulher que vai ter um filho. A única razão que leva uma mulher saudável a ser internada num hospital requer necessariamente uma abordagem diferente da de outras áreas da medicina, que têm de estar mais centradas na patologia.
A banalização da indução, em que a parturiente recebe ocitocina (às vezes sem ser informada) no mesmo «soro» que lhe limita os movimentos, tal como a imposição de dar à luz em posição supina com as pernas pousadas numas perneiras é uma das regras que exemplificam a projecção do comportamento do «doente» no comportamento das grávidas.
Hoje, já são muitas as maternidades em todo o mundo que pensaram nestas questões e mudaram o seu espaço e o seu ambiente. Mas não é possível mudar mobílias sem antes mudar cabeças. E isso é, claro, muito mais díficil. Um modelo de nascimento utilizado em muitos países e com resultados muito positivos é aquele que procura criar um espaço hospitalar o mais parecido possível com uma casa.
Tendo em conta que o ambiente privado, íntimo e afectivo de casa facilita o processo de nascimento, este modelo procura reproduzir as mesmas condições num ambiente hospitalar. Assim, a parturiente pode viver o seu parto com muitas das vantagens de um parto em casa e com a possibilidade de todos os instrumentos e saber dos profissionais de saúde que acompanham todo o processo e só interferem em caso de necessidade.
Os resultados deste modelo de nascimento são muito positivos, na satisfacção das famílias que o vivem, e na diminuição da intervenção, com o que isso significa no bem estar das pessoas envolvidas e na poupança de custos hospitalares.
Quando se criam condições para que o corpo humano possa produzir ocitocina, diminui drasticamente a necessidade de recorrer à ocitocina sintética, com todas as vantagens que isso significa para o bem-estar físico e emocional da mulher e para bom começo de vida para a criança que acaba de nascer.

Pais&Filhos

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Mais um nascimento





Ontem tive o privilégio de acompanhar, como Doula, mais um nascimento.
O D. nasceu na Maternidade Alfredo da Costa.
Os meus parabéns aos pais, e á equipa pelo parto humanizado.

Mais uma vez o plano de parto fez toda a diferença. A mudança faz-se aos poucos, e tem de partir das grávidas!

Não posso deixar de agradecer ás minhas colegas e amigas Doulas, Sónia, Carla, Luísa e Susana pelo seu apoio.

E assim caminhamos pela luta da Humanização do Parto em Portugal.

"Humanizar o parto é devolver o protagonismo á Mulher"

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Um parto longo surge associado ao sofrimento?


... Mas pode não ser assim
A ideia de um parto longo surge usualmente associada ao sofrimento da mãe ou do bebé, mas a realidade pode ser diferente, incluindo períodos de sono, refeições ligeiras e até passeios de automóvel.

Elisabete Carvalho, operadora televisiva de 27 anos, decidiu ter o primeiro filho dentro de água e, após 75 horas em trabalho de parto - uma demora excepcional mesmo para um parto natural -, o David nasceu no dia 23 de Julho em São Domingos de Rana, no concelho de Cascais.

«Tive o parto que tinha idealizado. O David nasceu com a cabeça virada para trás, para o fundo da piscina, mas fez a rotação sozinho e ficou de frente para mim, então eu senti mais uma contracção e puxei-o. Fui a primeira pessoa a tocar nele», descreveu à agência Lusa.

«Contracções causaram dores semelhantes às do período menstrual»

«As contracções causaram-me dores semelhantes às do período menstrual, mas durante a expulsão não tive dor alguma. Também não houve qualquer complicação, nem foi preciso fazer o corte do períneo [zona muscular situada entre a vagina e o ânus]», revelou.
«O facto de o David estar a passar de um meio aquático para outro pareceu-me o ideal. Acho que se ele tivesse nascido fora de água não tinha sido tão agradável, pois a mudança seria mais agressiva».

Tendo entrado e saído várias vezes do meio aquático, Elisabete Carvalho foi sempre procedendo à substituição da água, «que deve chegar à piscina através de uma mangueira própria e desinfectada e manter-se nos 37 graus Celsius», de modo a promover um nascimento seguro e confortável.

Ao longo da gestação, Elisabete Carvalho leu obras como «Parto na Água», de Cornelia Enning, ou «A Cesariana», de Michel Odent, clarificando alguns aspectos relacionados com o nascimento de um bebé.
«Durante o trabalho de parto, eu viajei de automóvel, fui ver o mar e nunca deixei de me alimentar com sopa, chá e bolachas. Enquanto as contracções foram mais ligeiras consegui mesmo dormir e cinco ou dez minutos de sono valeram por oito horas».

A médica que seguira Elisabete Carvalho esteve presente na sua casa mas, como viu que o parto estava demorado, não quis esperar: «Sugeriu-me uma cesariana, dizendo que eu tinha incompatibilidade feto-pélvica, mas eu recusei e ela foi-se embora», contou à Lusa.

Parteira de prevenção

«É claro que eu já tinha uma parteira de prevenção, que veio para a minha casa com o equipamento necessário para fazer o CTG [cardiotocografia, um exame destinado a avaliar o batimento cardíaco do bebé e os seus movimentos] e que ia monitorizando se estava tudo bem», acrescentou a operadora de televisão, que, apesar de ter tudo planeado, nunca excluiu o recurso ao hospital.

«Não tinha posto a possibilidade totalmente de parte, mas o hospital era uma hipótese apenas se eu ou o bebé estivéssemos em sofrimento, pois, além da falta de privacidade, lá teria de estar como os médicos querem e não como eu queria», assinalou a repórter de imagem.

Em casa, o parto decorreu num ambiente familiar, com a presença da parteira e de uma doula, do pai do bebé, da mãe da parturiente e de uma amiga, ou seja, «uma casa cheia».»

Fonte:
Portugal Diário

domingo, 10 de fevereiro de 2008

O bebé nasceu! e agora?


Finalmente, passados nove meses, o seu bebé nasceu.
De certeza que imaginou o seu bebé durante toda a gravidez, mas agora, já com ele nos braços, pode contemplar o seu rosto e todo o seu pequeno corpo, que tanto ansiou tocar e abraçar.
Nesta fase, em que o bebé é o centro das atenções, é normal que tenha muitas dúvidas, e nas primeiras semanas, em casa, sinta que precisa de ajuda e apoio em determinadas áreas.
-amamentação
-cuidados com o bebe (o dar banho, o vestir, o sono...)
-baby blues -...
Não sou Psicóloga, Enfermeira ou Pediatra, nem pretendo substituir qualquer tipo de profissional, o meu serviço pretende colmatar uma lacuna cada vez mais frequente na nossa sociedade, os avós trabalham ou estão distantes, a licença dos pais é pequena, e, muitas vezes, as mães sentem-se perdidas, sozinhas.
É uma ajuda de mãe para mãe.
Contacte-me para saber mais informações.
catarinapardal@sapo.pt

sábado, 9 de fevereiro de 2008

RECUPERAÇÃO PÓS PARTO

A ginástica de recuperação pós-parto, quando feita desde o Puerpério (período de seis semanas a contar do dia do parto) ajuda a mulher a recuperar mais facilmente a forma, pois permite a associação do exercício físico com a segregação de hormonas como a occitocina, que ajudam (entre outras coisas) o útero e os órgãos genitais a regressarem ao seu estado anterior à gravidez.

A puérpera (mãe nas primeiras seis semanas após parto) aprende a conhecer o seu corpo, o que pode ou deve fazer nesta fase relativamente delicada, recupera a forma, confiança e auto-estima, começando a reencontrar-se.Todos estes factores associados ao contacto com outras puérperas ajudam a evitar a depressão pós parto.

Na Recuperação Pós Parto a puérpera pratica diversos exercícios que ajudam a prevenir e corrigir o descontrolo dos esfíncteres, que surge nalgumas puérperas. Assim sendo, durante o decorrer das sessões é dada à zona perineal, especial atenção nas primeiras seis semanas, informando às puerperas como recuperar ou melhorar a tonicidade muscular do pavimento pélvico.

Mulheres submetidas a Cesarianas têm programas específicos, de acordo com a sua condição, sendo acompanhadas caso a caso.

A partir das seis semanas, é reforçada toda a musculatura abdominal, dorso-lombar e pélvica, sendo ainda trabalhada a musculatura peitoral.

Aconselhamos as aulas de recuperação pós parto 8 dias após o parto normal e 15 dias após cesariana, com duração mínima de 4 semanas a recuperação acaba quando a recém mãe se sentir preparada para enfrentar uma actividade física mais exigente.

RECUPERAÇÃO PÓS PARTO:
4ª e 6ª ás 11 no Barrigas&Bebes
2ª ás 10.30 na Quinta palominas
Em sua casa, no horario que quiser!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Novo bloco de Partos

Casas de parto não nascem, parteiras espanholas à espreita

As casas de parto, um meio-termo entre o domicílio e o hospital, são uma opção para quem deseja um parto natural e, como em Portugal não existe alguma, já há parteiras espanholas interessadas em abrir a primeira

Fundador da Associação Portuguesa de Enfermeiros Obstetras (APEO), Vítor Varela, que esteve em Novembro em Berlim - «onde existem cerca de oito casas de parto, todas ao pé de maternidades, para que, em caso de necessidade, a grávida seja deslocada de um local para o outro sem recurso a ambulâncias e sem que uma situação mais complicada chegue ao extremo» - lamenta que a realidade nacional seja «tão diferente».

«Em Portugal não existem casas de parto e a lei diz que o nascimento deve ocorrer em ambiente hospitalar», declarou, revelando que, todavia, «várias parteiras espanholas e algumas holandesas» já o sondaram sobre o assunto, tendo as espanholas perguntado mesmo «qual a viabilidade de montar uma no país».

Actualmente a trabalhar no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, Vítor Varela - que até 2005 assegurou a presidência da APEO e representa os países do Sul da Europa na Confederação Internacional de Parteiras - afirmou que, em Portugal, «a formação dos enfermeiros obstetras não é devidamente aproveitada».

«Aqui vivemos o modelo médico, em que não é reconhecida a qualificação e a responsabilidade dos enfermeiros obstetras, ou parteiros, apesar de estes serem abrangidos por uma directiva comunitária».

Segundo Vítor Varela, a directiva comunitária 2005/36/CE, de 7 de Setembro, aguarda transposição para o direito interno, existindo alguns pontos controversos para a comunidade médica no artigo 39º, relativo ao «exercício das actividades profissionais de parteira».

«Prescrever ou aconselhar os exames necessários ao diagnóstico mais precoce possível da gravidez de risco» (alínea c), «diagnosticar a gravidez, vigiar a gravidez normal e efectuar os exames necessários à vigilância da evolução da gravidez normal» (alínea b), «assistir a parturiente durante o trabalho de parto e vigiar o estado do feto in utero pelos meios clínicos e técnicos apropriados» (alínea e) são alguns dos tópicos problemáticas.

No artigo 39º também não são consensuais a alínea f, que autoriza os parteiros a «fazer o parto normal em caso de apresentação de cabeça, incluindo, se necessário, a episiotomia, e o parto em caso de apresentação pélvica, em situação de urgência» e a alínea g, que capacita estes esfermeiros para «detectar na mãe ou no filho sinais reveladores de anomalias que exijam a intervenção do médico e auxiliar este em caso de intervenção e tomar as medidas de urgência que se imponham na ausência do médico, designadamente a extracção manual da placenta, eventualmente seguida de revisão uterina manual».

«Sem que seja elaborado e reconhecido, após aprovação pela Ordem dos Enfermeiros, um Regulamento de Actividades que contemple todos os pontos da directiva, a autonomia das parteiras ou parteiros está sempre posta em causa», destacou Vítor Varela.

«Se uma mulher quiser ter um filho em casa, pode escolher uma parteira ou parteiro da sua confiança, mas este não tem protecção legal caso algo corra mal, pelo que muitos recusam fazê-lo independentemente de terem competência para isso», afirmou o ex-dirigente da APEO, acrescentando que «aqui mesmo ao lado, em Espanha, existe a associação Nascer em Casa, que tem uma a duas parteiras em todas as capitais de província».

Em contraste, «em Portugal, deixou de haver o verdadeiro cuidado pré-natal, aquele que mantém a futura mãe informada», criticou o enfermeiro, exemplificando que, «enquanto em Berlim as grávidas são analisadas caso a caso, no nosso país ainda há centros de saúde sem enfermeiras especializadas em saúde materna».

«A política de saúde tem de incluir estas pessoas, até porque a sua formação custa caro ao Estado português e depois não é aproveitada», sublinhou, concluindo que, neste caso, «perde a pessoa que se formou, perde a grávida, que podia desfrutar de outro acompanhamento, e perde o país».

Defensor de que «dar à mulher a hipótese de um parto natural é uma missão do serviço público», o enfermeiro tem investido nesta área e fez, com a sua equipa, um projecto em que apurou «que meios técnicos e humanos e que alterações estruturais seriam necessárias para fazer o trabalho de parto na água» no Hospital de São Bernardo.

Entregue em meados de 2006, a proposta «está em análise e ainda não estão reunidas as condições necessárias para a pôr em prática», segundo o gabinete de comunicação do Centro Hospitalar de Setúbal.

Entretanto, e enquanto em Setúbal o projecto tarda em arrancar, a 7 de Fevereiro o Porto vai acolher uma reunião da Confederação Internacional de Parteiras, que terá a presença de representantes de Espanha, Itália, França, Grécia, Malta, Chipre, Roménia e Líbano com vista à criação de uma norma de procedimentos a adoptar para a realização de partos naturais.

O encontro agendado para o Hotel Tuela, no Porto, tem lugar seis dias após a inauguração do novo bloco de partos do Hospital de São João, onde trabalha Elisa Clara Santos, enfermeira de saúde materna e obstétrica (ou parteira, como prefere ser designada) que é capaz de fazer horas-extra para acompanhar uma grávida que opte por dar à luz naturalmente.

«O grande inimigo do parto natural é o relógio, pois aqui não há Buscopan para amolecer o colo do útero, nem há oxitocina para acelerar as contracções, pelo que o nascimento demora o tempo que demorar», explicou Elisa Santos, assinalando que um parto natural se inicia por si próprio, sem indução, e decorre ao ritmo de cada mulher.

Para esta parteira «o parto natural é mais instintivo, mas é aconselhável a grávida ter um plano de parto - elaborado com o companheiro, a parteira ou a doula [mulher que apoia a grávida durante a gestação e o nascimento do bebé] - em que diga que posição prefere para dar à luz ou como deseja contrariar a dor».

Mestre em Bioética, com a tese A dor e o sofrimento no trabalho de parto defendida em 2005 na Universidade Católica de Braga, Elisa Santos, de 43 anos, assegura nunca ter ajudado nenhuma mulher a dar à luz em casa, mas esclarece que «não é por ser no hospital que um parto fica isento de riscos».

«No domicílio, o maior problema é a capacidade de reacção em caso de distocia, quando o bebé fica entalado pelos ombros no momento da expulsão, ou de hemorragia uterina pós-parto. No entanto, no hospital há um risco acrescido de infecções», referiu a enfermeira, que possui formação específica sobre os partos naturais e para quem «o ambiente do lar faz muita diferença a nível psicológico».

Simpatizante também dos partos na água, a enfermeira do Hospital de São João, no Porto, esclareceu que estes não são uma possibilidade em Portugal, «nem em hospitais nem em clínicas, nem no público nem no privado».

«A água é um método natural para relaxar e aliviar as dores e o que eu defendo é a hidroterapia, mas se a expulsão do bebé se der no meio aquático não é nenhuma tragédia», afirmou Elisa Clara Santos, acrescentando que, caso a mulher faça esta opção, «a sua entrada na água não deve ocorrer antes de ter quatro a cinco centímetros de dilatação».

O Hospital de São João não dispõe de uma banheira adequada ao parto na água, nem é favorável à sua concretização mas, e se uma grávida levar a piscina de casa?

«Bem, aqui a protagonista é a mulher... Por isso, se a grávida trouxer os meios e assinar um termo de responsabilidade em como está consciente do que a sua decisão implica, em princípio a instituição terá de aceder», ponderou Elisa Santos, cujo nome surge indicado na página de Internet http://partoaquatico.net, que faculta mais informações sobre os benefícios da água no parto.

Ainda a propósito dos partos naturais, a enfermeira de saúde materna contou guardar o sonho de abrir uma casa de parto em Portugal, em princípio no Porto e talvez até perto do Hospital de São João.

«Eu e umas colegas já pensamos nisso há algum tempo. Teríamos de estabelecer um protocolo com uma instituição hospitalar e, eventualmente, com os bombeiros, para organizar o transporte em casos de emergência», revelou, garantindo que «já há espaço, material e recursos humanos mas, como não há legislação, por enquanto fica apenas o desejo».

Jorge Branco, presidente da Comissão Nacional de Saúde Materna e Neonatal, declarou que, «de momento, não existe legislação que permita» a criação de casas de parto no país, «nem a rede hospitalar portuguesa o prevê».

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=78258

Hospital de São João inaugura bloco de partos naturais

O Hospital de São João, no Porto, disponibiliza às grávidas, a partir de sexta-feira, um bloco para partos naturais onde algumas «velhas práticas» foram abolidas e se dá tempo ao tempo para nascer

Os partos induzidos, as anestesias, as tricotomias (rapagem dos pêlos púbicos) e os clisteres estão excluídos do novo bloco, pensado para as grávidas sem pressa, que ali vão poder recorrer à hidroterapia, à música e a exercícios de relaxamento para darem à luz tranquilamente.

Na nova estrutura, a grávida pode escolher a posição que lhe é mais conveniente para dar à luz e praticar exercícios com a bola e a corda de parto.

«A bola permite que a mulher se sente sobre ela e oscile, relaxando a zona pélvica, e a corda, suspensa num ponto alto da sala de partos, pode ser usada para fazer força», explicou Diogo Ayres de Campos, médico responsável pelo bloco de partos.

A episiotomia (corte do períneo, uma área muscular localizada entre a vagina e o ânus, para facilitar a expulsão do bebé) «só será realizada nos casos em que for realmente necessária», sublinhou ainda Diogo Campos, que se congratulou por a taxa desta intervenção no Hospital «ser actualmente de 54 por cento, quando era de 87 por cento há três anos».

«O soro, que costuma ser colocado à grávida assim que esta entra no hospital, também deixa de ser rotina, e a futura mãe vai poder circular num ambiente familiar, sem a presença de estranhos, além de ter à sua disposição chuveiro e banheira com hidromassagem», contou o clínico do Hospital de São João.

Mas apesar de a água ser um recurso para o relaxamento e o amenizar das dores da grávida, o médico do São João exclui a possibilidade de os partos ocorrerem no meio aquático.

«Como são conhecidos casos de complicações em bebés que nasceram neste meio, só faremos partos na água quando houver indicações de que são pelo menos tão seguros como os realizados em ambiente normal», declarou Diogo Ayres de Campos, acrescentando que «o parto na água não é um parto natural».

«Parir na água não é um instinto ou uma tendência natural da mulher», sublinhou o responsável, segundo o qual «o trabalho de parto na água é pacífico, a expulsão do bebé é que é controversa».

A realização do parto fora do ambiente hospitalar também é encarada com renitência por Diogo Campos, segundo quem «em Portugal não existe uma estrutura montada para apoiar esse tipo de nascimento, ao contrário do que sucede em países como a Holanda», onde apenas as gravidezes de risco têm acompanhamento hospitalar.

Apesar de considerar que o país «não está preparado nem tem tradição de partos em casa», o médico reconhece que os enfermeiros obstetras (vulgo parteiros) «podem orientar os partos de baixo risco», devendo «dispor de mais autonomia», um aspecto que «está bem estipulado na lei europeia mas pouco claro na legislação nacional».

Diogo Ayres de Campos revelou-se ainda favorável à criação de casas ou centros de parto, uma vez que Portugal ainda não dispõe de nenhuma estrutura deste tipo.

Para o médico, os centros de parto representam «o equilíbrio ideal entre a casa e o hospital» e, «se são uma solução em muitos países europeus, não há razão para não resultarem em Portugal».

Lusa / SOL

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=78066